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Mestre Sacaca, do Amapá, vai ser enredo da Mangueira no Carnaval de 2026

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Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, completaria 100 anos em 2026. Foto: Blog Porta Retrato-AP

O amapaense Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, será homenageado no enredo da Estação Primeira de Mangueira no carnaval de 2026, no Rio de Janeiro. A escola de samba carioca apresentou no dia 16 o novo enredo: ‘Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra’.

Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. A escola de samba destacou que o amapaense utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e no cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias.

Leia também: Linha do tempo: Museu Sacaca reúne acervo sobre modo de vida dos povos indígenas e ribeirinhos no Amapá

Por conta do trabalho realizado ele ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades.

“Ele dedicou a vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas. Por essa razão, a Mangueira, contadora de diferentes histórias brasileiras, celebra essa figura que é uma das caras do nosso país diverso e de dimensões continentais”, disse a escola de samba.

A Mangueira descreveu que Sacaca representa os encantos da região e é uma titulação xamânica. O tema, por sua vez, mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país.

“Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção”, descreveu Sidnei França, carnavalesco da Mangueira.

Museu Sacaca, em Macapá. Foto: Divulgação/GEA

Raimundo Souza participou do carnaval amapaense por mais de 20 anos seguidos como o Rei Momo e tinha a Boêmios do Laguinho, como escola de samba do coração. Foi enredo das agremiações Solidariedade, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Império da Zona Norte, além de vários blocos carnavalescos.

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No esporte, Sacaca destacou-se como técnico que revelou craques amapaenses e também como massagista. Atuou no Esporte Clube Macapá, quando o time foi campeão do primeiro Copão da Amazônia, em 1975.

Após a morte, recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Acre sedia 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e as Florestas; veja programação

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Acre vai sediar reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores. Foto: Diego Gurgel/Secom AC

O Acre é sede da 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e as Florestas (GCF Task Force) entre os dias 19 e 23 de maio. A capital Rio Branco vai receber líderes de 11 países e mais de 43 estados e províncias. Este ano, o evento tem como tema: “Nova Economia Florestal: Conectando Governos, Povos e Oportunidades”.

O estado acreano foi escolhido para sediar o evento em 2023, durante a 13ª edição que ocorreu em Mérida, no México.

Nessa sexta-feira (16), na Biblioteca Pública, no Centro da capital, o governador Gladson Camelí falou que o evento vai colocar o Acre no centro das atenções globais com o protagonismo no desenvolvimento sustentável.

“É uma oportunidade única de mostrarmos ao mundo as potencialidades do nosso Acre, cumprindo com os acordos ambientais já firmados, debater novos métodos para, ao mesmo tempo, preservar e também criar emprego e renda com um agronegócio sustentável”, enfatizou.

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O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, em entrevista à Rede Amazônica Acre, destacou o estado acreano está preocupado com as questões ambientais e mudanças climáticas extremas que são vividas atualmente. 

“Estamos passando por secas severas e depois cheias. Então, esse é um momento que a gente recebe essas pessoas para fazer um debate de alto nível para criar consensos com relação ao que a gente vai levar de proposta também para a COP30”, afirmou.

Carvalho afirmou que o evento, além de oportunizar troca de experiências, será um espaço de onde irão sair importantes deliberações a serem discutidas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em Belém (PA).

“A gente vai receber um bom número de autoridades. Estão chegando 500 pessoas envolvidas, parceiros, setor privado, representantes de embaixada. Todo mundo está empenhado em discutir esse tema tão importante para a gente, como encontrar soluções para essa nova economia de base florestal que também responda a essas questões de enfrentamento às mudanças climáticas”, disse.

Estratégias de combate

É a segunda vez que o estado está sediando o evento, pois já foi palco dos debates em 2014. O secretário Leonardo Carvalho frisou que os líderes debaterão estratégias de combate ao desmatamento e economia de baixo carbono.

“A gente sabe que o Acre é pioneiro em vários debates climáticos. A gente, na Secretaria de Meio Ambiente, está coordenando o eixo técnico e nesse momento a gente vai ter alguns dias de sessões de trabalho técnico, discutindo bioeconomia, infraestrutura natural e programas de rede jurisdicional, que é o nosso crédito de carbono”, explicou.

