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26° FAO e Ópera em Rede: confira um resumo das ações de 2025

Em 2025, o Teatro Amazonas mergulhou no universo da música lírica na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera – FAO. E a segunda edição do projeto Ópera em Rede, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), buscou democratizar o acesso a música e gerar visibilidade para a cultura amazônica.

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Com uma proposta ousada e inclusiva, o projeto levou apresentações e ações educativas a estudantes da rede pública e comunidades de Manaus, aproximando o universo da ópera a um novo público.

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

As bodas de Fígaro: ópera de Mozart proporciona encontros e descobertas no Amazonas

A ópera ‘As bodas de Fígaro’, criada por Mozart em 1786, encerra a programação do 26° Festival Amazonas de Ópera. A apresentação reuniu diversos públicos: dos que nunca tiveram contato com esse tipo de música aos apaixonados pelo universo lírico.

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A história

Criada com libreto de Lorenzo da Ponte, a obra se baseia na peça de teatro de mesmo nome de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais. Estreou em Viena, na Itália, mas se ambienta em Sevilha, na Espanha. A obra gira em torno do casamento entre os criados Fígaro e Susanna, que enfrentam diversos obstáculos impostos por seu patrão, o Conde Almaviva.

No primeiro ato, Fígaro descobre que o Conde está tentando seduzir Susanna, reavivando o antigo “direito do senhor” de dormir com a criada antes do casamento. Paralelamente, Marcellina tenta obrigar Fígaro a se casar com ela com base em uma dívida não paga, e Cherubino, o pajem, é enviado ao exército após ser flagrado com a filha do jardineiro.

ópera as bodas de fígaro
Ópera as bodas de fígaro. Foto: Divulgação

No segundo ato, a Condessa, triste com a infidelidade do marido, se une a Fígaro e Susanna para desmascarar o Conde. O plano envolve enganar o Conde com um encontro fingido com Susanna, usando Cherubino disfarçado. A farsa é interrompida e o Conde confronta a esposa. No meio da confusão, Marcellina reaparece com o contrato que obriga Fígaro a casar-se com ela, colocando em risco sua união com Susanna.

No terceiro ato, a Condessa e Susanna elaboram um novo plano: trocarão de roupas para enganar o Conde em um encontro noturno. Susanna entrega a carta com instruções ao Conde e, durante uma audiência sobre o contrato de Marcellina, é revelado que Fígaro é filho dela com Bartolo. O impasse se desfaz com a reunião familiar e os preparativos para um casamento duplo.

O quarto ato se passa no jardim, onde ocorrem os encontros planejados. Fígaro, sem saber do disfarce, acredita que Susanna o trai e prepara uma vingança. A confusão se intensifica com os disfarces e mal-entendidos, até que tudo é esclarecido com a revelação da verdadeira identidade da Condessa. O Conde, ao perceber que foi enganado, pede perdão à esposa, encerrando a ópera com reconciliação e a celebração dos casamentos.

Leia também: Festival Amazonas de Ópera 2025: o que são ‘As bodas de Fígaro’?

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Ópera é inspiração para formação de novos artistas no Amazonas

Um festival de ópera precisa da força dos cantores e músicos para transformar a música em uma ferramenta poderosa de transformação. O FAO é um desses projetos musicais que revelam histórias inspiradoras e admiráveis.

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Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem 21% em 2024, aponta Ministério da Saúde

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Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem em 2024. Foto: divulgação

O número de mortes de indígenas na Terra Indígena Yanomami caiu 21% em 2024 na comparação com o ano de 2023, quando o governo federal reconheceu a crise sanitária no território. A região registrou 337 óbitos de janeiro a dezembro do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).

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Em 2023, o número de mortes era de 428 — ou seja, 91 mortes a mais. Os dados são novo boletim do Centro de Operações de Emergências (COE) Yanomami, publicado no dia 5 de maio. A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima, onde está a maior parte. Cerca de 32 mil indígenas vivem na região, em 392 comunidades.

