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‘Gente da 319’: projeto inicia mapeamento para enfrentar desafios fundiários na BR-319

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Projeto ‘Gente da 319’ visa atuar na regularização fundiária de imóveis de moradores que vivem às margens da rodovia. Foto: Luiz Felipe Santos/DPE-AM

O projeto ‘Gente da 319’, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), iniciou o mapeamento e diagnóstico territorial das comunidades Purupuru, Araçá, Igapó-Açu e Realidade, localizadas às margens da rodovia, que é a única ligação de via terrestre do estado com Rondônia e o restante do Brasil. A atividade faz parte da iniciativa do órgão que visa a regularização fundiária e a garantia da segurança jurídica das famílias que vivem na região da BR-319.

Na dia 16 de agosto, uma equipe do projeto composta por engenheiros, técnicos e defensores públicos da DPE-AM mapeou as terras irregulares e a escuta de moradores que vivem às margens da BR-319.

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Léia Lima, moradora da comunidade São João. Foto: Luiz Felipe Santos

No km 35 da rodovia, Léia Lima, 58, moradora da comunidade São João, vive com o marido e os quatro filhos.

“Estamos há mais de 40 anos na área da 319. Nós temos a posse, mas não temos a titulação e, por isso, viemos todos para a primeira audiência pública e estaremos em todas as outras”, ressaltou a moradora, frisando a sua participação na primeira audiência pública do projeto Gente da 319, no dia 12 de agosto.

Léia também lidera o “Coletivo de Mulheres Agricultoras e Empreendedoras da BR-319”. Ela afirma que o coletivo é um meio de unir forças com outras mulheres que, além da insegurança jurídica em relação às suas casas, precisam enfrentar as dificuldades impostas pela precariedade e distância da rodovia.

“É muito difícil, porque, em uma emergência ou para acesso a outros serviços básicos, a gente precisa pegar o ramal, depois sair para a BR-319 para chegar até o Careiro da Várzea, pagar para atravessar na balsa ou na lancha e só depois chegar em Manaus”, desabafou a moradora.

Próximas etapas do projeto ‘Gente da 319’

Com previsão de seis meses, a etapa de mapeamento visa diagnosticar toda a extensão da BR-319. Após isso, o projeto avança para a segunda etapa, uma fase intensiva de atendimento e regularização, entre o sétimo e o vigésimo quarto mês, com ações de atendimento jurídico e social, coleta de documentos e mediação de conflitos.

Por fim, a terceira etapa será de consolidação territorial, até o trigésimo sexto mês, voltada à conclusão dos processos de regularização fundiária (REURB) e à entrega de um relatório fundiário completo ao Estado do Amazonas e às prefeituras envolvidas.

Leia também: BR-319: A história e a realidade da rodovia que liga o Amazonas ao Brasil

Rafael Barbosa e Thiago Rosas durante mapeamento fundiário de comunidades da BR-319. Foto: Luiz Felipe Santos/DPE-AM
Rafael Barbosa e Thiago Rosas durante mapeamento fundiário de comunidades da BR-319. Foto: Luiz Felipe Santos/DPE-AM

De acordo com o defensor público geral, Rafael Barbosa, a meta é atender cinco mil famílias, viabilizar a regularização de dois mil imóveis, realizar cinco ações itinerantes e três expedições por ano de execução, além de promover ao menos dez mediações de conflitos comunitários.

“Temos as etapas do projeto definidas, mas a maneira como vamos executar essas etapas ainda está em discussão e construção com a população. Quando o asfalto passar, a especulação imobiliária vai surgir e essas famílias vão precisar ter a segurança jurídica das suas casas. Diante desses desafios, iremos fazer nosso trabalho para garantir que todos tenham seus direitos garantidos”, destacou.

De acordo com dados do Observatório BR-319, a estrada interliga 22 municípios, 13 deles sob influência direta de sua área de abrangência, em um território que reúne 69 Terras Indígenas e 42 Unidades de Conservação monitoradas. Ao longo de suas margens, vivem cerca de 35 mil pessoas, entre ribeirinhos, agricultores familiares, pequenos comerciantes, comunidades tradicionais e povos indígenas, segundo o levantamento.

Parceria em prol da BR-319

Na primeira audiência pública, estiveram presentes representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), do Comando Militar da Amazônia (CMA), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea), além da presidência das Câmaras de Beruri e Careiro.