Leia também: Estudo aponta caminhos para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia

Ainda segundo o secretário, o estado acreano tem experiência de mais de 12 anos de implantação de créditos de carbono. Outro tema que deve ser discutido durante as reuniões, será a intensificação produtiva.

“A gente quer um agro sustentável, um desenvolvimento também para as pessoas, mas a gente tem que estar de acordo com as conformidades ambientais e discutir também essa participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais nessa repartição de benefícios. Vão ter muitas discussões”, garantiu.

“Vai ter a reunião de alto nível dos governadores, quando vão poder falar também desses grandes anúncios, acordos e parcerias que estão sendo feitos em prol dessas políticas públicas de mudanças climáticas e de meio ambiente”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente do Acre acrescentou também que o evento irá ajudar a economia acreana. “É importante porque movimenta e mostra que o Acre e a cidade de Rio Branco podem receber eventos de grande porte”, evidenciou Leonardo Carvalho.

Força-Tarefa GCF

A Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF Task Force) é uma rede global de governadores e autoridades subnacionais com a participação de mais de 43 estados e províncias de 11 países, que atuam em conjunto, com o intuito de proteger florestas tropicais, reduzir emissões de carbono e promover o desenvolvimento sustentável.

A reunião da GCF ocorre anualmente em um local escolhido por meio de votação pelos seus participantes. Em 2023, o Acre foi escolhido para sediar a reunião anual, durante a GCF Task Force que ocorreu na cidade de Mérida, no México.

Sua principal função é a implementação de políticas e ações regionais locais e globais para alcançar os objetivos propostos. Dentre eles está o combate ao desmatamento, a proteção das florestas e a promoção do desenvolvimento sustentável, impulsionando soluções que beneficiem os seres humanos e o planeta.

As iniciativas da GCF abrangem a construção de programas para REDD+ e desenvolvimento de baixas emissões, além de promover a conexão desses programas com financiamento público e privado.

Confira a agenda completa

Segunda-feira, 19 de maio

  • Reunião Técnica Matinal – Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Locais (Fechada, somente para convidados).
  • Reunião da Comissão Executiva da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCFTF) à tarde (Fechada, somente para convidados).

Terça-feira, 20 de maio

  • 9h às 16h – Reunião de Negócios/Assembleia Geral (Fechada, somente para convidados).
  • 20h – Jantar dos Delegados do GCFTF (Fechado, somente para convidados).

Quarta-feira, 21 de maio

  • Visitas técnicas de 6h às 7h30 e das 17h30 às 19h30

Quinta-feira, 22 de maio

  • Abertura do segmento das sessões de trabalhos técnicos
  • Local: Universidade Federal do Acre (Ufac), Teatro e Centro de Convenções. (Entrada mediante credenciamento prévio).

Sexta-feira, 23 de maio

  • Evento de abertura do segmento de alto nível da GCF
  • Local: Universidade Federal do Acre, Teatro e Centro de Convenções. (Entrada mediante credenciamento prévio).

*Por Hellen Monteiro e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC

Portal Amazônia responde: o que é etnoturismo? 

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Etnoturismo em aldeia indígena. Foto: Reprodução/Setur Rondônia

O etnoturismo é uma forma de turismo voltada para a valorização da diversidade cultural de povos e comunidades locais. Por meio dela, turistas têm a oportunidade de imergir em costumes, história, gastronomia, rituais e estilo de vida desses grupos, como indígenas e quilombolas.

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De acordo com o doutor em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Deivison Molinari, essa prática está em expansão em diversas regiões do mundo, principalmente na Amazônia.

“Essa forma de turismo é muito presente na Amazônia e em vários lugares do mundo, pois permite um contato e uma imersão na cultura de povos originários indígenas e quilombolas”, declarou Molinari.

Além de fortalecer a identidade cultural dessas comunidades, o etnoturismo também é uma importante ferramenta para o desenvolvimento sustentável, contribuindo com a geração de renda e o incentivo à preservação local.

