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Amazon On 2025 confirma mais de 40 nomes de peso nacional e internacional para debater tecnologia e sustentabilidade na Amazônia

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Nos dias 20 e 21 de agosto, Manaus será palco do Amazon On, encontro que reunirá mais de 40 executivos e especialistas reconhecidos no Brasil e no exterior para discutir soluções de desenvolvimento sustentável na Amazônia com o apoio da tecnologia, da conectividade e da inovação. O evento acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques, com entrada gratuita para inscritos no site . As vagas são limitadas.

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Floresta Amazônica. Foto: Divulgação

Este ano, o Amazon On dará foco à cooperação internacional na transição digital verde, no impacto da inteligência artificial nas mudanças climáticas e no papel da tecnologia no monitoramento e preservação ambiental. Para empresas e investidores, será uma oportunidade de conhecer iniciativas já em prática na Amazônia, firmar parcerias e explorar novos modelos econômicos alinhados à preservação socioambiental. Pesquisadores e especialistas poderão trocar experiências e fortalecer redes de conhecimento que integram ciência, tecnologia e causas socioambientais.

De acordo com o coordenador do evento, Moisés Moreira, a edição deste ano vai movimentar um ecossistema de empresas e instituições comprometidas com a conectividade significativa e soluções digitais sustentáveis para a região. “Vamos gerar conexões reais entre empresas, investidores, centros de pesquisa e representantes do terceiro setor”, afirma.

Amazon On
Amazon On 2024 Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Entre os nomes confirmados no Amazon On 2025 estão:

Patricia Naccache (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – UNIDO);

Gentil Nogueira de Sá Junior (Ministério de Minas e Energia – MME);

André Ruelli (Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel);

Julián Nájles (Banco Mundial);

Anderson Ribeiro Correia (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT);

Ellen Cristina Acioli (Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID);

Paulo Nobre (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE);

Hajime Sakamoto (Embaixada do Japão);

Leonilde dos Santos (Arctel – CPLP);

Julián Molina Gómez (Ministério das Tecnologias da Informação e das Comunicações da Colômbia);

Julissa Cruz (Instituto Dominicano das Telecomunicações);

Eugênio Garcia (Ministério das Relações Exteriores – MRE);

Johhanes Klingberg (Sociedade Alemã para a Cooperação Internacional);

Tanara Lauschner (reitora da UFAM);

Leandro Costa (Agência de Tecnologia da Informação do Maranhão – ATI-MA);

Virgílio Viana (Fundação Amazônia Sustentável – FAS).

A primeira edição do Amazon On, realizada em setembro de 2024, conectou lideranças do setor público, empresas e organizações do Brasil e do exterior. Em 2025, a expectativa é receber cerca de 500 participantes por dia, com ampliação dos espaços de interação e um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos colaborativos.

Serviço

Data: 20 e 21 de agosto
Local: Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques – Av. Constantino Nery, 5001 – Manaus/AM
Inscrições: Gratuitas em amazonon.com.br

Com reservatório em nível crítico, Bujari, no Acre, decreta emergência devido à seca

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Reservatório do Bujari. Foto: Depasa.

Com o único reservatório em nível crítico, o município do Bujari, no interior do Acre, decretou situação de emergência por conta da seca dos rios e falta de chuvas. A prefeitura publicou o decreto na segunda-feira (11) no Diário Oficial do Estado (DOE).

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O documento destaca que o regime de chuvas no estado, no 1º semestre do ano, foi inferior ao esperado, o que contribuiu para o cenário de seca no município. Conforme o prefeito João Edvaldo Teles de Lima, não há registro de chuvas significativas na cidade há três meses.

Com a falta de chuvas, nível do reservatório municipal está em 3,20 metros, segundo a Defesa Civil do município.

“O problema é que a gente tem que se prevenir, porque lá na frente a situação fica um pouco maior, aí não tem quem ajude porque não decretamos. Ficamos 90 dias sem chuvas, agora deu um sereno, na sexta-feira [8]”, lamentou o prefeito.

Leia também: Acre decreta emergência por seca dos rios e falta de chuvas

De acordo com previsões meteorológicas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a escassez de chuvas deve continuar pelos próximos 90 dias, o que pode agravar ainda mais o abastecimento e as condições ambientais na região.

No período de maio a novembro, conforme as previsões, costuma registrar pouca chuva e temperaturas elevadas, mas em 2025 o cenário se agravou. A seca já compromete a captação de água e obriga o uso de caminhões-pipa em comunidades onde igarapés e poços secaram.

A prefeitura também alerta para o aumento do número de queimadas e incêndios florestais, que elevam a concentração de fumaça e poluentes no ar, trazendo riscos à saúde, principalmente para idosos e crianças.

“Agora é que vamos ter problema. Estamos em agosto, depois vem setembro e outubro, meses mais secos. Só temos um reservatório, que é o açude e já estamos mandando água para a zona rural”, complementou.

Sala de Situação

Para monitorar e coordenar as ações emergenciais, a prefeitura criou uma Sala de Situação, ainda em fase inicial de implantação. Segundo o coordenador da Defesa Civil do Bujari, Francisco Cleudenir da Silva, o foco está voltado para a organização dos protocolos e para implementação de ferramentas de monitoramento em tempo real.

reservátorio
Reservatório de água de Bujari, interior do Acre. Foto: Arquivo/foto cedida.

Leia também: Rio Branco acende alerta para novo recorde de seca do rio Acre

”Ainda em fase de implementação, a Sala de Situação mantém contato direto com a Defesa Civil do Estado, e busca apoio para acompanhar os eventos críticos e a emissão de alertas à população”, disse.

