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MPF e instituições instalam comitê técnico para ordenar a gestão da zona costeira do Amapá

Foto: Reprodução/MPF-Amapá

O Ministério Público Federal (MPF) participou, no dia 9 de junho, da primeira reunião do Comitê Técnico de Apoio ao Gerenciamento Costeiro do Estado do Amapá (CT-GERCO/AP). O evento aconteceu no auditório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA/AP), em Macapá (AP), com o objetivo de instalar o comitê, aprovar seu regimento interno e iniciar o inventário das orlas dos municípios costeiros amapaenses.

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Representando o MPF, o procurador da República João Pedro Becker Santos integrou os debates da reunião inaugural, considerada um marco para o alinhamento institucional e para a proteção do patrimônio ambiental da região.

Leia também: Petrobras confirma retomada de perfuração na costa do Amapá, mas MPF pede suspensão da licença

MPF e instituições instalam comitê técnico para ordenar a gestão da zona costeira do Amapá
MPF e instituições instalam comitê técnico para ordenar a gestão da zona costeira do Amapá. Foto: Nataliel Rangel; Mickael Marques e Thales Lima

Comitê deve analisar desafios da região

A instalação do colegiado decorre do esforço conjunto do MPF e das instituições parceiras e visa tirar do papel mecanismos de governança em um estado onde a zona costeira concentra nada menos que 90% da população e 87% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, englobando 11 dos 16 municípios amapaenses.

No encontro, o procurador João Pedro Becker Santos ressaltou a importância da participação do MPF na consolidação de uma agenda costeira integrada e sustentável em conjunto com as demais instituições parceiras. Para o órgão, o funcionamento efetivo do comitê representa um avanço da proteção do meio ambiente e nos direitos sociais da população amapaense.

Foto: Enrico Marone/Greenpeace

A importância dos trabalhos se justifica pelo cenário de extrema vulnerabilidade socioambiental da costa amapaense. O território enfrenta desafios severos decorrentes das mudanças climáticas, como processos de erosão costeira, avanço da água do mar para os rios e assoreamento, que ameaçam diretamente as habitações e o sustento das populações locais e ribeirinhas.

Um exemplo nítido dessa realidade são os fenômenos geográficos que impactam o Arquipélago do Bailique – local onde a erosão já destruiu casas e imóveis públicos – e a foz do Rio Araguari, que já perdeu quilômetros de extensão devido ao assoreamento.

A partir das diretrizes fixadas nesta primeira reunião, o comitê pretende estruturar os planos diretores municipais de modo que passem a integrar mapas de risco costeiro e zonas de proteção de manguezais — o Amapá faz parte da maior faixa contínua de manguezais do mundo.

O MPF seguirá acompanhando as próximas etapas do CT-GERCO/AP, atuando como indutor de políticas públicas que conciliem o desenvolvimento socioeconômico, a segurança das comunidades tradicionais e a conservação da biodiversidade da Amazônia costeira.

*Com informações do Ministério Público Federal-Amapá

Boi Caprichoso anuncia primeira tuxaua trans do Festival de Parintins

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Lup Moara (centro) é a primeira mulher trans a se apresentar como tuxaua no Festival de Parintins. Foto: Ralf Cordeiro

O Boi-Bumbá Caprichoso anunciou Lup Moara como a primeira mulher trans a defender o item tuxaua no Festival Folclórico de Parintins. A artista visual e performática vai estrear na arena do Bumbódromo em 2026, em um marco considerado histórico para o festival e para a representatividade LGBTQIAPN+ na cultura popular amazônica.

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O item Tuxaua representa liderança, força e ancestralidade indígena dentro do espetáculo. Segundo o Caprichoso, a escolha de Lup reforça a trajetória do boi azul e branco na valorização da diversidade e da inclusão. Torcedora do Caprichoso desde a infância, Lup afirmou que assumir o item é motivo de orgulho e representa uma conquista coletiva.

“O Caprichoso sempre foi meu espaço de acolhimento, respeito e pertencimento. Assumir esse item é levar nossa voz, nossa estética e nossa resistência para o centro do espetáculo. Ser a primeira mulher trans a assumir o item Tuxaua mostra que o Caprichoso, mais uma vez, faz história e inova dentro do Festival de Parintins. É muito satisfatório poder contribuir de forma ainda mais forte dentro do meu boi”, afirmou Moara.

Símbolo da comunidade trans na Ilha

Primeira mulher trans do festival, Lup Moara fará sua estreia como item tuxaua no festival deste ano.
Artista e performática, Lup Moara defende as cores do boi Caprichoso desde a infância. Foto: Reprodução/Instagram-lupmoara

A história de Lup Moara com o Caprichoso começou ainda na infância, na Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale, conhecida como Escolinha de Arte do boi. Ela também integrou o Corpo de Dança Caprichoso (CDC) e participou de diversas manifestações culturais da ilha.

Ao longo da trajetória, foi Rainha das Flores nas Pastorinhas, atuou em bois mirins e ganhou destaque como Porta-Estandarte e Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Rasgadinho, agremiação folclórica reconhecida pela ligação histórica com a comunidade LGBTQIAPN+ de Parintins.