Leia também: Etnoturismo: fortalecimento das tradições, cultura e economia indígena na Amazônia

6 lugares para visitar na Amazônia

A Amazônia brasileira abriga uma imensa variedade de povos indígenas, cada um com suas próprias expressões artísticas. Conheça alguns lugares que oferecem experiências de etnoturismo na Amazônia:

Comunidades Cipiá, Tatuyo, Diakuru e Tuyuka (Amazonas)

Localizadas as margens do rio negro, a menos de 40 km da area urbana de Manaus, essas comunidades oferecem roteiros turísticos que englobam contação de histórias e lendas, apresentação de danças e rituais, pinturas corporais e confecção de artesanatos que representam crenças e etnias. 

Comunidade Indígena Diakuru
(92) 99162 9276

Comunidade Indígena Tuyuka
(92) 9476-2232
Instagram: @aldeiatuyuka

Comunidade Indígena Cipiá
(92) 99118 4736
Instagram: @aldeia_cipia
E-mail: aldeiacipia.am@gmail.com

Comunidade Indígena Tatuyo
(92) 98439 5341
Instagram: @tatuyos_oficial

Foto: Janailton Falcão/Amazonastur

Parque Nacional do Xingu (Mato Grosso)

Região habitada por diversos povos indígenas, com suas próprias tradições, línguas e costumes, os viajantes têm a oportunidade de compreender a relação que as comunidades têm com a terra, aprender sobre práticas tradicionais de manejo sustentável e a rica mitologia que permeia suas vidas cotidianas.

Foto: Reprodução/Maioba Turismo

Leia também: Ministério do Turismo reforça apoio ao etnoturismo na Amazônia Legal

Comunidade Indígena Raposa 1 (Roraima)

Situada no estado de Roraima, essa comunidade indígena oferece experiências imersivas que incluem cerimônias sagradas, gastronomia tradicional e técnicas artesanais passadas de geração em geração. A visita proporciona um olhar mais profundo sobre o modo de vida das etnias locais, como os Macuxi e os Wapichana, valorizando seus saberes e fortalecendo o turismo de base comunitária.

Leia também: Governo Federal assina acordo para promover e desenvolver etnoturismo em territórios indígenas

‘As bodas de Fígaro’: ópera encerra festival amazonense e conquista novo público

Ópera as Bodas de Fígaro. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

A apresentação das ‘Bodas de Fígaro’ marca o fim da programação da 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera. Na sexta-feira (16), a execução da obra de Mozart reuniu diversos tipos de público, dos que nunca tiveram contato com esse tipo de música aos apaixonados por ópera, que se uniram para acompanhar o evento. 

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O músico contrabaixista da Amazonas Filarmônica e Orquestra de Câmara do Amazonas, Roger Vargas, conta que já participou de 10 edições do Festival Amazonas de Ópera, mas a perspectiva de ver amigos e conhecidos da música pelo olhar da plateia é algo especial.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

As bodas de Fígaro
As bodas de Fígaro encerra festival amazonense. Foto: Divulgação

Leia também: ‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

“Nós músicos geralmente ficamos no fosso [área abaixo do palco no Teatro Amazonas] e hoje vou acompanhar pela plateia, é uma emoção diferente. Fui aluno do Liceu Cláudio Santoro, me profissionalizei e hoje, como músico profissional, estou ansioso para prestigiar amigos igualmente talentosos”, afirmou. 

O projeto Ópera em Rede, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), visa aproximar a comunidade de novas experiências artísticas. O espetáculo foi transmitido ao vivo pelo canal Amazon Sat, Portal Amazônia e g1 Amazonas.

Um dos objetivos é proporcionar experiências para pessoas que nunca tinham ido para uma ópera. Como é o caso da estudante de 13 anos, Louise Gabriela, que participou do ‘Desafio da Ópera’, promovido pela FRAM, e ficou em segundo lugar, ganhando um par de ingressos para o Festival e um voucher no valor de R$ 300 em uma loja de instrumentos musicais.

Saiba mais: Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

As bodas de Fígaro
Público aprovou o espetáculo As Bodas de Fígado. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

Leia também: Festival Amazonas de Ópera 2025: o que são ‘As bodas de Fígaro’?

