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‘Seravô’: uma palavra que representa um coração apaixonado

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Imagem gerada por IA

Por Dudu Monteiro de Paula

Seravô. Criei esta palavra fruto de um coração apaixonado. Costumo falar coisas assim. Sentado a beira de um barranco alto, olhando a inércia da dinâmica da natureza, os meus olhos não são capazes de perceber a explosão do que ocorre cada segundo. Na minha frente dois do maiores rios do mundo – os rios Negro e Solimões -, nos meus mortais olhos, os únicos movimentos que percebo são o movimento das águas e uma brisa que me contorna.

Sim. Só assim que sabemos que o tempo passa. Mas, naquele microssegundo, bilhões de transformações ocorrem: árvores morrem com milhões de seres vivos e árvores nascem com milhões de seres vivos; milhares de peixes morrem e milhares nascem; dentro da selva animais morrem e nascem; basta que nós, ditos “civilizados”, não façamos nada. Basta admirar e aí está a lição da vida.

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Nos meus 76 anos de vida foi mais ou menos assim. Nascido em um lugar, criado e desenvolvido em outro, trago comigo o cheiro da terra amazônica e nas veias a força dos rios de nossa Amazônia. Uma vida, como toda ela é, uma aventura. 

Vindo de uma família maravilhosa que construiu de um nada, tudo! Em especial, fui lenta e gradativamente construindo a mim como filho, profissional, cidadão. Conheci milhares de pessoas, poucas me relacionei profundamente a ponto de criarmos uma história com personagens chamado de filhos (três meninas e um menino, com idades bem diferentes que deram a oportunidade de vivê-los dentro de um mundo próprio, ou seja um em cada tempo).

Eu, junto com minha parceira, sentimos o desenrolar da vida em um “serzinho”, resultado de um amor, sabendo ser parte de duas pessoas, mas diferente. O primeiro passo é a saúde e então começa o maior desafio: como moldar alguém para ser alguém?

Não existe um manual, uma regra geral. Pode ou não dar certo. Todos temos esta dúvida. Os filhos crescem e estão sempre segurando a sua mão até começarem a construir o próprio mundo.

Esperamos que achem nos próprios erros o caminho e saibam que sempre estaremos juntos. Sejam o que quiserem! Cabe a nós apoiá-los e orientá-los.

Que achem o parceiro certo para o outro passo e surgir outro “serzinho”… Meu Deus do céu!!! Não importa – menino ou menina – pois é uma sensação extraordinária! 

Quero guardar, ficar comigo, abrir espaço na minha vida para tê-los  sempre, mas como fiquei um dia sentado num barranco parado vendo a fotossíntese acontecer, é o mesmo agora. Meus netos alimentam o meu mundo com pessoas que amo e que criei. Eles me devolvem esta força do amor. MEUS NETOS!!!

‘Seravô’ (ser avô) é esta alegria imensurável! 

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Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Amazônia das Palavras: quarta edição realiza programação cultural e educativa em Coari

Foto: Divulgação

O município de Coari (AM) recebe, no dia 4 de maio de 2026, a programação do Amazônia das Palavras – Quarta Edição, projeto itinerante de incentivo à leitura que percorre cidades da região amazônica por meio de uma expedição fluvial.

As atividades serão realizadas na Escola Estadual Prefeito Alexandre Montoril e incluem oficinas literárias gratuitas voltadas a estudantes e educadores da rede pública, além de ações culturais abertas à comunidade.

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Durante o dia, serão promovidas oficinas que integram literatura a diferentes linguagens artísticas, como música, cinema, poesia falada e animação. A programação também inclui o plantio de mudas de pau-brasil, como ação simbólica de educação ambiental.

À noite, a comunidade está convidada a participar de uma programação especial, com exibição do documentário do projeto, homenagem à escritora Maria Firmina dos Reis, doação de livros para a biblioteca da escola com entrega do certificado Escola Amiga da Leitura e o espetáculo circense “Silêncio Total – Vem chegando um Palhaço”, com o ator Luiz Carlos Vasconcelos, que interpreta o Palhaço Xuxu.

A proposta do projeto é ampliar o acesso à leitura e à cultura em comunidades ribeirinhas, promovendo a troca de saberes entre artistas, educadores e estudantes.

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O Amazônia das Palavras – Quarta Edição, é um projeto patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; Apoio: Cigás, Promoção: Fundação Rede Amazônica. Realização: Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.

