Reconhecida mundialmente por sua carreira no cinema e atuação em causas humanitárias, Jolie está no país com uma agenda voltada à defesa dos direitos indígenas e à preservação ambiental. Um dos pontos altos da visita foi seu encontro com o cacique Raoni, importante liderança do povo Kayapó, na aldeia Piaraçu, localizada na Terra Indígena Capoto-Jarina, na região do Xingu, em Mato Grosso.
Jolie teve a oportunidade de conhecer o trabalho autoral de Duarte, que mistura moda, arte e ancestralidade. Em suas redes sociais, o estilista compartilhou a emoção do momento.
“Hoje foi um dia muito especial, tive a honra de apresentar o meu trabalho a @angelinajolie, um trabalho feito por muitas mãos, com muito amor e afeto”, afirmou na postagem.
Maurício Duarte é conhecido por desenvolver peças que valorizam os saberes ancestrais e a força criativa das mulheres da floresta.
“Tenho a satisfação de poder colaborar com mulheres potentes que fazem dos nossos saberes ancestrais verdadeiras obras de arte, que encantam os olhos de quem conhece mais da nossa cultura! Viva a força ancestral que vem da floresta, viva”, escreveu.
Em sua publicação, Duarte destacou ainda a importância de acreditar nos próprios sonhos e agradeceu a todos que contribuíram para esse momento marcante. “É em momentos como o de hoje que reforço a importância de acreditarmos nas nossas ideias e nos nossos sonhos”, declarou o estilista na postagem.
O carnavalesco, comentarista e pesquisador, Milton Cunha, visitou os galpões dos bois Caprichoso e Garantido, durante viagem a Parintins, nesta sexta-feira (4). Na ilha amazonense, ele acompanhou de perto os preparativos para o 58º Festival Folclórico de Parintins, que este ano acontece nos dias 27, 28 e 29 de junho.
O Festival de Parintins é protagonizado pelos bois Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho), em uma disputa ao longo de três noites. Na arena, conhecida como bumbódromo, cada boi tem 2h30 por noite para apresentar o espetáculo pautado em um tema anunciado meses antes. No centro do bumbódromo, 21 itens são avaliados por jurados e, ao fim das três noites, o bumbá com a maior somatória de notas é o grande campeão.
Ao desembarcar na terra dos bumbás, Milton iniciou a visita no galpão do Boi Caprichoso, onde viu a confecção de roupas e alegorias do boi azul e branco. No encontro com artistas e a diretoria do bumbá, ele destacou a força da contribuição indígena e negra na identidade cultural do povo amazônico.
Do outro lado da cidade, o carnavalesco conheceu a Cidade Garantido, reduto do bumbá vermelho e branco. No local, se encontrou com diretores e artistas, e aproveitou para se unir a batucada do boi onde performou tocando rocar – um tipo de chocalho usado para embalar as toadas de boi-bumbá.
Milton ainda passou pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde conheceu o Projeto Ocara — uma iniciativa dedicada à valorização da cultura regional.
Durante as visitas, o carnavalesco falou sobre a importância do festival para a cultura brasileira, ao que se referiu como uma referência.
“É impressionante como o talento, a potência de Parintins, acaba definindo a cara do Carnaval brasileiro. O que me seduz, em Parintins, no Festival, é a capacidade do povo de dançar, cantar e contar grandes histórias”, afirmou.
Pela parte da noite, Milton Cunha concluiu a visita a Parintins com festa nos ensaios noturnos dos bois, fechando a programação com muita emoção e energia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Terra Indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, nesta sexta-feira (4) e encontrou, na Aldeia Piaraçu, com o Cacique Raoni, liderança de destaque na atuação política em prol da defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas. O presidente também se reuniu com as demais lideranças indígenas que habitam a bacia do Rio Xingu.
No encontro, Raoni foi recebido na Ordem Nacional com a Grã-Cruz, maior condecoração do Estado brasileiro.
“Guerreiro incansável da defesa dos povos indígenas, da Amazônia e do meio ambiente”, afirma Lula.
O decreto está publicado no Diário Oficial da União. “É com muita alegria que fazemos esse reconhecimento com a medalha Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, a mais alta condecoração do Estado Brasileiro. Guerreiro incansável na defesa dos povos indígenas, do meio ambiente e da Amazônia, nosso querido Raoni segue ativo em sua nobre missão de semear a cultura indígena e o respeito aos povos originários e à floresta”, ressaltou Lula.