Com a medida, órgãos responsáveis por ações de abastecimento serão mobilizados para combater e agir diante dos impactos da seca.

Abastecimento

Apesar de o nível do reservatório municipal marcar 3,20 metros, o coordenador Cleudenir afirma que o risco de secar totalmente é baixo e que teve uma pequena chuva registrada na última sexta-feira (8).

”Porém, não foi suficiente para alterar a situação do reservatório, foi bem pouca. Mas, também é bem difícil de o reservatório secar completamente”, acredita.

Para garantir o abastecimento de água, um caminhão-pipa faz entregas regulares em comunidades e pontos estratégicos do município.

Entre as localidades atendidas estão: Assentamento Walter Arce, Projeto de Assentamento Antônio de Holanda, Comunidade Espinhara, Linha Nova e a Escola José Cesário de Farias, locais que costumam ficar sem água durante o período de seca.

A equipe fez visitas duas vezes na última semana nesses pontos e está preparada para ampliar o atendimento conforme a demanda aumenta. A Defesa Civil municipal informa ainda que mantém um mapeamento constante para identificar novas áreas que possam precisar do serviço de abastecimento.

Leia também: Sem o básico, cidade isolada no Acre sofre com falta de insumos por causa de seca em rio

Seca severa

A cidade de Bujari passou por uma das piores crises hídricas durante a estiagem de 2017. Ao todo, oito carros-pipa foram usados para abastecer a cidade de forma emergencial. A medida foi tomada em setembro do mesmo ano porque o reservatório da cidade não possuía mais água suficiente para atender a população de 9.684 habitantes da época.

Imagem mostra como ficou o reservatório de água no Bujari em 2017. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre.

Os caminhões eram abastecidos na Estação de Tratamento de Água de Rio Branco (ETA 2) e cada um tinha capacidade de levar 20 mil litros. O percurso até a cidade era de 22 km.

Situação de emergência

Ainda em outubro de 2017, o Ministério da Integração Nacional autorizou o repasse de R$ 420 mil para garantir o abastecimento em cidades que enfrentam a estiagem no Acre desde agosto do mesmo ano.

O valor foi usado para amenizar as consequências da seca no estado e aplicado para abastecer a população por meio de carros-pipa em bairros de Rio Branco, Brasileia e Porto Acre.

*O conteúdo foi originalmente publicado no G1 Acre e escrito por Jhenyfer de Souza.

Aleam reforça ações em apoio ao aleitamento materno durante o ‘Agosto Dourado’

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Foto: Alberto César Araújo/Aleam

Em alusão ao “Agosto Dourado”, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) reforça a atuação, por meio da criação de leis e campanhas que incentivam a amamentação e a doação de leite humano.

O presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), ressaltou a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento infantil e para a saúde das mães.

“Amamentar é um ato de amor, proteção e cuidado. Vai além do alimento: fortalece o vínculo entre mãe e filho e garante um futuro mais saudável. Na Aleam, temos compromisso com políticas públicas que assegurem esse direito”, afirmou o parlamentar.

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Cidade também destacou a importância do apoio às mães durante todo o processo. “Amamentar é natural e exige informação, empatia e respeito”, completou.

Autora da Lei nº 6.085/2022, a deputada Joana Darc (União Brasil) reforçou que garantir condições adequadas para a amamentação é uma medida fundamental para as mães amazonenses.

A lei, segundo a parlamentar, determina a criação de salas específicas para que as mães possam amamentar ou extrair e armazenar o leite com segurança e dignidade.

“Isso contribui para a manutenção do aleitamento materno, essencial nos primeiros meses de vida da criança. Quando não há estrutura nas empresas, a legislação ainda sugere alternativas, como a redução da jornada da lactante. Amamentar é um direito da mãe e da criança, e é dever do poder público e dos empregadores garantir esse direito”, destacou.

Leia também: Assembleia Legislativa do Amazonas incentiva a vacinação de crianças para erradicação de doenças

Legislação em vigor

A campanha “Agosto Dourado” foi instituída no Amazonas pela Lei nº 5.081/2020, de autoria da ex-deputada Therezinha Ruiz. O termo “dourado” faz referência à classificação do leite materno como “alimento de ouro”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos anos seguintes, novas legislações ampliaram a proteção às lactantes, como:

• Lei nº 6.085/2022, de autoria da deputada Joana Darc – garante a instalação de salas exclusivas para amamentação e armazenamento de leite materno;

• Lei nº 6.390/2023, também de Joana Darc – assegura o direito à amamentação em locais públicos e privados, livre de constrangimentos e assédios;

• Lei nº 6.424/2023, de autoria da deputada Mayra Dias (Avante) – obriga unidades públicas de saúde a oferecerem consultoria gratuita sobre amamentação;

• Lei nº 7.494/2025, também de Mayra Dias – institui a Semana Estadual de Doação de Leite Humano, celebrada de 19 a 25 de maio.

Deputada Mayra Dias entrega potes de vidro para Banco de Leite do Estado - aleam
Deputada Mayra Dias entrega mil potes de vidro para Banco de Leite do Estado durante campanha. Foto Tadeu Rocha/Aleam

Campanha Amamentação Solidária

Entre as ações promovidas pela Aleam está a campanha “Doe Frascos de Vidro – Amamentação Solidária”, idealizada pela deputada Mayra Dias em parceria com a Comissão de Assistência Social e Trabalho (CAST), da qual é presidente.

Leia também: Assembleia Legislativa do Amazonas tem 30 novas leis sancionadas que promovem cidadania, inclusão e sustentabilidade

A iniciativa arrecada frascos de vidro com tampa plástica, como os de café solúvel, que são destinados ao Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga.