Foto: Divulgação

Programação na Amazônia

Oficinas literárias (manhã e tarde) e atividades culturais abertas à comunidade (noite)
Entrada: Gratuita

📍 04/05 – Coari
📍 06/05 – Codajás
📍 08/05 – Anori
📍 11/05 – Anamã
📍 13/05 – Manacapuru
📍 15/05 – Iranduba
📍 18/05 – Manaus

Em todas as cidades, acontecerão atividades gratuitas que conectam literatura, arte e educação em diálogo com estudantes, professores e comunidades, fortalecendo também a troca de saberes.

Confira algumas das oficinas literárias desta edição:

  • Oficina Nheengatu – A Língua Bela da Amazônia
  • Oficina Produção de Textos Literários
  • Oficina Slam – A Poesia Falada
  • Oficina A Palavra Animada
  • Oficina Música e Literatura
  • Oficina Moda e Literatura
  • Oficina Como Utilizar o Cinema em Sala de Aula

E a programação continua também à noite, com encontros especiais, exibição de filmes e apresentação circense.

Foto: Divulgação

Estilista do Amapá assina figurinos usados por Anitta em novos clipes

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Peças da estilista amapaense foram enviadas para a equipe de Anitta. Foto: Poliana Abrilhante

A cantora Anitta lançou no dia 28 de abril o clipe da música ‘Mandinga’, em parceria com Marina Sena, e o Amapá está representado na produção: as roupas de crochê usadas pelas artistas foram criadas pela estilista Poliana Brilhante, de Santana. Ela também assinou o figurino de Anitta no clipe ‘Desgraça’, lançado ainda em abril.

Poliana contou que a equipe de Anitta pediu várias peças de crochê. Ela enviou sem saber se seriam usadas e disse que sempre sonhou em vestir a cantora.

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“Então eu mandei sem muitas pretensões. Queria muito que ela usasse, lógico. Mas como existe também essa espécie de segredo dos projetos dos artistas, a gente nunca sabe muito bem o que está acontecendo. Quando me confirmaram que ela usou essas três peças, fiquei super nervosa e ansiosa, esperando sair. E aí, quando saiu o primeiro, Desgraça, foi incrível. Foi o primeiro clipe e uma das peças que mais marcou no álbum”, relembrou a estilista.

Poliana disse estar orgulhosa e destacou que se identificou com ‘Mandinga’, por conta da religiosidade, que cita o candomblé. Ela comemorou o fato de ter vestido Anitta em dois clipes.

Estilista do Amapá assina figurinos usados por Anitta em novos clipes
Fotos: Reprodução/Instagram-Anitta

“E não só vestir um look, mas dois. Vesti ela em dois clipes, o que também é muito marcante. Estou muito feliz, super realizada, e é muito legal receber esse carinho das pessoas. É incrível já ter essa troca com quem veste a Anitta. Ser vista é algo muito especial”, disse a Poliana.

Início da carreira de estilista

Poliana aprendeu a fazer crochê ainda criança, com 7 anos, com sua mãe, que iniciou a técnica durante um tratamento contra o câncer.

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“Então eu tenho essa ligação com crochê, né? Bem forte, bem íntima e sentimental, sabe? Eu levo muita coisa dela, até porque foi uma coisa que minha mãe me ensinou ali quando eu era criança e aí hoje serve pra mim como meu trabalho, como a minha vida, né?”, disse Poliana.

Brilhante vivia em uma área de ponte em Santana, a artista já vestiu grandes nomes, como Marina Sena, Iza e Erykah Badu. Em 2024, a estilista foi destaque na 58ª edição do São Paulo Fashion Week, sendo a primeira amapaense a ter uma coleção no evento.

*Por Luan Coutinho, da Rede Amazônica AP

Dia do Trabalhador: histórias do Polo Industrial de Manaus revelam rotina e força de quem move a indústria

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Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus indicam que o polo mantém mais de 129 mil empregos diretos no início de 2026, refletindo a dimensão da atividade industrial no estado. Foto: Divulgação

No Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, o engenheiro de qualidade Gabriel Siza representa a rotina de milhares de profissionais que ajudam a movimentar o Polo Industrial de Manaus (PIM). Há cerca de oito anos na indústria, ele contou em entrevista ao Grupo Rede Amazônica que construiu a carreira passando por diferentes empresas e acompanhando de perto a dinâmica do setor no Amazonas.

Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus indicam que o polo mantém mais de 129 mil empregos diretos no início de 2026, refletindo a dimensão da atividade industrial no estado.

“São pessoas de áreas diferentes, com perfis diferentes, mas todas unidas pelo mesmo objetivo. Seja produzir celulares, motos ou outros produtos, todo mundo ali faz parte do mesmo resultado”, afirmou Gabriel.