O presidente diz ainda que nenhum “palácio” do mundo que já visitou como chefe de Estado, entre mais de um centena, é mais importante do que este.
Assista à cerimônia:
O presidente da República foi recebido em meio a danças e cantos indígenas.
“Somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seus direitos e trabalha dia e noite, noite e dia, para que eles sejam assegurados. Não só respeitamos e reconhecemos, mas admiramos e amamos seus saberes e sua cultura”, declarou o presidente Lula durante seu discurso.
Trajetória
Falando em seu idioma, o cacique Raoni recordou sua trajetória na luta pelos direitos dos povos indígenas. “Eu, desde jovem, sempre lutei por nosso povo, pelo direito do nosso povo, pelas nossas terras e pela nossa gente. Só isso que eu fiz até hoje e agora vocês estão me vendo mais idoso, mas há muito tempo eu venho lutando por nós, povos indígenas”, disse.
Raoni declarou ao presidente Lula seu desejo de que ambos sejam vistos como exemplos em busca da paz.
“Quero que a gente seja exemplo para outras pessoas, para que, depois de nós, quando partirmos, essas pessoas possam continuar defendendo outras pessoas, com esse trabalho de ajudar, proteger, garantir a paz, para que todos tenham paz”.
Na cerimônia, o presidente Lula e a primeira-dama Janja foram homenageados pelas mãos de Raoni com um colar de conchas, e de um cesto cargueiro, por Kokonã, filha do cacique.
Proteção
O presidente afirmou que, além das homenagens, foi o momento de escutar as demandas das lideranças indígenas. Lula enfatizou que assegurar os direitos indígenas é prioridade no Governo Federal e destacou a demarcação de terras e os processos de desintrusão que estão ocorrendo em terras indígenas. Ele também afirmou que os povos indígenas são fundamentais para atingir o desmatamento zero da Amazônia até 2030, reconhecendo que, sem eles, os eventos climáticos seriam ainda mais extremos.
“Reconhecemos os direitos e temos a exata noção do papel indispensável dos povos indígenas para a preservação da floresta e para nosso enfrentamento à mudança do clima. Sem a proteção dos povos indígenas, o cuidado com a floresta e os rios, a crise climática traria eventos ainda mais extremos – de secas a inundações – para toda a população brasileira, sem exceção”.
O esforço na proteção dos povos originários brasileiros, destacou o presidente, é cumprir um dever constitucional, com políticas públicas que assegurem integralmente os direitos. “Não fazemos mais do que garantir o que prevê a Constituição. Sabemos que muitas vezes o tempo das coisas é mais lento do que as vontades. As de vocês e as nossas. Mas olhamos para o mesmo rumo, temos o mesmo propósito e a certeza de que o Brasil que queremos e que estamos construindo respeita e valoriza nossos povos originários”, disse o presidente.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, registrou os avanços dos últimos dois anos da atual gestão na questão indígena, como as 13 terras indígenas homologadas. “Com esses dois anos a gente já ultrapassou os 10 últimos anos de outras gestões em demarcações de terras indígenas. Com o presidente Lula, nós assinamos 13 territórios indígenas, que foram homologados. Nós já assinamos, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, 11 portarias declaratórias”, disse.
Além disso, Guajajara ressaltou a representatividade indígena no Governo Federal. “O presidente Lula proporcionou que houvesse indígenas ocupando cargos estratégicos no Governo Federal. Mais do que estar hoje ocupando esses cargos presencialmente, estamos levando também uma conscientização e compreensão sobre o que é ser indígena neste país, um trabalho de fazer com que as pessoas entendam o papel que os povos e territórios indígenas exercem para o Brasil e para o mundo”, disse a ministra.
Também participaram da cerimônia as ministras Margareth Menezes (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima); Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania); os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária); Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar); a presidenta da Funai, Joenia Wapichana; o secretário de Saúde indígena, Ricardo Weibe Tapeba; e as deputadas federais Célia Xakriabá, Dandara Tonartzin, Juliana Cardoso.
