Em meio à forte onda de frio que atinge Curitiba (PR) nos primeiros dias de julho, alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Medianeira têm aquecido corações com uma homenagem inusitada e emocionante: uma festa junina inspirada no Festival Folclórico de Parintins. A celebração, marcada para o dia 5 de julho, vai recriar no Sul do Brasil um dos maiores espetáculos culturais da região Norte, levando para dentro da escola a vibrante rivalidade entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido.
“Alunos do Ensino Fundamental de Curitiba homenageiam o Festival Folclórico de Parintins durante festa junina. A disputa entre Garantido e Caprichoso foi escolhida para enriquecer o repertório cultural das crianças do 4º ano. Festejo acontece no próximo sábado (05), no Colégio Medianeira”, informa a escola nas redes sociais.
A proposta pedagógica partiu de uma comissão formada pelos professores Angélica Laurino, Marcelo Ferreira, Isabela Caldeira e Débora Oliveira, com apoio dos especialistas Fernanda Almeida, Laís Bifon e Léo Pimentel. O objetivo era escolher um tema que, além de integrar os conteúdos curriculares, permitisse aos estudantes vivenciarem manifestações culturais brasileiras nem sempre visibilizadas em outras regiões do país.
“Queríamos trazer algo genuinamente brasileiro, mas que muitas vezes não recebe destaque fora da sua região. Foi assim que surgiu a proposta de homenagear o Festival de Parintins”, contou o professor de Língua Portuguesa, Marcelo Ferreira.
O Festival de Parintins, realizado anualmente no Amazonas, é uma das maiores celebrações do folclore brasileiro, conhecido por seus desfiles temáticos, lendas amazônicas, referências aos povos indígenas e africanos, religiosidade e riqueza estética. Essa multiplicidade de elementos despertou o interesse dos educadores, que viram no projeto uma oportunidade de ampliar o repertório dos estudantes de forma lúdica e significativa.
“Além da beleza artística e simbólica, os temas apresentados no festival, como lendas amazônicas, povos originários, religiosidade e tradições da região Norte dialogam diretamente com conteúdos do currículo do 4º ano, que contempla o estudo das culturas indígenas e africanas na formação do povo brasileiro”, explicou a professora e supervisora Angélica Laurino.
O projeto foi apresentado aos alunos com o apoio de vídeos, músicas e imagens de edições anteriores do festival. A resposta foi imediata: encantamento e curiosidade tomaram conta das salas de aula. As quatro turmas do 4º ano foram divididas em dois grupos, cada um representando um dos bois. Os estudantes estão preparando coreografias, fantasias, bandeiras, tiaras e elementos cênicos inspirados no universo dos bumbás.
“As crianças ficaram encantadas, e se surpreenderam com a grandiosidade do festival, os figurinos exuberantes, as toadas marcantes e a força das lendas e das raízes indígenas que dão vida ao espetáculo”, disse Laurino.
Para deixar a homenagem ainda mais fiel, elementos típicos do festival foram adaptados para a apresentação escolar. Dois itens do espetáculo original serão representados: o item 6, “amo do boi”, com crianças declamando poemas exaltando seu boi e provocando o adversário com humor; e o item 19, “galera”, com a participação ativa de familiares nas torcidas organizadas, representando a energia das arquibancadas do Bumbódromo.
Apesar do clima de disputa, o colégio deixou claro que a rivalidade será apenas simbólica:
“Sobre a rivalidade entre os grupos, importante dizer que de forma simbólica e com um olhar pedagógico, não buscaremos eleger um boi vencedor. O objetivo é recriar o clima de rivalidade saudável presente no festival, valorizando igualmente os dois grupos. O foco está no respeito, na cooperação e em tudo o que foi aprendido ao longo do processo”.
Mesmo com as baixas temperaturas, os ensaios seguiram firmes. “Foi um desafio, adaptamos para espaços fechados e aquecidos, mas ninguém quis abrir mão dos ensaios. Isso mostra o quanto os alunos estão envolvidos”, relatou Marcelo Ferreira.
Esta é a segunda vez que o Colégio Medianeira presta homenagem ao Festival de Parintins. A primeira aconteceu há dez anos, com os alunos do 3º ano. Agora, em 2025, o evento volta ao cenário escolar como símbolo de integração, diversidade e valorização das culturas brasileiras.
“A região Norte guarda saberes ancestrais e expressões artísticas grandiosas como o Festival de Parintins. Ao valorizar essa diversidade, formamos cidadãos mais conscientes, empáticos e orgulhosos do Brasil”, concluiu Ferreira.
Em um cenário de profunda diversidade socioambiental, um estudo inédito nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, estado do Amazonas, tem se debruçado sobre uma questão vital: quais são as causas das mudanças na alimentação em comunidades ribeirinhas da região? Conduzida por uma equipe multidisciplinar ligada à Universidade de Lisboa, à Universidade Federal do Amazonas e ao Instituto Mamirauá, o estudo busca entender os fatores que impulsionam a chamada transição alimentar nesses territórios tradicionais.