A experiência no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo Gabriel, vai além do ambiente de trabalho. Gabriel destaca o senso de comunidade criado dentro do Distrito Industrial, onde profissionais de diferentes empresas e áreas convivem diariamente.

“É comum encontrar pessoas que já trabalharam juntas em outras empresas. Existe essa troca, essa convivência. No fim do expediente, todo mundo se encontra, conversa. Isso fortalece muito o ambiente profissional”, diz.

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Cultura e diversidade no PIM

Atualmente atuando em uma empresa do setor de tecnologia, Gabriel também destacou a presença de companhias internacionais no polo e a convivência entre diferentes culturas.

“Tem empresas chinesas, japonesas, europeias, e todas acabam se adaptando ao nosso jeito. A gente mostra nossa cultura, nosso jeito de trabalhar, e isso é muito valorizado”, afirma.

Para ele, o reconhecimento da mão de obra local é um dos pontos que sustentam o modelo do PIM ao longo dos anos.

“Nosso trabalho ele muitas vezes é escolhido por pessoas do outro lado do mundo que vem aqui no nosso estado escolhem os nossos profissionais, os nossos engenheiros, os nossos operadores porque sabe que a gente vai entregar com qualidade. A gente vem sempre ano após ano entregando melhores resultados, melhores produtos com mais qualidade. Então, no dia do trabalhador a gente tem sempre que ressaltar a força do trabalhador do polo industrial de Manaus”, finalizou.

Engenheiro de qualidade Gabriel Siza representa a rotina de milhares de profissionais que ajudam a movimentar o Polo Industrial de Manaus (PIM).
Engenheiro de qualidade Gabriel Siza representa a rotina de milhares de profissionais que ajudam a movimentar o Polo Industrial de Manaus (PIM). Foto: Gabriel Siza/Acervo pessoal

Mais de 129 mil trabalhadores movimentam Zona Franca

Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus apontam que o modelo do PIM segue com mais de 129 mil trabalhadores diretos em atividade no início de 2026.

De acordo com o balanço do primeiro bimestre do ano, o PIM fechou fevereiro com 128.985 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. A média mensal de empregos diretos nos dois primeiros meses do ano foi de 129.254 postos, indicando estabilidade em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho ocorre em um cenário de manutenção da atividade industrial. Entre janeiro e fevereiro, o polo faturou R$ 37,04 bilhões, praticamente estável frente aos R$ 37,37 bilhões registrados no ano anterior. Em dólar, o faturamento chegou a US$ 6,73 bilhões.

Leia também: Zona Franca de Manaus completa 59 anos como principal motor econômico na Amazônia

Apesar da estabilidade na receita, o setor apresentou avanço nas exportações. No acumulado do bimestre, as vendas externas somaram US$ 125,29 milhões, crescimento de 27,28% na comparação com 2025.

Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os números refletem um momento de equilíbrio do modelo.

“Manter uma média de mais de 129 mil trabalhadores ativos demonstra a força estrutural do polo. Além disso, o salto de mais de 27% nas exportações acumuladas prova que as indústrias da Zona Franca de Manaus continuam competitivas no cenário internacional”, afirmou Montenegro.

PIM apresenta recorde recente de empregos

O atual patamar de empregos se mantém próximo do maior já registrado na história do polo. Em 2025, o PIM atingiu recorde de 131.446 trabalhadores em abril, consolidando o melhor resultado desde a criação do modelo.

O número representou crescimento tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação anual, reforçando a recuperação da indústria e a ampliação da mão de obra no estado.

Setores que mais empregam e produzem

No início de 2026, os segmentos que mais contribuíram para o faturamento do polo foram:

  • Duas rodas (20,82%)
  • Bens de informática (18,85%)
  • Eletroeletrônico (15,91%)
  • Químico (12,16%)
  • Termoplástico (9,14%)
  • Metalúrgico (8,87%)
  • Mecânico (8,59%)

Entre os destaques do período no PIM, o setor de bebidas teve alta de 43,64% no faturamento. Já na produção, os celulares lideraram em volume, com mais de 1,8 milhão de unidades fabricadas, enquanto o segmento de duas rodas produziu 379 mil motocicletas.

O que é a Zona Franca de Manaus

Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento baseado em incentivos fiscais para atrair indústrias à Amazônia. A iniciativa permite a redução ou isenção de impostos para empresas do Brasil e estrangeiras que produzem na região, estimulando a economia local.