Instituída pela Resolução Legislativa nº 990/2023, a campanha é realizada anualmente em maio, mês das mães. Em 2024, mais de 600 frascos foram arrecadados. A meta deste ano é superar esse número.

No dia 06/08, a Aleam realizou uma ação especial com a entrega simbólica de mil frascos arrecadados. A programação inclui ainda uma palestra no plenário Cônego Azevedo, ministrada por uma nutricionista da Maternidade Ana Braga, abordando a importância do aleitamento materno e o cenário da captação de leite humano no estado.

A coordenadora da CAST, Márcia Alamo, destacou o impacto positivo da campanha, tanto na saúde quanto no meio ambiente. “Além de salvar vidas, a ação reaproveita potes que iriam para o lixo. Promovemos ações educativas e oferecemos agendamento para coleta domiciliar”, explicou.

Jogos reúnem povos indígenas de Mato Grosso em território Erikpatsa

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Indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.

Os primeiros Jogos Indígenas de Mato Grosso tiveram início nesta quarta-feira (13.8) e prosseguem até domingo (17.8), na aldeia Curva, terra indígena Erikpatsa, no município de Brasnorte (a 580 km da Capital). Para a realização, o evento conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

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Jogos indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.

Inédita no Estado, a iniciativa é promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), que é o principal interlocutor dos povos indígenas com a sociedade civil e os órgãos governamentais do Estado. 

Estão representadas nos Jogos as sete regionais jurisdicionadas pela Federação (Cerrado/Pantanal, Norte, Médio Araguaia, Noroeste, Xavante, Vale do Guaporé e Xingu). Ao todo, 45 dos 46 povos indígenas de Mato Grosso participam do evento. Apenas o povo Tapirapé não está presente devido ao luto pelo falecimento recente de uma anciã. 

Leia também: Povos indígenas e comunidade ribeirinha fazem acordo para uso comum de território em Mato Grosso

Indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.

No primeiro dia de atividades, a programação incluiu apresentações culturais dos povos indígenas, sorteio das partidas e desfile para escolha da rainha dos Jogos. Na quinta-feira (14), o dia está reservado para as partidas de futebol. E, na sexta-feira (15), ocorrem as disputas de natação, canoagem, arco e flecha e arremesso de lança.

As competições continuam no sábado (16), com provas de atletismo de 100 metros e 1.500 metros, cabo de guerra e etapas eliminatórias de futebol. No domingo (17) serão realizadas as disputas finais do futebol e premiações.

Além das disputas masculinas e femininas, o encontro busca promover a união entre os povos, estimulando a troca de saberes e a prática esportiva como ferramentas de resistência cultural e de fortalecimento político-social.

Leia também: Saiba quantas terras indígenas existem na Amazônia Legal

Jogos indígenas. Foto: Divulgação

Para o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, os Jogos Indígenas representam um momento histórico para as políticas de fomento ao esporte e à cultura. 

“É um momento ímpar de celebrarmos nossa cultura, fortalecer nossos laços identitários, intercambiar nossas histórias e garantir que os povos indígenas possam ter acesso a práticas culturais, esportivas e de lazer tão importantes para a cidadania e o desenvolvimento social. O Governo de Mato Grosso cumpre seu papel e constrói junto aos povos indígenas uma nova e importante história”.

*O conteúdo foi originalmente publicado na Secel MT e escrito por Cida Rodrigues.

Terceira edição da Glocal Amazônia discute o papel estratégico da Amazônia no cenário nacional e internacional

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Este mês, a capital do Amazonas vai respirar inovação, cultura e meio ambiente: Manaus será palco da 3ª edição da Glocal Amazônia, que será realizada nos dias 28, 29 e 30 de agosto. Aberto ao público, o evento ocupará dois espaços: o Palácio da Justiça, onde acontecerão masterclasses e painéis, na Sala Glocal, oficinas e workshops no Glocal Lab, e uma mostra de realidade virtual; e o Largo de São Sebastião, que abrigará o Palco Fest, com shows e intervenções artísticas.

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Mais do que um festival, a Glocal Amazônia é um chamado para colocar a região amazônica no centro do debate global, conectando potências locais, lideranças e autoridades para refletir sobre caminhos, soluções e oportunidades que garantam o futuro do maior bioma do planeta.

A Glocal é uma plataforma de ideias, ações e conexões criada pela Dream Factory — referência nacional em entretenimento ao vivo. Seu objetivo é democratizar pautas e debater políticas públicas para acelerar a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A cada ano, os debates se aprofundam e se ampliam, mobilizando pessoas, governos e empresas em torno de um futuro mais sustentável, inclusivo e justo.

Palestra durante Glocal 2024
Divulgação Glocal.

“Durante o evento, queremos impactar as pessoas de forma positiva, trazendo informações relevantes, promovendo trocas e entretenimento”, explica Malu Sevieri, head de Glocal na Dream Factory.

Ela destaca que a 2ª edição da Glocal Amazônia, em 2024, mobilizou 22 mil pessoas, contou com mais de cem palestrantes, mais de 60 horas de oficinas e workshops, gerando mais de 120 postos temporários de trabalho, além de se caracterizar por ser um evento carbono neutro e lixo zero.

“A Glocal Amazônia é mais que um evento, é um espaço de conexão e colaboração entre diferentes setores para promover soluções concretas aos desafios da nossa região. A cada edição, reafirmamos nosso compromisso com a Agenda 2030 e com o desenvolvimento sustentável, unindo cultura, inovação e diálogo para transformar realidades”, Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.

