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Projeto de lei pode tornar Porto Velho a ‘Capital Nacional da Pesca Esportiva’

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Projeto de lei busca tornar Porto Velho referência nacional na pesca esportiva de forma sustentável. Foto: Pedro Agostinho da Trindade/Concurso de Fotografias do Governo de Rondônia

A prefeitura de Porto Velho anunciou que foi dado um “passo importante” para consolidar a vocação turística e ambiental da capital rondoniense. Por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), foi encaminhado à Câmara Municipal de Vereadores, o projeto de lei (PL) que busca reconhecer oficialmente o município como ‘Capital Nacional da Pesca Esportiva‘. As votações no plenário estavam previstas para os dias 8 e 9.

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Para o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, esse é mais um grande passo que o município dará em prol da prática tão atuante na região:

“Estamos falando de um projeto de peso para a nossa capital, que certamente irá repercutir em cenário nacional, atraindo pescadores esportivos de diversos estados, movimentando nossa economia e prevalecendo a pesca de forma sustentável. O bom diálogo com a Casa de Leis do Município é fundamental nesse processo e cremos que alcançaremos o nosso propósito”.

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De acordo com o secretário executivo da Semtel, Aleks Palitot, a proposta prevê a criação de políticas públicas voltadas para o incentivo à pesca esportiva, modalidade que movimenta o turismo e promove práticas sustentáveis.

“É um projeto de suma importância, uma vez que o município de Porto Velho é a principal área de pesca do estado e uma das mais importantes da região amazônica, sendo considerada a única capital brasileira com potencial para pesca esportiva, atraindo pescadores em busca das mais de 800 espécies de peixes catalogadas no rio Madeira. Com a aprovação do projeto de lei, Porto Velho entra de forma histórica como a capital da esportiva e isso irá promover ainda mais, a prática de forma sustentável e o turismo na região, fomentando também a economia local. Ou seja, mais desenvolvimento de forma abrangente para nossa cidade”, pontuou.

Projeto da Capital da Pesca Esportiva

O projeto objetiva nomear o município de Porto Velho como capital nacional da pesca esportiva, visando fomentar o turismo responsável e sustentável à promoção da pesca esportiva de captura e soltura de peixes, contribuindo para a preservação de ecossistemas aquáticos, a iniciativa tende a impulsionar a economia local, gerando demandas aos hotéis, restaurantes e serviços turísticos, fortalecendo assim o comércio e promovendo os vínculos empregatícios.

Reconhecimento pode atrair pescadores esportivos de todo o país

Na mesma oportunidade, será apresentado o projeto de lei voltado à Política Municipal de Fomento, Proteção e Valorização da Pesca Artesanal, reconhecendo a atividade como patrimônio cultural, social e econômico das comunidades ribeirinhas, tradicionais e pesqueiras do Município.

A pesca artesanal é declarada atividade de interesse público municipal, por sua relevância histórica, ambiental e essencial contribuição à soberania alimentar e ao desenvolvimento sustentável.

Pesca esportiva ganha força com projeto que une preservação e desenvolvimento econômico. Foto: Reprodução/Sopescar

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“Essa lei traz dignidade para as comunidades tradicionais, que são os pescadores artesanais no município de Porto Velho. A colônia de pescadores está muito satisfeita de hoje contar com essa lei que ampara a pesca artesanal, fortalecendo a classe”, declarou o diretor da Federação de Pescado do Estado de Rondônia (Fepearo), Ricardo Botelho.

Próximos passos

O projeto de lei será analisado pelas comissões temáticas da Câmara de Vereadores de Porto Velho, antes de ir à votação em plenário.

Caso aprovado, a gestão municipal poderá dar início às campanhas oficiais voltadas ao tema, e buscar parcerias com entidades estaduais e nacionais ligadas ao turismo e ao meio ambiente.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Defesa Civil faz recomendações para evitar prejuízos no período de chuva

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Nuvem de Chuva cobre o céu de Porto Velho, Rondônia. Foto: Leandro Morais

O período de chuvas intensas durante o chamado “inverno amazônico” exige atenção redobrada da população de Rondônia para evitar acidentes, prejuízos e transtornos, especialmente aos pedestres e condutores de veículos.

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Orientações

Preocupada com a segurança dos munícipes, a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMDC), órgão da Prefeitura de Porto Velho, reforça os alertas e presta orientações com o objetivo de minimizar os impactos que podem ser causados pelas águas pluviais.

