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Casos de dengue caem quase 87% em Cuiabá em 2026, aponta Vigilância em Saúde

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Foto: Emanoela Daiane

A Prefeitura de Cuiabá (MT), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou boletim epidemiológico que aponta redução expressiva nos casos de dengue em 2026. Na 7ª Semana Epidemiológica (SE) deste ano, foram notificados 16 novos casos de dengue e nenhum registro de chikungunya ou zika.

Na comparação da média com o mesmo período de 2025, observou-se uma queda de 86,9% nas notificações de dengue e de 99,4% nos casos de chikungunya, resultado das ações contínuas de prevenção, controle vetorial e vigilância em saúde realizadas no município.

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No acumulado de 2026, Cuiabá contabiliza 55 casos autóctones de dengue, com taxa de incidência de 7,9 casos por 100 mil habitantes. Já a chikungunya registra 17 casos autóctones, com incidência de 2,4 por 100 mil habitantes. Para zika, não há casos confirmados no período. Na 7ª SE, foi confirmado um óbito por dengue.

dengue é causada pelo aedes aegpyt
Aedes aegpyti. Foto: Reprodução/Fiocruz

Vigilância segue ativa contra dengue

Mesmo com a redução significativa dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vigilância epidemiológica permanece ativa, garantindo resposta rápida frente a possíveis surtos e emergências em saúde pública.

O monitoramento e a consolidação dos dados são realizados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), que atua de forma permanente na análise de riscos e no apoio às ações de controle das arboviroses.

Leia também: Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

As equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti seguem intensificando as atividades nos bairros. Somente nas ações de rotina, foram 141.466 imóveis vistoriados, 15.326 imóveis tratados, 17.058 depósitos tratados e 4.811 depósitos eliminados, reduzindo os possíveis criadouros do vetor.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção começa dentro de casa e orienta a população a:

  • Eliminar focos de água parada em quintais, calhas, pneus, garrafas e reservatórios;
  • Manter atenção aos sintomas e não se automedicar em caso de suspeita de dengue, chikungunya ou zika;
  • Procurar uma unidade de saúde para avaliação médica ao apresentar sinais da doença;
  • Garantir a vacinação com a Qdenga, disponível na rede municipal para crianças de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses.

A Prefeitura de Cuiabá destaca que a colaboração da população é fundamental para manter os índices sob controle e proteger a saúde coletiva.

*Com informações da Prefeitura de Cuiabá

Rondônia e Acre avançam em Acordo de Cooperação Técnica para modernizar gestão ambiental

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Foto: Jorge Fernando/ Secom Rondônia

Representantes do governo de Rondônia e do Acre estão reunidos, entre os dias 3 e 6 de março, para alinhar os termos de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado à implantação de um Portal da Transparência Ambiental e de um Geoportal no estado acreano.

A iniciativa prevê a utilização da tecnologia desenvolvida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) para fortalecer a gestão ambiental, ampliar a transparência das ações públicas e aprimorar o planejamento territorial.

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O sistema deverá atender a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (Sema), o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), com participação da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) no processo de alinhamento técnico.

Acordo de cooperação

Durante uma das reuniões, foram discutidos os pontos centrais do ACT, entre eles a disponibilização da solução tecnológica utilizada pela Sedam, incluindo o Portal da Transparência Ambiental, além da capacitação das equipes técnicas do Acre para garantir autonomia na operação e manutenção da plataforma.

O acordo também prevê suporte técnico inicial para implantação do sistema e desenvolvimento de melhorias conjuntas, promovendo a integração de informações ambientais e geoespaciais, com foco no fomento à pesquisa científica e no fortalecimento de políticas públicas regionais.

Leia também: Acordo de Cooperação é firmado para governança sustentável em terras indígenas do Rio Negro

acordo de cooperação
Imagem: Jorge Fernando/ Secom Rondônia

A cooperação reforça o compromisso de ambos os estados com o desenvolvimento sustentável e com o fortalecimento do controle social sobre as ações ambientais. O ACT terá vigência inicial de dois anos, podendo ser prorrogado conforme interesse das partes. 

Gestão ambiental

Para  o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Acordo de Cooperação Técnica representa um avanço estratégico para o fortalecimento da gestão ambiental e da integração regional. “Essa parceria demonstra que, quando unimos tecnologia, planejamento e cooperação entre estados, conseguimos oferecer respostas mais eficientes à sociedade, garantindo mais transparência, segurança jurídica e proteção ao meio ambiente”, destacou.