Leia também: Secretário Guilherme Checco apresenta novas medidas para desenvolvimento sustentável na BR-319

Audiência pública do Projeto Gente da 319 ocorreu no último dia 12 de agosto, no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). Foto: Luiz Felipe Santos/DPE-AM

Entre os que deram sua contribuição para o debate, o diretor do Centro de Ciências do Ambiente da Ufam, Prof. Dr. André Mendonça, destacou a importância de colocar a Academia no centro da discussão.

“Enquanto Universidade Federal do Amazonas, a gente entende que o trabalho da Defensoria em reunir a população junto aos entes e gestores das instituições que podem ajudar na regularização fundiária é essencial para que, juntos, possamos consolidar soluções. Temos um campus em Humaitá e temos nossas próprias vivências em relação à BR-319, então podemos trazer nossas contribuições para o debate”, pontuou.

A presidente da Câmara Municipal de Careiro, Berenice Bastos, também ressaltou o impacto da audiência pública e da próxima etapa de execução do projeto.

“Toda audiência pública é importante, porque ela ouve a sociedade. Nós, que atuamos em defesa do povo, escutamos há anos as dores dos agricultores, comerciantes e moradores da BR-319. A partir de agora, regularizando essas terras, eles terão o direito de dizer que a moradia é deles”, concluiu.

Caminhos para a regularização fundiária

CDRU (Concessão de Direito Real de Uso): quando a terra está localizada em área ambiental e cabe à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) emitir o documento;
Assentamento: título emitido pelo Incra para lotes de terra localizados em assentamentos da reforma agrária;
Cessão de uso: quando o proprietário do terreno transfere o direito de uso do local para outra pessoa, mas não cede o direito de propriedade;
Legitimação Fundiária: quando o título do terreno é entregue de forma definitiva ao morador que está ocupando a área, sem qualquer ligação com o proprietário anterior;
Usucapião: processo que pode ser feito do início ao fim pela Defensoria, que ocorre quando uma pessoa mora há anos em um terreno sem que o proprietário legal reconheça a posse, permitindo que o morador atual ganhe o direito ao título.

*Com informações da DPE-AM

Escola indígena de Roraima é selecionada para apresentar projeto sobre língua Macuxi

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Foto: Divulgação

A Escola Estadual Indígena Lino Augusto da Silva, localizada na comunidade indígena Campo Alegre, zona Rural de Boa Vista, em Roraima, foi selecionada para apresentar em Belém (PA) o projeto “Língua Macuxi na Mídia”, iniciativa que utiliza tecnologias digitais como ferramentas para fortalecer o ensino e a valorização da língua Macuxi.

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A apresentação será nesta quinta-feira, 13, durante a programação Conectando Saberes: escuta, diagnóstico e promoção de competências digitais para crianças e adolescentes, etapa integrante da ação voltada ao Mapeamento Nacional de Iniciativas em Competências Digitais e Proteção On-line para Crianças e Adolescentes.

Escola indígena de Roraima é selecionada para apresentar projeto sobre língua Macuxi
Professor Marcílio Curiaca. Foto: Divulgação

A escola será representada pelos professores Marcílio Curicaca Leal e Ranieri Leocádio da Silva Nascimento. Para o professor Marcílio, a utilização das tecnologias pode contribuir para aproximar os estudantes da língua Macuxi e criar novas formas de preservação e divulgação.

Leia também: Professores de escolas indígenas em Roraima lançam livro sobre a cultura do povo Macuxi

“O nosso projeto nasceu da ideia de usar a tecnologia a nosso favor para ampliar, registrar e, principalmente, revitalizar a língua Macuxi. Queremos fazer com que ela esteja cada vez mais presente, ativa e acessível também no mundo digital, aproximando os jovens da nossa língua e criando novas formas de uso, divulgação e aprendizado”, disse.

Desenvolvido com estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, o projeto propõe aproximar o ensino da língua indígena do universo tecnológico dos jovens. A ideia é utilizar celulares, computadores e tablets para produzir pequenos conteúdos em língua Macuxi, envolvendo formatos como conversas, danças e outras produções audiovisuais que possam ser compartilhadas também nas redes sociais.

A proposta busca fazer com que os próprios estudantes assumam papel ativo na produção dos conteúdos e no processo de valorização da língua e da cultura de seu povo.

Tecnologia criada na escola é a serviço da língua

Um dos próximos passos do projeto é a criação de um estúdio dentro da escola, que será utilizado para edição e produção dos materiais. Os próprios alunos serão responsáveis pela produção dos conteúdos, ampliando as possibilidades de aprendizagem e protagonismo juvenil.