Impactos das chuvas e da cheia em Rondônia
Impactos das chuvas e da cheia em Rondônia. Foto: Portal InMet

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Dentre as orientações, a Defesa Civil recomenda que as pessoas evitem passar por áreas alagadas, não se abriguem debaixo de árvores, mantenham distância de postes e fiações elétricas, não usem o celular em via pública durante o temporal e procurem um lugar seguro para se abrigar até a chuva passar.

Aos condutores de veículos, as principais orientações para dirigir na chuva são: verificar freios e pneus regularmente, reduzir a velocidade, manter distância segura de outros veículos, ligar os faróis baixos e não forçar a passagem em áreas alagadas.

Em caso de aquaplanagem, a principal recomendação para os condutores é que não acionem os freios bruscamente, pois isso pode causar a perda total do controle da direção e ocasionar acidentes.

Monitoramento e contato

Nuvem de Chuva cobre o céu de Porto Velho, Rondônia. Foto: Leandro Morais

O superintendente da SMDC, Marcos Berti, informa que as equipes realizam monitoramentos constantes com o objetivo de orientar e auxiliar a população.

Em caso de emergência, ligar imediatamente para a Defesa Civil Municipal por meio do número de emergência 199 ou pelo (69) 98473-2112.

*Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação

VÍDEO: Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba

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Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba — Foto: Reprodução/acervo pessoal

O pescador de Rondônia, Anderson Guedes, registrou uma cena inusitada no Rio Paxiúba, no sul do Amazonas: um peixe saltando para beliscar folhas que pendem da mata. O vídeo, publicado em suas redes sociais, já passa de 60 mil visualizações.

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Segundo Anderson, o trecho do rio é cercado por uma vegetação tão densa que as árvores formam um corredor natural sobre a água, criando o cenário perfeito para esse tipo de comportamento. Além do peixe flagrado no vídeo, outros animais também apareceram se alimentando das folhas que caem da copa das árvores.

Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba
Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba — Foto: Reprodução/acervo pessoal

“Chegando nesse local comecei a notar os peixes pegando e comendo essas folhas e eram muitos peixes fazendo isso. O rio é estreito e a floresta é gigantesca e ela encosta na margem do rio, tanto que as árvores as folhas estão praticamente dentro d’água de tanta de tanta floresta que tem nesse lugar”, disse.

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Para o pescador, a cena ajuda a mostrar o quanto a floresta e o rio funcionam como um único organismo. O peixe que se alimenta das folhas é parte essencial dessa engrenagem natural.

“É importante a mata ciliar, para a preservação da Amazônia, porque ali a gente está falando de um peixe que se alimenta mas aquele peixe é um peixe forrageiro ou seja um peixe que também serve de alimento para os outros peixes e também serve de alimento para os animais”, disse.

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Comportamento alimentar

De acordo com o biólogo Flávio Terassini, muitas espécies de peixes na Amazônia se alimentam de folhas, frutos que caem das árvores e também de insetos. Ele explica que, além da possibilidade de o peixe estar comendo as folhas, o comportamento registrado no vídeo também pode indicar que o animal tentava capturar algum inseto presente na vegetação.

“Eu acredito que esse da imagem, registrado pelo pescador, ele estava tentando capturar algum inseto que estava naquela planta. Mas como a gente não vê um inseto, acredita-se que ele estava tentando comer as folhas”, disse.

O biólogo destaca que é comum que os peixes busquem proteína na vegetação que fica sobre a água. Muitas espécies, segundo ele, adotam diferentes estratégias para aproveitar o que o ambiente oferece. Alguns consomem frutos e sementes; outros caçam pequenos animais; e há aqueles que fazem as duas coisas.

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“Ali, naquela situação, é claro que ele estava tentando pescar. O peixe estava pescando. Na verdade, estava tentando capturar, pode ser uma aranha, pode ser uma formiga, um besouro, algum inseto que estava naquele local”, explicou.

Vídeo

Terassini também reforça que frutos e sementes desempenham um papel importante na alimentação dos peixes amazônicos, conectando de forma direta a floresta ao rio. Para ele, o vídeo feito pelo pescador evidencia um pouco desse complexo equilíbrio ecológico.

“Imagina uma árvore de açaí que está próxima ao rio ou igarapé, vai caindo ali, e esses sementes vão se alimentando. Então, isso faz parte da dieta dos peixes”, disse.