Atualmente, o polo reúne mais de 500 empresas e é responsável pela fabricação de itens presentes no dia a dia dos brasileiros, como televisores, celulares, motocicletas, computadores e eletrodomésticos.

Leia também: Portal Amazônia responde: Como funciona o modelo Zona Franca de Manaus?

Com validade garantida até 2073 e respaldo na Constituição Federal, a Zona Franca segue como um dos principais pilares econômicos do Amazonas, combinando geração de empregos com desenvolvimento industrial em plena região amazônica.

O modelo, inclusive, é garantido pela Constituição Federal de 1988 e também está no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, um documento que contém regras de transição do texto constitucional antigo para o atual.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Audiência pública sobre obras no Bumbódromo de Parintins em maio: saiba como participar

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Parintins recebe audiência pública sobre obras no Bumbódromo. Foto: Divulgação/Secom-AM

Uma audiência pública será realizada no dia 13 de maio, às 8h, em Parintins, pelo Governo do Amazonas, para apresentar o projeto de ampliação e modernização do Bumbódromo. O encontro será híbrido, com participação presencial e virtual.

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Segundo o governo, a audiência busca ampliar o diálogo entre poder público e sociedade. O objetivo é fortalecer o Festival Folclórico de Parintins e valorizar a cultura regional.

Perguntas e sugestões podem ser enviadas pelo site até 8 de maio. As contribuições não respondidas durante a audiência serão encaminhadas pela Seinfra posteriormente.

Como participar da audiência?

Para participar, tanto no formato físico quanto no virtual, os interessados deverão realizar as inscrições até o dia 8 de maio pelo site da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Quem optar pela participação presencial deve se inscrever para acompanhar o evento no Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins. As vagas são limitadas por conta da capacidade do espaço.

Na modalidade virtual, a audiência será transmitida pela plataforma Teams, com limite de mil inscritos. Após a inscrição, os participantes recebem por e-mail a confirmação e as orientações de acesso.

O edital com todas as regras da audiência foi publicado no Diário Oficial do Estado em 28 de abril de 2026.

O secretário de Infraestrutura, Carlos Henrique Lima, afirmou que a audiência é essencial para garantir uma estrutura compatível com o crescimento e a relevância do festival.

“Esse é um projeto desafiador que busca ampliar e modernizar o Bumbódromo. A obra vai garantir qualidade, segurança e eficiência ao festival”, disse.

audiência sobre proposta bumbodromo parintins
Foto: Divulgação/Secom-AM.jpeg

As contribuições enviadas previamente e que não puderem ser respondidas durante a audiência, serão atendidas posteriormente pela Seinfra e encaminhadas ao e-mail de solicitação.

Aqueles que quiserem participar da audiência apenas como espectadores/ouvintes, poderão acompanhar a transmissão ao vivo do evento pelo canal oficial do Governo do Amazonas no Youtube, cujo acesso estará disponível à toda a população.

Propostas para o bumbódromo

A proposta de mudanças para o Bumbódromo de Parintins conta com ampliação da capacidade para um público de 25 mil pessoas, segundo anúncio do então governador Wilson Lima durante o lançamento do 59º Festival. A previsão é que a obra seja executada em aproximadamente três anos, sem interrupção do Festival de Parintins durante o período de execução.

O novo espaço terá ampliação de 70% na capacidade de público, saindo de 14,7 mil para 25 mil pessoas. O projeto também prevê a criação de 9,8 mil novos lugares nas galeras e a implantação de 20 novos camarotes, garantindo mais conforto, melhor visibilidade e ampliando a experiência do público durante as apresentações.

Além da ampliação da capacidade, o projeto, elaborado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), contempla o aumento da área construída em três vezes, passando de 19 mil para 61 mil metros quadrados. A nova estrutura também incorpora soluções modernas para grandes arenas, como sistemas de suporte cênico semelhantes aos utilizados em teatros, garantindo mais segurança para artistas e trabalhadores durante as apresentações.

Leia também: Parintins recebe destaque do Ministério do Turismo por sua cultura e identidade

proposta bumbodromo parintins
Foto: Divulgação/Secom-AM.jpeg

Entre as melhorias estruturais estão novas rampas e acessos, dois níveis de circulação de público e a reorganização dos fluxos entre as áreas do Caprichoso e do Garantido. O projeto também prevê maior agilidade no atendimento das equipes operacionais e um sistema de evacuação com tempo estimado de até oito minutos, garantindo mais segurança ao público.

