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Projeto ‘Parintins para o Mundo Ver’ valoriza cultura e promove ações socioambientais durante o festival

Foto: Divulgação

Neste mês de junho, a Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza o projeto ‘Parintins para o Mundo Ver‘, uma iniciativa multiplataforma que valoriza a cultura local e promove conteúdos informativos e socioambientais voltados à população da ilha e aos milhares de visitantes que participam da festa.

“O projeto ‘Parintins para o Mundo Ver’ é uma forma de dar protagonismo ao povo da ilha, mostrando para o Brasil e para o mundo que Parintins vai muito além do festival. É uma celebração da cultura viva, da identidade amazônica e da força criativa de uma comunidade que transforma tradição em potência. Nossa missão é comunicar com sensibilidade e verdade tudo aquilo que faz essa cidade tão única”, destacou Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.

A cobertura envolve nove grandes ações, distribuídas entre TV aberta, rádio e plataformas digitais do Grupo Rede Amazônica. Os conteúdos serão exibidos pela Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, e Amazon Sat. Entre os destaques da cobertura da Rede Amazônica está o Jornal do Amazonas – 1ª Edição, que será ancorado durante toda a semana do Festival Folclórico de Parintins, com Lane Gusmão na apresentação. Também fazem parte da programação o Bom Dia Amazônia e o Jornal do Amazonas – 2ª Edição, ambos com entradas ao vivo.

“Já estamos desembarcando em Parintins com mais de 50 profissionais de todas as áreas do Grupo Rede Amazônica, para levar a melhor cobertura de todas as manifestações culturais que acontecem na ilha, desde a recepção dos visitantes. Teremos também equipes do G1 e da CBN, com informações ao vivo direto de Parintins, levando tudo o que de mais importante acontece para manter nosso público bem informado. É o jornalismo da Rede Amazônica, presente onde a notícia está!”, destacou Paulo Fernandes, diretor de jornalismo da Rede Amazônica.

Entre os outros destaques estão o programete “Direto da Ilha”, com entradas ao vivo direto de Parintins, e a série digital “A Magia da Ilha”, que apresenta o olhar de personalidades locais sobre a cultura amazônica. Também fazem parte da programação os flashes informativos, com dicas de segurança, saúde e logística, além do programa Galeria Especial, transmitida pelo canal Amazon Sat, que explora os bastidores do festival.

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“Neste período, Parintins assume um protagonismo cultural que transborda a Amazônia e, como maior empresa de comunicação da região, queremos ser a porta-voz do que acontece nesta cidade para todo o Brasil. Além da cobertura jornalística, nosso público pode esperar uma presença marcante nos intervalos e conteúdos especiais, apresentados com leveza e irreverência. Queremos conectar essa emoção a todos que nos assistem. Rede Amazônica e Amazon Sat juntos — porque é por aqui que a Amazônia se vê, e também se mostra para o mundo”, destacou Silvério Machado, diretor de programação da Rede Amazônica.

Outro ponto alto da cobertura é a estreia do programa ‘Ponto Alto: Parintins’, com imagens aéreas da cidade e visitas a locais icônicos, como o Bumbódromo, a orla, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e o mercado municipal.

Além da cobertura jornalística e cultural, o projeto contempla uma campanha educativa com foco socioambiental, veiculada nos canais do grupo. As ações são divididas em três frentes:

  • O Rio é Festa em Movimento – Valorização do rio como símbolo cultural e natural de Parintins.
  • Parintins Te Espera com Coração Aberto – Exaltação da hospitalidade local, com mensagens de consciência ambiental.
  • Manual do Brincante Consciente – Dicas práticas e bem-humoradas sobre o descarte correto de resíduos.

Sobre a Fundação Rede Amazônica

A Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, atua há 40 anos com os objetivos de capacitar pessoas, articular parcerias, desenvolver projetos e programas que contribuem para a proteção e desenvolvimento da Amazônia.

Rondônia tem recorde de exportações, empregos e uma das melhores economias do Brasil

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O que é produzido em Rondônia está ganhando visibilidade e dando retorno com alta de exportações. Foto: governo de RO

Rondônia tem se tornado uma das melhores economias do Brasil. O levantamento é da Coordenação de Geointeligência de Dados Econômicos, com base nos dados do comércio exterior brasileiro: Comex Stat. Rondônia, que estava em 41 países em 2020, já chega a 116 países, sendo os principais destinos: China, Espanha, Argélia, México e Estados Unidos.

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A pauta de exportações, que em 2020 só tinha 60 produtos, já conta com 295 produtos com destaques para carne bovina, café, grãos e o Tambaqui.

Rondônia
Encontro das águas. Foto: divulgação

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As exportações de janeiro a maio de 2025, somam US$ 1.4 bilhões e sinaliza que caminha para mais um recorde. Em 2024, a exportação atingiu o topo da evolução histórica com US$ 2,6 bilhões, o que equivale a R$ 14,4 bilhões. Uma alta de 103% nos últimos cinco anos.

