Com acervo de animais taxidermizados, fósseis, fotografias e peças da flora regional, espaço se consolida como destino educativo e turístico em Porto Velho. Foto: Jhon Silva
Em meio à natureza preservada do Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira, em Porto Velho, o museu do espaço guarda uma riqueza que surpreende os visitantes: mais de 150 itens, entre animais taxidermizados, espécies conservadas em álcool ou formol, fósseis e elementos da flora amazônica. O acervo é resultado de anos de catalogação e parcerias institucionais, que ampliou ainda mais a diversidade do espaço.
Acervo é resultado de anos de catalogação e parcerias institucionais. Foto: Jhon Silva
Peças como um impressionante couro de sucuri e exemplares raros de aves e mamíferos, além de peixes, artrópodes, répteis e até animais peçonhentos, fazem parte da exposição. Há também quadros fotográficos com as árvores do parque, frutos como a castanha, e informações sobre o ecossistema da região.
De acordo com o secretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Vinícius Miguel, o museu cumpre uma função essencial na valorização do conhecimento ambiental e cultural da cidade. “Nosso objetivo é fazer com que a população de Porto Velho, especialmente as crianças e os jovens, compreenda a riqueza da nossa biodiversidade. O museu é uma ferramenta poderosa de educação ambiental, e esse acervo é um patrimônio coletivo”, ressaltou.
Jéssica Ribeiro, acompanhada da filha Ana Cecília, se encantou com a diversidade do local. Foto: Jhon Silva
As curiosidades do que é exposto no acervo despertam o fascínio do público, especialmente de quem está visitando o espaço pela primeira vez ou após muitos anos. É o caso da dona de casa Cris Almeida, que retornou ao parque depois de uma década, acompanhada do marido, o servidor público Manoel Amorim. “Mudou muito. Para chegar aqui está bem mais acessível, e o museu tem a nossa história, nossos animais, a fauna, a flora… Estou amando!”, afirmou.
Já a estudante Jéssica Ribeiro, acompanhada da filha Ana Cecília, de 7 anos, se encantou com a diversidade do local. “É a nossa primeira vez no museu. Me encantei com tudo. Os bichos, a diversidade… É um aprendizado que a gente leva para a vida toda”, disse.
Cris Almeida retornou ao parque depois de uma década. Foto: Jhon Silva
O espaço é frequentemente visitado por escolas públicas, que encontram no local um ambiente propício para o ensino de ciências naturais. O museu conta com educadores ambientais treinados para receber estudantes e visitantes, oferecendo informações didáticas sobre os animais e plantas da região.
Serviço
Localizado ao final da avenida Rio Madeira, dentro do Parque Natural, o museu funciona de terça a domingo, das 8h às 17h. Além de ser uma atração gratuita, o acesso ao parque é facilitado por transporte coletivo com frequência de uma em uma hora.
Exposição Mundo dos Insetos é um dos atrativos proporcionados por pesquisadores do Inpa. Foto Cimone Barros/Ascom Inpa
Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com
Durante o 2º Encontro de Tecnologia Social da Amazônia (2º ETS-Amazônia), realizado no período de 24 a 27 de junho no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a programação do evento elegeu como centro temático o emprego de tecnologias sociais, além de ferramentas de trabalho, como estratégias de transformação social, valorização cultural e de desenvolvimento sustentável na Amazônia, soluções simples, de baixo custo e desenvolvidas ou aprimoradas por equipes das instituições científicas com a participação de comunidades e grupos vulnerabilizados”. Tecnologias sociais, além de ferramentas de trabalho, são estratégias de transformação social, valorização cultural e de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
De acordo com informes da Assessoria de Comunicação do Inpa, cerca de 200 cientistas, professores, desenvolvedores de tecnologia social, estudantes e representantes governamentais participaram do evento. Múltiplas atividades foram realizadas, como mesas temáticas, oficinas, apresentação oral de mais de 70 trabalhos, lançamento de livros, visitas técnicas, além da Feira de Economia Popular e Solidária e Mostra de Tecnologia Social. Os debates nas mesas trataram sobre mudança climática, empreendimentos solidários, saberes tradicionais e estratégias de fomento e crescimento econômico e social.