O projeto conta com a participação de mais de 100 profissionais, entre arquitetos e engenheiros, incluindo equipes que atuam na avaliação e desenvolvimento de arenas internacionais, como as estruturas previstas para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.

Durante o lançamento, o governador anunciou que, a partir do dia 27 de abril, se daria início às audiências públicas para apresentação e discussão do projeto com a população.

*Com informações da Seinfra-AM

Amazonas registra 116 defensores protegidos por ameaças ligadas a crimes ambientais e conflitos de terra

Indígenas do Estado do Amazonas. Foto: Alexandre Cruz Noronha

O Amazonas teve 116 pessoas incluídas no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) em 2025. O estado está entre os dez com mais casos no Brasil. As ameaças estão ligadas à grilagem de terras, exploração ilegal de madeira, avanço do garimpo e denúncias de crimes ambientais. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (30). 

A Região Norte concentra o maior número de pessoas protegidas: 540 casos. No Amazonas, os conflitos se intensificam em áreas de floresta e territórios indígenas, onde lideranças denunciam violações de direitos humanos e ambientais.

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Segundo o PPDDH, as denúncias tornam os defensores alvo de ameaças de grupos econômicos e criminosos que disputam recursos naturais.

Crime ambiental no Amazonas
Foto: Divulgação/PRF

Ranking dos estados com mais pessoas protegidas em 2025

  1. Pará – 186
  2. Maranhão – 147
  3. Bahia – 140
  4. Minas Gerais – 125
  5. Ceará – 117
  6. Amazonas – 116

O estudo mostra que os casos refletem a realidade de quem defende territórios e o meio ambiente. As principais ameaças são:

  • Grilagem e conflitos fundiários em áreas de floresta.
  • Pressões sobre terras indígenas e comunidades tradicionais.
  • Denúncias contra garimpo ilegal, pesca predatória e desmatamento.

Esses fatores tornam o Amazonas um dos estados mais críticos na proteção de defensoras e defensores de direitos humanos. O PPDDH atua com medidas proporcionais ao risco, como rondas, escoltas pontuais e fornecimento de equipamentos de segurança, além de apoio psicossocial e jurídico.

Leia também: Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas

Foto: Divulgação/PRF

Perfil das pessoas protegidas

  • 58,51% indígenas
  • 29,53% quilombolas
  • 10,59% extrativistas
  • Outras comunidades tradicionais – 1,37%

Do total, 39,96% são mulheres e 60,04% homens.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Vestígios arqueológicos com mais de 3 mil anos são encontrados em Parintins

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Vestígios arqueológicos foram encontrados durante atividade de campo da UEA em Parintins. Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica AM

Pesquisadores do Amazonas encontraram novos vestígios arqueológicos em uma área no Centro Histórico de Parintins. Análises laboratoriais apontam a presença de materiais com idade estimada em mais de 3 mil anos.

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A descoberta aconteceu durante uma atividade de campo com pesquisadores e alunos de graduação do curso de arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em novembro do ano passado. As escavações foram realizadas em uma área residencial no bairro da Francesa.

Análises laboratoriais identificaram cerâmicas Pocó-Açutuba, fabricadas pelos primeiros ceramistas da Amazônia. Itens como alargadores e outros utensílios decorativos utilizados pelos povos originários também constam entre os achados.

“A gente foi percebendo um perfil de cerâmica que vai se repetindo, que é essa cerâmica colorida com branco, amarelo meio alaranjado, com preto, e também uma decoração muito expressiva”, disse a arqueóloga Clarice Bianchezzi, que participou da descoberta.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que são sítios arqueológicos?

Vestígios arqueológicos com mais de 3 mil anos são encontrados em Parintins
Vestígios de cerâmica e outros objetos achados por arqueólogos no Amazonas tem idade estimada em 3 mil anos. Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica AM

Para os arqueólogos de Parintins, onde a maioria das pessoas vê pequenas pedras, tratam-se na verdade de restos de ferramentas utilizadas por povos que habitaram na ilha que forma a cidade de Parintins há pelo menos 3 mil anos.

Há também vestígios de materiais utilizados para a produção de pequenas peças como colares, pingentes ou até para a perfuração de rochas.

“Ele estava em todos os níveis de solo que a gente foi removendo junto com a cerâmica, o que mostra que havia um domínio de uma indústria lítica, que seria a produção de furadores para furar colar, produzir alguma coisa, em rocha”.

