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Gaiolas para a liberdade

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Mestre Zu cuidava da formação de um grupo de jovens seminaristas que se preparavam para o sacerdócio, uma vida de abnegação e de disciplina. Quando chegavam ao mosteiro já tinham passado por outros estágios de formação e ultrapassado obstáculos incomuns para a maioria dos jovens da mesma idade. A rotina incluía serviços para o próprio mosteiro, estudos filosóficos e trabalhos que demonstravam a capacidade de cada de um em refletir e compreender os escritos sagrados. Abordagens diferenciadas sobre estes escritos eram bem-vindas, mas não eram comuns, mesmo sendo textos repletos de simbolismos. Eles permitiam que a partir de escritos, aparentemente simples, fossem percebidas mensagens profundas a respeito da vida e do universo.

Hari se destacava entre os seminaristas, para o bem e para o mal. Para o mal, pela dificuldade de cumprir as suas obrigações básicas. Tinha dificuldade de acordar, atrasava nas tarefas e parecia estar sempre atrasado, sempre devendo. Às vezes, apresentava-se ofegante, como se o tempo fosse insuficiente para tudo o que precisava fazer.

Hari se destacava para o bem pela sua capacidade interpretativa e por fazer links de textos milenares com situações do cotidiano do século XX, inclusive de empresas, onde vivenciara alguma experiência antes de ingressar no seminário. Também para situações de família, de relacionamentos ou mesmo políticas. Tudo demonstrava que ele seria um grande líder e orientador, mas antes, precisaria ser capaz de administrar a si mesmo, especialmente, o próprio tempo.

Em um dos encontros de perguntas e respostas, quando Mestre Zu reunia todo o grupo e tentava esclarecer dúvidas, trazer informações e trabalhar o ponto que cada um precisava aprimorar, recebeu um questionamento de Tenkuo, sob o qual estava bastante reflexivo:

— Mestre Zu, a coisa que mais quero na vida é ser livre e fazer usar o meu livre-arbítrio para fazer do meu tempo, o que eu quiser. Como posso conseguir isso?

Mestre Zu não teve dúvidas e respondeu sem precisar refletir muito.

— É uma pergunta profunda, Hari, mas a resposta é simples. Arranje uma boa gaiola e viva livre dentro dela, decidindo como aplicar o seu tempo, que é mais do que dinheiro, é vida.

Em seguida, acrescentou:

— Você entendeu bem?

— Sim, Mestre, entendi muito bem. Só podemos exercer a liberdade, dentro de limites, como de uma gaiola. Alguns limites nos são impostos, mas outros, como no caso do nosso tempo, podemos nós mesmos estabelecermos espaços, maiores ou menores, e dentro destes espaços, sermos livres para vivenciá-los.

Passaram-se os anos e Hari, agora um Mestre, tornou-se um grande orientador no que chamaríamos de gestão de tempo, e que eu prefiro denominar como relacionamento com o tempo. Ele conta esta história com frequência e uma de suas lições principais é: defina o que importante; descarte o que não for; estabeleça blocos de tempo para cada coisa; vivencie cem por cento aquele tempo, livre de qualquer ansiedade, estando pleno naquele lugar, naquela gaiola.

Viver cem por cento o presente é cada vez mais difícil e o trabalho autônomo e o home office, por exemplo, podem misturar ainda mais as coisas: trabalho, vida familiar, problemas pessoais, tudo no mesmo local e tempo, sem delimitações. Tenho visto muitos se perderem com esta suposta liberdade. Para sermos livres, precisamos, nós mesmos, estabelecermos as nossas gaiolas de tempo, não uma, mas várias. Cada coisa no seu tempo e no seu lugar. Isto também construir felicidade conscientemente.

E você? Está conseguindo criar as suas gaiolas para liberdade?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Assembleia Legislativa intensifica atuação para proteger população atingida pela cheia no Amazonas

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Foto: Hudson Fonseca/Aleam

Diante de uma das maiores enchentes dos últimos anos no Estado do Amazonas, que já afetou mais de meio milhão de pessoas, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desempenha um papel decisivo na articulação de políticas públicas, fiscalização das ações emergenciais e proposição de medidas legislativas para garantir os direitos e a segurança da população atingida.

Segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, a cheia de 2025 já impactou diretamente 133.711 famílias, cerca de 534.829 pessoas, em 62 municípios. Desses, 42 decretaram Situação de Emergência e 13 estão em Estado de Alerta.