O ETS-Amazônia foi organizado pelo Inpa e a Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social (Abepets), em parceria com quase 15 instituições de ensino e pesquisa amazônicos, como Universidade Federal do Amazonas (Ufam), UEA, IFPA, o ILMD-Fiocruz Amazônia, o Museu Emílio Goeldi. Seus objetivos focaram no estabelecimento de um fórum regional de discussões sobre tecnologia social da região. Destaque à Fundação Banco do Brasil, que possui 40 anos de trajetória, dos quais 24 anos fomentando a temática da tecnologia social no País. A Fundação promove a cada dois anos o Prêmio de Tecnologia Social, no qual identifica, certifica e premia tecnologias sociais.
Em outro evento de grande repercussão, o INPA transformou o Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, no palco do “Ciência na Praça”. A ação, aberta ao público, foi realizada neste domingo, 27, das 16h às 20h, e visou aproximar ciência e tecnologia da população, por meio de exposições, vivências interativas e contato direto com pesquisadores, técnicos e estudantes de mestrado e doutorado do Instituto. A inédita atividade fez parte da celebração dos 71 anos do início de funcionamento do Instituto, no dia 27 de julho de 1954, quase dois anos após sua criação, em 29 de outubro de 1952. O evento também se dedicou à comemorar os 30 anos do Bosque da Ciência, primeiro parque verde urbano de Manaus, um espaço dedicado ao lazer, educação ambiental e popularização da ciência que muito orgulha a instituição e o povo amazonense.
Saliente-se, por oportuno, que o Inpa é um dos principais centros de pesquisas científicas sobre a Amazônia, referência mundial nos estudos sobre a biodiversidade amazônica, ecossistemas, mudança climática, a geração de tecnologias sustentáveis e a capacitação de pessoas e instituições para o desenvolvimento regional. Tem estabelecidas parcerias com comunidades tradicionais, estudando seus sistemas de produção e procurando encontrar mecanismos que possam fortalecer a economia dessas populações, ao mesmo tempo em que preserva o ambiente do entorno”.
O “Ciência na Praça” exibiu mais de 20 obras científicas e tecnológicas saídas dos laboratórios do Instituto, que foram muito bem recebidas pela população. Segundo o diretor do Inpa, Henrique Pereira, “a ideia é termos uma maior visibilidade e um contato direto com o público manauara, uma oportunidade, também, para os visitantes da nossa cidade conhecerem o que fazemos no Inpa buscando gerar e socializar conhecimento científico e tecnológico e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região”.
Sobre o autor
Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
A operação já vinha antecipando a logística de envio de mantimentos, kits de higiene e itens de assistência social às regiões mais afetadas. Foto: Divulgação/Secom AM
Em meio aos impactos provocados pela cheia dos rios no Amazonas, o deputado estadual Carlinhos Bessa (PV) solicitou ao secretário da Defesa Civil do Amazonas, Cel. Francisco Máximo Filho, celeridade na entrega da ajuda humanitária aos municípios de Tefé, Alvarães, Uarini e Juruá, localizados na região do Médio Solimões.
A solicitação foi feita após a divulgação da intensificação da Operação Cheia 2025, lançada pelo Governo do Amazonas para atender municípios atingidos pela elevação dos níveis dos rios. A operação já vinha antecipando a logística de envio de mantimentos, kits de higiene e itens de assistência social às regiões mais afetadas, mas o parlamentar destacou que os municípios do Médio Solimões também enfrentam situação emergencial e exigem atenção imediata.
“Essas cidades estão entre as mais afetadas e já sofrem com desabastecimento, alagamentos em áreas residenciais e prejuízos às famílias. Por isso, pedi ao secretário que a Defesa Civil atue com máxima urgência na distribuição da ajuda para nossa população do interior”, declarou Bessa.