A coordenadora da CTI, Renata Luz, destacou que o Acordo é um avanço significativo na modernização dos sistemas ambientais e na integração de bases de dados entre os estados.

“Estamos tratando da transferência de uma solução já consolidada, com arquitetura estruturada, banco de dados geoespacial e ferramentas de visualização que garantem maior rastreabilidade das informações ambientais. Além da implantação da plataforma, o ACT prevê capacitação técnica para assegurar autonomia operacional, segurança da informação e evolução contínua do sistema, fortalecendo a governança e a gestão estratégica dos dados ambientais”, afirmou.

Leia também: Fiocruz Amazônia e Ibama-AM firmam acordo de cooperação pioneiro para investigação de patógenos em animais silvestres

Foto: Jorge Fernando/Secom Rondônia

O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, enfatiza que a cooperação entre Rondônia e Acre demonstra a importância da união entre os estados da Região Norte para o fortalecimento das políticas ambientais e o desenvolvimento sustentável integrado.

“Quando os estados compartilham tecnologia, conhecimento técnico e experiências, todos avançam. Este acordo amplia nossa capacidade de gestão, fortalece a transparência e cria uma base sólida de  informações para decisões mais estratégicas, beneficiando não apenas Rondônia e Acre, mas toda a região amazônica”, ressaltou.

*Com informações da Secom Rondônia

Tepui

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Foto: Reprodução/Embratur

Os tepuis são um tipo de ‘montanha tipo mesa ou meseta’ com paredes verticais e cume geralmente plano. Na Amazônia o mais famoso é o Monte Roraima, com 3,1 mil hectares e está dividido entre Venezuela, Guiana e Brasil (em Roraima)

É comum encontrá-los como formações isoladas e tipicamente formados por cristais de arenito pré-cambriano.

Tepui significa “casa dos deuses” na língua indígena dos Pemón, povo que habita a região da Gran Sabana, na Venezuela.

*Com informações da WorldAtlas e EntreParquesBR

NN Logística expande 10% e projeta novo recorde de negócios na Amazônia

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Foto: Divulgação

A NN Logística, maior feira da indústria fluvial da América Latina, amplia em 2026 seu espaço de exposição em 10%, com área total de 4.534m2 em dois pavilhões. A terceira edição da NN Logística será realizada de 22 a 24 de abril no Centro de Convenções da Amazônia Vasco Vasques, na Zona Centro-Sul de Manaus (AM).

Contando com expositores que cobrem toda a cadeia produtiva de fornecedores para a indústria naval fluvial, o evento soma 100 expositores, representando mais de 400 marcas do Brasil e do Exterior. São aguardados mais de sete mil visitantes em seus três dias.

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Fabricantes de motores como Caterpillar, Yanmar, Cummins, Mitsubishi, Volvo Penta são alguns dos expositores presentes nesta edição.

Segundo a diretora da NN Logística, Rosângela Vieira, a expectativa é de que nesta edição o volume de negócios suplante os mais de R$ 400 milhões em acordos comerciais da edição de 2025.

“Em 2025, a seca severa resultou em menor volume de mercadorias transportadas na região. As empresas de navegação e os terminais portuários sofreram, mas mesmo assim a feira proporcionou ótimos negócios aos participantes. Isso se deveu ao fato de que a indústria naval fluvial é perene e essencial na Região Norte. E, mesmo com a logística sofrendo, os negócios não pararam. Neste ano, sem as mesmas agruras ambientais, a perspectiva é de mais acordos comerciais durante a NN Logística”.

NN Logística expande 10% e projeta novo recorde de negócios na Amazônia
Foto: Divulgação

Leia também: Confira a história da construção naval no Amazonas

A feira tem como parceiros estratégicos dois eventos internacionais. No Rio de Janeiro, a Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, realizada desde 2004 — a maior do setor na América Latina.

E em Assunção, Paraguai, a Navegistic, realizada desde 2015 e até 2023 a maior feira fluvial da América Latina — agora suplantada pela NN Logística, em Manaus. Em 2023, as duas feiras realizaram eventos paralelos em Manaus e os sócios decidiram criar a NN Eventos Ltda., responsável pela consolidação na NN Logística.

