Dandara: importante avanço na proteção dos territórios tradicionais. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados.
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece novos tipos penais para a mineração ilegal, com penas agravadas se a atividade ocorrer em terras ocupadas por povos e comunidades tradicionais e para quem a financia ou custeia.
Por recomendação da relatora, deputada Dandara (PT-MG), foi aprovado o substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para o Projeto de Lei 2933/22, da ex-deputada Joenia Wapichana (RR) e de outros 18 parlamentares.
“Trata-se de um importante avanço na proteção dos territórios tradicionais e no enfrentamento aos danos provocados pela mineração ilegal”, afirmou Dandara.
Segundo ela, o texto segue princípios constitucionais e acordos internacionais. Na justificativa que sustentou a versão original da proposta, a ex-deputada Joenia Wapichana e os demais autores argumentaram que, apesar de proibida pela Constituição, a mineração em terras indígenas ainda é uma prática permanente.
Pela proposta aprovada, incorrerá nas mesmas penas previstas hoje para a mineração ilegal quem:
colocar em risco a vida ou a saúde de pessoas;
causar significativo impacto ambiental;
realizar a atividade com emprego de máquinas e equipamentos pesados de mineração; ou
realizar a atividade mediante ameaça com emprego de arma.
Célia Xakriabá recomendou a aprovação da proposta. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados.
Além disso, conforme o substitutivo, a pena será aumentada até o dobro se a atividade for realizada em terras ocupadas por povos e comunidades tradicionais e até o triplo para quem a financia ou custeia nessas terras.
Próximos passos
Foto: Polícia Federal
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
*O conteúdo foi originalmente publicado na Agência Câmara de Notícias.
A taxa de desemprego no Amazonas ficou em 7,7% no segundo trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada no dia 15 de agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda em relação ao início do ano, o estado segue com o maior índice da Região Norte.
No país, a taxa foi de 5,8% no fim de junho, abaixo dos 7% registrados no primeiro trimestre. Esse é o menor resultado para o período desde 2012, quando a pesquisa começou.
O IBGE considera desocupadas as pessoas que não têm trabalho, mas estão ativamente procurando uma oportunidade, mesmo critério usado em padrões internacionais.
Nos outros estados do Norte, Acre, Roraima, Rondônia e Tocantins tiveram variação pequena, considerada estabilidade pelo IBGE. Já Pará e Amapá confirmaram queda. Rondônia registrou 2,3% e tem a segunda menor taxa do país, atrás apenas de Santa Catarina.
Apesar da redução, a informalidade continua predominante na região. Mais da metade dos trabalhadores (51,5%) atua sem carteira assinada ou em atividades informais. Pará e Amazonas lideram nesse cenário, seguidos por Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e Tocantins, todos com índices acima de 40%.
O verão amazônico, marcado por altas temperaturas, radiação solar intensa e períodos de baixa umidade, impõe desafios severos à saúde da pele. A combinação desses fatores favorece desde queimaduras e desidratação até o agravamento de doenças dermatológicas e o aumento de infecções cutâneas.
Segundo a dermatologista Fernanda Souza, o estilo de vida da população local contribui para a intensificação dos danos. “Atividades ao ar livre, pouca proteção solar e hidratação insuficiente deixam a pele ainda mais vulnerável. A prevenção com medidas simples é essencial para evitar problemas que vão do envelhecimento precoce ao câncer de pele”, afirma.
No calor extremo da região, erros comuns comprometem a saúde cutânea. Um deles é o excesso de higiene, com banhos frequentes usando sabonetes agressivos. “Isso remove a barreira natural da pele e provoca ressecamento. Óleos de banho são uma alternativa que limpa e hidrata ao mesmo tempo”, orienta Fernanda.
