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Um pedaço de Parintins na bagagem: artesão que produz ‘boizinhos’ abre loja própria após 34 anos de trabalho

Parte da matéria-prima dos ‘boizinhos’ vem do interior do Amazonas, como o cipó e o molongó, usados principalmente na confecção dos chifres. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, inspira turistas a levar lembranças para casa. Entre os itens mais procurados estão as miniaturas dos bois Caprichoso e Garantido, conhecidas carinhosamente de “boizinhos”. Elas são feitas em barracões improvisados, quintais e oficinas por artesãos locais, como Júlio César Costa da Silva, que há 34 anos transforma o amor pelo boi-bumbá em fonte de renda.

Neste ano, Júlio abriu pela primeira vez uma loja própria para vender diretamente ao público as peças que produz. Durante décadas, o artesão confeccionou os tradicionais boizinhos para revendedores que os vendiam a preços mais altos.

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Segundo Júlio, muitos visitantes se surpreendem ao descobrir que as miniaturas são feitas manualmente por moradores da ilha.

“Esse ano a gente resolveu abrir a lojinha para mostrar mesmo o artesanato aqui da cidade para o povo que vem de fora. São próprios parintinenses que confeccionam. É artesão de fundo de quintal. A gente trabalha em barracãozinho, cada um fazendo a sua parte”, disse.

Um pedaço de Parintins na bagagem: artesão que produz ‘boizinhos’ abre loja própria após 34 anos de trabalho
A trajetória de Júlio no Festival começou nos anos 1980. Em 1987, ele entrou para a equipe do Boi Caprichoso como escultor e ficou por oito anos, período marcado por conquistas do boi azul e branco. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Dos galpões dos bois ao negócio próprio

A trajetória de Júlio no Festival começou nos anos 1980. Em 1987, ele entrou para a equipe do Boi Caprichoso como escultor e ficou por oito anos, período marcado por conquistas do boi azul e branco.

Leia também: Ruas de Parintins unem cores de Caprichoso, Garantido e Seleção Brasileira em decoração especial

Depois, trabalhou por 19 anos no Boi Garantido, na produção artística do boi vermelho e branco. Em 2017, após sofrer um infarto, deixou a rotina intensa dos galpões e passou a produzir peças para terceiros. A mudança trouxe desânimo.

“Eu só estava trabalhando para os outros e vendo os outros terem condições de vida melhores, enquanto eu ia ficando para trás”, relembrou.

O incentivo para recomeçar veio do filho, Rodrigo Amazonas, que o encorajou a investir novamente no próprio trabalho.

“Ele me deu força. Perguntou se eu não queria trabalhar com os boizinhos, porque é um material mais leve, que não exige tanto esforço. Aí a gente começou”, contou.

Neste festival, após alguns anos de produção independente, a família conseguiu um ponto comercial para vender diretamente ao público. “Já demos o primeiro passo. Agora vamos lutar para manter”, afirmou.

Como nascem os boizinhos

Miniaturas de Caprichoso e Garantido que turistas levam na mala após o Festival de Parintins têm origem em barracões improvisados, quintais e oficinas espalhadas pela ilha. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Cada boizinho é feito de forma artesanal, em várias etapas que não podem ser interrompidas. Parte da matéria-prima vem do interior do Amazonas, como o cipó e o molongó, usados nos chifres.

Molongó é uma árvore amazônica com madeira leve utilizada em artesanato. A planta tem tronco fino, alto e leve e é encontrada em florestas alagadas da região amazônica.

A produção começa pela armação, que funciona como o esqueleto do boizinho. Depois, são feitas a cabeça e os chifres. As peças são encaixadas, recebem espuma, revestimento em tecido, passam pela costura, pintura e acabamento final.

“É uma linha de produção. Se você começa, tem que ir até o fim. Se interromper, aquelas peças que ficaram no caminho já não seguem mais”, explicou.

Leia também: Portal Amazônia responde: é possível usar a marca dos bois-bumbás de Parintins?

Um pedaço de Parintins na bagagem

Durante o Festival de Parintins, ver turistas do Brasil e do exterior encantados com os boizinhos é uma das maiores recompensas para Júlio.

“Para mim, é gratificante ver a pessoa feliz, elogiando o trabalho. Não adianta ter muita coisa e ser mal feita. Tem que ser uma coisa bem feita, para a pessoa olhar e se impactar”, disse.