A pesquisa, intitulada ‘Diversidade biocultural alimentar e resiliência: o caso da Amazônia brasileira em transição’, é liderada pela pesquisadora Daiane Soares Xavier da Rosa, doutoranda em Ciências da Sustentabilidade pela Universidade de Lisboa e associada ao Instituto Mamirauá, no Grupo de Pesquisa em Territorialidades e Governança Socioambiental na Amazônia.
Com orientação e apoio de pesquisadores do Brasil e Portugal, o estudo une métodos quali-quantitativos para captar, com profundidade, os hábitos e mudanças no consumo de alimentos em seis comunidades ribeirinhas da região do Médio Solimões e como essas transformações impactam a cultura alimentar, a saúde e a resiliência socioecológica dessas comunidades amazônicas.
Alimentação em mudança
Abrigo de mais de 3 milhões de hectares de floresta tropical, as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã estão entre as mais importantes áreas protegidas da Amazônia brasileira. Reconhecidas por sua vasta biodiversidade e por serem o território de comunidades tradicionais, essas reservas desempenham papel estratégico na conservação ambiental e no desenvolvimento sustentável da região, frente os efeitos acelerados das mudanças climáticas e o avanço de atividades predatórias de larga escala, como a mineração.
É nesse panorama complexo que a pesquisa busca compreender como essas comunidades têm vivenciado transformações em seus hábitos alimentares.
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
De acordo com Daiane da Rosa, as comunidades selecionadas para o estudo — três na Reserva Mamirauá e três na Reserva Amanã — apresentam diferentes graus de proximidade com centros urbanos, o que pode influenciar o acesso a alimentos industrializados. Esse é um dos fatores que vem sendo analisado como determinante na transformação dos hábitos alimentares locais.
“Desenvolvemos essa pesquisa em comunidades com diferentes acessos aos centros urbanos e aos supermercados. Estamos investigando como isso pode estar influenciando no consumo de alimentos industrializados, em especial os ultraprocessados”, explica a pesquisadora.
Essa etapa da pesquisa, desenvolvida entre os anos de 2023 e 2024, envolveu questionários aplicados a diferentes perfis dentro das comunidades — líderes comunitários, merendeiras e gestores das escolas, anciãos, cozinheiras (os) e unidades familiares — com destaque para as entrevistas com foco em questões socioeconômicas e na chamada “biografia alimentar”, realizada em cerca de 25% das casas de cada comunidade.
“Este bloco de entrevistas que engloba questões socioeconômicas e de hábitos alimentares durou cerca de 2 horas e nos deu uma grande riqueza de informações. A partir delas, conseguimos entender as decisões alimentares em nível familiar”, afirma.
O desenvolvimento dos questionários e das perguntas que fizeram parte da pesquisa de campo teve como base uma ampla revisão da literatura especializada, realizada pela pesquisadora e co-autores, buscando entender, em nível global, quais são os fatores responsáveis por mudanças na alimentação em povos indígenas e comunidades locais.
Dados censitários das Reservas Mamirauá e Amanã levantados entre 2018 e 2019, pelo Sistema de Monitoramento Demográfico e Econômico (SIMDE) desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, também foram utilizados, com o objetivo de selecionar comunidades com o maior número possível de variáveis associadas aos objetivos da pesquisa.
“A revisão de literatura em escala global nos proporcionou entender as transições alimentares em populações tradicionais em nível macro, possibilitando o desenvolvimento de perguntas robustas e que fizessem sentido localmente”, afirma Daiane.
Tradições resistem, mas enfrentam desafios
Entre os resultados preliminares, um dado chama atenção: a base da alimentação ribeirinha nessa região da Amazônia permanece centrada no pescado e na farinha de mandioca, complementada com alimentos in natura e minimamente processados, adquiridos no supermercado No entanto, há indícios de mudanças significativas entre gerações.
Segundo os anciãos e os chefes familiares, os jovens e adolescentes das comunidades consomem mais alimentos ultraprocessados do que os adultos — um reflexo, segundo a pesquisa, da influência crescente da merenda escolar.
“As pessoas que tomam as decisões alimentares, ou seja, o que será comprado no supermercado e servido nas refeições familiares, têm hoje, em média. 40 anos de idade, e seus hábitos estão ligados à cultura alimentar regional, mais tradicional. Entretanto os chefes familiares relataram que os hábitos alimentares de crianças e adolescentes estão cada vez mais voltados para as comidas de supermercado”, observa Daiane.
Em comunidades mais distantes de centros urbanos, especialmente aquelas situadas em áreas de paleovárzea (menos afetadas pelas dinâmicas de secas e cheias dos rios da região), observou-se uma maior diversidade alimentar.
“A agricultura familiar e de subsistência tem um papel essencial. Para além da roça, os alimentos que são plantados nos quintais e nos sítios aumentam consideravelmente a diversidade alimentar. Comunidades em áreas de várzea acabam ficando mais vulneráveis na cheia, e aí recorrem ao supermercado com mais frequência”, destaca.