Painéis e oficinas

No dia 28, 1º dia do evento, a Glocal Amazônia terá como foco as temáticas voltadas para negócios e inovação social. Neste dia haverá dois workshops B2B, com treinamento do Business Model Canvas para Negócios de Impacto e oficina de storytelling e técnicas de pitch; dois painéis, um sobre tecnologia verde, que vai mostrar como usar tecnologias avançadas, como a Inteligência Artificial, por exemplo, para proteger a floresta e fortalecer seus povos, e outro que abordará de que forma empresas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável e o valor da biodiversidade.

Um dos destaques deste dia é Justino Rezende Tuyuka, doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos principais acadêmicos indígenas do Brasil. Além disso, será promovida uma rodada de pitching de projetos de bioeconomia e apresentação da Orquestra Amazonas Filarmônica no Teatro Amazonas.

Foto: Divulgação Glocal

O dia 29, 2° dia do evento, será dedicado a painéis e oficinas voltados para escolas e universidades. Um grupo de influenciadores desenvolverá o “Manual da Boa Influência”, um guia sobre como influenciar pessoas por meio de redes sociais com ética e responsabilidade. Além disso, será promovida uma masterclass com especialistas do Grupo Dreamers para alunos de Publicidade.

Haverá também o painel “Da Amazônia para o Mundo: Arte e Cultura e Potência Global”, no qual a Amazônia é apresentada como potência criativa e força simbólica que transcende fronteiras. Através da arte, da moda, das manifestações populares e das expressões identitárias de seus povos, a região vem ganhando cada vez mais visibilidade cultural. A conversa propõe um mergulho nas linguagens artísticas que nascem de sua pluralidade, valorizando e ecoando as estéticas, narrativas e tradições da região. Um dos destaques do painel é a influenciadora digital Isabelle Nogueira (ex-BBB), que desde 2018 atua como Cunhã Poranga do Boi Bumbá Garantido.

O Boi Bumbá Caprichoso, um dos protagonistas do Festival de Parintins e que soma 26 títulos, fará uma apresentação especial neste dia. O Caprichoso foi tricampeão consecutivo (2022, 2023 e 2024), quebrando recordes de inovação visual e engajamento artístico.

Discussão sobre legado da COP30

No 3° e último dia do evento, 30 de agosto, serão promovidas ações ligadas ao turismo sustentável, que visam transformar experiências turísticas em ferramentas de regeneração ambiental e social. Novamente, o Palco Glocal vira o centro das atenções, com uma masterclass sobre qual será o legado da COP30 para a região Norte do Brasil. A intenção dos organizadores de Glocal é mostrar como o planejamento urbano, as políticas públicas, a infraestrutura e o desenvolvimento regional podem ser articulados para criar territórios preparados para a mobilização.

Foto: Divulgação Glocal

As atividades do dia incluem ainda passeios guiados pelo centro histórico de Manaus, show no Palco Fest com o Boi Garantido, campeão do Festival Folclórico de Parintins de 2025, que conquistou seu 33º título. A apresentação contará com mais de 30 músicos no palco.

No Largo de São Sebastião, por sua vez, acontecerá a “Feira Glocal”, com mais de 30 expositores comercializando produtos amazônicos, e o projeto “Sabores Glocal”, uma parceria com restaurantes localizados no entorno do evento, que criarão um prato autoral desenvolvido a partir de ingredientes locais.

Sustentabilidade e pluralidade

Para dar continuidade ao legado das edições anteriores, a Glocal Amazônia tem como premissas gerar eventos de baixo volume de resíduos, usar materiais sustentáveis, contar com 70% de palestrantes locais e 80% da equipe oriunda da região, além de fornecedores do território amazônico. A curadoria, por sua vez, tem como alicerces temas da Amazônia e a vocação de ser um evento que investe na pluralidade.

Foto: Divulgação Glocal

Além de painéis com discussões, a programação vai abrigar oficinas em comunidades, atividades de dança, yoga e meditação, batalha de rimas, músicos locais, jogos educativos, slam de poesia, grafismo corporal indígena, gastronomia, realidade virtual e a tradicional Feira Glocal, que reúne produtores e artesãos locais. Sem falar na leitura dinâmica do livro “Outras Dramaturgias”, de Adanilo, ator, dramaturgo e diretor de origem indígena e manauara.

A programação completa pode ser acessada no site da Glocal – www.glocalexperience.com.br.

Os ingressos para as atrações podem ser baixados diretamente por meio do link www.godream.com.br e a cobertura do evento será realizada por meio dos canais oficiais de Glocal – no Instagram @glocalexp, no TikTok @glocalexp e no LinkedIn Link.

Sobre a Glocal

A Glocal é uma plataforma de ideias e ações, criada pela Dream Factory, para o cumprimento da Agenda 2030, que convida diferentes setores da sociedade a sentir, pensar e agir em prol de um mundo mais sustentável.

Com a premissa de pensar global, agir local, a plataforma funciona como um catalisador na busca de soluções que contribuam para a implementação 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Esse trabalho é feito por meio de jornadas e eventos que reúnem pensadores, estudiosos, cientistas e influenciadores. A partir de uma visão sistêmica, a proposta é identificar os ODS com maior potencial de estimular a transformação em cadeia e propor uma pauta equilibrada, onde todos possam ser ouvidos e caminhem em direção à solução por meio de ações assertivas.

A Glocal também busca promover a democratização das discussões relacionadas à sustentabilidade e inovação, nos âmbitos ambiental, social e empresarial, além de mapear e impulsionar iniciativas que impactem positivamente em seus ecossistemas.