Leia também: Mais da metade das crianças em 2 municípios na Terra Yanomami não tem registro de nascimento, aponta o Censo

Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem
Construção do Hospital em Surucucu, na Terra Yanomami — Foto: Oséias Martins/Rede Amazônica

Leia também: Garimpo ilegal provoca aumento nos casos de malária na Amazônia em quatro anos, afirma estudo

Contexto: o território está em emergência de saúde pública desde janeiro de 2023. Nos anos anteriores, os indígenas da região enfrentaram graves casos de desnutrição e malária devido ao avanço do garimpo ilegal. Essa atividade impacta diretamente a vida dos indígenas, causando desmatamento, contaminação dos rios pelo uso de mercúrio e danos à caça e pesca.

De acordo com o boletim, a principal causa dos óbitos no ano passado foram por agressões: 79. Ela é seguida por “outras causas”, com 60 óbitos, e infecções respiratórias agudas, que causaram 47 mortes.

Apesar de ser a terceira maior causa de mortes, a infecção respiratória aguda (IRA) foi uma das causas com maior redução em 2024, passando de 89 óbitos em 2023 para 47 no ano passado. O número representa uma queda de 47%.

Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem

Os óbitos relacionados a malária e desnutrição também tiveram redução de 42% e 20%, respectivamente. Durante todo o ano de 2023, foram registrados 26 óbitos por malária, número que caiu para 15 em 2024.

Já no caso da desnutrição, em números absolutos, a diminuição foi de 44 óbitos em 2023 para 15 mortes no ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, “com o restabelecimento da assistência em saúde, foi possível reduzir os vazios assistenciais, ampliar ações preventivas e obter dados mais fidedignos sobre a situação epidemiológica local”.

Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem
Terra Indígena Yanomami. Foto: Lohana Chaves

“Tais esforços resultaram na queda significativa dos óbitos pelas principais causas relacionadas às condições de vulnerabilidade dessa população”, ressaltou no documento.

Leia também: Estudo aponta que invasão do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami cresceu mais de 20 mil vezes em 37 anos

Redução de óbitos evitáveis

O documento também mostra uma redução de 26% do número de óbitos evitáveis. Em 2023, a Terra Indígena Yanomami registrou 179 mortes classificadas desta forma. Já em 2024 foram 132, são 47 casos a menos.

O Ministério da Saúde considera como evitáveis as mortes que poderiam ser prevenidas por ações eficazes, como a promoção, prevenção, diagnóstico precoce ou tratamento oportuno, incluindo causas que podem ser reduzidas por imunização, atenção adequada à gestação, parto e puerpério, controle de doenças infecciosas e condições sensíveis à atenção primária no território.

Os dados do COE Yanomami não eram atualizados desde agosto de 2024, quando os números apontaram que 74 indígenas morreram só no primeiro trimestre do ano. À época, houve um apagão de dados.

Em fevereiro de 2025, o número de profissionais na Terra Indígena Yanomami quase triplicou em dois anos de emergência. Agora, o território conta com 1.781 servidores, 158% a mais que os 690 profissionais que tinham em janeiro de 2023, quando a emergência de saúde foi decretada.

Um Centro de Referência de Surucucu, região referência em saúde no território, deve ser inaugurado em setembro deste ano. A unidade vai ser o primeiro hospital de atenção especializada em território indígena do Brasil. A previsão inicial de entrega era para o mês de agosto.

Terra Yanomami

Mortes de indígenas na Terra Yanomami caem
Dois anos do decreto de emergência na Terra Yanomami. — Foto: Arte g1

Com 9,6 milhões de hectares, a Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil em extensão territorial. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga 31 mil indígenas, que vivem em 370 comunidades. O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma.

O território stá em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, a partir da posse de Lula (PT), começou a criar ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e cestas básicas. Além de enviar forças de segurança a região para frear a atuação de garimpeiros.