*Por g1 RO

Chegada do verão amazônico marca temporada do caju e fruta toma ruas e lavrado de Roraima

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O verão amazônico se firmou e trouxe com ele a temporada do caju em Roraima. — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

Um cheiro adocicado e inconfundível toma conta das ruas de Boa Vista e do interior. É o sinal de que o verão amazônico se firmou e trouxe com ele a temporada do caju em Roraima. Do lavrado às calçadas, o cenário é de árvores carregadas e do chão colorido de amarelo e vermelho, um convite para quem não dispensa colher a fruta direto do pé.

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O professor de espanhol Gilmar Silva é uma dessas pessoas. Ele aproveitou a fartura de um dos cajueiros que fica às margens da avenida Ene Garcez, no Centro de Boa Vista , para coletar alguns frutos. A produção é tanta que as árvores disputam o espaço urbano com os veículos: “Vi um ônibus passar e bater nos galhos e caiu muito caju”, contou o professor.

Caju nativo de Roraima
Caju nativo de Roraima tem como característica a variabilidade genética de tamanhos, cores e sabores — Foto: Nalu Cardoso/g1 RR

Os cajus recolhidos por Gilmar tinham destino certo: a cozinha de casa. “Outro dia eu estava passando, catei alguns e minha esposa fez doce. Ela pediu para que eu viesse hoje de novo. Ela gostou do doce e quis fazer para os filhos também”, completa.

A colheita urbana de Gilmar não é por acaso. É o reflexo do auge da safra do caju em Roraima, que ocorre entre os meses agosto a meados de dezembro. O período coincide com o verão amazônico, época em que as chuvas diminuem e dão lugar ao tempo seco e o calor intenso.

‘Chuva do caju’

Essa coincidência popularizou o fenômeno conhecido como “chuva do caju” entre roraimenses. Porém, ao contrário do que a tradição popular indica, pesquisadores alertam que o excesso de água pode ser um vilão.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Roraima, Cássia Pedrozo, o que garante a boa safra não é a chuva em si, mas o fim dela. Para florescer, os cajueiros exigem alta luminosidade e os longos períodos de estiagem característicos do estado.

Professor Gilmar Silva aproveitou a fartura de cajus em árvores na Avenida Ene Garcez para coletar alguns frutos — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

“Às vezes, a ocorrência de chuvas durante essa fase de florescimento é problemática. Se forem chuvas fortes e constantes, nós praticamente não colhemos o caju nativo. Ele apodrece”, explicou a pesquisadora ao g1.

Cássia explica que o caju de Roraima é nativo e se espalha sem depender do plantio humano. As castanhas que caem germinam perto de árvores e animais ou pessoas dispersam sementes para outros locais. Por isso, nesta época do ano a fruta aparece tanto nos campos do interior quanto nas calçadas da capital.

Para 2025, portanto, o cenário foi ideal. “O florescimento tem sido intenso este ano […]Isso ocorre porque estamos tendo chuvas pequenas, bem espaçadas, passageiras e muito localizadas. Isso favorece a frutificação”, detalhou a especialista.

DNA único

Outra característica que não passa despercebida por quem observa os cajueiros é a diversidade. Nas ruas e no lavrado, é difícil encontrar cajueiros iguais. “Alguns são mais altos, outros mais baixos; uns têm copa densa, outros não”, descreve Cássia.

Um cajueiro com copa densa é aquele que tem bastante folhagem, galhos cheios e uma sombra mais fechada.

Cajueiro nativo de Roraima localizado à beira do Lago dos Americanos, no Parque Anauá, em Boa Vista — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

A variabilidade também aparece nos frutos. “Alguns têm colorações e tamanhos diferentes, tanto dos pedúnculos quanto das castanhas. Essa diversidade é uma característica do nosso estado, mas também ocorre em outras regiões”. O sabor também varia entre os mais “docinhos” e os mais “azedinhos”.

Essa riqueza genética do caju nativo de Roraima virou objeto de desejo do desenvolvimento científico. A Embrapa realiza coletas constantes de materiais no estado para enviar ao Banco de Germoplasma no Ceará, referência nacional na cultura.

O objetivo é usar a resistência do caju roraimense, adaptado ao solo arenoso e de baixa fertilidade do lavrado, para desenvolver clones mais produtivos e expandir o cultivo para todo o Brasil.