Em resposta ao apelo do deputado, o Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, garantiu que atenderá à solicitação com prioridade máxima, comprometendo-se a despachar com urgência os suprimentos para a região do Médio Solimões.
O deputado Carlinhos Bessa agradeceu ao governador Wilson Lima e ao secretário da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, pela pronta resposta.
“Agradeço ao governador e ao secretário por entenderem a gravidade da situação e garantirem que a ajuda chegue com urgência. O povo do Médio Solimões precisa dessa resposta rápida, e continuarei acompanhando de perto para que ninguém fique desamparado”, afirmou o parlamentar.
Cheia dos rios no Amazonas deixa comunidade em baixo d’água e produtores rurais acumulam prejuízos. Foto: Michel Castro/Rede Amazônica AM
A expectativa é de que nos próximos dias as famílias residentes nos municípios citados comecem a receber cestas básicas, kits de higiene, redes, mantas e água potável, como parte do plano de atendimento emergencial previsto na Operação.
A cheia dos rios amazônicos em 2025 já levou mais de 20 municípios a decretarem situação de emergência, com milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas. No Médio Solimões, as condições de acesso dificultam o socorro imediato, o que reforça a necessidade de articulação política para garantir que a ajuda chegue em tempo hábil.
Um novo recorde foi estabelecido durante o São João no Parque Anauá! Todos os anos, o Governo de Roraima oferece a maior quantidade de pamonha do Norte do País para os visitantes do arraial e este ano o “pamonhaço” mostrou que veio para ficar somando uma tonelada e trezentos quilos do alimento.
O peso foi aferido por uma balança da Polícia Rodoviária Federal e certificado pelo Inmetro e Instituto de Pesos e Medidas de Roraima (Ipem-RR). No total, 5 mil pamonhas foram distribuídas.
Arraial do Anauá 2025
O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.
Amapá registrou a maior redução proporcional de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no país. Foto: Divulgação/GEA
Foi divulgado nesta quinta-feira, 24, no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que o Amapá registrou a maior redução proporcional de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no país, com queda de 30,6% na taxa de homicídios em 2024.
Dados do Governo do Estado apontam que, somente em 2024, foram aplicados mais de R$ 1 bilhão em recursos estaduais e federais. Foto: Divulgação/GEA
Em 2023, a taxa estadual era de 64,9 mortes por 100 mil habitantes, e em 2024, esse dado caiu para 45,1. O impacto das ações nos primeiros meses do ano passado já eram visíveis, pois, em janeiro, a queda de CVLI superou 60%, e no primeiro semestre do ano, o índice apresentou redução de 32% em relação ao mesmo período de 2023, indo de 175 vítimas para 119.
“A expressiva diminuição da violência no Amapá reflete o esforço conjunto entre as forças de segurança pública, aquisições em inteligência policial, reforço no policiamento ostensivo e ações integradas de prevenção à criminalidade”, destacou o secretário de Justiça e Segurança Pública, Daniel Marsili.
Em 2023, a taxa estadual era de 64,9 mortes por 100 mil habitantes, e em 2024, esse dado caiu para 45,1. Foto: Divulgação/GEA
A evolução na redução dos números está diretamente vinculada a robustos investimentos em segurança pública. Dados oficiais do Governo do Amapá apontam que, somente em 2024, foram aplicados mais de R$ 1 bilhão em recursos estaduais e federais, distribuídos entre equipamentos, obras e valorização dos servidores da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Entre os anos de 2023 e 2024, aproximadamente 1,3 mil novos agentes foram nomeados, o que representou um reforço de quase 30% no efetivo da segurança estadual.
Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e a utilização de drones e câmeras de alta definição no Amapá. Foto: Divulgação/GEA
Destacam-se também iniciativas que impulsionaram o combate eficaz ao crime, como a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e a utilização de drones, câmeras de alta definição, operações de inteligência integradas e ações preventivas em áreas estratégicas
“No período do estudo em questão, o Amapá chamou novos agentes e desde então, temos trabalhado com integração total entre as agências, e isso resgatou a sensação de tranquilidade para a população. A verdade é que o Amapá está mais seguro”, completou Marsili.
