Importância da cultura indígena é reconhecida na região. Foto: Divulgação/Secom RO
Porto Velho (RO) celebrou o dia 7 de fevereiro, Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, destacando ações de valorização regional. A data reforça o reconhecimento das culturas originárias, a preservação dos territórios tradicionais e a garantia de direitos voltados à melhoria da qualidade de vida dessas populações.
A prefeitura destaca ações voltadas ao fortalecimento das comunidades indígenas e à proteção ambiental, que tem sido desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), com foco em iniciativas relacionadas à conservação e ao reconhecimento das pautas indígenas.
“A data é muito significativa para todos nós e simboliza a luta histórica dessas comunidades por reconhecimento, dignidade e proteção do modo de vida, profundamente ligados à conservação do meio ambiente e recursos naturais”, comentou o secretário Vinícius Miguel, titular da Sema.
O secretário disse ainda que a Prefeitura, por meio de ações da Sema, tem fortalecido as políticas públicas voltadas aos povos indígenas, com objetivo de promover a sustentabilidade, a educação ambiental e reconhecer o papel fundamental que elas exercem na preservação da natureza.
Produção de castanha é uma das culturas originárias incentivadas e apoiadas. Foto: Reprodução/Embrapa
Parceria
Entre as ações desenvolvidas pela Sema estão projetos de educação ambiental em territórios indígenas, atividades de conscientização sobre o uso sustentável dos recursos naturais, apoio a práticas culturais e tradicionais de manejo ambiental e incentivo ao protagonismo das comunidades indígenas na proteção do meio ambiente.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem atuado de forma contínua junto aos povos indígenas de Porto Velho — Karitiana, Kaxarari, Karipuna e Kassupá. “Participamos de ações ambientais e ecológicas voltadas à preservação e proteção dos territórios, colaboramos na formulação de documentos, encaminhamos demandas às autoridades competentes e apoiamos entidades da sociedade civil na distribuição de alimentos e doações”, destacou.
Como resultado dessa parceria, a Sema passou a receber sementes de Castanha-do-Brasil doadas pelo povo Karitiana, provenientes de uma atividade que contou com apoio logístico do município. “A Sema se orgulha de atuar de forma inclusiva e participativa, trabalhando com respeito junto a todos os povos e comunidades tradicionais e originárias de Rondônia”.
Além da cultura
Nesse contexto, a parceria, que também inclui a doação de outras ementes de espécies nativas, tem contribuído para a recuperação de áreas degradadas e para a redução dos impactos das mudanças climáticas no município. O material é utilizado em ações de reflorestamento urbano, com o objetivo de ampliar a cobertura vegetal da capital rondoniense.
Ao todo, a Sema já recebeu cerca de 10 toneladas de sementes nativas entregues pelo povo Karitiana, uma iniciativa que gera benefícios diretos às comunidades indígenas e contribui para a melhoria da qualidade ambiental e de vida da população de Porto Velho.
Expopim será entre 18 e 20 de março. Foto: Divulgação
Apresentar o potencial da Zona Franca de Manaus (ZFM) como a nova indústria do Brasil, além de fomentar negócios, parcerias e investimentos em tecnologia e inovação. Estes são um dos objetivos da Exposição do Polo Industrial de Manaus – ExpoPIM 4.0, que vai acontecer nos dias 18, 19, 20 de março, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM).
A exposição vai reunir empresários, pesquisadores, especialistas e representantes do poder público para discutir temas ligados à tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico da Zona Franca de Manaus após a aprovação da reforma tributária, que tornou Polo Industiral de Manaus (PIM) o melhor destino para instalação fabril no país.
A programação inclui painéis e debates sobre indústria 4.0, transformação digital, inovação nos negócios, economia criativa e soluções tecnológicas voltadas ao desenvolvimento regional. Entre os participantes confirmados estão Rodrigo Pontes, mentor e consultor de vendas B2B, e Nestor Ayala, conselheiro do Conselho de Inovação e Tecnologia (CITEC) da FIERGS, que irão apresentar análises e experiências relacionadas aos desafios e oportunidades do setor produtivo.
De acordo com o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, será uma grande feira de atração de negócios.
“É uma grande oportunidade de todos estarem presentes para ver por dentro o Polo Industrial de Manaus, as indústrias que estão estabelecidas no campo do agro, os negócios que envolvem a Zona Franca de Manaus. Uma grande oportunidade que não se pode perder”.
O evento busca promover a integração entre diferentes segmentos da indústria, fortalecendo o ecossistema de inovação e estimulando a troca de conhecimento. A proposta é contribuir para a adoção de novas tecnologias e para a preparação de empresas e profissionais diante das mudanças do mercado e da economia digital.