Além de ser a primeira vez em um espetáculo de ópera, foi a primeira vez da jovem no Teatro Amazonas. “Eu participei do desafio e conquistei o segundo lugar. Vim com a minha avó, é a primeira vez que eu entro no Teatro Amazonas e também que vejo ópera. Estou muito empolgada para assistir e ver o que as pessoas têm para apresentar para a gente. Acho que vai ser bem emocionante, é uma experiência ver as outras pessoas cantando e realizando sonhos”, pontuou a jovem, emocionada.

A ópera também pode ser um símbolo de conexão e memória afetiva entre mãe e filho. A secretária acadêmica Wilza Cláudia e seu filho, Gabriel, que é assessor de investimentos, foram juntos conhecer a história das bodas de fígaro.

“Desde pequeno, minha mãe me trazia aqui, por ser próximo do trabalho dela. Foram muitas visitações, espetáculos e desde aí despertou meu interesse pela arte, pela cultura e interesse também em vir mais vezes ao teatro”, declarou Gabriel. 

Leia também: Concurso de vídeos “Desafio Ópera em Rede” estimula produção artística com premiação de até R$ 1 mil

As bodas de Fígaro
As bodas de Fígaro encerra festival amazonense. Foto: Divulgação

Wilza diz que espetáculos como esse tem uma importância no desenvolvimento cultural das pessoas:

“Esse festival é um destaque do nosso Amazonas no cenário nacional. A importância desse festival de ópera para o Amazonas, para o Amazonense que tem a oportunidade de vir aqui ao teatro, prestigiar Mozart, por exemplo, é um benefício cultural. Para quem conhece cultura, para quem tem um pouco de conhecimento, estar aqui hoje é um privilégio”.

As bodas de Fígaro
Abertura do espetáculo. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

Ópera em Rede

https://www.amazonas.am.gov.br/O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

‘Golfinhos’ da Amazônia: conheça o boto cor-de-rosa e o tucuxi

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Um boto cor-de-rosa espera para ser alimentado por moradores ribeirinhos na região do Rio Negro em Manaus, no Amazonas — Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Um é exímio caçador e o outro é amigável e solitário. Os botos tucuxi e o cor-de-rosa são conhecidos na Amazônia pela inteligência e por manterem certo nível de interação com os seres humanos. Ao compartilharem hábitos e características, muitos podem pensar que são animais da mesma família, mas você sabia que eles pertencem a grupos diferentes?

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Segundo a bióloga Fábia Luna, que coordena o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para entender quais são as característica que diferenciam os dois mamíferos aquáticos. Ela explica que:

Leia também: Você sabia que os botos da Amazônia não dormem? Saiba por quê:

boto cor-de-rosa e o tucuxi
Boto tucuxi adulto no Parque Nacional da Amazônia, no Peru — Foto: Michael Nolan/Robert Harding Premium/robertharding/AFP/Arquivo
  • O boto-cor-de-rosa [também chamado cor-de-vermelho], faz parte da família Iniidae, formada por golfinhos exclusivamente de rios sul-americanos.
  • Já o tucuxi (Sotalia fluviatilis) é membro da família Delphinidae, que inclui golfinhos marinhos e o boto-cinza (Sotalia guianensis).

Mas como bons golfinhos, os animais também compartilham semelhanças. Por exemplo:

  • território, já que vivem nos rios da Amazônia, principalmente na região Norte do Brasil,
  • utilizam a ecolocalização para se orientar, ou seja, emitem sons para perceber obstáculos ao redor, localizar presas e navegar nos rios turvos da região.
  • Além disso, se alimentam de peixes e outros animais aquáticos.

Leia também: Entenda a diferença de comportamento entre os botos da Amazônia e se eles são mesmo “implicantes”

Parecidos… mas nem tanto

Segundo Fábio Luna, entre as características que distinguem os botos estão tanto a aparência física: cor, tamanho do focinho e até o nado. Além disso, o comportamento dos dois são distintos, já que esses animais evoluíram de forma diferente.

boto cor-de-rosa e o tucuxi
Boto. Foto: Reprodução / WWF
Aparência
  • Boto-cor-de-rosatende a ser mais robusto, com rosto ou focinho mais alongado e pode apresentar uma coloração mais rosada, principalmente machos adultos.
  • Tucuxi: é menor, com corpo mais hidrodinâmico e coloração cinza, semelhante aos golfinhos marinhos.
Comportamento
  • Boto-cor-de-rosa: costuma a ser solitário ou membro de pequenos grupos;
  • Tucuxi: é mais social, podendo ser encontrado em grupos maiores, além de ser comparativamente mais rápido e ágil em relação ao boto-vermelho.
Evolução
  • Boto-cor-de-rosa: pertence a um grupo de animais evolutivamente mais antigos, com características mais primitivas.
  • Tucuxi: é mais recente evolutivamente e diretamente relacionado aos golfinhos marinhos que adentraram nos rios há milhares de anos.