Marcílio Curicaca Leal e Ranieri Leocádio da Silva Nascimento. Foto: Divulgação

“Por meio de celulares, câmeras fotográficas e notebooks, os alunos poderão produzir conteúdo em língua Macuxi, como vídeos, registros e outras produções, que posteriormente serão divulgados nas redes sociais dos próprios estudantes e da escola”, acrescentou o professor.

*Com informações do Governo de Roraima

Materiais pedagógicos conectam processo de aprendizagem com desafios da Amazônia

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Conteúdos visam reforçar aprendizagem escolar com uma educação conectada à realidade amazônica. Foto: Divulgação/FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) desenvolveu um conjunto de materiais pedagógicos para apoiar professores e estudantes na construção de uma educação conectada à realidade amazônica. As publicações abordam temas relacionados à floresta, à pesca, aos negócios sustentáveis, às identidades culturais e aos desafios socioambientais da região, articulando conhecimentos técnico-científicos, currículo escolar e saberes construídos nos territórios.

A iniciativa reúne duas frentes complementares:

  • a série ‘Bases do Aprendizado’, destinada principalmente a professores dos anos iniciais do ensino fundamental que atuam em turmas multisseriadas,
  • e a cartilha ‘Arapoty – Práticas Pedagógicas Inovadoras: Itinerários Formativos e Formação Continuada’, voltada à 1ª série do ensino médio.

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Desenvolvidos no âmbito de diferentes iniciativas apoiadas pelo Movimento Bem Maior (MBM) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os materiais integram as ações do Programa Educação para a Sustentabilidade e do Subprograma Educação Ribeirinha da FAS. A proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortaleça a participação de professores, estudantes e comunidades no processo de ensino e aprendizagem.

“O desenvolvimento das nossas publicações pedagógicas é pautado pela co-construção e pela escuta ativa, com oficinas e encontros de diagnóstico pedagógico junto a coordenadores, equipes técnicas e professores das redes municipais e estaduais. A partir dessa escuta, identificamos as principais lacunas locais e as riquezas territoriais que devem constar nos livros, estruturados em Guias de Atividades que integram embasamento técnico-científico, lendas, poemas e composições locais. Todo o conteúdo é alinhado à BNCC e ao Plano Nacional de Educação e passa por revisões, diagramação e validação técnica antes de seguir para as redes de ensino e aprendizagem”, explica Silvana Souza, supervisora pedagógica do Programa de Educação para a Sustentabilidade da FAS.

Proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortalecer processo de ensino e aprendizagem. Foto: Divulgação/FAS
Proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortalecer processo de ensino e aprendizagem. Foto: Divulgação/FAS

Mteriais relacionam aprendizagem com o cotidiano amazônico

Publicação está disponível para download. Foto: Reprodução/FAS

A série Bases do Aprendizado é composta por três livros: Bases do Aprendizado para Cadeias Florestais, Bases do Aprendizado para Cadeias de Pesca e Bases do Aprendizado para Negócios Sustentáveis. Juntas, as publicações apresentam 57 Guias de Atividades e contribuem para a formação continuada e contextualizada de professores das redes municipais de ensino do Amazonas.

“A elaboração de materiais contextualizados é essencial para promover uma educação mais significativa e conectada aos territórios amazônicos. Ao partir do cotidiano, dos saberes tradicionais, das culturas e da relação dessas comunidades com a natureza, os materiais tornam a aprendizagem mais próxima das vivências dos estudantes. Além disso, ao abordar temas como os rios, as comunidades, a biodiversidade e os desafios socioambientais da Amazônia, esses recursos aproximam a escola da realidade local, fortalecendo o interesse, a participação e o protagonismo dos estudantes no processo educativo”, afirma Fabiana Cunha, gerente do Programa Educação para a Sustentabilidade da FAS.

Os materiais adotam a aprendizagem experiencial como metodologia, estimulando a construção do conhecimento por meio de experiências, vivências e atividades práticas. A proposta envolve professores, estudantes e comunidades de forma ativa, aproximando a aprendizagem e os conteúdos escolares dos saberes, dos valores e das atividades presentes no cotidiano amazônico.

Cada Guia de Atividades reúne objetivos de aprendizagem, informações técnico-científicas, curiosidades e propostas práticas na seção “Conectando Saberes”. As atividades podem ser adaptadas às características das turmas e estabelecem relações com componentes curriculares como Ciências, Matemática, História, Geografia, Língua Portuguesa e Artes.