Para o diretor executivo do Instituo Somar Amazônia, entidade parceira no projeto junto à Suframa, Orsine Junior, esta exposição é uma grande oportunidade para mostrar os potenciais de fabricação no Polo industrial.
“Convidamos as empresas do Amazonas a estarem conosco para expor essa pujança do nosso Polo, do nosso povo. A Amazônia é produzir e preservar. Com a reforma tributária esse modelo ficou ainda mais fortalecido. E esse é nosso objetivo”, afirma Orsine Junior.
Além da programação técnica, a Expopim 4.0 se consolida como um espaço estratégico para networking, geração de negócios e articulação institucional, ampliando o debate sobre o papel da inovação no desenvolvimento regional.
Enquanto alguns casais optam por cerimonialistas e decorações para uma cerimônia tradicional de casamento, a influenciadora digital Mari Wapichana, de 23 anos, e o servidor público, Gelson Alencar, de 35, caminharam por dias, dormiram em barracas e enfrentaram mais de 2,8 mil metros de altura para dizer o “sim” no Monte Roraima, a maior montanha plana do mundo, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
A cerimônia ocorreu em 31 de dezembro e marcou não apenas o fim do ano, mas a realização de um sonho antigo de Mari, que passou a ser dividido com o marido, e o início de um novo ciclo para o casal.
“Passamos o Réveillon em cima do Monte Roraima, casamos em cima do Monte Roraima. Para mim, foi a melhor virada de ano e o melhor início de ano que nós poderíamos ter”, disse Gelson.
“Eu sou do povo Wapichana e Macuxi, e no nosso povo não tem um ritual de casamento como em outras culturas indígenas, você só se junta e pronto. Então a gente decidiu criar a nossa [tradição]”, disse Mari.
Altura do Monte Roraima
O Monte Roraima tem cerca de 2.800 metros de altitude e faz parte de um conjunto de montanhas chamadas tepuis, formações em formato de mesa que parecem levantar do solo.
Consideradas algumas das estruturas geológicas mais antigas do planeta, estima-se que elas tenham até dois bilhões de anos. Pelo lado brasileiro, o acesso começa por Roraima.
O cortejo de entrada dos “noivos” foi a própria caminhada até o topo do Roraima. A expedição durou sete dias, sendo três dedicados apenas à subida.
No primeiro dia, Mari e Gelson percorreram cerca de 14 km em uma média de 4 horas. No segundo, foram aproximadamente 10. No último trecho, considerado o mais difícil pelo casal, a caminhada foi de cerca de 6 km.
Durante o percurso, o casal dormiu em barracas e enfrentou as dificuldades naturais de uma expedição até o topo do monte, como trilhas com pedras, subidas íngremes, chuva e locais escorregadios.
Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana
Para conseguir realizar a cerimônia no topo, Mari e Gelson passaram cerca de três meses se preparando fisicamente. O casal teve acompanhamento médico, seguiu dieta específica e realizou treinos diários, principalmente exercícios aeróbicos, para aumentar a resistência física.
“Quando foi se aproximando do período de ir, começamos a nos preocupar com a nossa questão física. Algumas pessoas diziam que não precisávamos ser atletas para subir, mas pensamos: por que não subir da melhor forma possível? Então, a gente começou a se preparar”, explicou o servidor público.
Além do esforço físico, havia incertezas sobre como a celebração aconteceria. Antes da viagem, o casal não sabia exatamente onde a cerimônia seria realizada, quem a conduziria ou como o momento seria registrado. Mesmo assim, decidiram manter o plano de se casar no topo da montanha.
“Parte de nós sabíamos que quando nós chegássemos lá, nós saberíamos que Deus prepararia tudo para que nós tivéssemos o lugar exato, o celebrante exato, fotógrafos, as imagens e tudo. E foi o que aconteceu”, contou Mari.
Ao chegarem ao Monte Roraima, eles se identificaram com um dos guias da expedição, que é indígena, e decidiram que ele conduziria a cerimônia. Usando trajes indígenas feitos de fibra de buriti e acessórios como o cocar, o casal se casou em um ponto conhecido como La Ventana, ou “A Janela”.
Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana
Gelson explica que, por estar a mais de 2.800 metros de altitude, o topo do Monte Roraima costuma apresentar mudanças climáticas rápidas, com variações entre sol, chuva e neblina em poucas horas. No entanto, no dia do casamento, o cenário foi diferente, o que tornou o momento mais especial.
“Nós casamos em um ponto turístico chamado La Ventana. No dia em que chegamos para casar, a janela estava aberta. Deus preparou o momento, abriu a janela. A gente casou com uma vista preparada para aquele momento”, afirmou.
A cerimônia não contou com a presença de familiares. Entre os integrantes da expedição, apenas três eram de Roraima. Os outros participantes vieram de estados como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul para a expedição.