Mais que lembranças, as miniaturas representam a dedicação de artesãos que mantêm viva a cultura do boi-bumbá fora da arena. “É um orgulho só. Uma gratificação muito grande. Primeiro a Deus, e tocar a bola para frente”, concluiu.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Açaí, ciência e inovação: especialistas apontam caminhos para o desenvolvimento sustentável do Amapá

Foto: Divulgação

A construção de soluções sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica esteve no centro das discussões da programação da Glocal Macapá 2026, realizada nesta sexta-feira (26), na sede da OAB Amapá, em Macapá. O painel “Inovação Tucuju – Ciência, Tecnologia e o Boom do Açaí” reuniu representantes do setor produtivo e do ecossistema de inovação para debater o potencial da cadeia produtiva do açaí como vetor de desenvolvimento econômico e sustentável para o estado.

O encontro promoveu reflexões sobre as oportunidades e os desafios relacionados à bioeconomia amazônica, destacando o papel da ciência, da tecnologia e do empreendedorismo na agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade regional.

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Participaram do debate o presidente da AmazonBai, Amiraldo Picanço; a CEO do Engenho de Açaí, Valda Gonçalves; o presidente da Amazon BioFert, Wesley Resplande; e o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e do Tucuju Valley, Lindomar Ferreira, que também mediou o painel.

Durante o debate, os convidados discutiram estratégias para ampliar a industrialização do açaí, fortalecer a pesquisa aplicada e estimular o desenvolvimento de novos produtos e negócios sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica.

Leia também: Glocal Macapá 2026: painel “Amapá 2050” reúne lideranças para discutir o futuro sustentável do estado

Para a CEO do Engenho de Açaí, Valda Gonçalves, o açaí representa uma das principais oportunidades para impulsionar o desenvolvimento sustentável do estado.

“O açaí representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento sustentável para o Amapá. Ao agregar valor por meio da inovação e da industrialização, ampliamos os benefícios econômicos, fortalecemos comunidades e mantemos a floresta em pé”, destacou.

Em outra fala, Valda ressaltou o potencial de diversificação da cadeia produtiva.

“O futuro do açaí não está apenas na polpa, mas também no desenvolvimento de novos produtos, na economia circular e no aproveitamento integral dos resíduos da cadeia produtiva”, afirmou.

Para Lindomar Ferreira, eventos como a Glocal Macapá desempenham papel estratégico no fortalecimento do ecossistema de inovação da Amazônia.

“A Glocal Macapá fortalece conexões entre empreendedores, pesquisadores e instituições, impulsionando novos negócios e colocando o Amapá no mapa nacional da inovação”, ressaltou.

O presidente da Abstartups também destacou o potencial do estado para se consolidar como referência em inovação amazônica.

“O Amapá possui enorme potencial para se tornar referência nacional em inovação amazônica, unindo biodiversidade, tecnologia e empreendedorismo para gerar desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Lindomar ainda reforçou o avanço do ecossistema de startups na região.

“Hoje, um empreendedor da Amazônia pode criar uma startup global sem sair da região, desde que tenha acesso a conhecimento, conexões e oportunidades”, completou.

Realizada na sede da OAB Amapá, a Glocal Macapá busca consolidar um ambiente de encontro entre inovação, conhecimento, cultura e desenvolvimento sustentável, reforçando o potencial da Amazônia como território de soluções para os desafios do presente e do futuro.

A Glocal Macapá segue até este sábado (27), com uma programação gratuita voltada à inovação, empreendedorismo, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento regional. O evento reúne painéis, mentorias, oficinas, experiências tecnológicas, apresentações culturais e atividades comunitárias, promovendo conexões entre diferentes setores e fortalecendo o ecossistema de inovação amazônico.

A programação completa está disponível nas redes sociais da Glocal e da Fundação Rede Amazônica: www.instagram.com/glocalexp e www.instagram.com/fundacaoredeamazonica

Glocal Amazônia – Macapá

A Glocal Macapá é realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com idealização e operação da Dream Factory e apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec/AP), do Governo do Amapá e da Tratalyx.

Quem é quem? Conheça os 21 itens que defendem Caprichoso e Garantido no Festival Folclórico de Parintins 2026

Caprichoso e Garantido em apresentação em Parintins. Fotos: Reprodução/Secom AM

O 59º Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), marca um novo duelo entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido no Bumbódromo. No total, 21 itens oficiais de cada agremiação — personagens e representantes responsáveis por defender os bois na arena durante as três noites de apresentação – competem pelo título de campeõs. 

Os itens são divididos em blocos, de acordo com suas características. O ‘Bloco A’ compreende quesitos comuns e musicais; o ‘Bloco B’, itens relativos à cenografia e coreografia; e o ‘Bloco C’ reúne a parte artística do evento.