Leia também: Histórias e saberes regionais: e-book traz conteúdo que valoriza diversidade amazônica

Arapoty amplia a proposta e aprendizagem do ensino médio

A estratégia de educação contextualizada também alcança o ensino médio por meio da cartilha Arapoty, desenvolvida no âmbito do projeto Práticas Pedagógicas Inovadoras para a Amazônia Profunda. Voltado à 1ª série, o material articula itinerários formativos e formação continuada e está alinhado à Base Nacional Comum Curricular e às diretrizes da Política Nacional de Ensino Médio, estabelecidas pela Lei nº 14.945/2024.

No contexto da publicação, o nome Arapoty remete à ideia de florescimento e representa a proposta de promover aprendizagens que nascem dos territórios, valorizam as identidades amazônicas e estimulam os estudantes a reconhecer suas histórias, produzir conhecimento e participar das transformações de suas comunidades.

A cartilha possui versões específicas para professores e estudantes. O Livro do Professor apresenta orientações metodológicas, sugestões de carga horária, possibilidades de avaliação e adaptações para diferentes condições de infraestrutura e conectividade. Já o Livro do Aluno reúne trilhas de aprendizagem, atividades formativas e espaços de registro, incentivando os estudantes a pesquisar suas comunidades, analisar dados, ouvir histórias, produzir textos, construir mapas e debater desafios socioambientais.

*Com informações da FAS

Descoberta histórica no Peru: primeira espécie de árvore Neea encontrada após quase um século

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A primeira nova espécie do gênero Neea descrita no país em mais de 90 anos. Foto: Divulgação/Sernanp

As áreas naturais protegidas do Peru estão mais uma vez na vanguarda da ciência mundial com a descoberta de Neea myrciifolia (Nyctaginaceae), a primeira nova espécie do gênero Neea descrita no país em mais de 90 anos.

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Essa descoberta foi feita nas florestas montanhosas da província de Oxapampa, na região de Pasco, dentro da Floresta de Proteção San Matías-San Carlos, do Parque Nacional Yanachaga-Chemillén e da Reserva Comunal Yanesha, áreas naturais protegidas administradas pelo Ministério do Meio Ambiente (Minam), por meio do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

A pesquisa foi liderada por Daniel da Silva Costa e Francisco Farronay, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em conjunto com Elson Felipe Sandoli Rossetto, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Leandro L. Giacomin, da Universidade Federal da Paraíba; e Rocío del Pilar Rojas Gonzáles, do Herbário da Selva Central de Oxapampa-Jardim Botânico do Missouri.

Leia também: Planta pré-histórica é descoberta no Peru, adaptada a áreas alagadas

Primeira espécie de árvore Neea descoberta após quase um século
Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Descrição da Neea myrciifolia em revista internacional

O estudo, publicado na revista científica Kew Bulletin, descreve a Neea myrciifolia como uma pequena árvore entre 1 e 5 metros de altura, com folhas opostas e verrucosas, inflorescências globosas e flores tubulares. Sua distribuição se restringe à floresta tropical central do Peru, entre 376 e 1500 metros acima do nível do mar, o que a torna uma espécie endêmica de grande valor para a biodiversidade nacional.

Para o Minam, a descoberta confirma que as florestas de Oxapampa e da floresta tropical central ainda abrigam espécies que a ciência não havia identificado. A presença de Neea myrciifolia em áreas naturais protegidas destaca o valor desses territórios para a conservação da biodiversidade, que ainda tem muito a revelar, e reforça a necessidade de manter ecossistemas protegidos onde, mesmo após décadas de pesquisa, novas espécies continuam sendo descobertas.

*Com informações da Agência Andina

Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal

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O que é o ‘petróleo chique’ do Amapá? Foto: Divulgação/Foresea

A confirmação de que o reservatório no litoral do Amapá tem óleo com características de petróleo leve levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a chamar o produto de “petróleo chique“. Segundo Lula, as características do óleo repetem o padrão de alta qualidade encontrado no Pré-Sal em 2007.

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De acordo com o chefe do Executivo, o achado de óleo leve na Foz do Amazonas promete aumentar a margem de lucro e a eficiência da Petrobras, colocando o estado no centro das atenções do mercado global de energia.

A declaração foi dada durante visita ao navio-sonda da Petrobras em Oiapoque, no extremo norte do estado, na segunda-feira (17). Na ocasião, o presidente acompanhou as pesquisas de campo e comemorou os resultados das amostras coletadas na Margem Equatorial.