Por Redação g1 RR — Boa Vista

Produtores de Roraima podem voltar a comercializar frutas após nova portaria do Ministério da Agricultura; entenda

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Cristóvão Rodrigues da Silva, 59 anos, um dos produtores de manga de Roraima — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

Depois de anos de prejuízo por causa da mosca-da-carambola, produtores rurais de Roraima voltam a ter esperança com a flexibilização das regras para comercialização de frutas. A nova portaria do Ministério da Agricultura permite que áreas livres da praga possam exportar, desde que sigam uma série de exigências sanitárias.

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“A esperança que nós temos, agora, chegou. Agora a gente pode exportar nossa produção e de repente abrir [mercado] até pra Guiana Inglesa, vai melhorar muito para os produtores”

O relato acima é do fruticultor, Cristóvão Rodrigues da Silva, de 59 anos, mas o sobrenome dele também poderia ter persistência. Foi o que manteve ele na produção de manga, durante 15 anos de prejuízo por causa das restrições comerciais, provocadas pela praga mosca-da-carambola, em Roraima.

O primeiro “pé de manga” ele cultivou em 2010, no ano em que o inseto foi identificado pela primeira no estado. Era o começo das perdas que o produtor enfrentaria na plantação de 20 hectares, na região do Monte Cristo, zona rural de Boa Vista

A mosca ataca mais de 100 espécies de frutas. Durante a reprodução, a fêmea se alimenta e coloca ovos na polpa, os frutos não conseguem se desenvolver e caem precocemente.

Se há presença da mosca, o Ministério da Agricultura, define regiões de quarentena: locais de onde o transporte e comercialização para outros estados e países fica proibido. Em abril de 2023, Roraima inteiro foi declarado como área sob quarentena.

A determinação afetou todos os produtores. Mesmo aqueles de regiões sem a presença do inseto, ficaram proibidos de comercializar, inclusive Cristóvão. Ele afirma que a praga nunca foi encontrada na plantação, no entanto, somente em 2024, perdeu cerca de 30 toneladas de manga, metade da produção, que já vinha caindo, anos após ano.

Leia também: Roraima é declarada área de quarentena para mosca da carambola

A mosca-da-carambola ataca mais de 30 espécies. Foto: divulgação

“Eu trabalho aqui há 20 anos aqui, nunca tive mosca-da-carambola” afirma Cristóvão Rodrigues da Silva.

Em todo estado, segundo a Agência de Defesa Agropecuária (Aderr), pelo menos 90 produtores foram afetados, entre 2017 e 2025. Somando laranja e limão e por exemplo, as perdas são de mais de R$ 230 mil reais.

Leia também: Adaf reforça ações preventivas contra a mosca-da-carambola

O que muda com a nova portaria?

A esperança agora, de acordo com os produtores, é voltar a ter lucro com a flexibilização das regras, determinadas pela portaria do Mapa. O documento estabelece medidas a serem adotadas pelos órgãos de fiscalização, e também produtores rurais, para vigilância, contenção, supressão e erradicação da praga quarentenária Bactrocera carambolae, conhecida como mosca-da-carambola.

A comercialização dos frutos não foi liberada de forma irrestrita. Os fruticultores de áreas livres da praga, precisam seguir normas de segurança para produzir, transportar e comercializar os frutos.

Leia também: Pará avança rumo à erradicação da mosca-da-carambola

Produtores de Roraima podem voltar a comercializar frutas
Ilson Ferreira, 42, produtor na zona rural de Rorainópolis, sul de Roraima. — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

As medidas incluem ações como levantamentos fitossanitários de detecção, delimitação e monitoramento dos insetos, coleta e destruição de frutos de hospedeiros, lacre das cargas de produtos enviados para outros estados, também a presença obrigatória de responsável técnico em cada região, para acompanhar processos como pré e pós-colheita.