Enquanto os botos tucuxi e cor-de-rosa são abundantes nos rios amazônicos no Brasil, há outras espécies semelhantes em regiões próximas, como explica a bióloga.

Quando nos referimos aos botos-vermelhos estamos abordando as três espécies do gênero:

  • Inia geoffrensis – o boto-vermelho-amazônico, mais conhecido, ocupa grande parte da bacia amazônica (AC, AM, AP, PA e RR);
  • Inia boliviensis – o boto-da-Bolívia, ocorre em rios da Bolívia e marginalmente no Brasil (RO, MT e AM); e
  • Inia araguaiaensis – o boto-do-Araguaia, vive na bacia dos rios Araguaia e Tocantins (GO, MA, MT, PA e TO)”.

Este último foi reconhecido como espécie em 2014, contudo ainda há muitas discussões entre os estudiosos e pesquisadores do grupo quanto ao tema, explica a bióloga.

Mesmo com uma população relevativamente grande, a caça ilegal, a poluição dos rios, além das ruídos provocados pelas embarcações representam ameaças à saúde e à existência das espécies.

Leia também: Cientistas desenvolvem plataforma para mapear e ajudar na conservação de botos da Amazônia

Botos na cultura popular

Boto. Foto: Fernando Trujillo/Fundación Omacho

Figuras importantes no imaginário popular, o tucuxi é visto pelos ribeirinhos como um animal arredio, que costuma fugir do contato humano, enquanto o vermelho é brincalhão e até mesmo agressivo com as pessoas. No entanto, diante da ameaça do vermelho, os tucuxis se unem para proteger a vítima.

A lenda do boto é um dos mitos mais conhecidos da região amazônica e faz parte do folclore brasileiro. Segundo a tradição, o boto-cor-de-rosa se transforma em um homem elegante e, vestido de branco e usando um chapéu (para esconder o furo no topo da cabeça, marca de sua forma animal), ele encanta as mulheres, dança com elas e as seduz.

Diz a lenda que, depois do amanhecer, ele retorna às águas do rio, voltando à forma de boto. Muitas vezes, essa história era usada para explicar gestações inesperadas, dizendo que o pai do bebê era “o boto”.

*Por Agaminon Sales, g1 RO

Governo britânico financiará programa piloto para impulsionar atividades sustentáveis na Amazônia

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Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, esteve reunido no dia 16 de maio com a equipe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A missão esteve no Pará desde o dia 14, quando visitou o arquipélago do Marajó. A visita tem a finalidade de avaliar a implementação de projetos de assistência técnica voltados à cadeia produtiva do açaí.

A iniciativa integra um programa piloto financiado pelo governo britânico para impulsionar atividades de baixo carbono na Amazônia. O valor dos recursos disponibilizados é na ordem de 850 mil dólares, cerca de 4.822.730 reais, segundo informou Giovanni Queiroz.

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A missão serviu como um diagnóstico preliminar para alinhar as ações do BID às necessidades dos extrativistas, garantindo que os recursos sejam direcionados para impulsionar a economia local com foco em sustentabilidade.

A visita técnica no Marajó e posteriormente à sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) foi acompanhada pelo técnico da instituição, Victor Catuxo, que coordena o Programa Territórios Sustentáveis (PTS) pela secretaria.

Leia também: Ilha do Marajó, o maior arquipélago de mar e rios do mundo

Durante a reunião, o BID informou sobre a finalidade dos recursos que serão destinados às ações em duas regiões: no nordeste do Pará será o sistema agroflorestal e no Marajó o açaí.  