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Cada bloco é julgado por um grupo de três jurados com especializações voltadas para as necessidades do bloco. Sendo pré-requisito a todos, referencial teórico em folclore e trabalhos realizados que contemplem as manifestações folclóricas e culturais brasileiras.

Confira quem são os 21 itens dos bois no Festival Folclórico de Parintins em 2026

Item 1 – Apresentador

Anfitrião, Mestre de Cerimônia, Porta-voz. Os bois introduziram a figura do apresentador que, na prática, é quem conduz a apresentação chamando a atenção para cada etapa/item. É o elo entre os brincantes e o público em Parintins. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Edmundo Oran
  • Garantido: Israel Paulain
Apresentadores do Caprichoso e Garantido – Edmundo Oran e Israel Paulain. Fotos: Reprodução

Item 2 – Levantador de Toadas

É quem interpreta as toadas do festival. É o responsável por cantar, interpretando-as da melhor forma para garantir as pontuações e agitar a torcida na arquibancada. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Patrick Araújo
  • Garantido: David Assayag
Levantadores de toadas do Caprichoso e Garantido – Patrick Araújo e David Assayag. Fotos: Secom AM e Boi Garantido

Item 3 – Batucada/Marujada

Sustentação rítmica, tradição, base para o espetáculo, agrupamento de percussão que forneça um referencial rítmico indispensável às toadas. O nome “Marujada” é usado pelo boi Caprichoso e “Batucada” para o boi Garantido. 

Marujada (Caprichoso) e Batucada (Garantido). Fotos: Reprodução

Item 4 – Ritual Indígena

Recriação de ritmo xamanístico, fundamentado através de pesquisa dentro do contexto folclórico. A encenação ou recriação de rituais indígenas no Boi-Bumbá reúne elementos alegóricos, coreográficos e teatrais, revelando cenicamente o universo indígena.

Leia também: Quais lendas inspiraram as toadas dos bois no Festival de Parintins 2026? 

Ritual indígena do Boi Caprichoso e Boi Garantido. Fotos: Divulgação/Secom AM

Item 5 – Porta-Estandarte

A porta-estandarte leva o pavilhão que representa a associação folclórica. Precisa conduzir com garra e força o estandarte. Os jurados avaliam o bailado, garra, desenvoltura, simpatia, elegância e alegria. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Marcela Marialva
  • Garantido: Jeveny Mendonça
Fotos: Reprodução

Item 6 – Amo do Boi

O dono da fazenda, menestrel que tira versos dentro dos fundamentos da noite. No auto do boi, história que embasa o festival, representa o pai da sinhazinha da fazenda. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Caetano Medeiros
  • Garantido: João Paulo Faria
Amo do boi Caprichoso e Garantido – Caetano Medeiros e João Paulo Faria. Fotos: Reprodução

Item 7 – Sinhazinha da Fazenda

Filha do dono da fazenda, representa a história branca dentro do auto do boi no Festival de Parintins. Os jurados avaliam beleza, leveza, graça, desenvoltura, simplicidade e alegria. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Valentina Cid
  • Garantido: Raíra Lins
Valentina Cid, sinhazinha do Caprichoso, e Raíra Lins, sinhazinha do Garantido. Fotos: Reprodução

Item 8 – Rainha do Folclore

É representante da manifestação popular, as lendas, histórias e costumes. Quem interpreta a rainha deve apresentar-se com desenvoltura e indumentária. 

Na dança há elementos de diversas manifestações que formam a cultura brasileira. Os jurados avaliam: beleza, simpatia, desenvoltura e incorporação. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Cleise Simas
  • Garantido: Lívia Christina
Rainhas do Folclore Caprichoso e Garantido – Cleise Simas e Lívia Christina. Fotos: Reprodução

Item 9 – Cunhã-poranga

Moça bonita, sacerdotisa, guerreira e guardiã. Cunhã-Poranga é a moça mais bela da aldeia. São méritos para pontuação: beleza, simpatia, garra, desenvoltura e incorporação. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Marciele Albuquerque
  • Garantido: Isabelle Nogueira
Cunhãs-poranga Caprichoso e Garantido – Marciele Albuquerque e Isabelle Nogueira. Fotos: Reprodução

Item 10 – Boi Bumbá evolução (Tripa do Boi)

Símbolo da manifestação popular, motivo e razão de ser do festival. Quem dá os movimentos é o tripa do boi. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Alexandre Simas Azevedo
  • Garantido: Denildo Piçanã
Tripas dos bois Alexandre Simas Azevedo (Caprichoso) e Denilson Piçanã (Garantido). Foto: Reprodução

Item 11 – Toada (Letra e música)

É a música do boi-bumbá. Para cada festival, há um novo álbum com cerca de 15 toadas para cada boi. São composições produzidas especialmente para a apresentação anual.

