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Boto Cor de Rosa vence Festival dos Botos 2026 e conquista bicampeonato

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Resultado consagra o Boto Cor de Rosa após apresentação no sábado (19), no Lago dos Botos, com o tema ‘Tapajônica – A História Não Contada’. Fotos: Ronaldo Ferreira e Caio Lobato/CCOM

O Boto Cor de Rosa conquistou o título de campeão do Festival dos Botos 2026, com 477,5 pontos, chegando ao 13º título, contra 477 pontos do Boto Tucuxi. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (21), após a apuração das notas da disputa, realizada no Lago dos Botos, em Alter do Chão, no Pará.

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Abrindo a noite de apresentações no sábado (19), o Boto Cor de Rosa levou para a arena o tema ‘Tapajônica – A História Não Contada’, mergulhando na oralidade dos povos do Tapajós para apresentar histórias que atravessam gerações e que, muitas vezes, não estão registradas nos livros, mas permanecem vivas na memória e na voz daqueles que habitam o território.

Boto Cor de Rosa vence Festival dos Botos 2026 e conquista bicampeonato

O espetáculo destacou a relação profunda entre os povos, as águas e as matas, reconhecendo a natureza como parte fundamental da criação, da existência e da identidade amazônica. A apresentação também exaltou os ritmos, os saberes e a rotina daqueles que têm nas águas seu caminho e seu modo de vida. 

“É um grande momento para a gente, que se dedica muito durante todo o ano. Viemos de uma sequência de derrotas antes das duas vitórias consecutivas. Estamos muito felizes com esse resultado e com todo o trabalho realizado”, destacou Tiago Vasconcelos, presidente do Boto Cor de Rosa.

Leia também: 13 festivais imperdíveis para conhecer a cultura amazônica

Para a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, a apuração também representa um momento de celebração da força da cultura amazônica e do trabalho desenvolvido pelos dois competidores ao longo do ano. Ela destacou ainda o equilíbrio da disputa e a importância das duas agremiações para a valorização das tradições de Santarém.

“A apuração é um momento muito importante, e vimos que a diferença entre as pontuações foi muito pequena. Mais do que o resultado, os dois botos são fundamentais para fortalecer a nossa cultura, e ambos fizeram grandes espetáculos, valorizando as nossas tradições e a identidade amazônica”, destacou a secretária.

Boto Tucuxi

O Boto Tucuxi entrou na arena com o tema ‘Iburari, Ocara Sagrada’, apresentando ao público uma narrativa sobre a história e a identidade do povo Borari. A proposta partiu de Iburari, denominação histórica associada ao território onde se consolidou o aldeamento que deu origem à atual Vila de Alter do Chão.

Como elemento central, o espetáculo trouxe a Ocara Sagrada, compreendida como espaço de convivência, celebração e transmissão de conhecimentos. A apresentação estabeleceu um diálogo entre diferentes momentos da história Borari, valorizando a continuidade dos saberes e das tradições entre as gerações.

A vitória do Boto Cor de Rosa encerra a disputa de 2026 com uma diferença de apenas 0,5 ponto, resultado que evidencia o equilíbrio da competição e o trabalho desenvolvido pelos dois grupos para levar espetáculos marcados pela memória, ancestralidade e valorização da cultura amazônica.

*Com informações da Prefeitura de Santarém

Rondônia é escolhido como sede do Inova Amazônia Summit 2027

Foto: Emerson Rodrigo/Sebrae

Após reunir milhares de participantes em Rio Branco (AC), a próxima edição do Inova Amazônia Summit já tem destino definido: Porto Velho (RO). O anúncio consolida Rondônia como um dos protagonistas da bioeconomia na Amazônia.

Considerado o principal evento de bioeconomia, inovação e empreendedorismo da Amazônia Legal, o Inova Amazônia Summit é promovido pelo Sebrae e percorre os estados da região, valorizando soluções inovadoras, negócios sustentáveis e iniciativas capazes de transformar a biodiversidade em oportunidades econômicas.

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Em Rondônia, as atenções deverão se voltar especialmente para as Indicações Geográficas, que representam o fortalecimento territorial, a agregação de valor e o avanço de pequenos negócios.

As indicações geográficas do estado são Matas de Rondônia, Cacau de Rondônia e o Tambaqui do Vale do Jamari. Além das IGs já consolidadas, Rondônia também acompanha o avanço de novos processos de reconhecimento territorial.

Entre eles está a articulação em torno da valorização da carne de jacaré manejada na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, iniciativa que reforça a diversidade de ativos da bioeconomia rondoniense e o protagonismo das comunidades amazônicas.

Leia também: Inova Amazônia Summit 2026 discute novos caminhos para a economia sustentável

Para o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae em Rondônia, Darci Cerutti — que recebeu das mãos do gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato Cabral, a missão de realizar a próxima edição —, o evento será uma honra para o estado:

“Estamos muito motivados e honrados com a realização do Inova Amazônia Summit em 2027. A edição deste ano foi um sucesso, o que aumenta nossa responsabilidade, mas certamente será um sucesso também. Nos vemos em Rondônia em 2027!”, concluiu Cerutti.