Leia também: Potencial arqueológico em Maués “pode representar uma chave para compreender a história cultural”, indica estudo

Vestígios arqueológicos foram encontrados durante atividade de campo em Parintins. Foto: Bernardo Oliveira/Instituto Mamirauá

Os vestígios estavam dentro da área mapeada desde 2018. O local é um dos 42 sítios arqueológicos identificados em Parintins. Bianchezzi conta que os achados ajudam a entender como era a vida humana na região milhares de anos atrás.

“Na medida em que a gente foi fazendo a escavação com técnicas apropriadas da arqueologia, constatamos que havia uma ocupação numerosa de pessoas. A gente sabe disso pela densidade, pela quantidade de material que a gente tem por camada de solo”.

Os itens encontrados foram organizados e permanecem no campus da UEA em Parintins. As pesquisas sobre eles devem incluir novas análises laboratoriais.

Em maio, especialistas em arqueologia da Amazônia também devem visitar a área onde os materiais foram achados, em um encontro que busca contribuir para a formação de novos arqueólogos e fomentar pesquisas na ilha.

*Por Jean Beltrão, da Rede Amazônica AM

Mato Grosso lidera indústria madeireira na Amazônia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um novo mapeamento da indústria madeireira da Amazônia revela que Mato Grosso consolidou-se como principal polo da produção de madeira nativa na região. Entre 2010 e 2023, respondeu, em média, por 44% das transações de madeira amazônica em tora (cerca de 64 milhões de metros cúbicos) e por 40% de outros produtos madeireiros, processando localmente quase todo esse volume (99,45%), o que é indicador de uma indústria local forte e resiliente, capaz de se adaptar ao cenário mais recente de retração observado desde 2023.

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Essa queda não poupou o estado, que, em 2024, registrou retração de 38% na venda para o mercado interno, principalmente para os estados do Sul e do Sudeste. Em contrapartida, protagonizou um crescimento de 81% nas exportações, com Estados Unidos, China e Europa liderando o consumo da madeira local.

A migração de mercado, porém, trouxe junto um aumento da demanda por rastreabilidade e conformidade ambiental. Basta lembrar que a lei europeia antidesmatamento (EUDR) está na iminência de entrar em vigor, que vários acordos sino-brasileiros vêm sendo firmados em favor de um comércio bilateral mais sustentável e responsável com a sociobiodiversidade e que o Brasil é signatário da CITES, uma convenção mundial que regula o comércio internacional de espécies ameaçadas e combate a exploração excessiva desses recursos. 

“O mercado, cada vez mais, exige informações sobre origem, legalidade e regularidade socioambiental dos produtos florestais. Esse é um ponto estratégico para a indústria madeireira, e Mato Grosso tem oportunidade de avançar nesse quesito”, afirma Leonardo Sobral, diretor da área de Florestas e Restauração Florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

Oportunidades para fortalecer o manejo florestal em Mato Grosso

O primeiro ponto de atenção para a produção madeireira mato-grossense diz respeito à exploração sobre um grupo restrito de espécies: cedrinho, cupiúba, mandioqueira e itaúba, são as madeiras de maior procura e, portanto, alvos preferenciais de exploração. De outro lado, espécies como ipê e cumaru, que passaram a integrar listas de controle internacional de exploração, tornaram-se mais restritas em suas operações.

Leia também: Amapá registra 4 km² de desmatamento e se mantém entre os menos afetados da Amazônia

Outro aspecto relevante diz respeito à ampliação da regularização da atividade no território. No período estudado, a exploração madeireira abarcou um território de 2,95 milhões de hectares, dos quais 1,15 milhões de hectares (39%) não possuíam plano de manejo nem autorização oficial para desmate. Ou seja, tratou-se de extração possivelmente ilegal.

A informação, produzida pelo Instituto Centro de Vida (ICV) para a rede Simex, que monitora a exploração madeireira na Amazônia com base em imagens de satélite e cruzamento com planos de manejo e autorizações oficiais, reforça a importância de fortalecer a governança e os instrumentos de controle, de modo a consolidar a compatibilização entre produção em escala e conservação ambiental.

Dinâmica do desmatamento

O Mato Grosso é o segundo estado com maior área desmatada da Amazônia, de acordo com dados do MapBiomas. O avanço da agropecuária determinou a maior parte da supressão de vegetação nativa local, mas ainda há uma base florestal expressiva. De acordo com o Simex, cerca de 1,8 milhão de hectares estiveram sob regime de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) no estado, no período de 2010 a 2023.