Paralelamente à feira, ocorrerá a Conferência nos dias 22 e 23 e o Ciclo de Palestras no dia 24 de abril. A Conferência neste ano tem a curadoria e organização da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro Norte – Adecon, e da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior – Abani.

A NN Logística tem os patrocínios master do Super Terminais e da International AkzoNobel. O credenciamento para visitação (gratuito) pode ser feito AQUI.

Bióloga destaca papel da educação ambiental na foz do Amazonas

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O oceano na região da foz do Amazonas é marcado por relações com o rio, complexidade logística e lacuna de dados científicos, o que torna a pesquisa na região mais desafiadora. Foto: Suzane Biapino

Bióloga, professora da Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e doutora em Ecologia, Janaína Freitas Calado atua há mais de uma década com educação ambiental na Amazônia. Nascida em Macapá, viveu por muitos anos no Rio Grande do Norte e hoje pesquisa a relação entre comunidades tradicionais e ecossistemas costeiros e oceânicos com foco na foz do Amazonas.

Integrante das ações brasileiras da Década do Oceano, iniciativa das Nações Unidas para implementação de iniciativas sustentáveis até 2030, Calado trabalha com o conceito de cultura oceânica, que busca fortalecer a compreensão do papel do oceano na regulação climática, na biodiversidade, na cultura e na economia — abordagem que passou a integrar o currículo escolar brasileiro a partir de 2025.

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Nesta entrevista, ela fala sobre seu trabalho e comenta percepção das populações ao início das atividades da Petrobras para prospecção de petróleo a poucos quilômetros do Amapá.

Como você construiu sua trajetória de pesquisa e como você começou a trabalhar com oceano na Amazônia?

Janaína Freitas Calado: Minha formação toda foi com ecologia de ambientes recifais. Na UEAP, atuo na área de educação ambiental, que é essencialmente interdisciplinar. Em 2016, com a publicação na Nature da descrição dos recifes da Amazônia, todo mundo aqui no Amapá falava sobre isso, pois já se tinha o pedido de licença para prospecção de petróleo de dois blocos de exploração no Amapá. T

ínhamos muita desinformação, com grupo político dizendo que os recifes da Amazônia não existiam, enquanto os pesquisadores mostravam que sim, existiam. Temos uma costa amazônica gigante, mas desconhecida. Então fui tentar entender as percepções das pessoas sobre os recifes da Amazônia no contexto da exploração de petróleo. Hoje procuro compreender a relação que o povo do Amapá tem com oceano e busco, através de metodologias participativas, promover a cultura oceânica amazônica.

Você está em uma região de muita sociobiodiversidade, perto da floresta e perto do oceano. Como você pensa a educação ambiental a partir das particularidades locais?

Janaína Freitas Calado: Redescobri o Amapá quando vim morar aqui de vez. Tem região alagada, floresta de terra firme, cerrado, rios, lagos, manguezais, a foz e essa parte recifal. Então há uma diversidade de ambientes em um espaço relativamente pequeno, o que se reflete diretamente na diversidade cultural e de uso e ocupação desses locais. Mas, apesar dessa diversidade de modos de vida, as populações tradicionais têm a relação dede interdependência com a natureza como uma característica semelhante.

Trabalhamos com comunidades que muitas vezes não estão no mapa e nem tem acesso às políticas públicas – as chamadas “comunidades invisíveis”. E por pressões do neoliberalismo, exploração da terra, conflitos ou pelas mudanças climáticas, elas podem até deixar de existir. Se os sinais da natureza começam a ficar confusos, as comunidades perdem os seus marcadores do tempo e não sabem mais quando é época de plantar ou de colher. Então, a vulnerabilidade dessas comunidades aumenta.

A pessoa vende a terra por um preço barato e vai embora. Isso transforma as comunidades tradicionais em populações pobres nas cidades, como cita a Eliane Brum. No nosso trabalho, a pesquisa deve estar na retaguarda das comunidades, buscando ferramentas de fortalecimento.

Foto: Suzane Biapino

Leia também: A dualidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial: o que é e como afeta a Amazônia?

E quais são as principais dificuldades desse trabalho de pesquisa com as comunidades tradicionais no Amapá?