A carne bovina e grãos, historicamente, se mantém em evidência nas exportações, e se fortaleceram nos últimos anos, mas há produtos que subiram muito na demanda do comércio exterior, saindo lá do final da fila e alcançando destaque. Para ter ideia da evolução, o café, por exemplo, que em 2019 movimentava US$ 66.877, chegou a 2024 com US$ 130.990.879, mais que dobrou.

A exportação do Tambaqui também disparou, era em 2019, US$ 71.120 e chegou US$ 608.424 em 2024, um volume aproximadamente 9 vezes maior. E o cacau também embarcou nessa boa onda econômica rondoniense, as exportações do produto subiram de U$ 27.284.429,00 em 2019 para U$ 207.784.702,00 em 2024.

Leia também: Exportações de café de RO batem recorde e consolidam o estado no mercado internacional

Promoção de Rondônia

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o segredo para esse resultado tão positivo está na combinação de alta da qualidade e sustentabilidade da produção com uma promoção intensa dos produtos de Rondônia para mercados consumidores em outros estados e países.

‘‘Rondônia tem uma produção maravilhosa, feita por gente séria, dedicada, que zela pela qualidade e sustentabilidade, e quando o governo de Rondônia, junto com os produtores, apresenta esses produtos nas grandes feiras nacionais e internacionais os resultados são bons negócios’’, ressaltou.

O titular da Sedec, Sérgio Gonçalves, destacou que o recorde de exportações que Rondônia vem alcançando, mostra a força da competitividade dos produtos rondonienses e beneficia toda a população. ”As empresas que exportam geram empregos, pagam melhores salários, aprimoram seus produtos e tem maior longevidade, contribuindo para fortalecer a qualidade de vida e desenvolvimento do estado.’’

O titular da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, ressaltou que a alta das exportações de Rondônia reflete o sucesso da produção de alimentos do estado.

‘‘Rondônia tem alimentado o Brasil e o mundo com uma carne bovina deliciosa e saudável, com peixes saborosos como o Tambaqui; com os melhores cafés, os robustas amazônicos; amêndoas de cacau de alta qualidade, queijos premiados, com diversidade de sabores e produtos que tem conquistado o público. As cadeias produtivas estão sendo apoiadas pelo governo de Rondônia para apresentar o melhor do campo ao mercado global.’’

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Atração de compradores

Conforme levantamento realizado pela Invest Rondônia, a Coordenadoria de Atração de Investimentos da Sedec, no ano passado foram realizadas mais de 18 missões com foco na atração de investimentos e ampliação de mercado. Entre elas, a Rondônia Coffee Fest, em Londres.

Em 2025, o governo de Rondônia já participou da Seafood Expo North America, nos Estados Unidos, considerada uma das maiores feiras mundiais de pescados.  E esteve presente na Anuga, em São Paulo, um dos mais importantes eventos da América Latina, do setor de alimentos e bebidas, apresentando os produtos de Rondônia para investidores de várias partes do Brasil e do mundo.

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Destaques da produção Agro

Tambaqui. Foto: divulgação
  • Rondônia é o maior produtor de Tambaqui do Brasil
  • Valor US$ FOB 2023: 160.676
  • Valor US$ FOB 2024: 608.424
  • Crescimento de 278% de 2023 para 2024 em receita
  • Valor US$ FOB 1º trimestre 2025: 442.945

Fonte: MAPA / Valor Bruto da Produção/IBGE/ Comex Stat – MDIC

Café

Foto: Armando Júnior/Divulgação
  • Rondônia é o maior produtor da Região Norte e 5º maior produtor do Brasil
  • Valor US$ FOB 2023 -17.589.277
  • Valor US$ FOB 2024 – 130.990.879
  • Crescimento de 644% de 2023 para 2024 em receita
  • Valor US$ FOB 1º trimestre 2025 – 21.452.011

Fonte: MAPA / Valor Bruto da Produção/IBGE/ Comex Stat – MDIC

Carne bovina

Foto: Jeferson Nascimento/Governo do Tocantins
  • Rondônia é o 2º maior produtor da Região Norte e 10º maior produtor do Brasil
  • Valor US$ FOB 2023: 900.529.115
  • Valor US$ FOB 2024: 1.093.797.086
  • Crescimento de 21% de 2023 para 2024 em receita
  • Valor US$ FOB 1º trimestre 2025: 276.975.076

Fonte: MAPA / Valor Bruto da Produção/IBGE/ Comex Stat – MDIC

Com mais de 200 voos para Parintins, Aeroporto de Manaus entra no clima do Festival

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Foto: Divulgação

A partir do dia 18 de junho, o Aeroporto Internacional de Manaus, integrante da rede VINCI Airports, inicia uma operação especial para o Festival Folclórico de Parintins 2025. Com a expectativa de receber mais de 200 voos comerciais exclusivos para o maior evento cultural do Amazonas, o aeroporto montou um esquema operacional especial e lançou um receptivo turístico com uma série de atividades para proporcionar experiências únicas para quem vai viajar nesse período.