Município de Santana
Um dos exemplos mais significativos desse avanço foi registrado no município de Santana. Em 2023, a cidade liderava o ranking das mais violentas do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Este ano, caiu para a 18ª posição, com uma queda na taxa de MVI de 92,9 para 54,1 por 100 mil habitantes — uma redução de mais de 40%. Destaque para a atuação das forças policiais no município com a constante Operação Protetor, que satura áreas de forte influência do crime organizado.
O município com maior índice registrado em 2024 é Maranguape, no Ceará, com 79,9 mortes por 100 mil habitantes.
Anuário Brasileiro de Segurança Pública
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor. Trata-se do mais amplo retrato da Segurança Pública brasileira.
Veja o Anuário Brasileiro de Segurança Pública abaixo:
O São João no Parque Anauá 2025 encerrou neste domingo (27) depois de seis dias de muita festa, shows, jogos, comidas e o concurso de quadrilhas. O evento, realizado pelo Governo de Roraima, contou com mais de 70 atrações musicais e vários estandes de alimentação e comércio criativo local.
O evento se consolidou como um espaço para a família roraimense e todos os visitantes aproveitarem a tradição junina e se divertirem em um só lugar. Confira como foram os últimos dias do festejo:
Foto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Mega FiilmesFoto: Mega FiilmesFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RRFoto: Secom-RR
Arraial do Anauá 2025
O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.
Conforme os dados do Anuário, os crimes de homicídios dolosos no Amazonas apresentaram queda de 15,1%. E os de latrocínio reduziram 38,9%. Foto: Alex Pazuello/Secom
O Amazonas alcançou uma redução de 17,4% nas mortes violentas intencionais em 2024. O dado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostra que o resultado é três vezes maior que a média nacional, que ficou em 5,4%. Para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).
O Amazonas alcançou uma redução de 17,4% nas mortes violentas intencionais em 2024. Foto: Victor Levy/SSP-AM
“O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o Amazonas reduziu sua taxa de homicídios de 33,2 para 27,4 por 100 mil habitantes, entre 2023 e 2024, isso representa uma redução de 17,4%. Essa taxa é praticamente a mesma registrada em 2013, que foi de 26,4. Esse resultado é fruto de uma política integrada, inteligência estratégica e presença firme das nossas polícias Civil e Militar nas ruas”, destacou o secretário da SSP-AM, Vinícius Almeida.
Estão inseridos nas mortes violentas intencionais, os crimes de homicídios dolosos, latrocínios, homicídios de mulheres, incluindo feminicídios e lesão corporal seguida de morte.
O dado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostra que o resultado do Amazonas é três vezes maior que a média nacional. Erlon Rodriguês/PC
Conforme os dados do Anuário, os crimes de homicídios dolosos apresentaram queda de 15,1%. E os de latrocínio reduziram 38,9%, registrando um resultado dez vezes maior que a média nacional. Os homicídios de mulheres, incluindo os feminicídios, tiveram queda de 25,2%, sendo este número quatro vezes a redução do Brasil.
Outras reduções
Além da redução nas mortes violentas, o Amazonas, conforme o Anuário, também registrou reduções expressivas em relação aos crimes contra o patrimônio. Um exemplo são os crimes de roubo de celular, onde ano passado, a capital Manaus esteve sendo a maior nesse tipo de delito para cada 100 mil habitantes e este ano, a cidade não foi relacionada entre as 20 com os maiores índices.
Estão inseridos nas mortes violentas intencionais, os crimes de homicídios dolosos, latrocínios, homicídios de mulheres, incluindo feminicídios e lesão corporal seguida de morte. Antônio Faustino/PMAM
Com combates eficientes, outros crimes contra o patrimônio que apresentaram queda foi o roubo e furto de veículos e roubos a estabelecimentos comerciais. Essas reduções foram superiores à média nacional em comparação 2024 com 2023, apresentou reduções expressivas: roubos de veículos caíram 34%; a transeunte 11%; residência 12%; a comércio 31,2%; roubo de carga 28%; e a instituição financeira está há cinco anos sem registros.