A especialista alerta também para a necessidade de reaplicar o protetor solar e proteger áreas frequentemente esquecidas, como lábios, orelhas e dorso das mãos. “Outro cuidado é evitar roupas muito apertadas ou de tecidos sintéticos, que aumentam o abafamento e favorecem infecções de pele. E, claro, manter uma boa hidratação oral: beber mais água reflete diretamente na saúde e no viço da pele”, acrescenta.
Verão amazônico exige atenção com a pele. Foto: Divulgação
A intensidade da radiação e o clima seco afetam cada tipo de pele de forma distinta. Peles negras, apesar de terem maior proteção natural, são mais propensas à hiperpigmentação, enquanto peles maduras sofrem mais com o ressecamento e a sensibilidade.
Em doenças crônicas, como rosácea e melasma, o verão amazônico é especialmente desafiador. “O calor e os raios UV são gatilhos diretos. A rosácea piora com a vasodilatação, e o melasma escurece ainda mais com a exposição solar. Esses pacientes precisam de uma rotina rigorosa de fotoproteção e hidratação”, explica a dermatologista.
No consultório, as queixas mais frequentes nessa época incluem queimaduras solares, foliculites, acne agravada, micoses e escurecimento de manchas. A boa notícia é que a prevenção pode ser simples e acessível.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
“O uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados, faz toda a diferença. Há opções de bom custo-benefício e texturas leves, ideais para o clima quente. Evitar roupas que abafam, optar por sabonetes mais suaves e reforçar a hidratação são medidas que cabem na rotina de qualquer pessoa”, reforça Fernanda Souza.
Para a especialista, o recado é claro: “Cuidar da pele no verão amazônico não é luxo, é necessidade. Pequenas mudanças nos hábitos diários podem prevenir problemas sérios e preservar a saúde cutânea por muito mais tempo.”
Atendimento gratuito à população
A Afya Educação Médica desenvolve, em Porto Velho, um programa de atendimento médico gratuito em diversas especialidades, incluindo Dermatologia, como parte das atividades práticas dos cursos de pós-graduação.
Os atendimentos ocorrem mensalmente na sede da instituição, localizada na Rua Alexandre Guimarães, 1927, bairro Areal. “Com essa iniciativa, os médicos estudantes de pós-graduação conseguem tratar casos reais e a comunidade é beneficiada com a oferta de atendimento”, explica o diretor.
Além de Dermatologia, a Afya oferece consultas gratuitas em Geriatria, Gastroenterologia, Pediatria Geral, Cardiologia e Clínica em Dor. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (69) 99955-1741 para verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento.
O deputado estadual Sinésio Campos (PT)reafirmou, no dia 11/08, seu compromisso em liderar o encaminhamento das demandas da aviação regional do Amazonas ao Ministério de Portos e Aeroportos. Autor da proposta que resultou na Audiência Pública realizada no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Sinésio reuniu representantes do setor aéreo, órgãos públicos, entidades de turismo e sociedade civil para discutir tarifas, cancelamentos de voos e a precariedade da infraestrutura aeroportuária no estado.
Durante a audiência, Sinésio destacou que a aviação regional é um serviço essencial para milhares de amazonenses, especialmente para os municípios onde não há acesso por estrada. Ele lembrou que o parlamento estadual já aprovou incentivos fiscais para combustíveis de empresas aéreas, mas que as contrapartidas prometidas não vêm sendo cumpridas.
O parlamentar também apontou que as passagens para o interior do Estado estão entre as mais caras do país, citando casos recentes como o Festival de Parintins, quando houve denúncias de tarifas abusivas.
Segundo ele, o objetivo agora é transformar as informações levantadas na audiência em um plano de ação concreto. Para isso, será criado um grupo de trabalho que, nos próximos dois meses, vai consolidar dados sobre a operação das companhias, infraestrutura dos aeroportos e medidas necessárias para garantir o atendimento regular às cidades do interior.