Janaína Freitas Calado: Existe o que se chama de fator amazônico, que são dificuldades logísticas e operacionais para trabalhar aqui. Se você trabalha com mergulho ou com pesca, já é tudo muito caro. Agora, na Amazônia, o custo das nossas saídas de campo é ainda maior. Eu preciso contratar barco, levar gasolina, e muitas das comunidades não têm mercado para comprar comida, então temos que levar nossos insumos. Para completar, a foz do rio Amazonas tem correnteza, tem maré. A profundidade costuma ser rasa, mas é uma região dinâmica, e isso pode mudar rápido – o que exige preparação extra.

Você tem acompanhado a percepção das comunidades da região sobre o início da prospecção de petróleo na Margem Equatorial. Qual a expectativa para a atividade da Petrobras na região?

Janaína Freitas Calado: De uma maneira geral, o que eu percebo é que populações tradicionais que dependem diretamente do meio ambiente discutem mais as problemáticas do petróleo, têm mais medo do que pode vir acontecer porque sabem que a vida depende daquilo. Populações que vivem na cidadeenxergam uma grande possibilidade de mudança de vida. A narrativa de que o petróleo vai chegar e melhorar tudo vem sendo construída há anos.

E há uma falta de comunicação com as comunidades tradicionais– pescadores, indígenas, extrativistas. As pessoas ficam sabendo do que acontece pela imprensa, de políticos festejando a aprovação da licença de prospecção ao acidente com o vazamento do fluido de perfuração. Sobre o petróleo, penso que é muito importante ter um sistema de monitoramento internacional.

A pluma do rio Amazonas alcança o Caribe. Grande parte de algum possível vazamento vai parar lá também, não fica só aqui no Brasil. Então, precisamos começar a dialogar sobre os cenários possíveis, formar parcerias internacionais e realizar pesquisas para entender as consequências – incorporando os conhecimentos tradicionais nesse processo. Além disso, o diálogo direto e transparência com as organizações da sociedade é fundamental.

Você atua construindo pontes entre o conhecimento científico e o conhecimento tradicional. O que tem aprendido nessa trajetória?

Foto: Janaina Calado/Acervo pessoal

Janaína Freitas Calado: Quem trabalha com educação ambiental é um mediador. Não levamos respostas prontas, mas construímos diálogos que conectam sociedade e natureza. Se você chega em uma comunidade tradicional trazendo o conhecimento de fora, já está errado. Uma coisa que sempre falo nas minhas aulas é que não trabalhamos com objeto de pesquisa, trabalhamos com sujeitos.

E com isso, não existe a possibilidade de eu não me envolver com esse sujeito. Porque eu tenho que explicar meu trabalho para a comunidade, que estou trazendo conhecimento científico e que eles estão trazendo conhecimento tradicional. O mais difícil costuma ser explicar para meus pares da universidade e para o revisor da revista que isso é ciência.

Você trabalha com o conceito de cultura oceânica. Como isso se aplica aos ambientes amazônicos e quais as perspectivas futuras de atuação?

Janaína Freitas Calado: Me aproximei do termo quando começamos a discussão global sobre a Década do Oceano em 2020. Faço parte do Grupo de Apoio e Mobilização da Década do Oceano na região Norte, representando o Amapá junto com a Valdenira Santos e outros pesquisadores daqui. Sou do comitê gestor do Observatório Popular do Mar, que desenvolve um projeto de ciência cidadã com pessoas na foz do Amazonas para coletar dados locais.

Todo ano desde 2021 fazemos a Semana da Década do Oceano no Amapá em junho. E outro projeto que iniciou em 2024 foi o Ecoa – Experiências e Vivências em Cultura Oceânica Amazônica. Formamos universitários de comunidades tradicionais para que retornem a essas comunidades com oficinas sobre o tema. Isso é importante porque a percepção sobre oceano ainda é muito estereotipada.

Aqui no Amapá temos poucas praias e o mar é marrom, não é azul ou verde, então parece algo distante da realidade das pessoas. Vou em muita comunidade tradicional onde as pessoas acham que todo o rio tem maré, mas isso é algo característico de rios que tem proximidade com o oceano.

