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Oficinas de técnicas de estruturação e apresentação de negócios abrem a Glocal Amazônia 2025

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

A programação do primeiro dia do GlocaLAB, da terceira edição da Glocal Amazônia, sob o tema B2B – Business to Business (voltado para negócios), começou nesta quinta-feira (28) em Manaus (AM). O primeiro tema abordado foi na oficina ‘Business Model Canvas para negócios de impacto’, ministrada por Adrio Hattori, diretor executivo da Hattori Tech e fundador do Clube de Empreendedores e Líderes (CEL).

O encontro apresentou a metodologia do canvas, ferramenta usada para estruturar modelos de negócio de forma prática e visual, auxiliando empreendedores a desenvolver novos produtos, serviços e projetos.

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Segundo Hattori, o método, composto por nove blocos principais, ajuda o empreendedor a entender o mercado onde atua, definir com clareza o público-alvo, identificar fontes de receita e avaliar formas diversificadas de monetização.

“Às vezes pensamos apenas na venda direta, mas existem várias maneiras de gerar receita com o mesmo produto ou serviço. O canvas abre a mente do empreendedor para essas possibilidades”, explicou.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O especialista destacou ainda a importância de eventos como a Glocal Amazônia para aproximar jovens e futuros empreendedores das ferramentas adequadas para iniciar seus negócios.

“Estimo que 90% dos empreendedores nunca fizeram um modelo de negócio formal. Isso já os coloca em desvantagem. Quem aprende cedo, ainda na universidade, já entra no mercado com uma visão mais ampla e preparada para os desafios”, afirmou.

Adrio ministrou a oficina no primeiro dia da Glocal 2025. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

A oficina atraiu estudantes e profissionais interessados em aprimorar suas ideias de negócio. Fernando Negreiros, estudante de design e desenvolvimento de software, já empreende antes mesmo de concluir a graduação.

“Quis participar para aprender mais sobre como apresentar o produto e falar com investidores. É essencial saber ‘vender o peixe’ para quem quer empreender”, comentou.

Para a vendedora digital Luana Dias, o aprendizado foi valioso. “Achei muito legal a forma como o Adrio trouxe o tema. Pude entender melhor como abordar clientes e espero aplicar tudo o que aprendi para alavancar minhas vendas”, disse.

Técnicas de Pitch para empreendedores

Outra atividade do GlocaLAB no primeiro dia foi dedicada ao tema ‘Pitch‘, técnica voltada para a apresentação de ideias de negócios e produtos de forma clara e persuasiva. A oficina também foi conduzida por Adrio Hattori, que é consultor do Sebrae Amazonas. Ele destacou a importância de estruturar a comunicação em dois pilares principais: problemas e soluções.

Segundo Hattori, a proposta de um bom Pitch é mostrar de maneira objetiva qual necessidade o produto ou serviço atende e como se diferencia no mercado.

“Convencer o investidor é essencial, porque ele precisa acreditar que a sua solução resolve de fato um problema real e tem potencial de crescimento. Sem isso, a ideia pode não sair do papel”, afirmou.

glocal 2025 - clocalab pitch dia 1
Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

No encontro, os participantes também conheceram conceitos ligados ao mercado, como o modelo Business to Business (B2B) e o Business to Consumer (B2C).

O B2B, tema do dia, refere-se às transações comerciais realizadas entre empresas, como a venda de insumos ou serviços corporativos. Já o B2C é voltado diretamente ao consumidor final, caracterizando o comércio tradicional em que o cliente é a pessoa física que consome o produto.

A atividade também faz parte da programação que busca aproximar empreendedores de práticas modernas de mercado e ampliar a capacidade de negociação e comunicação em diferentes segmentos da economia.

Entre os participantes estava José Fernandes, fabricante de mel, que destacou os aprendizados obtidos na oficina:

“Aprendi a apresentar meu produto mostrando o problema que ele resolve e a solução que ofereço. Vou aplicar isso nas minhas vendas para explicar melhor os benefícios do meu mel e alcançar novos clientes”.

Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

A oficina de Pitch na Glocal Amazônia reforçou a importância da preparação dos empreendedores para enfrentar cenários competitivos, seja em negociações entre empresas ou no contato direto com o consumidor final.

Após as oficinas de aprendizado, os particpantes também puderam realizar uma sessão de pitching de projetos ligados à bioeconomia, colocando em prática aquilo que o facilitador ensinou durante o dia.