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM). Foto: Divulgação/Infraero
“Vamos a fundo nessas questões. A Azul, por exemplo, tem uma taxa de cancelamento de 62% dos voos. As empresas recebem incentivo fiscal para operar, mas não estão cumprindo com as contrapartidas de atender os municípios do interior. Vamos coletar as informações prestadas nesta audiência e instituir um grupo de trabalho. Nos próximos 60 dias vamos coletar todas as informações e encaminhar um documento conjunto ao Ministério de Portos e Aeroportos”, declarou Sinésio.
Árvore na Floresta Nacional do Amapá. Foto: Rafael Aleixo.
Uma série de audiências públicas no Amapá que aconteceram do dia 12 a 15 de agosto, debateu um projeto de concessão de áreas florestais. A proposta prevê o uso sustentável da floresta e pode gerar até 2 mil empregos diretos em cinco municípios, são eles:
Floresta Nacional do Amapá — Foto: Rafael Aleixo/g1
O projeto abrange 607 mil hectares de floresta, divididos em 11 Unidades de Manejo Florestal (UMFs). A proposta busca equilibrar indicadores sociais e econômicos por meio do manejo sustentável, com geração de renda e preservação ambiental.
Os documentos técnicos do projeto podem ser consultados no site de Sema, além de detalhes como o inventário florestal e a descrição das áreas de manejo.
Empresas, pesquisadores, povos tradicionais e demais interessados podem enviar sugestões até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico.
A primeira audiência foi realizada na Assembleia Legislativa do Amapá, em Macapá. O evento contou com a participação de representantes da sociedade civil, setor público e iniciativa privada. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, destacou o impacto econômico do projeto.
“Para cada vaga direta, estimamos mais duas indiretas. Além disso, a arrecadação anual deve ultrapassar R$ 30 milhões para o Estado, valor que será distribuído com os municípios onde as áreas estão localizadas. Esta é uma política de desenvolvimento econômico e social que une proteção das florestas com geração de renda para o nosso povo”, disse o diretor.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Governo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os contratos terão duração de 30 anos, período em que as empresas deverão seguir práticas sustentáveis, aliando conservação ambiental à geração de emprego e renda.
*O conteúdo foi originalmente publicado no g1 e escrito por Isadora Pereira.
Debate ocorreu na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços. Foto: Reprodução/Agência Câmara de Notícias.
Em audiência da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados no dia 12 de agosto, o Ministério de Minas e Energia defendeu os esforços por novos blocos exploratórios de petróleo e gás natural, mesmo diante da transição energética para fontes menos poluentes.
O diretor da área no ministério, Carlos Agenor Cabral, afirmou que o mundo vai continuar precisando de petróleo até 2050 e que “o Brasil não pode deixar o luxo de ser autossuficiente”.
Atualmente, o Brasil é o oitavo maior produtor de petróleo bruto do mundo, com projeção de chegar ao quarto lugar em 2031. No ano passado, a média de produção diária foi de 3,3 milhões de barris e as reservas (16,8 bilhões de barris) cresceram 6% em relação a 2023. Houve ainda a produção de 153 MMm3 por dia de gás natural. Os dois combustíveis fósseis foram responsáveis por quase R$ 100 bilhões de arrecadação em royalties e participação especial.
Carlos Cabral: autossuficiência vai depender das novas reservas ainda em fase de pesquisa. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Porém, Cabral alertou que, no futuro, essa autossuficiência vai depender das novas reservas ainda em fase de pesquisa.
“É o apelo que a gente faz, porque se nós não conseguirmos desbravar as nossas novas fronteiras, o país vai voltar a ser importador de petróleo a partir de 2040. E o que é que nós precisamos para reverter essa curva? Mais investimento: investimento centrado em novas fronteiras, como a Margem Equatorial e Pelotas”.
A Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul, tem contratos para cerca de 50 blocos de exploração de petróleo. A chamada Margem Equatorial envolve a Bacia do Rio Amazonas. Por lá, há estimativas de reservas de 10 bilhões de barris de petróleo, investimentos de US$ 56 bilhões e arrecadação estatal em torno de US$ 200 bilhões. Também há muita polêmica por causa dos riscos para uma área ambientalmente sensível.