Um sonho de criança
Filha de pai do povo Wapichana e mãe do povo Macuxi, Mari explica que não há um ritual específico de casamento em sua cultura. Antes da celebração no monte, ela e Gelson, que é do povo Macuxi se casaram no civil e no religioso em 2024, em uma cerimônia considerada tradicional, mas marcada pela presença da cultura indígena, com colares e vestimentas típicas.
Desde a infância, a influenciadora sonhava em se casar na montanha, inspirada pelas histórias que ouvia da avó, da mãe e de outros familiares sobre o lugar.
“Eu sempre cresci ouvindo sobre o Monte Roraima, mas eu não conhecia. Eu vim imaginar, idealizar ele depois de assistir algumas reportagens, de ver nos livros também. Mas antes disso eu queria conhecer o Monte mesmo antes de conhecer ele, de saber como é que era”, contou.
O sonho foi compartilhado com Gelson desde o início do relacionamento e, com o tempo, passou a ser do casal. No começo, eles imaginavam que a viagem só aconteceria daqui a alguns anos, por causa dos custos e da dificuldade de acesso ao Monte Roraima.
O plano mudou após um convite de uma agência de viagens para conhecer o Monte Roraima. Com a confirmação, o casal decidiu que o objetivo não seria apenas chegar ao topo, mas também realizar uma celebração de casamento no local. Com o convite, Gelson pediu Mari em casamento novamente.
Para Mari, a subida teve um forte significado espiritual. Além do casamento, o casal buscava um encontro genuíno com Deus e a experiência de contemplar a natureza. Ela afirma que voltou transformada e acredita que ninguém sobe o Monte Roraima e retorna da mesma forma.
“As pessoas costumam dizer que o Monte Roraima ele te chama. Não é você que decide que vai subir o Monte, mas ele é quem decide chamar você. E isso fez muito sentido”, disse a influenciadora.
Segundo ela, a experiência também trouxe mudanças práticas no dia a dia, como o hábito de acordar mais cedo, além de lições sobre humildade e serviço.
“[O Monte Roraima] ensina muito sobre servir. Você vê lá as pessoas, toda a equipe da agência te servindo ali com um sorriso no rosto, carregadores e é emocionante. Assim, até hoje eu estou muito tocada com a expedição do Monte, porque foi realmente transformador”, ressaltou.
Para Gelson, a subida não representou apenas um sonho ou desafio pessoal, mas também a realização de um desejo coletivo de muitos roraimenses que veem o Monte Roraima como algo distante.
“Não significou só um desafio pessoal, mas também uma realização de todos os roraimenses que sonham um dia subir o monte e muitas vezes, por ser algo muito distante, acabam não realizando”, afirmou.
Por Yara Ramalho e Kailane Souza, da Rede Amazônica RR
Investimento de R$ 27 milhões leva 30 km de asfalto às vicinais da região do Bom Intento. Foto: Rebeca Lima/PMBV
Com trabalho contínuo e investimentos que fazem a diferença, a Prefeitura de Boa Vista consolida ações que melhoram a mobilidade urbana e rural do município. Na região do Bom Intento, foram investidos R$ 27 milhões em obras de infraestrutura, com a implantação de 30 km de asfalto em trechos das vicinais BVA-349, BVA 346-B, Brasileirinho e Carrapato.
Somente na região do Bom Intento, a prefeitura já recuperou as três principais pontes da BVA-349, até o igarapé Água Boa. Foram implantados mais de 44 km de asfalto, sendo 9,13 km na BVA-344 (vicinal do Carrapato), 22,5 km na BVA-347 (vicinal do Brasileirinho) e, com a conclusão da obra em andamento, a BVA-349 passará a totalizar 22 km de vias asfaltadas. Com todas as intervenções, a região do Bom Intento contará com 54 km de estradas pavimentadas, fortalecendo o desenvolvimento local e melhorando a mobilidade rural.
Mais de 44 km de asfalto implantados nas vicinais Carrapato, Brasileirinho e BVA-349. Foto: Rebeca Lima/PMBV
Pavimentação melhora o acesso e impulsiona a economia local
Quem comemora a chegada do asfalto é o produtor rural José Rodrigues, de 66 anos, que cultiva uma variedade de hortaliças, como cheiro-verde, cuchá, maxixe, quiabo, tomate e batata. Parte da produção é comercializada na própria propriedade e o restante é levado para a cidade.
“É um sonho realizado. Estou muito feliz com a prefeitura implantando asfalto próximo da minha propriedade. Tiro o chapéu para o trabalho que vem sendo feito no Bom Intento”, afirmou.