Economia da castanha

Para além da pesquisa e do preparo do suco e doces caseiros, o caju nativo também é fonte de renda vital para comunidades indígenas do estado. A colheita extrativista, principalmente da castanha, movimenta a economia de diversos grupos, especialmente na região de Normandia.

Diferente do plantio comercial, nessas áreas não há cultivo: os indígenas manejam as populações nativas de cajueiros, coletam os frutos e realizam o processamento artesanal de assar a castanha para venda em feiras e mercados.

Seja in natura, em forma de doce ou castanha torrada, ano após ano, o caju reafirma o papel na identidade local enquanto o verão durar.

Por João Gabriel LeitãoNalu Cardoso, g1 RR — Boa Vista

Projeto de pesquisa de Mato Grosso promove monitoramento da BR-163

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A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Foto: divulgação

A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Atualmente a rodovia é espaço para inovação através de projeto de pesquisa desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na Faculdade de Arquitetura, Engenharias e Tecnologia (FAET). A inovação já rende frutos como o reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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O projeto

O projeto é coordenado pelo professor Raoni Teixeira, da FAET, e surgiu a partir do diálogo com a administradora da concessão da rodovia, a Rota do Oeste. “Essa é uma ideia antiga. Sugeri para Rota do Oeste antes da pandemia mas não havia recursos e interesse na época. Depois, com a recuperação econômica, a diretoria de pavimentos procurou, construímos um projeto e apresentamos a ANTT. Como os resultados foram positivos, 6 meses depois apresentamos outro e agora nesse ano mais outro”, relatou o professor.

A pesquisa é desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso
A pesquisa é desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Foto: UFMT

O professor explica que o mote do projeto é a agilidade na correção de problemas na rodovia. “A ideia principal é reduzir o tempo para correção de um problema na rodovia. No monitoramento convencional, uma equipe passa pela rodovia, analisa, anota o que encontrou e reporta. Mas bem sempre tudo é percebido e reportado”, explicou o professor Raoni.

O funcionamento da ideia é baseado no monitoramento contínuo de problemas como caminho para manutenção. “Com o projeto assim que a van passa por uma placa faltante por exemplo, descobrimos e incluímos um registro no sistema de manutenção. No caso de um buraco, a eficiência é ainda maior pq conseguimos detectar trincas e a equipe de engenharia pode fazer a manutenção antes que se torne uma panela ou buraco”, contou o professor.

Alunos participaram de diferentes etapas do processo

A descrição do projeto mostra que os trabalhos não geram apenas tecnologia de ponta, mas também funciona como um laboratório de formação em Inteligência Artificial no Estado. “Os alunos participam desse processo e são formadas para resolver problemas semelhantes. Há um componente de desmistificar o desenvolvimento tecnológico também”, relata o professor Raoni Teixeira sobre o projeto que empregou e capacitou 15 estagiários de graduação, oferecendo experiência prática em um ambiente de pesquisa e desenvolvimento real e financiado pela ANTT.

A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Foto: UFMT

Turmas do curso de Engenharia de Computação, especificamente das disciplinas de Inteligência Artificial, puderam conhecer de perto o projeto e as etapas de desenvolvimento, conectando a teoria ensinada em sala de aula com a aplicação prática e real.

“Trata-se de uma tecnologia de ponta desenvolvida localmente. Não estamos apenas comprando soluções prontas, estamos construindo nossas próprias usando outras tecnologias”, pontuou o professor. Atualmente, ex-estagiários do projeto atuam com desenvolvimento de Inteligência Artificial em empresas locais.

“Nossos ex-alunos já foram contratados para participar de outros projetos na área. Sem as parcerias não temos condições de mostrar como o desenvolvimento funciona na prática. Não há dados reais disponíveis. Toda a construção é simplificada na sala de aula. Na prática, encontramos muitos problemas que ficam latentes (escondidos) na teoria”, finaliza o professor.

*Com informação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Embrapa divulga estudo sobre o papel fundamental dos produtores rurais na preservação ambiental

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Foto: André Farias/Embrapa Territorial

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

A Embrapa Territorial lançou, durante a COP30, no pavilhão AgroBrasil da AgriZone, o estudo “Atribuição, uso e ocupação do solo no Brasil”, por meio do qual revela que os produtores rurais brasileiros preservam, dentro das propriedades, 29% das matas nativas do Brasil e que cerca de 65,6% do país ainda mantém vegetação nativa preservada. As áreas dedicadas às atividades agropecuárias (lavouras, pastagens e florestas plantadas) ocupam 31,3% do território. Os números reforçam que, para cada hectare dedicado à agropecuária, há 0,9 hectares de protegido dentro das porteiras e 2,1 hectares de vegetação nativa total.