Saiba mais sobre o trabalho da Glocal em www.glocalexperience.com.br e nas redes sociais: Instagram (@GlocalExp); Facebook, LinkedIn, Youtube e @GlocalEx no X.

Pesquisadora desenvolve bebida láctea fermentada de cupuaçu

Os estudos fazem parte do Edital Bolsa de Doutorado com produto Tecnológico. Foto: Arquivo/Pesquisadora.

Projeto de pesquisa investiga formas de produzir leites fermentados utilizando polpas de frutos nativos do Brasil. Os primeiros foram os frutos do cupuaçu (Theobroma grandiflorum), mangaba (Hancornia speciosa) e  ata (Annona squamosa), explorando o uso desses ingredientes para agregar valor nutricional aos produtos lácteos.

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Flor de Cupuaçu. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Leia também: Pesquisadora do Amazonas investiga utilização de alternativas ecológicas e sustentáveis para substituição do plástico

Os estudos começaram com o desenvolvimento de um leite à base de cupuaçu, formulado e otimizado para definir concentrações de polpa de açúcar, buscando equilíbrio de sabor e estabilidade do produto. Foram realizadas análises físico-químicas, medição de teor de compostos bioativos, testes de vida de prateleira e avaliação sensorial.

Na segunda etapa, foi produzida uma versão com mangaba, com formulação voltada para alto teor de fibras. O objetivo foi avaliar o potencial do produto para a saúde intestinal e quais os benefícios ele pode oferecer. As análises incluirão estudos físico-químicos, bioacessibilidade de compostos fenólicos e fermentação colônica, para investigar o efeito sobre a microbiota.

Leia também: Pesquisadora analisa como é produzido instrumento típico do São João do Maranhão

Pesquisadora desenvolve bebida láctea fermentada de cupuaçu
Theobroma Grandiflorum Flower. Foto: Reprodução/ FAPEMAT

Leia também: Patente de processo inovador para produção de nibs de cupuaçu é registrada pela Ufac

O terceiro produto será elaborado com o fruto da ata, sem adição de açúcar. O foco é atender consumidores que buscam opções com menor teor calórico. Serão feitos testes físico-químico, análises de percepção de doçura de vida de prateleira.

De acordo com a pesquisadora, “o trabalho busca ampliar o portfólio de leites fermentados funcionais, valorizar frutos regionais e gerar conhecimento aplicável à indústria de alimentos, contribuindo para a inovação no setor lácteo brasileiro’, ressaltou a doutora Maressa.

*O conteúdo foi originalmente publicado na FAPEMAT MT e escrito por Widson Ovando.

Amazonas tem queda de 93,4% nos registros de focos de calor em julho de 2025

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Foto: Reprodução/Secom

O Amazonas registrou uma queda expressiva nos focos de calor no mês de julho de 2025. Foram identificados 278 focos em todo o território estadual, uma redução de 93,44% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número chegou a 4.241 focos.

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“Todo o trabalho que a gente tem feito tem trazido os bons resultados que a gente tem acompanhado. Tudo isso é resultado desse comprometimento, dessa antecipação que é feita pelo nosso Comitê Permanente de Enfrentamento aos Eventos Climáticos”, afirmou o governador do Amazonas, Wilson Lima.

Amazonas tem queda de 93,4% nos registros de focos de calor em julho
Focos de calor são áreas detectadas por satélites que apresentam temperaturas elevadas, indicativas da presença de fogo ou calor anormal na superfície terrestre. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Focos de calor são áreas detectadas por satélites que apresentam temperaturas elevadas, indicativas da presença de fogo ou calor anormal na superfície terrestre. Eles são identificados por sensores de satélite que captam a radiação térmica emitida por essas áreas.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), monitorados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Além da queda de focos de calor no mês, no acumulado do ano, de 1º de janeiro a 31 de julho, também foi registrada uma redução significativa.

Foram contabilizados 498 focos de calor no Amazonas, número 89,85% menor do que o registrado no mesmo período em 2024, quando o estado somava 4.907 focos. Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, os dados refletem os resultados de uma estratégia integrada de enfrentamento ao desmatamento e aos incêndios florestais no Amazonas.

“Essa redução nos focos é fruto de um esforço contínuo do Governo do Estado em fortalecer o combate às queimadas, com ações de monitoramento, fiscalização e, principalmente, prevenção. As ações de monitoramento continuarão intensificadas nos próximos meses, em articulação com os órgãos ambientais estaduais e com políticas que combinem tecnologia, gestão territorial e parcerias institucionais”, destacou Taveira.

Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a queda nos focos de calor reflete o trabalho técnico e permanente desenvolvido.

“O monitoramento é feito de forma contínua pelo Ipaam, por meio do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), que funciona como uma central de inteligência ambiental do Governo do Amazonas. É esse núcleo que identifica focos de calor, mapeia áreas de risco e emite alertas que orientam ações preventivas. Os dados são usados como base técnica para orientar nossas operações de campo e fiscalizações”, explicou.

Dados

A maior parte dos focos de julho foi registrada em áreas sob jurisdição federal, que concentraram 75,18% do total. Ao todo, foram 209 focos notificados em territórios como glebas federais (141), assentamentos (47), Terras Indígenas (16) e Unidades de Conservação federais (5).

Foto: divulgação

Já nas áreas de gestão estadual, foram identificados 32 focos (11,51%) em julho, sendo 18 em Unidades de Conservação estaduais e 14 em glebas do Estado. Os demais 13,31% (37 focos) ocorreram em vazios cartográficos, áreas sem definição fundiária.