Em julho, o Ibama aprovou o Projeto do Plano de Proteção à Fauna e aguarda-se agora a data para a Avaliação Pré-Operacional (APO), última etapa antes de eventual licença ambiental para a perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas.
Carlos Agenor Cabral argumentou que a produção nacional já é de baixo carbono (10 kg a 13 kg CO2e/boe) quando comparada com a média mundial (19 kg CO2e/boe). Além disso, citou os compromissos do país com a implantação de tecnologias de descarbonização e de sequestro de carbono (BECCS, CCS e CCUS) a fim se chegar à neutralidade de carbono até 2050.
Lindenmeyer: qualificação profissional e geração de renda para trabalhadores do setor. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados.
“No mundo todo, ninguém tem essa característica da matriz energética brasileira altamente concentrada em biocombustíveis. Se eu sequestro esse carbono, ele vira negativo. Então, por isso que nós temos o potencial de ter emissões negativas do setor de energia no Brasil”.
Gerente de política industrial do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Pedro Alem também alertou sobre outros riscos caso o Brasil se torne um país importador a partir de 2040.
“Caso não encontremos novas reservas, nós enfrentaremos um problema fiscal muito pior do que o potencial problema de comércio exterior que se vislumbra. Então, temos que ter isso muito claro na mente, também trabalhando sempre com responsabilidade, com respeito às normas ambientais e com segurança operacional”.
Analista da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Jorge Boeira reforçou esses argumentos.
“Existe uma discussão muito equivocada hoje dentro da sociedade de que petróleo e gás não fazem parte da transição energética. As transições não ocorrem de um dia para o outro. É muito difícil desmontar uma estrutura de produção e uso de energia de quase 100 milhões de barris por um dia de um dia para o outro”.
A audiência ainda contou com representantes de vários setores industriais que agradeceram ao Congresso Nacional por avanços na legislação em torno dos combustíveis do futuro e do hidrogênio verde.
Organizador do debate, o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) aposta em otimizar oportunidades, também com foco na qualificação profissional e na geração de renda para os trabalhadores do setor.
“Por mais que seja complexo o momento que a gente está vivendo, talvez seja uma oportunidade de a gente fortalecer a indústria nacional para fazer frente a esses desafios que a gente tem hoje em âmbito global”.
O Ministério do Desenvolvimento mapeou investimentos de R$ 3,8 trilhões para o setor de energia até 2034, entre eles R$ 2,5 trilhões em petróleo e gás, R$ 260 bilhões em combustíveis do futuro e R$ 130 bilhões em eletromobilidade.
*O conteúdo foi originalmente publicado na Agência Câmara de Notícias.
Durante coletiva de imprensa na última semana, especialistas, parlamentares e lideranças indígenas pediram medidas urgentes para conter a expansão de combustíveis fósseis na Amazônia. A ação antecedeu a V Cúpula Presidencial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), marcada para o dia 22 de agosto em Bogotá, na Colômbia.
O debate, transmitido online, reuniu o físico Paulo Artaxo, integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC); o deputado colombiano Andrés Cancimance; a pesquisadora Paola Yanguas Parra, do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD); e a líder indígena peruana Olivia Bisa. A mediação foi do jornalista André Borges, da Folha de São Paulo.
A conversa levantou pontos como os verdadeiros custos sociais, ambientais e econômicos da expansão de combustíveis fósseis na Amazônia, bem como a importância de marcos regulatórios que permitam avançar para uma transição energética justa.
Também foi discutido o papel estratégico da OTCA e seu potencial para alinhar os países amazônicos diante de desafios comuns como a expansão dos combustíveis, mas especialmente em preparação para a COP30, que será realizada em novembro na cidade de Belém, no Brasil.