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Oportuno salientar que a Embrapa Territorial desenvolve atividades fundamentais na Amazônia brasileira por meio de ações de inteligência, gestão e monitoramento territorial, visando a sustentabilidade e a competitividade da agricultura na região. Sua atuação envolve diversas parcerias e projetos de pesquisa, por meio do cruzamento de dados de sensoriamento remoto, como os do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), para produzir informações detalhadas sobre o uso e a ocupação das terras, desmatamento e focos de calor (queimadas) no bioma.

O ensaio técnico divulgado é suficientemente claro sobre o protagonismo do produtor rural na preservação ambiental e a relevância global do modelo produtivo brasileiro. Desmistificando narrativas alarmantes de ONGs e certos setores da pesquisa retrógrados e comprometidos com interesses internacionais contrários ao desenvolvimento brasileiro, sobretudo no que tange às alarmantes previsões de “muito em breve”, ao “point of no return” da desertificação da região, afirma que, hoje, “44% das áreas preservadas no país estão sob a responsabilidade de produtores rurais”.

Na Amazônia, a cada hectare produzido, dois são preservados, o que reflete que o Brasil é uma referência mundial em produção aliada à conservação”, destacou. Por seu turno, a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Lucíola Alves, destacou “dados sobre a atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil e evidenciou o papel fundamental do produtor rural na preservação ambiental”, enquanto o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Alfredo Homma, apresentou os desafios as oportunidades para uma agricultura mais sustentável na região Amazônica.

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Em referência à Amazônia, o maior bioma brasileiro, o estudo destaca que produtores rurais destinam 27,4% da área total de seus imóveis à preservação ambiental, garantindo que 83,7% de seu território mantenha cobertura de vegetação nativa. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) em vigor exige 80%. As atividades agropecuárias ocupam apenas 14,1% da área, sendo que 12,1% são de pastagens e 2% de lavouras. Para desapontamento de ecoxiitas, que invadem a região em nome de interesses internacionais escusos, “a proporção revela um cenário de equilíbrio em que, para cada hectare utilizado em produção agropecuária, há quase dois hectares dedicados à preservação ambiental dentro dos imóveis rurais e seis hectares de vegetação nativa em todo o bioma”. Ou seja, um terço de toda a vegetação nativa amazônica é preservada dentro das propriedades rurais.

Quanto ao Cerrado, contíguo, um prolongamento da região amazônica, de acordo com o estudo da Embrapa Territorial “os produtores rurais destinam 34,7% da área dos imóveis à preservação ambiental e contribuem para que 52,2% do bioma permaneça coberto por vegetação nativa”. O documento revela ainda que “as atividades agropecuárias ocupam 45,9% do conjunto desse ecossistema, com destaque para pastagens (30%), lavouras (14,2%) e silvicultura (1,7%). Na prática, isso significa que, para cada hectare produtivo, há 0,8 hectare protegido dentro das propriedades e 1,1 hectare de vegetação nativa total. Definitivamente, há muito espaço para produzir com sustentabilidade, sem destruição de florestas.

Há reservas, Florestas Nacionais (Flonas) – por manejo e concessões -, glebas não destinadas ainda virgens, cerca de 15 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser exploradas por manejo florestal ou mineral sustentáveis ou por Sistemas Agroflorestais(SAFs) na produção de alimentos. Uma questão de desenvolvimento e emprego de tecnologias adequadas às idiossincrasias edafoclimáticas, ambientais e ajustadas às vocações econômicas das macrorregiões homogêneas, determinadas pelo Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), no que o governo brasileiro vem falhando sistematicamente. Como malogra, ao lado de setores da pesquisa e da própria sociedade sobre a conscientização de uma verdade inexorável: quem efetivamente preserva, conserva, protege – não destrói – o meio ambiente é o desenvolvimento econômico e social.