Em 2025, foi aprovada a inserção da cultura oceânica na Base Nacional Comum Curricular, então, as escolas da Amazônia vão precisar de ideias de como abordá-la nos seus currículos, e queremos superar o histórico de replicar o conteúdo do Sudeste. Construímos redes de colaboração com projetos e pesquisadores de todo o Brasil, mas sempre com o protagonismo de quem está aqui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Destinos turísticos de cinco estados da Amazônia Legal são destaque em índice nacional

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Parintins (AM). Foto: Lucas Silva/Amazonastur

A plataforma Brasil em Mapas, que reúne dados do Brasil em mapas visuais, lançou em fevereiro um índice com os ‘50 Lugares para Viajar no Brasil em 2026‘ e, entre eles, dez locais estão na Amazônia Legal. Segundo a plataforma, o índice foi elaborado a partir de “dados nacionais e internacionais, tendências de mídia, conectividade e fluxo turístico”.

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Com crescimento simultâneo do turismo nacional e internacional, alguns locais despontaram no mapa como os mais propícios para receber os visitantes que tem buscado por experiências. Assim, o Índice de Visibilidade Turística 2026 ranqueou os locais e destaca que as “portas de entrada” são grandes as metrópoles, mas os destinos vão além.

turismo em alter do chão, no pará (amazônia)
Alter do Chão (PA). Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém

Ranking da Amazônia Legal

Nos estados que compõem a Amazônia Legal, entraram para o ranking (por classificação):

  • 5° Manaus (AM)
  • 8° Lençóis Maranhenses (MA)
  • 20° Alter do Chão (PA)
  • 21° Belém (PA)
  • 23° Parintins (AM)
  • 25° Jalapão (TO)
  • 39° Chapada dos Guimarães (MT)
  • 43° Cuiabá (MT)
  • 45° Palmas (TO)

A publicação cita o crescimento de Manaus (AM) como um “hub único, exótico e estratégico da Amazônia”. O Caribe amazônico, como é conhecido Alter do Chão (PA); e a disputa dos bois Caprichoso e Garantido no Festival Folclórico de Parintins (AM), também ganharam destaque.

Leia também: Manaus é destaque em pesquisa global sobre tendências de viagem para 2026

“O índice mostra que o turismo brasileiro vive um momento de maturidade e diversificação. Poucos destinos concentram o papel de hub, mas dezenas se consolidam como experiências únicas, capazes de atrair públicos distintos — do mochileiro internacional ao turista doméstico de fim de semana”, afirma a plataforma.

Manaus segue como a capital com maior crescimento em área de favelas no Brasil, aponta MapBiomas

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O bairro Cidade de Deus/Alfredo Nascimento é a 4ª maior favela em moradores de Manaus. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Manaus (AM) é a cidade brasileira onde as áreas de favelas mais cresceram em extensão territorial no país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo MapBiomas. O levantamento mostra que a capital amazonense ocupa a primeira posição desde 1985 e manteve a liderança em 2024, com crescimento de 2,6 vezes no período.

Os dados analisam a expansão anual da área urbanizada dentro dos perímetros de favelas e comunidades urbanas, conforme a delimitação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, essas áreas passaram de 53,7 mil hectares em 1985 para 146 mil hectares em 2024 — um aumento de mais de 2,75 vezes, acima do ritmo de expansão das áreas urbanizadas em geral no país (2,5 vezes).

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De acordo com o estudo, as capitais das regiões Norte e Nordeste concentram as maiores áreas urbanizadas em favelas. Em 1985, sete das dez cidades com maior extensão estavam nessas regiões. Em 2024, são oito, com a entrada de Teresina na 10ª posição.

Embora outras capitais também tenham registrado crescimento, Manaus se manteve no topo. O Rio de Janeiro, que era o segundo colocado em 1985, com 3,6 mil hectares, caiu para a quinta posição em 2024, com 5,3 mil hectares. Já São Paulo subiu da quarta para a terceira colocação, passando de 3,1 mil para 6 mil hectares no mesmo período.

O levantamento aponta ainda que as favelas são um fenômeno tipicamente metropolitano. Em 2024, as regiões metropolitanas concentravam 82% de toda a área urbanizada em favelas no Brasil. Em 1985, apenas 13% dessas áreas estavam fora de regiões metropolitanas.

Em 2024, a região metropolitana de Manaus reúne a segunda maior área urbanizada em favelas do país, com 11,4 mil hectares, atrás apenas da região metropolitana de São Paulo, com 11,8 mil hectares. No caso de Manaus, essa área representa mais de um terço de toda a área urbanizada do município.