A merenda escolar como vetor de mudança
O estudo também analisou o papel da alimentação nas escolas e identificou uma alta incidência de ultraprocessados na lista de itens da merenda escolar. Segundo Daiane, essa é uma descoberta significativa no contexto das mudanças alimentares, pois indica que a escola introduz hábitos diferentes daqueles tradicionalmente praticados nas famílias, influenciando o processo de transição alimentar.
“Esses hábitos se estabelecem. As crianças aprendem a comer de determinada forma na escola e levam isso para casa, influenciando, inclusive, a alimentação do restante da família. É um ciclo de transformação que está em processo”, observa a pesquisadora.
Os chamados alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas majoritariamente de substâncias extraídas ou derivadas de alimentos, como óleos, gorduras, açúcares e aditivos químicos, com pouco ou nenhum alimento in natura em sua composição. Produtos conhecidos das prateleiras de supermercados como refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos, carnes enlatadas, salgadinhos e refeições prontas, associados a diversos problemas de saúde, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
De acordo com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP), referência internacional no tema, o consumo crescente desses produtos está diretamente ligado à perda de práticas alimentares tradicionais e ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis.
Olhar para o passado para entender o presente
Outro eixo da pesquisa envolveu conversas com os anciãos das comunidades, que ofereceram um panorama histórico da alimentação local. Esses relatos revelaram que os primeiros contatos com alimentos industrializados remontam ao início do século XX, por meio dos regatões — grandes embarcações que circulavam nos rios da região vendendo e trocando alimentos industrializados tais como café, açúcar, bolachas e manteiga, por alimentos e produções locais.
Segundo a pesquisadora, esta pode ter sido uma época em que a primeira onda de mudanças alimentares ocorreu na região, partindo de uma dieta majoritariamente in natura e processada localmente (como a farinha de mandioca, bolos de massa e tapioca), para uma alimentação incluindo itens alimentares minimamente processados. A partir desse momento na história recente da região, itens como o café, o açúcar e o arroz começaram a se fazer presentes e se tornar parte da mesa de famílias ribeirinhas.
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
Essa memória viva tem sido essencial para entender como as populações ribeirinhas vêm adaptando suas práticas alimentares diante de mudanças econômicas, ambientais, sociais e culturais.
Oficinas de devolutiva às comunidades: do conhecimento à ação
Como parte do compromisso ético com as comunidades envolvidas, a equipe da pesquisa promoveu, no primeiro semestre de 2025, oficinas de devolutiva em cinco das comunidades participantes: Ubim, São João do Ipecaçu, Jubará, Ponto X e São Francisco do Aiucá. Nelas, os resultados preliminares da pesquisa foram apresentados de forma acessível, acompanhados de atividades de educação e sensibilização alimentar.
“Percebemos, a partir das interações com as comunidades, que existe uma carência muito grande de informação sobre alimentação e saúde. Por isso, a devolutiva se tornou também uma oportunidade de informar essas pessoas para que possam fazer melhores escolhas alimentares no dia a dia”, diz Daiane.
Durante as oficinas, os moradores aprenderam a interpretar rótulos de alimentos, identificar ingredientes nocivos à saúde e entender os impactos para a saúde do consumo de ultraprocessados. A iniciativa foi bem recebida pelos participantes, que destacaram a importância de levar esse conhecimento para as escolas e para o cotidiano familiar.
“Hoje em dia, percebemos que muita gente vem se alimentando de forma desregrada. Foi muito importante que o projeto trouxe informações práticas, para a gente aplicar na escola e em casa também”, afirmou o professor Elionaldo Costa, da comunidade São Francisco do Aiucá.
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
Alessandro Brandão, professor de História na mesma comunidade, refletiu sobre como conteúdo das oficinas pode ser utilizado em sala de aula. “Na escola, eu vou fazer esse papel de abordar questões alimentares, que foram utilizadas pelos nossos antepassados, e hoje estão se perdendo. Essas informações nos ajudam a elaborar conteúdos educativos para o resgate da nossa cultura, que é indígena, inclusive na alimentação”.
Alaíde Bezerra é uma das moradoras mais antigas da comunidade Jubará, na Reserva Mamirauá. Com mais de 6 décadas de vivência e conhecimento do território, durante a oficina, ela compartilhou a memória de tempos antigos da alimentação local, com uma dieta mais farta e composta de alimentos colhidos da terra. “Na minha vida, eu bebi muito tacacá, mingau de banana, mingau de massa com castanha, mingau de farinha com leite de sova. Eu comi muito michuá naquele tempo, frito, com café”.
Já a estudante Rayara Souza, de 15 anos, relatou que ficou impressionada com as informações aprendidas na oficina. “Eu fiquei muito chocada com algumas coisas, como pode um só alimento conter tantas substâncias, algumas que até podem fazer mal pra gente? Foi legal entender como a alimentação está mudando, e isso me deu até ideias para o futuro, do que eu quero fazer daqui pra frente”, contou.
O jovem Yuri Pereira, de 21 anos, morador da comunidade Ubim, também destacou o quanto a oficina foi transformadora: “A gente achava que as coisas industriais, que eram gostosas, não faziam tanto mal como as coisas naturais que a gente tem aqui na nossa comunidade mesmo”, conta. “Uma das coisas também que eu aprendi, que acho que vou levar para o resto da minha vida, é sobre o ‘T’ das embalagens, de transgênico, que é uma mistura. Como na lata de milho, que é diferente de um milho natural, plantado na comunidade”.