Leia também: CNA defendeu na COP30 crédito rural específico para produtores amazônicos

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Unifap debate com moradores a preservação da memória do Museu da Base Aeronaval no Amapá

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Base Aeronaval do Amapá, construída pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial — Foto: Rafael Aleixo/g1

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) realizou, no município de Amapá, uma audiência pública para apresentar à comunidade o projeto da preservação da memória do Museu a Céu Aberto da Base Aeronaval e transformação em parque histórico.

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O encontro aconteceu no final de novembro, no auditório da Escola Estadual Vidal de Negreiros. Segundo os organizadores, a participação dos moradores foi essencial para garantir apoio social ao projeto e fortalecer a construção coletiva dos arquivos.

Unifap debate com moradores a preservação da memória do Museu da Base Aeronaval — Foto: Unifap/Divulgação

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e conduzido pela equipe do Laboratório de História Militar (Lahim) da Unifap.

A coordenação é do professor Edinaldo Pinheiro Nunes Filho, com participação do pesquisador João Batista Gomes de Oliveira e bolsistas de História.

Expansão para parque histórico

A Unifap pretende transformar o espaço em um parque histórico da Segunda Guerra Mundial, abrangendo locais que ficaram fora da área atual.

Base Aeronaval durante a Segunda Guerra Mundial — Foto: Reprodução

A proposta inclui pontos importantes como o antigo local de atracação dos dirigíveis e o porto por onde chegavam equipamentos e veículos militares.

O coordenador do Lahim, Edinaldo Pinheiro, explicou que a ideia é preservar toda a infraestrutura deixada pelos norte-americanos durante o conflito.

“Nós fizemos parte do contexto da 2ª Guerra. Hoje a base é considerada um museu, mas o projeto busca abranger toda a estrutura construída e deixada lá, que é muito maior do que apenas o espaço atual”, afirmou.

Museu à Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial

A Base Aeronaval de Amapá foi construída em 1941, um ano antes da entrada do Brasil no conflito, que ocorreu em 22 de agosto de 1942. A área da base mede 623,34 hectares, e abrigou militares da marinha e do exército estadunidense e servia como ponto para reabastecimentos de aeronaves que seguiam para os EUA ou para a África.

Museu da Base Aeronaval no Amapá
Torre de atração de dirigíveis na Base Aeronaval — Foto: Rafael Aleixo/Arquivo Pessoal

A Base Aérea do Amapá fica a 15 km do centro de Município do Amapá, a 302km de Macapá, a capital e principal porta de entrada do estado do Amapá. Quando a guerra acabou, a base foi devolvida ao governo brasileiro. Por algum tempo ainda passou a ser usada como pista de pouso, mas infelizmente caiu em desuso e foi esquecida.

No município de Amapá, a antiga Base Aeronaval virou o Museu a Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial.

*Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá

Pesquisadores do Amapá criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja

Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

Um professor e dois alunos de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) desenvolveram em laboratório bioplásticos feitos de amido de milho e da parte branca da laranja. O objetivo é reduzir o impacto do plástico tradicional no meio ambiente.

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O projeto busca criar uma alternativa sustentável ao plástico comum, que demora mais de 100 anos para se decompor. Os bioplásticos usam ingredientes naturais e se apresentam como opção menos poluente.

Os testes foram feitos com duas matérias-primas: amido de milho e o amido extraído do albedo da laranja. A ideia era avaliar o potencial de cada biomassa para produzir um material biodegradável.

Leia também: Fipo Biopellet: startup amazonense transforma resíduos de frutos da floresta em bioplásticos de alta performance

Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja
Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

A pesquisa

A pesquisa é coordenada pelo professor doutor em Biodiversidade William Xavier. Ele explica que os materiais foram escolhidos por causarem baixo impacto ambiental.

“O bioplástico derivado do amido de milho começou a se decompor em cerca de 20 dias, com a ação de microrganismos e fungos. O plástico tradicional demora muitos anos para desaparecer. Então pensamos em testar biomassas vegetais para verificar se a produção era viável”, disse Xavier.

Os estudantes produziram os bioplásticos em laboratório e realizaram diversos testes. O material feito de amido de milho se degradou completamente em cerca de 90 dias, bem mais rápido que os plásticos derivados do petróleo.

O estudo também analisou o bioplástico feito com o albedo da laranja, parte da fruta geralmente descartada. O albedo é a camada branca que fica entre a casca e a polpa dos frutos cítricos, como laranja, tangerina e limão.

Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

Resultados

Além da biodegradabilidade, os pesquisadores avaliam a resistência e a flexibilidade do material. Segundo Rita Santana, integrante do projeto, as próximas etapas são aperfeiçoar a produção e estudar como os bioplásticos podem ser aplicados em embalagens, sacolas e outros itens descartáveis.

“O resultado tem sido satisfatório, mostrando que o material é durável e elástico. É parecido com o plástico tradicional, feito de petróleo, mas um pouco mais frágil. Apenas 10 gramas de amido de milho são suficientes para produzir uma folha”, disse a estudante.

Os pesquisadores acreditam que, com novos testes, o bioplástico pode se tornar uma alternativa viável para reduzir o acúmulo de resíduos plásticos no meio ambiente.

*Por Crystofher Andrade*, g1 AP — Macapá

Projeto desenvolve dinâmicas para mitigar efeitos das mudanças climáticas

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Efeitos das mudanças climáticas. Foto: divulgação

O projeto Restaura+ (Restauração Ambiental: integrando bioeconomia e projetos de REDD+ como estratégia de mitigação das mudanças climáticas e geração de renda em comunidades tradicionais da Amazônia) é uma iniciativa da Universidade Federal do Oeste do Pará que envolve diversas unidades acadêmicas, incluindo dois campi regionais.

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Entre seus objetivos estão: estimar os fluxos de carbono, metano, parâmetros biofísicos, balanço de energia, estoques de CO2 no solo, evapotranspiração e produtividade de monoculturas de interesse bioeconômico na região do Baixo Amazonas, como mandioca, abacaxi, milho e cumaru.

Saiba mais: Portal Amazônia responde: como funciona o CO₂ na atmosfera?

Projeto desenvolve dinâmicas para mitigar efeitos das mudanças climáticas
Plantio de mandioca Foto Carlos Barroco Rede Amazônica RR

Sobre o projeto

O Restaura+ conta com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e dispõe de ferramentas que possibilitam conhecer o impacto da mudança de disponibilidade hídrica para as culturas e seu potencial de captura de CO2 na atmosfera. Esse conhecimento pode ajudar na elaboração de ações de enfrentamento ao aquecimento global.

Os equipamentos adquiridos no projeto atuarão em conjunto com a rede de sensores do projeto “Categoria – Centro de Agricultura, Tecnologias, Estudos Geoambientais Observacionais e Referência em Inovação da Amazônia”, também ligado ao Ibef.

Projeto desenvolve dinâmicas para mitigar efeitos das mudanças climáticas. Foto: Divulgação do projeto.

Com o Observatório Atmosférico da Amazônia, instalado na Fazenda Experimental da Ufopa, já é possível obter informações relacionadas ao clima da região. A partir do trabalho coordenado com os equipamentos específicos do Restaura+ e parcerias, será possível caracterizar a interação biosfera-atmosfera de culturas de interesse bioeconômico e seu papel no balanço de carbono local e regional.

Leia também: Territórios quilombolas ajudam a preservar corpos d’água em meio às mudanças climáticas no Amapá 

De acordo com o coordenador, o projeto prevê geração de produtos e informações com potencial de aumentar a geração de emprego e renda. “O Restaura+ apresenta produtos e ferramentas com potencial elevado de mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, aumentar o bem-estar da população do Oeste do Pará e região”, disse professor Gabriel Costa.

Segundo ele, a cooperação entre grupos de pesquisa que estudam a interface água-solo-planta-atmosfera irá promover a formação de recursos humanos e aumentar a qualidade da produção científica a partir dos programas de pós-graduação envolvidos na ação.

Parcerias

O projeto conta com a parceria do Instituto Federal do Pará (IFPA), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Os sítios experimentais do Restaura+ abastecem com dados a Sala de Situação Meteorológica do Tapajós, localizada na Unidade Tapajós da Ufopa, em Santarém; o sítio experimental do IFPA fornece dados para a sala de situação meteorológica da UFPA e, na Ufam, o sítio experimental fornece dados para a sala de situação meteorológica da própria universidade. “O compartilhamento de dados, informações e expertises é fundamental para a construção de boletins agroclimáticos mais precisos para as regiões de estudo”, destacou Costa.

Benefícios

Com esse conjunto de infraestrutura que envolve o projeto, empresas de base tecnológica poderão ter acesso a mais serviços agrometeorológicos (aplicação de dados meteorológicos e climáticos para otimizar as atividades agrícolas), assim como também será possível melhor gestão dos recursos naturais.

