No território paraense, a tartaruga-da-Amazônia é registrada também no Rio Xingu, Rio Tapajós, Rio Amazonas e grandes afluentes. Foto: Emilly Azulay
Cerca de 8 mil filhotes da espécie tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa) foram soltos por agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros no dia 17 de janeiro, num tabuleiro localizado na Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas, em Oriximiná (PA).
Aproximadamente 250 pessoas das comunidades do entorno acompanharam a soltura dos quelônios. O total de nascimentos contabilizados neste ciclo de reprodução ultrapassou 80 mil indivíduos — um número dez vezes superior ao registrado no ciclo de 2023.
O evento representa o fim de uma temporada de gestão de proteção destes animais pelo ICMBio, uma vez que as tartarugas-da-Amazônia sofrem ameaças de pesca ilegal e predatória na Rebio, que no status de unidade de conservação (UC) federal, este tipo de atividade é proibido.
Os agentes do Instituto acompanham parte do processo que culmina no nascimento dos filhotes de tartarugas-da-Amazônia, desde a desova. A fiscalização é fundamental para garantia de um ambiente adequado para que os animais posteriormente realizarem o delicado processo reprodutivo sem o risco da intervenção humana.
“É um marco histórico do Programa de Quelônios da Rebio do Rio Trombetas, resultado do esforço de todos, servidores, fiscalização, agentes temporários das nossas bases, dos nossos voluntários e comunitários. A gestão do ICMBio seguirá trabalhando para continuar mantendo este ambiente propício à reprodução destes animais”, coloca Maria Bárbara de Sousa, coordenadora do programa.
Esta é a maior tartaruga de água doce da América do Sul. Foto: Emilly Azulay
Com a constante ameaça que os ovos de tartarugas-da-Amazônia colocados no tabuleiro sofrem, de coleta ilegal por infratores e predação por animais como jacarés, gaviões, entre outros, os agentes do ICMBio trabalham em vigilância 24h no local, para garantir o nascimento dos filhotes, que são agrupados em viveiros de quarentena e depois soltos em pontos estratégicos do Rio Trombetas.
“Estamos muito satisfeitos com este resultado, que é fruto de um trabalho de longos anos, é um dia muito importante e de alegria para todos nós comunitários aqui da Rebio”, destaca o Sr. Maneco, agente temporário ambiental (ATA) mais antigo a trabalhar na reprodução dos quelônios na unidade.
Sauim-de-coleira é atualmente classificado como criticamente em perigo de extinção. Foto: Natália Lima/Ibama AM
Como forma de ampliar a proteção do sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie de primata nativo e endêmico da Amazônia e atualmente classificado como criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, no último mês de dezembro, uma operação de fiscalização em empreendimentos nas áreas de ocorrência da espécie, no Amazonas.
Denominada ‘Operação Sauim’, a ação de fiscalização buscou, principalmente, prevenir impactos sobre a espécie ao combater ilícitos relacionados à perda de habitat e à mortalidade do primata, além de proteger outros animais da fauna amazônica. Seis notificações foram aplicadas e uma obra suspensa.
Em Manaus (AM), o animal (endêmico também dos municípios amazonenses de Rio Preto da Eva e Itacoatiara) é vítima de ameaças, incluindo eletrocussões, atropelamentos, ataques por animais domésticos e perda do território devido a desmatamento ilegal e empreendimentos irregulares.
Equipe do Ibama em um dos locais fiscalizados – Foto: Divulgação/Ibama AM
A ação foi estruturada em três frentes que se complementam: avaliação da regularidade de supressões vegetais; fiscalização de condicionantes ambientais; e apuração, junto à distribuidora de energia, de medidas para prevenir a eletrocussão de animais.
Operação Sauim
A Operação Sauim está alinhada com as diretrizes e objetivos do Plano de Ação Nacional para a conservação da espécie, o PAN Sauim-de-Coleira.
Desde 2011, o PAN, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio do Ibama e de instituições locais, nacionais e internacionais, tem implementado iniciativas para evitar que a espécie desapareça da natureza.
Mercado Tikuna, na cidade de Tabatinga, uma das regiões englobadas pelo estudo. Foto: Marko Monteiro/Acervo pessoal
O nível de vulnerabilidade alimentar influi a forma como as populações amazônicas percebem os benefícios gerados pela natureza. Comunidades em situação de insegurança alimentar severa concentram sua percepção quase exclusivamente em serviços ecossistêmicos relacionados à provisão imediata – ou seja, o alimento no prato.
Já grupos menos vulneráveis conseguem reconhecer uma diversidade maior de benefícios, como a regulação do clima, valores culturais, espirituais e lazer. Essa é a conclusão de uma das pesquisas do programa AmazonFACE, publicada no periódico científico Ecosystem Services nesta quarta-feira (28).
Com abordagem multidisciplinar, o estudo baseou-se em 216 entrevistas semiestruturadas com moradores locais, ribeirinhos e indígenas e cruzou esses relatos com dados secundários sobre o uso e cobertura do solo.
O trabalho de campo foi conduzido em três municípios do Amazonas que representam diferentes níveis de vulnerabilidade alimentar:
Manaus, classificada como média;
Carauari, como média-alta;
e Tabatinga, como muito alta.
Essa comparação permitiu aos pesquisadores observar como as necessidades básicas influenciam a relação das pessoas com o ambiente.
O artigo destaca que a percepção local funciona como um “alerta precoce” para ameaças ambientais, como a poluição da água e a escassez de peixes, que nem sempre são captadas por dados de satélite. “Essa pesquisa pode ajudar a tornar as políticas públicas mais eficazes e mais justas”, pontua a bióloga Ana Luisa de Carvalho Cruz, atualmente analista do Laboratório Nacional de Biorenováveis/CNPEM e líder da pesquisa.
“Ela mostra a conexão entre conservação e segurança alimentar e que as ações relacionadas devem ser pensadas a partir da realidade de quem vive no território, e não apenas baseadas em dados técnicos de literatura. O que as pessoas sinalizam revela a necessidade real delas”.
O Mapa A mostra, em pontos vermelhos, a localização das comunidades entrevistadas, bem como as Áreas Protegidas (APs) do município: o amarelo indica áreas de Uso Sustentável e o marrom indica Terras Indígenas. Os principais rios estão representados em azul. Fonte: ANA (2010); FUNAI (2021); MMA (2020). Fotos B, C e D: Imagens das comunidades entrevistadas em Carauari. Foto B: Comunidade Barreirinha (sob jurisdição do INCRA). Foto C: Sistema de abastecimento de água da comunidade Nova Esperança. Foto D: Estrada de acesso à comunidade Nova Esperança. Fontes das imagens: membros do projeto (B – Tiago Jacaúna; C e D – Júlia Menin).
Segurança alimentar depende de outros fatores
Para a equipe, os resultados desafiam a ideia de que a alta biodiversidade, por si só, garante segurança alimentar. A segurança alimentar, apontam os autores, depende de fatores frequentemente ignorados em análises puramente biológicas, como a forte sazonalidade dos recursos naturais (com variação da disponibilidade ao longo do ano) e a dependência de mercados externos para suprir necessidades básicas.
Cruz também explica que um aspecto fundamental do projeto, que já vem sendo realizado, é a divulgação dos resultados para a própria comunidade, para que a ciência faça sentido na vida das populações que participaram diretamente da construção do conhecimento.
Esse retorno é realizado por meio de materiais acessíveis e didáticos, como vídeos e folhetos informativos, que sintetizam os benefícios percebidos e as ameaças identificadas pela pesquisa. Além de validar a contribuição dos moradores, esses resumos permitem que diferentes comunidades compartilhem estratégias de adaptação a problemas ambientais.
Os próximos passos da pesquisa incluem investigar de forma mais aprofundada as pressões ambientais e climáticas que geram escassez, além de mapear as estratégias de adaptação já adotadas pelas comunidades.
“Olhar para essas adaptações é fundamental para entender o que funciona, o que não funciona e como tornar as decisões mais inclusivas e eficazes”, destaca Cruz.
A expectativa é que, por meio do AmazonFACE, os resultados fortaleçam a interface entre ciência e tomada de decisão, contribuindo para políticas públicas mais alinhadas às realidades locais.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori
Pescador flagra onça farejando rastro deixado por ele em Rondônia. Foto: Reprodução/Instagram-Fabio_baca
O que era para captar imagens de animais na floresta acabou registrando uma das cenas mais épicas da vida selvagem. O pescador Fábio Baca flagrou uma onça farejando o local por onde ele havia passado, em imagens captadas por uma câmera instalada ao longo do caminho da pescaria, no distrito de Jaci-Paraná, em Porto Velho (RO). O registro foi divulgado nas redes sociais do pescador e chamou a atenção dos seguidores.
Segundo Fábio, a câmera foi instalada com o objetivo de registrar animais comuns da região, como antas, capivaras ou pacas. Para atrair os bichos, ele usou pupunhas como isca. O que ele não esperava era a aparição de uma onça, em plena luz do dia e tão próxima do lago onde costumava pescar.
“Peguei as pupunhas e falei: ‘vou colocar as pupunhas aqui porque aí pode atrair alguma coisa mais uma paca alguma coisa que queira comer e aí vai passar na frente da câmera vai registrar’. Enquanto eu estava pescando, ela passou lá, cheirou tudo e depois eu passei lá e peguei a câmera de novo”, disse.
O susto veio mais tarde, já em casa, quando decidiu conferir as gravações durante a madrugada. Entre os vídeos comuns, um detalhe chamou a atenção: a onça aparece curiosa, cheirando o seu rastro e até a própria câmera. Veja o vídeo:
“Quando eu cheguei em casa, fiz minhas coisas e fui olhar de madrugada. Tinha os meus vídeos, da hora que eu instalei a câmera, da hora que eu joguei a pupunha e aí no meio um vídeo da onça”, relatou.
De acordo com o pescador, o local é bastante frequentado por praticantes de pesca esportiva, e ele nunca havia encontrado uma onça naquela região. Além disso, essa foi a primeira vez que ele instalou uma câmera no local, experiência que, segundo ele, será inesquecível.
“Na primeira vez que eu uso a câmera eu consegui uma imagem que provavelmente será a melhor imagem da vida da câmera. Nunca mais ela vai fazer uma imagem tão boa quanto essa, de um animal tão difícil, chegar tão perto, enfim, fazer careta pra ela. A minha reação foi essa”, disse.
Apesar do susto, Fábio afirmou que não pretende deixar de frequentar o local. No entanto, admite que o medo agora será maior nas próximas visitas.
“Com certeza eu vou voltar lá, mas com um receio muito maior. Sabendo que tem onça, sabendo que ela já farejou onde eu passei. Então assim, eu vou voltar, mas não sei qual vai ser a minha reação quando eu estiver lá. Como é que vai ser, se eu vou ficar nervoso ou não, mas não vai ser igual, com certeza não”, disse Fábio.
Sobre a onça-parda
A onça-parda ou puma, também conhecida como suçuarana, leão-baio, leão-da-montanha ou simplesmente como onça, é um mamífero carnívoro, da família dos felídeos e gênero Puma, nativo da América.
Bairros de Manaus como Redenção, por exemplo, já registraram em duas semanas o acumulado equivalente à média histórica de chuva esperada para janeiro. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus
O volume acumulado de chuvas registrado em Manaus (AM) em 15 dias já superou a média prevista para todo o mês de janeiro. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostram que bairros da capital amazonense acumularam mais de 300 milímetros de chuva em apenas duas semanas, impulsionados pela atuação de sistemas meteorológicos que favorecem temporais na região.
A média histórica esperada para janeiro em Manaus é de 306 milímetros. No entanto, somente no bairro da Redenção, na Zona Oeste, o acumulado passou de 313 milímetros entre os dias 11 e 26 de janeiro. Outros dois bairros também registraram mais de 250 milímetros de chuva no período:
Santa Etelvina – 298 milímetros
Tarumã – 261 milímetros
Período chuvoso na capital é condicionada pelo calor intenso e alta umidade, típicos do verão amazônico. Foto: Orlando Júnior/Acervo Rede Amazônica AM
Segundo especialistas, o excesso de chuva é resultado da combinação entre calor intenso e alta umidade, condições típicas do verão amazônico.
Na última semana, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) contribuiu para manter o tempo fechado, mas o sistema perdeu força no fim de semana.
A ZCAS se caracteriza por uma extensa faixa de nuvens que normalmente vai do Norte ao Sudeste. O sistema é responsável por manter o tempo instável nessas regiões, gerando acumulados consideráveis de chuva.
Atualmente, quem atua de forma mais intensa é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, o cenário favorece a formação de nuvens de tempestade.
“O calor e a umidade criam condições para o desenvolvimento de nuvens do tipo cumulonimbus, que são responsáveis por chuvas volumosas, rajadas de vento e descargas elétricas”, explicou.
Ela também destacou que a ZCAS, ao atuar sobre o sul do Amazonas, transporta umidade e ajuda a manter as tempestades quando combinada com altas temperaturas.
Já a ZCIT, que atua na faixa equatorial, tende a se deslocar mais ao sul durante o verão no hemisfério sul, influenciando diretamente as chuvas no Norte do Amazonas, além de áreas de Roraima, Pará, Amapá e parte do Nordeste.
A previsão indica que as chuvas devem continuar ao longo da semana, com volumes significativos, principalmente no período da tarde, devido ao calor. Enquanto grande parte do Amazonas segue sob influência de chuvas intensas, a capital deve ter um cenário mais estável nos próximos dias.
Em Manaus, a tendência é de redução das chuvas. O céu deve ficar parcialmente nublado, com previsão apenas de pancadas isoladas à tarde, segundo o Censipam. A temperatura máxima na capital pode chegar a 31 °C. Na quarta-feira (28), a chance de chuva segue baixa e isolada, com elevação da temperatura para até 32 °C.
*Por Pedro Dias e Juan Gabriel, da Rede Amazônica AM
Símbolo da identidade amazônica, o açaí teve sua importância oficialmente reconhecida com a sanção da Lei nº 15.330/2026, que o declara fruta nacional. Para além da alimentação, ele também vem se consolidando como matéria-prima para o artesanato e a produção de biocosméticos. Em Santarém (PA), esse potencial se materializa no Centro de Artesanato do Tapajós Cristo Rei, onde empreendimentos transformam tradição em inovação sustentável.
Um dos destaques é a loja Maniere Artesanatos e Aromas, especializada na produção de biocosméticos à base de açaí. Entre os itens comercializados estão sabonetes em barra e líquidos, hidratantes, esfoliantes, perfumes, body splash, aromatizadores de ambiente e para carro, difusores de aromas, álcool gel de açaí, água para lençóis e escalda-pés relaxante.
Os biocosméticos à base de açaí tem ganhado espaço nos cuidados com a beleza devido as propriedades antioxidantes, regenerativas e anti-inflamatórias.
Biocosméticos a base de açaí ganham destaque. Foto: Katrine Bentes/CCOM Santarém
A produção é conduzida pela artesã Marilene Figueiredo, que destaca o caráter familiar e artesanal da marca.
“A Maniere Artesanatos e Aromas é uma empresa familiar, e cada produto é feito por mim, um a um, de forma totalmente artesanal. A marca surgiu há cerca de dez anos, quando ainda tínhamos uma loja de perfumaria. Com o tempo, nossos clientes começaram a procurar produtos para aromatizar ambientes. Fui pesquisar sobre esse universo e me encantei com as inúmeras possibilidades de criação”.
Buscando qualificação, a artesã investiu em formação e ampliou a produção: “Saí de Santarém para fazer cursos na área de saboaria e aromas e, a partir disso, comecei a produzir e a participar de exposições, inclusive no espaço rotativo do Cristo Rei. Desde o início, já trabalhávamos com o aroma do açaí, que sempre teve uma aceitação muito positiva. A partir disso, a linha de açaí foi crescendo cada vez mais”.
Atualmente, a marca conta com um portfólio diversificado de produtos inspirados na biodiversidade amazônica.
Marca já possui mais de 15 biocosméticos à base de açaí. Foto: Katrine Bentes – CCOM/ Santarém/ Pará
“Hoje, temos mais de 15 biocosméticos à base de açaí, entre produtos para o corpo e para o ambiente. São itens que encantam não só os turistas, mas também muitos moradores de Santarém que ainda não conheciam esse trabalho”, pontua Marilene.
Segundo a artesã, a proposta da Maniere é transformar a identidade amazônica numa experiência sensorial.
“Nosso objetivo é encantar pessoas e ambientes, dando vida aos aromas da Amazônia, especialmente o açaí. Utilizamos matérias-primas da região, como o açaí em pó, extratos e óleos vegetais da castanha-do-pará, que agregam propriedades e valor aos nossos cosméticos. Até onde sabemos, ainda não existe a essência natural do açaí; por isso, utilizamos uma essência sintética produzida em laboratório”.
O empreendedor Mailson Soares Figueiredo, esposo da artesã e responsável pelo apoio na administração do negócio, destaca o objetivo de valorizar a identidade amazônica e gerar renda.
“O açaí é muito importante para nós. Pensamos em criar produtos que levem a essência da nossa região. Aqui no Cristo Rei, turistas e visitantes podem levar um pouco do cheiro e do aroma da Amazônia, além de presentear outras pessoas com uma lembrança que representa a nossa cultura”, afirma.
Produtos lutam pelo fortalecimento da identidade amazônica e o combate da biopirataria. Foto: Katrine Bentes/CCOM Santarém
Com a nova legislação, a expectativa é que o reconhecimento do açaí como fruta nacional contribua para a valorização do produto brasileiro, fortaleça a identidade amazônica e ajude a combater a biopirataria, garantindo que os benefícios do uso do fruto permaneçam com as comunidades que historicamente o cultivam e preservam.
Para o secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, iniciativas como essa evidenciam o potencial do açaí e fortalecem o empreendedorismo local.
“A valorização do açaí e o trabalho dos empreendedores refletem um momento positivo da Amazônia no campo da bioeconomia. Espaços como o Centro de Artesanato Tapajós Cristo Rei são fundamentais por darem visibilidade aos produtos certos, no local adequado. Ao valorizar iniciativas como essa, todos ganham. Santarém, o Pará e a Amazônia. Esse movimento mostra que o empreendedorismo local está avançando, o que é muito importante”, destaca.
No intuito de reduzir os casos de violência contra a mulher em Roraima, o Projeto Bella Causa chegou em Boa Vista, capital do estado, com objetivo de unir conscientização, desenvolvimento social e suporte àquelas que enfrentam todo tipo de violência.
A iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) é com o intuito de melhorar o cenário para o público feminino do Estado, que segue com números alarmantes, segundo dados do Atlas da Violência de 2025.
No documento, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os dados são referentes ao ano de 2023 e revelam que Roraima é o estado com mais registros de mortes mulheres no Brasil causadas pela violência, com um índice de 10,4 casos para cada 100 mil habitantes.
Somente naquele ano, foram 31 mulheres assassinadas em Roraima, o que coloca o estado à frente da média nacional, que é de 3,5 homicídios.
Para mudar esta realidade, o Governo de Roraima tem intensificado políticas públicas e ações estruturantes voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. O estado tem realizado a aquisição de equipamentos, viaturas e cursos específicos para o combate à esse tipo de violência, reforçando e qualificando as instituições da segurança pública.
Ações efetivas
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) atua de forma estratégica na apuração dos crimes de violência doméstica e familiar. Foto: Ascom/PCRR
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), atua de forma estratégica na apuração dos crimes de violência doméstica e familiar, priorizando investigações técnicas, produção robusta de provas e a responsabilização dos autores.
O Plantão Central Especializado (PCE), composto em sua maioria por policiais femininas, oferece atendimento policial ininterrupto às vítimas e garante respostas imediatas, especialmente nos casos que demandam a concessão de Medidas Protetivas de Urgência.
Criado em 22 de julho de 2024, em seu primeiro ano de funcionamento, o PCE registrou 3.260 boletins de Ocorrências que resultaram em outros procedimentos, tais como:
2.365 medidas protetivas de urgência expedidas,
846 autos de prisão em flagrante lavrados;
15 termos circunstanciados de ocorrências;
4 autos de apreensão em flagrante de ato infracional
e 81 mandados de prisão cumpridos.
Além disso, a DEAM também desenvolve ações de acolhimento humanizado e prevenção, promovendo palestras de conscientização e orientação à população feminina, além de investir no aprimoramento contínuo das investigações qualificadas. Ações como a Operação Shamar e Escudo Feminino, também são outras medidas de combate aos crimes de violência doméstica e familiar em todo o território estadual.
Já na Polícia Militar foram criadas rondas específicas para atender as ocorrências de violência doméstica e familiar contra a mulher, como o programa “Ronda AME – Maria da Penha”. Por meio dessa ação, mulheres vítimas de violência doméstica são atendidas em um curto espaço de tempo e o agressor encaminhado para a unidade de apuração responsável.
Após isso, a polícia militar realiza as visitas solidárias, nas quais profissionais militares femininas realizam visitas as mulheres vítimas de violência e os devidos encaminhamentos às instituições responsáveis.
Programa Ronda Ame – Maria da Penha, visa garantir atendimento especializado às mulheres vítimas de violência no estado. Foto: Secom Roraima
Criado em março de 2024, o Ronda AME já atendeu 6.594 chamadas via 190, registrou 3.376 boletins de ocorrência, realizou 1.608 visitas solidárias e alcançou 9.577 pessoas em palestras educativas.
“O Governo de Roraima tem intensificado políticas públicas e ações estruturantes voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atuação firme na prevenção, repressão qualificada e garantia de proteção às vítimas, reconhecendo a complexidade desse fenômeno social e a necessidade de respostas contínuas e integradas do Estado”, afirma o governador do Estado, Antônio Denarium.
Governador de Roraima, Antônio Denarium, no lançamento do programa Ronda AME. Foto: Secom Roraima
Leis no estado
Em Roraima, algumas leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do estado reforçam tanto o enfrentamento da violência contra mulher quanto seus direitos. São elas:
Lei nº 2.053/2024, que estabelece diretrizes para o combate à violência no ambiente escolar;
Lei nº 2.038/2024, que obriga hotéis e pousadas a adotarem medidas de auxílio a mulheres em situação de risco;
Lei nº 1.993/2024, que determina a divulgação da campanha “Não é Não” em eventos patrocinados pelo governo;
Lei nº 1.937/2024, de fortalecimeneto à campanha nacional “21 Dias de Ativismo pelo Combate à Violência contra a Mulher e ao Racismo e pelos Direitos Humanos”.
O Parlamento estadual também dispõe de ações desenvolvidas pela Secretaria Especial da Mulher (SEM) e pelo Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), que envolvem um trabalho permanente de acolhimento e prevenção, atendimento psicológico, social e jurídico, cursos de defesa pessoal, parceria em projetos sociais e campanhas educativas e panfletagens.
As instituições de segurança reforçam, ainda, que casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 190 (emergência), 197 (Polícia Civil) ou 180 – Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito, sigiloso e disponível 24 horas.
Bella Causa
O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.
O Diário Oficial da União publicou os estudos de identificação e delimitação de duas novas terras indígenas no Amazonas: Capivara e Itânuri Pupỹkary, em benefício dos povos Mura e Apurinã. Com esses atos, agora são nove territórios delimitados pela gestão da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em 2025 e constituem a primeira etapa do processo de regularização fundiária. Outros seis estudos foram aprovados durante a COP30, em Belém (PA).
O Resumo do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena (TI) Capivara concluiu a ocupação tradicional do povo Mura desde a metade do século XIX, por volta de 1857. O território fica localizado no município de Autazes, em uma área de 27,4 mil hectares, onde vivem atualmente 870 indígenas.
Indígenas do Povo Mura, beneficiados pela delimitação da Funai. Foto: Rede de Comunicadores Indígenas Mura (REDIM)
Os Mura são conhecidos por sua complexa organização social e mobilidade fluvial na região dos rios Madeira e Solimões. Desde o início do século XX, o antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) já realizava registros de ocupação na área, mas a pressão de frentes de expansão econômica e o avanço de atividades de agricultura e pecuária ao longo das décadas tornaram a conclusão dos estudos técnicos uma demanda urgente para evitar o confinamento e a descaracterização cultural dos Mura.
Terra Indígena Itãnuri Pupỹkary
Ainda no Amazonas, a Terra Indígena Itãnuri Pupỹkary abrange os municípios de Lábrea e Pauini, com uma extensão aproximada de 176,7 mil hectares, tradicionalmente ocupada por indígenas do povo Apurinã, há pelo menos 120 anos.
Indígenas Apurinã, beneficiados pela delimitação da Funai. Foto: Reprodução/Facebook-@Povosindigenasdobrasil
A trajetória de luta por este território está diretamente ligada ao histórico de exploração da borracha na bacia do rio Purus, onde os Apurinã sofreram processos severos de expropriação. A delimitação atual é fruto de décadas de reivindicação por um espaço que permita a continuidade de seu modo de vida tradicional e o manejo sustentável dos recursos naturais, protegendo uma vasta área de floresta amazônica contra invasões e exploração ilegal.
Identificação e delimitação
A identificação e delimitação do território são as primeiras etapas do processo de demarcação de terras e consiste no estudo da área reivindicada por indígenas. Trata-se de um estudo multidisciplinar realizado por equipe composta por antropólogos, ambientalistas, historiadores, quando necessário, engenheiros agrônomos, entre outros.
São consideradas a história e a territorialidade dos povos indígenas, bem como sua ocupação para verificar se a área reivindicada atende à reprodução física e cultural daquele povo, conforme previsto na Constituição Federal.
Terra Indígena Pirititi no Sul de Roraima. Foto: Divulgação/Acervo/Ibama
Nessa primeira etapa, o Decreto nº 1775/96, que trata sobre o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, garante a todos os interessados na área a possibilidade do contraditório desde o início do procedimento de regularização fundiária. E a Portaria nº 2.498/11-MJ determina não apenas a necessidade de informação, como também a participação dos entes federados em todo o processo, com destaque ao levantamento fundiário propriamente dito.
Depois que o relatório de identificação e delimitação é publicado nos Diários Oficiais da União e dos estados onde a terra indígena se encontra, mantém-se um prazo de 90 dias para a apresentação de contestações administrativas, assegurando o contraditório de interessados até a decisão de mérito do Ministro da Justiça quanto à declaração da terra indígena.
Etapas da demarcação
As fases do procedimento demarcatório das terras tradicionalmente ocupadas são definidas pelo decreto 1.775/1996. O processo só é finalizado com a homologação e registro da área em nome da União com usufruto exclusivo dos povos indígenas.
Aldeia São Luiz, na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. Foto: Coordenação Regional da FUNAI – Vale do Javari
Confira as etapas:
Em estudo: fase na qual são realizados os estudos antropológicos, históricos, fundiários, cartográficos e ambientais, que fundamentam a identificação e a delimitação da área indígena.
Delimitadas: fase na qual há a conclusão dos estudos e que estes foram aprovados pela presidência da Funai através de publicação no Diário Oficial da União (DOU) e do Estado em que se localiza o objeto sob processo de demarcação.
Declaradas: fase em que o processo é submetido à apreciação do ministro da Justiça, que decidirá sobre o tema e, caso entenda cabível, declarará os limites e determinará a demarcação física da referida área objeto do procedimento demarcatório, mediante portaria publicada no DOU.
Homologadas: fase em que há a publicação dos limites materializados e georreferenciados da área por meio de Decreto Presidencial, passando a ser constituída como terra indígena.
Regularizadas: fase em que a Funai auxilia a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), como órgão imobiliário da União, a fazer o registro cartorário da área homologada.
Além das fases mencionadas, pode haver, em alguns casos, o estabelecimento de restrições de uso e ingresso de terceiros para a proteção de indígenas isolados, mediante publicação de portaria pela presidência da Funai, ocasião em que há a interdição de áreas nos termos do artigo 7º do Decreto 1.775/96.
*Com informações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas.
Manaus (AM) passou a integrar a relação dos dez destinos globais em alta para 2026, conforme levantamento divulgado pela plataforma de turismo Booking.com. A pesquisa anual avalia dados de buscas, reservas e escolhas de viajantes de diferentes países, evidenciando cidades que se destacam pelo interesse internacional, vivências culturais genuínas e práticas de turismo sustentável.
O estudo consolida Manaus como principal acesso à Amazônia e como um destino conectado às tendências atuais do turismo mundial. A capital amazonense, segundo a publicação, combina estrutura urbana com proximidade direta da floresta, oferecendo ao visitante experiências que unem meio ambiente, cultura e identidade regional.
“Cercada por extensas áreas de floresta tropical, Manaus é uma metrópole única, localizada no coração da Amazônia brasileira e considerada uma das maiores cidades mais remotas do mundo. Manaus abriga mais de 2 milhões de habitantes e pulsa com a energia urbana, além de ser o ponto de partida ideal para conhecer as belezas naturais da Amazônia. Os visitantes podem testemunhar o Encontro das águas, onde o Rio Negro, de águas escuras, e o Solimões, de águas claras, correm juntos sem se misturar, antes de embarcar em passeios de barco e aventuras pela floresta tropical”, descreve a publicação
“Na cidade, o viajante encontrará marcos emblemáticos como o Teatro Amazonas, mercados e uma gastronomia que valoriza os sabores nativos, desde o tucupi (caldo fermentado de mandioca) e o jambu (erva com leve efeito anestésico) até o peixe pirarucu e o açaí direto da fonte”, completam.
Além dos atrativos naturais, Manaus ganha destaque pela pluralidade cultural e pela gastronomia regional. O conjunto de opções envolve desde expressões populares até grandes espaços culturais, atendendo a turistas que valorizam autenticidade e maior vínculo com o local visitado
Para a Amazonastur, a citação na pesquisa contribui para fortalecer a imagem da capital do Amazonas no mercado nacional e internacional, ampliando a visibilidade do destino como cidade preparada para receber visitantes interessados em natureza, cultura e experiências diferenciadas.
Segundo o presidente da Amazonastur, Marcel Alexandre, o reconhecimento evidencia o potencial do destino no mercado internacional.
“A cidade reúne atributos únicos, como a integração entre uma capital estruturada e a maior floresta tropical do planeta, o que atende à demanda por experiências autênticas e contato com a natureza”, afirmou.
O diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato, destaca que o reconhecimento internacional da cidade é reflexo de um trabalho contínuo e planejado de valorização.
“Esse reconhecimento internacional que coloca Manaus entre os destinos tendência globais para 2026 é fruto de um trabalho consistente de promoção, valorização da nossa cultura, do nosso patrimônio e das experiências únicas que a cidade oferece. A capital amazonense está sendo apresentada ao mundo como um destino completo, que une natureza, história e identidade amazônica”, afirmou.
Ainda segundo Jender Lobato, esse modelo de turismo fortalece a imagem da cidade e gera benefícios diretos para a população. “Manaus não é apenas porta de entrada para a Amazônia, é um território de cultura viva, de comunidades, de saberes e de experiências autênticas. Investir em projetos como o ‘Vivências Amazônicas’ é fortalecer um turismo responsável, que gera desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental”, destacou.
Outras cidades destaques da pesquisa
Além de Manaus, a pesquisa da Booking.com também aponta outros destinos ao redor do mundo que se destacam por diferentes perfis de viagem:
Mũi Né, Vietnã
Bilbao, Espanha
Barranquilla, Colômbia
Filadélfia, EUA
Guangzhou, China
Sal, Cabo Verde
Münster, Alemanha
Kochi, Índia
Port Douglas, Austrália
*Com informações da Booking.com, Prefeitura de Manaus e Governo do Amazonas
Plantio do cacau tem ganhado investimentos estratégicos por parte do governo estadual. Foto: Cleiton Lopes
A cacauicultura no Acre vive seu melhor momento, segundo o governo acreano, e tem se consolidado como uma importante estratégia de desenvolvimento rural, aliando geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades do campo.
Por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o governo tem executado ações para fortalecer a cadeia produtiva do cacau, tanto o cultivado quanto o nativo.
Os investimentos abrangem, principalmente, o apoio técnico aos produtores, ampliando oportunidades econômicas e garantindo maior segurança da produção rural.
A iniciativa integra o Rota do Cacau, que se destaca por ações concretas voltadas ao atendimento das demandas de produtores rurais, povos indígenas, comunidades extrativistas e ribeirinhas. Com apoio técnico e estímulo à comercialização, a política pública fortalece a economia local e amplia o protagonismo do Acre no cenário da produção feita baseada nos pilares da sustentabilidade.
Ao longo de 2024, a Seagri avançou de forma significativa no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, por meio de ações integradas. Entre os destaques estão a realização do evento ‘Agricultura em Debate: Por que plantar cacau?’, que fortaleceu o diálogo com produtores e instituições, e a crescente participação em feiras, seminários e atividades técnicas durante a Expoacre, promovendo troca de experiências e difusão de conhecimento.
Além disso, a Seagri promoveu intercâmbio técnico no Pará, referência nacional na produção do fruto, além de desenvolver trabalho pioneiro com o povo indígena Manchineri, voltado ao manejo sustentável do cacau nativo.
Os avanços resultaram na ampliação das áreas de plantio e no aumento da produção, no âmbito da Rota do Cacau. Para consolidar o setor, o governo do Acre lançou chamada pública para aquisição de mudas e criou o Grupo de Trabalho da Cadeia Produtiva do Cacau, responsável por planejar e acompanhar as políticas públicas da área.
Capacitação técnica impulsiona a produção do cacau
No âmbito das ações estruturantes da Rota do Cacau, a Secretaria de Agricultura, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizará um curso de capacitação técnica voltado aos sistemas de produção e à classificação de amêndoas de cacau.
A formação ocorrerá entre os dias 2 e 14 de fevereiro de 2026, em Belém, no Pará.
Da floresta, brota um recurso natural que vai movimentar a economia dentro das comunidade indígenas. Foto: Ingrid Kelly/Secom AC
A capacitação é com com foco em boas práticas de produção e manejo, controle fitossanitário, beneficiamento, classificação e comercialização do cacau e irá qualificar 27 técnicos das seguintes instituições:
Seagri,
Sebrae,
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf),
Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac)
e Universidade Federal do Acre (Ufac).
Segundo o titular da Seagri, José Luís Tchê, essas iniciativas refletem o empenho da gestão estadual com o fortalecimento da produção responsável e sustentável, além da valorização do homem do campo.
“Essa é mais uma ação que demonstra que o Acre acredita na cacauicultura como uma alternativa concreta de geração de renda, emprego e valorização do uso eficiente da terra, sempre respeitando a floresta e as pessoas que vivem dela”, afirma o gestor.
Secretário de Agricultura reforça importância do fruto para a economia do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC
A parceria com o Sebrae também possibilitou a participação dessas instituições, reconhecidas como essenciais para o fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando a troca de conhecimentos técnicos e a integração das políticas públicas voltadas ao setor.
O momento contará ainda com a presença do representante indígena Lázaro Manchineri, da Aldeia Extrema, localizada na Terra Indígena Mamoadate, dando ênfase na valorização dos saberes tradicionais e o incentivo ao manejo do cacau em territórios indígenas.
Povo Manchineri ressignificou relação com o fruto e hoje alia sustentabilidade e economia, além de resgatar os jovens para dentro das aldeias. Foto: Ingrid Kelly/Secom AC