Anuário Brasileiro de Segurança Pública
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor. Trata-se do mais amplo retrato da segurança pública brasileira.
Veja o Anuário Brasileiro de Segurança Pública abaixo:
Eita Junino é a campeã do grupo Especial no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no São João no Parque Anauá 2025. Foto: Divulgação/Secom-RR
As agremiações que concorreram ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no 32° São João no Parque Anauá mostraram que a tradição junina se mantém viva no Norte do país. Dividida em três grupos, a competição animou o público e o tão esperado resultado saiu na manhã deste domingo (27). No Grupo Especial a Eita Junino empatou com a Garranxê, tendo as duas tirado nota 10 em todos os quesitos, empatando também nos critérios de desempate.
A disputa só foi decidida com a verificação das notas descartadas que consolidaram a Eita Junino vencedora do evento realizado pelo Governo de Roraima.
1° lugar do Grupo Especial: Eita Junino. Fotos: Fernando Oliveira/Secom RR
Larissa Thuany, diretora da Eita Junino, falou da emoção da vitória da agremiação que acumula a tríplice coroa, por conquistar o título municipal do Boa Vista Junina, o Concurso Nacional de Quadrilhas realizado em Canaã dos Carajás (PA) no início de julho, e agora o Estadual de Quadrilhas Juninas. “É todo o trabalho de vários anos de um grupo que é premiado agora”, frisou.
2° lugar do Grupo de Especial: Garranxê. Fotos: William Roth/Secom RR
E em terceiro Amor Caipira:
3° lugar do Grupo Especial: Amor Caipira. Fotos:Fernando Oliveira/Secom RR
Com o resultado, descem para o Grupo de Acesso a Escola Forrozão e a Xamego na Roça.
Grupo de Acesso
No Grupo de Acesso, a tradicional Coração Caipira se sagrou campeã e retorna ao Grupo Especial em 2026:
1° lugar do Grupo de Acesso: Coração Caipira. Fotos: Fernando Oliveira/Secom RR
Em segundo lugar ficou a Namoro Caipira, que também sobe:
2° lugar do Grupo de Acesso: Namoro Caipira. Fotos:Fernando Oliveira/Secom RR
E em terceiro lugar a Evolução Junina:
3° lugar do Grupo de Acesso: Evolução Junina. Fotos: Fernando Oliveira/Secom RR
Descem para o Grupo Emergente a Arrasta Pé e a Guerreiros de Jorge.
O presidente e animador da Coração Caipira, Sheull Chaves, se disse satisfeito com o resultado do concurso, fruto da união de todos os brincantes, diretoria e coordenadores. “Nós mostramos que nosso lugar é no Especial, pois sabemos da qualidade do trabalho que desenvolvemos”, afirmou.
Grupo Emergente
No Grupo Emergente, a disputa foi acirrada entre as quadrilhas, com a Coração Alegre se sagrando campeã e ganhando direito de subir ao Grupo de Acesso.
1° lugar do Grupo Emergente: Coração Alegre. Fotos: Jader Souza/Secom RR
Quem também sobe é a Coração do Sertão, que ficou em segundo lugar.
2° lugar do Grupo Emergente: Coração do Sertão. Fotos: Fernando Oliveira/Secom RR
A Beija Flor ficou em terceiro lugar e a quadrilha São Vicente ficou na quarta colocação.
3° lugar do Grupo Emergente: Beija Flor. Fotos: Jader Souza/Secom RR
A partir das 19h30, a Arena Junina do São João no Parque Anauá recebe a apresentação das campeãs do Concurso de Quadrilhas.
Critérios de avaliação
Nove quesitos foram avaliados durante as apresentações nos cinco dias do concurso. Cada quadrilha tinha um tempo mínimo de apresentação de 20 e de no máximo 35 minutos, para todos os grupos. Os critérios de julgamento foram definidos pelos grupos, em concordância com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).