Leia também: Mudanças climáticas ameaçam espécies amazônicas de alto valor econômico e cultural

A perspectiva da coordenação é que os resultados do projeto sirvam de subsídio para políticas públicas e tomadas de decisão quanto a diretrizes em projetos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD+). Os projetos REDD+ são iniciativas que incentivam financeiramente países em desenvolvimento a reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

Comunidades envolvidas

Na dimensão extensionista, o projeto visa a aproximar-se de comunidades tradicionais que possuem cooperativas em acordos de cooperação com a Ufopa, realizando palestras sobre: ciclo do carbono; mudanças climáticas e comunidades tradicionais, com foco em adaptação e mitigação; o que é REDD+; mercado de carbono, entre outras temáticas.

manejo florestal sustentável
Sistema agroflorestal. Foto: Reprodução/Governo do Tocantins

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A Ufopa já possui acordos de cooperação técnica com cooperativas e associações agrícolas, como as comunidades ribeirinhas de Surucuá e Parauá, localizadas às margens do rio Tapajós, em Santarém.

O projeto também prevê mutirões de elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para pequenos produtores que se comprometam com práticas sustentáveis em suas lavouras. “Outras comunidades da região de Santarém e Juruti poderão ser visitadas à medida que suas cooperativas estabeleçam acordo de cooperação técnica com a Universidade”, enfatizou o coordenador.

Apresentação na COP 30

O projeto Restaura+ foi apresentado durante a Conferência das Partes (COP30), em Belém (PA), no período de 10 e 21 de novembro de 2025. A iniciativa foi classificada em 15.° lugar entre 340 projetos de todo o Brasil na chamada pública para a seleção dos projetos desenvolvidos pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT). Participou da exposição em colaboração com o Instituto Federal do Pará (IFPA).

Amapá registra aumento no número de turistas estrangeiros em 2025

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Os turistas estrangeiros que mais visitaram o Amapá vieram da França, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Peru e Alemanha. Foto: Maksuel Martins/GEA.

A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) divulgou, em novembro, os dados consolidados sobre o fluxo de turistas internacionais no Brasil, e o Amapá se destacou ao registrar 41,6 mil visitantes estrangeiros até novembro de 2025, o maior número da série histórica. O crescimento representa um aumento de 6,49% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando o estado como um dos mais visitado da Região Norte.

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Os dados

De acordo com os dados apresentados, os turistas que mais visitaram o estado vieram da França, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Peru e Alemanha. O resultado reflete o avanço das ações de promoção turística implementadas pelo Governo do Estado, além dos investimentos contínuos em infraestrutura e qualificação do setor.

Amapá
Imagem colorida mostra vista aérea do Parque do Forte em Macapá. Foto: Divulgação/ Secretaria de Turismo do Amapá

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“O estado tem se consolidado como um destino autêntico, com experiências únicas que combinam natureza, cultura e hospitalidade. O crescimento é fruto do trabalho conjunto entre o governo, o trade turístico e as comunidades locais, que vêm transformando o turismo em uma atividade cada vez mais sustentável e atrativa”, destacou a secretária de Turismo, Syntia Lamarão.

Investimentos turísticos para estrangeiros

O Governo do Amapá tem investido em eventos e festividades tradicionais que atraem visitantes estrangeiros de várias partes do país e do mundo, como a Expofeira, o Réveillon, a Festa de São Tiago, o Carnaval e o Encontro dos Tambores. Essas ações são fortalecidas pelo Plano de Marketing de Turismo, lançado recentemente, que orienta estratégias de divulgação e promoção do destino em nível nacional e internacional.

imagem colorida mostra o marco zero do equador, em macapá
Marco zero do equador, em macapá. Foto: Gabriel Penha/GEA

O turismo regional também vem se consolidando como um importante vetor de desenvolvimento. Atualmente, 11 municípios amapaenses integram o Mapa do Turismo Brasileiro, programa do Ministério do Turismo (MTur), entre eles Macapá, Santana, Oiapoque, Mazagão, Porto Grande, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Tartarugalzinho e Itaubal.

“Nosso objetivo é fazer com que cada região do estado seja reconhecida por suas belezas e autenticidade. Estamos trabalhando para que o turismo gere emprego, renda e orgulho para os amapaenses”, concluiu a secretária

*O conteúdo foi originalmente publicado na Secretaria de Cultura do Amapá.