Com foco em inovação, sustentabilidade e empreendedorismo, a Glocal Amazônia segue reunindo especialistas, estudantes e empresários para debater caminhos de impacto positivo para a região e para o mercado nacional.

Leia também: Saiba quais palestras e atrações estão na programação do segundo dia da Glocal Amazônia em Manaus

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

B2B: veja como foi o primeiro dia da Glocal Amazônia em Manaus

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Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

A Glocal Amazônia 2025 deu início, nesta quinta-feira (28) em Manaus (AM), a sua terceira edição. Como objetivo de “pensar global, agir local”, o evento conta com debates, workshops sobre sustentabilidade e inovação, oficinas e também atrações culturais que movimentam o cenário.

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Além da abertura oficial do evento, o primeiro dia teve foco no tema ‘B2B’, com o objetivo de ser um encontro para lideranças empresariais, conectando iniciativas inovadoras de bioeconomia à empresas e investidores que podem impulsioná-las. Confira alguns momentos:

Primeiro dia contou com orientações do Sebrae. Foto: Diego Olivieria/Portal Amazônia
Foto: Thais Araújo/FRAM
glocal amazonia 2025
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Estudantes também puderam participar do primeiro dia do evento. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
A cantora Lucilene Castro abriu o evento. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Saiba quais palestras e atrações estão na programação do segundo dia da Glocal Amazônia em Manaus

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A Glocal Amazônia 2025 segue com uma ampla programação nesta sexta-feira (29), em Manaus (AM). Os debates seguem e a programação conta ainda com yoga, workshops, oficinas e também atrações culturais e musicais com feira e shows, como o do boi-bumbá Caprichoso, direto do Festival Folclórico de Parintins.

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Veja a programação completa do segundo dia:

Leia também: Glocal Amazônia 2025: especialistas convidam público em Manaus para debates sobre sustentabilidade e uma prévia da COP 30

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Glocal Amazônia 2025: especialistas convidam público em Manaus para debates sobre sustentabilidade e uma prévia da COP 30

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Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O Palácio da Justiça, no Centro de Manaus (AM), recebe a terceira edição da Glocal Experience Amazônia. Em 2025, o evento reúne palestrantes, organizadores e convidados para debates sobre a importância da sustentabilidade para a Amazônia. A abertura ocorreu nesta quinta-feira (28).

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Criada há quatro anos no Rio de Janeiro, a Glocal chegou à Amazônia mantendo seus pilares originais, mas ganhou ainda mais força na região.

De acordo com Malu Sevieri, Head da Glocal na Dream Factory, o projeto tem como lema “Pensar Global e Agir Local”, e o seu principal objetivo é reunir pessoas e iniciativas em busca de soluções para o futuro.

“Hoje o coração da Glocal bate na Amazônia, porque aqui o projeto já é muito maior, com engajamento crescente e diversas atividades oferecidas gratuitamente durante os três dias de programação”, disse.

Malu Sevieri, Head do Glocal na Dream Factory, participou da abertura do evento. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O evento acontece entre 28 e 30 de agosto. Ainda durante a abertura da nova edição da Glocal, o gestor do evento, Artur Barros, informou as novidades e como é gratificante mais uma vez ocupar o Centro Histórico de Manaus para celebrar a sustentabilidade e democratizar o debate sobre temas ambientais.

“Este ano, a programação foi reformulada: o primeiro dia será dedicado à inovação, startups, empresas e indústria; o segundo, às escolas e universidades; e o terceiro, ao turismo sustentável”, contou Barros.

Saiba mais: Glocal Amazônia 2025 traz programação gratuita a partir de quinta-feira (28); veja a programação

Na parte artística, uma mudança chama a atenção: os bois Caprichoso e Garantido, que costumavam se apresentar juntos, terão dias separados, sexta e sábado, respectivamente. Além disso, o evento traz experiências de realidade virtual com três novos filmes, a mostra ‘Sabores Global’ em parceria com restaurantes locais e diversas atrações gratuitas para toda a família.

COP 30

Outro ponto destacado por Artur Barros foi a preparação para a COP 30, que será realizada em novembro, no Pará. Segundo ele, este ano, a Glocal Amazônia funciona como um aquecimento para o maior evento de sustentabilidade do mundo, iniciando conversas fundamentais que chegarão à conferência.