A Marujada de São Benedito, mais do que uma festividade religiosa, é uma manifestação da identidade cultural do Pará, unindo gerações em torno de uma herança rica que inclui culinária, música e, principalmente, dança. Com origens ligadas à Irmandade do Glorioso São Benedito, fundada em 1798, a festividade nasceu da luta dos escravizados para celebrar sua fé, simbolizando resiliência e busca por dignidade da comunidade afrodescendente.
Os primeiros rituais da Marujada de São Benedito acontecem entre abril e maio, por meio das esmolações – conjunto de atos religiosos realizados por três comitivas de esmoleiros que percorrem regiões como campos, colônias e praias próximas a Bragança e outros municípios. Nessas peregrinações são angariadas doações para a realização do evento.
A festividade tem início no dia 18 de dezembro, às 5h, com a Alvorada, e segue até o dia 26 do mesmo mês, se encerrando com a tradicional procissão.
No dia 1º de janeiro ocorre a cerimônia de troca de bastões, marcando a transição de juízes responsáveis pela festividade nos anos seguintes.
A festividade de São Benedito acontece em diversos municípios paraenses, como Bragança, Augusto Corrêa, Capanema, Primavera, Quatipuru e Tracuateua, além de alcançar localidades da Região Metropolitana de Belém, como Ananindeua. Sua relevância cultural foi reconhecida oficialmente, garantindo proteção por meio de legislação patrimonial.
Além das celebrações, outro símbolo da devoção a São Benedito é a estátua localizada no mirante de Camutá, em Bragança, que domina a vista do rio Caeté e reforça a importância da festividade para a identidade local.
Em 2024, a Marujada de São Benedito se tornou Patrimônio Cultural do Brasil e representa um passo fundamental para a preservação das tradições que moldam a cultura da região, reafirmando seu valor para as futuras gerações.
Um grave incidente com um jato TF-7 da Força Aérea Brasileira (FAB) deixou a população manauara em estado de choque no dia 21 de julho de 1968. A aeronave, em um voo rasante sobre a região central da cidade, colidiu com a cruz da torre da Igreja dos Remédios, danificando a estrutura e perdendo parte da asa direita.
O acidente, registrado por ‘O Jornal’, poderia ter resultado em uma tragédia, mas, apesar de uma pessoa ter sofrido ferimentos devido aos estilhaços, não houve vítimas fatais.
Ainda de acordo com informações da publicação, o barulho do impacto causado pela “chuva” de destroços da aeronave e fragmentos de concreto da cruz, que caíram na Praça dos Remédios, “foi ensurdecedor”. O tumulto causado pela situação levou a momentos de pânico entre os pedestres.
‘O Jornal’ mostrou a situação da torre da Igreja dos Remédios. Foto: Reprodução/Acervo/O Jornal
O jornal destacou ainda que, apesar do estrago, o piloto conseguiu manter o controle do avião e realizar um pouso seguro. Fotos do incidente mostram a aeronave em solo com a extremidade da asa coberta por uma lona, evidenciando a gravidade do impacto.
Autoridades da Aeronáutica afirmaram que um erro de cálculo durante a manobra pode ter sido a causa do acidente e que uma investigação seria conduzida para apurar os detalhes.
A Igreja dos Remédios, um dos patrimônios históricos de Manaus, também sofreu danos estruturais com a destruição parcial de sua cruz. Engenheiros civis foram acionados para avaliar os reparos necessários.
À época, o incidente levantou questões sobre a segurança dos treinamentos da FAB em áreas urbanas e reforçou a necessidade de maior controle sobre esses voos na cidade de Manaus.
Em 2023, foram mapeados 5,7 milhões de hectares de vegetação secundária com pelo menos seis anos de idade no bioma Amazônia, dos quais 4 milhões de hectares estão em áreas de baixo potencial agrícola, ou seja, não competem com o cultivo de grãos.
A restauração florestal surge como uma estratégia essencial para mitigar as mudanças climáticas, removendo grandes quantidades de CO₂ da atmosfera, recuperando a biodiversidade e fortalecendo funções ecológicas, como a regulação climática e o controle da erosão. No bioma Amazônia, a vegetação secundária desempenha um papel central nesse processo, representando uma oportunidade de recuperação ambiental em larga escala a baixo custo.