O comerciante Jeferson Vieira, de 25 anos, morador da região há cinco anos, também destaca os benefícios dos investimentos em infraestrutura. “Só o fato de a prefeitura ter elevado a estrada e feito a terraplenagem já melhorou muito. Agora, com o asfalto, muda tudo, principalmente para o movimento do meu comércio. Antes, o trajeto até a cidade levava cerca de uma hora; hoje faço em aproximadamente 30 minutos”, relatou.
Comerciante Jeferson Vieira destaca que o asfalto reduziu o tempo de deslocamento e impulsionou o comércio local. Foto: Francisco Sena/PMBV
Infraestrutura que alcança mais comunidades
O Projeto de Assentamento Nova Amazônia, na região do Murupu, também foi contemplado com melhorias na infraestrutura. No local, a prefeitura executou serviços nas vicinais 1, 3, 4 e 7, dentre eles, foram feitos recomposição asfáltica e tapa-buraco, como também, implantação de talvegues e galerias em pontos críticos de alagamento, assegurando mais segurança, melhor trafegabilidade e acesso contínuo aos moradores.
Moradora da região há mais de 15 anos, Cláudia Cristina aprovou as obras. “Às vezes, precisávamos fazer um trajeto maior para sair da vicinal, mas agora que arrumaram e colocaram as galerias, melhorou muito. Foi uma ajuda grande, inclusive para quem trabalha com soja. Ficou mais fácil para os produtores escoarem a produção para a cidade”, disse.
PA Nova Amazônia recebeu recomposição asfáltica, tapa-buracos e obras de drenagem em vicinais da região do Murupu. Foto: Giovani Oliveira/PMBV
Mais de 228 km de estradas recuperadas na zona rural
Desde o início da atual gestão, a Prefeitura de Boa Vista tem intensificado os investimentos em infraestrutura rural, atendendo regiões como Bom Intento, Urubuzinho, Água Boa, Barra do Vento, além dos Projetos de Assentamento Nova Amazônia, Truaru e Murupu.
Ao todo, já foram recuperados mais de 228 km de estradas rurais, distribuídos em 23 trechos, além da pavimentação de 77 km de vias em 12 trechos distintos. Outro avanço importante foi a implantação de 28 galerias, que substituem antigas pontes de madeira e garantem mais segurança e mobilidade às comunidades durante todo o ano.
Na última parte da série Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia, o Portal Amazônia buscou informações sobre uma das doenças mais conhecidas: a lombriga. Com apoio da médica generalista Júlia Edwirges, explicamos o que é a ascaridíase, infecção intestinal causada pelo Ascaris lumbricoides, verme que vive em regiões de clima quente e sem saneamento básico.
O nome lombriga deriva do latim lumbricus e significa minhoca, daí a associação popular à doença, por conta das características físicas dos vermes causadores da ascaridíase (corpo cilíndrico, de extremidades finais e geralmente longos), semelhantes aos anelídeos.
O que é lombriga?
Também chamada de ascaridíase, a lombriga é uma doença intestinal causada pelo verme nematelminto Ascaris lumbricoides. Tal parasita se reproduz no ser humano, único hospedeiro da doença, e está presente em alimentos ou água contaminados ou locais sem saneamento básico e condições de higiene inadequadas.
Verme adulto do Ascaris lumbricoides podem atingir até 40 cm de tamanho. Foto: Reprodução/Site MD Saúde
Isso porque a ascaridíase se desenvolve quando uma pessoa ingere os ovos do verme através do consumo de alimentos crus ou manipulados em água contaminada com fezes de humanos ou até mesmo no contato direto da pele com os excrementos.
Tal cenário é comum em locais de condições sanitárias precárias, sem acesso à água potável e rede de tratamento de esgoto.
Embora possa afetar pessoas de todas as idades, as crianças são geralmente as mais acometidas pela ascaridíase, pois a maioria costuma brincar em solos contaminados. As mãos sujas podem levar os ovos diretamente para a boca ou contaminar brinquedos e objetos que entrarão, posteriormente, em contato com a boca de outras crianças. Já os adultos, geralmente se infectam ao ingerir água ou alimentos contaminados.
A falta de saneamento básico contribui para a contaminação de doenças como a ascaridíase. Foto: Reprodução/Instituto Trata Brasil
Causas
Após a ingestão, os vermes parasitas migram para o intestino e ficam instalados até eclodirem seus ovos, período que dura até 20 dias para desenvolverem suas larvas. Desenvolvidas, as larvas entram em contato com as paredes do intestino, onde as fêmeas podem produzir até 200 mil ovos por dia.
Os ovos produzidos são liberados na natureza novamente através das fezes humanas, o que propicia a infecção de novos indivíduos. Este ciclo, desde a ingestão dos ovos até a saída de larvas pelas fezes, pode variar de 60 a 75 dias. Já a duração média de vida do verme adulto é de 12 meses.