A distribuição fundiária dos focos no acumulado de 2025 mantém o mesmo padrão observado em julho. As áreas federais concentraram 364 focos (73,09%), enquanto as áreas estaduais somaram 65 focos (13,05%). Os demais, 69 focos (13,85%), aconteceram em vazios cartográficos.

Todos estes dados, bem como panoramas de desmatamento, informações sobre qualidade do ar, monitores de cheias e secas das calhas dos rios e muito mais, podem ser vistos no Painel do Clima, site do Governo do Amazonas AQUI.

Fazenda São Benedito: área de soltura de animais silvestres na natureza

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Araras. Foto: Amanda Cardoso Sema-MT.

A Área de Soltura de Animais Silvestres da Fazenda São Benedito, em Jangada, recebeu, neste mês de agosto, 8 animais silvestres aptos para voltarem à natureza. Os animais foram destinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), sendo 3 araras-canindé adultas, 1 tatupeba juvenil, 1 urubu-de-cabeça-preta juvenil, 1 periquito-de-encontro-amarelo juvenil, 1 jabuti-piranga adulto e 01 Anú-coroca adulto.

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Entre os animais, 2 das araras-canindé receberam tratamento médico veterinário em uma clínica de Sorriso, credenciada junto à Sema, após serem resgatadas com lesão nas asas e escoriações. Após alta médica, as aves se encontraram aptas para soltura imediata, assim como a 3ª, que foi resgatada em Cáceres e passou por tratamento veterinário para curar uma inflamação dos sacos aéreos (aerossaculite).

O tatupeba foi resgatado em Tangará da Serra, com o apoio da Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) da Sema no município, com quadro de pneumonia. Após tratamento veterinário ele foi levado para a fazenda e ficará em aclimatação e cuidados nutricionais para futura soltura branda, feita com acompanhamento.

animais silvestres
Araras-Canindé. Foto: Reprodução/ Secom-MT.

Leia também: Animais silvestres amazônicos precisam andar em grupos; entenda o por quê

Os outros 4 animais foram resgatados na baixada cuiabana. O periquito-de-encontro-amarelo foi uma entrega voluntária e por estar com as penas das asas e rabo cortado, que são crimes ambientais, ele não tem plenitude de voo. O animal ficou sob os cuidados de uma tutora para cuidados nutricionais e ficará em recuperação na área de soltura até o crescimento das penas e aclimatação para futura soltura.

O urubu-de-cabeça-preta foi resgatado após ataques de cães, ao cair em um quintal e após tratamento veterinário teve a soltura imediata na fazenda São Benedito. Já o jabuti e o anú não precisaram de atendimento médico e foram levados ao local para soltura branda.

Área de Soltura de Animais Silvestres da Fazenda São Benedito

A Fazenda São Benedito é uma área de soltura cadastrada pela Sema desde 2022 e no primeiro semestre de 2025 recebeu aproximadamente 90 animais silvestres, entre eles 18 exemplares de filhotes de Marrecos, 14 exemplares araras-canindés e 10 exemplares de jabutis.

Em 2024, o local recebeu mais de 150 animais como araras, papagaios, paca, cotia, anta, curiós, bicudos. O local tem um papel importante na reabilitação de periquitos, jandaias e maracanãs, que ao serem resgatados filhotes exige cuidados intensivos como alimentação com papinha específica.

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Araras. Foto: Reprodução/ Secom-MT.

A  bióloga e servidora da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiro, Rebeca Marcos, ressalta a importância da área de soltura, que se adequa cada ano para receber um maior número de espécies de animais silvestres. “Este ano a área de soltura, que tem esta parceria com a Sema há mais de 2 anos, começou a receber filhotes de antas para reabilitação”.

Três filhotes de antas levadas ao local para cuidados nutricionais já foram destinados para empreendimentos. No momento estão no local 2 filhotes de antas, sendo que um deles foi levado ao local há aproximadamente 10 dias após ser encontrado na beira da rodovia e passar por tratamento médico em clínica veterinária de Sorriso. O filhote ficará na área de soltura para cuidados nutricionais e aclimatação em ambiente adequado, com presença de corpo d´água e vegetação nativa.

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Foto: Reprodução/ Secom-MT.

“Eu sempre gostei de animal silvestre e estamos aqui hoje com esta parceria com a Sema. Daqui mais uns 10 anos para frente, se Deus abençoar, isso aqui vai estar povoado cada dia mais de animais”, comemora Sanid José Nassarden, responsável pela Área de Soltura.

* O conteúdo foi originalmente publicado na Secom do Mato Grosso e escrito por Renata Prata.

Óleo de Murumuru do Acre conquista o mercado nacional com bioeconomia e cooperativismo

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No mercado da manteiga de murumuru, enviada a pelo menos três grandes empresas de cosméticos do país, a Coopercintra atua em 53 comunidades rurais distribuídas entre cinco municípios. Foto: Pedro Devani/Secom

Gerar renda com produtos da floresta tem sido a missão da Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), situada em Rodrigues Alves, município do interior do Acre com 14.938 habitantes, dos quais mais de 61% vivem na zona rural.

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Aproveitamento consciente desse recurso gera renda e fortalece a consciência ambiental. Foto: Pedro Devani/Secom.

Essa realidade é o que torna a comunidade um exemplo vivo de bioeconomia, ao trabalhar, com responsabilidade ambiental, a cadeia produtiva do óleo de murumuru, matéria-prima que confere notas da floresta acreana aos produtos vendidos por marcas como a Natura. O avanço é fruto de uma engrenagem que reúne diversos atores: ações governamentais de capacitação e infraestrutura, parcerias com a iniciativa privada e, sobretudo, a força pulsante do cooperativismo.