“No terceiro dia do evento, será realizada uma Masterclass para explicar o que é a COP 30 e qual será seu legado para a Região Norte, esclarecendo ao público a importância das decisões tomadas nesse encontro global. Iniciar esse debate na própria Amazônia é essencial para chegar a Belém com temas já amadurecidos e prontos para serem aprofundados”, afirmou.

Sustentabilidade em foco

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) é a realizadora da Glocal Amazônia em Manaus. A diretora-presidente da instituição, Claudia Daou Paixão, exaltou a realização do evento na capital amazonense e reforçou o papel da FRAM em iniciativas voltadas para a sustentabilidade e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo Claudia, a Glocal se destaca como um espaço de troca de experiências e de valorização da biodiversidade, permitindo discutir soluções locais com impacto global.

“A maior importância da Glocal é essa troca, essa conectividade, dar voz às pessoas que vivem aqui e refletir sobre qual futuro queremos para a Amazônia”, afirmou.

Ela ressaltou ainda que, apesar da programação cultural com shows e entretenimento, os painéis de debate são o ponto central do evento:

“Queremos tratar de assuntos voltados para a Amazônia de forma séria, buscando que, ao pensar localmente, possamos agir de maneira global. Não queremos que a região seja vista apenas por suas belezas naturais, mas sim pelas pessoas que vivem aqui. Nosso papel como Fundação Rede Amazônica é respeitar e dar credibilidade a essas vozes”.

Abertura oficial do Glocal Amazônia 2025. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

A FRAM vê a Glocal como uma grande aliada na preparação para a COP 30. Segundo a diretora executiva da entidade, Mariane Cavalcante, a sustentabilidade é um dos pilares centrais da fundação e motivou a realização do evento na Amazônia.

De acordo com Mariane, a Glocal aproxima a sociedade do bioma amazônico, permitindo que o público vá além do debate e tenha experiências reais que valorizem a floresta e as populações que nela vivem.

“Queríamos fomentar um espaço em que as pessoas pudessem vivenciar a Amazônia através da arte, de experiências imersivas e da culinária. Isso é pensar global, agir local e construir soluções para um desenvolvimento que preserve o que temos de mais importante, que é a floresta”, destacou.

Eduardo Taveira acredita que a Glocal é uma prévia da COP 30. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Também presente na abertura do evento, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, concordou que a Glocal é umas das prévias da COP 30. Para Taveira, além de ampliar os debates sobre sustentabilidade, é essencial discutir caminhos concretos para alcançá-la.

“A Glocal tem se firmado como um espaço de construção de soluções, pensando de maneira local, mas agindo para que esse local tenha uma interferência positiva no âmbito global”, comentou.

Leia também: Glocal Amazônia 2025 abre programação com debates sobre sustentabilidade, tecnologia e economia da floresta

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Ministério da Cultura alerta sobre risco estrutural de prédios históricos em Manaus

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Foto: Adneilson Severiano/Acervo Rede Amazônica AM

O Ministério da Cultura reconheceu oficialmente riscos estruturais em prédios históricos do Centro de Manaus (AM). A falta de manutenção e preservação desses imóveis se arrasta há anos, oferecendo perigo para frequentadores e para a população que circula pela região.

Entre os edifícios em situação crítica está o Colégio Amazonense Dom Pedro II, na Avenida Sete de Setembro, uma das áreas mais antigas da cidade.

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O prédio centenário, com 139 anos, apresenta sinais visíveis de deterioração, como rachaduras em colunas, janelas quebradas, grades enferrujadas e até vegetação crescendo nas fachadas.

No interior da escola, a situação é ainda mais grave. Imagens registradas por estudantes mostram pisos de madeira quebrados, infiltrações, vazamentos no teto e banheiros sem pias. Professores relatam que os problemas levaram à suspensão das aulas em abril deste ano.

Leia também: Relatório técnico aponta risco crítico no Sítio Arqueológico de Paricatuba

Alunos afirmam que vistorias realizadas por órgãos competentes não resultaram em melhorias.

“Principalmente na questão do segundo andar, parece que vai cair. E vai molhando as salas, tanto as lousas. A gente pede urgência, porque são mais de mil alunos todos os dias aqui”, disse a estudante Lara Amorim.