Ciclo reprodutivo da Ascaris lumbricoides, a popular lombriga, dentro do corpo humano. Arte: Infoescola/DPDx
Na maioria dos casos, a ascaridíase é assintomática, mas pode apresentar sinais intestinais e respiratórios. Os principais sintomas intestinais da ascaridíase são dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, perda de peso e falta de apetite, além do cansaço excessivo.
Em casos mais intensos, a infecção pode levar a complicações mais graves como tosse seca, irritação na garganta, obstrução intestinal e problemas respiratórios.
Tais quadros ocorrem porque as lombrigas podem invadir a mucosa intestinal, alcançar as vias sanguíneas e chegar em outros órgãos como fígado, coração e pulmões.
Diagnóstico
Exames como o patológico de fezes ajudam a diagnosticar a ascaridíase. Foto: Reprodução/Blog Amor e Saúde
O aparecimentos dos sintomas é o primeiro passo para buscar ajuda médica. O clínico geral, gastroenterologista ou pediatra (em caso de crianças), pode diagnosticar a lombriga por meio da eliminação de vermes visíveis ao olho nu através da boca, nariz e ânus. Um exame patológico de fezes também pode ser indicado para verificar a existência de ovos ou lombrigas adultas.
Outros exames como radiografias de tórax podem demonstrar manchas no pulmão típicas de lombrigas ou hemograma, já que as larvas também podem aparecer no escarro e o procedimento pode apontar um aumento de eosinófilos, glóbulos que desempenham papel importante no sistema imunológico combatendo infecções parasitárias.
Tratamento
O tratamento da lombriga é com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas e também para eliminar os vermes. Existem remédios específicos para a doença, porém eles só devem ser prescritos por um médico por conta de seus efeitos colaterais e interações medicamentosas.
Por vezes, o médico pode optar pela associação de medicações para um tratamento seguro, já que as lombrigas podem se multiplicar em grande quantidade e tem a capacidade de causar obstruções ou migrar de forma desordenada pelo organismo.
Nos casos mais severos, pode ser necessário realizar cirurgia para remover obstruções intestinais causadas pelo acúmulo excessivo de vermes.
Prevenção
A prevenção da ascaridíase está ligada a boas práticas de higiene e saneamento. Algumas das principais medidas são:
Lavar bem as mãos após usar o banheiro e antes de manusear alimentos.
Consumir alimentos bem lavados e, preferencialmente, cozidos.
Garantir o tratamento adequado da água consumida e da utilizada no preparo de alimentos.
Evitar o consumo de alimentos crus ou mal preparados, cozidos em locais com saneamento precário.
Manter os ambientes limpos e livres de fezes de animais ou pessoas infectadas.
Lavar as mãos é uma medida fundamental para prevenir a contaminação da ascaridíase. Foto: Couleur via Pixabay
A equipe do Portal Amazônia reitera que qualquer suspeita relacionada à doenças em geral deve ser tratada somente sob a supervisão de um médico devidamente certificado.
As jararacas são viperídeos de uma família que pertence também a cascavel e a surucucu-pico-de-jaca. Mas a jararaca é a mais abundante, mais comum e a que mais causa acidentes no Brasil. De cada dez acidentes causados por serpentes, sete são causados por jararacas.
Elas são bem comuns, principalmente nessa época de chuvas na Amazônia. A incidência entre janeiro, fevereiro e março aumenta, chegando até três acidentes por dia no estado de Rondônia. E, na Amazônia, dezenas de acidentes e mais de 70 acidentes por dia no Brasil, só pela serpente jararaca.
O acidente com uma jararaca acontece do seguinte modo: ela inocula um veneno que causa muita dor, hemorragia, equimose (mancha roxa, azulada ou avermelhada na pele causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos e extravasamento de sangue sob a pele) e dor intensa. Um hospital tem que ser procurado o mais rápido possível.
É muito importante tirar a foto do animal para a sua identificação e para que o médico tome as atitudes corretas, pois para cada cobra existe um soro específico.
Cuidados
Ao entrar numa área de mata, seja para pescar, passear ou caminhar, é muito importante usar bota, perneira, calça fechada, camisa de manga longa, não colocar a mão em buracos debaixo de tronco de árvore, entulhos, e prestar bastante atenção onde anda, principalmente no período noturno que é quando as jararacas estão em maior atividade aqui na Amazônia.
Foto: Flávio Terassini/Acervo pessoal
Ao ver o animal, não mate porque elas também são muito importantes para o meio ambiente: elas se alimentam de roedores, de outros animais, então controlam a população desses animais da floresta desempenhando um papel fundamental na cadeia alimentar.
Além de ser predadoras de roedores que causam doenças, elas também servem de alimentos para outros animais como as aves, os gaviões e até outras serpentes. Por isso elas são muito importantes.