No início da apuração, os presidentes das associações que representam os grupos concorrentes, a Federação Roraimense de Quadrilhas Juninas e a Associação Cangaceiros do Thianguá fizeram a escolha dos itens que seriam usados para o critério de desempate do concurso.
as duas últimas Quadrilhas colocadas do grupo Especial caem para o grupo de Acesso;
as duas primeiras colocadas do grupo de Acesso sobem para o grupo Especial;
as duas últimas, do grupo de Acesso, caem para o grupo Emergente;
e as duas primeiras colocadas do grupo Emergente sobem para o grupo de Acesso.
Segurança e diversão
Com um plano inédito de segurança integrada, o São João no Parque Anauá 2025, as forças de segurança estaduais, municipais e federais apresentaram resultados positivos desde o primeiro dia de evento.
Até a penúltima noite do evento, o resultado foi de uma festa segura, praticamente sem ocorrências, como observado pelo servidor público Joel Cunha: “A gente vê que realmente estão trabalhando e nos sentimos seguros no evento. Cada ano vem melhorando mais a segurança”.
Mais de 200 efetivos de forças de segurança estaduais e municipais atuaram tanto dentro quanto no entorno do parque, o que agiliza na identificação ágil e na contenção de ocorrências. “Estamos atuando com um efetivo robusto e um plano inédito de segurança integrada para o São João. A cada noite, 120 policiais militares reforçam o policiamento ostensivo em todo o parque, garantindo a proteção do público e rápida resposta às ocorrências. A presença das unidades especializadas tem sido fundamental para a fluidez e tranquilidade do evento”, ressaltou o tenente-coronel Everton Oliveira, chefe do Departamento de Planejamento Operacional da PMRR.
Como explicou a delegada Simone Arruda, que coordena as ações da PCRR no evento em conjunto com o delegado-geral adjunto da instituição, Luciano Silvestre, as atividades foram planejadas de forma integrada e preventiva entre os órgãos de segurança para garantir que o São João no Parque Anauá se tornasse um evento seguro e tranquilo para todo o público.
O Corpo de Bombeiros Militares de Roraima também elaborou um plano operacional para garantir a segurança durante o evento, com foco na prevenção de riscos, atendimento pré-hospitalar, combate a incêndios e salvamento. Diariamente, 12 bombeiros atuam exclusivamente no local, com apoio de 64 militares em prontidão.
Para o secretário adjunto da a Sesp (Secretaria de Segurança Pública), Ellan Wagner, o São João no Parque Anauá destaca o uso da tecnologia como aliada nas ações preventivas e no monitoramento em tempo real do evento. “Contamos com o sistema de videomonitoramento transmitindo imagens e informações em tempo real para o nosso CICC [Centro Integrado de Comando e Controle]. Isso amplia a atuação das equipes de segurança e contribui para a realização de um evento muito mais seguro para toda a população”, reforçou.
Além da Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros e Sesp, participam da operação integrada o Detran-RR (com 22 agentes e 7 viaturas), a Guarda Civil Municipal (com 66 agentes por noite), o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e Juventude, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro.
Segundo o agente de fiscalização de trânsito do Detran-RR, Roberto Cezário, a atuação do órgão durante o São João no Parque Anauá tem priorizado a segurança e a fluidez viária.
“Pedimos aos participantes que venham ao parque e escolham o motorista da vez. Se for consumir bebida alcoólica, entregue a direção a alguém que não tenha bebido. E, se estiver embriagado, chame um motorista de aplicativo, um amigo ou alguém de confiança. Mesmo após a saída do parque, a fiscalização continua, e, caso alguém seja flagrado dirigindo sob efeito de álcool, os procedimentos legais serão aplicados”, finalizou Cezário.
Arraial do Anauá 2025
O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.
Em Mazagão Velho, tradição, fé e teatralidade se misturam em um dos momentos mais aguardados da Festa de São Tiago. A passagem do “Bobo Velho” marcada por gritos, risos e arremesso de bagaços de laranja, encena a fuga de um soldado mouro expulso pelos cristãos, um rito simbólico que, há gerações, diverte e emociona o público.