O secretário elogiou a iniciativa e disse que o BID propôs a parceria voltada às ações sustentáveis no Pará. “Vamos poder atender no mínimo seis municípios com três técnicos que eles irão ceder, todos qualificados; vamos atender o agricultor familiar e substituir áreas antropizadas por floresta produtiva que venha ao encontro de um anseio mundial, que é sequestrar carbono e fixar o homem no solo”, detalhou o secretário.

Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

Mapeamento

A comitiva do BID contou com a presença do especialista em projetos agrícolas Hernando Hintze e do consultor Fernando Souza. “O objetivo foi mapear as demandas dos extrativistas locais, visando estruturar políticas públicas que fortaleçam o manejo sustentável do açaí”, explicou o técnico Victor Catuxo. 

As agendas incluíram, segundo detalhou, reuniões com cooperativas, produtores e gestores públicos nos municípios de Breves e Melgaço. Em Melgaço, a equipe foi recebida pelo prefeito José Viegas, além de representantes das secretarias municipais de agricultura. Também foram realizadas visitas a áreas de cultivo para identificar desafios e oportunidades na produção.

A missão serviu como um diagnóstico preliminar para alinhar as ações do BID às necessidades dos extrativistas, garantindo que os recursos sejam direcionados para impulsionar a economia local com foco em sustentabilidade, conforme explicou o servidor da Sedap.

“A partir desse projeto piloto a gente vai começar a trabalhar atrelado diretamente às políticas do baixo carbono e necessariamente atrelado ao nosso grupo gestor estadual do ABC (Agricultura de Baixo Carbono do Estado)”, esmiuçou Catuxo. 

*Com informações da Agência Pará

FAO 2025: Como é o processo de criação do figurino em uma ópera?

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Figurino do Festival Amazonas de Ópera. Arte: Portal Amazônia

A música não é o único elemento que integra uma ópera. Na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), componentes como a cenografia, visagismo e o figurino fazem parte da ambientação.

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Os figurinos são elementos que auxiliam na construção dos personagens e do contexto histórico da ópera. Neste ano, o FAO apresenta ‘As bodas de Fígaro’ e a responsável por assinar os figurinos é a amazonense Melissa Maia, que atua há 15 anos como figurinista. 

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí após um caso confirmado; entenda

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Vacinação é para evitar que a doença se prolifere. Foto: Divulgação/Embrapa

A vacinação contra a raiva dos herbívoros tornou-se obrigatória no município de Apuí, no interior do Amazonas, após a confirmação de um caso da doença em um animal de produção da cidade. O alerta é da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e vale para todos os bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equídeos a partir dos três meses de idade.

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Segundo o órgão, o produtor precisa comprovar a imunização, apresentando na unidade da Adaf a nota fiscal da vacina, além de informar a data de aplicação e o número de animais vacinados, por espécie. O não cumprimento da obrigatoriedade deixa o produtor impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), impossibilitando a movimentação dos animais da propriedade irregular.

Leia também: Amapá registra caso de raiva bovina após 12 anos

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí
Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí após caso ser confirmado em um animal, no AM. — Foto: Divulgação/Adaf

A vacinação contra a raiva dos herbívoros já é obrigatória nos municípios de Autazes, Careiro, Santo Antônio do Içá, Tefé, Urucará e Urucurituba e, agora, passa a ser também em Apuí, após a confirmação da morte de um animal pela doença, o que caracteriza um foco.

De acordo com a fiscal agropecuária médica veterinária Larissa Carvalho, que coordena o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e Outras Encefalopatias (PNCRH) no Amazonas, medidas emergenciais estão sendo adotadas no município.

“Nós recebemos a notificação de um caso suspeito em Apuí, em abril, e agora, após exames laboratoriais apontarem resultado positivo para raiva, a Adaf publicou a Portaria 223, que torna obrigatória a vacinação no município. Além disso, vamos adotar medidas no foco e perifoco, que incluem captura de morcegos hematófagos e educação sanitária”, explicou.

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí
Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí. Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

Leia também: Contato com morcegos e animais doentes ou mortos pode transmitir a raiva, alerta a Idaron

Para essa vacinação emergencial, que já está acontecendo, a Adaf identifica as propriedades que se encontram no raio de até 12 quilômetros do local onde o caso foi confirmado e avisa os produtores dessas áreas que eles têm que imunizar seus rebanhos. “Essas propriedades ficam bloqueadas no sistema para realizar qualquer movimentação e só conseguem o desbloqueio após a comprovação da vacinação”, detalhou Larissa.