“Eu sujei a mão do Pré-sal e sujei a mão desse […] Esse parecia que já tava refinado de tão leve que é. Nós temos a chance de ter um petróleo muito chique. Muito chique e de muita qualidade para abençoar o futuro do filho de vocês”, disse o presidente.

Leia também: ‘Nova fronteira exploratória’, diz presidente do IBP sobre indícios de petróleo na Foz do Amazonas

Lula visita a sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial, onde o ´petróleo chique’ foi encontrado. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Leve, fluido e de alto rendimento

Na indústria petrolífera, a qualidade do produto é medida pela densidade em uma escala chamada Grau API (desenvolvida pelo American Petroleum Institute). Quanto maior o grau API, mais “leve” e fluido é o óleo, e maior é o seu valor comercial.

  • Petróleo Pesado (baixo API): Mais denso e escuro, exige processos industriais complexos e caros nas refinarias para ser transformado em combustível.
  • Petróleo Leve (alto API): Fluido e com menos impurezas, é facilmente processado e gera uma fatia maior de derivados nobres, como gasolina, querosene de aviação (QAV) e diesel de alta qualidade.
Entenda o que é o 'petróleo chique' do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal
Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal. Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras

O óleo, retirado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, apresenta características similares ao “Brent”, a referência internacional negociada nas principais bolsas do mundo, conforme a Petrobras.

“O Amapá tem uma chance extraordinária […] Na hora que a Petrobras anunciar definitivamente, que o petróleo é de belíssima qualidade. Eu perguntei à Magda ‘é Brent?’, ela disse ‘não, é mais do que Brent, é Brent com louvor’”, falou Lula.

Leia também: Petrobras amplia ofensiva na Foz do Amazonas e pede ao Ibama licença para explorar mais três poços

Economia e próximos passos

A extração de um combustível com essa especificação traz impactos diretos para a economia, segundo o presidente. Por ser mais limpo e fino, o óleo exige menos gasto de energia e insumos nas refinarias da Petrobras, tornando a produção mais eficiente.

Embora a qualidade do ‘petróleo chique’ seja elevada, o desafio de engenharia é complexo. A perfuração ocorre em uma lâmina d’água de cerca de 3 mil metros, somada a mais 3 mil metros de rocha no subsolo marinho.

Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal. Foto: Reprodução/ Facebook-Ocyan

A Petrobras segue na etapa de avaliação exploratória para dimensionar o volume exato da reserva e confirmar a viabilidade comercial do campo.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica Amapá

Filhos do Boto: projeto cinematográfico investiga relação entre lenda amazônica e violência contra mulheres ribeirinhas

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Foto: Divulgação

‘O Imaginário’ iniciou os estudos de pré-produção de “Filhos do Boto”, novo projeto cinematográfico que será realizado em comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira, entre os estados de Rondônia e Amazonas. O documentário terá como ponto de partida uma das narrativas mais conhecidas da cultura amazônica: a lenda do Boto.

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A produção pretende investigar como essa tradição influencia o imaginário e o modo de vida das comunidades ribeirinhas, estabelecendo um diálogo entre o mundo real e o universo dos encantados. A partir dessa perspectiva, o filme propõe uma reflexão sobre questões sociais presentes na região Norte, especialmente as violências cometidas contra meninas e mulheres.

Com previsão de alcançar mais de 10 comunidades ribeirinhas, no percurso entre Porto Velho (RO) e Humaitá (AM), “Filhos do Boto” pretende ouvir moradores e registrar histórias, memórias e diferentes percepções sobre a permanência da lenda no cotidiano amazônico.

O documentário busca lançar luz sobre uma dimensão pouco discutida da narrativa do Boto: sua possível utilização, ao longo de gerações, como explicação simbólica para situações de abuso e violência sexual envolvendo mulheres e meninas ribeirinhas.

Lenda do boto move relações e cultura

Ao aproximar o universo mítico das experiências concretas vividas nas comunidades, “Filhos do Boto” pretende dar voz a mulheres e meninas cujas histórias foram historicamente atravessadas pelo silêncio, pelo medo e pela naturalização da violência.

Leia também: Você conhece a lenda do boto? Confira os causos que envolvem esse animal amazônico misterioso

Filhos do Boto: novo projeto cinematográfico do O Imaginário investiga a relação entre a lenda amazônica e a violência contra mulheres ribeirinhas
Foto: Divulgação

A produção também propõe uma reflexão sobre os impactos de uma cultura patriarcal na perpetuação dessas violências e sobre os mecanismos sociais que contribuem para seu encobrimento. Nas águas e comunidades do Rio Madeira, o filme pretende confrontar diferentes perspectivas sobre uma tradição que faz parte da identidade cultural amazônica, buscando compreender seus significados e suas relações com questões sociais contemporâneas.