Um olhar sobre o futuro
Ao fim da pesquisa, a equipe espera desenvolver um índice de diversidade biocultural alimentar — uma ferramenta que poderá indicar o grau de resiliência das comunidades diante das mudanças alimentares. A intenção é que esse índice sirva tanto para análises acadêmicas quanto para a formulação de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à saúde das populações tradicionais.
Com uma abordagem que une ciência, tradição e participação comunitária, o estudo pretende contribuir para um debate global sobre os impactos das transições alimentares — e o que elas significam para a cultura, a saúde e a sustentabilidade das comunidades tradicionais, na Amazônia e além dela.
O estudo é uma parceria entre a Universidade de Lisboa, através do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Faculdade de Ciências e do Instituto de Ciências Sociais, o Grupo de Pesquisa em Territorialidades e Governança Socioambiental na Amazônia do Instituto Mamirauá, e o Grupo de Pesquisa RESILIDADES da Universidade Federal do Amazonas.
O Boi Garantido conquistou o título do 58º Festival Folclórico de Parintins, encerrado no domingo (29/06), ao somar 1.259 pontos, superando por 1,1 ponto o Caprichoso, que obteve 1.257,9 pontos. A disputa acirrada foi definida nos detalhes dos 21 itens avaliados pelos jurados ao longo das três noites de espetáculo.
Entre eles, nove são considerados itens individuais, que têm peso decisivo na apuração e concentram boa parte da rivalidade entre os bumbás.
Veja como cada um dos itens individuais contribuiu para o resultado final e como se desenhou o duelo direto entre os representantes dos bois:
Item 1 – Apresentador
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
10, 10, 10
9.9, 9.9, 9.9
9.9, 9.8, 9.9
Boi Garantido
10, 10, 10
10, 10, 10
10, 10, 10
Israel Paulain (Garantido) recebeu a nota máxima em todas as noites, enquanto Edmundo Oran (Caprichoso) perdeu décimos em duas delas.
Item 2 – Levantador de Toada
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
10, 10, 10
10, 9.8, 10
10, 9.8, 10
Boi Garantido
10, 10, 10
10, 10, 10
10, 10, 10
O experiente levantador do Garantido, David Assayag, não perdeu décimos; já Patrick Araújo, do Caprichoso, teve pequenas variações.
Item 5 – Porta-Estandarte
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
9.9, 10, 10
10, 10, 10
9.9, 10, 10
Boi Garantido
10, 9.9, 9.9
10, 9.9, 9.9
10, 10, 10
No caso das porta-estandartes, Marcela Marialva (Caprichoso) foi mais constante e teve menos variações em relação a Jeveny Mendonça (Garantido).
Item 6 – Amo do Boi
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
10, 9.8, 10
10, 9.9, 10
10, 10, 10
Boi Garantido
9.9, 9.9, 9.9
10, 9.9, 9.9
9.9, 10, 9.9
Caetano Medeiros, do Caprichoso, foi mais bem pontuado em todas as noites, enquanto João Paulo Faria, do Garantido, teve mais oscilações entre 9.9 e 10.
Item 7 – Sinhazinha da Fazenda
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
9.8, 9.9, 10
9.8, 9.9, 9.9
9.9, 9.9, 9.9
Boi Garantido
10, 10, 10
10, 10, 10
10, 10, 10
Na disputa entre as “Valentinas”, a sinhazinha do boi vermelho, Valentinna Coimba, teve as maiores pontuações nas três noites. Já Valentina Cid, do boi azul, teve muitas oscilações nas notas.
Item 8 – Rainha do Folclore
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
10, 10, 10
10, 9.9, 9.9
10, 10, 10
Boi Garantido
10, 10, 10
10, 10, 10
10, 10, 10
Garantido levou a melhor nas notas novamente, com Lívia Christina se destacando por manter regularidade máxima nas notas, enquanto Cleise Simas, do Caprichoso, levou duas notas 9.9.
Item 9 – Cunhã-Poranga
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
9.9, 9.9, 10
9.8, 10, 10
9.9, 10, 10
Boi Garantido
10, 10, 10
10, 9.9, 9.8
10, 10, 9.9
A disputa entra as cunhãs surpreendeu, pois o resultado foi um empate técnico. Ambas, Marciele Albuquerque (Caprichoso) e Isabelle Nogueira (Garantido) tiveram performances com pequenas oscilações, sem vantagem clara.
Item 10 – Boi-Bumbá Evolução (Tripa do Boi)
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
9.9, 10, 10
9.8, 10, 10
9.9, 9.9, 10
Boi Garantido
10, 9.9, 10
10, 10, 10
10, 10, 10
Entre os itens individuais, um dos mais aguardados é claro que é o boi. Neste quesito, Garantido pontuou melhor, com as apresentações de Denildo Piçanã tendo mais notas 10. Alexandre Sima, do Caprichoso, recebeu mais notas abaixo da pontuação máxima.