Leia também: Amazônia Negra: CUFA Amazonas celebra a força ancestral que resiste e transforma o território

favela em manaus
Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Avanço em Manaus foi refletido no Censo 2022

O crescimento das favelas na capital amazonense também foi apontado pelo Censo 2022 do IBGE. O bairro Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, na Zona Norte, ocupa a quarta posição entre as maiores favelas do Brasil em número de moradores, com mais de 55 mil pessoas.

Ainda segundo o IBGE, o Amazonas reúne 398 favelas, e 60% delas estão em Manaus. As comunidades com maior número de domicílios na capital, em 2022, eram:

  • São Lucas: 17.821 domicílios;
  • Cidade de Deus/Alfredo Nascimento: 17.632;
  • Zumbi dos Palmares/Nova Luz: 11.273.

O maior número de moradores foi registrado na Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, na comunidade São Lucas e no Zumbi dos Palmares, reforçando a concentração populacional nas áreas de ocupação urbana da capital.

*Com informações da Rede Amazônica AM e MapBiomas

Moscas da Amazônia: insetos essenciais para a floresta podem desaparecer antes mesmo de serem descritos pela ciência

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Mosca sarcosaprófaga. Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais.

A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.

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Moscas: insetos pequenos, mas imprescindíveis

As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia.

Quando se fala em Amazônia, a imagem mais comum é a de um tapete de árvores gigantes, de áreas intocadas e de animais carismáticos. De fato, isso tudo ainda existe em algumas regiões, porém a biodiversidade amazônica é composta majoritariamente por organismos pequenos e menos conhecidos, mas igualmente essenciais, que exercem papéis fundamentais para os ecossistemas e para as pessoas.

O estudo revela que o esforço científico dedicado às moscas sarcosaprófagas é desigual no território amazônico, concentrando-se principalmente em áreas mais acessíveis, próximas aos grandes rios da região. Regiões remotas, muitas delas com alto valor de conservação, ainda permanecem pouco estudadas.

No estudo, intitulado “Accessibility drives research efforts on Amazonian sarcosaprophagous flies”, os pesquisadores compilaram e analisaram mais de 8 mil registros de ocorrência de moscas decompositoras das famílias CalliphoridaeMesembrinellidae e Sarcophagidae em toda a Amazônia brasileira.

Essas moscas respondem rapidamente às mudanças ambientais e prestam serviços ecossistêmicos essenciais, como a decomposição da matéria orgânica. Ignorá-las significa perder informações valiosas sobre a saúde das nossas florestas.

Sem acessibilidade, sem pesquisa

A pesquisa investigou como o conhecimento sobre esses insetos está distribuído no espaço e quais fatores explicam os vieses de coleta observados. Para isso, os autores comparam os dados reais com um modelo nulo, que simula uma “Amazônia idealmente amostrada”, na qual todas as áreas teriam a mesma probabilidade de serem estudadas.

Parece complexo, mas é simples: o estudo criou um modelo matemático idealizado (conhecido como modelo nulo), que trata a Amazônia como se fosse igualmente estudada. Esse modelo idealizado foi usado como base de comparação para os dados reais de conhecimento das moscas decompositoras.

Os resultados revelam um padrão preocupante: cerca de 40% das áreas florestais apresentam probabilidade de conhecimento científico inferior a 10%. Em contraste, regiões mais acessíveis, muitas vezes já impactadas por ações humanas, concentram a maior parte dos registros disponíveis.

O estudo indica que a acessibilidade é um dos principais fatores que orientam o esforço de pesquisa na Amazônia. Estradas, rios, cidades e a proximidade de centros de pesquisa, onde estão concentrados os especialistas de diferentes grupos, facilitam a coleta de dados.

Mosca sarcosaprófaga.
Foto: Raul Borges Guimarães

Em contraste, regiões isoladas, mesmo quando altamente preservadas, permanecem praticamente desconhecidas para a ciência. Isso indica que a ciência não apenas deixa de alcançar essas áreas, mas também investe de forma desproporcional onde já é mais fácil de chegar e realizar as coletas de biodiversidade.

Territórios quilombolas, assim como áreas remotas, essenciais para a conservação da região, apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia, figuram entre as menos amostradas. Esse cenário cria um paradoxo preocupante: sabemos mais sobre a biodiversidade de áreas já alteradas do que sobre regiões ainda intactas.