No mercado da manteiga de murumuru, enviada a pelo menos três grandes empresas de cosméticos do país, a Coopercintra atua em 53 comunidades rurais distribuídas entre cinco municípios: Porto Walter, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, no Acre; Guajará e Ipixuna, no Amazonas. Por ano, o grupo produz 20 toneladas do produto.

Queline Souza, diretora executiva da Coopercintra, conta que há 14 anos o trabalho do grupo é focado na sustentabilidade e no fortalecimento das famílias que vivem da floresta em pé. Famílias que elevam o nome do estado por meio da qualidade dos produtos que chegam às penteadeiras de todo o país. Um detalhe que revela a sensibilidade do projeto: 30% da diretoria da cooperativa é formada por mulheres.

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Tesouro da floresta

O murumuru é uma palmeira nativa da Amazônia, encontrada em áreas de várzea e em terra firme, com destaque para o território acreano. Seus frutos crescem em cachos protegidos por palhas espessas, uma estrutura fibrosa que resguarda o coco onde está a verdadeira joia: a amêndoa.

Murumuru
Murumuru fruto. Foto: Divulgação

A colheita, feita por extrativistas das comunidades tradicionais, respeita o tempo da natureza. Após a coleta, os frutos são descascados manualmente e as amêndoas passam por secagem natural. Em seguida, são prensadas para extração da manteiga, uma substância cremosa, rica em ácidos graxos e altamente hidratante, qualidades que seduzem o mercado da beleza.

Todo esse processo hoje acontece na própria comunidade, na sede da Coopercintra. A agroindústria funciona com incentivo da Natura e também do governo do Acre, por meio da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), que cedeu o espaço e oferece capacitações, qualificação técnica e métodos inovadores para garantir a excelência de um produto que leva a marca de Rodrigues Alves.

Foto: Reprodução/Agência de Notícias do Acre.

“O murumuru hoje é uma fonte de renda dentro das famílias. Antes era visto como apenas um espinheiro na mata, que muita gente achava inútil. Hoje, nossos produtores relatam que virou uma renda complementar e ajuda a preservar a natureza”, explica Queline.

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Força da floresta

O aproveitamento consciente desse recurso gera renda e fortalece a consciência ambiental. Ao colher a amêndoa, as comunidades praticam o manejo sustentável, uma ação crucial para manter a área preservada.

Óleo chega a grande empresas de cosméticos do país. Foto: Pedro Devani/Secom.

“Os nossos produtores têm papel fundamental nos municípios onde atuamos, porque entendem que dali vem o sustento de suas famílias, então eles são os principais guardiões da floresta”, reforça a diretora.

Entre março e abril, a cooperativa realiza um cadastro com os extrativistas, visitando as comunidades para recadastramento e mapeamento das famílias beneficiadas.

“Depois dessa visita, nós também vamos até a casa deles buscar a matéria-prima e selecionar as que serão trabalhadas na agroindústria”, detalha Queline.

Na extração do óleo de murumuru, nada se perde. A casca é levada para a olaria e a chamada ‘torta de murumuru’, resíduo sólido que sobra após a prensagem, é reaproveitada como ração.

Queline Souza, diretora executiva da Coopercintra. Foto: Pedro Devani/Secom.

Técnicas refinadas, como prensagem a frio e métodos mecânicos, transformam a manteiga em óleo vegetal puro, altamente valorizado na indústria cosmética por suas propriedades emolientes e regeneradoras. Mais do que um insumo, o óleo de murumuru carrega consigo a força da floresta, a biodiversidade e as mãos que o tornam possível, um elo entre tradição, sustentabilidade e inovação.

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‘Se matar os pés de murumuru, não vamos ter trabalho’

Cleisson Oliveira, selecionador de amêndoas há mais de 10 anos, domina a arte de escolher os melhores caroços. Ele entende que essa etapa é essencial para a qualidade do produto final. E foi justamente esse trabalho que sustentou sua família, sua esposa e seus filhos.

“Minha vida sempre foi aqui. E vejo que é preciso preservar, porque se derrubar a floresta e matar os pés de murumuru, não teremos trabalho. Então é fundamental manter tudo preservado”, avalia Cleisson.

O coletor Antônio Carlos da Costa, de 51 anos, percorreu todos os estágios da cadeia produtiva. Criou os filhos com o que chama de tesouro das palmeiras. A técnica de aguardar a queda natural dos frutos é o princípio básico do extrativismo sustentável, pois assim permite que a palmeira continue viva e produtiva por muitos anos, mantendo a floresta em pé e gerando renda às comunidades.

“É preciso valorizar os coletores. O trabalho mais difícil é feito na mata, como limpar o entorno, cuidar para não ter cobra nos cachos, é um serviço que exige atenção. Mas é dali que tiramos nossa renda”, diz Antônio.

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Murumuru é uma palmeira nativa da Amazônia, encontrada em áreas de várzea e terra firme, com destaque para o território acreano. Foto: Pedro Devani/Secom.

Esperança plantada em cada muda

A ameaça das queimadas e do desmatamento preocupa as comunidades que sabem extrair riqueza natural sem ferir o meio ambiente. Foi com essa consciência que a Coopercintra implantou um viveiro florestal.

“Em parceria com a SOS Amazônia, começamos a trabalhar com 15 famílias no reflorestamento e enriquecimento de áreas. Nossos produtores estão engajados nesse trabalho, tanto em nossa comunidade quanto nas vizinhas, fortalecendo as cadeias e criando mais uma fonte de renda”, afirma Queline, mostrando a estrutura do viveiro montado ao lado da agroindústria.