Andrés Cancimance, deputado colombiano, disse: “Não é segredo que há uma forte tensão em torno da ideia de eliminar gradualmente os fósseis na Amazônia, porque, apesar da intenção da Colômbia, países como o Brasil não concordam. Por isso, os parlamentares enviamos uma carta ao presidente Petro, incentivando-o a apresentar o tema mesmo que a OTCA não o priorize devido à falta de consenso. É preciso insistir agora em Bogotá e depois na COP30, para que o tema seja central nessas conferências. A omissão em relação ao problema dos fósseis é gravíssima. Temos muito a fazer no nível multilateral, mas principalmente no parlamentar; precisamos de legislação e regulamentação mais fortes. Referendos e declarações de zonas de exclusão não estão sendo eficazes. São urgentes leis nacionais, alinhadas com propostas legislativas já em debate na Colômbia, Brasil, Peru e Equador, que permitam avançar”.
Paulo Artaxo, físico integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) declarou que:
“A questão central na crise climática é a exploração e o uso de combustíveis fósseis, responsáveis por 85% a 90% das emissões globais de gases de efeito estufa. Se a COP30 não implementar políticas efetivas para acabar com o uso de combustíveis fósseis, haverá pouco a ser feito. A segunda maior fonte de gases de efeito estufa é o desmatamento de florestas tropicais, do qual a Amazônia é o componente principal. Vários países têm estratégias para eliminar o desmatamento até 2030, meta que todos devemos alcançar. Mas há um problema importante: a floresta amazônica está sofrendo degradação florestal devido ao aumento da temperatura global e à redução das chuvas, gerando estresse hídrico. A floresta perde carbono não apenas pelo desmatamento, mas basicamente pelo uso e exploração de combustíveis fósseis. Além de implementar efetivamente a transição energética nos países da OTCA, precisamos pressionar os países responsáveis pela maior parte das emissões para acelerar sua transição energética e alcançar um mundo livre de fósseis nas próximas décadas”.
Já a líder indígena peruana Olivia Bisa afirmou que “como nação Chapra, temos 97% da nossa biodiversidade intacta, o que significa que nossa governança é legítima e exemplar nacional e internacionalmente. No entanto, o Estado peruano tenta explorar nosso território há anos. Resistimos à entrada de cinco empresas transnacionais, pressionamos nossos parlamentares e apresentamos um projeto de lei para declarar a Amazônia intocável, livre de atividade petrolífera e de todo tipo de extrativismo. Espero que na reunião da OTCA e na COP30 os líderes se comprometam a declarar a Amazônia livre de combustíveis fósseis. A floresta é uma esperança de vida. Se queremos um futuro para nossos filhos, é hora de protegê-la e agir”.
A pesquisadora do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Paola Yanguas Parra, disse que a expansão da “fronteira petrolífera na Amazônia colombiana não faz sentido: o custo econômico de extração e transporte é altíssimo, estão em risco sumidouros de carbono fundamentais para a Colômbia e para o mundo, e o impacto sobre comunidades e ecossistemas locais é irreversível. Ganharíamos muito mais ao interromper a exploração e planejar uma saída ordenada onde já existe produção”.
Veja a prévia do novo relatório sobre a inviabilidade econômica da exploração fóssil na Amazônia colombiana, elaborado pela Earth Insight em parceria com o IISD.
Salão nobre do Teatro Amazonas. Foto: Aguilar Abecassis.
Um dos maiores símbolos do Amazonas, o Teatro Amazonas está de portas abertas para receber visitantes do mundo inteiro. Localizado no Centro Histórico de Manaus. Com funcionamento de terça a domingo, as visitações guiadas são uma ótima opção para quem deseja conhecer a história por trás do monumento mais icônico da capital.
As visitas acontecem de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 13h. A entrada é gratuita para amazonenses, mediante apresentação de documento de identidade com foto. Para visitantes de outros estados ou países, o ingresso custa R$20 (inteira) e R$10 (meia).