Inova Amazônia Summit acre 2026 Foto Emerson Rodrigo sebrae
Edição de 2026 foi realizada em Rio Branco, no Acre. Foto: Emerson Rodrigo/Sebrae

Inova Amazônia Summit

Em sua trajetória, o evento já passou pelo Pará, em 2022; Amazonas, em 2024; Amapá, em 2025; e pelo Acre, em 2026.

A edição realizada em Rio Branco, entre os dias 17 e 19 de setembro de 2026, reforçou o papel do Summit como espaço de conexão entre empreendedores, pesquisadores, investidores, lideranças empresariais e representantes do setor público, consolidando-se como referência para a discussão de soluções sustentáveis para a região.

Com a realização do evento em Porto Velho, Rondônia apresentará ao Brasil e ao mundo suas experiências em bioeconomia, produção sustentável e valorização dos recursos amazônicos. A combinação entre inovação, empreendedorismo e ativos territoriais únicos promete fazer da edição de 2027 mais um marco na história do evento.

*Com informações do Sebrae

Antes que a seca chegue

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Rio Negro, em Manaus (AM), na seca de 2023. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Por Olímpio Guarany

A seca ainda não chegou ao seu momento mais crítico. E talvez seja exatamente por isso que este seja o momento mais importante para falar sobre ela.

O terceiro boletim do Painel El Niño 2026–2027 elevou o sinal de alerta. Os modelos indicam alta probabilidade de permanência do fenômeno até pelo menos o início de 2027, com possibilidade de um episódio muito forte. Para o trimestre setembro-outubro-novembro, a previsão aponta chuvas abaixo da média em parte do centro-norte do país, associadas a temperaturas elevadas e maior déficit hídrico.

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Para a Amazônia, a preocupação é objetiva.

Um El Niño intenso e prolongado pode significar menos chuva, temperaturas mais altas, menor disponibilidade de água e aumento da vulnerabilidade da floresta ao fogo.

Mas previsão não é sentença. Os impactos não acontecem da mesma forma em todos os territórios.

A ciência está nos avisando. A pergunta agora é: o que faremos com essa informação?

Quando a previsão chega à porteira

Para o pequeno produtor amazônico, El Niño não é apenas uma linha em um gráfico.

É menos chuva ou chuva fora de hora.

É menos água disponível.

É solo mais seco.

É incerteza sobre quando plantar.

É menos pastagem para os animais.

É risco para a produção e para a renda.

O desafio é transformar informação climática em prevenção.

Assistência técnica antes da perda.

Segurança hídrica antes da falta d’água.

Crédito para adaptação antes do prejuízo.

Informação antes da decisão de plantar.

Porque prevenir custa.

Mas reconstruir quase sempre custa mais.

O produtor não pode fazer tudo sozinho

Há providências que começam dentro da propriedade.

Conservar o solo, proteger fontes de água, armazenar água, diversificar a produção e ajustar o calendário agrícola podem reduzir riscos.

Mas existe um limite.

Não podemos colocar sobre o pequeno agricultor toda a responsabilidade pela adaptação climática.

Informação meteorológica precisa virar orientação técnica.

Tecnologia precisa ser acessível.

Crédito precisa chegar no momento adequado.

Segurança hídrica exige infraestrutura.

Antes que a seca chegue
Seca provoca desafios na área rural. Com a previsão de um El Niño muito forte, a preocupação vai além da seca: falta de chuvas, desmatamento e outros fatores também geram alerta. Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Talvez esteja aí um dos maiores desafios da Amazônia rural: fazer uma previsão produzida por satélites e centros de pesquisa chegar à pequena propriedade na forma de uma decisão simples:

quando plantar, o que plantar, como proteger a água e como reduzir o risco de perder a produção?

A distância entre a ciência e a porteira precisa diminuir.

A preparação começou; agora precisa chegar à ponta

Neste mês, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico apresentou um plano específico de preparação para os impactos do El Niño 2026–2027 sobre os recursos hídricos brasileiros.

Entre as medidas estão salas de crise regionalizadas, acompanhamento das condições de seca, instrumentos regulatórios e articulação com ações voltadas à estiagem na Amazônia e no Pantanal.

É um passo importante porque muda a lógica.

Em vez de esperar o problema se transformar em emergência, busca-se acompanhar os sinais antes da fase mais crítica.

O Governo Federal também anunciou um planejamento de R$ 1,335 bilhão para preparação e resposta a possíveis impactos do El Niño, envolvendo abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios.

As ações são coordenadas por uma sala de situação que reúne 24 ministérios e instituições.

São números expressivos.

Mas existe uma pergunta que os números, sozinhos, não respondem:

quanto disso chegará à Amazônia antes que o problema se transforme em emergência?

Esse será o verdadeiro teste da prevenção.

Preparar a agricultura para um novo clima

Também existem instrumentos permanentes que podem fazer parte dessa resposta.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 prevê R$ 85,2 bilhões em operações do Pronaf, além de ações envolvendo assistência técnica, compras públicas, irrigação, bioeconomia e adaptação climática.