Os estados que concentram as maiores áreas de vegetação secundária em terras de baixa aptidão agrícola são Pará (1,88 milhões de hectares), Amazonas (612 mil hectares) e Mato Grosso (606 mil hectares). Já as áreas de vegetação secundária em regiões de alto potencial agrícola estão mais presentes no Pará (676 mil hectares) e Mato Grosso (481 mil hectares).
Distribuição da Vegetação Secundária com Idade Mínima de 6 anos em Áreas de Alto e Baixo Potencial Agrícola no Bioma Amazônia, em 2023. Fonte: com base nos dados de Imazon (2024), Brandão et al. (2020), IBGE (2019), IBGE (2022), INPE (2024d), ISA (2020), FUNAI (2024), ICMBio (2024) e SFB (2020).
O estudo também destaca que a vegetação secundária em áreas de baixa aptidão agrícola está concentrada principalmente em imóveis privados do Sistema de Gestão Fundiária (29%), áreas públicas não destinadas (16%), áreas com Cadastro Ambiental Rural (15%) e assentamentos rurais (15%). Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas que protejam e incentivem a restauração dessas áreas.
Restauração florestal e desenvolvimento sustentável
A pesquisa indica que garantir a conservação dessas áreas exige um esforço coordenado entre políticas públicas, incentivos econômicos e estratégias de governança territorial. Entre as principais recomendações estão:
Criação de um sistema de monitoramento contínuo da vegetação secundária;
Priorizar a vegetação secundária em áreas que não competem com a produção agrícola na regularização ambiental;
Divulgação ampla dos benefícios econômicos e legais da restauração florestal;
Destinação de áreas públicas não destinadas para conservação e usos sustentáveis;
Implementação de incentivos para proprietários rurais que transformem terras agricultáveis em áreas florestais;
Fortalecimento das concessões florestais como estratégia para a recuperação de terras degradadas.
Com um total de 29,7 milhões de hectares de áreas desmatadas com baixa aptidão para a produção de grãos, há um enorme potencial para a restauração florestal na Amazônia, especialmente por meio da regeneração natural. Esse estudo reforça a necessidade de ações concretas para garantir que a vegetação secundária seja protegida e se torne um pilar da estratégia nacional de enfrentamento das mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável.
A inteligência artificial está sendo usada pela startup amapaense Bactolac para medir o peso e comprimento de peixes na Amazônia. O objetivo é usar a tecnologia no processo mais preciso da piscicultura, evitando o estresse dos animais em razão do manuseio e fornecendo dados em tempo real para a produção.
A ideia inovadora fez com que a empresa fosse a campeã do Desafio do Pescado 2025, que ocorreu no último dia 27 de março em São Paulo. No evento, concorreram 15 startups ligadas ao setor da Agtech.
Inteligência artificial e psicultura
A empresa usa uma espécie de biometria automatizada em peixes. Por meio de uma análise computacional de imagens, os técnicos da empresa conseguem captar dados dos animais sem precisar fazer o manuseio direito deles.
Segundo a Bactolac, a tecnologia gera o fortalecimento da indústria pesqueira e da saúde dos organismos aquáticos. Para isso, é necessário fazer biometrias em um intervalo de 15 dias ou de 30 dias. A análise produz dados do desempenho dos animais e a quantidade de ração que ele precisa ingerir.
Desafio do Pescado 2025
Criado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o desafio selecionou 15 startups para apresentar seus modelos de negócio e propostas de solução para o setor. Essa foi a 1ª edição da premiação.
Foto: Divulgação/Bactolac
O CEO da empresa, Antonio Carlos, destaca que a conquista do prêmio gera diversos retornos positivos à empresa:
Possibilidade de estabelecer parcerias tecnológicas e comerciais;
Mentorias técnicas e de negócios;
Acesso à rede de inovação e conexões do setor;
Oportunidades de networking com indústrias e investidores;
Premiação simbólica para as melhores soluções.
“Vencer esse desafio é uma oportunidade de aproximação com a indústria de piscicultura e de oferta da nossa solução para a indústria demandante dos desafios, alcançando cada vez mais mercados”, disse Carlos.
A Bactolac foi criada em 2020 durante o programa Inova Amazônia do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ela é fruto da tese de doutorado de Antonio Carlos, CEO da empresa.