Outros prédios

Além do Colégio Amazonense, o dossiê do Ministério da Cultura aponta outros prédios tombados com problemas estruturais, como o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, a Santa Casa de Misericórdia — desativada há mais de 20 anos — e imóveis no entorno do Teatro Amazonas e do Porto de Manaus.

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Prédio onde funcionou Santa Casa de Misericórdia, em Manaus. Foto: Camila Henriques/Acervo Rede Amazônica AM

O documento foi enviado à Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento do deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM).

No ofício, assinado pela ministra Margareth Menezes, o ministério destacou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aplicou diversos autos de infração nos últimos dois anos, confirmando a precariedade dos imóveis tombados em Manaus.

*Com informações de Naine Carvalho, da Rede Amazônica AM

Setor hoteleiro registra mais de 90% de ocupação para o período da 54ª Expofeira do Amapá

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Foto: João FIgueiredo/Arquivo Pessoal

A 54ª Expofeira do Amapá já demonstra sucesso antes mesmo de sua abertura oficial, neste sábado (30). A maior vitrine de negócios sustentáveis da Amazônia, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, movimenta a economia local, gera empregos e atrai visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior, com mais de 90% de ocupação na rede hoteleira.

De acordo com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), os dados são referentes aos nove dias de programação e refletem diretamente na importância do evento realizado pelo Governo do Amapá. A 54ª Expofeira deve receber delegações de outros estados brasileiros e de países como China e Guiana Francesa, fortalecendo o turismo de negócios e a integração internacional.

“A Expofeira é uma vitrine do potencial produtivo do nosso estado, e os números mostram que o turismo de eventos é um segmento estratégico para o crescimento da economia. Temos turistas de vários estados e até de países vizinhos que vêm prestigiar a feira e movimentar nossa rede de serviços”, destaca a secretária de Estado do Turismo, Syntia Lamarão.

Foto: Jorge Júnior/GEA

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amapá (ABIH-AP), Ricardo Bueno, reforçou que o evento representa um marco para o setor de hospedagem e para a economia estadual. Segundo Bueno, os hotéis da capital estão totalmente ocupados, e as hospedagens na região metropolitana já beiram os 100% de lotação.

“A 54ª Expofeira tem gerado uma movimentação econômica muito positiva no Amapá. Estamos com os hotéis lotados, o que impulsiona toda a cadeia produtiva, desde a alimentação até o turismo. É gratificante perceber esse impacto e ver que eventos desse porte estimulam investimentos no setor, garantindo que os visitantes se sintam bem acolhidos em nosso estado”, ressaltou Bueno.

Centro de Atendimento ao Turista (CAT)

Durante a 54ª Expofeira do Amapá os visitantes serão contemplados com o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), para que possam oferecer informações e orientações para que aproveitem ao máximo o evento e a capital amapaense.

O CAT será um ponto estratégico de apoio ao público, com serviços que vão desde a divulgação da programação diária até indicações de passeios e locais para degustar as iguarias típicas da região. A iniciativa busca fortalecer o turismo e ampliar a experiência dos visitantes na maior vitrine de negócios sustentáveis da Amazônia.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Mais de 112 mil pessoas vivem em áreas de risco alto e muito alto em Manaus

Foto: Divulgação/SGB

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quarta-feira (27), os resultados da atualização do mapeamento de áreas de risco geológico de Manaus (AM). O levantamento indica que, aproximadamente, 112 mil pessoas vivem em 438 setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) para desastres como inundações, alagamentos, enxurradas, erosões e deslizamentos. A entrega do relatório foi feita à prefeitura e à Defesa Civil municipal para subsidiar ações de prevenção e planejamento urbano.

De acordo com o estudo, a capital amazonense possui 362 setores de risco alto e 76 de risco muito alto. Em relação ao levantamento anterior, realizado em 2019, é observado um aumento do tamanho de áreas de risco em km², no número de moradias e de pessoas vivendo nessas áreas mapeadas. Na época, havia 73 mil pessoas nos setores classificados como de risco alto e muito alto, agora esse número saltou para aproximadamente 112 mil.

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A atualização do mapeamento indica que todas as zonas administrativas apresentam áreas de risco, com destaque para as zonas Leste e Norte, que concentram maior número de setores e domicílios vulneráveis. Entre os bairros, os que mais se destacam pelo número de moradias em risco registrado são:

  • Jorge Teixeira,
  • Cidade Nova,
  • Gilberto Mestrinho,
  • Alvorada,
  • Mauazinho
  • e Nova Cidade.

Juntos, esses seis bairros concentram 194 setores de risco alto e muito alto, abrangendo mais de 13 mil domicílios e aproximadamente 52 mil pessoas vulneráveis aos processos geológicos e hidrológicos identificados.

O pesquisador em geociências do SGB, Elton Andretta, explica que o crescimento urbano desordenado de Manaus, observado há décadas, é o principal fator para a existência de áreas de risco. Segundo ele, o cenário se agrava porque a cidade é cortada por diversos igarapés e rios, que atravessam todas as zonas administrativas.

“A ocupação irregular nas planícies de inundação e sobre as drenagens deixa as casas vulneráveis a enchentes, alagamentos, inundações e enxurradas, além de erosões de margem fluvial”, detalha.

O estudo mostra ainda que os meses de janeiro a abril, período de maior intensidade de chuvas, concentram a maior parte dos registros de ocorrências. O SGB também identificou que parte das áreas mapeadas em 2019 passou por intervenções de mitigação, mas o crescimento urbano desordenado e a ocupação de áreas impróprias para habitação continuam sendo fatores que ampliam a vulnerabilidade da população.

mapeamento area de risco manaus
Imagem: Divulgação/SGB

No estudo, o SGB apresenta recomendações para reduzir os riscos existentes, principalmente, nos setores classificados como de risco muito alto.

“Esses 76 setores mapeados devem ser priorizados pelas municipalidades na questão de intervenções estruturais (obras) e não estruturais (alertas, gestão e gerenciamento), visando a mitigação dessas áreas. Para não agravar mais a situação, o planejamento urbano do município é de extrema importância, combatendo as invasões e ocupações irregulares, realizando de obras de urbanização e infraestrutura contínuas por toda a cidade”, ressaltou Andretta.

O mapeamento de áreas de risco é um dos principais trabalhos que o SGB realiza em todo o país para apoiar o poder público em ações de prevenção de desastres. Mais de 1,7 mil municípios brasileiros já receberam esse estudo.

Leia também: Voçorocas: as crateras que se formam na região urbana de Manaus

Atualização do mapeamento de áreas de risco

O levantamento anterior foi realizado em 2019 e, na ocasião, foram identificados 634 setores de risco alto e muito alto, onde viviam, aproximadamente, 73 mil pessoas. A variação no número de setores observada no novo mapeamento decorre da aplicação de metodologias e tecnologias mais precisas e atualizadas.

Para a atualização, o SGB adotou uma nova metodologia, considerando apenas os setores de risco alto e muito alto. Também foram utilizadas tecnologias como imagens de maior resolução e drones, o que permitiu unir em um mesmo setor áreas vizinhas que antes eram contabilizadas separadamente. Além disso, foi usada a base de dados domiciliar do Censo 2022 do IBGE, o que proporcionou maior precisão na estimativa populacional.

*Com informações do Serviço Geológico do Brasil

Microrganismos da Amazônia revelam potencial agrícola e farmacêutico

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Microbioma amazônico é uma fonte ainda pouco explorada de inovação para a agricultura sustentável. Foto: Juan Lopes Teixeira

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), campus de Piracicaba, revelou o potencial de microrganismos isolados da floresta amazônica na promoção do crescimento de plantas, no controle de doenças agrícolas e na descoberta de compostos bioativos inéditos.

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A pesquisa explorou actinobactérias, um grupo de bactérias conhecido pela rica produção de metabólitos com aplicações agrícolas e farmacêuticas.

De autoria da bióloga Naydja Moralles Maimone, a pesquisa foi financiada pela FAPESP e realizada no Laboratório de Microbiologia Agrícola e Química de Produtos Naturais, sob orientação da professora Simone Lira.

O projeto reuniu pesquisadores da Esalq, da USP de São Carlos e da Simon Fraser University, do Canadá. “As actinobactérias estudadas foram isoladas de solos amazônicos e estavam armazenadas no Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq. Destacamos o caráter interdisciplinar desse estudo, que englobou diferentes áreas da microbiologia, genética e química orgânica”, conta Maimone à Assessoria de Imprensa da Esalq.

O estudo utilizou técnicas avançadas de metabolômica e genômica, revelando como o microbioma amazônico é uma fonte ainda pouco explorada de inovação para a agricultura sustentável.

Leia também: Microrganismos do solo também estão ameaçados por substituição de florestas por pastagens na Amazônia

Duas das linhagens avaliadas se destacaram. A Streptomyces sp. AM25 demonstrou forte potencial como bioinsumo agrícola, promovendo o crescimento de plantas de milho e inibindo fungos que atacam culturas como soja, milho e tomate.

A Streptantibioticus sp. AM24 surpreendeu por produzir compostos inéditos, como duas novas acidifilamidas, tripeptídeos (um tipo de peptídeo composto por três aminoácidos) com estruturas químicas não usuais, uma delas contendo uma modificação que ainda não havia sido descrita anteriormente em metabólitos originados de microrganismos.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp

Árvores da Amazônia já registram efeitos de secas intensas

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Anéis dos troncos de árvores espelham a variação anual de chuva. Foto: Leó Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP

No último século, as árvores da Amazônia e de outras regiões tropicais têm resistido aos períodos de seca intensa, mesmo quando duram mais de um ano, e retomam depois o crescimento. No entanto, já se notam os efeitos de temperaturas mais altas. Ao longo desses 100 anos, os episódios de estiagem severa induziram uma leve redução no crescimento do diâmetro das árvores, o suficiente para aumentar em 10% a taxa de mortalidade. Se o calor continuar a se ampliar, o desenvolvimento tende a diminuir de forma mais acentuada e a mortalidade aumentará, de acordo com um artigo publicado em 31 de julho na Science.

As conclusões se basearam em análises feitas em colaboração com 150 pesquisadores de 124 instituições, 17 delas brasileiras, que participam da rede internacional Tropical Tree-ring Network (TTRNetwork), financiada no Brasil pela FAPESP. Eles examinaram os efeitos de secas extremas e do aquecimento global por meio da variação da espessura dos anéis de crescimento do tronco de mais de 10 mil árvores do Brasil e de outras regiões tropicais.

“Até aqui, as árvores se mostraram resilientes às secas extremas”, observa o biólogo Peter Groenendijk, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos autores principais do artigo.

Resiliência, ele explica, é a capacidade de retornar ao estado anterior após um distúrbio. “Desde 1930, o crescimento nos períodos de seca intensa diminuiu em média 2,5%, mas as plantas cresceram normalmente na estação chuvosa seguinte”.

Notou-se a retomada do crescimento após secas intensas mesmo em ambientes de regiões de clima mais quente, como a Caatinga brasileira. Nesse bioma, as reduções de crescimento em anos de secas severas foram de até 10%, mas as árvores retomavam o ritmo normal de crescimento quando voltava a chover.

Leia também: Secas mais frequentes e intensas reduzem capacidade da Amazônia de recircular água e estocar carbono

Temperaturas mais altas, crescimento menor das árvores

No entanto, a intensidade das secas e a redução do crescimento aumentaram nas últimas décadas. “Caso essa tendência se acentue com as mudanças climáticas, a mortalidade das árvores e as emissões de gases de efeito estufa [GEE] podem aumentar”, alerta Groenendijk.

O aumento de 10% nas taxas de mortalidade das árvores, por si só, resultou em uma emissão de GEE equivalente à de um país do porte da Alemanha, com 85 milhões de habitantes.

Em um trabalho anterior com 99 espécies em cinco continentes, a equipe da TTRNetwork verificou que o aquecimento global deve reduzir a capacidade das plantas de absorver carbono da atmosfera, como descrito em um artigo publicado na revista Nature Geosciences em 2022. Agora, o grupo ampliou a amostra e examinou o efeito das secas mais intensas ocorridas desde 1930 nos anéis dos troncos de 163 espécies de árvores.

A largura de cada anel reflete o crescimento ao longo de um ano, variando nos períodos de chuva ou de seca. Para examinar os anéis sem cortar a árvore, os pesquisadores retiram um cilindro do caule usando um tipo especial de broca manual ou motorizada, deixando um furo de cerca de 1 a 3 centímetros (cm). Essa amostragem atravessa o tronco, mas não compromete o desenvolvimento das árvores. Segundo Groenendijk, as árvores se recuperam desse tipo de ferida.

O caule das árvores é formado por vasos que transportam a água e os nutrientes absorvidos do solo. Na seca extrema, a coluna de água pode se romper, formando bolhas que bloqueiam o fluxo e, dependendo da quantidade de vasos afetados, levar o sistema de circulação do vegetal ao colapso.