Item 12 – Pajé

Curandeiro, xamã, sacerdote, ponto de equilíbrio das tribos. No auto do boi, é quem ressuscita o boi favorito da sinhazinha da fazenda. 

Representados por: 

  • Caprichoso: Erick Beltrão
  • Garantido: Adriano Paketá
Pajés Erick Beltrão (Caprichoso) e Adriano Paketá (Garantido) — Foto: Raphão Produções / Divulgação
Pajés Erick Beltrão (Caprichoso) e Adriano Paketá (Garantido). Foto: Raphão Produções/Divulgação 

Item 13 – Povos Indígenas

Agrupamento nativo da Amazônia. Faz parte da disputa o melhor desempenho do corpo de dança representando indígenas, enriquecido pela musicalidade tribal e as incríveis coreografias executadas por mais de 160 jovens, cujas indumentárias e desenhos coreográficos recriam as tradições étnicas dessa região. 

Povos Indígenas de Caprichoso e Garantido — Foto: Secom
Povos Indígenas de Caprichoso e Garantid. Fotos: Reprodução/Secom AM

Item 14 – Tuxauas

Chefe da tribo, representação alegórica do imaginário indígena e caboclo da Amazônia. A liderança de uma aldeia está representada neste item que, por força da disputa, precisa conduzir uma indumentária com proporções agigantadas, onde os principais elementos étnicos da aldeia devem estar nela acoplados. 

A grandiosidade e a forma como a indumentária é conduzida, mostra força e obstinação por parte do dançarino que a veste, provando que pode conduzir o seu povo. 

Tuxauas de Caprichoso e Garantido — Foto: Secom
Tuxauas de Caprichoso e Garantido. Fotos: Reprodução/Secom AM

Item 15 – Figura Típica Regional

Símbolo da cultura amazônica na sua soma de valores a partir dos elementos que compuseram sua miscigenação. Traduz-se como o imaginário caboclo que cria e recria lendas e mitos fantásticos. 

Surgem no palco do Festival em representações alegóricas e poéticas, encenadas num ambiente que recria o cotidiano de tacacazeiras, artesãos, farinheiros, juteiros, pescadores, de figuras que em sua pluralidade, são tipicamente da região amazônica. 

Figuras Típicas Regionais de Caprichoso e Garantido — Foto: Secom
Figuras Típicas Regionais de Caprichoso e Garantido. Fotos: Reprodução/Secom AM

Item 16 – Alegorias

Estruturas artísticas que funcionam como suporte e cenário para apresentação. Denominou-se ‘Alegorias’ porque se trata de grandiosos cenários onde esculturas gigantes ganham animação com movimentos que amparam os principais quadros do espetáculo de arena. Beleza, criatividade e originalidade. 

Alegorias de Caprichoso e Garantido — Foto: Divulgação
Alegorias de Caprichoso e Garantido. Fotos: Divulgação 

Item 17 – Lenda Amazônica

Ficção que retrata e ilustra a cultura e o folclore de um povo. Recriação cênica das lendas extraídas do imaginário caboclo e indígena como: seres fantásticos em estórias encantadas de cobra que vira homem, da tribo inteira só de mulheres, do jovem com os pés virados para trás, do ser híbrido com a boca na barriga. 

Esse universo passa pela criação dramatúrgica cercada de mistérios e magias para, depois, transportar o espectador pelo imaginário amazônico. 

Lendas amazônicas de Caprichoso e Garantido — Foto: Raphão Produções / Divulgação
Lendas amazônicas de Caprichoso e Garantido. Fotos: Raphão Produções/Divulgação 

Item 18 – Vaqueirada

A vaqueirada é formada por vaqueiros que devem cercar o boi para evitar qualquer ameaça ou perigo ao touro mais querido do amo. 

Trazem suas lanças para marcar a propriedade do dono da fazenda e para criar um momento que cerca todas as personagens do auto do boi, numa evolução colorida em festejo à chegada do mais bonito boi da fazenda. 

Os brincantes da vaqueirada são rapazes voluntários das comunidades de Parintins que, ao toque do tambor, se reúnem para vestir seus cavalinhos e apanhar suas lanças com muito orgulho de ser parte da tradição dessa festa folclórica. 