Mais do que registrar uma lenda, “Filhos do Boto” pretende utilizar o cinema como ferramenta de investigação, memória e reflexão sobre as relações entre cultura, território, gênero e violência na Amazônia.

A realização do projeto marca mais uma iniciativa do O Imaginário voltada à valorização das narrativas amazônicas e à utilização do audiovisual como instrumento de registro, reflexão e transformação social.

*Com informações da assessoria

CUFA Amazonas lança Taça das Favelas e Expo Favela Innovation 2026 em Manaus; veja a programação

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Foto: Divulgação/CUFA AM

A Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas realiza, nos dias 21, 22 e 23 de agosto, no Amazonas Shopping, em Manaus, uma programação especial que marca o lançamento de dois dos principais projetos da instituição no estado: a Taça das Favelas Amazonas 2026 e a Expo Favela Innovation Amazonas 2026.

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A agenda começa na sexta-feira (21), com o lançamento da Taça das Favelas, campeonato que utiliza o futebol como ferramenta de inclusão, oportunidade e transformação social. A programação reúne representantes das comunidades, profissionais do esporte, atletas, técnicos e convidados, além de painéis sobre futebol, oportunidades, transformação social e protagonismo feminino.

Durante o evento, serão apresentados o regulamento e o formato da competição, além do sorteio das chaves das equipes participantes. A programação contará ainda com a ativação “Chute Certo”, congresso técnico, lançamento da música oficial, torneio de embaixadinhas e shows.

Leia também: “A Amazônia periférica também é Brasil real”, afirma fundador da CUFA AM

CUFA Amazonas - Expo Favela Innovation
Foto: Divulgação/CUFA AM

“Potência das periferias do Amazonas”

No sábado (22), será realizado o lançamento da Expo Favela Innovation Amazonas 2026, no Amazonas Shopping. O evento reúne cultura, empreendedorismo e inovação, com apresentação do Puxirum, batalha de break, Hip Hop, Ball Room, capoeira e DJ LF, além de painéis sobre a transformação dos territórios e o impacto econômico das favelas.

No domingo (23), a programação continua no centro de compras, a partir das 14h, com atrações voltadas à música, cultura e economia criativa, incluindo dança do ventre, Fashion Revolution, Baile Charme, batalha de rima e painéis sobre identidade, talento e oportunidades nas periferias.

“Os dois eventos mostram, de diferentes formas, a potência das periferias do Amazonas. A Taça das Favelas utiliza o esporte como caminho para inclusão, desenvolvimento e descoberta de talentos, enquanto a Expo Favela evidencia a capacidade empreendedora, criativa e inovadora dos nossos territórios. São iniciativas que valorizam talentos, geram oportunidades e mostram que a periferia é também espaço de transformação e inovação”, afirma Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA AM.

Programação

Lançamento da Taça das Favelas
📅 21 de agosto (sexta-feira)
⏰ A partir das 10h

Lançamento da Expo Favela Innovation Amazonas 2026
📅 22 de agosto (sábado)
⏰ A partir das 10h

📅 23 de agosto (domingo)
⏰ A partir das 14h

*Com informações da assessoria

Calor intenso encobre cúpula do Teatro Amazonas por tons de laranja em Manaus

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Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus. Foto: Alcides Neto

Imagens de drone cedidas por Alcides Neto mostram a cúpula do Teatro Amazonas encoberta por uma névoa em tons de laranja intenso na manhã do dia 19 de agosto, em Manaus (AM). O registro foi feito às 6h52 e evidencia o aspecto do céu durante mais um dia de calor forte na capital amazonense.

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No fim da manhã, por volta das 11h30, os termômetros marcavam 33°C em Manaus, com sensação térmica de 32,4°C. As imagens dos tons de laranja foram registradas em meio a uma sequência de dias quentes na capital.

No último dia 10 de agosto, Manaus registrou o dia mais quente de 2026 pelo segundo dia consecutivo, quando a temperatura máxima chegou a 36,1°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus
Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus. Foto: Alcides Neto

Leia também: Céu laranja: meteorologista explica pôr do sol em tons vibrantes em Manaus

O calor deve continuar nos próximos dias. As altas temperaturas também são previstas em outras áreas da região Norte. Em alguns municípios, os termômetros podem ultrapassar os 40°C.