Leia também: Seca e estiagem: entenda as diferenças entre os fenômenos que ocorrem na Amazônia

Seca lembra que é necessário preparação. Foto: Reprodução/Agência Amazonas

O desafio não é apenas criar políticas.

É fazê-las conversar entre si.

Monitoramento climático precisa conversar com assistência técnica.

Assistência técnica precisa conversar com crédito.

Crédito precisa conversar com adaptação.

E tudo isso precisa conversar com o produtor.

A bioeconomia também precisa ser resiliente

Nos últimos anos, a bioeconomia ganhou espaço como alternativa para conciliar floresta em pé, produção e geração de renda.

Esse caminho precisa continuar.

Mas devemos acrescentar uma palavra: resiliência.

Açaí, castanha, cacau, mel, frutos, óleos, pesca, extrativismo e sistemas agroflorestais dependem diretamente dos ciclos da natureza.

Não basta construir uma economia capaz de manter a floresta em pé.

Precisamos construir uma economia capaz de continuar gerando renda quando o clima colocar essa floresta — e quem vive dela — sob pressão.

Uma bioeconomia sustentável também precisa estar preparada para os extremos climáticos.

Ainda temos tempo

Talvez esta seja a informação mais importante.

Ainda temos tempo.

Não podemos controlar a temperatura do Pacífico.

Não podemos determinar quanto vai chover.

Mas podemos decidir o que fazer com o conhecimento que já temos.

Podemos identificar os territórios mais vulneráveis.

Levar informação ao produtor.

Fortalecer a assistência técnica.

Proteger fontes de água.

Financiar adaptação.

Preparar estoques e sistemas de abastecimento.

E colocar as próprias comunidades dentro das decisões.

A preparação começou em algumas frentes.

O desafio agora é fazer com que ela saia dos planos, atravesse as instituições e chegue aos territórios antes da emergência.

No meu artigo anterior fiz uma pergunta:

Quem vai pagar a conta da grande seca?

Agora acrescento outra:

quanto dessa conta ainda podemos evitar?

A resposta começa hoje.

Porque prevenção não começa quando o rio seca.

Não começa quando a lavoura morre.

Não começa quando a comunidade fica isolada.

Começa antes que a seca chegue.

Sobre o autor

Olímpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Durante dois anos navegou o rio Amazonas e diversos afluentes, desde sua foz até o rio Napo, no Equador. De barco, seguiu pelo rio Napo até o sopé da Cordilheira dos Andes. A partir dali, subiu a cordilheira até chegar a Quito, refazendo os caminhos de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia.

*O conteúdo é responsabilidade do colunista

El Niño: pesquisadores identificam calor intenso e redução de chuva em área preservada na Amazônia

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Foto: Reprodução/Fundação Amazônia Sustentável

Os pesquisadores do Observatório da Torre Alta da Amazônia, o ATTO, estão monitorando os impactos do fenômeno El Niño sobre uma área de floresta primária preservada na Amazônia. Os cientistas acompanham indicadores como volume de chuva, temperatura e umidade do ar, além da temperatura e da umidade do solo.

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Os dados são captados por instrumentos instalados em uma torre de 325 metros de altura, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, a cerca de 150 quilômetros de Manaus (AM).

Os resultados coletados apontam uma intensificação das condições de calor e seca na região. Em setembro, a temperatura da floresta chegou a ficar 2,4 graus Celsius acima da média registrada nos últimos 14 anos para o mesmo período.

Leia também: Projeto ATTO completa dez anos da maior torre de monitoramento climático do mundo

A redução das chuvas também chama a atenção. Em julho, foram registrados apenas 21 milímetros de precipitação, volume 73% menor que a média histórica. Em agosto, o índice permaneceu no mesmo patamar. Já em setembro, até o momento, foram registrados apenas 2 milímetros de chuva, uma queda de quase 66%.

A umidade relativa do ar também apresentou redução significativa e ficou abaixo dos níveis normalmente observados para esta época do ano. No solo, o cenário é semelhante. A temperatura permanece acima da média desde janeiro, enquanto a umidade nas camadas superficiais segue em níveis baixos.

Projeto torre ATTO monitora clima e fenômenos como o el niño na floresta amazônica Foto Acervo Inpa
Foto: Divulgação/Inpa

Efeitos do El Niño

Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Cléo Quaresma, os efeitos mais evidentes do El Niño começaram a ser percebidos a partir de julho, com o início da estação seca.

O monitoramento busca entender como a combinação de menos chuva e temperaturas mais elevadas pode afetar o funcionamento da floresta. A principal preocupação dos pesquisadores é a possibilidade de mudanças profundas, alterando processos como as trocas de carbono e água com a atmosfera.