Vaqueiradas de Caprichoso e Garantido — Foto: Secom
Vaqueiradas de Caprichoso e Garantido. Fotos: Reprodução/Secom AM 

Item 19 – Galera

Elemento de apoio do espetáculo, estímulo de apresentação, massa humana que forma uma das maiores coreografias uníssonas do mundo. São mais de dez mil torcedores que ocupam as arquibancadas do Bumbódromo desde as primeiras horas do dia. 

Ao cantar as toadas do espetáculo, os torcedores executam coreografias usando os braços ou adereços distribuídos pelos bois. Participam ativamente, interagindo com o apresentador e itens, sendo avaliados por isso. 

Galeras de Caprichoso e Garantido — Foto: Secom
Galeras de Caprichoso e Garantido. Fotos: Reprodução/Secom AM 

Item 20 – Coreografia

Todos os movimentos de dança apresentados durante o espetáculo. As coreografias reproduzem, ainda que de forma livre ou poética, as etnias que compõem essa vertente de Boi na Amazônia. 

Item 21 – Organização do Conjunto Folclórico

Reunião de itens individuais, artísticos e coletivos embasados no conteúdo da noite dispostos organizadamente na arena de apresentação. A agremiação que mantiver, mais claramente, os brincantes livres de comandos de última hora ou improvisos visíveis, consegue a nota máxima. A agremiação que menos planejou a execução de seu espetáculo poderá ser punida com perda de décimos.

*Com informações da Rede Amazônica AM





Glocal Macapá 2026: painel “Amapá 2050” reúne lideranças para discutir o futuro sustentável do estado

Foto: Divulgação

A construção de um futuro sustentável para a Amazônia esteve no centro das discussões que marcaram a programação da Glocal Macapá 2026, realizada nesta sexta-feira (26), no Parque Residência, em Macapá. O painel “Amapá 2050 – Amazofuturismo e a construção de novos caminhos” reuniu lideranças do poder público, representantes da academia e instituições ligadas à inovação para debater estratégias de desenvolvimento para o estado nas próximas décadas.

O encontro promoveu reflexões sobre o conceito de amazofuturismo e sua relação com temas estratégicos para o desenvolvimento regional, como bioeconomia, inovação, educação, empreendedorismo e fortalecimento de políticas públicas voltadas à Amazônia.

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Participaram do debate o governador do Amapá, Clécio Luís; o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá, Edivan Barros de Andrade; o reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Julio Cezar Sá; a vice-reitora eleita da Unifap, Amanda Fecury; a diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, Mariane Cavalcante; e o diretor de Produto da Dream Factory, Bruno Guerra. A mediação foi conduzida pela comunicadora Sheyzi Brazão.

Durante sua participação no painel, o governador Clécio Luís ressaltou a importância de pensar o desenvolvimento da Amazônia a partir da realidade local, sem perder de vista os desafios globais.

“Todos nós estamos muito felizes que a Glocal está sendo realizada aqui em Macapá. O global e o local, ao mesmo tempo, é justamente a essência da Glocal: pensar de forma universal, pensar de forma global, mas agir localmente. Precisamos pensar localmente e agir para transformar a vida onde a gente mora”, afirmou o governador.

Leia também: De vencedora do BBB à referência na comunicação digital, Gleici Damasceno é uma das atrações da Glocal Macapá 2026

Na abertura do evento, o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá, Edivan Barros de Andrade, ressaltou a importância da Glocal para estimular conexões e fortalecer o ecossistema de inovação local.

“Hoje foi a abertura da Glocal Amazônia aqui no Amapá, um evento com muita conexão e inovação. Venha participar porque este evento vai ajudar você a ter uma brilhante ideia e a consolidar um negócio seu que já está em desenvolvimento. Venha para cá com a gente”, convidou o secretário.

Para a diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, Mariane Cavalcante, a realização do evento em Macapá reforça o potencial do estado como referência em inovação e desenvolvimento sustentável.

“Estamos muito felizes em estar aqui em Macapá e trazer a Glocal Amazônia para um estado tão rico culturalmente, humanamente e ambientalmente. A Fundação Rede Amazônica acredita que o desenvolvimento passa pela conexão entre pessoas, ideias e oportunidades, e é isso que estamos promovendo durante esses dois dias de evento. O Amapá vem construindo um caminho importante, com um ecossistema de inovação fortalecido, e a Glocal reúne essas pessoas para discutir inovação, cultura e sustentabilidade”, afirmou.

Para Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, o painel representou uma oportunidade de reunir diferentes setores para pensar o futuro do estado de forma colaborativa.

Glocal Macapá 2026: painel "Amapá 2050" reúne lideranças para discutir o futuro sustentável do estado
Foto: Reprodução/Amazon Sat

“A Glocal nasce justamente para criar pontes entre conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável. Reunir representantes do poder público, da academia e do setor produtivo em um mesmo espaço fortalece a construção coletiva de soluções para o futuro do Amapá e da Amazônia”, destacou Matheus Aquino.

Realizada no Parque Residência, a Glocal Macapá busca consolidar um ambiente de encontro entre inovação, conhecimento, cultura e desenvolvimento sustentável, reforçando o potencial da Amazônia como território de soluções para os desafios do presente e do futuro.

A Glocal Macapá segue até este sábado (27), no Parque Residência, com uma programação gratuita voltada à inovação, empreendedorismo, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento regional. O evento reúne painéis, mentorias, oficinas, experiências tecnológicas, apresentações culturais e atividades comunitárias, promovendo conexões entre diferentes setores e fortalecendo o ecossistema de inovação amazônico.

A programação completa está disponível nas redes sociais da Glocal e da Fundação Rede Amazônica: www.instagram.com/glocalexp e www.instagram.com/fundacaoredeamazonica

Glocal Amazônia – Macapá

A Glocal Macapá é realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com idealização e operação da Dream Factory e apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec/AP), do Governo do Amapá e da Tratalyx.

Objetos proibidos: veja o que não pode ser levado ao Bumbódromo no Festival Folclórico de Parintins 2026

Garantido e Caprichoso na 1ª noite do Festival de Parintins 2025 no Bumbódromo. Foto: Reprodução/Secom AM

Quem pretende acompanhar as apresentações do Festival Folclórico de Parintins 2026 no Bumbódromo deve ficar atento às regras de acesso ao local. O Governo do Amazonas divulgou a lista de objetos proibidos dentro da arena, medida adotada para reforçar a segurança do público durante as três noites de disputa entre os bois Caprichoso e Garantido.

O 59º Festival Folclórico de Parintins ocorre nos dias 26, 27 e 28 de junho, quando Caprichoso e Garantido voltam a se enfrentar na arena em busca do título de campeão do maior espetáculo a céu aberto da Amazônia.

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Entre os itens vetados estão armas de fogo, armas brancas e objetos perfurantes ou perfurocortantes. Também não será permitida a entrada com materiais contundentes, armas de arremesso e objetos destinados a projetar substâncias tóxicas.

A restrição inclui ainda itens que costumam ser utilizados no dia a dia dos torcedores, como guarda-chuvas com haste metálica, tubos de aerossol, seringas, capacetes e bandeiras com mastros ou tubos confeccionados em material contundente.

Leia também: Entre o azul e o vermelho: a história de dois ‘Mateus’ que inverteram a tradição das famílias em Parintins

Bebidas alcoólicas também estão proibidas no interior do Bumbódromo. O público não poderá entrar com garrafas, copos e pratos de vidro ou alumínio.

Fundação Rede Amazônica lança "Vamos Brincar de Boi" para valorizar a cultura e a memória de Parintins - FACHADA DO BUMBÓDROMO
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Veja a lista completa de objetos proibidos no Bumbódromo em 2026:

  • Armas de fogo;
  • Armas de arremesso;
  • Armas brancas;
  • Armas destinadas a projetar substâncias tóxicas;
  • Materiais contundentes ou perfurocortantes;
  • Guarda-chuvas com haste metálica;
  • Substâncias ou engenhos explosivos ou pirotécnicos;
  • Tubos de aerossol;
  • Tubos de bandeiras em material contundente;
  • Seringas;
  • Asfixiantes e corrosivos;
  • Garrafas, copos e pratos de vidro e alumínio;
  • Objetos perfurantes;
  • Capacetes;
  • Bebidas alcoólicas.

A recomendação é que os torcedores levem apenas itens essenciais para evitar transtornos nas entradas do Bumbódromo. A fiscalização será realizada nos acessos ao local, e os objetos considerados proibidos poderão ser retidos, impedindo o ingresso do portador até que a situação seja regularizada.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Ruas de Parintins unem cores de Caprichoso, Garantido e Seleção Brasileira em decoração especial

Rua em Parintins personalizado com cores e símbolos da Seleção brasileira e do Garantido. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

As tradicionais ruas enfeitadas de Parintins (AM) ganharam um colorido diferente neste ano. Às vésperas do 59º Festival Folclórico, moradores decidiram unir a paixão pelos bois Caprichoso e Garantido ao amor pela Seleção Brasileira, transformando bairros da cidade em cenários que misturam azul, vermelho, verde e amarelo durante a Copa do Mundo.

Becos, avenidas e passarelas culturais foram tomados por bandeirinhas, bolas de futebol, fitas coloridas, cabeças de boi e símbolos que celebram duas das maiores paixões do povo parintinense: o Festival e o futebol.

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No beco Tomaz Meireles, um dos pontos mais visitados nesta temporada, moradores dos dois bois deixaram a rivalidade de lado para construir uma ornamentação coletiva. Coordenador do projeto, Isaías Vasconcelos conta que a proposta surgiu para resgatar uma tradição que, segundo ele, vinha se perdendo ao longo dos anos.

“Este ano nós quisemos fazer uma coisa diferente. É ano de Copa, mas a nossa maior festa é o nosso boi. Fizemos uma temática unindo Caprichoso, Garantido e Copa do Mundo”, afirmou, sobre a união dos bois com a torcida pela Seleção.

Segundo Isaías, o trabalho envolveu crianças, jovens, idosos e famílias inteiras da comunidade. O resultado, além de atrair visitantes, fortaleceu o sentimento de união entre os moradores.

“Aqui tem gente dos dois bois. Tinha Garantido colocando fita azul e Caprichoso ajudando na vermelha. Foi uma alegria, uma forma de rever amigos e relembrar a infância”, disse.

O projeto também movimenta a economia local. Durante os dias de jogos da Seleção Brasileira, a comunidade promove encontros para assistir às partidas, com venda de churrasco, salgados e bebidas para complementar a renda dos moradores.

“Todo mundo está convidado. O público de Parintins, do Amazonas, do Brasil e do mundo pode vir conhecer o Beco Tomaz Meireles. Fizemos isso para todos”, convidou.

Leia também: ‘Ruas da Copa’ mantêm viva a tradição do mundial de futebol no Norte do Brasil

Coordenador do projeto, Isaías Vasconcelos conta que a proposta surgiu para resgatar uma tradição. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Garantido em território azul

No bairro Palmares, tradicional reduto do boi Caprichoso, a rua Padre Victor chama atenção por seguir um caminho diferente. Em meio a uma área historicamente identificada com o boi azul, moradores da via mantêm viva a paixão pelo Garantido e transformaram a rua em um espaço tomado pelo vermelho, agora dividido com os símbolos da Copa do Mundo.

Moradora do local há mais de 25 anos, Karoline Nunes conta que a mobilização começou de forma espontânea entre os vizinhos.

“No primeiro ano, cada um colocou a bandeira na frente de casa. Depois percebemos que todo mundo aqui era Garantido e resolvemos fazer algo maior”, contou.

A iniciativa ganhou força com a criação do concurso de ruas ornamentadas e voltou a ser premiada neste ano, quando os moradores apostaram na união entre Festival e Copa do Mundo.

Rua de Parintins mistura vermelho do boi Garantido com verde e amarelo da seleção brasileira e transformam Copa e Festival em uma só festa. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

O trabalho começou ainda nos primeiros meses do ano, com pesquisas, planejamento e a confecção artesanal das ornamentações.

“Em janeiro a gente já estava pesquisando. Depois começamos a tecer e fazer tudo à mão”, explicou

Para Karoline, a junção das duas paixões tornou a experiência ainda mais especial.

Nos dias de jogos da Seleção, os moradores também se reúnem na rua para acompanhar as partidas em frente às casas. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Copa, boi e tradição

Na Avenida Senador José Esteves, esquina com a rua Nhamundá, em frente ao tradicional bar Canto da Porrada, a ornamentação estreou neste ano.

Morador do Palmares há décadas, Fernando Paz contou que a iniciativa partiu do filho, responsável pela coordenação dos trabalhos no local e pelo bar tradicional do bairro.

Na Avenida Senador José Esteves, esquina com a Rua Nhamundá, em frente ao tradicional bar Canto da Porrada, a ornamentação estreou neste ano. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

“É a primeira vez que a gente enfeita aqui. Meu filho organizou tudo, correu atrás das pinturas e das decorações”, relatou.

Mesmo em uma área de forte identificação com o Caprichoso, Fernando afirma que a Copa do Mundo também ganhou espaço entre os enfeites.

“Tem Copa do Mundo, tem boi, tem tudo. Muita gente de Manaus, de São Paulo e de vários lugares passa por aqui”, disse.

Morador do Palmares há décadas, Fernando Paz contou que a iniciativa partiu do filho, responsável pela coordenação dos trabalhos no local e pelo bar tradicional do bairro. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

A programação deve continuar nos dias de jogos da Seleção Brasileira, quando moradores e visitantes pretendem se reunir para torcer juntos.

Mais do que uma disputa entre azul e vermelho, as ruas enfeitadas de Parintins mostram que, em ano de Copa do Mundo, há espaço para celebrar todas as paixões.