Para o restante do município, a portaria estabelece que a obrigatoriedade da vacina passa a valer dentro de 60 dias a contar da publicação.

A Portaria 223 foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 6 de maio, mesmo dia em que foi divulgado o resultado confirmatório da prova biológica para raiva. O animal começou a apresentar sinais clínicos da doença no dia 26 de fevereiro e morreu dois dias depois.

A raiva é uma doença altamente letal e que pode ser transmitida para humanos. Por isso, a Adaf alerta os criadores para, em caso de suspeita, evitarem contato com os animais e notificarem a agência o mais rápido possível.

Os principais sintomas da doença são animal com andar cambaleante, isolando-se do rebanho, deitando lateralmente, com movimento de pedalagem com as patas, salivação excessiva e dificuldade de engolir.

Leia também: Fiocruz Amazônia realiza mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Amazonas

*Com informações do g1 AM

Galeria: Festival Amazonas de Ópera 2025 conta com transmissão ao vivo pelo Amazon Sat

Foto: Reprodução/Amazon Sat

O espetáculo ‘As bodas de Fígaro’, de Mozart, no 26° Festival Amazonas de Ópera (FAO) contou com uma transmissão especial ao vivo em TV aberta para os estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá. A exibição ocorreu pelo canal Amazon Sat, g1 Amazonas e Portal Amazônia, diretamente do Teatro Amazonas.

A transmissão faz parte do projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que tem como objetivo democratizar o acesso à música lírica e a valorizar a cultura amazônica. Confira os bastidores da transmissão:

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Festival Amazonas de Ópera 2025
Equipe do Amazon Sat nos bastidores da transmissão. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

‘Avião solidário’ transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação

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Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

Duas fêmeas jovens de macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha cana), espécie típica da Amazônia, foram transportadas de Manaus (AM) para Guarulhos (SP) no dia 15 de maio, pelo programa Avião Solidário da LATAM, em uma ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, de Sorocaba (SP), e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).

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Tieta e Sofia, como são chamadas as primatas, chegaram ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Manaus no dia 12 de fevereiro, vindas do município de Tefé, no interior do Amazonas.

Leia também: Pesquisa analisa níveis hormonais de macacos da Amazônia

'Avião solidário' transporta dois Macacos-barrigudos
Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

Segundo o Ibama, a transferência tem como objetivo contribuir para a conservação dos primatas amazônicos, promover o bem-estar dos indivíduos e fortalecer a diversidade genética da população mantida fora do ambiente natural.

“O manejo e o cuidado com esses animais são fundamentais para garantir não só a saúde deles, mas também a continuidade da espécie em ambientes sob nossa responsabilidade”, explicou o Ibama em nota.

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'Avião solidário' transporta dois Macacos-barrigudos
Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

O transporte aéreo reduziu para cerca de quatro horas um trajeto que, por vias terrestres, levaria mais de dois dias. O tempo de viagem menor garantiu mais segurança e conforto para os animais, que agora passarão a compor um novo grupo social no zoológico de Sorocaba.

Segundo a organização do programa Avião Solidário, desde sua criação, mais de 4,6 mil animais foram transportados gratuitamente no Brasil, além de toneladas de doações e insumos para situações emergenciais.

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Cetas

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) é um órgão do Ibama, gerenciado pelo governo federal, que abriga animais resgatados de, por exemplo, incêndio florestal, ou acidentados em ambiente urbano.

Estes centros também recebem animais silvestres por entrega voluntária ou oriundos de apreensão de fiscalização, recuperam e destinam esses animais por meio de soltura ou encaminhamento para empreendimentos de fauna devidamente autorizados.

Programa Avião Solidário 

Há mais de dez anos o programa Avião Solidário permite, por meio do transporte gratuito de passageiros e carga, apoiar comunidades do Brasil e de toda América do Sul com relação às necessidades de saúde, cuidados com o meio ambiente e catástrofes naturais. A missão com esse programa é abrir as asas para reduzir distâncias quando for mais necessário. 

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*Com informações do g1 AM