O observatório já registrou efeitos semelhantes durante episódios anteriores do El Niño, especialmente nos períodos de 2015 a 2016 e de 2023 a 2024. O acompanhamento atual deverá ajudar a compreender como a floresta responde a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

*O conteúdo foi ofiginalmente publicado pela RadioAgência Nacional, escrito por Tatiana Alves

Mormaço Cultural 2026 reuniu mais de 200 mil pessoas

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A segunda etapa do Mormaço Cultural movimentou o Parque do Rio Branco entre os dias 18 e 20 de setembro, reunindo música, cultura e muita diversão. Foto: Divulgação/PMBV

Depois de três dias de apresentações locais, nacionais e intervenções artísticas em um dos maiores cartões-postais de Boa Vista, o Mormaço Cultural 2026 se despediu deixando aquele gostinho de “quero mais”. A 5ª edição do maior festival de artes integradas do estado reuniu mais de 200 mil pessoas no Teatro Municipal de Boa Vista e no Parque do Rio Branco.

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Com uma programação eclética, voltada para todas as idades, o Mormaço teve sua primeira etapa no Teatro Municipal, de 9 a 13 de setembro, com apresentações de artistas locais e da Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro, que apresentou os espetáculos “As canções que você dançou pra mim” e “Bichos Dançantes”, além de promover um workshop de dança contemporânea.

A primeira etapa do festival aconteceu no Teatro Municipal, de 9 a 13 de setembro, com artistas locais e a Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Já a segunda etapa, no Parque do Rio Branco, ocorreu de 18 a 20 de setembro. Além dos artistas da terra, o público prestigiou o show de Amado Batista, Kevin o Chris, Cidade Negra, Seu Jorge, Ferrugem, Fresno, Melody, Cat Dealers, Filipe Ret e Dennis. Nesse domingo, 20, o “Mormacinho” agitou a criançada com a apresentação dos Bolofofos.

Vander Frank Araújo curtiu a primeira noite da programação no Parque com a família. “Eu adoro o Mormaço. Vim na primeira edição e depois fui embora de Boa Vista. Voltei recentemente e fui ao evento com meu irmão e meu primo, além de levar minha mãe para prestigiar o Amado Batista. E também aproveitamos para curtir Seu Jorge”, contou.

Leia também: Arte, música e diversidade marcam o encerramento do Mormaço 2026 no Teatro Municipal

Mormaço Cultural 2026 reuniu mais de 200 mil pessoas
Seu Jorge foi uma das atrações nacionais da edição deste ano. Foto: Leonardo Matheus/PMBV

Gastronomia

Já que a cultura de uma cidade também se faz da gastronomia, o Mormaço Cultural promoveu, no sábado, 19, uma aula-show especial com o chef Olivier Anquier, na cozinha do restaurante do Sesc, localizada no Centro. O encontro reuniu amantes da gastronomia, profissionais e estudantes da área, além de pessoas interessadas em conhecer de perto as técnicas e experiências compartilhadas pelo chef.

Segurança

A programação no Parque do Rio Branco também foi um sucesso no quesito segurança, com a presença de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTRAN) e do Corpo de Bombeiros, garantindo a proteção e o bem-estar do público durante todo o evento.

Negócio do Acre aposta na identidade amazônica e usa farinha regional em chocolate artesanal

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Além do Cacau trabalha com identidade amazônica e expõe produtos no Inova Amazônia Summit, em Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Transformar um ingrediente tradicional do Acre em um produto capaz de chegar a diferentes mercados é a proposta de um empreendimento acreano que desenvolveu um chocolate artesanal com farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, do interior do estado.

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A iniciativa une gastronomia, identidade regional e inovação e se conecta à proposta do Inova Amazônia Summit, realizado entre os dias 17 e 19 de setembro, em Rio Branco, para discutir negócios baseados na biodiversidade e no potencial econômico da Amazônia.

Saiba mais: Inova Amazônia Summit 2026 discute novos caminhos para a economia sustentável

A farinha de Cruzeiro do Sul, que possui Indicação Geográfica (IG) desde 2017, foi escolhida para ser um dos elementos centrais da primeira barra de marca própria da empresa. O ingrediente é incorporado ao chocolate para garantir crocância e, ao mesmo tempo, levar para o produto uma referência direta à cultura acreana.

A sócia-proprietária da Além do Cacau, Halianne Peres, explica que a escolha do ingrediente une gastronomia, identidade regional e inovação e transformou uma matéria-prima tradicional em parte de um produto com circulação nacional e internacional.

Chocolates com farinha regional são feitos com 40% e 56% de cacau, acima do mínimo que é preciso para ser considerado chocolate. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Leia também: Marca criada em Rondônia usa ativos da Amazônia em produtos para cabelos com curvatura

“Nós queríamos traduzir os sabores do Acre através do chocolate e era necessário selecionar um ingrediente para isso. Nós escolhemos a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, que tem essa identidade geográfica e, para além disso, é um ingrediente que representa a nossa cultura. Nós quisemos aproveitar, unir essa parte da nossa cultura com uma inovação para o chocolate”, explicou.

A escolha também interfere diretamente na experiência de quem prova o produto. Segundo Halianne, a farinha não é utilizada para alterar a estrutura da massa, mas para criar uma textura diferente.

A barra, batizada de ‘O Acre Existe’, tornou-se o carro-chefe da marca. A produção é feita por um parceiro da empresa, que recebe a farinha enviada para manter a receita e a produção exclusivas do negócio acreano. “Ela é uma farinha bem crocante. Quem não conhece, quando come o chocolate, pensa que é um amendoim ou uma castanha. […] Ela traz a crocância”, contou.

