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Edna Castro, a fortaleza dos Altos Estudos Amazônicos

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Foto: Alexandre de Moraes

O ensino, a pesquisa e a extensão voltados para a identificação, a descrição, a análise e a interpretação dos problemas amazônicos, sobretudo os de natureza socioeconômica, bem como a proposição e a discussão de soluções possíveis são a marca do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA). Alçar este trabalho a um patamar de qualidade internacional envolve o esforço de muitas(os) docentes e pesquisadoras(es), como Edna Maria Ramos de Castro: a sétima mulher a quem o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe/UFPA) concedeu o título de professora emérita, em 23 de julho de 2020.

Nascida em Belém (PA), Edna Castro graduou-se em Ciências Sociais, em 1969, na UFPA. Em 1971, ingressou como docente nesta instituição, na categoria Auxiliar de Ensino. Participou do Curso de Formação de Especialistas em Áreas Amazônicas (Fipam), no início do NAEA, em 1973. Fez um Curso de Aperfeiçoamento em História da Filosofia, sob orientação do professor Benedito Nunes (1929-2011), em 1974. Obteve os títulos de mestre e doutora em Sociologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), na França, em 1978 e em 1983, nessa ordem.

Entre 1992 e 1994, desenvolveu os seus estudos em nível de pós-doutorado no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 1995, concluiu o segundo pós-doutorado, na Universidade de Brasília.

Além de ser responsável por uma vasta literatura acadêmica e científica, Edna Castro destacou-se em cargos de gestão universitária. De 1994 a 1996, foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU/NAEA/UFPA) e atuou na direção-geral do NAEA por duas gestões (1997-2000; 2005-2009). 

Foto: Alexandre de Moraes

A habilidade gerencial da professora emérita da UFPA esteve, igualmente, a serviço de Associações Científicas. Entre 2007 e 2009, foi presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (Anpur). De 2011 a 2015, foi diretora da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Esteve ainda na diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs) por três mandatos (1986-1988; 1994-1996; 2012-2014). Na Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), ocupa o cargo de presidente desde 2023.

Atualmente, atua como docente voluntária no PPGDSTU/NAEA e no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH/UFPA). Em breve, deverá publicar dois livros de síntese que resultam de mais de 40 anos de pesquisa na Amazônia. Temas como desenvolvimento, ambiente, globalização e pensamento social latino-americano certamente serão explorados.

“Um intelectual desempenha esse papel de tradutor da realidade e, ao mesmo tempo, enquanto intelectual público que se considera, assume o compromisso de estar implicado com os dilemas de sua sociedade. Esse é o sentido de um intelectual engajado, como se referia Florestan Fernandes, que não se interessa apenas pela carreira, mas pela construção do seu tempo, o que inclui a sociedade, mas também o seu contexto, a natureza”, avalia.

Cores, figuras, motivos

Trabalho, trabalhadoras(es) e lutas referidas ao lugar e significado do trabalho; estado e concepção de políticas públicas; identidade, territórios, conflitos; populações tradicionais e processos de lutas territoriais estão entre as questões de pesquisa evidenciadas por Edna Castro.

“Para mim, a Amazônia foi aparecendo, e se formando na minha percepção, desde a infância, para além da vida urbana, nas margens povoadas de rios e igarapés, como o rio Acará, onde passava as férias na casa de meus avós”, conta. “Há uma diversidade de processos de trabalho na Amazônia e eles estão, de uma ou outra forma, conectados com a biodiversidade da floresta e dos rios”, completa.

Foto: Alexandre de Moraes

Entre as muitas contribuições da professora emérita, destacam-se os estudos sobre o Programa Grande Carajás (PGC) – com destaque para os processos de transformação socioambiental decorrentes do avanço da fronteira agrícola e mineral dos anos 1980 e a instalação de grandes projetos hidrelétricos e minerais, voltados ao mercado exportador, capitalista. Essa temática levou-a a se envolver com a produção de dois filmes documentários: Fronteira Carajás, que evidencia os impactos socioambientais provocados pelo PGC na mina de ferro, na ferrovia, nas carvoarias e nas usinas de ferro-gusa nas cidades de Marabá e Parauapebas (Pará) e em Açailândia (Maranhão); e Marias da Castanha (coproduzido por Simone Raskin), que resulta das pesquisas feitas sobre as relações de trabalho nas fábricas de Belém, sobre inúmeros setores econômicos. 