Leia também: Artistas trans da Amazônia: vozes que ampliam direitos e repertórios por meio da música

Nos bastidores do Caprichoso, Lup também construiu carreira como artista de figurino. Em 2018, assinou seu primeiro trabalho na área. Dois anos depois, passou a atuar diretamente na criação e produção de indumentárias para os espetáculos apresentados na arena.

Reconhecida pela inovação estética e pela valorização das tradições amazônicas, Lup Moara agora assume um dos itens mais simbólicos do Festival de Parintins, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o posto na história da disputa entre Caprichoso e Garantido.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Transição energética na Amazônia enfrenta isolamento e desigualdade

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Na Amazônia, a energia limpa das hidrelétricas contrasta com comunidades ainda dependentes do diesel. Foto: Nareeta Martin/Unsplash

Um novo estudo brasileiro, publicado na urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, revela que a transição energética na Amazônia Legal enfrenta realidades muito distintas, que variam da extrema dependência de fontes fósseis a matrizes altamente diversificadas. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

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A região, que concentra uma imensa riqueza de recursos naturais e abriga mais de 30 milhões de pessoas, vive um cenário de contrastes diários na forma como consome energia.

Enquanto grandes usinas hidrelétricas instaladas ali exportam eletricidade renovável para o restante do país, milhares de famílias em comunidades isoladas amazônicas ainda dependem da queima rotineira de óleo diesel para iluminar suas casas. Essa limitação estrutural encarece o custo de vida e eleva as emissões de carbono em um bioma vital para o clima global.

Leia também: Amazônia abastece país com energia, mas quase 3 milhões de moradores da região dependem de fósseis

Para entender essa assimetria, a equipe analisou indicadores ao longo de duas décadas, unindo dados ambientais, sociais e econômicos. A abundância de rios, ventos e sol não se mostrou suficiente para resolver o problema automaticamente. O grande gargalo regional é a falta de tecnologia acessível, a ausência de infraestrutura de distribuição e a gestão desigual dos recursos gerados.

“Muita gente pensa que a Amazônia é tudo igual, mas cada estado é diferente. Por mais que existam grandes hidrelétricas, como no estado do Pará, a maioria dessa oferta de energia não vai para a Amazônia Legal, mas, sim, para os outros estados. Além disso, as tecnologias de energia renovável ainda são caras para serem custeadas, principalmente pela nossa população”, explica Lucas Nunes, autor principal do estudo.

O mapeamento também expôs o impacto direto do rápido crescimento urbano sobre o meio ambiente amazônico. Municípios que atraem mais habitantes demandam mais transporte, bens e serviços. Sem um planejamento ágil, essa pressão esgota recursos naturais, eleva o consumo energético e multiplica rapidamente a poluição atmosférica regional.

“Quanto mais pessoas crescem em um estado ou num município, mais recursos são necessários para sustentá-las. O problema não é a urbanização em si, mas a urbanização em excesso. É preciso obter tecnologia para ter uma matriz mais diversa, incluindo a eólica, a solar e a biomassa, para minimizar esses impactos”, destaca o pesquisador.

energia na amazônia
Foto: Vandenilson dos Anjos/ Rede Energia e Comunidades

Família de regiões remotas na Amazônia são mais dependentes

Muitas famílias ficam reféns das opções mais poluentes simplesmente porque o acesso a alternativas seguras depende de redes logísticas complexas. Regiões remotas da bacia amazônica sofrem ainda mais com essa dependência porque não estão conectadas à rede nacional de distribuição de energia elétrica, o que requer soluções de transporte custosas para garantir o básico diário.

“A região amazônica tem uma composição florestal bem densa, e isso dificulta o acesso à energia. Para suprir essa limitação, é preciso investir na geração de energia descentralizada ou distribuída, que está mais próxima de nós e não precisa de grandes áreas, sendo atrelada ao convívio daquela comunidade”, ressalta Nunes.

Para mudar esse quadro, os governos estaduais e o Governo Federal precisam integrar as dimensões econômica, social e ambiental em seus atos normativos. Ferramentas recentes de monitoramento de dados, como o Atlas Brasileiro da Transição Energética, lançado de forma inédita pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no primeiro semestre de 2025, auxiliam na coordenação das políticas e no mapeamento de vocações locais.

O futuro socioeconômico da Amazônia depende de estratégias descentralizadas que transformem resíduos, luz solar e ventos locais em energia acessível para quem realmente vive no território.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Produção de 30 mil toneladas de açaí gera um terço do valor agrícola do Amapá, diz IBGE

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O açaí é o principal motor da economia agrícola do Amapá, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, a produção de 30 mil toneladas do fruto gerou R$ 92 milhões, o equivalente a um terço do setor.

A produção agrícola do Estado saltou de R$ 150 milhões para R$ 270 milhões em 2025. Depois do açaí, o segundo produto mais importante foi a mandioca, com R$ 63 milhões.

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Açaí e mandioca estão presentes no dia a dia do amapaense e também ganham espaço no mercado internacional. O pesquisador do IBGE, Raul Tabajara, destaca que o açaí gera renda a partir do plantio e manejo.

“O setor agrícola saltou de R$ 150 milhões para R$ 270 milhões. Só o açaí plantado e manejado no estado gerou R$ 92 milhões. O diferencial foi a inclusão do cultivo conduzido, que impactou diretamente o PIB agrícola do Amapá”, explicou Tabajara.

A produção é suficiente para abastecer o Estado, mas boa parte é exportada. Por isso, 45% do consumo local vem das ilhas do Marajó. Em 2025, o cultivo de açaí superou a área extrativista, que registrou 11 milhões.

Imagem colorida mosrtra cachos de açaí no Amapá
Foto: Divulgação/Governo do Amapá

Produção no mercado internacional

No mercado internacional, a cooperativa Amazonbai assinou contrato para fornecer 15 mil toneladas de açaí à China até 2031. O acordo foi fechado durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia, em Xangai.

Leia também: Multifunções? Potencial do caroço de açaí é estudado no Amapá: do asfalto a produção de energia

A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, dentro da estratégia Rotas de Integração Nacional, que fortalece sistemas produtivos locais e promove o desenvolvimento sustentável. As vendas ainda aguardam a certificação GACC, exigida para exportação à China.

Outras produções no Amapá

Na piscicultura, o Amapá cresceu quase 4% em 2025. O tambaqui foi o peixe mais produzido, seguido de tambatinga e pirapitanga. Na pecuária, o rebanho bovino cresceu pouco mais de 6%, chegando a 60 mil cabeças. Os bubalinos seguem como destaque, com mais de 346 mil animais registrados.

Segundo o IBGE, a produção de búfalos no Amapá é a segunda maior do país, atrás apenas do Pará, que concentra a criação no município de Chaves.

*Por Mariana Ferreira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP

Maior Paçoca do Mundo bate novo recorde e alcança 1.593,5 kg no BV Junina 2026

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Com 1.593,5 kg, a Maior Paçoca do Mundo bateu novo recorde no Boa Vista Junina 2026. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Mais uma vez, a tradição, a cultura e a gastronomia roraimense fizeram história no Boa Vista Junina 2026. Nesta terça-feira (16), a Maior Paçoca do Mundo voltou a bater um recorde ao atingir a marca de 1.593,5 kg, durante uma das noites mais aguardadas do Maior Arraial da Amazônia.

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Símbolo da identidade cultural de Roraima, a iguaria chegou à Praça Fábio Marques Paracat como uma verdadeira estrela internacional, sobre um tapete vermelho. Quem acompanhou a pesagem foi Milton Cunha, comentarista carnavalesco que promoverá um workshop especial para os grupos juninos.

“Eu já fui recebido no aeroporto com música, dança e, claro, paçoca. E agora estou aqui, diante da Maior Paçoca do Mundo, acompanhando esse momento histórico. O que mais me encanta na Amazônia é essa capacidade de transformar cultura em espetáculo. Existe uma alegria coletiva, uma vontade de celebrar, de criar cenários, figurinos, cores e emoções. Isso está presente em toda a Amazônia e aqui em Roraima não é diferente. É uma manifestação cultural grandiosa, autêntica e cheia de identidade”, disse Milton.

Produzida ao longo de mais de 15 dias de trabalho, a paçoca mobilizou dezenas de profissionais e uma ampla cadeia produtiva, envolvendo fornecedores de diferentes municípios do estado. O resultado foi mais um marco para a gastronomia local, que já possui reconhecimento não apenas municipal e estadual, mas também nacional e internacional.

Após a pesagem oficial, a iguaria foi distribuída gratuitamente para cerca de 10 mil pessoas. O prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, celebrou o novo recorde. “Mais do que bater recordes, essa tradição valoriza a nossa gastronomia, fortalece a identidade cultural de Roraima e movimenta toda uma cadeia produtiva local. Ver a população reunida para celebrar e compartilhar esse momento mostra a força que a paçoca tem dentro da nossa cultura e do Maior Arraial da Amazônia”, afirmou.

Leia também: Segurança integrada garante tranquilidade no Boa Vista Junina 2026

“Eu já fui recebido no aeroporto com música, dança e, claro, paçoca. E agora estou aqui, diante da Maior Paçoca do Mundo, acompanhando esse momento histórico”, destacou o comentarista carnavalesco, Milton Cunha. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Tradição que conquistou o mundo

Quem também destacou a relevância desse momento foi a diretora de Turismo da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Alda Amorim. “A paçoca começou conquistando os boa-vistenses, depois os roraimenses, os brasileiros e hoje é conhecida mundialmente. Ela movimenta a economia, valoriza nossa cultura e se tornou a grande estrela do Boa Vista Junina”, ressaltou.

A autônoma Joycielle Lemos prestigiou a Maior Paçoca do Mundo pela primeira vez. Acompanhada dos filhos, Olívia e Douglas, ela afirmou que o momento ficará na memória. “Todos os anos venho ao arraial, mas nunca tinha provado a paçoca. Amei a experiência. A festa está linda e, como sempre, se superando em estrutura, segurança e beleza. O prefeito está de parabéns”, comentou.

Quem também vivenciou esse momento simbólico do Maior Arraial da Amazônia pela primeira vez foi Istefanny Santos, que estava acompanhada dos filhos. “Queria muito trazer as crianças para viver esse momento e adorei. A gente ama paçoca! Com certeza será algo que faremos nos próximos anos”, contou.

Além da paçoca, a população recebeu banana, item essencial para acompanhar a iguaria. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Preparação envolve dezenas de pessoas

A produção da Maior Paçoca do Mundo começou semanas antes do evento, com a seleção dos ingredientes e a organização da logística necessária para garantir a qualidade e a segurança alimentar da iguaria.

Além da carne seca, farinha, cebola e manteiga, a preparação também mobilizou produtores locais, fortalecendo a economia e valorizando ingredientes típicos da região. Todo o processo seguiu os protocolos sanitários exigidos para que a paçoca pudesse ser servida ao público após a pesagem oficial.

Recorde após recorde

Criada em 2015, durante as comemorações dos 15 anos do Boa Vista Junina, a Maior Paçoca do Mundo consolidou-se como uma das atrações mais emblemáticas do evento. Desde então, a receita vem acumulando recordes e ampliando sua notoriedade.

Em 2024, a iguaria entrou oficialmente para o Guinness World Records como a Maior Paçoca de Carne do Planeta, reconhecimento que projetou ainda mais a gastronomia roraimense no cenário internacional.

Tanto o processo de preparação como o de distribuição da paçoca segue rígidos protocolos sanitários. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Evolução da Maior Paçoca do Mundo

  • 2015 – 500 kg
  • 2016 – 775 kg
  • 2017 – 856 kg
  • 2018 – 1.023 kg
  • 2019 – 1.050 kg
  • 2022 – 1.131 kg
  • 2023 – 1.264 kg
  • 2024 – 1.356 kg
  • 2025 – 1.547,5 kg
  • 2026 – 1.593,5 kg (novo recorde)

Inteligência artificial, desinformação e democracia marcam debate do Amazônia Que Eu Quero no Acre

Foto: Divulgação

O avanço das novas tecnologias, a popularização da inteligência artificial e os desafios relacionados à desinformação têm ampliado os debates sobre participação cidadã, confiança nas instituições e os impactos da transformação digital na democracia. Em um cenário cada vez mais conectado, especialistas destacam a importância do acesso à informação confiável e da responsabilidade compartilhada na construção de ambientes digitais mais seguros.

Esses foram os temas do painel “Democracia na Era Digital e a importância da busca da informação correta e o papel dos organismos de fiscalização”, realizado pela Fundação Rede Amazônica nesta quinta-feira (18), no Instituto Federal do Acre (IFAC), em Rio Branco, como parte da programação do projeto Amazônia Que Eu Quero.

O encontro reuniu estudantes do IFAC, especialistas e representantes de instituições para discutir os impactos da transformação digital, o papel das plataformas digitais, os desafios da desinformação e a importância do fortalecimento das instituições democráticas.

Participaram do debate Pablo Mendes, especialista em Tecnologia e Modernização da Gestão Pública e professor da Universidade Federal do Acre (UFAC); Thales Quintão, doutor em Ciência Política e professor da UFAC; e Thalles Sales, juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) e especialista em Direito Eleitoral e Administrativo. A mediação foi conduzida pelo jornalista Murilo Lima.

Inteligência artificial e transformação digital

Pablo Mendes destacou que a inteligência artificial tem provocado mudanças profundas na sociedade e reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre seus impactos na democracia e nos processos eleitorais.

“A inteligência artificial já influencia a economia, a política e as relações sociais. Por isso, é fundamental discutir o uso responsável dessas ferramentas e seus impactos na sociedade”, afirmou.

Informação, participação e ambiente digital

Thales Quintão chamou atenção para os desafios relacionados à circulação de informações no ambiente digital e ao funcionamento dos algoritmos das plataformas.

“A internet ampliou o acesso à informação e fortaleceu a participação cidadã. Ao mesmo tempo, precisamos compreender como os conteúdos chegam até as pessoas e influenciam o debate público”, explicou.

Segundo o cientista político, o ambiente digital também abriu espaço para novas formas de mobilização social e participação política.

Segurança eleitoral e combate à desinformação

Já Thalles Sales abordou os avanços na segurança do sistema eleitoral brasileiro e destacou o papel das instituições no enfrentamento à desinformação.

“Hoje, o processo eleitoral é muito mais seguro. A biometria fortaleceu a identificação dos eleitores e trouxe ainda mais confiabilidade às eleições”, afirmou.

O magistrado também destacou a importância da atuação das plataformas digitais no combate à disseminação de conteúdos falsos.

“Quando uma plataforma é alertada sobre conteúdos potencialmente falsos ou desinformativos, ela precisa agir. Essa responsabilidade é fundamental para um ambiente digital mais seguro e transparente”, ressaltou.

Construção de soluções para a Amazônia

Durante o encontro, os participantes também discutiram temas como educação midiática, cidadania digital, inteligência artificial, segurança eleitoral e os desafios enfrentados pelas instituições democráticas em um cenário de rápidas transformações tecnológicas. As discussões e contribuições apresentadas pelos participantes irão integrar o Caderno de Soluções do Amazônia Que Eu Quero, documento que reúne propostas da população para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“A tecnologia amplia o acesso à informação e à participação cidadã, mas também traz desafios importantes. Promover esse debate com os jovens contribui para fortalecer a cultura democrática e preparar a sociedade para a era digital”, destacou Dênis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica.

Após passar por Boa Vista, Macapá, Belém, Porto Velho e Rio Branco, o Amazônia Que Eu Quero realizará seu último painel desta temporada em julho, em Manaus.

Sobre o Amazônia Que Eu Quero

Criado em 2019, o Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica que promove a educação política por meio do diálogo entre especialistas, instituições, gestores públicos e sociedade civil. O projeto busca construir propostas para enfrentar os principais desafios da Amazônia, incentivando a participação cidadã e o desenvolvimento sustentável da região.

Comodare Móveis em MDF: 10 anos transformando sonhos em realidade no Amazonas

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Foto: Divulgação

Referência quando o assunto é qualidade, inovação e confiança no setor moveleiro, a Comodare Móveis em MDF vem consolidando sua marca há mais de 10 anos no mercado amazonense, oferecendo soluções completas em móveis planejados e móveis prontos, atendendo desde projetos mais básicos até os mais sofisticados de alto padrão. Com uma trajetória marcada pela excelência, a empresa já conquistou mais de 200 mil clientes e se tornou uma das marcas mais lembradas quando o assunto é mobiliar e transformar ambientes.

Com uma estrutura moderna, tecnologia de ponta e equipamentos de última geração, a Comodare se destaca pela precisão, acabamento impecável e compromisso em entregar móveis perfeitos, pensados para unir funcionalidade, beleza e durabilidade. Cada projeto é desenvolvido com atenção aos mínimos detalhes, respeitando o sonho, o estilo e a necessidade de cada cliente.

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O crescimento da empresa é reflexo da confiança do povo amazonense. Hoje, a marca soma mais de 250 mil seguidores em suas redes sociais, fortalecendo sua conexão com o público e mostrando diariamente projetos entregues, novidades e tendências do mercado mobiliário.

A expansão da Comodare é mais uma prova desse reconhecimento. Em breve, a empresa abrirá uma nova unidade em Manacapuru, ampliando sua presença no estado e levando ainda mais conforto, qualidade e inovação para novos clientes. O novo passo simboliza não apenas crescimento, mas também a confiança consolidada ao longo dos anos.

Comodare Móveis em MDF: 10 anos transformando sonhos em realidade no Amazonas
Foto: Divulgação

Atualmente, a empresa conta com mais de 200 colaboradores, uma equipe especializada e preparada para oferecer atendimento de excelência em todas as etapas, desde a criação do projeto até a instalação final. Além disso, a Comodare trabalha com os melhores parceiros do mercado, como a G-MAD Centro do Alumínio, uma parceria sólida e duradoura que garante matéria-prima de primeira linha, ferragens resistentes e acabamento superior.

Entre os grandes diferenciais da marca estão as condições facilitadas: parcelamento em até 18 vezes sem juros, entrega grátis e um modelo de pagamento que transmite segurança e transparência — o cliente paga somente na entrega, após comprovar pessoalmente a qualidade do produto adquirido.

Leia também: Comodare revoluciona móveis em Manaus com pagamento na entrega

Sempre inovando, a Comodare está em constante atualização, lançando novos modelos e acompanhando as principais tendências do setor. Além dos móveis planejados, a empresa também oferece uma ampla variedade de sofás, poltronas, cadeiras de escritório e móveis prontos, como closets, roupeiros, painéis de TV, cômodas, armários de cozinha, sapateiras, mesas de escritório, livreiros, nichos, homes e muitas outras soluções para transformar qualquer ambiente.

Mais do que vender móveis, a Comodare entrega sonhos, conforto e praticidade, conquistando espaço nos lares amazonenses e fortalecendo sua marca como símbolo de confiança, inovação e qualidade. Com visão de futuro, compromisso com seus clientes e um crescimento sólido, a empresa segue expandindo e reafirmando seu propósito: transformar casas em verdadeiros lares.

Para acompanhar novidades, lançamentos e inspirações, basta seguir a empresa no Instagram através da @comodaremoveisemmdf. Quem deseja realizar o sonho do móvel planejado pode solicitar uma visita e orçamento pelo telefone (92) 99173-6329 ou visite um de nossos showrooms: Nova Cidade, Nova Esperança e Japiim.

Segurança integrada garante tranquilidade no Boa Vista Junina 2026

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Esquema integrado com 473 agentes reforça a segurança e garante tranquilidade ao público do Maior Arraial da Amazônia. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Para garantir que o público e as famílias aproveitem a programação do Maior Arraial da Amazônia com tranquilidade, a Prefeitura de Boa Vista montou um esquema de segurança que reúne 473 agentes da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Superintendência Municipal de Trânsito e demais órgãos parceiros.

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Com ações de patrulhamento preventivo, controle de acesso, monitoramento por câmeras, organização do trânsito e atendimento rápido a ocorrências, as equipes trabalham de forma coordenada tanto na área interna quanto no entorno do arraial, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor para todos.

Segurança integrada garante tranquilidade no Boa Vista Junina 2026
A Smtran faz intervenções viárias necessárias para a segurança de todos no Boa Vista Junina 2026. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

O esquema também conta com um sistema de videomonitoramento em tempo real instalado no evento e integrado à Central de Comunicação e Monitoramento (CECOM) da prefeitura. A estrutura permite acompanhar toda a movimentação e agilizar o atendimento em qualquer situação que exija a intervenção das equipes.

“As imagens auxiliam no monitoramento constante do perímetro da festa e contribuem para a identificação de ocorrências, garantindo uma atuação rápida e eficiente. Até o momento, o evento segue de forma tranquila, sem registros de situações graves”, disse a comandante da Guarda Civil Municipal, Cícera Mangabeira.

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Famílias aproveitam as tradições, a cultura e a alegria do Maior Arraial da Amazônia. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

O auxiliar de produção João Vitor, de 27 anos, destacou a sensação de segurança durante o passeio. “Isso é importante para nós, porque trazemos crianças. Achei tudo bem organizado. A presença dos guardas evita brigas e tumultos, o que nos deixa mais tranquilos para circular pela festa”, comentou.

Entenda como funciona a escolha dos jurados e o julgamento dos itens dos bois no Festival Folclórico de Parintins

Apuração das notas dos jurados durante o 58º Festival Folclórico de Parintins. Foto: Aguilar Abecassis/SEC AM

Considerado uma das maiores expressões culturais do mundo, o Festival Folclórico de Parintins, molda, há quase seis décadas, a rotina de uma cidade de 96 mil habitantes localizado no interior do Amazonas, a 380 quilômetros da capital Manaus. A grande festa, protagonizada pela rivalidade histórica entre os bois Caprichoso e Garantido, dita a vivência de torcedores, profissionais e amantes do maior espetáculo cultural à céu aberto do planeta, que acontece anualmente na última semana de junho.

O que era uma simples brincadeira de rua, iniciada no início do século XIX, se tornou uma das maiores celebrações folclóricas do mundo, guiada pela competição das cores azul e vermelho que reflete a identidade cultural da Ilha da Magia. O Bumbódromo de Parintins é o palco onde o Touro Negro e o Boi da Baixa disputam, ponto a ponto, o título de campeão do festival através de apresentações que misturam elementos históricos e sociais de cada boi.

Bois Caprichoso e Garantido, a rivalidade que dita o Festival Folclórico de Parintins. Foto: Reprodução/SEC AM

Tais performances são julgadas e avaliadas por jurados, que definem por notas o boi que melhor se apresentou nas três noites do festival. Mas como funciona a escolha dos jurados e essa avaliação? Com base no atual regulamento vigente do festival, o Portal Amazônia detalha os pontos do atual modelo da escolha dos jurados e como eles avaliam os 21 itens da grande festa da Ilha da Magia.

Leia também: Ilha da Magia: confira 7 curiosidades sobre Parintins

Como funciona hoje a escolha dos jurados?

De acordo com regulamento vigente, os jurados são escolhidos por meio do edital de credenciamento público, que seleciona membros para a Escola de Jurados do Festival Folclórico de Parintins. Os interessados se inscrevem por meio de um link e preenchem várias informações, dentre elas a comprovação de experiências na área cultural e artística e formação acadêmica ou técnica.

É imprescindível, também, que os candidatos sejam nascidos ou residentes fora da região Norte do Brasil e não tenham nenhum tipo de ligação com membros da comissão de jurados, servidores públicos ou profissionais atuantes no festival.

A partir daí, os candidatos são avaliados criteriosamente tanto pela organização do festival quanto por representantes dos bois Caprichoso e Garantido, e os selecionados integram o banco de dados da Escola de Jurados do festival. O resultado da avaliação sai em 10 dias.

Após esta data, dez nomes são selecionados para compor a lista de jurados, sendo um nome definido para ser o presidente da comissão julgadora e responsável para cuidar das questões administrativas do grupo de jurados. Importante destacar que o presidente da comissão NÃO atribui nota a nenhum dos 21 itens disputantes do festival, ficando restrito apenas às atribuições voltadas ao conjunto de jurados.

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Divisão dos jurados

Seguindo o regulamento, os nove julgadores são divididos em três blocos: Bloco A – Comum/Musical; Bloco B – Cênico-Coreográfico; e Bloco C – Artístico. Em cada bloco, três jurados avaliam os 21 itens dos bois Caprichoso e Garantido nas noites do festival, da seguinte forma:

  • Bloco A :julga os itens apresentador, levantador de toadas, batucada ou marujada, amo do boi, toada (letra e música) e organização do conjunto folclórico.
  • Bloco B: julga os itens porta-estandarte, sinhazinha da fazenda, rainha do folclore, cunhã-poranga, pajé, boi-bumbá (evolução) e coreografia.
  • Bloco C: julga os itens ritual indígena, tribos indígenas, tuxauas, figura típica regional, alegoria, lenda amazônica e vaqueirada.

Os jurados ficam alojados em cabines individuais de julgamento, localizadas no Bumbódromo e divididas em três conjuntos: um na parte central e dois conjuntos laterais, um para o lado do Caprichoso e outro para o Garantido. Cada conjunto deve conter três cabines individuais, que será ocupada por um jurado de cada bloco, na ordem A, B e C.

Mudança

No entanto, apesar do regulamento vigente, haverá uma mudança em relação ao posicionamento da cabine para o festival de 2026: Todos os jurados agora ficarão posicionados em uma cabine central. A decisão, embora acertada entre a Comissão Organizadora, a Prefeitura de Parintins – organizadora do festival, e as agremiações, não terá alteração do texto do regulamento em razão desta mudança.

Em nota, o presidente da Comissão dos Jurados do Festival de Parintins, Wanderley Ribeiro, reforça que a alteração foi um entendimento construído entre todas as partes envolvidas na festa.

“Até o momento, não foi possível alcançar consenso entre as associações folclóricas para promover alterações formais no texto regulamentar. A mudança de posicionamento da Comissão Julgadora decorre de entendimento construído entre as partes envolvidas na organização do Festival, visando proporcionar melhores condições de observação dos espetáculos e aprimorar as condições de trabalho dos jurados, sem que isso represente alteração do regulamento vigente”, explica Ribeiro.

Julgamento

A cada noite de festival, cada boi terá o tempo mínimo de 2h e máximo de 2h30 para apresentação do seu espetáculo. Cada jurado avalia as apresentações dos 21 itens e lança as notas no caderno de julgamento, acompanhadas das justificativas e comentários. A nota mínima é de 8,0 e a máxima é 10 e devem ser registradas na folha de votação nas formas numerais e por extenso.

Os itens são descritos, por ordem numeral, da seguinte forma:

Isabelle Nogueira e Marciele Albuquerque, cunhãs-poranga dos bois Garantido e Caprichoso, respectivamente. Foto: Assessorias dos bois
  • 01 – Apresentador
  • 02 – Levantador de Toadas
  • 03 – Batucada ou Marujada
  • 04 – Ritual Indígena
  • 05 – Porta-Estandarte
  • 06 – Amo do Boi
  • 07 – Sinhazinha da Fazenda
  • 08 – Rainha do Folclore
  • 09 – Cunhã-Poranga
  • 10 – Boi-Bumbá (Evolução)
  • 11 – Toada (Letra e Música)
  • 12 – Pajé
  • 13 – Povos Indígenas
  • 14 – Tuxauas
  • 15 – Figura Típica Regional
  • 16 – Alegorias
  • 17 – Lenda Amazônica
  • 18 – Vaqueirada
  • 19 – Galera
  • 20 – Coreografia
  • 21 – Organização do Conjunto Folclórico

São feitas as seguintes observações:

  • Itens individuais (Apresentador, Levantador de Toadas, Porta-Estandarte, Amo do Boi, Sinhazinha da Fazenda, Rainha do Folclore, Cunhã-Poranga, Boi-Bumbá e Pajé): será permitido somente um único ator ou atriz para a representação do item, por cada noite de apresentação.
  • Item Toada (Letra e Música): é permitida uma única execução concorrendo no item, por cada noite de apresentação, devendo ser feita pelo item de número 2 – Levantador de Toadas
  • Item Tuxauas: necessário exatamente três capacetes alegóricos;
  • Item Povos Indígenas: respeitar a quantidade mínima de 4 grupos e máximo de onde grupos contendo, no mínimo, 18 integrantes em cada grupo;
  • Item Vaqueirada: necessário ter no mínimo 30 e, no máximo, 40 integrantes.
  • Item Ritual Indígena: um ritual, com uso de estrutura artística e alegórica
  • Item Lenda Amazônica: uma lenda, com uso de estrutura artística e alegórica
  • Item Figura Típica Regional: um figura, com uso de estrutura artística e alegórica
  • A cada noite do festival, cada boi deverá apresentar, obrigatoriamente, as figuras tradicionais de Pai Francisco e Mãe Catirina, mesmo que não sejam disputantes, sob pena de punição.

Apuração

O Ato de Apuração do Festival Folclórico de Parintins, referente à disputa pelo regulamento, acontece no dia seguinte à última noite de apresentação, no horário das 14h, no Bumbódromo, respeitando um espaço que acomode com segurança todos os partícipes do ato e a imprensa em geral.

Tanto Caprichoso quanto Garantido devem indicar dois representantes devidamente credenciados para exercer funções de fiscal durante a apuração, ou seja, os chamados delegados.

Apuração das notas lançadas pelos jurados.
Apuração do 58º Festival Folclórico de Parintins. Foto: Aguilar Abecassis/Cultura do AM

A mesa de apuração deve ser formada com por cinco pessoas, sendo o presidente da Comissão Julgadora, posicionado ao centro da mesa, dividindo os dois delegados da apuração de cada Boi-Bumbá, situados em extremidades opostas da mesa.

Após isso, é iniciado a etapa de leitura das notas dos cadernos de julgamento, de todos ou somente dos que não possuírem impedimentos em decorrência de violação das urnas. Serão lidas as notas dadas por cada jurado, aos itens de cada bloco, por cada noite de apresentação.

A leitura das notas dos cadernos de julgamento se dará no seguinte sequenciamento/ordenamento: Notas dos cadernos da 1ª (primeira) noite de apresentações, seguidas das notas dos cadernos da 2ª (segunda) noite de apresentações, encerrando por todas as notas dos cadernos da 3ª (terceira) noite de apresentações.

Outra ordem respeitada é a leitura das notas dos cadernos do Bloco A, seguida do Bloco B e finalizada com as notas nos cadernos do Bloco C.

Resultado

Troféu ‘Sincretismo popular’, premiação simbólica dada ao boi vencedor de 2025. Foto: Aguilar Abecassis

Concluída a apuração, o Presidente da Comissão Julgadora proclamará o Boi-Bumbá campeão e o Boi-Bumbá vice-campeão do Festival Folclórico de Parintins, respectivamente, conforme o maior número de pontos obtidos, salvo se houver empate persistente, mesmo após aplicados todos os critérios de desempate, então, nesse caso, o Presidente da Comissão Julgadora proclamará as duas Associações como campeãs.

Após declarado o resultado, aos Bois-Bumbás, serão entregues troféus específicos, de acordo com o resultado proclamado, como forma simbólica de representar a conquista e o resultado da edição do festival.

O regulamento completo do Festival Folclórico de Parintins pode ser conferido abaixo.

Boi-bumbá, pagode e e-music dão o ritmo certo a temporada do Kwati Club 2026

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Foto: Divulgação/Kwati Club

A partir da próxima quinta-feira (25/06), o Kwati Club abre suas portas para a temporada 2026 do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. Além dos atrativos que envolvem saúde e bem-estar, o espaço, localizado às margens do Lago Macurany, no bairro Santa Rita, contará com um line-up que vai desde o tradicional boi-bumbá até a música eletrônica, com direito a duas atrações nacionais. Os passaportes podem ser adquiridos no site oficial do evento, a partir de R$ 180, por dia.

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Na quinta-feira, a atração musical ficará por conta da banda Cateto da Toada, dando às boas-vindas aos visitantes e também moradores da Ilha da Magia. Na sexta-feira (26/06), Normandinho Jr. e Kboclos sobem ao palco do river club. Já no sábado (27/06), as atrações serão Pontifexx, um dos principais artistas da música eletrônica do Brasil, e Undel Pinheiro.

E encerrando a temporada 2026, no domingo (28/06), será a vez de Cat Dealers, com os irmãos Pedro Henrique Cardoso e Luiz Guilherme Cardoso que já passaram por grandes festivais como Lollapalooza e Rock In Rio, além de terem aberto o show da cantora Lady Gaga, em Copacabana (RJ), e a DJ Aya da Amazônia.

“Optamos por atrações e ritmos que mais tem a ver com essa nova proposta do Kwati Club. Então, chamamos os parceiros do boi-bumbá que estão com a gente desde o início (Cateto e Kboclos), o Undel Pinheiro que já é tradicional do nosso clube, incluímos o Normandinho Jr., que é um fenômeno em Parintins, e também convidamos nomes importantes da música eletrônica como o Cat Dealers, o Pontifexx e a Aya da Amazônia. Uma mistura gostosa e bem a cara da nossa festa”, comenta Egreen Baranda, uma das organizadoras do evento.

Novidades no Kwati Club

Em paralelo, o Kwati Club contará com uma programação voltada ao universo wellness – estilo de vida destinado à saúde e bom-estar. As atividades incluem aulas de yoga, bike, tênis, beach tênis, futevôlei e academia funcional.

As aulas de beach tênis, tênis, futevôlei e academia funcional, serão realizadas entre 8h e 18h. Já as aulas de bike ocorrerão em dois horários: 9h e 11h. E a aula de yoga será realizada às 10h.

Saiba mais: Kwati Club contará com programação voltada à saúde e ao bem-estar durante o Festival de Parintins

O acesso às aulas é possível de diversas formas: adquirindo o ingresso Day Use Premium, ou adquirindo os espaços Lounge (Lago, Deck e Piscina) e Bangalô Privativo, no site oficial do evento: kwaticlub.com. Mais informações podem ser obtidas via Instagram (@kwaticlub) ou no WhatsApp (92) 99331-6007.