Negócio do AC aposta na identidade amazônica e usa farinha regional em chocolate artesanal
Halianne Peres é socia-proprietaria do negócio ‘Além do Cacau’, que usa farinha de Cruzeiro do Sul na confecção de chocolates artesanais do Acre. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

A estratégia é transformar a identidade regional em parte do próprio produto. O nome da barra brinca com uma pergunta que, segundo Halianne, ainda aparece quando ela apresenta o Acre fora do estado.

“Quando as pessoas perguntam: ‘o Acre existe?’ quando a gente está viajando, eu falo: ‘existe e você pode provar através do chocolate'”, reforçou.

Negócio que vai além do chocolate

A barra com farinha é apenas um dos produtos dentro da estratégia da Além do Cacau. A empresa funciona como uma curadoria de chocolates artesanais brasileiros e reúne cerca de 50 sabores, além de café cultivado no Acre, nibs de cacau, pastas e um chá com sabor e aroma de chocolate.

A loja física foi inaugurada em dezembro de 2021, mas a atuação da empresa não ficou restrita ao espaço. A marca participa de feiras e eventos no Acre e em outros estados e mantém vendas para diferentes regiões do Brasil e também para o exterior.

Empresa também trabalha com outros produtos e expõe no Inova Amazônia Summit, em Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

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A trajetória começou a partir de uma mudança profissional de Halianne, que é administradora e passou quase duas décadas no setor financeiro. A relação com o empreendedorismo, porém, começou ainda na infância, acompanhando a mãe, com quem hoje divide a sociedade na empresa.

A transição para o setor de chocolates veio acompanhada da intenção de criar um negócio que tivesse, além do retorno financeiro, uma relação com pequenos produtores, sustentabilidade e valorização cultural.

Negócio do AC aposta na identidade amazônica e usa farinha regional em chocolate artesanal. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

A empresária também buscou trabalhar com chocolates com uma composição mais simples, sem aromatizantes e gordura hidrogenada, em uma proposta diferente da adotada pela indústria convencional.

“Nunca foi sobre vender chocolate, não foi só sobre vender produto. É sobre trazer e criar conexões, respeitando as nossas culturas, valores e a sustentabilidade”, afirmou.

Ingrediente que representa a região

É justamente a transformação de matérias-primas e conhecimentos amazônicos em produtos com maior valor agregado que aproxima a história da Além do Cacau da proposta do Inova Amazônia Summit.

Para o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a realização do encontro no Acre é uma oportunidade de apresentar produtos e negócios amazônicos a compradores e investidores do Brasil e de outros países.

“O Acre foi selecionado pelo destaque no programa Inova Amazonia, realmente demonstrando seu potencial da diversidade biológica que nós temos aqui, e isso foi o grande diferencial para o evento ser sediado aqui este ano. O melhor ainda é que estamos fazendo um evento internacional, então este ano realmente vai demonstrar a grandeza que é esse evento”, frisou Rosa Nakamura, gestora de Inovação do Sebrae no Acre.

Inova Amazônia Summit reúne bioeconomia e negócios no Acre. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Nesta edição, 90 pequenos negócios ligados à bioeconomia dos nove estados da Amazônia Legal participam do Summit. O evento também tem 20 representantes de Indicações Geográficas (IGs), além de rodadas de negócios nacionais e internacionais e rodadas de investimentos para startups e outros negócios inovadores.

Do Acre, são 30 startups, segundo o Sebrae, além de representantes de duas Indicações Geográficas: o açaí de Feijó e a farinha de Cruzeiro do Sul, justamente o ingrediente usado pela Além do Cacau na barra que se tornou o principal produto da marca.

Negócio do AC aposta na identidade amazônica e usa farinha regional em chocolate artesanal. Foto: Walace Gomes/Rede Amazônica AC

“Tudo é possível se transformar. Através da inovação, eles conseguem transformar aquele simples produto em um produto inovador para que possa, acelerado, se expandir até entrar no mercado, até internacional”, falou.

Da farinha ao mercado internacional

A história da Além do Cacau mostra, na prática, esse processo. Um ingrediente tradicional, associado à alimentação e à cultura de uma região específica do Acre, passou a fazer parte de um produto que é apresentado em feiras, eventos e mercados fora do estado.

A empresa também já participou de iniciativas apoiadas pelo Sebrae, incluindo uma loja colaborativa durante a COP30 e a ExpoAlimentaria, feira internacional realizada na América Latina. Durante a COP30, segundo Halianne, os produtos enviados para a loja colaborativa foram vendidos integralmente.

A participação em eventos também se tornou uma estratégia para ampliar o alcance da marca e criar contato direto com consumidores.

“A gente está sempre em eventos externos, fora da loja, para justamente criar essas conexões. Quando a pessoa já vem aberta para conhecer novos negócios, novos empreendimentos, a gente consegue fazer essas conexões”, explicou.