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O receptivo conta, pela primeira vez, com uma Feira de Economia Criativa com a oferta de produtos artesanais, oficinas para os microempreendedores, shows gratuitos de boi-bumbá para o público, uma exposição de indumentárias dos bois e espaços interativos pelo aeroporto. A programação ocorre em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Amazonastur e Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo.

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O receptivo conta, pela primeira vez, com uma Feira de Economia Criativa

A expectativa é que mais de 100 mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, sejam impactadas com a programação, que ocorre de forma gratuita de 18 a 27 de junho.

Realizado entre os dias 27, 28 e 29 de junho, o Festival de Parintins arrasta milhares de brincantes para a ilha tupinambarana e é um dos períodos de maior movimentação no aeroporto de Manaus.

A malha aérea foi ampliada com voos comerciais extras entre Manaus e Parintins. O volume de passageiros que vão sair da capital amazonense com destino a Parintins deve registrar incremento superior a 10% com voos comerciais e da aviação geral. O período de pico de viagens ocorrerá entre os dias 25 e 30 de junho.

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Segurança reforçada

200 voos para Parintins
Aeroporto de Manaus reforçou sua equipe operacional. Foto: divulgação

Para absorver esse aumento no fluxo de passageiros, o Aeroporto de Manaus reforçou sua equipe operacional, com atenção especial aos serviços de limpeza, atendimento e informações ao público. As forças de segurança, incluindo Polícia Federal e Polícia Militar, contarão com o apoio do sistema de videomonitoramento do terminal.

A fiscalização de bagagens, o controle de acesso a áreas restritas e o patrulhamento nas áreas públicas também serão intensificados.

Saiba mais sobre o Festival Folclórico de Parintins

Aeroporto como janela de promoção turística

A promoção turística e o fomento à economia local são os principais objetivos da Feira de Economia Criativa que ocorre neste ano, no Aeroporto de Manaus. Além de exporem e comercializarem seus produtos, os microempreendedores participam de oficinas focadas nos negócios. A iniciativa segue o código de cultura da companhia de transformar os aeroportos sob sua administração em portais de desenvolvimento que conectam regiões, estimulam a economia local e fortalecem o turismo.

O receptivo conta, pela primeira vez, com uma Feira de Economia Criativa. Foto: divulgação

O Gerente de Operações do Aeroporto de Manaus, Overlach Campos, destaca: “A operação especial que montamos para o Festival de Parintins reflete nosso compromisso com a valorização da cultura local e com a experiência dos passageiros. Ao promover apresentações culturais e a feira com microempreendedores regionais, estamos conectando culturas e territórios, estimulando a economia criativa e celebrando a diversidade. Mais do que um ponto de partida ou chegada, queremos que o aeroporto seja um espaço de cultura, acolhimento e inspiração”.

Esse é o segundo ano que o aeroporto administrado pela VINCI Airports faz parceria com o governo amazonense para promover o turismo e a cultura locais durante o Festival de Parintins. O secretário executivo de cultura do Amazonas, Cândido Jeremias, destaca: “Vamos estar com apresentações artísticas, receptivo e a feira de economia criativa, que são esses empreendedores culturais, que vão ter oportunidade também de vender seus artesanatos nesse período. É uma oportunidade de geração de emprego e renda e para o turismo”, disse.

Prefeitura inicia entrega de mais de 42 mil itens esportivos para escolas de Boa Vista

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Objetivo é estimular o desenvolvimento físico, motor e cognitivo dos mais de 53 mil alunos matriculados. Foto: Diane Sampaio/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista deu início nesta terça-feira, 17, a entrega de 42.560 itens esportivos, entre bolas de diversas modalidades, equipamentos de ginástica, jogos de tabuleiro, materiais de atletismo, tatames e muito mais. Os equipamentos serão distribuídos para unidades escolares da área urbana, rural e indígena, com objetivo de estimular o desenvolvimento físico, motor e cognitivo dos mais de 53 mil alunos matriculados.

A entrega dos materiais começou pela Escola Municipal Hilda Franco. A iniciativa integra as metas e estratégias de aquisição de materiais pedagógicos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem, previstas no Plano Municipal de Educação.

Leia também: AME BV apresenta avanços no fomento ao empreendedorismo e inovação durante Jornada de Integração Regional

Valorização do esporte e do educador

Os materiais entregues nesta terça também serão utilizados em eventos como o Festival de Xadrez, Jogos Indígenas, Jogos do Campo e Jogos Escolares da capital. O secretário municipal de Educação e Cultura, Lincoln Oliveira, reforçou o impacto positivo da ação.

“Queremos garantir que cada criança tenha acesso a práticas esportivas diversificadas. Oportunizamos desde o futebol até o xadrez e o rugby, inclusive com jogos como uno e dominó, que estimulam o raciocínio lógico e a criatividade. É uma iniciativa que promove saúde, inclusão e aprendizagem”, afirmou.