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Parlamentares estaduais têm acompanhado a logística de distribuição de mais de 580 toneladas de cestas básicas, 2.450 caixas d’água de 500 litros, dezenas de milhares de copos de água potável, kits purificadores e estações móveis de tratamento de água, que foram enviadas a dezenas de municípios, entre eles Manicoré, Humaitá, Apuí e São Paulo de Olivença.

Além da fiscalização, a Casa Legislativa tem promovido a aprovação de leis, como a Lei nº 6.376, de 2 de agosto de 2023, que declara de especial interesse estadual as emergências climáticas e de o combate ao racismo ambiental.

De autoria do deputado Carlinhos Bessa (PV), a nova legislação, oriunda do Projeto de Lei (PL) nº 122/2023, estabelece que o Estado do Amazonas deverá implementar medidas estruturantes e permanentes voltadas tanto para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas quanto para o enfrentamento das desigualdades socioambientais que afetam, de forma desproporcional, populações historicamente marginalizadas, sobretudo comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e periféricas.

O deputado Carlinhos Bessa justificou a necessidade da lei apontando para os impactos reais da ausência de planejamento urbano e ambiental nas áreas mais pobres do estado.

“A falta de drenagem adequada, o acúmulo de chuvas e a ausência de segurança hidráulica em comunidades carentes geram um ciclo perverso de doenças, perdas habitacionais e sobrecarga no sistema de saúde pública. A resposta emergencial, por si só, é insuficiente e custosa ao erário. Precisamos de políticas permanentes”, explicou.

Madeira apreendida

Já a Lei nº 6.360/2023, originada do Projeto de Lei nº 265/2023, do deputado Thiago Abrahim (UB), visa dar um novo destino à madeira de origem ilegal apreendida no âmbito estadual, evitando seu desperdício e convertendo-a em infraestrutura essencial para comunidades ribeirinhas e zonas rurais isoladas, frequentemente impactadas por eventos climáticos extremos, como as enchentes sazonais que assolam o interior do Amazonas.

A norma prevê que parte desse material seja utilizada na construção de pontes e marombas nos municípios afetados pelas cheias dos rios, oferecendo uma alternativa concreta de reaproveitamento de recursos que, muitas vezes, seriam descartados ou perdidos.

Apreensão de madeira ilegal em Terra Indígena na Amazônia. Foto: Felipe Werneck/Acervo Ibama

“Apesar do esforço crescente do poder público no combate à exploração ilegal de madeira, a ausência de diretrizes claras e a burocracia acabam permitindo que toneladas de madeira apreendida se deteriorem sob a ação do tempo ou mesmo sejam extraviadas”, afirmou o deputado.

Fome e sede

Aguardando parecer nas Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa, o PL nº 779/2024, de autoria da deputada Mayra Dias (Avante), estabelece diretrizes para a adoção de medidas preventivas de combate à fome e à insegurança hídrica durante os períodos de estiagem e cheia dos rios no estado.

A proposta legislativa busca transformar a lógica de resposta emergencial em uma estratégia de planejamento antecipado e contínuo, com o objetivo de garantir o direito à alimentação e ao acesso à água potável para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, conforme os parâmetros definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a deputada, as ações preventivas deverão ser planejadas com antecedência, considerando o histórico de impactos das cheias e secas no interior do estado. O objetivo é que, antes mesmo do agravamento das situações climáticas, o Estado esteja preparado com estoques reguladores de alimentos, água potável, medicamentos e outros insumos básicos, bem como com a infraestrutura logística necessária para sua distribuição eficiente.

A deputada Mayra Dias enfatiza que o foco da proposta é romper com a cultura da resposta tardia, substituindo o improviso por um planejamento responsável e humano.

“Quando a seca chega, muitas comunidades simplesmente não têm o que comer nem o que beber. Estamos falando de uma insegurança alimentar e hídrica alarmante, que exige uma atuação proativa do poder público. A fome não pode esperar a decretação de calamidade”, enfatizou.

Saiba quais temas as quadrilhas juninas levaram para o São João no Parque Anauá e quais venceram

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A tradição e a cultura popular são algumas das maiores atrações no São João no Parque Anauá. Prova disso é o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, que levou 28 agremiações a disputarem o pódio nas categorias Emergente, Acesso e Especial este ano. O evento, realizado pelo Governo de Roraima, contou com o apoio financeiro por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).

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As agremiações que concorreram ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no 32° São João no Parque Anauá mostraram que a tradição junina se mantém viva no Norte do país. Com inovação, criatividade e muita alegria, as quadrilhas mostraram que é possível fazer a festa ainda mais grandiosa. Confira os temas deste ano:

Leia também: Você sabe como funciona a avaliação das quadrilhas juninas no São João do Parque Anauá?