Caprichoso: Erick Beltrão (apresentações consistentes, com notas 10)
Garantido: Adriano Paketá (uma variação para 9,9)
Noite 1
Noite 2
Noite 3
Boi Caprichoso
9.9, 10, 10
9.9, 10, 10
9.9, 10, 10
Boi Garantido
9.9, 10, 10
10, 10, 10
10, 10, 9.9
Outro empate técnico que surpreendeu foi entre os pajés Erick Beltrão (Caprichoso) e Adriano Paquetá (Garantido). Ambos tiveram forte desempenho e mínimas diferenças.
Resumo do confronto direto dos itens individuais:
Garantido venceu nos itens 1 (Apresentador), 2 (Levantador), 7 (Sinhazinha), 8 (Rainha) e 10 (Tripa)
Caprichoso levou vantagem nos itens 5 (Porta-Estandarte) e 6 (Amo do Boi)
Empate técnico nos itens 9 (Cunhã-Poranga) e 12 (Pajé)
O placar simbólico entre os nove itens individuais seria:
Esses resultados refletem o equilíbrio técnico entre os bois, mas mostram a força do Garantido na composição de seus destaques individuais em 2025. Apesar das mínimas diferenças nas notas gerais, o somatório desses desempenhos foi essencial para garantir a vitória por 1,1 ponto ao bumbá vermelho.
Além dos itens individuais, o festival avalia outros quesitos como coreografia, alegorias, galera, lendas e ritmos, compondo um julgamento técnico que vai além da emoção do espetáculo.
Com uma proposta que alia cultura popular, inclusão social e valorização das tradições amazônicas, o Arraial da Inclusão encerrou sua programação com uma noite especial voltada a moradores de favelas da capital do Amapá. A última ação ocorreu no dia 30 de junho e reuniu jovens e famílias atendidos pela Central Única das Favelas (CUFA) no estado, no espaço do Arraial do Povo, em Macapá.
A atividade fez parte da programação do Arraiá Amazônico, projeto idealizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que articula ações culturais com foco em inclusão, responsabilidade social e sustentabilidade. Durante o encerramento, os participantes tiveram acesso gratuito à festa, com direito a brincadeiras, apresentações de quadrilhas juninas e comidas típicas, em um ambiente preparado para garantir acessibilidade e bem-estar.
O evento foi mais uma ação dedicada a integrar populações em situação de vulnerabilidade ao circuito cultural do estado. Ao colocar o foco nas favelas, o Arraial da Inclusão amplia o alcance do projeto, levando famílias que historicamente têm pouco acesso a esse tipo de iniciativa para vivenciar a festa popular mais importante do período junino.
Jovens assistidos pela CUFA Amapá também participaram de uma atividade de conscientização ambiental promovida pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da empresa Tratalyx Serviços Ambientais. O encontro, realizado durante a programação da Cidade Junina em Macapá, teve como foco o descarte correto de resíduos sólidos e práticas sustentáveis.
“Estamos aqui somando forças. Acreditamos que cultura e educação ambiental precisam andar juntas. Por isso, é uma honra contribuir com esse projeto tão importante”, afirmou Danilo Monteiro, engenheiro técnico da Tratalyx.
Durante a ação, os jovens participaram de rodas de conversa com especialistas da área ambiental e receberam orientações sobre o impacto do lixo no meio ambiente urbano e natural. Segundo os organizadores, a atividade reforça o papel da educação ambiental como ferramenta de transformação social.
“Estamos muito felizes por participar da festa junina. Realmente, a gente tem que valorizar a cultura brasileira e, com toda certeza, as nossas acolhidas vão guardar esse momento com muito carinho”, afirmou Hermelinda Maria Buí, responsável pela instituição.
A parceria com a CUFA no Amapá foi fundamental para viabilizar a presença de crianças, adolescentes e responsáveis. Além dela, participaram da ação a Associação Casa da Hospitalidade – Acolhendo a Vida e o Lar Betânia, instituições sociais que atuam no acolhimento de pessoas em situação de risco.
O Arraiá Amazônico se estruturou como um projeto que conecta a preservação das manifestações culturais da região Norte à promoção de práticas sociais mais inclusivas. Com o foco em favelas e comunidades periféricas, a iniciativa buscou reduzir as barreiras que ainda existem entre o acesso à cultura e os territórios mais vulneráveis da capital.
Ao longo do mês de junho, foram realizadas oficinas, apresentações culturais, ações educativas e encontros interinstitucionais, com o objetivo de fortalecer o sentimento de pertencimento e promover o acesso à arte popular para diferentes públicos.
A participação dos grupos atendidos por projetos sociais no Arraial do Povo representa, segundo os organizadores, um passo importante para a consolidação de uma política cultural mais plural, onde tradições como a quadrilha junina, a música regional e a culinária típica possam chegar a todos os setores da população.
A proposta de inclusão foi construída em diálogo com as demandas de lideranças comunitárias, educadores sociais e representantes de movimentos culturais locais. O encerramento do Arraial da Inclusão foi marcado não apenas pela celebração, mas pela simbologia de ocupar, com dignidade, espaços públicos tradicionalmente frequentados por grupos de renda mais elevada.