Meteorologista explica calor que gerou os tons de laranja na cúpula

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, as altas temperaturas estão relacionadas às condições climáticas típicas do período e à atuação de uma massa de ar quente e seca.

“Essa situação do tempo quente e seco se deu, principalmente, pelas condições atmosféricas. O estado estava numa condição de estabilidade proporcionada pela massa de ar quente e seca situada principalmente do centro ao sul do estado. O El Niño começou a influenciar o clima desde junho. Junho ele começou numa intensidade fraca e ele vai gradativamente aumentando a intensidade dele até 2027”, explicou.

Chuva no estado

Além do calor intenso, na quarta-feira (19), há previsão de pancadas de chuva e trovoadas no oeste do Amazonas. No norte e centro do estado, também podem ocorrer chuvas isoladas.

Foto: Divulgação/FunBio

Nesta quinta-feira (20), as instabilidades continuam no oeste e noroeste do Amazonas, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. No norte e centro do estado, há possibilidade de chuva isolada.

*Com informações da Rede Amazônica AM

87 áreas de risco são identificadas em Rio Branco por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos

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Foto: Divulgação/SGB

O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco (AC), apresentado em 5 de agosto, A partir do estudo, foram identificadas 87 áreas de risco geológico e hidrológico, onde vivem aproximadamente 44 mil pessoas. O documento foi elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com o Ministério das Cidades, e apoio da Defesa Civil Municipal. A apresentação à população ocorreu durante audiência pública.

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O PMRR reúne o mapeamento das áreas de risco geológico relacionadas a processos como inundações, deslizamentos, rastejos de solo e erosão fluvial, além de apresentar recomendações de intervenções estruturais e não estruturais que podem subsidiar o planejamento urbano e as ações de prevenção de desastres. Os levantamentos em Rio Branco (AC) foram realizados em três etapas de campo, em junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Confira o fact sheet sobre o PMRR de Rio Branco AQUI.

Grau de RiscoNº de áreas mapeadasNúmero aproximado de imóveis em áreas de riscoNúmero aproximado de pessoas em áreas de risco
🔴Muito alto148903.560
🟠Alto518.98135.924
🟡Médio221.1464.584
Total8711.01744.068

De acordo com o estudo, a maior parte das áreas de risco identificadas no município está relacionada às inundações, que representam quase 60% dos processos mapeados. Também foram identificados rastejo de solo, erosão e deslizamentos. As áreas de inundação estão associadas às cheias recorrentes do rio Acre e de seus afluentes. O relatório destaca a ocorrência de eventos extremos em 2012, 2015, 2023 e 2024.

Bairros com áreas de risco

O maior número de pessoas vivendo em áreas de risco está nos bairros Cidade Nova e Quinze, onde mais de 7,4 mil pessoas ocupam setores classificados como de risco alto. Em seguida, destacam-se os bairros Taquari, com cerca de 5,2 mil pessoas em diferentes setores de risco, 6 de Agosto, com 4,5 mil, e Recanto dos Buritis, onde vivem aproximadamente 3,5 mil pessoas em setores mapeados. 

Bairros com risco muito alto: Dom Giocondo, Novo Horizonte, 6 de Agosto, Taquari e a área do Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo).

Bairros com risco alto: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Palheiral, Volta Seca, Boa Vista, João Paulo II, Sobral, Laélia Alcântara, Calafate, Loteamento Severa Romana (Mutum), Taquari, Panorama, Adalberto Aragão, Jardim Tropical, Oscar Passos, São Francisco, Oscar Plácido, Vitória, Placas, Centro, Canaã, Recanto dos Buritis, Santa Inês, Cidade Nova e Quinze, Comara e Estrada do Porto Acre (localidade).

Bairro com risco médio: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Laélia Alcântara, Calafate, Floresta Sul, Taquari, Panorama, Estrada do São Francisco, Placa, Ouricuri, 6 de Agosto, Santa Terezinha e Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo). 
Alguns bairros aparecem em mais de uma categoria porque possuem diferentes áreas de risco. Cada setor é classificado individualmente (risco médio, alto ou muito alto), conforme suas características geológicas, hidrológicas e o nível de vulnerabilidade das ocupações.

87 áreas de risco são identificadas em Rio Branco por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos
Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico. Foto: Paulo Leite/SGB

Leia também: Quase 3 mil áreas de risco na Amazônia Legal foram identificadas pelo SGB

Classificação dos setores

Risco médio: São áreas sujeitas a inundações em eventos de maior intensidade, ou  onde o terreno apresenta características que podem favorecer a ocorrência de deslizamentos e erosões, mas os sinais de instabilidade ainda são iniciais. Setores de risco médio demandam monitoramento constante e ações para evitar o agravamento dos cenários de risco. Há possibilidade de danos materiais pontuais e baixo risco à vida.