A empresa faz parte do portfólio do “Hub CNA” (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), responsável por mapear e tornar as soluções tecnológicas acessíveis aos produtores rurais.
De acordo com dados da plataforma do Sebrae Startups, a plataforma conta com mais de 18.000 startups cadastradas. O mercado é visto como uma nova alternativa de empreendimento.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou uma redução de 7,57% na área desmatada no Estado, entre 1º e 31 de março de 2025, totalizando 8.302 hectares, contra 8.982 hectares no mesmo período de 2024. O número de ocorrências também caiu 56,77%, com 1.017 alertas, comparado a 2.353 no mês de março do ano anterior.
Além disso, os focos de calor apresentaram uma queda de 31,42%, com 24 identificados em março deste ano, em comparação com 35 no mesmo período em 2024.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, esses números refletem o monitoramento contínuo realizado pelo Ipaam, por meio do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), que tem utilizado tecnologia avançada para detectar alterações na vegetação e focos de calor em tempo real.
O gestor ressaltou, ainda, que a colaboração entre órgãos ambientais e autoridades competentes é essencial para assegurar a proteção das florestas e a diminuição dos índices de degradação. Nesse contexto, ele mencionou a Rede Mais, uma plataforma inovadora que disponibiliza, diariamente, imagens de 180 satélites de última geração, desempenhando um papel fundamental na preservação das florestas.
Em relação aos focos de calor, a coordenadora do CMAAP, Priscila Carvalho, esclareceu que nem sempre esses focos são indicativos de queimadas. Eles podem ser provocados por atividades humanas, como queimadas controladas, ou por fenômenos naturais, como a vegetação seca. Ela ressaltou:
“Nem todo foco de calor é resultado de uma queimada ilegal. Muitas vezes, eles têm origem em fatores naturais ou em práticas agrícolas devidamente autorizadas”.
Mais dados e multas
Entre 1º e 31 de março de 2025, os municípios com as maiores áreas desmatadas foram:
Lábrea (2.041 hectares),
Novo Aripuanã (1.767 hectares)
e Apuí (973 hectares).
Em relação aos focos de calor:
São Gabriel da Cachoeira registrou 12,
seguido por Santa Isabel do Rio Negro (2)
e Apuí (1).
O desmatamento ilegal, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008, pode resultar em multas de R$ 5 mil por hectare ou fração da área afetada. Esse valor pode ser dobrado em caso de uso de fogo ou incêndios ilegais. Além disso, as áreas desmatadas podem ser embargadas e os equipamentos utilizados na prática ilegal podem ser apreendidos.
Queimadas não autorizadas em áreas agrícolas, destinadas à renovação de pastagens ou cultivo, também são passíveis de autuação, com multas de R$ 3 mil por hectare, conforme o mesmo decreto.
Em caso de denúncias, a população pode entrar em contato com a Gerência de Fiscalização (Gefa) do Ipaam pelo WhatsApp: (92) 98557-9454.
Elizeu Rocha e seu pai, Elisandro Rocha. Foto: Elizeu Rocha/Arquivo Pessoal
Os ribeirinhos Elizeu Rocha, de 20 anos, e o pai Elisandro Rocha, de 47 anos, compartilharam nas redes sociais a aventura de fugir de uma pororoca na ilha do Parazinho, no arquipélago do Bailique, na foz do rio Amazonas. O vídeo foi gravado no dia 30 de março durante uma pescaria:
Elisandro é pescador e descreveu que de longe conseguiu ouvir o barulho da onda se aproximando. Foi quando decidiu ver de perto o fenômeno.
“Essa é a visão de uma grande pororoca que sempre cresce nesses meses. Ela vem com uma distância de uns 500 metros de distância longe da gente, mas a gente já ouve o barulho dela. Eu estava de rabeta e ela [pororoca] é muito grande e tem muita força. A gente corre um risco muito grande”, disse o pescador.
As marés da região podem variar em até nove metros e, quando é lua cheia ou nova, elas avançam para cima da costa. Nas fozes dos rios, o mar é forçado a entrar nos estuários em forma de funil, onde encontra a correnteza dos rios amazônicos.
As ondas se encontram em um lugar onde a profundidade diminui rapidamente. Tudo isso vira uma onda poderosa e assustadora que avança de margem a margem rio acima, arrancando pedaço de barranco e árvores.
A foz do rio Amazonas tem 200 quilômetros de extensão, metade da distância entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Por ano, ele lança no mar 1,2 bilhão de toneladas de sedimentos, uma mistura de lama e nutrientes que vai alimentar peixes e outras espécies que vivem no Atlântico.
A água do Amazonas tinge todo litoral do Amapá. Ela se espalha por até 200 quilômetros da costa e, levada pela corrente norte, chega até a Guiana Francesa.
Maior evento do tipo no país, a 5ª edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam) foi aberta nesta quinta-feira, 3/4, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB).
Ao dar as boas-vindas aos mais de 800 participantes, entre eles mais de 500 vereadores, o deputado presidente destacou o papel da Aleam ao proporcionar um amplo espaço propício ao diálogo e ao aperfeiçoamento institucional dos legisladores municipais, elevando os mandatos dos vereadores nos 62 municípios do Estado.
“O vereador está aqui se preparando para melhor legislar no seu município. Ele tem à disposição diversas oficinas para que possa ser instruído em temas diversos. O legislador sai daqui mais preparado para se comunicar com a população, mais qualificado para servir ao seu povo. Temos hoje, na Aleam, representantes do povo de todo o Amazonas. Fico muito feliz de o Feclam ser um feito da nossa gestão e, sem medo de errar, afirmo que nós temos o maior fórum do tipo no Brasil. Agradeço a todos os deputados estaduais, a todos os vereadores, prefeitos e assessores por confiarem no nosso trabalho e no Feclam”, declarou.
Coordenador da bancada do Norte na Câmara Federal, o deputado federal Sidney Leite (PSD) destacou a importância da iniciativa e parabenizou o deputado presidente pela liderança e ineditismo do fórum.
“Nós somos 65 deputados e deputadas na bancada do Norte na Câmara Federal e, tenha certeza, de que serei porta-voz deste fórum e da importância dele para a nossa região. Parabenizo o presidente Roberto Cidade e a Mesa Diretora desta Casa pela iniciativa, a primeira no país com essa magnitude. Tenham certeza de que falarei deste evento e da importância dele para os nossos legisladores. E vocês, legisladores, aproveitem esse encontro. Vocês têm aqui todas as ferramentas para melhorarem os seus mandatos. Aproveitem!”, falou.
Fotos: Herick Pereira
Presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), a deputada estadual Tia Ju (Republicanos/RJ), disse ver no Feclam uma mão amiga, sobretudo, para os vereadores de primeiro mandato.
“Agradeço ao presidente Roberto Cidade por esse fórum, que é um sucesso. Não fui vereadora e tive que aprender na marra a ser legisladora. Capacitar, estender a mão e acolher também é missão do Feclam e que bom poder participar deste momento tão importante, não apenas para o Norte, mas para o Brasil. Vocês são exemplos para o Brasil”, afirmou.
Representando o governador Wilson Lima, o secretário de Governo, Sérgio Litaiff Filho, parabenizou pelo espaço de troca de ideias, experiências e capacitação.
“Levar para os municípios ideias inovadoras é um dos objetivos deste fórum, aprimorar suas práticas legislativas, enfim, fortalecer ainda mais os mandatos de vocês. Essa é uma grande iniciativa aqui da Casa do Povo e, mais uma vez, parabenizo o deputado Roberto e todos os deputados aqui presentes por promoverem essa capacitação. Em nome do governador do Estado, gostaria de desejar as boas-vindas, desejar que aproveitem ao máximo as capacitações e reafirmar que todas as secretarias estão de portas abertas para recebê-los”, declarou.
Presidente da Câmara Municipal de Anori, Elton Gonçalves Lima, enalteceu a importância da Aleam para o aperfeiçoamento dos trabalhos legislativos no interior do Estado.
“Quero agradecer em primeiro lugar ao presidente Roberto Cidade por nos proporcionar este momento. Já é o quarto Feclam que eu participo e, sem dúvidas, esse fórum é muito importante para o nosso aprendizado. Nossa Lei Orgânica estava há mais de 20 anos sem nenhuma atualização e, hoje, graças a Deus, estamos recebendo-a com muita satisfação para contribuir com os nossos munícipes”, afirmou.