A liberação para vender os frutos deve impulsionar o crescimento da fruticultura. A projeção da Aderr, com nova portaria, é que o número de produtores registrados aumente 40%, e ultrapasse os 150.

Para Cristóvão é tempo de retomada e otimismo. Ele fala de novos horizontes e que vai voltar a investir pesado em manejo e maquinário para produção de mangas.

Leia também: Aplicativo ajuda produtores rurais a gerenciar propriedades em Roraima

Mas nem todos estão otimistas

Armadilha para mosca-da-carambola — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

“Por enquanto, a portaria não é boa pra gente que é pequeno produtor”.

A reclamação é de Ilson Ferreira, de 42 anos, produtor na zona Rural de Rorainópolis, sul de Roraima. Ele afirma que não vai conseguir vender a goiaba e o mamão que produz, mesmo com a liberação.

Como a produção é pequena, em média 20 caixas a cada três dias, lacrar a carga para transportar os frutos para Manaus, no Amazonas, sairá muito caro para o produtor. Além disso, há pouca disponibilidade de caminhões para frete de tão pouca carga.

O agricultor acredita que, por enquanto, vai continuar no prejuízo.

Hidroponia: produtor rural usa técnica de plantio sem uso do solo para cultivar alface em Roraima

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Produtor rural cultiva alface com técnica de hidroponia na zona Rural de Boa Vista, em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Coentro, cebolinha e o alface são algumas das hortaliças que podem ser cultivadas com a hidroponia, uma técnica que utiliza apenas água e nutrientes para cultivar plantas, sem o uso do solo. Em Roraima, produtores rurais têm apostado no modelo como estratégia para aumentar a produção de forma econômica, mais sustentável e com maior qualidade ao consumidor. 

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Com uma estrutura que não utiliza terra, a técnica de cultivo substitui o solo pelo cultivo na água, onde é possível controlar melhor os nutrientes necessários ao plantio, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

O engenheiro agrônomo e consultor Victor Bosio é um dos produtores que utilizam o sistema hidropônico em Roraima. Proprietário de uma área de produção voltada ao cultivo de alface no Colina Park, zona rural de Boa Vista, ele cultiva a hortaliça em um espaço de aproximadamente 1.820 metros quadrados. A produção é voltada a atender ao mercado da capital roraimense.

Leia também: Hidroponia contribui com aumento significativo de alface no Amazonas

Hidroponia
Hidroponia no cultivo de alface em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Leia também: Plantio sem o uso de solo: conheça a primeira produção hidropônica de Rondônia

“Despertou o nosso interesse devido a grande procura por hortaliças de alta qualidade aqui no nosso estado. Nós adquirimos de um antigo produtor que resolveu sair da atividade, então nós vimos como uma oportunidade de negócio fazer um investimento numa estrutura que já estava montada, e dar continuidade nesse segmento”, conta o produtor.

Com manejo considerado sustentável, o cultivo prioriza o uso de insumos biológicos, evitando o uso de defensivos agrícolas. O sistema conta com cinco caixas d’água de 5 mil litros cada, que abastecem toda a estrutura.

A água traz os nutrientes e percorre as canaletas de PVC onde as mudas de alface são cultivadas. A irrigação é controlada automaticamente: as bombas são acionadas, de forma aleatória, a cada quinze minutos entre 6h e 18h, garantindo o suprimento ideal para o crescimento das plantas.

“A gente tem tipos [de manejo]. O de águas profundas, a solução nutritiva e a oxigenação. Ela é frequente, então a raiz da planta está 100% em contato com a água, como se fosse um piscinão e essa planta estivesse suspensa em umas placas de isopor, basicamente isopor, e ela está 100% em contato com a água e a solução nutritiva”, explicou o engenheiro agrônomo.