Arraial do Anauá 2025

O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.

Saiba quem ‘sobe’ e quem ‘desce’ no Concurso de Quadrilhas Juninas de Roraima para 2026

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Foto: Fernando Oliveira/Secom-RR

Após um empate com a Garranchê, a disputa do Concurso de Quadrilhas Juninas de Roraima 2025 só foi decidida com a verificação das notas descartadas, que consolidaram a Eita Junino vencedora do evento realizado pelo Governo de Roraima no São João no Parque Anauá.

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A maior edição do São João no Parque Anauá chegou ao fim após seis dias de intensa programação. No domingo (27), após a premiação, as quadrilhas vencedoras voltaram ao tablado para emocionar o público mais uma vez.

Veja a classificação:

Emergente
1° lugar: Coração Alegre
2° lugar: Coração do Sertão
3° lugar: Beija Flor

Acesso
1° lugar: Coração Caipira
2° lugar: Namoro Caipira
3° lugar: Evolução Junina

Especial
1° lugar: Eita Junino
2° lugar: Garranxê
3° lugar: Amor Caipira

Leia também: Eita Junino vence 1° lugar do grupo Especial no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no São João no Parque Anauá

Arraial do Anauá 2025

O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.

São João no Parque Anauá conquista famílias roraimenses e fortalece cultura e economia

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Foto: Divulgação/Secom-RR

A maior edição do São João no Parque Anauá chegou ao fim após seis dias de intensa programação. Somente no último dia, domingo (27), foram mais de 50 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. O evento, realizado pelo Governo de Roraima, recebeu cerca de 365 mil pessoas somando todos os dias e gerou mais de R$ 65 milhões na economia local.

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O evento também foi destaque pela segurança, com cerca de 200 policiais em um plano integrado, atuando diariamente e nenhuma ocorrência grave registrada. A festa junina foi mesmo das famílias roraimenses que prestigiaram e afirmam que a experiência foi positiva.

Arraial do Anauá 2025

O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.

Onça-pintada é flagrada em área de restauração na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho

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Onça-pintada (Panthera onca). Foto: Ecoporé

Uma armadilha fotográfica instalada próxima a uma área em processo de restauração ecológica na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, registrou a presença de uma onça-pintada (Panthera onca). A instalação faz parte das atividades de monitoramento das áreas de restauração do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia, realizadas pela Ecoporé em parceria com a Conservação Internacional do Brasil.

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A iniciativa visa acompanhar a resposta da fauna silvestre em áreas sob restauração ativa. Para isso, foi utilizado o protocolo avançado de monitoramento de mamíferos e aves, adaptado do Programa Monitora, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Onça-pintada é flagrada em área de restauração na Floresta Nacional do Bom Futuro
Onça-pintada (Panthera onca). Foto: Ecoporé

O método adota a metodologia do Protocolo Tropical Ecology Assessment & Monitoring Network (TEAM), com instalação de câmeras em pontos distribuídos a cada 2 km². Os equipamentos permanecem no campo por 30 a 40 dias, registrando automaticamente os animais que cruzam seu campo de visão.

A presença de uma onça-pintada é considerada um relevante indicador ecológico, pois se trata de um predador de topo de cadeia alimentar, que depende de áreas extensas e bem conservadas para sobreviver. o registro também contribui para compreender como espécies sensíveis respondem a recuperação de habitats degradados.

Além da onça-pintada, foram documentadas outras espécies classificadas como ameaçadas pela Lista Vermelha da IUCN, como o porco-do-mato-queixada (Tayassu pecari), macaco-aranha (Ateles chamek), anta (Tapirus terrestris), tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), azulona (Tinamus tao), jacamim-de-costas-verdes (Psophia viridis), entre outros.

No Dia Nacional da Conservação da Natureza, comemorado no dia 28 de julho, o registro reforça a importância de restaurar ecossistemas e monitorar sua recuperação como parte dos esforços pela proteção da biodiversidade na Amazônia.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Projeto Paisagens Sustentáveis visa contribuir com a restauração e conservação. A iniciativa é implementada pelo Banco Mundial e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente. A execução é realizada pela Conservação Internacional, Funbio e FGV, em parceria com a Sedam/RO, Emater/RO, ICMBio e outras instituições”.