Durante o percurso, os visitantes conhecem o luxuoso Salão de Espetáculos, onde ocorrem apresentações líricas, sinfônicas e teatrais, e também o Salão Nobre, considerado o espaço mais original do teatro, com lustres, pinturas e mobiliário do final do século XIX que impressionam pela beleza e preservação.
Outro ponto alto da visita é o Museu do Teatro, que reúne espaços como a Sala dos 125 Anos de História, com peças e fotografias que narram a trajetória do teatro desde sua inauguração em 1896, e a Sala Zezinho Corrêa, dedicada à música e à dança. Nesta sala, o público encontra um painel em homenagem ao artista amazonense, além de bustos de músicos brasileiros, sapatilhas de balé e registros históricos.
Além das exposições e ambientes, o está na própria arquitetura do prédio. Cada detalhe, das cadeiras originais às telhas da cúpula, revela traços do refinamento artístico e da importância cultural do Teatro Amazonas ao longo dos séculos. Embora muitos objetos tenham sido perdidos com o tempo, o que resistiu está em exibição, mantendo viva a memória do espaço.
Seja turista ou morador da cidade, a visita ao Teatro Amazonas é uma oportunidade única de conexão com a arte, a história e o patrimônio do estado.
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), irá convocar, mais uma vez, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas, Orlando Fanaia Machado, para prestar esclarecimentos acerca dos quilômetros que deveriam ser requalificados na BR-319. A convocação ocorre na esteira da decisão federal que mantém suspensas as licenças ambientais sobre a rodovia.
“A pavimentação da BR-319 é fundamental para impulsionar o progresso, fortalecer a economia e garantir o acesso a produtos com preços mais acessíveis. Em abril deste ano, ouvimos do superintendente do DNIT a promessa de que o asfalto seria aplicado na BR-319. O senhor Orlando nos garantiu que seriam pavimentados de 10 a 15 quilômetros do trecho já licenciado. Diante do veto, essa expectativa se desfaz, e retrocedemos. Portanto, é preciso que o representante do Governo Federal venha novamente a esta Casa e nos faça os esclarecimentos necessários. Infelizmente, voltamos à estaca zero”, declarou.
O deputado-presidente pretende ainda compor uma comitiva de parlamentares estaduais para ir a Brasília em busca de articulações que ajudem a destravar os impedimentos em torno da BR-319.
“Diante do veto do presidente da República, que poderia ter mantido o projeto, prevejo dificuldades significativas para a bancada (do Amazonas em Brasília). Não dispomos de uma bancada numerosa, nem da mesma capacidade de influência de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Reconheço o trabalho dos senadores, que buscam articulações no Senado, mas enfrentamos a ausência de maioria. Este é o momento de diálogo. E, assim como demais parlamentares, considero uma viagem a Brasília para que possamos intensificar as tratativas. Mesmo cientes de que a decisão final é federal, não podemos nos manter inertes”, afirmou.
Caravana na BR-319. Foto: Reprodução/Aleam
O parlamentar destacou ainda a falta de equidade no que se refere a investimentos em outros estados brasileiros.
“Observamos investimentos em outros estados, como o Maranhão e o Pará, em obras de grande porte, mesmo em municípios com menor população. Reconheço a importância do desenvolvimento do Pará e desejo que haja investimentos federais em todo o país. Contudo, é essencial que o Amazonas também seja contemplado com investimentos, buscando o progresso e o bem-estar da população. A BR-319 é uma bandeira de todos, é uma bandeira dos deputados estaduais, dos vereadores da cidade de Manaus e de todos os vereadores do interior. É uma bandeira do nosso mandato e também desta Casa”, completou.
Na reunião realizada em 24 de abril deste ano, o superintendente do DNIT no Amazonas informou que o órgão daria início à pavimentação dos primeiros 20 quilômetros do Lote C da BR-319, que compreende 52 quilômetros no total.