Leia também: Projeto testa aquaponia como alternativa para criar peixe e produzir verduras no Amazonas

Hidroponia
Engenheiro agrônomo e produtor rural Victor Bosio, cultiva alface com técnica de hidroponia em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Leia também: Produção de tambaqui cresce 20% em dois anos em Roraima

A sustentabilidade, segundo o produtor, é o diferencial do modelo de plantação já que a produção hidropônica tem uma irrigação cíclica, o que evita o desperdício de água. Além disso, o investimento com itens, como fertilizantes e defensivos, é menor em relação ao cultivo convencional.

“Nesse caso, de forma suspensa, a água é bombeada do lado da caixa, ela chega até essas canaletas, passa por elas, a planta absorve a água e o nutriente necessário, ela retorna novamente para a caixa”, ressaltou Victor.

Além do controle sobre os nutrientes, a estufa também possui um sistema de nebulização que ajuda a manter a temperatura ideal para o cultivo. Quando o calor aumenta, aspersores são acionados para umedecer o ambiente por três a quatro minutos, e regula a temperatura na estufa.

“A gente tem aqui uma diminuição de mão de obra, nós temos a diminuição de entrada de agroquímicos, e nós temos também a questão da ambientação e da intensificação da produção, no qual a gente consegue adensar e produzir mais em menos espaço”, completou Victor Bosio.

Para este ano, a expectativa do produtor rural é aumentar o alcance dos produtos hidropônicos no mercado roraimense e expandir a área de produção.

Por Naamã Mourão, Amazônia Agro — Boa Vista

Tudo que aconteceu no projeto Ópera em Rede 2025: veja os melhores momentos

Ópera em Rede 2025. Foto: acervo do projeto

Em 2025, o Teatro Amazonas mergulhou no universo da música lírica na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera. E a segunda edição do projeto Ópera em Rede, realizado pela Fundação Rede Amazônica, buscou democratizar o acesso a música e gerar visibilidade para a cultura amazônica.

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Com uma proposta ousada e inclusiva, o projeto levou apresentações e ações educativas a estudantes da rede pública e comunidades de Manaus, aproximando o universo da ópera a um novo público.

Entre as principais ações realizadas nesta edição estão: Desafio Ópera em Rede, Ópera nas escolas, Minha Primeira Ópera e ainda ocorreu a transmissão ao vivo da ópera ‘As bodas de Fígaro’, de Mozart. Veja alguns dos melhores momentos:

Leia também: Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Ópera nas escolas

A Escola de Tempo Integral Zilda Arns Neumann, localizada em Manaus (AM), foi palco da primeira ação do projeto. Com pocket shows de trechos de óperas famosas e minipalestras explicativas sobre esse estilo musical, os alunos ficaram encantados, muitos dos quais nunca haviam tido contato com esse tipo de espetáculo.

A quadra poliesportiva da escola foi transformada para receber a programação, enquanto na área externa, os estudantes puderam conhecer figurinos utilizados no Festival Amazonas de Ópera (FAO) e aproveitar espaços interativos e “instagramáveis”.

Saiba mais: ‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

Ópera em Rede
Ópera em Rede 2025. Foto: acervo do projeto

Saiba mais: Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Minha primeira ópera

Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

A diretora Lidiane Lozana levou 250 estudantes ao teatro. “Muitos pais e alunos nunca viveram isso. Houve uma grande mobilização para que tudo acontecesse. É um aprendizado que eles vão levar para a vida toda”, disse.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Isabelle Lima e Diego Andreoletti/Portal Amazônia-Amazon Sat

Saiba mais: Veja quem são os vencedores do Desafio da Ópera, promovido pela Fundação Rede Amazônica

Desafio

A iniciativa convida participantes a produzirem vídeos originais interpretando trechos de óperas, com premiações para os melhores colocados.