Com vestes coloridas, usando máscaras e montados em cavalos, os personagens do “Bobo Velho” percorrem as ruas da vila sendo “apedrejado” pela população. Em vez de pedras, o ataque é feito com restos de laranja, o que transforma a cena em uma brincadeira coletiva e bem-humorada, sem perder o teor simbólico da expulsão do invasor.
A atividade que conta com a participação de pessoas de todas as idades, faz parte do ciclo de apresentações que compõem a Festa de São Tiago, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas do Amapá, celebrada há 248 anos. A festividade, que ocorre sempre no mês de julho, revive a luta entre mouros e cristãos por meio de cortejos, encenações, missas, danças tradicionais, novenas e rituais que fortalecem a fé e a identidade cultural do povo mazaganense.
A programação deste ano, que segue até dia 28, conta com shows, feiras de artesanato, apresentações folclóricas e momentos de devoção popular, como o Círio e o “Dia da Batalha”, quando cristãos e mouros se enfrentam em uma grande encenação histórica. É um espetáculo que mistura o sagrado e o profano, encantando moradores, visitantes e turistas que chegam à vila para vivenciar uma das festas mais autênticas da região.
Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR
A tradição está estabelecida. Todos os anos, o Governo de Roraima oferece a maior quantidade de pamonhas do Norte do País para os visitantes do São João no Parque Anauá. O “pamonhaço” veio para ficar.
A ação é feita com a participação direta de várias secretarias e autarquias do Governo do Estado, coordenadas pela Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima). Neste ano, a entrega das pamonhas ocorreu neste sábado, 27, na penúltima noite da edição de 2025 do arraial, quando a população pôde degustar a iguaria típica das festas juninas.
A feitura do quitute começou pela manhã, quando os milhos foram selecionados, e as palhas foram reservadas para embalar as pamonhas; depois as espigas foram raladas, processadas, peneiradas e finalmente cozidas para, em seguida, serem preenchidas nas folhas. Nesse momento, o governador Antonio Denarium foi à empresa que produziu o alimento e conheceu toda a cadeia de produção.
Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR
Logo, a partir das 19h, as filas foram organizadas no São João no Parque Anauá para o início da distribuição, e se estenderam por muitos metros ao lado da Tenda do Agro. As filas foram caminhando de modo ordenado e rapidamente todos receberam as pamonhas.
Foram distribuídas 5 mil unidades, somando 1.300 quilos do alimento, superando a marca de 960 quilos do ano passado. O peso foi aferido por uma balança da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e certificada pelo Inmetro e Ipem-RR (Instituto de Pesos e Medidas de Roraima).
Para essa quantidade foram utilizadas 100 sacas de milho compradas de produtores indígenas e da agricultura familiar.
Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR
“Uma tonelada e trezentos quilos, um recorde que foi conferido pela balança da PRF e pelo Instituto de Pesos e Medidas de Roraima. O Ipem me entregou o certificado conferindo o peso. É muita pamonha para toda a população. Lembrando também que o milho foi comprado da agricultura familiar, valorizando os pequenos produtores de Roraima”, declarou o governador durante a pamonhada. Ele participou da ação, entregando pessoalmente as pamonhas para as pessoas nas filas.
Também colaboraram a presidente da Codesaima, Maria Dantas, vários secretários de Estado e a equipe de colaboradores da companhia.
O evento
Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR
Realizado desde 1991, o São João no Parque Anauá é considerado o maior festejo junino do Norte do Brasil. Em 2025, o evento conta pela primeira vez com recursos federais, repassados pelo Ministério do Turismo.
Outro destaque é o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, que reúne 28 agremiações dos grupos Especial, Acesso e Emergente. O Governo de Roraima destinou R$ 1,5 milhão em apoio direto às quadrilhas, com R$ 159 mil em premiações – um aumento de 59% em relação a 2024.