Segue a dica: ao encontrar uma jararaca, muito cuidado, não tente colocar a mão nela porque ela vai se defender inoculando veneno. Fotografe e sempre preste muita atenção ao entrar em áreas de floresta.
Pôr do sol em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM
O pôr do sol em São Gabriel da Cachoeira, às margens do Rio Negro, no Amazonas, é mais do que um espetáculo de cores para os povos originários da região. Entre os Tukano e os Baniwa, duas lendas diferentes dão sentido ao momento em que o sol se despede do dia, transformando o fenômeno natural em um ritual sagrado.
A ligação entre as visões ancestrais com a cultura do município amazonense se justifica: São Gabriel da Cachoeira é a terceira cidade mais indígena do Brasil, segundo Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 93,2% da população pertencente às etnias distribuídas no município. Para a maior parte dos habitantes, o pôr do sol segue sendo um dos símbolos mais fortes da união entre mito e realidade.
O céu tingido de laranja, vermelho e roxo reflete nas águas escuras do rio e impressiona moradores e turistas. Mas, para os povos indígenas, o espetáculo vai além da estética: é um momento de respeito e silêncio, em que se reafirma a conexão espiritual com os antepassados.
Relatos da beleza do pôr do sol
De acordo com a Secretaria de Cultura do Município, na tradição Tukano, o sol mergulha nas águas do Rio Negro para descansar e renovar suas forças, sendo acompanhado por espíritos que garantem a continuidade da vida.
A visão da etnia sobre o fenômeno natural já foi alvo de estudos internacionais. O antropólogo britânico Stephen Hugh-Jones, esteve na Amazônia em 1979, e passou um tempo com o povo Tukano.
A experiência resultou na publicação sobre a lenda no estudo ‘From the Milk River: Spatial and Temporal Processes in Northwest Amazonia‘ (Do Milk River: Processos Espaciais e Temporais no Noroeste da Amazônia, em tradução literal).
“O sol é visto como um operador do tempo e do espaço, responsável por ordenar o ciclo da vida e garantir o equilíbrio entre o dia e a noite”, diz trecho do estudo.
Município de São Gabriel da Cachoeira. Foto: Divulgação/Amazonastur
Já para os Baniwa, o pôr do sol simboliza a passagem do tempo e a harmonia entre os mundos, com os ancestrais guiando o astro em sua travessia para assegurar equilíbrio entre natureza e humanidade.
“O pôr do sol entre os Baniwa é também um marcador de tempo, que orienta práticas sociais e agrícolas, funcionando como um mapa cosmológico”, explica a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas, Silvana Rossélia dos Santos.
O pesquisador americano Robin Wright, especialista na cosmologia Baniwa, destacou no estudo “História Indígena e do indigenismo no Alto Rio Negro”, a crença indígena sobre o fenômeno:
“Cada pôr do sol é entendido como um ritual de passagem, em que os ancestrais conduzem o sol para o mundo espiritual, reafirmando a ligação entre presente e passado”.
A comunicadora Yngrid Duarte, que saiu de Brasília para acompanhar uma comitiva que levou donativos para comunidades indígenas na cidade, ressaltou a experiência vendo o pôr do sol:
“O pôr do sol foi muito bonito, parecia que estava saindo faísca do céu, teve várias rajadas, foi mágico, encantado. Acho que isso explica muito sobre a cidade”.
Guias locais costumam compartilhar essas histórias durante passeios de barco, destacando a importância da preservação cultural e ambiental.
Ambas as tradições reforçam que o pôr do sol é mais do que um fenômeno natural — é um momento sagrado de conexão entre mundos.
*Com informações de Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM
O fotógrafo e ambientalista Mário Barilá realizou um ensaio no aterro sanitário de Macapá como parte do projeto Água Vida. Foto: Mário Barilá/Reprodução
O fotógrafo e ambientalista Mário Barilá realizou um ensaio no aterro sanitário de Macapá como parte do projeto Água Vida, que existe há mais de 10 anos e busca destacar questões sociais e ambientais.
Os bailarinos Agesandro Rego e Alana Lins posaram em meio às montanhas de lixo. A proposta foi mostrar o contraste entre a vida urbana e a arte, evidenciando a urgência da causa ambiental e a presença da humanidade mesmo em cenários de abandono.
Em uma das imagens, uma montanha de lixo aparece ao fundo com urubus sobrevoando. Para Barilá, o registro simboliza “a montanha dos pássaros gigantes”.
O fotógrafo explica que o objetivo não era retratar o lixo, mas sim os bailarinos dançando diante dele.
“Queremos chamar atenção para erradicar o lixão ou dar outro destino a esse material”, disse.
Durante a produção, um caminhão chegou para despejar resíduos e catadores correram para recolher o material. Para Barilá, a cena reforça a mensagem do ensaio sobre a necessidade de políticas públicas voltadas às famílias que vivem no entorno.