O objetivo é fortalecer os sistemas agroflorestais e expandir outras cadeias de produção, como açaí, cacau, graviola, e também trazer o murumuru para mais perto dos extrativistas.

“Depois de reflorestar essas outras espécies, vamos iniciar o reflorestamento do murumuru, porque os pés estão muito distantes. Queremos enriquecer áreas e aproximá-los das moradias dos produtores”, projeta.

Entre março e abril, a cooperativa realiza um cadastro com os extrativistas, visitando as comunidades para recadastramento e mapeamento das famílias beneficiadas. Foto: Pedro Devani/Secom.

Funtac parceira

A diretora técnica da Funtac, Suelen Farias, acompanha de perto o trabalho com a cooperativa. Segundo ela, o fortalecimento das cadeias produtivas se dá por diversas frentes.

“Oferecemos cursos de capacitação na coleta da matéria-prima, no armazenamento e na melhor utilização do recurso, inclusive melhorando o fluxo de produção”, explica.

A micro usina em funcionamento na Coopercintra foi doada pela Funtac em 2004. Desde então, o governo tem apoiado com aquisição de produtos e melhorias estruturais, com recursos do REM e também da Natura, que investiu no aperfeiçoamento do espaço.

Mais do que um insumo, o óleo de murumuru carrega consigo a força da floresta, a biodiversidade e as mãos que o tornam possível, um elo entre tradição, sustentabilidade e inovação. Foto: Pedro Devani/Secom.

“Além de novas tecnologias, damos cursos para que eles saibam como posicionar seus produtos no mercado. Ensinamos sobre redes sociais, como divulgar os produtos e melhorar a parte visual, como embalagens”, enumera Suelen.

Trata-se de um esforço conjunto entre Universidade Federal do Acre (Ufac), Sebrae, Funtac, governo estadual e iniciativa privada, um modelo de economia sustentável que mira o reconhecimento mundial.

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Apoio do Governo

No fim de junho, o governo do Acre realizou um feito aguardado há quase 30 anos: o pagamento da subvenção da borracha e do murumuru diretamente na conta dos produtores extrativistas. A ação histórica trouxe dignidade, agilidade e segurança.

A nova metodologia, prevista na Lei Estadual nº 1.277/1999 e oficializada pelo Decreto nº 1.564/2024, foi implementada por determinação do governador Gladson Cameli, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).

“Essa decisão me deixou muito feliz. Criamos a divisão do subsídio para atender exclusivamente os extrativistas, porque antes ela era fundida a outras áreas”, explica o secretário de Agricultura, José Luis Tchê.

Segundo ele, o pagamento era constantemente atrasado por erros em CPF ou ausência de assinatura. O governo decidiu desburocratizar e pagar diretamente aos trabalhadores.

“Por solicitação do governador, decidimos resolver de vez a vida dos nossos extrativistas. Fizemos parceria com o Banco do Brasil e já pagamos mais de 70 extrativistas diretamente na conta. O plano piloto funcionou e vamos seguir nesse formato”, garante Tchê.

*O conteúdo foi originalmente publicado na Agência de Notícias do Pará, escrito por Tácita Muniz.

Sema Amazonas apresenta diagnóstico climático em preparação para estiagem 

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Apresentação diagnóstico climático no Amazonas. Foto: Noir Miranda

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), apresentou, no dia 11 de agosto, o Diagnóstico Climático e Análise de Riscos Ambientais no Amazonas, durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, organizada pela Defesa Civil. O objetivo é iniciar o planejamento integrado para a estiagem deste ano.

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estiagem no Amazonas
Estiagem no Amazonas. Foto: Divulgação

O estudo servirá como base para a elaboração do Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas do Estado, que integrará ações de diferentes órgãos para prevenir e minimizar impactos ambientais e sociais no Amazonas. Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o diagnóstico mostra a necessidade de integração entre órgãos estaduais para enfrentar os efeitos da crise climática.

“A Sema está coordenando a implementação de um plano integrado do estado para combate às mudanças climáticas. Vai ser muito importante a gente saber não só o que essas secretarias já estão fazendo, mas também como integrar essas ações para que a gente possa atuar em conjunto”, explicou Taveira.

Durante o encontro, ficou definido entre os membros que a Sema encaminhará o diagnóstico apresentado para todos os órgãos integrantes do comitê. Cada instituição deverá apresentar seus planos e iniciativas em andamento relacionados às mudanças climáticas, contribuindo para a consolidação do documento final.

diagnóstico climático
Apresentação diagnóstico climático. Foto: Reprodução/ Sema Amazonas.

“Não podemos atuar apenas quando o problema já existe. A reunião de hoje tem como finalidade compilar informações, submetê-las ao Comitê Técnico-Científico e, em breve, apresentar um plano norteador das ações do Estado. É essencial concluir este trabalho ainda durante o período crítico, que atinge seu ápice entre agosto e setembro, quando os impactos da seca tendem a ser maiores”, afirmou o secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo.

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Sobre o Comitê de diagnóstico climático

O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais foi instituído por decreto assinado pelo governador Wilson Lima em janeiro deste ano, tornando-se uma estrutura fixa de monitoramento e resposta a fenômenos como a cheia e a vazante dos rios.

Sobrevoo e vista de uma comunidade atingida pela estiagem em Manaus. Foto: Digulgação

Composto por 33 secretarias, órgãos e entidades estaduais, o colegiado conta com o apoio de um Comitê Técnico-Científico, responsável por orientar decisões com base em evidências. Entre as atribuições, estão a adoção de medidas para prevenir desastres, apoiar a reorganização do setor produtivo e promover a recuperação econômica das áreas atingidas.

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