De acordo com Fanaia, desde 2011 o Lote C não recebia obras de construção. O restante do chamado “Trecho do Meio” da rodovia, cerca de 350 quilômetros, permaneceria pendente em razão de impasses com o licenciamento ambiental.
Com a chegada do verão amazônico e o aumento das temperaturas, a Prefeitura de Manaus reforça aos frequentadores da praia da Ponta Negra, zona Oeste, a importância de se respeitar as regras de segurança para o uso do balneário, especialmente no período noturno.
O horário autorizado para banho no balneário, nas águas do rio Negro, é das 8h às 17h. Após esse horário, não há presença de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros do Amazonas no local, além da visibilidade do rio Negro ser um fator de risco, especialmente à noite.
Prefeitura orienta população sobre horários de banho na praia da Ponta Negra com a chegada do verão amazônico. Foto: rquivo/ Semcom
“No segundo semestre, com o nosso verão amazônico, é natural as pessoas frequentarem ainda mais a praia da Ponta Negra e são todos bem-vindos. Mas devemos redobrar a atenção para o horário de uso da Ponta Negra, que vai até as 17h, para banho. Depois deste horário, não há guarda-vidas na praia. Tome banho com segurança, dentro do longo período disponível, e a gente pede que não entrem no rio após as 17h ou até mesmo de noite e madrugada”, frisou o vice-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antônio Peixoto.
Recomendação
O vice-presidente reforça ainda que, a segurança começa com cada um de nós. “Respeitar os horários é essencial para evitar acidentes e preservar vidas”, destaca Peixoto. A prefeitura orienta que todos sigam as marcações feitas pelos guarda-vidas, evitem o consumo de bebidas alcoólicas em excesso antes do banho e redobrem a atenção com crianças, idosos e pessoas com saúde mais frágil.
Prefeitura orienta população sobre horários de banho na praia da Ponta Negra com a chegada do verão amazônico. Foto: rquivo/ Semcom
Também é proibido o uso de garrafas de vidro na faixa de areia e na água, para prevenir acidentes. Placas indicativas estão distribuídas ao longo da praia e devem ser respeitadas. O verão amazônico é um convite para aproveitar o sol, a água e a paisagem, mas a segurança depende da consciência e da responsabilidade de cada visitante. Na última sexta-feira, 8/8, a cota do rio Negro estava 28,22 metros.
Guarda-vidas
Os guarda-vidas estão no local para prevenção e possível necessidade de resgate nas águas. Placas indicativas orientam os frequentadores e devem ser respeitadas para conforto e bem-estar de todos. A orientação dos bombeiros militares, que estão todos os dias no balneário Ponta Negra, promovendo a segurança dos banhistas, é de que o banho noturno não é seguro.
Orientações
Para os dias mais quentes, a recomendação é manter-se hidratado, usar proteção solar adequada, preferir estar à sombra e não esquecer de óculos escuros e chapéu. Na praia, a orientação também para os frequentadores é quanto às proibições de consumo de bebidas em garrafas de vidro; brincar de papagaio (pipa); assim como fazer acampamento. Também é proibido o comércio ambulante não autorizado pela prefeitura.
Praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Ivo Brasil/Amazonastur
O público é abordado e orientado sobre a apreensão de objetos proibidos. E, as medidas de prevenção devem ser individuais, com a colaboração da população. Na praia e no balneário também não é permitido fazer churrasco ou fogueiras.
Os corpos permanentes de segurança, incluindo Guarda Municipal, com ciclopatrulha, a Polícia Militar e bombeiros atuam no monitoramento da praia e na segurança dos banhistas, bem como na segurança e manutenção do patrimônio de todo o complexo. Equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) também reforçam a higiene do calçadão e da praia perene.
Praia
A praia perene da Ponta Negra, que tem 4,8 mil metros quadrados, foi entregue durante a obra de requalificação da primeira etapa do complexo, no ano de 2012.