Além das fotos, o projeto promoveu o plantio de mudas frutíferas próximo ao lixão. A ideia é oferecer alternativas de renda e alimentação para a comunidade.
“Eles vão produzir frutas locais e vender o excedente. O problema do lixão cabe aos governantes resolver. Nós levantamos essa bandeira”, afirmou o fotógrafo.
O Projeto Água Vida une arte e preservação ambiental. A iniciativa realiza o plantio de árvores nativas em áreas ameaçadas e usa a fotografia como forma de conscientização.
O projeto já atuou em locais como Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem, na Ilha do Mel (PR) e no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO).
Além de recuperar áreas degradadas, busca sensibilizar comunidades e visitantes sobre a importância da preservação da natureza.
Os testes iniciais com um corante natural produzido pelo fungo Talaromyces amestolkiae, encontrado na Amazônia, demonstram que é possível desenvolver cosméticos ecológicos como cremes faciais, bastões em gel e xampus, alcançando ação antioxidante e antibacteriana.
A descoberta é importante porque os colorantes microbianos – ainda pouco explorados na área da pesquisa em cosmética – podem ser alternativa sustentável aos sintéticos.
O fungo produz corantes vibrantes que variam do vermelho ao amarelo e têm alto potencial industrial. Nos últimos anos, diversos países têm proibido e restringido o uso de alguns tipos de corantes sintéticos na medida em que têm sido associados a alergias e outros problemas de saúde. Com isso, a demanda por produtos ecologicamente corretos e saudáveis vem aumentando cada vez mais.
De acordo com os dados, o extrato conseguiu diminuir em mais de 75% as substâncias que reagem com o oxigênio ao entrar em contato com a pele, ou seja, reduziu compostos que podem causar danos celulares. Além disso, os testes também mostraram que mais de 60% das células permaneceram vivas, indicando que o produto não compromete a saúde da pele. Os dados foram publicados na revista ACS Ômega.
A pesquisa foi desenvolvida por Juliana Barone Teixeira e orientada por Valéria de Carvalho Santos-Ebinuma, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (FCFAr-Unesp), campus de Araraquara, em parceria com Joana Marques Marto, da Universidade de Lisboa.
O estudo também contou com contribuições de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) e teve apoio FAPESP (processos 23/13069-0, 23/01368-3, 24/19904-1, 24/16647-8, 24/16477-5 e 21/06686-8).
“Nós conseguimos demonstrar que esse colorante pode ser aplicado em formulações cosméticas mantendo a segurança, a funcionalidade, a textura e o desempenho de forma geral, sem causar nenhum impacto na formulação e na experiência dos possíveis clientes”, explica Teixeira, primeira autora do artigo. “O que chamou atenção para esse fungo, inicialmente, foi a cor. A partir daí começamos uma série de estudos. Foram mais de dez anos até chegar nessa etapa de produção”, conta Ebinuma.
De acordo com as pesquisadoras, estudos na área de marketing vêm mostrando como a cor é um dos principais fatores que influenciam a compra dos produtos, por isso, algumas estratégias de venda, inclusive, evocam a emoção a partir dessas sensações para atrair os consumidores.
“Nós buscamos um parceiro que trabalhasse com a parte dos cosméticos, por isso a professora Joana da Universidade de Lisboa nos ajudou com diferentes formulações”, explica Ebinuma.
“Nem todo microrganismo causa mal, gera problemas para a saúde. Alguns produzem compostos que trazem benefícios. Essa é uma área que cresceu e é onde justamente nós trabalhamos com a biotecnologia, o emprego desses seres vivos ou de componentes desses seres vivos para o benefício da sociedade”, destaca a pesquisadora.
“Em vez de avaliarmos o colorante de forma isolada, nós buscamos estudá-lo dentro de uma formulação final considerando tudo o que deve ter em um produto colocado em prateleira”, ressalta Teixeira.
A descoberta que levou ao corante
De acordo com Ebinuma, os estudos com o fungo Talaromyces amestolkiae começaram ainda no seu doutorado, quando conheceu a professora Maria Francisca Simas Teixeira, curadora da Coleção de Culturas do Departamento de Parasitologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), uma das maiores referências nos estudos da área da micologia do país, que faleceu no ano passado.
Foi ela que o encontrou, com seus alunos, espalhado pelas árvores do campus, e o colocou em sua coleção. De lá para cá, a espécie T. amestolkiae tem despertado o interesse dos pesquisadores porque é capaz de produzir colorantes que vão desde amarelos e laranjas intensos até os vermelhos.
“Quando começamos a estudar, verificamos que ele produzia essa coloração vermelha. Ele é um fungo encontrado na natureza, mas que gosta de condições específicas, por exemplo, as altas temperaturas de Manaus. Então, o que nós fizemos foi simular uma temperatura próxima à de Manaus para que ele produzisse esse corante vermelho também em laboratório”, explica Ebinuma.
Diante da descoberta, a professora destaca ainda a importância de continuar estudando as espécies nativas, porque há muito o que se descobrir na biodiversidade amazônica. “Pode ser que existam outras espécies parecidas”, comenta a cientista.
Atualmente, cerca de 20 estudantes de graduação e pós-graduação estão envolvidos nos estudos do grupo de pesquisa. Alguns desses trabalhos, segundo Ebinuma, buscam entender a aplicação do corante em tecidos ou em alimentos, como gelatinas. “Temos várias frentes para esse fungo e também estamos estudando outros”, conta.
De acordo com a pesquisadora, um dos principais objetivos agora é tentar melhorar todos os processos que envolvem a produção do corante. “Hoje eu produzo 1 grama [g] desse tipo de corante, mas o objetivo é chegar a 10 g. Qual é o caminho que podemos percorrer de 1 g até 10 g? Por isso há uma rede de alunos e de professores envolvida nisso”, diz a pesquisadora.
CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Júnior recebeu a medalha nesta segunda-feira (9). Foto: Marcelo Vila Real/Rede Amazônica RR
O CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Júnior, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Forte São Joaquim, a mais alta honraria de Roraima. A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira (9) no palácio Senador Hélio Campos, sede do governo estadual, em Boa Vista.
Após receber a homenagem, Phelippe Daou Júnior disse que a comenda representa o trabalho de 51 anos feito pela Rede Amazônica em Roraima, o que motiva a emissora a aprimorar cada dias mais os serviços prestados à comunidade.
“Receber essa comenda, a medalha Forte São Joaquim, para mim, não só para mim, para a nossa empresa, é uma grande honra. É claro que isso representa todo o trabalho de 51 anos que nós estamos realizando aqui no estado de Roraima. Ter esse reconhecimento, entre tantos outros empresários e investidores aqui no estado, para nós, é muito importante”, afirmou.
Além do CEO, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, também recebeu a medalha. Na fronteira com o Brasil, o país tem sido estratégico para Roraima “para fortalecer sua posição no comércio internacional”, segundo o governo do estado. As honrarias foram entregues pelo governador Antonio Denarium (PP).
“A Guiana valoriza profundamente sua relação com o Brasil. Uma parceria baseada no respeito mútuo, na coexistência pacífica e em um compromisso comum com o desenvolvimento”, disse o presidente.
Ana Karoliny Siqueira Calleri – empresária responsável pelo projeto Imeru café;
Aniceto Campanha Wanderley Neto – empresário de piscicultura;
Antônio Cabrera Mario Filho – ex-ministro da agricultura;
Aluizio Nascimento da Silva – secretário de atração de investimentos do estado de Roraima;
Blairo Borges Maggi – ex-ministro da agricultura e ex-governador do Mato Grosso;
Creuzival Neris Vasconcelos – presidente da Coophorta;
Damian Popolo – diretor de relações externas e sustentabilidade na Enel Brasil ;
Emerson Carlos Baú – diretor-superintendente do Sebrae Roraima;
Geraldo Falavinha – empresário agroindustrial;
Getúlio Alberto de Souza Cruz – radialista, economista, professor e empresário;
Irineu Boff – fundador e presidente do conselho administrativo da oleoplan;
Jaime Benchimol – presidente da Fogás;
José Geraldo Ticianeli – reitor da Universidade Federal de Roraima;
José Lopes Primo – ex-deputado estadual;
Lino Lopes Cançado – ceo da Eneva;
Luiz Carlos Brito – empresário do setor da construção civil;
Roberto Paulo da Silva Santos – delegado da receita federal de Roraima;
Vitor Hugo Perin – empresário.
A comenda homenageia o Forte São Joaquim, construído pela coroa portuguesa às margens do Rio Branco para garantir a proteção do território durante o período colonial.
A ordem do mérito reconhece pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que prestaram serviços relevantes ao estado de Roraima. Os graus de distinção da comenda são: Grã-Cruz; Grande-Oficial; Oficial; Comendador e Cavaleiro.
Foto: Reprodução/Agiliza.agromkt
Mais sobre o CEO do Grupo Rede Amazônica
O CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Júnior, nasceu em São Paulo, e é filho do jornalista e fundador da Rede Amazônica, Phelippe Daou e de Magdalena Arce Daou. A filial da emissora foi implantada em Roraima em 1975, há 51 anos.
Phelippe é o criador e embaixador do projeto “Amazônia Que Eu Quero“. Ele é formado em engenharia eletrônica com ênfase na área de telecomunicações.