Risco alto: São áreas com inundações frequentes ou com sinais claros de instabilidade, com processos de deslizamento e erosão ainda em desenvolvimento. Há potencial para danos materiais significativos e risco à vida em moradias vulneráveis.

Risco muito alto: Áreas que apresentam recorrência elevada de inundações com alto potencial destrutivo ou áreas com sinais evidentes de instabilidade (cicatrizes de deslizamentos, trincas e rachaduras nos terrenos) representando processos geológicos em estágio avançado. Há risco iminente à vida, demandando ações imediatas.

Entenda a elaboração do Plano

Os mapeamentos de áreas de risco conduzidos pelo SGB para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco (AC) foram realizados em três etapas de campo, em junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026. Participaram desse processo pesquisadores, agentes da Defesa Civil municipal e representantes da comunidade.

O trabalho incluiu a identificação, caracterização e classificação dos setores de risco geológico e hidrológico, com base em metodologias e critérios técnicos reconhecidos nacionalmente.

Na etapa seguinte, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado pelo SGB, realizou a revisão detalhada dos setores classificados como de risco alto e muito alto para elaborar as propostas de intervenções estruturais voltadas à mitigação dos riscos.

O documento final do Plano foi apresentado, nesta quarta-feira (5/08), durante capacitação técnica aos gestores e servidores municipais e em audiência pública para toda a comunidade. O PMRR constitui um instrumento técnico que gera informações para orientar o planejamento urbano e apoiar o município na captação de recursos e na implementação de ações de prevenção de desastres. A partir desse documento, caberá exclusivamente ao município definir prioridades, planejar e executar as ações necessárias.

O PMRR faz parte de iniciativa coordenada pelo Ministério das Cidades, executada pelo SGB, para apoiar municípios na gestão de áreas de risco.

Fonte: SGB

*Com informações do Serviço Geológico do Brasil

Pesquisa peruana promove uso sustentável do buriti

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O uso sustentável inclui não cortar as palmeiras para obter seus frutos. Foto: Divulgação/IIAP

A seleção de buritizeiros de menor altura, boa produtividade e características favoráveis para a colheita faz parte da pesquisa realizada pelo Instituto Peruano de Pesquisa da Amazônia (IIAP) em Ucayali, para melhorar o uso sustentável do buriti. O trabalho científico possibilita identificar espécimes de elite como fontes de sementes e transmitir suas características desejáveis para novas plantações. Um desses espécimes está localizado nas instalações do IIAP.

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De acordo com o IAPP, o buritizeiro tem cerca de 25 anos e, apesar da idade, não ultrapassa oito metros de altura. Tal característica é especialmente importante porque permite o acesso aos frutos com tesouras telescópicas ou equipamentos de escalada, e assim a colheita sem cortar a planta.

O pesquisador do IIAP Ucayali, Diego García, explicou que o espécime produz em média oito cachos de buriti por ano e que cada um rende até um saco com aproximadamente 50 quilos. A seleção desses exemplares também busca reduzir um dos principais problemas da colheita tradicional do buriti: o abate das palmeiras femininas para obter seus frutos.

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Pesquisa do IIAP incorporou e aprimorou técnicas ancestrais de escalada usadas pelas comunidades nativas. Foto: Divulgação/IIAP

Diante disso, a pesquisa do IIAP incorporou e aprimorou técnicas ancestrais de escalada usadas pelas comunidades nativas. Essas práticas permitem que os frutos sejam colhidos sem derrubar as palmeiras e reduzem os riscos para os colheitores. O interesse científico das palmeiras não é apenas na quantidade de frutos que ela produz, e sim também nas características que permitem manter essa produção por longos períodos.

Os exemplares selecionados podem permanecer produtivos por mais de 50 anos, servindo como fonte de sementes para estabelecer plantações com projeção de longo prazo.

Buriti
Foto: Divulgação/Agência Andina

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‘Buritis de elite’

A identificação desses ‘buritis de elite’ faz parte de uma estratégia participativa de melhoria genética que busca aproveitar a diversidade das espécies e selecionar material com características de interesse para os produtores.

“Dessa forma, o IIAP, uma entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, utiliza o leito de sementes para formar mudas que são entregues aos agricultores da região de Ucayali”, concluiu a instituição.

*Com informações da Agência Andina