“Se a temperatura subir demais e as secas se tornarem mais intensas, as árvores mais velhas devem começar a morrer e as mais jovens a viver menos tempo”, alerta o biólogo Giuliano Locosselli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), um dos autores do estudo, responsável por coletas em Minas Gerais e São Paulo.

No Cerrado e na Caatinga, Groenendijk testa outro método, com sensores que monitoram o fluxo de água e a transpiração, para ver o limite de temperatura e de falta de água que as árvores suportam.

aneis de arvores
Nelson-Jaen, da Unicamp, examina um mogno brasileiro (Swietenia) coletado no Acre (à esq.). Amostras de anéis de espécies tropicais de árvores (à dir.). Foto: Peter Groenendijk/Unicamp

Variação extrema

A seca intensa que afeta o crescimento das árvores não significa necessariamente que a precipitação anual na Amazônia esteja diminuindo. Segundo o biólogo brasileiro Bruno Cintra, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, o clima na Amazônia está se tornando cada vez mais extremo, com chuvas torrenciais no verão, alternadas com invernos mais secos.

Cintra analisou a proporção de diferentes tipos de isótopos (formas de mesmo elemento químico com massa atômica diferente) de oxigênio, que varia conforme a quantidade de chuva e é incorporado aos troncos. Desse modo, a proporção dos isótopos nos anéis de crescimento indicará a intensidade da chuva de cada ano.

No estudo, anéis de troncos de espécies distintas indicaram a variação de chuva ao longo do ano. O cedro-cheiroso (Cedrela odorata), árvore de áreas não alagáveis, serviu de referência para a estação chuvosa, enquanto o arapari-branco (Macrolobium acaciifolium), adaptado a ambientes alagáveis, foi usado como parâmetro para a estação seca. “Conseguimos medir a chuva de cada ano sem precisar de dados climáticos da Amazônia, que são escassos”, destaca Cintra.

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Anel tropical

Por muito tempo, os especialistas no estudo dos anéis de crescimento, ciência conhecida como dendrocronologia, consideraram que as árvores dos trópicos, por viverem em lugares sem grandes variações entre as estações do ano, teriam um crescimento contínuo e formariam uma madeira uniforme. Presumia-se que os anéis eram resultado de estações bem delimitadas nas árvores de regiões temperadas, como as sequoias (Sequoia sempervirens), que podem viver mais de 2 mil anos, com troncos de 10 m de diâmetro e altura de até 100 m.

Nas regiões de clima mais ameno dos hemisférios Norte e Sul, o crescimento do tronco das árvores diminui gradativamente até parar no inverno e recomeçar na primavera. O contraste entre a madeira mais escura formada no final da estação de crescimento com a madeira mais clara gerada no verão resulta em anéis bem delimitados.

A partir dos anos 1980, os estudos nessa área deixaram claro que a variação do clima nos trópicos poderia ser suficiente para promover a formação de anéis anuais de crescimento, embora em muitas espécies sejam difíceis de visualizar. Por isso, os pesquisadores preferem as espécies que produzem anéis facilmente identificáveis, como os cedros (Cedrela spp.), a araucária (Araucaria angustifolia) e o jatobá (Hymenaea spp.).

“Nos trópicos, variações no clima podem fazer com que o crescimento das árvores se torne irregular”, ressalta a engenheira florestal Ana Carolina Barbosa, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), que fez coletas na Amazônia ocidental e em regiões mais secas de Mata Atlântica, no norte de Minas Gerais, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo ela, uma das dificuldades desse trabalho são os chamados falsos anéis, que se formam fora da época esperada, quando chove excepcionalmente muito. Já em anos de seca extrema, nas regiões mais áridas, as árvores podem deixar de crescer e não formarem o anel de crescimento, dificultando a datação e a identificação da oscilação do clima,

“Os anéis podem se tornar bem mais largos nas regiões tropicais do que nas temperadas”, reforça Locosselli. Por exemplo, os anéis do guapuruvu (Schizolobium parahyba), que cresce com rapidez em clareiras ou regiões desmatadas, podem passar de 3 cm de espessura, enquanto os das sequoias podem ter em média menos de 1 milímetro (mm).