“É inegável e inquestionável a relevante produção acadêmica de Edna Castro e o compromisso que tem com o desenvolvimento da ciência e com o povo amazônida. Como docente, pesquisadora e cidadã, demonstra que a universidade é o lugar, por essência, da formação acadêmica e da educação cidadã”, afirma o professor Tadeu Oliver Gonçalves, que assinou a relatoria do processo de concessão do título honorífico. 

O recém-lançado site da professora Edna Castro reúne seus trabalhos e seus interesses, bem como abre espaço para o diálogo. “Confesso que passo uma boa parte do meu tempo com meu computador, em casa ou na Universidade. Gosto de escrever, de corrigir, de ler e reler. Agrada a ideia do texto como um artesanato, um trabalho exercido como manufatura e cuidado. Essa perspectiva me embala também na orientação de projetos de discentes do mestrado e do doutorado, de fazer da pesquisa um exercício de busca rigorosa como uma arqueologia do saber”, comenta.

*Com informações da UFPA

Veja como foi a primeira noite do Carnaboi 2025

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita. 

Confira a programação do primeiro dia AQUI.

Confira a programação do segundo dia AQUI.

Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. E é claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.

Leia também: Grupo Rede Amazônica transmite o Carnaboi 2025; saiba onde assistir

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Banda Babado Novo anima último dia do Carnaval em Santana

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Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

O Carnaval Amazônico segue para o seu último dia em Santana, no Amapá. Neste sábado (8) a programação conta com a escola de samba Império do Povo, artistas locais, Pipoca do Povo e a aguardada atração nacional: Babado Novo. O evento acontece na Avenida Santana.

A Associação Recreativa Escola de Samba Império do Povo, representante do município, desfilou pelo grupo especial das escolas de samba do Amapá durante o carnaval este ano em Macapá, com o enredo ‘Kusiwa – O Caminho Desenhado Sobre a Pele’. O tema mostrava grafismos indígenas, uma homenagem ao povo Wajãpi.

Já a Pipoca do Povo é uma levada musical que conta com apresentação de Rogério e Cia, e Tom Nanini. E além de diversos outros artistas locais, a atração mais aguardada é a banda Babado Novo, uma das bandas de axé mais populares no carnaval da Bahia.

Veja programação (no horário do Amapá):

Escola de Samba Império do Povo (20h)
Banda Babado Novo (22h)
Pipoca do Povo (1h).

*Com informações de Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Carnaval Amazônico – Amapá

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio do Governo do Amapá, Coca-Cola e Rodrigues Colchões.

O projeto une tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

De bubuia: 5 praias para conhecer em Paricatuba

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Foto: Rubens Curvelo, CC BY-SA 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0, via Wikimedia Commons

Conhecida por seu valor histórico para o estado do Amazonas, Paricatuba é um distrito de Iranduba. Suas ruínas são consideradas Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas. 

Leia também: Conheça a história do Leprosário de Paricatuba, “a cidade da dor”

Para além da sua importância cultural, Paricatuba abriga diversas opções de praias para quem deseja curtir com familiares e amigos, busca fugir da rotina ou só ficar de bubuia

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Conheça algumas opções:

Praia de Paricatuba

Considerada uma das principais praias do local, a praia de Paricatuba fica na direção do Mirante da Virgem (localizado em um antigo porto de Paricatuba, onde as embarcações que chegavam na vila atracavam seus barcos). No período de cheia (entre dezembro e junho), no pico, a praia fica praticamente toda submersa.

Praia dos Restaurantes

A segunda opção de praia é uma extensão da Praia de Paricatuba. A Praia dos Restaurantes é conhecida por este nome devido a grande quantidade de estabelecimentos instalados no local. As opções variam desde café da manhã regional, almoço com pratos feitos de peixes típicos da região, além da venda de drinks e bebidas no geral.

Praia do Inglês

Localizada no ramal atrás das Ruínas de Paricatuba, a Praia do Inglês é uma praia particular, porém aberta ao público em geral. O acesso é feito por uma escada de madeira e existe uma opção de restaurante para alimentação.

Praia da Bica

A Praia da Bica fica ao lado da Praia do Inglês e é uma opção para quem deseja aproveitar o período de estiagem na região (entre julho e novembro), pois na cheia dos rios, o acesso se torna mais limitado.

Praia do Lago

Por fim, existe a opção da Praia do Lago. Para acessá-la, é preciso passar ao lado do Centro Cívico da Vila de Paricatuba e seguir até a margem do rio.

De lá, é necessário fazer a travessia de lancha ou canoa até chegar na praia. No local é possível encontrar uma estrutura de bares e restaurantes que atendem a demanda dos turistas e visitantes.

Líder Awajún, Elaine Shajian promove desenvolvimento na Amazônia peruana

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Fotos: Reprodução/WWF Peru

No Dia Internacional da Mulher, comemorado todo dia 8 de março, a história da líder amazônica Elaine Shajian Shawit se destaca como um exemplo de perseverança e luta. Presidente da Coordenação Regional dos Povos Indígenas de San Lorenzo (Corpi SL), em Loreto, no Peru, assumiu o cargo após superar diversos desafios.

Nascida na comunidade indígena de Sachapapa, no distrito de Manseriche, no coração do Datem del Marañón, Elaine cresceu inspirada no legado de seu pai, professor e defensor dos direitos indígenas da Amazônia.

“Lembro que admirava essas qualidades nele, queria seguir seu legado, continuar seus ensinamentos e sua luta. Ele me motivou a estudar e a dar minha opinião, mesmo não sendo comum que mulheres participassem ativamente”, conta a líder de 42 anos.

Apesar dos obstáculos, Elaine perseverou. Com o apoio de estudiosos indígenas que reconheceram seu potencial, ela abriu caminho em espaços tradicionalmente dominados por homens. “Eu tinha medo de participar, não via nenhuma oportunidade, mas um homem sábio convidou outros para testar minha liderança, lembrando-os de que eu tinha o conhecimento e a experiência”, lembra.

Desta forma, iniciou sua trajetória profissional apoiando eventos, fazendo parte da diretoria de sua federação, sendo a única mulher nas 32 federações da Corpi SL.

Participação das mulheres

Em 2022, ela foi eleita vice-presidente desta organização. E um ano depois, assumiu a presidência após a vaga deixada pelo presidente anterior. Sua dedicação e trabalho foram reconhecidos quando a assembleia a elegeu oficialmente como presidente em 2024.

Durante sua gestão, Elaine promoveu iniciativas importantes para fortalecer o Programa Feminino, “permitindo que mais mulheres fossem treinadas e participassem de espaços de tomada de decisão”.

Além disso, ele trabalhou na definição do território integral do povo Kandozi, o que dará legitimidade à população, reduzirá os conflitos entre seus vizinhos e dará continuidade ao reconhecimento, titulação e expansão de suas comunidades nativas.

“Eu lembro que somos fortes”

Outro avanço é o fortalecimento do sistema de controle e vigilância. Ao equipar a organização e as comunidades, a Corpi SL poderá receber alertas antecipados de situações que violem direitos coletivos nos territórios, permitindo a coordenação com o Sistema de Alerta e Ação Precoce (SAAT) da Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep) e as autoridades.

Também fortaleceu a capacidade das comunidades de acessar o mecanismo de compensação de multas da Agência de Supervisão de Recursos Florestais e Faunísticos (Osinfor) e de estabelecer áreas de conservação e monitoramento para seus territórios.

Elaine reconhece que reduzir a desigualdade de gênero nos espaços de tomada de decisão é difícil, mas possível:

“No Dia Internacional da Mulher, lembro que somos fortes, capazes e temos os mesmos direitos que os homens. Sou grata às mulheres que já estão liderando e abrindo caminho para outras”.

Biodiversidade e riqueza cultural

Ao longo dessa jornada, organizações como a liderada por Elaine contam com o apoio do BLF Andes Amazônico, um projeto que busca transformar os sistemas atuais da Paisagem Andina Amazônica, território transfronteiriço entre Peru e Equador conhecido por sua biodiversidade e riqueza cultural.

Esta iniciativa se concentra na conservação da biodiversidade, governança, gênero, financiamento climático e fortalecimento das cadeias de valor, com o objetivo de promover meios de subsistência sustentáveis, deter o desmatamento e preservar a biodiversidade, bem como promover a adaptação e a mitigação das mudanças climáticas.

Financiado pelo UK International Development por meio do Biodiverse Landscapes Fund, o projeto BLF Andes Amazônico é implementado por um consórcio liderado pela Practical Action e composto por NCI, Aidesep, WWF, Terra Nuova e Cospe.

*Com informações da Agência Andina

Confira um resumo de como foi a primeira noite do Carnaboi 2025; FOTOS

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita. 

Confira a programação do primeiro dia AQUI.

Confira a programação do segundo dia AQUI.

Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. E é claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.

Leia também: Grupo Rede Amazônica transmite o Carnaboi 2025; saiba onde assistir

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Amazonia-1: satélite completa 4 anos de operação em órbita

Foto: Divulgação/MCTI

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemorou, no dia 28 de fevereiro, quatro anos de operação do Amazonia-1, satélite lançado em 2021 a partir do Satish Dhawan Space Centre (SHAR), em Sriharikota, na Índia.

Primeiro satélite totalmente nacional para a observação da Terra, o Amazonia-1 monitora o território brasileiro e fornece dados essenciais para diversas aplicações, com destaque para as políticas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

Leia também: Conheça o ‘Amazônia 1’, satélite de observação 100% brasileiro que monitora desmatamento da floresta

O Amazonia-1 leva a bordo a câmera WFI, uma inovação da indústria nacional. As imagens do satélite são ideais para o monitoramento dos biomas, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outras demandas brasileiras.

O satélite provê imagens que cobrem todo o território brasileiro a cada cinco dias. Cada imagem é transmitida em tempo real para as estações terrenas do INPE. O satélite também possui um sistema de gravação, que permite a aquisição de imagens de qualquer região do globo.

Plataforma Multimissão

Além da importância das imagens, com o Amazonia-1 o Brasil conquistou outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para uso em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, para atender missões científicas, meteorológicas e de sensoriamento remoto.

O processo de capacitação para o lançamento da primeira PMM, que viabilizou a missão Amazonia-1, trouxe benefícios também para setores como energia, recursos hídricos, telecomunicações, aeronáutica e defesa. A reprodução da PMM para futuras missões reduzirá significativamente prazos e custos, impulsionando novas aplicações no setor espacial brasileiro.

O Amazonia-1B já está sendo integrado e testado nos laboratórios do INPE. Segundo satélite a utilizar a PMM e o primeiro da Missão AQUAE, o Amazonia-1B irá monitorar os recursos hídricos continentais e marinhos do Brasil, bem como o estado da atmosfera e sistemas meteorológicos.

Qualificação

Em órbita, o Amazonia-1 passa por períodos de dia e noite em 100 minutos, enfrentando temperaturas extremas que variam em torno de 200°C. Para assegurar a operação perfeita, é necessário projetar e qualificar o controle térmico do satélite. 

Para isso, foi construído um modelo termicamente representativo do satélite e simuladas as condições de operação em órbita, temperatura e vácuo. Esse teste durou mais de 20 dias ininterruptos, simulando os ciclos de 100 minutos da órbita e as variações sazonais de temperatura.

O Amazonia-1 possui dezenas de equipamentos, interligados por fios e conectores, seja para transmitir informação, seja para alimentação com energia elétrica. São aproximadamente seis quilômetros de fios e 16 mil conexões elétricas, num ambiente de 1 m x 1 m x 2,5 m, que são as dimensões do satélite.

Como resultado, podem ocorrer interações eletromagnéticas entre equipamentos, capazes de afetar o funcionamento do satélite em órbita. Ainda é necessário garantir que não ocorrerá interferência eletromagnética entre o satélite e o veículo lançador.

Para isso, é realizado o teste de interferência eletromagnética, quando são utilizados todos os equipamentos e simuladas as diversas situações que poderão ocorrer durante o lançamento e operação em órbita.

Verificação de sinais

O Amazonia-1 possui diversos sensores que funcionam como os olhos do satélite e os atuadores, como as mãos e os braços. Já o cérebro é representado pelos computadores de bordo, software e algoritmos implementados. A combinação desses elementos forma uma enorme teia de “terminações nervosas”.

É necessário, então, verificar cada sinal recebido dos olhos e cada comando ou movimento dos braços e mãos. Vale lembrar que são milhares de conexões.

Os testes são importantes porque, depois de entrar em órbita, não é mais possível efetuar qualquer reparo de equipamentos. Todas as possíveis configurações de operação precisam ser exaustivamente testadas e verificadas. A campanha de teste do Amazonia-1 (modelo elétrico e modelo de voo) consumiu mais de duas mil horas somente com o satélite ligado.

Depois que o modelo de voo do satélite passou por todas as verificações de conexões e funcionais, é necessário realizar uma sequência de testes ambientais: vibração mecânica, acústica e termovácuo para garantir que os equipamentos que efetivamente entrarão em órbita não têm nenhum problema que leve a um mau funcionamento ou falha prematura.

Leia também: Monitoramento por satélite é utilizado para conservação de botos no Peru

4 anos

O Amazonia-1 não apenas cumpriu sua expectativa de vida útil de 4 anos, mas também superou expectativas, consolidando-se como um marco no desenvolvimento tecnológico espacial brasileiro. Ele é o primeiro satélite de sensoriamento remoto estabilizado em 3 eixos desenvolvido integralmente pelo Brasil, demonstrando que o país domina o ciclo completo de fabricação de sistemas espaciais desse tipo.

Além disso, o Amazonia-1 validou a PMM em órbita, qualificando-a com segurança para futuras missões, como a do Amazonia-1B. Essa conquista é um testemunho do avanço da engenharia nacional e da capacidade do Brasil em liderar projetos espaciais complexos.

Ao longo de seus 4 anos em órbita, o Amazonia-1 tem fornecido imagens essenciais para o monitoramento do território brasileiro, contribuindo para o combate ao desmatamento, o acompanhamento de queimadas, a análise do uso do solo, a gestão de desastres ambientais e diversas outras aplicações estratégicas. 

Esses dados têm sido fundamentais para políticas públicas e ações de preservação, colocando a tecnologia espacial a serviço do país e da sociedade como um todo, em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção dos biomas brasileiros.

O sucesso do Amazonia-1 é fruto do trabalho dedicado de instituições como o INPE, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Juntas, elas pavimentaram o caminho para que o Brasil se tornasse uma referência em tecnologia espacial, contribuindo para o monitoramento ambiental e o desenvolvimento sustentável do país.

*Com informações do MCTI

Jovens do Pará podem se inscrever para participar de debates sobre a COP 30; saiba como

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Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

Jovens do Pará e dos demais estados do Brasil já podem se inscrever para participar de debates climáticos da COP 30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), no âmbito do Programa ‘Jovens campeões climáticos’, que visa facilitar a participação da juventude no evento climático promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém.

Leia também: Belém do Pará: a capital amazônica que receberá a COP30

O Governo do Brasil, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, abriu as inscrições para a seleção do Presiency Youth Climate Champion (PYCC) da COP 30. A ação tem como objetivo promover e facilitar a participação da juventude global nas discussões e ações climáticas durante a conferência.

Como participar

Podem se inscrever jovens com nacionalidade brasileira e residentes no País, entre 18 e 35 anos, que tenham experiência em agendas sobre clima e meio ambiente, além de fluência em Inglês. 

As inscrições podem ser feitas até 11 de março (terça-feira), exclusivamente por e-mail, enviando a documentação exigida para o endereço: selecao.pycc@presidencia.gov.br.

Entre os documentos necessários estão o currículo profissional, comprovantes de experiência e o formulário de declaração de ciência e aceitação dos termos da Decisão 16/CP28, preenchido nos moldes do Anexo I do Edital.

Após a divulgação da lista final de candidatos habilitados, a presidência da COP 30 será responsável pela seleção dos “jovens champions”. Não haverá vínculo empregatício com o governo brasileiro, e nem remuneração pela função.

*Com informações da Agência Pará

Carnaval Amazônico: saiba como foi a primeira noite do Carnaboi 2025

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita. 

“É o segundo ano que a Fundação Rede Amazônica realiza o projeto Carnaval Amazônico. E hoje a gente está realizando em parceria com a Secretaria de Cultura, o Carnaboi no Studio 5. O objetivo é promover a nossa cultura, com o Carnaboi, que une o Carnaval com o boi-bumbá”, comenta o especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica (FRAM) Matheus Aquino.

O local, que começou a receber as galeras dos bois Caprichoso e Garantido por volta das 18h, foi escolhido para garantir segurança e conforto ao público e aos artistas. “A gente está mais uma vez aqui no Studio 5 Centro de Convenções, que é um espaço especial, coberto, climatizado, agradável, com estacionamento amplo e seguro”, destaca Aquino.

Confira a programação do primeiro dia AQUI.

Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. Matheus Aquino convida o público a participar de jogos com a temática ambiental – com direito à brindes. “E a gente também tem um totem fotográfico, onde a pessoa pode participar e ter a foto impressa na hora, para levar de recordação”, conta.

Mas para quem não conseguir comparecer, a festa pode ser acompanhada em transmissões ao vivo realizadas pelo Grupo Rede Amazônica. 

Leia também: Grupo Rede Amazônica transmite o Carnaboi 2025; saiba onde assistir

Atrações à parte

É claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.

É o caso da artesã Cleo Nascimento, representando o boi Caprichoso. “Já tenho vinte e poucos anos de artesã e participo de várias feiras. A expectativa para hoje é que as pessoas venham, prestigiem, gostem dos nossos produtos, e a gente venda bastante”.

E do lado do boi Garantido estava a também artesã Maísa Fagundes. “É a primeira vez que a gente participa do Carnaboi e está sendo muito emocionante pra gente porque é o primeiro evento de boi oficial que a gente participa. Estou com a expectativa alta, que venha muita gente e que as pessoas gostem do nosso trabalho. Acredito que vai ser um sucesso”, comentou.

Mas a festa não seria a mesma sem o público apaixonado pelos bois. No lado da galera vermelha, Sara Seabra e Neuda Seabra contaram que não perdem o Carnaboi. “A gente frequenta todo ano o Carnaboi. Está muito bom aqui no Studio 5, bem amplo. Quem está vendo, pode vir pra cá que a festa é muito boa!”, afirma Sara.

No lado da galera azul estava a estudante Rosana Sevalho, que foi pela primeira vez em uma edição do Carnaboi. “A experiência tá sendo ótima. Eu adorei! Até porque quando chove não dá pra curtir nada, mas aqui tá sendo ótimo, tá bem climatizado, dá pra curtir e até ganhei brindes sustentáveis”, declarou.

Confira a programação do segundo dia AQUI.

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Curso visa valorização da agricultura familiar indígena em Roraima

Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat

A Comunidade Indígena do Jabuti, no município de Bonfim, em Roraima, tem ganhado notoriedade pela valorização da agricultura familiar indígena.

Um dos grandes incentivadores da causa é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que proporciona mudança de atitude do produtor e do trabalhador rural.

O principal objetivo é ampliar a capacidade produtiva das famílias indígenas para aumentar a produção de alimentos e geração de renda, através do treinamento de formação profissional Rural da Comunidade Indígena do Jabuti. A comunidade aprendeu a aproveitar o que mais tem facilidade em produzir: a pimenta. 

Angélica Souza foi uma das alunas que aprenderam, durante o curso, a produzir molhos, compotas e geleias de pimentas que são cultivadas na comunidade.

“Sobre o curso de beneficiamento da pimenta aprendi a fazer várias receitas. A gente planta o pé de pimenta, colhe a frutinha dela e, aqui com o Senar, aprendemos a aproveitar os frutos”, disse a indígena.    

Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat

Segundo a equipe técnica do Senar, com esses cursos a comunidade aprende a agregar valor aos produtos locais, implementam uma visão empreendedora para vender além da matéria-prima, agregando conhecimentos técnicos de boas práticas de manipulação de alimentos. 

Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat

Ao todo, foram ensinadas nove tipos de receitas com pimentas que já estavam plantadas na comunidade. As pimentas mais cultivadas na localidade são a malagueta, dedo de moça e olho de peixe.

Reprodução: YouTube- Amazon Sat.