“Ainda é pouco. Para manter a atividade em níveis sustentáveis econômica, comercial e ambientalmente, são necessários mais 3,24 milhões de hectares sob regime de PMFS e que respeitem ciclos de 25 anos para a regeneração natural da floresta. O que põe em cena a necessidade de conectar o manejo sustentável à discussão mais ampla do ordenamento territorial do estado, pois a pressão sobre a floresta persiste, com avanço das fronteiras agrícolas, da urbanização e da degradação ambiental”, pondera Sobral.  

Leia também: Nova análise revela extensão do desmatamento não autorizado no Brasil

Apesar de considerado líder nacional em manejo de florestas nativas em 2023, o Mato Grosso convive com a exploração sem autorizações de madeira até mesmo nas regiões que concentram os principais polos produtores.  Os municípios de Aripuanã, Colniza e Juara concentram cerca de um terço da área de manejo florestal do estado.

Os dois primeiros lideram o ranking, cada qual com 13% da produção total de toras no período estudado, enquanto Juara figura em terceiro lugar, com 9,6% da produção. Ficam na região Norte-Noroeste do estado, ainda rica em florestas e com forte tradição na atividade madeireira. Apesar dessa vocação florestal, o Simex mostrou que 22% da exploração sem autorização aconteceu nos municípios de Aripuanã, Nova Maringá e Colniza.

Exploração de madeira na Amazônia
Foto: Reprodução/Imazon

Caminhos de futuro

Essa análise está consolidada em detalhes na publicação Produção madeireira sustentável no estado de Mato Grosso: realidade e oportunidades, da plataforma Timberflow, criada pelo Imaflora, com apoio de especialistas da Universidade de São Paulo, para subsidiar a identificação de riscos de ilegalidade nas cadeias de fornecimento de madeira amazônica. O trabalho é feito por modelagem matemática com base em dados oficiais, como o Documento de Origem Florestal (DOF) e a Guia Florestal (GF).

Ao tratar das perspectivas para a atividade madeireira no Mato Grosso, a análise indica que o estado reúne condições para fortalecer sua liderança na produção sustentável de madeira nativa da Amazônia. Dentre os pontos fortes, reúne ampla base florestal manejável, parque industrial robusto, escala, diversidade de espécies e demanda internacional crescente.

Mas para transformar esses bônus em ganhos reais e se consolidar como referência nacional e internacional, precisa ampliar o manejo e a rastreabilidade dos produtos madeireiros e investir na diversificação de espécies e produtos.

“Em um mercado que já não separa competitividade de sustentabilidade, a atividade madeireira tem a missão e o desafio de ordenar, monitorar e fiscalizar os territórios onde atua”, finaliza Sobral.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imaflora

Febre amarela atinge novos patamares e está mudando seu mapa na Bolívia

Foto: Reprodução/Unifranz

A febre amarela já não se restringe às tradicionais áreas tropicais. Na Bolívia, o recente aumento de casos e a morte de três pessoas revelam uma mudança silenciosa, mas preocupante: o vírus está expandindo seu território, impulsionado por fatores ambientais, sociais e de saúde que criaram um ambiente favorável à sua disseminação.

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“O recente aumento nos casos e mortes por febre amarela não se deve a uma única causa, mas sim à interação de fatores biológicos, ambientais e sociais”, explica o Dr. José Antonio Montecinos, professor do programa de medicina da Universidade Franz Tamayo (Unifranz).

Essa combinação está permitindo que a doença se espalhe para regiões temperadas de maior altitude, onde antes não era comum.

Um aspecto alarmante, segundo o médico, é que mudanças no comportamento epidemiológico da doença têm sido observadas nos últimos anos. Especialistas atribuem esse fenômeno a fatores como as variações climáticas, que podem estar favorecendo a migração de doenças para novas áreas, aumentando assim o risco de disseminação.

Um vírus que se adapta e se move

Um dos principais fatores por trás desse fenômeno é a adaptabilidade dos mosquitos vetores, que expandiram sua distribuição geográfica. Isso é agravado pelo desmatamento e pela intervenção humana em ecossistemas naturais, o que aumenta o contato entre pessoas, mosquitos e reservatórios de vírus.

“A disseminação geográfica da doença, juntamente com a presença e adaptação dos mosquitos vetores, permitiu que ela se espalhasse para novas áreas”, destaca Montecinos.

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A febre amarela atinge novos patamares: o vírus que está mudando seu mapa na Bolívia
Mosquito transmissor da Febre Amarela. Foto: Reprodução/Dr. Drauzio Varela

Nesse contexto, a migração de trabalhadores para regiões de selva — especialmente para atividades agrícolas ou extrativas — também desempenha um papel importante. As pessoas expostas nessas áreas podem transportar a infecção para outras regiões, aumentando o risco de transmissão e abrindo a possibilidade de urbanização do vírus, um cenário que poderia agravar ainda mais a situação sanitária.