Iniciativa integra as metas e estratégias de aquisição de materiais pedagógicos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Na oportunidade, os alunos demonstraram empolgação ao receber os novos materiais. Jabez Fabrício, 10 anos, não escondia a ansiedade. “Estou animado para brincar com os meus amigos. Adorei jogar tênis de mesa”, destacou.

Nayra Beatriz, 9 anos, também ficou feliz ao receber os novos itens. “Achei tudo muito legal e bonito. Estou ansiosa para usar o tatame para praticar jiu-jitsu”, contou.

Investimento contínuo

Além desta entrega, a rede já havia sido contemplada com kits do Material MAXI de Ensino, materiais didáticos do Instituto Alfa e Beto e itens específicos para a Educação Especial. Em paralelo, a gestão também tem investido na construção e ampliação de quadras poliesportivas.

Os materiais entregues também serão utilizados em eventos como o Festival de Xadrez, Jogos Indígenas, Jogos do Campo e Jogos Escolares da capital. Foto: Diane Sampaio/PMBV

AME BV apresenta avanços no fomento ao empreendedorismo e inovação durante Jornada de Integração Regional

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Marco Cury apresentou durante o evento, o desenvolvimento da AME BV, que agora avança com ações voltadas à inovação. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

A Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV) foi um dos destaques nesta terça-feira, 17, na abertura da 3ª edição da Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, que ocorre no auditório da Faculdade Cathedral. Na ocasião, foram apresentadas as iniciativas desenvolvidas no município de Boa Vista e que são implementadas por meio da inovação, reforçando o compromisso da gestão com o fortalecimento do empreendedorismo local.

O evento é uma iniciativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em parceria com a Prefeitura de Boa Vista, a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o Banco da Amazônia (Basa) e órgãos estaduais. O objetivo é promover a integração da região e fomentar o desenvolvimento sustentável da região Amazônica.

O diretor executivo de Inovação e Desenvolvimento da AME BV, Marco Cury, apresentou os avanços conquistados desde a criação da agência em 2022, onde o município já investiu R$ 6,5 milhões, aplicados no apoio ao empreendedorismo e em linhas de crédito. Ao todo, 1.817 microempreendedores foram beneficiados, incluindo moradores da zona rural e de comunidades indígenas.

Leia também: INOVACIDADE 2025: Boa Vista recebe prêmio nacional por projeto de segurança pública com tecnologia de ponta

O evento busca promover a integração da região e fomentar o desenvolvimento sustentável da região Amazônica. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Segundo Cury, o evento é de grande relevância, pois promove diversas vertentes de inovação e integração entre os municípios do estado, fortalecendo as cadeias produtivas locais.

“A AME BV nasceu com foco no empreendedorismo e agora avança com ações voltadas à inovação. Estamos iniciando um trabalho de diagnóstico do sistema de inovação do município, mapeando os atores envolvidos nesse ecossistema — todos aqueles que contribuem para o desenvolvimento local. Esse levantamento nos permitirá pensar em políticas públicas e instrumentos de regulação que fortaleçam o ambiente de negócios em Boa Vista”, destacou o diretor.

Secretário municipal Luiz Renato Maciel, afirma que a atuação da Suframa é extremamente positiva para Boa Vista. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Para o secretário municipal de Planejamento, Orçamento, Finanças e Tecnologia da Informação, Luiz Renato Maciel, a atuação da Suframa é extremamente positiva para Boa Vista, ao trazer incentivos que fortalecem o ecossistema empreendedor e ampliam as oportunidades para a chegada de novas empresas ao mercado local.

“O trabalho da AME BV, com apoio da prefeitura, tem sido essencial para fortalecer o ambiente de negócios. Os investimentos refletem a responsabilidade e a visão de futuro do município, criando bases sólidas para o desenvolvimento econômico e o surgimento de novos empreendedores”, destacou Luiz Renato Maciel.

Superintendente Luiz Frederico Aguiar, ressaltou que a AME BV tem se consolidado como uma importante indutora na capital de Roraima. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Boa Vista consolida políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo

De acordo com o superintendente executivo adjunto da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, a AME BV tem se consolidado como uma importante indutora do desenvolvimento de pequenas empresas, startups e iniciativas voltadas à inovação no município, tendo objetivos que se harmonizam com a instituição nacional de oferecer informações e orientações que possibilitem aos empreendedores o acesso a novos recursos, contribuindo diretamente para a geração de emprego e renda.

“Ao conhecer os incentivos fiscais disponíveis por meio da Suframa e da Sudam, além das linhas de crédito oferecidas pelo Banco da Amazônia, os empresários podem ampliar suas oportunidades de crescimento. Também há possibilidades de acesso a incentivos na área de inovação, por meio da Lei de Informática da Amazônia Ocidental, que pode beneficiar significativamente essas empresas”, destacou Aguiar.