Os três vídeos mais bem avaliados serão premiados com vouchers e ingressos para o 26º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que será realizado no Teatro Amazonas.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Divulgação/Fundação Rede Amazônica

Saiba mais: Galeria: Veja os bastidores da produção de figurino para o FAO 2025

Bastidores

Apesar de essencial, a música não é o único elemento que integra uma ópera. Na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), componentes como a cenografia, visagismo e o figurino fazem parte da ambientação.

A responsável por assinar os figurinos do festival, conhecido internacionalmente e apreciado por fãs e críticos de ópera, é a amazonense Melissa Maia, que atua há 15 anos como figurinista. Confira alguns momentos do processo de organização dos figurinos.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Saiba mais: ‘As bodas de Fígaro’: ópera encerra festival amazonense e conquista novo público

As bodas de Fígaro

A ópera ‘As bodas de Fígaro’, idealizada por Wolfgang Amadeus Mozart, em 1786, encerra as apresentações do festival este ano, no Teatro Amazonas. Criada com libreto de Lorenzo da Ponte, a obra se baseia na peça de teatro de mesmo nome de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais. Estreou em Viena, na Itália, mas se ambienta em Sevilha, na Espanha.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Layanna Coelho/Amazon Sat e Isabelle Lima/Portal Amazônia

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Ifap apresenta projeto para construção de campus fluvial inédito na Amazônia

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Projeto do campus fluvial do Ifap, no Amapá. Foto: Reprodução/Ifap

O Instituto Federal do Amapá (Ifap) apresentou um projeto inédito na Amazônia: um campus fluvial. A ideia é atender comunidades ribeirinhas e levar cursos de qualificação, técnicos e de graduação para quem mora distante dos centros urbanos.

O projeto, que está em fase de captação de recursos para execução, prevê uma embarcação com salas de aula, energia solar como principal fonte de eletricidade e sistema sustentável de coleta e tratamento de dejetos.

Leia também: Conheça os tipos de embarcações mais usados na Amazônia

De acordo com o reitor do instituto, Romaro Silva, a iniciativa reduz a evasão escolar, amplia oportunidades e promove a cidadania, assegurando que mesmo em locais remotos, a educação continue sendo um direito fundamental.

“Aos olhos do governo federal, regiões como a ilha do Marajó e as ilhas do Bailique compõem um espaço necessário para que o Estado consiga chegar com educação pública gratuita e de qualidade por meio da educação profissional. Pensando nessa perspectiva e analisando também os desafios da região amazônica, nós no Ifap, desenhamos uma proposta inovadora que é o campus fluvial”, disse o reitor.

O reitor informou ainda que a unidade vai possuir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) próprio e vai usar a pedagogia da alternância.

“Nós levaríamos em consideração as vivências que esses alunos têm na comunidade e, ao mesmo tempo, durante algumas semanas do mês nós estaríamos com os profissionais nesses territórios ofertando cursos técnicos e de graduação”, informou.

A proposta prevê 40 professores e 26 técnicos para atuação no campus fluvial. Com a alternância dos atendimentos, a expectativa é que a unidade realize até 800 matrículas ao longo de um ano.

Atualmente o Ifap possui os campi: Macapá, Laranjal do Jari, Porto Grande, Santana, Oiapoque e Pedra Branca do Amapari. Está em construção ainda o campus de Tartarugalzinho.

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Veja a relação de cursos propostos:

Cursos de Formação Inicial e Continuada ou Qualificação Profissional:

Eletricista de Sistemas de Energias Renováveis
Redeiro de Pesca
Agricultor Familiar
Agricultor Orgânico
Açaicultor
Assistente Financeiro
Agente de Desenvolvimento Cooperativista
Condutor de Turismo de Pesca
Agente de Informações Turísticas
Agente de Recepção e Reservas em Meios de Hospedagem

Curso Técnicos – Forma Concomitante:

Técnico em Recursos Pesqueiros
Técnico em Pesca
Técnico em Agricultura
Técnico em Cooperativismo

Curso Técnicos:

Técnico em Sistemas de Energia Renovável
Técnico em Recursos Pesqueiros
Técnico em Pesca
Técnico em Agricultura
Técnico em Fruticultura
Técnico em Cooperativismo
Técnico em Guia de Turismo

Cursos Superiores:

Tecnologia em Produção Pesqueira

Pós-Graduação lato sensu:

Energias Renováveis
Agroextrativismo Pesqueiro e Desenvolvimento Rural
Gestão de Recursos Naturais

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Livro ‘O menino analógico’, que resgata memórias da década de 1980, é lançado em Rondônia

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A capa do livro feita com recortes de revista e aquarela. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

O escritor Júlio Olivar, membro da Academia Rondoniense de Letras, radicado em Vilhena (RO), lança seu oitavo livro — o primeiro infantil — , ‘O Menino Analógico‘, uma obra que resgata a essência da década de 1980, um tempo pré-internet, com ilustrações únicas e um texto saudosista.

Com 50 páginas, a edição do autor é distribuída gratuitamente e traz uma história envolvente que revive a infância em uma cidade chamada Vila Alegria.

A narrativa acompanha Juca, um menino filho de pais analfabetos, que recorda brincadeiras ingênuas e momentos de solidariedade em um universo rural.

Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

O livro também reflete sobre consumo e injustiças sociais, tornando-se, segundo o autor, “uma leitura inspiradora para crianças e adultos”.

As ilustrações são do artista plástico Pablo Mack, feitas em nanquim com uma técnica primitiva (utilizando varetas de bambu no lugar de canetas e pincéis), que garante a autenticidade dos tempos analógicos.

Para obter uma cópia digital gratuita, basta contatar o autor pelo Instagram @julio_olivar.

O ilustrador Pablo Mack com o autor Júlio Olivar. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

Rede Virtual de Museus é lançada no Pará em parceria com o Fórum de Museus da Amazônia

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Com linhas neoclássicas, o Palácio Lauro Sodré, que abriga o Museu do Estado do Pará, é uma relíquia do patrimônio arquitetônico. Foto: Marcelo Seabra/Agência Para

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) do Pará, por meio do Sistema Integrado de Museus e Memorias (SIMM), lançou a Rede Virtual de Museus e Pontos de Memória no dia 15 de maio. O projeto tem como objetivo dar visibilidade aos museus, pontos de memória e demais iniciativas comunitárias.

O lançamento ocorreu no auditório Eneida de Moraes, no Centro Cultural Palacete Faciola, como parte da 23ª Semana Nacional de Museus. 

Leia também: Conheça a Amazônia através de cinco museus da região Norte

A Rede é fruto de uma parceria entre a Secult e o Fórum de Museus de Base Comunitária e Práticas Socioculturais da Amazônia, e busca alinhar as ações desenvolvidas no estado com as diretrizes do Plano Nacional Setorial de Museus 2025-2035 do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

A partir de agora, as organizações interessadas podem ter um espaço de divulgação no site oficial dos museus do Estado (museus.pa.gov.br). Diversas categorias serão incorporadas na Rede, incluindo museus, pontos de memória, iniciativas comunitárias, entre outras. A proposta é agregar os interessados aptos a uma estratégia de legitimação que viabilize a captação de novas parcerias institucionais.

“Eventualmente a gente recebe essas demandas de alguns outros museus, parceiros, que gostariam de estar no nosso site de alguma forma. Então, o estabelecimento dessa rede pode ser uma forma de fortalecimento de todos os espaços museológicos do estado, não somente os do sistema integrado de museus [da Secult]. A gente está iniciando hoje a construção colaborativa dessa rede, das metas que podemos planejar e alcançar juntos”, conta a pesquisadora do SIMM, Cássia da Rosa.  

As instituições interessadas poderão se inscrever para integrar a Rede através de um formulário disponível no site dos museus. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail redevirtual@museus.pa.gov.br.

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*Com informações da Secult Pará