Prevenção urgente e o papel do sistema de saúde

Diante dessa situação, a vacinação destaca-se como a principal ferramenta de prevenção. No entanto, a baixa cobertura em algumas áreas aumenta a vulnerabilidade da população.

“É essencial promover a vacinação, especialmente entre as pessoas que vivem ou viajam para áreas endêmicas”, enfatiza Montecinos.

Isso se complementa com medidas como:

  • o uso de repelentes,
  • roupas de manga comprida,
  • mosquiteiros
  • e a eliminação de criadouros de mosquitos nas residências.

Do ponto de vista do sistema de saúde, as ações devem ser imediatas e contínuas. O especialista enfatiza a importância de fortalecer a vigilância epidemiológica, mobilizar equipes de vacinação porta a porta e realizar campanhas de fumigação nas áreas afetadas.

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Foto: André Borges/Agência Brasília

“Também é necessário treinar os profissionais de saúde para a detecção precoce da doença e promover a educação pública sobre os riscos e as medidas preventivas”, acrescenta.

A mensagem é clara: se você apresentar sintomas como febre, dores musculares ou mal-estar geral, procure um centro de saúde imediatamente e evite a automedicação. A detecção precoce pode fazer toda a diferença entre a recuperação e complicações graves, como sangramento ou danos ao fígado.

Num contexto em que a febre amarela está a redefinir o seu panorama, a informação, a prevenção e a ação conjunta tornam-se as principais barreiras para travar o seu avanço.

*Com informações da Unifranz

118º Meetup Jaraqui Valley debate impactos da Lei de Informática no ecossistema de inovação da Amazônia

Foto: Gisele Oliveira/Suframa

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) sediou, no dia 29 de abril, o 118º Meetup Jaraqui Valley. Com o tema ‘Lei de Informática: assertividade e impacto nos programas prioritários’, o encontro reuniu empreendedores, startups, investidores e profissionais de tecnologia para uma sessão de debates, aprendizados e conexões estratégicas.

A programação do Meetup Jaraqui Valley foi iniciada com as palavras de boas-vindas do coordenador-geral de Análise de Projetos Industriais da Suframa, Ygor Thomé, representando o superintendente Leopoldo Montenegro; do representante da comunidade Jaraqui Valley, Eduardo Soles; e do fundador e presidente do Instituto de Propriedade Intelectual da Amazônia (Ipiam), Daniel Avraham.

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Em seu pronunciamento, Thomé destacou a relevância da integração da Autarquia com o setor tecnológico: “A Suframa está de portas abertas para todos: para as indústrias, para as startups, para as ICTs e para todos que fazem parte desse ecossistema que movimenta tanto a economia não só de Manaus, como de toda a Amazônia Ocidental e o Estado do Amapá”.

O representante da comunidade Jaraqui Valley, Eduardo Soles, reforçou o papel do movimento – ativo desde 2014 – de atuar como o principal ponto de articulação do empreendedorismo local.

“O Jaraqui Valley tem o grande foco de ser esse facilitador do ecossistema. A ideia é que a gente consiga juntar diversos atores para fazer com que as pessoas realizem networking e fechem negócios”, explicou.

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Foto: Gisele Oliveira/Suframa

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Um dos organizadores do Meetup Jaraqui Valley, o Ipiam também compartilhou os resultados de sua atuação no fomento à inovação. O presidente do instituto, Daniel Avraham, enfatizou o trabalho técnico realizado no fomento à propriedade intelectual na região.

“O Ipiam é uma ICT privada com foco em Propriedade Intelectual. No ano passado, avaliamos mais de 54 projetos no Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), o que representou mais de R$ 74 milhões em recursos que foram direcionados para impulsionar o ecossistema”, informou.

Programação do Meetup Jaraqui Valley

Na sequência à fala dos representantes institucionais, a programação contou com uma palestra introdutória à Lei de Informática, conduzida pela presidente do conselho de administração da Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), Vânia Thaumaturgo.

Outros destaques do meetup foram a “Roda de Conversa”, que aprofundou debates sobre incentivos fiscais, investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e a geração de ativos intangíveis na bioeconomia; e o momento “Venda Seu Peixe”, espaço dedicado para startups apresentarem seus pitches.

O evento, realizado e organizado pelo Ipiam e pela comunidade Jaraqui Valley, teve também o apoio do governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Suframa.

*Com informações da Suframa