Leia também: Conheça o cacau da Amazônia, matéria-prima do chocolate

Além do Cacau também trabalha com chá de cacau. Foto: Renato Menezes/g1

A proposta, no fim, é fazer com que a origem do produto seja parte de seu valor, e não apenas uma informação na embalagem. No caso da barra ‘O Acre Existe’, a farinha de Cruzeiro do Sul não aparece somente como ingrediente: ela é a conexão entre o chocolate, o território e a identidade que a empresa pretende levar para outros mercados.

“Tem quatro anos seguidos que a gente participa da Expoacre, então muita gente chega na loja através desses eventos externos, das feiras do Sebrae, outras feiras que a gente participa também. Aonde nos chamam, nós vamos e temos esse corpo a corpo com cliente, e aí a gente chega onde os nossos braços não estão conseguindo alcançar mais”, frisou.

*Por Renato Menezes, Rede Amazônica AC

Após seis meses na Guerra da Ucrânia, brasileiro volta e surpreende esposa em hospital de Rondônia

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Foto: Reprodução/Instagram-@myname_islm

Um vídeo de um reencontro familiar emocionante ganhou as redes sociais nos últimos dias. O registro mostra o momento em que Manrik Martins retorna ao Brasil e surpreende a esposa após passar seis meses na Ucrânia, onde serviu na guerra.

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Após 6 meses na Guerra da Ucrânia, brasileiro volta e surpreende esposa em hospital de RO: 'Fiquei em choque'
Manrik Martins passou nove meses longe do Brasil, sendo seis deles na Ucrânia. Foto: Reprodução/Instagram-@myname_islm

Manrik conta que deixou o Brasil sem a intenção de ir para o Leste Europeu. Antes de chegar à Ucrânia, ele passou três meses na Espanha e em Portugal e disse que decidiu seguir para o front ucraniano por impulso.

“Eu fiquei, ao todo, na Ucrânia por seis meses, mas longe do Brasil foram nove meses, né? Contando o período em que passei na Espanha e em Portugal”, detalhou.

Segundo Manrik, após concluir o treinamento militar, ele já havia decidido deixar a missão. No entanto, esperou resolver questões financeiras e bancárias antes de comunicar a decisão aos superiores, pois temia não receber o salário que havia sido prometido.

Leia também: Guerra na Ucrânia: conheça ex-militares que saíram do Amapá para lutar no conflito contra a Rússia

Depois de resolver as pendências, ele decidiu deixar o país. Manrik conta que, assim que comunicou a decisão aos superiores, passou a receber pressão para permanecer na Ucrânia.

De volta ao Brasil, o jovem disse que demorou a acreditar que havia chegado ao país. Enquanto isso, alguns familiares ajudavam a organizar a surpresa para a esposa.

“A maior dificuldade em manter o disfarce era o fato de que sempre fazíamos ligações de vídeo. Como ela queria saber onde eu estava e para onde ia, precisei inventar várias histórias, dizendo que estava indo para lugares diferentes para não estragar o plano”, relatou.

Foto: Reprodução/Instagram-@myname_islm

A surpresa aconteceu no hospital onde a esposa trabalha, em Chupinguaia (RO). Manrik explicou que o encontro ocorreu por coincidência, já que Rayane Barros estava de plantão naquele dia. No vídeo, ela aparece emocionada ao perceber que o marido havia retornado ao Brasil.

“Eu fiquei em choque. Não sabia se ria ou se chorava. Minhas pernas estavam tremendo e tive uma sensação de desmaio. Como eu iria chamar um médico, se eu era a própria médica de plantão?!”, brincou Rayane Barros, médica e esposa de Manrik.

Brasileiros na Ucrânia

Não é incomum ouvir português em áreas sob controle militar ucraniano. Agora, após uma reforma nos contratos e nos salários oferecidos a combatentes, as autoridades de Kiev esperam ampliar ainda mais a participação de estrangeiros na guerra contra a Rússia, inclusive de brasileiros.

Embora os números exatos sejam mantidos em sigilo por razões estratégicas, diferentes elementos apontam para uma presença significativa de brasileiros no conflito. Um deles é a existência de uma companhia militar formada majoritariamente por falantes de português e liderada por brasileiros.

Manrik Martins. Foto: Reprodução/Instagram-@myname_islm

Nas redes sociais, os canais oficiais de recrutamento de estrangeiros da Ucrânia publicam regularmente conteúdos em português, muitos deles convidando brasileiros a aderirem às forças ucranianas.

Outro indício são as contagens não oficiais de mortos e desaparecidos baseadas em anúncio públicos disponíveis na internet, que colocam o Brasil entre os países com maior número de combatentes estrangeiros mortos na guerra.

Durante a apuração desta reportagem, o país aparecia na terceira posição, com mais de 100 mortes, atrás de Estados Unidos e Colômbia.

Dados parecidos também são citados pelo Itamaraty, que confirmou 92 brasileiros desaparecidos e 35 óbitos. O número mais que dobrou desde dezembro do ano passado.