Premiação nacional de gastronomia reconhece a Amazônia e reforça valorização de ingredientes regionais

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Prato típico com ingredientes da Amazônia. Foto: divulgação

A Amazônia foi uma das atrações principais na cerimônia da premiação Melhores da Gastronomia 2025, realizada pela revista Prazeres da Mesa, realizada no dia 17 de junho, em São Paulo. O evento reuniu 800 convidados, entre chefs consagrados, jovens talentos, restaurateurs – profissionais que abrem e gerenciam restaurantes -, confeiteiros, padeiros, grandes marcas, comunicadores e influenciadores digitais.

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Um dos momentos mais simbólicos da noite foi a apresentação do prêmio Restaurante do Ano – Região Norte, feita pela paraense Joanna Martins. Em sua fala, Joanna destacou que todos os pratos servidos no coquetel da premiação foram preparados com ingredientes da Amazônia, reforçando o potencial da biodiversidade regional como inspiração para a alta gastronomia brasileira.

“Todas as alimentações de hoje têm ingredientes amazônicos, isto é para lembrar a vocês o quanto é importante a gente consumir o alimento brasileiro, no meu caso, defendo o amazônico. E especialmente no caso da Amazônia, para além de ter ingredientes extremamente gostosos, consumir alimentos desse bioma gera desenvolvimento para a região que mais demanda investimentos do nosso país. Ela é 60% do território nacional, tem 28 milhões pessoas, não tem só floresta e não tem só animais”.

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Premiação nacional de gastronomia reconhece a Amazônia
A Amazônia foi uma das atrações principais na cerimônia da premiação Melhores da Gastronomia 2025. Foto: divulgação

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A diretora, que também atua como ativista e advocacy para o desenvolvimento de políticas públicas para cultura, turismo e sociobioeconomia alimentar, aproveitou a ocasião para incentivar o uso consciente e responsável de ingredientes amazônicos, enfatizando que essa valorização não se trata apenas de uma tendência gastronômica, mas de um compromisso com sustentabilidade, inclusão e reconhecimento das origens brasileiras.

“Quando as pessoas que moram na Amazônia entenderam que podem gerar desenvolvimento, emprego e renda com a floresta, passamos a ter um desenvolvimento sustentável. Todos vocês que consomem alimento do Brasil podem ajudar colocando nos seus cardápios, porque o alimento amazônico é versátil, é local, mas é internacional. Mas não coloque no cardápio só porque é uma novidade, coloque porque gera impacto no nosso país e especialmente para a região amazônica”, pontuou a pesquisadora em cultura alimentar amazônica.

No final do mês de maio, Joanna Martins, que está à frente do Instituto que leva o nome de seu pai e chef, Paulo Martins, anunciou que o Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, encerrado oficialmente em 2020, retornará com a 15ª edição em setembro deste ano, em Belém.

O festival foi criado por Paulo em 2000 e se tornou o maior festival gastronômico da Amazônia. “O Ver-o-Peso da Cozinha Paraense é um grande intercâmbio de conhecimento cultural gastronômico porque ele proporciona essa mistura de pessoas, diversidade, de conhecimento, de culturas, tudo baseado no alimento amazônico”.

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A Amazônia foi uma das atrações principais na cerimônia da premiação Melhores da Gastronomia 2025. Foto: divulgação

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O Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense será realizado no mês de setembro, na capital paraense, com realização do Instituto Paulo Martins e da empresa do segmento de eventos Origem Justa, com o intuito de ampliar o alcance do evento, reafirmando o compromisso com a valorização da gastronomia amazônica.

Na premiação promovida pela Prazeres da Mesa o prêmio de Melhor Restaurante – Região Norte ficou com Banzeiro, do Amazonas. O restaurante Casa do Saulo, do Pará, entrou para o hall da fama após vencer pelo menos três vezes na mesma categoria, sendo homenageado com o prêmio Hors Concours da edição 2025.

“A cozinha do Norte é uma riqueza que o Brasil inteiro tem que conhecer, ela tem uma personalidade só dela, traz as marés, as florestas, e acho que o restante do Brasil conhece muito pouco, sabe muito pouco. Para nós é uma alegria ter aqui no buffet os produtos da Amazônia”, ressalta a diretora da Prazeres da Mesa, Mariella Lazaretti.

Os finalistas foram indicados primeiramente por um júri técnico formado por mais de 300 profissionais da cozinha, jornalistas, especialistas e foodies e, depois, a escolha aberta do público nas plataformas do Mundo MESA. Foram 46.573 votos ao longo de 30 dias que ajudaram a eleger os melhores da gastronomia brasileira deste ano, edição que teve recorde de indicações.