Com base nesse conhecimento, Locosselli verificou que a tipuana (Tipuana tipu), espécie de copa larga e flores amarelas, que chega a 25 metros de altura, cresce bem sob temperaturas altas, mesmo nos períodos de seca intensa, como mostrado em um artigo publicado em maio de 2024 na revista Urban Climate. Segundo ele, a tipuana ajuda não só a amenizar a temperatura das cidades, mas também a sequestrar carbono da atmosfera, por causa de sua capacidade de crescer com rapidez.

Projetos
1. DendroGrad: Aplicando anéis de crescimento, anatomia da madeira e atributos hidráulicos em um gradiente ambiental para avaliar as respostas de crescimento de três espécies tropicais à fertilização por CO2 (nº 18/01847-0); Modalidade Jovem Pesquisador; Pesquisador responsável Peter Stoltenborg Groenendyk (Unicamp); Investimento R$ 1.300.245,40.
2. Florestas funcionais: Biodiversidade a favor das cidades (nº 19/08783-0); Modalidade Jovem Pesquisador; Pesquisador responsável Giuliano Maselli Locosselli (USP); Investimento R$ 1.399.634,55.

Artigos científicos
LOCOSSELLI, G. M. et al. Stress-tolerant trees for resilient cities: Tree-ring analysis reveals species suitable for a future climate. Urban Climate. v. 55, 101964. 11 mai. 2024.
ZUIDEMA, P. A. et al. Pantropical tree rings show small effects of drought on stem growth. Science. v. 389, n. 6759, p. 532-8. 31 jul. 2025.
ZUIDEMA, P. A. et al. Tropical tree growth driven by dry-season climate variability. Nature Geoscience. v. 15, p. 269-76. 31 mar. 2022.

*O conteúdo foi originalmente publicado Revista Pesquisa Fapesp, escrito por Gilberto Stam

Você sabia que alguns peixes “se disfarçam” de cobras?

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Poraquê. Foto: Phelipe Janning/Agência FAPESP

Assim como existem espécies de cobra que nadam tão bem quanto peixes, também há muitos peixes que parecem com as serpentes. A semelhança se dá principalmente pelo formato alongado do corpo e, em alguns casos, por conta daquela cara de zangada que certas cobrinhas têm.

Entre os peixes muito bem disfarçados, pode-se destacar as enguias (família Anguillidae), as moreias (família Muraenidae), as piramboias (família Lepidosirenidae) e o muçum (Família Synbranchidae).

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Entre esses animais que “se disfarçam”, alguns são encontrados na Amazônia, como o poraquê (Electrophorus voltai), um dos integrantes da família das enguias.

Natural da Bacia Amazônica, ele é capaz de produzir descarga elétrica de até 860 volts – cerca de quatro vezes a voltagem de uma tomada de 220 volts. 

Leia também: Especialistas explicam se peixe-elétrico consegue mesmo matar um ser humano

Peixes simpáticos e inofensivos

Outros aspirantes a serpentes são a piramboia e o muçum, peixes de água doce com nomes que vêm da cultura indígena. Na língua dos tupis – população originária que vivia na costa brasileira quando os portugueses chegaram no Brasil, no século XVI –, o termo “pirá” significa “peixe” e “mboia”, “cobra”; enquanto “mu’su” significa “escorregadio”.

Essa característica, inclusive, é comum aos dois peixes, uma vez que secretam um tipo de muco pela pele. Isso faz com que eles consigam se movimentar rapidamente, escapando de seus predadores e pregando sustos nas pessoas que se refrescam nos rios. 

Outra curiosidade é que piramboia e muçum podem viver longos períodos em áreas de lama, sem água, para escapar da seca.

A piramboia consegue essa façanha porque possui pulmão: quando está na água, ela precisa subir à superfície de tempos em tempos para buscar ar. (Com habitat exclusivo em água doce, a piramboia pode ser encontrada nas bacias dos rios Amazonas, Paraguai e baixo Paraná, além de países e regiões como Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa).

Leia também: Portal Amazônia responde: peixes conseguem respirar fora d’água?

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Piramboia. Foto: João Paulo Marques D’Andretta

Já o muçum tem uma faringe altamente vascularizada, que funciona de forma similar ao órgão responsável pela respiração. Por isso, durante à noite, é comum encontrá-lo rastejando pelo chão, indo de um corpo d’água para outro.

*O conteúdo completo foi escrito por Natasha Pinelli para o Instituto Butantan. A matéria contou com a contribuição e foi validada pelo biólogo e tecnologista do Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEV) do Butantan Fabiano Morezi de Andrade.