Isso aumenta o risco de perda de espécies antes mesmo que elas sejam conhecidas ou descritas pela ciência, além de comprometer oportunidades futuras ligadas à conservação e à manutenção do funcionamento dos ecossistemas.

Esse viés científico pode levar a decisões equivocadas em políticas de conservação, ao oferecer uma visão incompleta da biodiversidade amazônica. Embora pouco carismáticas, as moscas sarcosaprófagas desempenham papéis-chave nos ecossistemas e funcionam como importantes indicadoras de impacto ambiental.

Leia também: ​Pesquisadores descobrem nova espécie de mosca no Maranhão

Pesquisa em rede

O estudo reforça que não basta intensificar o esforço de pesquisa nos mesmos locais. Para reduzir efetivamente as lacunas de conhecimento, é fundamental investir em expedições direcionadas a áreas distantes e historicamente negligenciadas, aliadas a parcerias sólidas com comunidades locais e tradicionais, que conhecem profundamente o território, seus ciclos naturais e suas transformações. É preciso fazer ciência com e para as pessoas que vivem na Amazônia.

Nessas regiões distantes e ainda pouco conhecidas, grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Daí a importância de redes de pesquisa, projetos de larga escala, financiamento contínuo e compartilhamento de dados como pilares fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Diante dos altos custos logísticos e operacionais da pesquisa na região, unir esforços não é uma opção, mas uma necessidade.

Todos nós, autores do estudo, integramos redes científicas como o INCT-SinBiAm, o CAPACREAM, e a Rede Amazônia Oriental (AmOr), iniciativas que integram diferentes projetos, instituições e setores da sociedade para a produção e integração de dados, formação de pesquisadores e geração de conhecimentos para informar a recuperação e conservação da Amazônia.

Essas redes são fundamentais para transformar desafios logísticos e científicos em oportunidades de cooperação, permitindo que diferentes instituições, pesquisadores e comunidades atuem de forma integrada em uma região marcada por grandes distâncias e limitações de acesso. Sem parcerias locais, é impossível avançar de forma ética e eficiente na Amazônia.

Ao evidenciar onde estão as maiores lacunas de conhecimento da biodiversidade de moscas decompositoras, o estudo oferece subsídios fundamentais para orientar futuras pesquisas, políticas públicas e estratégias de conservação. Afinal, conhecer essa biodiversidade — inclusive os seus organismos menos visíveis e negligenciados, mas ecologicamente indispensáveis, como os insetos — é um passo fundamental para proteger a floresta e as populações que dependem dela.

Autores

Bruna Façanha, Pesquisadora, Universidade Federal do Pará (UFPA)Filipe Machado França, UKRI Future Leaders Fellow / SeniorLecturer, University of BristolJose Roberto Sousa, Professor do Departamento de Zootecnia, Universidade Estadual do MaranhãoLeandro Juen, Professor Associado III de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará (UFPA)Maria C. Esposito, Professora Titular, Universidade Federal do Pará (UFPA)Raquel Carvalho, Professora do Departamento de Zoologia, Universidade de São Paulo (USP) e Rony Almeida, Professor do Departamento de Biociências, Universidade Federal de Sergipe

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo The Conversation sob a licença Creative Commons. Leia o original AQUI

The Conversation

Pesquisa com biocarvão impulsiona cultivo de melancia em comunidade indígena de Roraima

Técnica com biocarvão impulsionou o plantio de melancia, gerando frutos doces de seis a oito quilos, vendidos no mercado local. Foto: Wéllida Campos/Rede Amazônica RR

O uso de biocarvão tem ajudado a comunidade indígena Mauixi, a 80 quilômetros de Boa Vista (RR), a superar os desafios do solo do lavrado e a gerar renda. Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a prática impulsiona o cultivo de melancia na região e já apresentou resultados positivos.

O primeiro plantio ocorreu em uma área de 3 mil metros quadrados e chama a atenção pelo tamanho e qualidade dos frutos. As melancias pesam entre seis e oito quilos, são doces e já começam a ser vendidas no mercado local.

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A iniciativa surgiu do desejo dos moradores de fortalecer a produção agrícola na própria comunidade, como explica o tuxaua Alexandre da Silva.