Além de 39 categorias tradicionais, a noite contemplou a escolha especial da EGG Educa, com o troféu Conjunto da Obra. Já a escolha da redação de Prazeres da Mesa destacou personalidades e iniciativas com impacto relevante no setor, com as categorias Prêmio Ricardo Castilho – Personalidade da Gastronomia, Sustentabilidade e Responsabilidade Social na Gastronomia e Mesa Inesquecível. Ao todo, foram 43 categorias premiadas.

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Rondônia é o estado líder em exportação de carne na Região Norte

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Cultivo de gado na Região Norte. Foto: divulgação

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 241,58 mil toneladas de carne bovina em abril de 2025, alcançando uma receita superior a US$ 1 bilhão no mês — um novo recorde nacional. No mesmo contexto, Rondônia registrou desempenho histórico em 2024, com exportações que somaram US$ 1,16 bilhão, crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.

O estado também se destacou no volume de abate, com quase 3 milhões de bovinos abatidos sob inspeção da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron).

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Rondônia é o estado líder em exportação de carne
Cultivo de gado na Região Norte. Foto: divulgação

Segundo informações do governo de Rondônia, nos últimos anos, mais de R$ 130 milhões foram aplicados na modernização da estrutura da Idaron, ampliando o alcance das ações da Agência e melhorando o atendimento ao produtor rural. “Hoje, quase todos os serviços da Idaron estão disponíveis online, o que garante ainda mais agilidade e facilidade para o produtor”, ressaltou o diretor-executivo da Agência, Licério Magalhães.

Há 25 anos atuando na prevenção e combate a doenças que afetam os rebanhos, a Idaron tem desempenhado papel estratégico no fortalecimento da pecuária estadual. Essa atuação contribuiu diretamente para que Rondônia se consolidasse como o maior exportador de carne bovina da Região Norte e o quinto maior do país.

Vacinação contra febre aftosa. Foto: divulgação

Desde 2021, o estado mantém o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, destacou a importância desse reconhecimento. “Esse status tem sido fundamental para a ampliação da presença da carne rondoniense em mercados internacionais como o Chile, a Indonésia, os Emirados Árabes e a China, dentre outros.”

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o avanço das exportações reflete a confiança dos mercados consumidores na qualidade sanitária do rebanho e no trabalho desempenhado pela Idaron, e Rondônia tem mostrado comprometimento e excelência nessa área.

8 mil Estações Disseminadoras de Larvas serão instaladas para controle do Aedes aegipty em áreas urbanas de Belém 

Estações Disseminadoras de Larvicidas serão instaladas em Belém. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

A cidade de Belém (PA) deverá receber mais de 8 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) para o controle vetorial do Aedes aegipty, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, em diversas áreas urbanas, entre elas os bairros situados no entorno do Parque da Cidade, onde acontecerão os eventos da COP 30.

Saiba mais: Portal Amazônia responde: o que é a COP 30?

O trabalho de implantação das EDLs teve início no dia 16 de junho, com uma visita técnica ao Parque da Cidade, que contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz Amazônia e Secretaria Municipal de Saúde de Belém, responsável pela execução e monitoramento da estratégia, que é uma das políticas públicas de controle vetorial adotadas pelo MS.

Desenvolvida pela Fiocruz Amazônia, em Manaus, a técnica consiste na utilização da fêmea do mosquito para dispersar o larvicida nos seus locais de reprodução, por meio de armadilhas instaladas em pontos estratégicos.

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controle do Aedes aegipty em áreas urbanas de Belém
Estações Disseminadoras de Larvicidas serão instaladas em Belém. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

“O Parque da Cidade é uma das áreas de importância para a instalação das EDLs. Outras áreas da cidade receberão ações de intervenção contra o mosquito. Hoje, estamos cumprindo mais uma etapa do projeto das Estações Disseminadoras na cidade de Belém, vindo ao Parque da Cidade. Estamos montando um plano de trabalho junto com as secretarias municipal e estadual de Saúde para que várias áreas da cidade e da COP 30 recebam as EDLs no intuito de proteger contra a transmissão dos vírus”, afirma o pesquisador da Fiocruz, Sérgio Luiz Bessa Luz.

No Parque da Cidade, a equipe visitou as áreas onde as obras estão em andamento para selecionar os locais de instalação das armadilhas e definir a quantidade correta de estações disseminadoras para cada área. O plano foi apresentado às secretarias municipal e estadual de Saúde no dia 17 de junho, para que seja apresentado oficialmente à organização da COP 30.

“Essa é uma atividade que estamos fazendo no sentido de evitar e de controlar a transmissão de doenças tanto no Parque da Cidade quanto de áreas especiais da cidade, onde haverá uma movimentação grande de pessoas durante a Conferência. São as Estações Disseminadoras do ILMD/Fiocruz Amazõnia trabalhando no sentido de ajudar a Secretaria de Saúde para que tenhamos um evento seguro em todos os aspectos”, afirma Sérgio Luz.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a instalação das EDLs será feita em duas etapas, de acordo com a análise de bairros com maior número de casos de dengue: de 4 a 29 de agosto, instalação de 5.300 armadilhas nos bairros Jurunas, Guamá, Condor, Canudos e Terra Firme; de 1º a 27 de setembro: instalação de mais 3.650 armadilhas nos bairros Marambaia, Sacramenta, Pedreira, Marco, Curió-Utinga e Souza. Além dessas áreas, outras 100 armadilhas serão colocadas no Parque da Cidade, como parte das ações preparatórias para a COP 30.

Leia também: Belém do Pará: a capital amazônica que receberá a COP30

Política Pública

Em julho do ano passado, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, emitiu a nota técnica informativa, oficializando a utilização das Estações Disseminadores de Larvicidas como estratégia nacional para o controle do Aedes aegypti Aedes albopictus, vetores da dengue e outras arboviroses, em áreas estratificadas de risco das cidades de todo o País.

Estações Disseminadoras de Larvicidas serão instaladas em Belém. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

A medida visa expandir a tecnologia das EDLs, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e apoio técnico da Fiocruz, a partir dos resultados dos estudos coordenados pelo Núcleo Prev Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde.

A COP30 acontecerá em Belém, especificamente no Parque da Cidade, que está sendo construído no bairro da Sacramenta, e também no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. O Parque da Cidade funcionará como o principal ponto de encontro entre os chefes de Estado, enquanto o Hangar receberá a maior parte das reuniões. 

A área possui mais de 500 mil m², situada no antigo aeroporto Brigadeiro Protásio e contará com uma “blue zone” (local das negociações administrado pela ONU) e uma “green zone” (local de eventos paralelos administrado pelo governo anfitrião). O Hangar possui 24.000 m² de área construída e conta com pavilhões, salas multiuso, auditório e um deck. 

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Sobre as estações

As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) são uma técnica de controle de mosquitos, especialmente o Aedes aegypti, que utiliza a própria fêmea do mosquito para dispersar o larvicida nos seus locais de reprodução.

 As EDLs são armadilhas que atraem as fêmeas de Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são os vetores da dengue, zika e chikungunya. A dispersão acontece quando as fêmeas entram nas EDLs e aderem micropartículas de larvicida em pó, principalmente os reguladores de crescimento de insetos, ao seu corpo. Quando voltam para os seus criadouros (lugares com água parada, como vasos de plantas, pneus, etc.), elas transferem o larvicida para as larvas, impedindo o desenvolvimento de novos mosquitos adultos. 

As EDLs são uma técnica eficaz para reduzir a população de mosquitos e, consequentemente, a transmissão de doenças, a baixo custo e acessíveis, o que as torna uma opção viável para diversas comunidades. São fáceis de serem instaladas e mantidas, podendo ser colocadas em quintais, áreas de serviço, varandas e outros locais onde os mosquitos se reproduzem. 

Açaí industrializado mantém propriedades do fruto fresco, aponta pesquisa da Ueap

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Pesquisa mostra que açaí industrializado mantém benefícios do fruto fresco — Foto: Vinícios Braga

Um estudo liderado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) comprovou que o açaí industrializado mantém as propriedades do fruto fresco e pode ser um grande aliado da saúde. A pesquisa mostrou que após processamento, os componentes benéficos continuam ativos.

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Participaram da pesquisa cientistas da Ueap, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade de San Sebastián, no Chile.

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Fruto do açaí — Foto: Instagram sorveteria Cairu

O produto com as mudanças industriais é o de consumo fora da Amazônia, comercializado como um sorvete.

O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) por meio do Programa Pesquisa Para o SUS (PPSUS), pelo projeto Economias Comunitárias Inclusivas, do Fundo JBS pela Amazônia e pela cooperativa Amazonbai.

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Resultados da pesquisa

Foram investigados os efeitos antioxidantes do açaí processado industrialmente e concluiu-se que o extrato manteve os compostos bioativos, mesmo após passar pelas mudanças.

O resultado mostrou os efeitos protetores contra o estresse oxidativo em células cardíacas, ou cardio protetor, e no fígado de ratos, o hepatoprotetor.

Açaí Foto: Divulgação

O pesquisador Jefferson Romáryo Duarte da Luz contou que a análise foi realizada durante o estágio pós-doutoral.

“Investigamos os efeitos do açaí industrializado em um modelo celular de estresse oxidativo, utilizando uma linhagem de células cardíacas. Induzimos o estresse nessas células e, em seguida, aplicamos o extrato de açaí processado. Os resultados foram muito positivos: observamos uma redução significativa do estresse oxidativo nas células tratadas em comparação com as não tratadas”, explicou.

O pesquisador explicou também que, além disso, foi feita uma análise do perfil químico do açaí industrializado. A etapa apontou bioativos importantes com potencial terapêutico em combate a doenças cardiovasculares.

“Outro ponto essencial foi que não identificamos efeitos adversos sobre o metabolismo hepático em ratos, o que reforça o potencial hepatoprotetor do açaí frente ao estresse oxidativo”, completou.

Fruto açaí. Foto: Luciana Pombo

Jefferson contou ainda que os achados são relevantes, mantendo propriedades importantes e sendo um aliado natural na prevenção de doenças crônicas.

“Isso valoriza um produto típico da nossa região, com forte impacto cultural, econômico e científico, e reforça a importância de investir em pesquisa na Amazônia e no Amapá”, completou.

Outro pesquisador presente no artigo é o professor Gabriel Araújo, da Ueap. Ele destacou a riqueza natural amazônica.

“A pesquisa agrega valor a um produto local e culturalmente vinculado ao dia a dia da Amazônia. Além de um alimento saboroso, uma reafirmação da cultura e do poder das florestas”, disse Gabriel.

*Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá


Fiocruz Amazônia avança nas pesquisas para desenvolvimento de testes para detecção do vírus causador da gripe aviária 

Fiocruz Amazônia avança nas pesquisas. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

A Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), vem trabalhando nas pesquisas para o desenvolvimento de testes destinados à detecção do vírus H5N1, causador da gripe aviária, utilizando abordagens moleculares e imunológicas.

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O estudo intitulado Pesquisas para Enfrentamento da Gripe Aviária H5N1 – já se encontra em fase de testes, inicialmente com genes sintéticos e extrações de isolados de cultura, visando a padronização do ensaio.

“Buscamos deixar o ensaio pronto para padronização com amostras reais, a ser realizada em laboratórios com o nível de segurança biológica apropriado, caso venha a se tornar necessário”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luis André Morais Mariúba, membro do grupo DCDIA e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da unidade.

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Fiocruz Amazônia avança nas pesquisas. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Ele explica a importância do avanço das pesquisas nessa área, citando o risco cada vez maior de surgimento de emergências sanitárias mundiais a partir dos surtos já registrados da gripe aviária em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, onde foram relatados casos em aves.

“A situação já preocupa as autoridades sanitárias de diversos países e o momento atual é de monitoramento e controle da doença. A proposta é de que os testes sejam utilizados por agentes de saúde durante emergências sanitárias”, afirma Maríúba. Segundo ele, os novos testes podem chegar a um tempo de espera pelo resultado inferior a 20 minutos.

O pesquisador salienta que as pesquisas poderão avançar ainda mais. “Os ensaios até o momento já realizados são promissores, já estamos programando novos testes em colaboração com a Universidade de São Paulo (junto à Profa. Dra. Helena Laje) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), junto ao Prof. Dr. Felipe Naveca). Participam deste estudo alunos do Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-hospedeiro, mestrandas Alice Alencar e Darleide Braga, Dra. Juliane Glória (ILMD-FIOCRUZ) e empresa EZscience”, observou.

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Resumo

O projeto de pesquisa visa o desenvolvimento de insumos para o diagnóstico de H5N1 utilizando anticorpos de galinha e ensaios moleculares. “A equipe do laboratório trabalha em três frentes: produção de anticorpos extraídos de gemas de ovos de galinha (IgY); produção de anticorpos recombinantes scFv de origem galinácea; desenvolvimento de teste molecular rápido com detecção em fita com anticorpos scFv de origem galinácea”, afirma Mariúba.

Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia avança nas pesquisas. Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Segundo o pesquisador, os anticorpos IgY foram produzidos com sucesso utilizando peptídeos baseados no antígeno H5. “Iniciamos os ensaios em fitas imunocromatográficas; os anticorpos scfv foram desenvolvidos contra os antígenos H5 e N1, e estão atualmente em análise quanto a sua especificidade à estes antígenos; os ensaios moleculares rápidos foram padronizados com sucesso, sondas específicas para a detecção do gene H5 foram desenvolvidas. Novas sondas também serão testadas, assim como buscaremos desenvolver fitas de origem nacional”, enumera. 

Mariúba afirma que, em todas as frentes de trabalho (1, 2 e 3), são aguardados padrões a serem enviados por instituto internacional parceiro para melhor verificação da sensibilidade e especificidade dos insumos produzidos. Com contribuição dos resultados do projeto para o enfrentamento da H5N1, ele considera que, para uso imediato, é possível testar em campo o ensaio molecular rápido, por enquanto, utilizando as fitas imunocromatográficas internacionais.

“Estes ensaios permitem a detecção do vírus entre 15 e 20 minutos. A aplicação deste em amostras frescas poderá ser de grande contribuição para o enfrentamento atual da doença em granjas”, observa.

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NIT-ILMD

Implantado em 2007, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), tem como objetivo prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O Sistema Fiocruz de Gestão Tecnológica e Inovação foi criado em 2006 com a missão de promover a inovação em saúde, por meio da gestão da Propriedade Intelectual e da Transferência de Tecnologia, de forma integrada e articulada com as Unidades da Fiocruz. Através de sua atuação, tornou-se referência na gestão de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia no Brasil.

O NIT/ILMD está ligado à diretoria e atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.