*Com informações da Ecoporé

Documentários mostram como indígenas atuam na preservação ambiental da Amazônia 

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Projeto de minidocumentários destaca protagonismo indígena na preservação da região. Foto: Divulgação/Iepé

Uma série de documentários mostra como os povos indígenas da Amazônia ajudam na preservação ambiental. O trabalho foi produzido pelo Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e pela União Europeia.

A ideia é mostrar que os povos tradicionais sempre atuaram na conservação desses espaços e reforçar que essas práticas devem ser adotadas por toda a sociedade. Participaram da produção dez organizações indígenas nas quais o instituto atua.

Os indígenas são parte da obra tanto como personagens quanto como narradores de parte da série. O documentário mostra que esses povos colocam em prática os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criados em 2015 pela ONU

Leia também: Abrangência ESG: é possível aplicar todos os ODS em uma empresa?

“Elas [as comunidades] já vivem na sustentabilidade e nós podemos aprender muito com elas. Assistindo esses mini documentários, a gente entende o modo de vida que eles levam, em que tantas cidades buscam esse modo de vida e que nós temos tanto a aprender com os indígenas”, disse Maria Silveira, assessora técnica de comunicação do Iepé. O material está disponível para assistir de forma online AQUI.

Documentários

A produção é fruto do projeto ‘Nossas Terras, Nossas Aldeias: Terras Indígenas do Amapá e Norte do Pará’, iniciativa financiada pela União Europeia em parceria com o Instituto Iepé e organizações indígenas. 

A partir do material, os parceiros buscam formar uma sociedade com mais consciência ambiental. Os produtores destacam que o modo de vida dos indígenas sempre conversou com os aspectos de preservação, devendo ser seguido como uma forma de inspiração. 

A produção quer colocar os povos tradicionais no centro dos debates de políticas públicas ambientais, onde essas pessoas devem ser ouvidas para ajudar na construção dessas ideias. 

“Nós [o Iepé] trabalhamos como os povos indígenas de diferentes regiões com várias linhas de atuação, seja na defesa territorial, cultural, pesquisa, meio ambiente e economia e queremos também a participação dos povos indígenas na construção dessas politicas públicas que é essencial”, disse Maria.

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Cada documentário faz referência a um ou mais Objetivos da ONU. Além da produção, o projeto promoveu a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das 10 Terras Indígenas (TIs) em que o Iepé atua no Amapá, norte do Pará e divisas com Roraima e Amazonas.

A região onde o instituto atua é equivalente a 13 milhões de hectares. Os planos destacam como essas comunidades se organizam e suas atividades socioeconômicas. 

Confira os vídeos que compõem a série de documentários:

Proteção Territorial nas Terras Indígenas
ODS 15 – Vida Terrestre – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres

Segurança Alimentar nas Terras Indígenas
ODS 1 – Erradicação da Pobreza – Erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares
ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável

Energia Solar nas Terras Indígenas da Amazônia
ODS: 7 – Energia Limpa e Acessível – Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos

A importância das organizações indígenas
ODS: 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Confira 4 cuidados para evitar acidentes aquáticos durante lazer

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Com as altas temperaturas registradas em Mato Grosso e o aumento do número de pessoas em rios, cachoeiras, balneários e piscinas, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforça as orientações de segurança para prevenir acidentes aquáticos, especialmente casos de afogamento.

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De acordo com dados da Diretoria Operacional do CBMMT, entre janeiro e junho deste ano foram registradas 49 ocorrências de afogamento no estado. O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando houve 64 casos. A redução é atribuída, em grande parte, às ações preventivas e à intensificação das orientações repassadas à população, que têm se mostrado fundamentais para a diminuição dos índices.

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cuidados para evitar acidentes aquáticos
O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando houve 64 casos de acidentes. Foto: CBMMT

O diretor-adjunto da Diretoria Operacional do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, destacou que a prevenção é fundamental para evitar tragédias, já que muitos desses acidentes ocorrem por imprudência, falta de atenção ou desconhecimento dos riscos envolvidos. Ele mencionou as principais orientações de segurança e prevenção, voltadas tanto para adultos quanto para crianças.

1. Fique sempre atento

Segundo o major, um dos erros mais comuns é a falta de supervisão adequada de crianças. Mesmo na presença de guarda-vidas, devem permanecer sempre a um braço de distância dos responsáveis. Isso vale para piscinas, rios e lagos.

2. Evite mergulhos em certos lugares

Outro alerta importante diz respeito ao mergulho em locais desconhecidos especialmente de cabeça, pois pode haver galhos, pedras ou mudanças abruptas de profundidade, aumentando o risco de lesões graves.