“A gente tinha um interesse de cultivar a melancia na comunidade da região e a gente não tinha oportunidade e aí veio a oportunidade junto com a universidade. Fizemos uma assembleia e ele contou do projeto na teoria e tive uma curiosidade de colocar em prática”, relatou o líder indígena.

A partir desse contato, o Centro de Ciências Agrárias da UFRR passou a acompanhar as etapas do processo, desde a análise do solo até o plantio.

Biocarvão e os desafios do solo do lavrado

O lavrado, ecossistema predominante em Roraima, tem características naturais que dificultam a agricultura. O professor e agrônomo responsável pela pesquisa, Valdinar Melo, explicou que a análise confirmou a baixa fertilidade da área.

“Os solos em Roraima têm, por natureza, baixa fertilidade. São ácidos e têm teores de fósforo e cálcio muito baixos. Percebemos que esse produto [biocarvão] é muito rico nesses nutrientes. Fizemos a análise do solo, comprovamos a necessidade e instalamos o experimento”, esclareceu Valdinar.

Leia também: Conheça as vegetações não florestais do bioma Amazônia

biocarvao melancia
Foto: Luiz de Matos/Rede Amazônica RR

Para contornar o problema, os pesquisadores usaram o biocarvão. Ele é feito a partir da queima controlada de galhos, espinhas de peixe, caroços de açaí e outros restos orgânicos.

O adubo é colocado direto na cova na hora do plantio. Além da melancia, a técnica já foi testada e teve sucesso no cultivo de milho.

Com a colheita considerada satisfatória, a Comunidade Mauixi agora negocia a venda da produção e avalia a possibilidade de ampliar o plantio nas próximas safras. Para os moradores, mais do que uma experiência agrícola, o projeto representa um passo importante rumo à autonomia e à segurança alimentar no lavrado roraimense.

*Por Wéllida Campos, da Rede Amazônica RR

Encontrada em casa, mas de volta à floresta: conheça a cobra caninana

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Foto: Reprodução/Youtube-Ticksman

Anfíbios, répteis, mamíferos, vários animais aparecem constantemente nas áreas urbanas aqui do Norte do Brasil. E, claro, dentro dos répteis temos as cobras, que está entre os animais mais comuns que vão aparecendo nessa região. Nós vamos ter de jiboias, sucuris, cobras d’água, cobras venenosas e até mesmo a caninana. Esta última é o destaque desta coluna.

Com a presença do biólogo, pesquisador e doutor em Herpetologia, Saymon de Albuquerque, devolvemos uma cobra caninana (Spilotes pullatus), linda e saudável, que havia aparecido em uma residência, foi resgatada com segurança e agora está voltando para o seu habitat natural.

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Como achamos a caninana?

Quando a população aciona, geralmente no final de semana, bombeiro, Ibama, polícia ambiental, às vezes não tem um carro de plantão para fazer o resgate. E para não matar o animal, às vezes a população acaba chamando algum biólogo. Como eu trabalho com pesquisa e tenho autorização do Ibama para fazer captura e manejo desses animais, eu vou até o local, faço essa contenção, verifico se o animal está bem de saúde.

E dessa vez foi uma caninana de mais ou menos dois metros e meio, que foi devolvida em uma área de floresta próxima à capital de Rondônia, Porto Velho. Ele é uma cobra não peçonhenta, mas é agressiva e rápida.

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cobra caninana
Foto: Leandro Avelar

Nas cores amarelo e preto, ela se destaca facilmente por onde passa e é uma serpente semi-arborícola, ou seja, pode ser encontrada tanto no solo quanto nas árvores e pode se alimentar de roedores, de pássaros e de uma diversidade bem grande de outros vertebrados.

Para preservá-la a orientação é que não matem caso encontrem essas cobras porque elas são importantes, uma vez que se alimentam de animais que transmitem doenças para o ser humano.

Durante o manejo, observamos que ela estava com carrapatos e aproveitamos para conversar sobre:

  • 🐍 A biologia da caninana
  • ⚠️ Os cuidados necessários no manejo
  • 🌿 A importância das serpentes para o equilíbrio da natureza

Cobras não são vilãs! Assista:

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Sobre o autor

Ticksman é o Flávio Aparecido Terassini, biólogo, professor universitário desde 2006, mestre em Ciências pela USP e doutorando pelo Bionorte.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista