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Bebidas da Amazônia miram mercado de luxo na União Europeia

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Bebidas são feitas com frutas como açaí, taperebá, caju e cupuaçu. Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

A bioeconomia ganha um novo e sofisticado capítulo na Amazônia. No coração do município de Mazagão Novo (AP), às margens do Rio Beija-flor, uma startup utiliza o conhecimento científico e a tradição familiar para converter a riqueza da flora local em fermentados de frutas artesanais. Açaí, taperebá, caju e cupuaçu deixam de ser apenas itens da dieta regional para ocupar taças que miram o mercado de luxo e a exportação para Europa.

A ideia nasceu nos bancos da faculdade de Nutrição. O fundador, nutricionista e responsável pelas receitas, Grimaldo Melo, vislumbrou a oportunidade de elevar o valor agregado das frutos amazônicos.

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A finalidade é transformar o açaí — tradicionalmente consumido com peixe e charque — em uma bebida capaz de agradar os paladares mais exigentes. A qualificação técnica foi o divisor de águas. Após uma visita à propriedade de João Capiberibe e o suporte de cursos especializados do Sebrae Amapá, a startup desenvolveu métodos próprios.

O time conta com expertise de peso: além de Grimaldo, o irmão, Antônio Ferreira, possui formação em gastronomia e experiência em Enologia, enquanto a esposa lidera a estratégia de expansão e marketing.

“Não focamos apenas no produto final. O modelo de negócio atua no combate à sangria amazônica, fenômeno em que as matérias-primas são extraídas da região e o lucro da industrialização permanece fora dela. Quando você transforma a matéria-prima em um produto complexo, agrega valor na região e para as pessoas que vivem aqui”, afirma o proprietário.

Bebidas da Amazônia miram mercado de luxo na União Europeia
Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

Embora o método de fabricação guarde semelhanças com a produção vinícola tradicional de uvas, as particularidades das frutas amazônicas exigem algumas adaptações precisas:

  • Fermentação natural: O processo utiliza a levedura Saccharomyces cerevisiae, que converte o açúcar em álcool em um período que varia de 20 a 60 dias;
  • Sem aditivos: Um dos trunfos da marca é a ausência de conservantes químicos, o que garante um produto mais puro e evita os efeitos indesejados no dia seguinte, como a ressaca;
  • Adaptação de açúcar: Como frutos como o açaí possuem menos açúcar natural que a uva, a solução recebe um ajuste para viabilizar a conversão alcoólica.

Semelhança com outras bebidas desperta interesse

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Amapá, revelam semelhança sensorial e físico-química entre os fermentados da Amazônia e os vinhos de uva. Especialistas em enologia associam o perfil do fermentado de açaí às características de uvas nobres, como a Cabernet.

O advogado criminalista e apreciador de vinhos, Hélvio Farias, acompanhou a evolução dos rótulos e destaca o caráter refrescante das bebidas, ideais para momentos de lazer no clima tropical. Para ele, a produção oferece imersão na regionalidade, com destaque para o fermentado de caju e as versões espumantes, que preservam a textura e o paladar indescritível dos frutos colhidos na região.

“O trabalho minucioso na fabricação dos fermentados assemelha-se à construção de uma tese jurídica, pois ambos exigem paciência, tempo de maturação e um cuidado quase artesanal para o alcance do resultado ideal. Os sabores amazônicos proporcionam um diferencial nítido em relação aos vinhos tradicionais e transportam quem o degusta para uma compreensão real da nossa identidade local”, pontua.

Leia também: Vinhos de açaí e cupuaçu: inovação transforma sabores da Amazônia na famosa bebida fermentada

A startup soluciona problemas logísticos e sociais via parcerias estratégicas, como a renda na entressafra: a empresa compra cupuaçu e taperebá de comunidades ribeirinhas durante os períodos em que o açaí escasseia. Isso garante estabilidade financeira para os produtores locais durante o ano todo.

Outro obstáculo resolvido é a utilização de garrafas de vidro recicladas no próprio estado por uma segunda startup. Os recipientes passam por três processos de esterilização antes do envase, o que evita o descarte de resíduos em aterros sanitários.

Atualmente, os produtos possuem presença no mercado local, com pontos de venda em Macapá e comercialização direta via redes sociais. A expansão nacional ocorre de forma gradual, com amostras enviadas para região Sudeste, enquanto a startup aguarda a finalização de licenças para venda em larga escala.

Cerca de 90% da produção das bebidas é feita com frutas cultivadas no próprio sítio da família. Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

O plano para os próximos cinco anos é consolidar a marca na União Europeia. Com um braço da empresa estabelecido na Alemanha para análise de mercado, a startup busca identificar os países mais receptivos a propostas inovadoras.

De acordo com Grimaldo Melo, “o propósito é transformar os fermentados de frutas amazônicas em um símbolo de sofisticação e sustentabilidade da Amazônia para o mundo”.

*Por Luiz Felype Santos, da Rede Amazônica AP

Pescador encontra animal ‘misterioso’ e mestre da camuflagem em Rondônia

No topo de uma árvore como uma águia, mas peludo como um bicho-preguiça: registro raro do macaco-velho. Foto:

O pescador João Cordeiro encontrou um animal “misterioso” durante uma de suas pescaria. No topo de uma árvore como uma águia, mas peludo como um bicho-preguiça. Mal sabia ele que tinha acabado de fazer um registro raro do macaco-velho, um excelente camuflador.

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Segundo João, a aparência do bicho causou confusão logo no primeiro olhar. A mistura de características chamou tanta atenção que ele demorou para entender do que se tratava.

“No início eu achei que era uma preguiça, só que quando ele virou para trás e eu vi o tamanho do rabo eu falei: ‘Não, bicho preguiça não pode ser’. Fiquei curioso, voltei para casa, e mostrei para uns amigos e uns falaram para mim que era um macaco aqui da nossa região”, explicou.

Leia também: Aposematismo, camuflagem e mimetismo: conheça 6 animais que “somem” na natureza amazônica

Animal é conhecido como macaco-velho

Apesar da aparência curiosa e do nome pouco popular, o macaco-velho não é considerado raro. De acordo com o biólogo Flávio Terassini, a espécie é comum na Amazônia, mas costuma passar despercebida porque vive nas copas das árvores e raramente desce ao solo.

“Pode ser solitários ou em bandos de pequenos grupos, eles não vão ficar aglomerados com 50, 100 indivíduos. Eu já vi dois, três indivíduos próximos. Eles raramente descem no chão da floresta porque eles têm muito medo de ser predados por onças e jaguatiricas”, disse o biólogo.

animal encontrado por pescador é um macaco velho
O animal vive na copa das árvores. Foto: Reprodução/Instagram-joaocordeirojr

Segundo Terassini, existem quase 500 espécies de primatas no mundo. Só na Amazônia, são mais de 100 espécies diferentes; e o macaco-velho é uma delas. O animal chama atenção pela pelagem volumosa e pelos movimentos lentos, características que ajudam na camuflagem em meio à floresta.

Leia também: Macaco que só é visto em Rondônia faz visita inesperada em espaço de eventos

“Parece que ele está usando um echarpe ou uma roupa, um casaco de vovózinha. Então ele usa essa pelagem para se camuflar nas árvores, na natureza, então ele passa despercebido. Se ele percebe qualquer barulho, ele fica quietinho e a sua camuflagem dos pelos lembra muito o musgo ou, claro, uma roupa mais envelhecida, então por isso o nome é macaco-velho”, explicou.

O biólogo afirma ainda que o animal se alimenta de frutos, insetos e pequenos invertebrados. Mesmo vivendo escondido entre as árvores, ele também faz parte da cadeia alimentar e pode virar presa de grandes predadores da floresta.

“Lá na copa das árvores, a harpia, que é o gavião real, pode ser um predador. Algumas cobras como a jibóia e, às vezes, até mesmo a sucuri, pode sim se alimentar desse primata”, relata.

*Por Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO

Comissão do Senado aprova ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural

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Foto: Carolina Motoki

A Comissão de Educação e Cultura aprovou uma proposta que reconhece como Manifestação da Cultura Nacional o ofício das quebradeiras de coco-babaçu nos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará.

A relatora do projeto, senadora da Maris Alves, do Republicanos, do Distrito Federal, ressalta que este trabalho ajuda a manter viva a história de resistência das mulheres em diversas partes do país.

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Quebradeiras de Coco Babaçu
Arte: Reprodução/MPF

Quebradeiras de coco-babaçu

Elas desempenham uma atividade que ultrapassa a dimensão meramente produtiva. O ofício das quebradeiras expressa como modo de vida próprio, organização comunitária, relação singular com o território e conhecimentos tradicionais associados ao manejo sustentável.

Essas comunidades são lideradas por mulheres que vivem em relação de interdependência e proteção da floresta, aproveitam integralmente a palmeira e transmitem seus conhecimentos de geração em geração.

Leia também: Coco babaçu: saiba quem são as guardiãs das palmeiras maranhenses

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu (Abassu) estima que 400 mil mulheres exerçam o ofício no país.

O projeto, que é de autoria do deputado federal Ricardo Aires (Republicanos-TO), segue agora para a sanção presidencial.

*Com informações da Agência Senado

Conab e MMA lançam primeira chamada pública do PSA Pirarucu

Foto: Adriano Gambarini/OPAN

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram, no dia 6 de maio, a Chamada Pública nº 01/2026 do Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) da Sociobiodiversidade relacionados ao manejo comunitário do pirarucu (Arapaima gigas) no Amazonas, o PSA Pirarucu.

O projeto tem como objetivo valorizar os serviços ambientais prestados por comunidades que atuam na conservação da espécie, fortalecendo a sociobioeconomia e gerando renda.

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Por meio da iniciativa, associações, cooperativas, colônias de pescadores e manejadores e manejadoras do pirarucu poderão ser remunerados pela manutenção dos estoques naturais da espécie e conservação dos ecossistemas aquáticos em áreas protegidas do território amazônico.

A Chamada Pública busca convocar e habilitar as organizações com atividades regulamentadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a fim de que possam aderir voluntariamente ao programa e receber pelos serviços ambientais prestados em 2025.

No âmbito do PSA Pirarucu, são considerados serviços ambientais prestados por manejadores e manejadoras o planejamento participativo anual no manejo; o zoneamento de lagos e ambientes aquáticos; a contagem e o monitoramento de estoques da espécie; a vigilância comunitária ambiental e territorial; e a pesca controlada e a comercialização formal.

Leia também: Gygas: aplicativo amazônida dá “CPF” ao pirarucu e garante rastreabilidade

PSA Pirarucu: como se inscrever

Para participar, a organização deve ter cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) da Conab e seu representante, no Portal Gov.br. O cadastramento no Sican vai até o dia 30 de setembro.

Como parte das atividades, a Conab realizou, entre os dias 7 e 8 de maio, a oficina de apresentação do programa em Manaus.

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Foto: Reprodução/Embrapa

Sobre o programa

Construído pela atuação conjunta do MMA, da Conab, do Ibama e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com participação de manejadores e manejadoras, organizações comunitárias e organizações parceiras que atuam na cadeia do pirarucu no Amazonas, o Programa se insere no Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio).

Entre as missões do Plano, está o reconhecimento do protagonismo de povos indígenas, comunidades tradicionais, pescadores e agricultores familiares na conservação e manejo sustentável da biodiversidade.

*Com informações da Conab

Antônio José Pereira Sotto Mayor: presidente da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas – 1914

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Sem o concurso e o trabalho pertinaz de homens incansáveis em suas ações, não seria possível as conquistas de 1914. Sem a existência de pessoas como Antônio José Pereira Sotto Mayor, que presidiu a Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas nesse período, não teria alcançado êxito.

O declínio da borracha na Amazônia, já a partir de 1910, foi um complicador comum para sua administração. Nos primeiros meses, a notícia causou muitas controvérsias e que dominava entre nós a crença de que a Hévea da Amazônia não se adaptaria facilmente em qualquer outra região. Além do mais, os próprios técnicos norte-americanos asseguravam que o “Produto de Plantação jamais chegaria a ser artigo considerável de consumo”.

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Enquanto vinham à baila pontos de vista assim desencontrados, Wickham e outros faziam as intensas experiências nos viveiros, contando para isso com amplos recursos financeiros. Assim é que de quatro toneladas iniciais em 1900, subestimadas inclusive por técnicos americanos, a produção inglesa cresceu de um ano para outro à semelhança de uma avalanche: em 1910, 8.200; em 1920, 304.816; em 1930, 800.808 toneladas.

Crescimento que em momento algum sofreu solução de continuidade como determinação inexorável.

Casa Sotto-Mayor. Escritório e Armazém, Rua Quintino Bocaiúva, 45 e 47. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Evidentemente assim, aconteceu que a produção brasileira entrou em colapso. Era a famosa queda da borracha com todo seu cortejo de horrores para o comércio local. De 37. 938 toneladas, em 1910, fomos diminuindo para 23. 216, em 14.260, em 1930, até o cúmulo dos absurdos de 6.500 toneladas.

Diante de tamanha desigualdade de produção entre o poderio de além fronteiras e a falta de absoluto planos de defesa da Hévea, não foi possível resistir por muito tempo. Eram grandes as dificuldades do presidente Antônio José Pereira Sotto Mayor. Centenas de organizações comerciais desapareceram na voragem das falências. Deu-se o êxodo dos seringais. Só os heróis permaneceram às margens dos altos rios, lutando sem tréguas pela sobrevivência.

Manaus experimentou dias amargos, com seu principal produto de exportação cotado a preços irrisórios e com os demais produtos como a castanha, a madeira, as oleaginosas, peles e couros explorados pelos abutres da negociata em tais emergências, deixou de ser aquele capital deslumbrante de que falavam com exaltação os visitantes ilustres. O nosso porto quase sem movimento. Escassas as arrecadações da Fazenda Estadual. Em consequência disso o funcionalismo em atraso por vários meses. Teatro Amazonas sem condições de contratar companhias, como fizera desde a inauguração.

Casa Sotto-Mayor. Vista interior. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Depósito de madeiras e materiais. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

O decênio 1915 – 1925, transcorreu assim, em meio às mais aflitas provações. Desapareceram no sorvedouro das falências, ensejando o desespero a capitalistas e o desemprego de assalariados, centenas de casas comerciais em especial aviadores da borracha, até então, consideradas verdadeiras potências do crédito, interessadas na exportação da borracha que chegou a empalheirar com outras exportações, desapareceram.

O magistral presidente de 1914, que será sempre lembrado por outras gerações passadas e futuras, deu o seu esmerado trabalho para manter o Hospital Português com o principal condutor de tempo e ação, tendo escrito sua difícil história de significados diferentes para aquela geração. Suas conquistas no campo da medicina naquela época, foi fenomenal, com grandes nomes de profissionais atuando no seu corpo clínico e cirúrgico.

Foram esses portugueses incansáveis, dentre eles está Antônio José Pereira Sotto Mayor que trabalharam pelo Hospital Português, foram homens que se prendiam à terra e aqui deram seus ossos. Não foram aventureiros para uma divisão passageira, mas, cidadãos que se entregaram as preocupações de toda sorte para manter vivo o hospital, como autêntico artífices de uma jornada. Porque na verdade não foram apenas os imigrantes de ontem, foram sim dedicados a causa lusitana.

Hospital Beneficente Portuguesa em Manaus.
Hospital Beneficente Portuguesa em Manaus. Foto: Divulgação/HPAM

Antônio José Pereira Sotto Mayor presidiu o hospital com espírito de coragem e decisão pelo sentimento da pátria mãe, ele serviu a comunidade com dedicação e esmero excelsas virtudes que ele consagrou aos diretores de sua época. A continuada saga da colônia portuguesa em Manaus, para construção material e espiritual foi simplesmente notável. Desde os primeiros tempos quando vendiam flores, hortaliças e frutas produzidas nos jardins, horta e pomar existentes no próprio terreno do hospital, para prosseguir na construção e manter o seu funcionamento, todos esses e outros tantos gestos heróicos e deslumbrantes desse português. Foi administração de dificuldades, porém, profícua.

A Casa Comercial Sotto Mayor tinha como nome empresarial Sotto Mayor, Ferreira & Cia, era especializada em materiais de construção e funcionava escritório e armazém na Rua Quintino Bocayuva, n. 45 e 47, com um completo sortimento de Pinho Branco, Pinho de Riga para assoalho, convés, forro, divisão, pranchões, pernamancas de todos os tamanhos madeira de cedro, pregos, tubos de grés, tubos de ferro galvanizado, telhas de maselha, soleiras, degraus, lagedo, bordadura de Lisboa, cal virgem, cal nacional, cimento, latrinas, telhas de zinco, ferragens, tinta e vernizes.

Antônio José Sotto Mayor nasceu em Viana do Castelo, Portugal, imigrou para o Brasil no final do século XIX, no Brasil contraiu núpcias com a senhora Celeste Sotto Mayor Fernandes e trouxe ao mundo os seguintes filhos: Jorge Sotto Mayor e Roberto Sotto Mayor (vivos), Walter Sotto Mayor, José Sotto Mayor, Vitor Sotto Mayor e Deolinda Sotto Mayor (falecidos).

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Em Portugal a família foi proprietária do Banco Sotto Mayor, que na ditadura de Antônio de Oliveira Salazar, professor e chefe de diversos ministérios e Presidente do Conselho de Ministros do Governo Ditatorial do Estado Novo, o Banco Sotto Mayor foi estatizado.

Bem haja, a memória do lusitano Antônio José Pereira Sotto Mayor.

Leia também: Memória Iconográfica do Grupo Rede Amazônica no estado de Rondônia

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Manaus concentra avanço recente e padrão de surtos do vírus Oropouche, apontam estudos

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Manaus é considerada o epicentro recente da doença. Foto: Csiro Division/Wikimedia Common

O vírus Oropouche infectou mais de 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025, mais do que o total de casos oficialmente registrados. No Brasil, seriam cerca de 5,5 milhões de infecções, de acordo com um estudo coordenado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Manaus (AM) despontou como o epicentro recente da transmissão, com um total de infecções até 200 vezes maior que o de casos confirmados.

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Surtos da doença registrados em Manaus influenciam na classificação

febre do oropouche - maruim - manaus amazonas
Foto: Gato Júnior/Rede Amazônica AM

A capital amazonense registrou dois grandes surtos, em 1980 e 1981 e em 2023 e 2024, ambos com pico na estação chuvosa, atingindo mais de 12% da população.

Entre o fim de 2023 e meados de 2024, a proporção de pessoas com anticorpos contra o Oropouche mais que dobrou, passando de 11,4% para 25,7%.

Leia também: Avanço da febre Oropouche na Amazônia é investigado por pesquisadores no Amapá

Em regiões remotas da Amazônia, o acesso limitado aos serviços de saúde contribui para que muitos casos não sejam diagnosticados.

Transmitida por maruins, também chamados de mosquitos-pólvora (Culicoides paraensis), a febre do Oropouche causa sintomas semelhantes aos da dengue e pode evoluir para quadros graves, com complicações neurológicas, materno-fetais e risco de morte (FM-USPNature Medicine, 24 de março).

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp

Justiça derruba decisão do TCE que exigia licitação na venda de ingressos para Festival de Parintins

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica Am

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) confirmou a decisão que mantém a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda. responsável pela venda de ingressos do Festival de Parintins. A Corte também anulou de forma definitiva a medida do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que previa mudanças no processo de comercialização dos bilhetes.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno do TJAM e confirmou a liminar concedida em dezembro de 2024 pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes. Na época, o magistrado já havia suspendido os efeitos da medida cautelar do TCE-AM, que defendia a realização de licitação para escolha de uma nova empresa responsável pela venda dos ingressos do festival.

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Foco no Festival

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o contrato firmado entre a Amazon Best e os bois-bumbás Caprichoso e Garantido envolve apenas entidades privadas e não há comprovação de uso de recursos públicos na venda dos ingressos. Por isso, segundo a Corte, o TCE-AM extrapolou sua competência ao interferir na relação comercial.

A ação foi apresentada pela Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., que alegou possuir contrato de exclusividade com os bois para comercialização dos ingressos. A empresa afirmou que a receita da bilheteria não é pública e que a exigência de licitação violava princípios da livre iniciativa e da legalidade.

Na decisão, a relatora do processo, juíza convocada Ana Maria de Oliveira Diógenes, destacou que os tribunais de contas podem fiscalizar apenas atos ligados à administração pública e à gestão de recursos públicos.

Leia também: 8 curiosidades sobre o Bumbódromo, a arena do Festival de Parintins

Segundo ela, o fato de o Festival de Parintins ocorrer em um espaço público, como o Bumbódromo, não transforma automaticamente contratos privados em contratos administrativos.

O acórdão também aponta que não houve comprovação de repasse de dinheiro público à empresa responsável pela venda dos ingressos nem indícios de prejuízo aos cofres públicos.

Bumbódromo de Parintins - onde ocorre o festival folclórico
Festival ocorre sempre em junho. Foto: Divlgação/Arquivo Secom AM

Entenda o caso

A disputa começou em dezembro de 2024, quando o Governo do Amazonas publicou um edital para contratar uma nova empresa para vender os ingressos do festival, após recomendação do TCE-AM.

Na época, os bois Caprichoso e Garantido enviaram uma notificação extrajudicial à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), contestando a medida.

As associações afirmaram que a venda dos ingressos era responsabilidade exclusiva dos bois, com base nos direitos autorais e no direito de arena das apresentações.

Os bumbás também alegaram que a troca da empresa responsável poderia prejudicar o repasse de recursos usados na realização do festival.

Ainda em dezembro, o desembargador Flávio Pascarelli concedeu liminar suspendendo a decisão do TCE-AM. O magistrado entendeu que a mudança poderia causar prejuízos financeiros e comprometer a organização do festival.

Agora, o Tribunal Pleno confirmou esse entendimento e tornou definitiva a suspensão da medida do Tribunal de Contas.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em energia. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) vem dando novo destino a resíduos orgânicos, entre eles o caroço de açaí, ao convertê-los em biogás. Implantada na área da Expofeira, a proposta recebeu recentemente certificação que atesta sua viabilidade técnica e econômica, etapa que possibilita a expansão e a aplicação mais ampla da tecnologia.

A iniciativa opera por meio de um biodigestor responsável por tratar materiais como caroços de açaí, cascas de frutas e outros restos orgânicos. A partir da decomposição controlada desses resíduos, é produzido biogás, que pode ser utilizado em substituição ao gás de cozinha tradicional ou transformado em energia elétrica.

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Segundo o pesquisador Menyklen Penafort, o biogás precisa passar por purificação e se transforma em biometano, ou seja, pode substituir o botijão de gás GLP, conhecido como gás de cozinha.

“É o biometano que tem a energia de transformação de todo esse sistema num potencial para utilizarmos como substituto do botijão de gás de cozinha”, disse.

Leia também: Produtor do Amapá transforma caroço de açaí em carvão

O pesquisador Menyklen Penafort. Foto: Carlos Cardozo/ Rede Amazônica

Como o caroço de açaí vira energia?

Coleta dos resíduos: são reunidos resíduos orgânicos da Amazônia, como caroço de açaí, casca de coco, casca de mandioca, castanha e até caroço de manga. Esses materiais seriam descartados, mas passam a ser usados como matéria-prima.

Inserção no biodigestor: os resíduos são colocados em um biodigestor, equipamento que controla o processo de decomposição. Dentro dele, microrganismos quebram a matéria orgânica em ambiente sem oxigênio (processo chamado de digestão anaeróbica).

Produção do biogás: durante a decomposição, é liberado um gás rico em metano, chamado biogás. Esse gás pode ser usado diretamente como combustível ou convertido em energia elétrica.

Purificação: o biogás passa por um processo de limpeza para retirar impurezas. Após a purificação, ele se transforma em biometano, com qualidade suficiente para substituir o gás de cozinha (GLP).

Aproveitamento energético: o biometano pode ser usado em fogões, geradores de energia ou até em veículos adaptados. Assim, resíduos que seriam descartados se tornam uma fonte renovável de energia.

Leia também: Multifunções? Potencial do caroço de açaí é estudado no Amapá: do asfalto a produção de energia

Projeto utiliza resíduos orgânicos da Amazônia para gerar energia limpa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Expansão do projeto

A proposta é levar a tecnologia para municípios do interior, como Laranjal do Jari, Porto Grande, Mazagão e Oiapoque.

“Apesar de exigir investimento, o biogás pode ser aplicado em pequenas comunidades com apoio de políticas públicas. É como a energia solar há 30 anos: parecia distante, mas hoje é acessível”, explicou o pesquisador.

A estudante de engenharia de produção Tays Sousa destacou o papel da equipe jovem no projeto.

“Nosso trabalho é otimizar a produção de biogás e reduzir custos. O certificado de viabilidade facilita parcerias e ajuda a difundir a tecnologia pela Amazônia”, afirmou.

Estudante de engenharia de produção Tays Sousa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

O projeto é considerado inovador devido a utilização de resíduos típicos da Amazônia. A equipe também planeja oferecer cursos técnicos de operador de biodigestor e biogás a partir de 2026.

“Praticamente no mundo todo não existe biogás de açaí, de côco ou de castanha. Estamos fazendo isso aqui no nosso estado”, disse Penafort.

Leia também: Pesquisa maranhense transforma lodo de esgoto em fonte de energia sustentável

O projeto também dialoga com o futuro da matriz energética do estado. A iniciativa surge em um momento em que o estado se prepara para receber investimentos na exploração de petróleo.

“O Amapá deve receber investimentos em petróleo, mas queremos que seja também palco de produção sustentável, com biogás de resíduos da Amazônia”, disse Penafort.

Projeto da Ueap vai transformar resíduo orgânico em energia e gás de cozinha durante a Expofeira. Foto: Divulgação/Ueap

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

AMQQ promove Canvas de Políticas Públicas sobre democracia digital durante o Bioeconomy Amazon Summit 2026, em Belém

Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza, no próximo dia 12 de maio, em Belém (PA), o Canvas de Políticas Públicas do projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), integrando a programação oficial do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026. A atividade será conduzida pelo coordenador de projetos da FRAM, Matheus Aquino, e reunirá estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém para debater o tema “Democracia na Era Digital e os desafios para o desenvolvimento sustentável na Amazônia”.

O encontro acontece das 8h30 às 11h30, no Parque da Bioeconomia, localizado na Avenida Marechal Hermes, dentro da programação fechada do BAS 2026, e propõe uma construção colaborativa de reflexões e propostas voltadas aos impactos da transformação digital na governança, na participação cidadã e na formulação de políticas públicas para a região amazônica.

A iniciativa integra a atuação estratégica do Amazônia Que Eu Quero na promoção de espaços de escuta qualificada, diálogo institucional e participação social, fortalecendo debates conectados aos desafios contemporâneos da Amazônia e às agendas de inovação, sustentabilidade e cidadania digital.

Participação jovem e construção coletiva

A participação de estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém reforça o compromisso do projeto com a formação de novas lideranças e com o incentivo ao protagonismo jovem nos debates sobre desenvolvimento regional e transformação social na Amazônia.

Para o coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino, a realização do Canvas dentro do BAS amplia o alcance das discussões sobre participação cidadã e desenvolvimento sustentável.

“Promover esse espaço de construção coletiva dentro de um evento internacional como o BAS fortalece o diálogo entre juventude, academia e sociedade civil sobre os desafios da Amazônia contemporânea. A democracia digital e a participação cidadã são temas fundamentais para pensar soluções sustentáveis e conectadas à realidade da região”, destacou.

Matheus Aquino também ressaltou a expectativa da Fundação Rede Amazônica em relação às contribuições que serão construídas durante a atividade.

“A expectativa é estimular reflexões estratégicas e incentivar a participação dos estudantes na construção de ideias e propostas que dialoguem com os desafios reais da Amazônia. O Canvas é uma ferramenta importante para aproximar diferentes perspectivas e fortalecer debates sobre inovação, cidadania e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Além do Canvas de Políticas Públicas, a programação do Amazônia Que Eu Quero em Belém contará, no dia 13 de maio, com a realização do Painel AMQQ Pará, ampliando os debates sobre democracia digital e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica, com apoio do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026 e do Centro Universitário Estácio de Belém.

Roraima ganha 1ª estação de pré-embarque de gado vivo e entra para o mercado internacional

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Estação funciona no Cantá e é administrada pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Roraima passou a contar com a primeira Estação Pré-Embarque (EPE) credenciada para exportação de gado vivo no estado. A estrutura, localizada no município do Cantá, representa uma nova etapa para a pecuária.

As operações na EPE começaram esta semana, com o envio de 74 cabeças de gado para Georgetown, capital da Guiana. O espaço é administrado pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. A Estação Pré-Embarque funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária obrigatório para a exportação de animais vivos.

Leia também: Roraima atinge marca histórica de rebanho bovino com 1,3 milhão de cabeças de gado

Gado em Roraima
Gados de Roraima agora contam com unidade que funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária para a exportação.Foto: Ascom/Aderr

A unidade é autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reúne uma série de exigências relacionadas à saúde animal, bem-estar e rastreabilidade do rebanho. Segundo o presidente da cooperativa, Simeão Peixoto, a implantação da estação abre um novo mercado para os produtores locais.

“É um divisor de águas. Antes, os pecuaristas ficavam limitados ao frigorífico local. Agora, estamos expandindo o mercado para pequenos, médios e grandes produtores. Já exportamos mais de 800 animais e pretendemos ampliar ainda mais”, afirmou.

A iniciativa surgiu a partir da demanda observada em países vizinhos, como Guiana e Venezuela, interessados na compra de gado brasileiro. No entanto, sem uma estação pré-embarque credenciada, Roraima não podia participar desse mercado internacional.

A estrutura foi construída seguindo as normas do Mapa e também as exigências sanitárias dos países importadores. Atualmente, a EPE possui quatro currais e capacidade estática para até 900 animais.

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Bem-estar animal e dieta dos gados

O zootecnista e consultor técnico Diógenes Cardoso explicou que o projeto prioriza o conforto dos bovinos durante o período de permanência no local.

“Cada animal possui cerca de 20 metros quadrados de área, acima do exigido pelo Ministério da Agricultura. O espaço conta com sombreamento, piso de cascalho e áreas adequadas de alimentação justamente para reduzir o estresse térmico e garantir bem-estar”, destacou.

Os animais permanecem no local por pelo menos sete dias antes da viagem. Durante esse período, passam por exames sanitários, controle alimentar, vacinação e monitoramento técnico.

A alimentação também faz parte da preparação para o transporte internacional. Os bovinos recebem silagem de milho, ração balanceada, suplementação mineral e hidratação contínua para evitar perda de peso e desgaste físico durante o trajeto.

“A hidratação é fundamental. Os animais embarcam alimentados e preparados para suportar a viagem com o mínimo de estresse possível e chegar ao destino mantendo a condição corporal”, explicou Diógenes.

Gado recebendo vacinação contra febre aftosa. Foto: Governo do Mato Grosso

Fiscalização e controle sanitário

Além do manejo, a documentação sanitária é uma das etapas mais rigorosas do processo. O tesoureiro da cooperativa e responsável pela documentação, Bruno Alan Ribeiro, explicou que a exportação só é autorizada após o cumprimento de todas as exigências técnicas do país importador e do Ministério da Agricultura.

“São realizados exames, vacinações e monitoramento diário durante a quarentena. Depois disso, toda a documentação é emitida juntamente com o Mapa e a Receita Federal. Só então o lote é autorizado para exportação”, afirmou.

Futuras exportações

A cooperativa informou que pretende ampliar as operações e iniciar, futuramente, a exportação de gado vivo também para a Venezuela. Segundo Simeão, já existe um projeto para exportação inicial de cinco mil animais para o país vizinho.

*Por Wéllida Campos, da Rede Amazônica RR