*Por Vallery Sena, da Rede Amazônica RO

Procurador-geral do MPT explica como ocorrem as formas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho

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Arte: Reprodução/Amazon Sat

Em sua participação no programa Entrevistas, exibido pelo canal Amazon Sat, o procurador-geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo de Oliveira, explicou sobre as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no ambiente de trabalho. De acordo com o entrevistado, as condutas ilegais podem ser praticadas na relação empregador e empregado tanto nas empresas privadas quanto na administração pública como prefeituras, governos ou secretarias.

A explicação foi dada durante o programa, comandado pelo jornalista Welliton Lopes, uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica voltada aos temas debatidos em Brasília que impactam diretamente a Amazônia. A edição abordou sobre o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, que se caracteriza como a prática de coação, ameaça, constrangimento ou promessa de benefício por parte de empregadores ou superiores dentro do ambiente corporativo, no intuito de influenciar o voto ou a posição política de trabalhadores e servidores públicos.

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O procurador exemplificou as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no setor privado como lojas locais, comércios familiares e até grandes corporações como multinacionais e redes de supermercado, por exemplo.

“Na iniciativa privada, o empregador, o dono do negócio, ele pode coagir, ameaçar, dizer para o trabalhador que se não votarem em tal candidato, ele fechará as portas da indústria, do comércio. Se não votar no candidato que ele sugere, ele poderá demitir esse trabalhador, rebaixar ele funcionalmente ou reduzir os salários, que dizer, são ameaças diretas, muitas vezes nem são tão veladas assim, constrangendo esse trabalhador para que ele vote no candidato de preferência do patrão”, explica Gláucio.

Segundo Araújo, a conduta ilegal também acontece na administração pública, que é o conjunto de órgãos, entidades e agentes do Estado que gerenciam os interesses coletivos e prestam serviços à sociedade: Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados, Distrito Federal, municípios, bem como autarquias, fundações públicas e empresas públicas de economia mista.

“Na Administração pública, o prefeito, governador, secretário ou gestor público também pode agir desta forma, ameaçando o servidor público de exoneração ou de perder uma gratificação, mudar de setor ou departamento, rebaixamento salarial. Ou até prometendo aumento salarial, dar uma gratificação, promover para uma outra função. São falsas promessas tendentes a interferir na vontade do trabalhador que é eleitor e servidor público e visam direcionar para o candidato que o administrador público tem preferência. Isso caracteriza o assédio eleitoral”, exemplificou.

Outras formas de assédio

O procurador-geral do Trabalho também frisou que os casos de assédio eleitoral também se configuram em situações isoladas como chefias ou lideranças de determinados setores ou então de forma ampla como reuniões gerais ou eventos institucionais.

“Pode ser diretamente com o dono do negocio chamando para reuniões ou inventando cursos de capacitação para reunir o seu pessoal e apresentar o candidato. Isso também é uma forma de você delegar aos seus empregados que promovam reunião em benefício de um determinado candidato que aquele do trabalhador eleitor. Isso também se configura assédio eleitoral”, pontuou Araújo.

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‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Programa Entrevistas recebeu o Procurador-Geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo, para abordar o tema assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Foto: Reprodução/Amazon Sat ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/politica/assedio-eleitoral-no-trabalho/
Procurador-geral do Trabalho, Dr. Gláucio Araújo, explicou sobre as formas de assédio eleitoral que podem ocorrer no local de trabalho. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT-4).

Levantador de toadas do Boi Garantido, David Assayag será tema de escola de samba de São Paulo em 2027

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Levantador de toadas do Garantido, David Assayag, durante apresentação no Festival de Parintins 2026. Foto: Mauro Neto/Secom AM

O levantador de toadas do Boi Garantido, David Assayag, será tema de uma escola de samba de São Paulo no Carnaval de 2027. A Primeira da Cidade Líder anunciou no dia 19 de setembro, por meio das redes sociais, que levará para o Sambódromo do Anhembi o enredo “David Assayag, A Voz da Amazônia”.

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A escola, que será a 9ª a desfilar pelo Grupo de Acesso 2 de São Paulo, vai contar a trajetória do cantor amazonense e sua ligação com o Festival de Parintins. O enredo foi elaborado pelo carnavalesco Léo Del Pezzo, o Pai Léo, e aborda a ancestralidade, os povos da floresta, a religiosidade e a cultura popular amazônica.

“Nessa jornada simbólica, a floresta encontra o deserto, os maracás amazônicos encontram os tambores africanos e diferentes ancestralidades se unem através da música”, diz um trecho do anúncio do tema.

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Levantador de toadas do Garantido, David Assayag. Foto: Divulgação

No Sambódromo do Anhembi, a escola pretende apresentar a trajetória de David Assayag, conhecido pela atuação como levantador de toadas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido e por interpretar canções marcantes que potencializaram a voz da Amazônia.

O enredo também destaca a devoção do cantor à Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade de Parintins, no interior do Amazonas, e apresenta a música como elemento de ligação entre diferentes ancestralidades. A proposta é levar ao Anhembi uma homenagem à Amazônia a partir da história de uma de suas principais vozes.

‘Perreché tupinambá, auê auá’

Um trecho do samba-enredo divulgado pela escola neste domingo (20) destaca David Assayag como a “Voz de Parintins” e faz referências à cultura dos bois-bumbás e à “festa dos caboclos”. A letra também menciona as cores azul e vermelha, em referência ao Caprichoso e Garantido, e exalta a identidade amazônica ao apresentar a trajetória do cantor como símbolo da cultura popular da região.

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Levantador de toadas do Garantido, David Assayag
Levantador de toadas do Garantido, David Assayag. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica

Em outro momento, o samba destaca a expressão “Me chamam Menino David!” e faz referências à força e à identidade de David, em uma narrativa que relaciona o artista à cultura de Parintins e à Amazônia. A letra também menciona o levantador de toadas como “perreché tupinambá”.

Segundo a agremiação, o samba-enredo é assinado por Rafa Cria, Bruno Dallari, Junior Ary, Rafael Falanga, Rafael Moreira, Portuga, Vitor Gabriel, Gui Cruz, Luciano Rosa, Darlan Alves, Jorginho Milênio, Mala, Marçal, Reinaldo, Nikimba, Thiaguinho, Ratinho, Ivany Coelho, Imperial, Rodrigo Ressute, Pai Léo, Jacopeti, Willian Tadeu, Mário Presida, Rodolfo Minuetto e Rodrigo Minuetto.

*Por Jadson Lima, da Rede Amazônica Amazonas

Fumaça sobre Manaus acende alerta para cuidados que vão além da saúde respiratória

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Foto: Sérgio Andrade

O céu encoberto pela fumaça voltou a chamar a atenção dos moradores de Manaus (AM) em setembro e acende o alerta para cuidados com a saúde novamente. Além dos gases produzidos pela queima, a fumaça carrega micropartículas capazes de penetrar nas vias respiratórias e provocar efeitos até mesmo em pessoas sem histórico de doenças pulmonares.

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O pneumologista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ao HU Brasil, Mário Sérgio Fonseca, explica que o contato com esses poluentes pode irritar diferentes regiões do organismo. Os primeiros efeitos podem aparecer nos olhos e no nariz e alcançar as vias respiratórias, incluindo traqueia e brônquios, provocando sintomas como tosse e desconforto respiratório.

“Ela é muito mais intensa e prejudicial para aqueles que já têm doenças pulmonares prévias. Indivíduos asmáticos, por exemplo, podem entrar em crise por causa dessa exposição”, destaca o pneumologista.

Mesmo quem não possui doença respiratória prévia pode sentir os efeitos. Irritação e vermelhidão nos olhos, coceira ocular, coriza, irritação na garganta e tosse estão entre as manifestações que podem surgir durante períodos de maior exposição, explica o médico.

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Exposição contínua à fumaça exige maior atenção

Uma exposição pontual pode provocar desconfortos passageiros, mas o cenário merece maior atenção quando a pessoa permanece exposta à fumaça continuamente.

“Uma exposição contínua faz com que essas estruturas permaneçam comprometidas. Pode causar tosse, falta de ar e desconforto respiratório e, principalmente naqueles que já são doentes crônicos pulmonares, levar a uma exacerbação que pode culminar na necessidade de procurar um serviço de urgência”, afirma Mário Sérgio.

Os efeitos também não se restringem ao aparelho respiratório. O pneumologista chama atenção para pessoas com doenças cardiovasculares e para as gestantes. Componentes presentes na fumaça, como o material particulado e o monóxido de carbono, podem representar risco maior para esses grupos.

Imagem colorida mostra colunas de fumaça em Manaus causadas por queimadas
Fumaça também encobriu Manaus em 2024. Foto: Filipe Jazz/TCE-AM

Quando procurar atendimento?

É importante observar não apenas a presença dos sintomas, mas principalmente sua intensidade e a repercussão nas atividades cotidianas. Tosse eventual, irritação dos olhos e outros desconfortos podem ocorrer em decorrência da exposição. Alguns sinais, no entanto, precisam de maior atenção.

“Quando há uma falta de ar muito intensa, cansaço, dor torácica ou um desconforto respiratório importante que leva à limitação das atividades, são sinais de alerta que podem indicar a necessidade de procurar um serviço de urgência para uma avaliação adequada”, orienta.

Em dias de fumaça, é preciso mudar a rotina

Quando a qualidade do ar está comprometida, algumas atividades habituais também precisam ser reconsideradas. “Se tem muita fumaça no ar, fazer atividade física em ambiente aberto talvez não seja o ideal. A pessoa pode ficar extremamente desconfortável por causa disso”, explica o pneumologista.

Em casa, embora não seja possível eliminar completamente o contato com a poluição ambiental, permanecer em locais fechados e reduzir a entrada do ar externo durante os períodos de maior concentração de fumaça pode ajudar. Purificadores de ar também podem contribuir para diminuir a exposição.

Para quem precisa permanecer ao ar livre, como trabalhadores expostos durante a jornada, os cuidados devem ser reforçados. Manter uma boa hidratação, realizar pausas sempre que possível, evitar esforço físico excessivo e procurar locais com menor concentração de fumaça são algumas das medidas recomendadas pelo médico. O uso de máscaras também pode ajudar, principalmente, na proteção contra a fumaça.

*Com informações da Ufam