Durante o evento, crianças e jovens tiveram contato com apresentações culturais regionais e participaram de atividades educativas relacionadas à cultura amazônica. Famílias também foram contempladas com apoio logístico para transporte, alimentação e segurança no deslocamento até o local do evento.
Com o encerramento da edição de 2025, a Fundação Rede Amazônica avalia a possibilidade de expandir o projeto para outros municípios e estados da região Norte, mantendo o foco na inclusão como forma de consolidar políticas de cultura acessível e cidadania participativa.
Impacto social
O Arraial da Inclusão reforça a importância de iniciativas que ultrapassam o entretenimento e se tornam ferramentas de transformação social. Ao oferecer um espaço de lazer estruturado, seguro e culturalmente relevante para moradores de favelas e instituições de acolhimento, o projeto fortaleceu vínculos comunitários e aproximou diferentes camadas da sociedade por meio da cultura.
O protagonismo das instituições sociais parceiras, a escuta ativa das comunidades e a articulação com o poder público foram pontos-chave para o êxito da ação. O encerramento da programação evidenciou que, quando háinclusão com as pessoas que vivem nas favelas, é possível pensar políticas culturais mais amplas, eficazes e conectadas à realidade dos territórios periféricos da Amazônia.
Infraestrutura verde ganha força na Amazônia. Foto: divulgação
Lançada em 2025, a nova Política de Sustentabilidade do Governo Federal busca transformar terminais portuários e aeroviários com foco em inclusão social, transparência e práticas que reduzam os impactos ambientais. No setor público, foi criada uma agenda anual com projetos e ajustes regulatórios. Já no setor privado, as mudanças nos terminais serão conduzidas por meio do Pacto pela Sustentabilidade, lançado recentemente pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Nesse contexto, o Banco da Amazônia atua com a oferta de um financiamento que pode ajudar no cumprimento das medidas estabelecidas. É a linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, voltada para projetos que conectam infraestrutura à sustentabilidade.
O gerente executivo de Pessoa Jurídica e Relacionamento com Bancos da instituição, Luiz Lourenço de Souza Neto, explica que esse tipo de financiamento tem o propósito de promover o desenvolvimento econômico da região, com o apoio de outras empresas, inclusive internacionais.
“Existem outras instituições financeiras, outros mecanismos que apoiam também esses projetos, dada a importância e o tamanho deles para onde são implantados. Então, falando a respeito apenas do banco, se a gente for olhar o que a gente tem de expectativa para os próximos quatro anos, a gente com certeza deve superar a casa de R$ 10 bilhões aplicados em infraestrutura na Amazônia”, pontua.
Entre as companhias contempladas com essa iniciativa está a VINCI Airports – concessionária responsável por sete aeroportos na Região Norte. Nesse caso específico, o financiamento do Banco da Amazônia foi de R$ 750 milhões. Os recursos serão investidos pela empresa em um projeto de infraestrutura aeroportuária que visa promover melhorias para os usuários, ao passo que também incorpora práticas sustentáveis.
De maneira geral, a companhia trabalha com a meta de reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2030. Até 2050, a empresa pretende zerar essa emissão. Atualmente, a VINCI Airports atua junto aos terminais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; Boa Vista, em Roraima; Porto Velho, em Rondônia; além de Manaus, Tabatinga e Tefé, no Amazonas.
Entre as áreas apoiadas, também se destaca a infraestrutura para água e esgoto; geração de energia elétrica de fontes renováveis; sistema de telefonia fixa ou móvel e banda larga em comunidades, além das seguintes:
Usinas de compostagem e/ou aterro sanitário sustentável;
Armazenamento de energia de fonte renovável;
Transmissão e distribuição de energia;
Demais obras estruturantes ecológicas e sustentáveis.
Energia sonal. Foto: pixabay
Outro projeto que contou com o apoio dessa linha foi desenvolvido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Capitão Poço (PA). Trata-se de uma fossa ecológica denominada Bacia de Evapotranspiração (BET). O sistema é uma alternativa eficiente para tratamento do esgoto, que funciona de forma independente da rede pública.
Fossa ecológica: projeto financiado pelo BASA é alternativa para tratamento de esgoto de forma sustentável
Dentro do tanque, ocorre um processo de decomposição, chamado de fermentação, realizado pelas bactérias. Esse processo é a quebra ou a degradação do esgoto, essencial para o funcionamento do sistema e para que o esgoto chegue nas camadas superiores de forma mais limpa.
Segundo a professora Thaisa Pegoraro, coordenadora do projeto, essa parceria com a instituição financeira foi essencial para a elaboração dessa iniciativa.
“O recurso que vem para a universidade, infelizmente, não é suficiente para atender a infraestrutura destinada a projetos de pesquisa e extensão. Então, é por este motivo que a parceria com o banco é realmente essencial e nós também somos muito gratos a isso”, afirma.
Uma das estruturas foi instalada na escola Humberto Fernandes, no município de Garrafão do Norte (PA), para atender cerca de 60 alunos. Até então, a unidade escolar contava com uma fossa rudimentar.
Condições
Nesse contexto, o Banco da Amazônia atua com a oferta de financiamento. Foto: divulgação
Quanto à linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, é levada em conta a taxa de juros dos fundos constitucionais (TFC), diferenciada por setor, porte e finalidade. O prazo definido é de até 34 anos, com carência de até 08 anos. Esse modelo de financiamento é disponibilizado para empresas de todos os portes, com exceção de microempreendedor individual (MEI).
A terceira noite do Arraiá do Povo 2025, em Macapá (AP), no dia 29 de junho, contou com a competição junina 7º Forrozão do Primo Sebastian, segunda das três que fizeram parte do evento e que promovem as quadrilhas juninas amapaenses. O evento, promovido pelo Governo do Amapá, foi realizado no Corpo de Bombeiros Militar, na Zona Norte da capital.
Com muitas cores e luzes, oito grupos juninos disputaram a vaga que leva a melhor quadrilha para o Brasileirão de Juninas 2025, no final de julho, em Alagoas.
O 6º Festival Sandro Rogério abriu a segunda noite de evento gratuito do Arraiá do Povo 2025, em Macapá (AP), no dia 28 de junho. A competição foi a primeira das três que realizadas durante a programação promovida pelo Governo do Amapá no Corpo de Bombeiros Milita, na Zona Norte da capital.
Com temas diversos, entre a cultura nordestina e até o autismo, as quadrilhas levaram enredos cativantes e indumentárias repletas de cores que impressionaram o público presente.
Taxa de analfabetismo em Mato Grosso cai para 3,8%: Foto: Governo de Mato Grosso
A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 a 59 anos de Mato Grosso caiu para 3,8% em 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O percentual supera a meta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que era reduzir a taxa de analfabetismo entre esse perfil para 4%, já no primeiro semestre do ano. Segundo o IBGE, este é o menor percentual registrado desde 2016, ano em que Mato Grosso registrou 5,9% de analfabetismo entre pessoas com 15 a 59 anos.
O resultado também coloca Mato Grosso abaixo da média nacional, de 5,3%, e como o 9º estado com a menor taxa de analfabetismo.
Em relação a pessoas com 60 anos ou mais, também houve redução do analfabetismo para 15,7% em 2024. Em 2016, o percentual entre este público era de 24,6%.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, atribuiu a queda no analfabetismo ao programa Mais MT Muxirum, que busca alfabetizar jovens e adultos que deixaram a escola e não aprenderam a ler e escrever na idade correta.
“Buscamos atingir essa meta desde 2019 e, para isso, a Seduc terá investido R$ 64,1 milhões até o final deste ano. Desde o seu lançamento, em 2021, o Mais MT Muxirum já alfabetizou mais de 62 mil pessoas. Agora, vamos descer a régua e avançar mais ainda”, explicou ele.
Segundo Alan, o programa MT Mais Muxirum tem a meta de alfabetizar mais 17 mil pessoas. “O investimento somente neste ano é de R$ 16,4 milhões e teve adesão de todos os 142 municípios do Estado”, destacou.
A nova etapa do programa Mais MT Muxirum conta com 159 coordenadores locais e 1.427 alfabetizadores. Durante os oito meses do curso, eles receberão mensalmente bolsas-auxílio de R$ 1 mil e R$ 1.300, respectivamente.
Com material pedagógico específico, o atendimento aos estudantes é flexibilizado e facilitado em relação ao local, podendo ser realizado em centros comunitários, igrejas ou escolas, escolhidos pela Diretoria Regional de Educação (DRE) nos 13 polos do Estado.
As turmas são reduzidas, de 10 a 12 estudantes no máximo, para que tenham um desempenho melhor. As aulas têm carga horária de 12 horas semanais, totalizando 384 horas anuais.
O Mais MT Muxirum faz parte da política de Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma das 30 políticas educacionais do Plano Educação 10 Anos, do Governo de Mato Grosso, para transformar a educação do Estado.
O Comitê Permanente de Gestão para Adaptação e Enfrentamento às Mudanças Climáticas do Governo de Rondônia, em reunião realizada nesta terça-feira (1º), fortaleceu o alinhamento de ações para o enfrentamento do período mais seco do ano, o de maior risco de incêndios florestais. O estado se encontra dentro da normalidade para o período, com projeção de não enfrentar seca tão grave como em 2024, mas mantém atuação constante e em alerta para proteger à população e o meio ambiente.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que desde que foi criado, em outubro de 2024 como um marco na governança ambiental, o Comitê se debruça continuamente em reuniões estratégicas. O que permitiu uma atuação diferenciada do Governo de Rondônia no período de enchentes deste ano, com intensa distribuição de água potável, cestas básicas às famílias atingidas, e o inédito pagamento do auxílio enchente, e ao mesmo tempo se posiciona com mais força para o combate a incêndios florestais.
Desde que foi criado, em outubro de 2024, o Comitê de Mudanças Climáticas se debruça continuamente em reuniões estratégicas. Foto: Governo do Estado de Rondônia
‘‘Há um esforço do Governo de Rondônia para antecipar ações e responder com eficiência às demandas dos extremos climáticos. O estado se aproxima do período mais seco do ano, mas as ações para essa temporada começaram bem antes, ainda no período de chuvas. O que rendeu mais de 10 mil ações preventivas, capacitação intensiva dos combatentes, e formação de 929 brigadistas civis nos municípios, e estamos com a Operação Verde Rondônia ativa com mais de 180 focos já combatidos, tudo para construir um cenário melhor para a população e meio ambiente passarem esse período climático com mais segurança e dignidade’’, afirma o governador.
O coordenador Estratégico Operacional de Proteção e da Defesa Civil Estadual, coronel BM Jaime Fernandes, suplente do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel BM Nivaldo de Azevedo Ferreira, no Comitê, destacou que o momento é de reforço ao combate a focos de incêndios. ‘‘O que desejamos é que os incêndios florestais não aconteçam, que haja uma conscientização, mas estamos prontos e fazendo de tudo para que a ação combativa alcance o máximo de eficiência, dando respostas todos os dias’’, garante.
Comitê aperfeiçoa e fortalece ações para proteger à população e o meio ambiente. Foto: Governo do Estado de Rondônia
Além disso, o CBMRO destacou que o Governo de Rondônia está trabalhando no planejamento para formação de brigadistas indígenas, para fortalecer ainda mais a proteção dos territórios indígenas na estiagem. A Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) pontuou que está atenta a prestar assistência em caso de uma situação emergencial para seca.
A Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) acrescentou a mobilização para ações, dentro do Plano Plurianual (PPA), que venham mitigar o impacto do período em relação aos recursos hídricos. Segundo análise técnica da Sala de Situação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Rondônia teve um volume de chuvas positivo, desde novembro de 2024 até maio de 2025, que contribuíram para atenuar os déficits hídricos dos meses anteriores, mas é essencial manter um monitoramento contínuo para um gerenciamento hídrico.
O Governo de Rondônia também está atento às melhores práticas desenvolvidas em conformidade com o contexto nacional. O Estado fez parte, este mês da qualificação, promovida pelo governo federal, na plataforma que integra estados na prevenção de desastres, o Defesa Civil Alerta. E, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o governo também trabalha em um plano integrado, com mobilização dos estados brasileiros em ações com foco em reduzir incêndios florestais e promover a sustentabilidade no campo.
Segundo informações das equipes, durante uma fiscalização na região durante os dias 15 e 25 de junho, houve uma intensa troca de tiros com os infratores enquanto estavam dentro da área de extração. De acordo com a denúncia, ainda durante a mesma operação, os criminosos também espalharam pregos em tábuas na estrada que perfurou os pneus das viaturas.
A emboscada, segundo o ICMBio, foi uma retaliação à destruição de equipamentos usados em crimes ambientais, como extração ilegal de madeira e mineração clandestina. Na ação Na ação foi apreendida uma arma cal. 12 com 5 munições.
A Operação Dominância deve ocorrer ao longo de todo o ano e tem como objetivo combater o garimpo ilegal, o desmatamento e a invasão de áreas protegidas em Rondônia.
A Floresta Nacional do Jamari, onde agentes do ICMBio e da Polícia Militar (PM) foram recebidos a tiros durante uma fiscalização, já teve sete confrontos armados só em 2025. Segundo o ICMBio, 12 garimpeiros foram presos na região neste ano.
No episódio mais recente, os agentes foram vítimas de uma emboscada durante a operação Dominância, no garimpo ilegal na Floresta Nacional do Jamari, no interior de Rondônia. A emboscada, segundo o ICMBio, foi uma retaliação à destruição de equipamentos usados em crimes ambientais, como extração ilegal de madeira e mineração clandestina.
Nenhum dos atiradores deste ataque foi identificado até o momento. O ICMBio informou que vai reforçar o número de fiscais e ampliar os pedidos de apoio logístico e operacional às forças policiais.
A operação começou em janeiro e está prevista para seguir até o fim de 2025 em três unidades de conservação federais em Rondônia. Desde o início da ação, os prejuízos causados ao crime ambiental organizado já ultrapassam R$ 7,2 milhões, e as ações devem continuar até o fim do ano.
Em nota, a PM lamentou o ataque mais recente e informou que atua apenas como apoio operacional ao ICMBio. A coordenação e execução das fiscalizações ambientais são responsabilidade exclusiva do Instituto.
O ICMBio também conta com apoio da Polícia Federal e, às vezes, da Força Nacional. Quando há crime ambiental, o caso é repassado ao Ministério Público Federal (MPF), que cuida da parte criminal. No episódio mais recente, o instituto disse que vai comunicar os crimes ambientais ao MPF, mas não deve formalizar denúncia sobre o ataque aos agentes.
Na fase anterior da Operação Dominância, entre março e abril, foram apreendidos R$ 2,8 milhões em bens. A força-tarefa reuniu ICMBio, Ibama, Polícia Federal, Exército e batalhões da PM, e desmobilizou 83 acampamentos ilegais. Foram recolhidos escavadeiras, tratores, caminhões, antenas Starlink, armas, mercúrio e ouro extraído de forma ilegal. As multas aplicadas somaram R$ 453 mil.