CBMMT também tem reforçado a presença de equipes nas regiões com maior fluxo de banhistas, especialmente nos fins de semana. Foto: CBMMT

3. Evite álcool

O consumo de bebidas alcoólicas também entra na lista de condutas que devem ser evitadas. “A pessoa pode subestimar os riscos, mergulhar ou nadar embriagada e acabar se afogando, mesmo que saiba nadar”, pontua o major. 

4. Cuidado com a profundidade da água

Ainda segundo ele, a profundidade da água é outro ponto crucial. Em locais com correnteza ou sem visibilidade, o ideal é permanecer em áreas rasas, com a água no máximo até a cintura. Locais sinalizados e com estrutura de segurança são os mais recomendados para o banho. Mesmo assim, todos os ambientes aquáticos oferecem riscos e exigem atenção redobrada.

O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando houve 64 casos de acidentes. Foto: CBMMT

“Os pontos de banho mais preparados contam com informações sobre profundidade e risco, mas isso não elimina a responsabilidade de cada banhista em manter a segurança”, explica Saboia.

Se mesmo com todas as orientações alguém presenciar um caso de afogamento, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número de emergência 193. Tentar realizar o salvamento por conta própria, sem o devido preparo ou equipamentos de segurança, pode colocar a vida do socorrista em risco e resultar em um segundo afogamento. Por isso, a atitude mais segura é acionar os bombeiros militares e, se possível, lançar um objeto flutuante à vítima, mantendo-se fora da água.

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Águas Seguras

Além da divulgação de orientações, o CBMMT também tem reforçado a presença de equipes nas regiões com maior fluxo de banhistas, especialmente nos fins de semana, por meio da operação Águas Seguras. A presença dos bombeiros militares, aliada ao comportamento consciente da população, tem sido determinante para evitar tragédias e garantir a segurança de todos.

Durante as operações, as equipes fazem orientações e permanecem de prontidão para emergências. Em casos de afogamento, as equipes atuam de forma rápida e eficiente para salvar as vítimas e dar o encaminhamento adequado à uma unidade de saúde.

*Com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT)

Em Parintins, revistas em quadrinhos resgatam história do Boi Mirim Estrelinha

A segunda edição da revista traz como tema central as festividades religiosas nas quais o boi foi convidado a se apresentar desde sua criação. Foto: divulgação

Na quadra da Escola Irmã Cristine, na rua João Pessoa, 3990, bairro Itaúna II, no município de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), foi lançado mais um capítulo na trajetória do Boi Bumbá Mirim Estrelinha: a apresentação das edições 2 e 3 da revista em quadrinhos Gibi Estrelinha, que narra a história e evolução dessa tradicional manifestação cultural infantil.

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Em Parintins, revistas em quadrinhos resgatam história do Boi Mirim Estrelinha
Revistas em quadrinhos resgatam história do Boi Mirim Estrelinha e celebram tradição infantil em Parintins. Foto: divulgação

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A segunda edição da revista traz como tema central as festividades religiosas nas quais o boi foi convidado a se apresentar desde sua criação, como a Festa da Catequese de São Benedito, a Festa em Honra a São José Operário e a Festa em Honra a Nossa Senhora do Carmo.

Esses eventos foram fundamentais para dar visibilidade ao grupo, especialmente nos seus primeiros anos, quando a Igreja Católica desempenhou papel crucial ao abrir espaço para a brincadeira de boi mirim nos festejos da comunidade.

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A segunda edição da revista traz como tema central as festividades religiosas nas quais o boi foi convidado a se apresentar desde sua criação. Foto: divulgação

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Além disso, a publicação homenageia as diretorias que passaram pelo boi desde a fundação da Associação Folclórica Boi Bumbá Mirim Estrelinha, reconhecendo a importância de cada gestão para a preservação da tradição e fortalecimento do grupo.

Um destaque especial é dado à gestão do professor Renner Ramos, responsável por profissionalizar a administração do Boi Estrelinha, conquistar parcerias e projetos junto à Secretaria de Estado de Cultura e outras entidades governamentais. Seu trabalho consolidou a presença do boi mirim em novos espaços e ampliou seu alcance entre as crianças da comunidade.

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Além disso, a publicação homenageia as diretorias que passaram pelo boi desde a fundação da Associação Folclórica Boi Bumbá Mirim Estrelinha. Foto: divulgação

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A terceira edição da revista tem como proposta dialogar diretamente com o público infantil. Totalmente interativa, será uma edição para colorir, com ilustrações que homenageiam os itens folclóricos e personagens que marcaram e ainda marcam presença no Boi Estrelinha.

As publicações foram produzidas com base em relatos de ex-presidentes e membros da associação, além de materiais de arquivo e documentos anteriores. A proposta segue o eixo central de manter viva a memória e dar continuidade à evolução dessa manifestação lúdica e cultural que encanta gerações.

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Projeto contemplado

O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG) e conta com o apoio do Ministério da Cultura, e do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, além do Conselho Estadual de Cultura (Conec).

Andréia Alcântara é a coordenadora do projeto, que teve na revisão Basílio Tenório, diagramação de Jucimara Ramos e quadrinista Marlon Brandão

Morango do amor de açaí: rondoniense mistura doce do momento com fruta da Amazônia; Receita

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Ingredientes do morango do amor — Foto: g1 RO

O novo doce do momento é o morango do amor, uma receita inspirada na tradicional maçã do amor que está bombando nas redes sociais e esvaziando estoques em Porto Velho. Diversos tutoriais da sobremesa tomaram conta do feed dos internautas e despertaram a curiosidade de uma rondoniense, que decidiu inovar com uma iguaria da Amazônia: o “morango do amor de açaí”.

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Morango do amor de açaí
Ingredientes do morango do amor — Foto: g1 RO

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Elaine da Silva, de 28 anos, é empreendedora há três anos em Porto Velho e trabalha com comidas típicas da região Norte e doces de aniversário por encomenda. A ideia de testar o morango do amor surgiu por acaso, quando uma amiga comentou que estava com vontade de experimentar o doce.

“Eu só via o povo falando do morango do amor na internet. Um dia mandei mensagem para minha amiga dizendo que ia comprar os ingredientes pra gente testar. Se desse certo, eu colocaria pra vender”, relembra Elaine.

O teste deu tão certo que, logo em seguida, Elaine anunciou a novidade em seu estabelecimento. O sucesso foi imediato. Com o passar dos dias, ela passou a inovar ainda mais, lançando sabores como maracujá, pistache e chocolate. Mas foi a versão regional que mais chamou atenção: o morango do amor de açaí.

“Estávamos conversando sobre sabores que combinariam com o morango e pensamos no açaí. Eu já tinha comido brigadeiro de açaí e sabia que ia dar certo”, conta.

Ingredientes do morango do amor — Foto: g1 RO

A receita é recente e segue a base tradicional: o morango é coberto por uma generosa camada de brigadeiro. O diferencial está no recheio, feito com açaí puro, o que confere um sabor único e marcante à sobremesa.

Com as novas opções no cardápio, Elaine tem recebido vários feedbacks positivos sobre suas criações. Os queridinhos do momento são o tradicional e o de doce de leite, mas ela garante que o sabor de açaí também deve conquistar o paladar dos rondonienses. A empreendedora ainda encoraja todos a testarem fazer.

“É uma combinação perfeita. Se quem testar e não conseguir, não se desespere. Basta tentar de novo que vai dá certo”

Ingredientes do brigadeiro de açaí

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 xícara de açaí grosso
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 caixa de creme de leite

Em uma panela, misture todos os ingredientes. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até levantar fervura. Após ferver, cozinhe por mais 10 minutos ou até atingir ponto de brigadeiro mole. Transfira para um refratário e deixe descansar por pelo menos 4 horas até esfriar completamente.

Lave e seque bem os morangos (lembre-se de retirar e guardar os talos). Em seguida, envolva cada morango com o brigadeiro. Depois de moldá-los, espete um palito em cada um, ele servirá de base para mergulhar o doce na calda.

Morango do amor de aça — Foto: g1 RO

Ingredientes da calda

  • 2 xícaras (chá) e meia de açúcar
  • 1 xícara (chá) e meia de água
  • 2 colheres (sopa) de vinagre
  • 10 gotas de corante alimentício em gel vermelho

Misture o açúcar, a água, o vinagre e o corante vermelho em uma panela. Misture tudo antes de ligar o fogo e cozinhe sem mexer até atingir o ponto de bala dura (cerca de 20 minutos).

Com a calda pronta, mergulhe cuidadosamente cada morango revestido com brigadeiro. Escorra o excesso e coloque os doces sobre uma superfície untada ou antiaderente para secar. Quando estiverem secos, retire os palitos e recoloque os talos dos morangos.

*Por Marcos Miranda, Bruno Erpídio, g1 RO e Rede Amazônica