Entre bandeirinhas, bolas e cabeças de boi, a cidade reafirma uma de suas marcas mais fortes: a capacidade de transformar tradição, criatividade e coletividade em espetáculo.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Chef Débora Valente ensina receita do arroz encontro das águas 

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Arroz encontro das águas da chef Débora Valente. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A temporada 2026 do programa Sabores da Amazônia, do canal Amazon Sat, explora muito mais que ingredientes e receitas. Agora, o programa se aprofunda na trajetória dos chefs e ensina, com mais detalhes e alguns segredos, as receitas selecionadas.

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A chef Débora Valente é uma das convidadas que demonstra orgulho e honra da carreira que tem. 

“Eu sou embaixadora da cozinha brasileira, representando o Estado do Amazonas, e isso é uma honraria que eu vou levar para o resto da vida. Sou muito orgulhosa e muito honrada de ter a carreira, e a minha família me ajuda muito nisso. Então, quando eu faço essa retrospectiva e vejo as pessoas responsáveis por isso, sou eu mesma e a minha família”, declarou a chef. 

Chef Débora Valente ensina receita do arroz encontro das águas 
Chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Leia também: Saiba como fazer um pirarucu aromatizado com raspas de limão

Débora Valente já participou do programa na temporada 2026, e para conferir a história completa do chef é só clicar aqui

A receita do episódio é o arroz encontro das águas. De acordo com a chef, o prato abraça o paladar e traduz a Amazônia com um toque regional. Confira: 

Ingredientes do arroz encontro das águas:

  • 300 g de arroz tipo agulhinha ou da sua preferência
  • 150 g de pirarucu defumado
  • 150 g de pirarucu seco (já dessalgado)
  • 50 g de pirarucu fresco
  • 50 ml de azeite de oliva extra-virgem
  • 30 g de cebola picada
  • 4 dentes de alho picados
  • 1 maço de jambu (folhas e flores)
  • 1 litro de tucupi pronto
  • 8 tomates grape (inteiros ou ao meio)
  • 5 g de sal (ajustar no final)
  • 2 g de pimenta-do-reino moída
  • 1 pimenta murupi verde picada
  • 30 g de pimenta-de-cheiro verde picada (com sementes)
  • 1 misto de cheiro verde
Arroz encontro das águas da chef Débora Valente. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Leia também: Livro virtual e gratuito reúne 30 receitas com pirarucu de manejo sustentável da Amazônia

Modo de prepraro:

1. Pré-preparo dos ingredientes

Antes de ligar o fogo, deixe tudo pronto:

Pirarucu seco: cortar em cubos de cerca de 3 cm (se ainda estiver salgado, dessalgar previamente em água fria, trocando a água algumas vezes).

Pirarucu defumado: cortar em cubos de 3 cm.

Pirarucu fresco: cortar em cubos de 3 cm.

Cebola e alho: picar bem pequeno.

Jambu: lavar bem, separar folhas e flores. Reservar algumas folhas e flores cruas para finalizar o prato.

Pimentas (murupi e de cheiro): picar bem miúdo.

Tucupi: levar ao fogo e manter fervente durante o preparo (importante para o cozimento do arroz).

2. Refogar a base do arroz

Em uma panela funda, aqueça parte do azeite. Refogue a cebola até ficar transparente, acrescente o alho e refogue rapidamente.

Junte a pimenta-do-reino e as pimentas picadas. Adicione o arroz cru e mexa bem até os grãos ficarem levemente brilhantes (perolizados).

3. Iniciar o cozimento com os peixes

Agora o cozimento será feito com tucupi no lugar da água.

Acrescente o pirarucu seco primeiro (ele é mais firme e precisa de mais tempo). 

Adicione conchas de tucupi fervente até cobrir bem o arroz. Cozinhe em fogo médio.

Quando o arroz estiver começando a amaciar:

Adicione o pirarucu defumado. Se necessário, acrescente mais tucupi quente para manter o arroz sempre úmido e cozinhando.

Mais próximo do final do cozimento:

Acrescente o pirarucu fresco (para não desmanchar). Adicione os tomates grape.

4. Finalização com jambu

Quando o arroz estiver cozido e bem úmido (cremoso, não seco), acrescente as folhas de jambu. Cozinhe por mais 2 a 3 minutos apenas para murchar levemente.

Prove e ajuste: Sal e pimenta.

Se necessário, um pouco mais de tucupi quente. 

Desligue o fogo e adicione o misto de cheiro picado para dar sabor, misture e tampe a panela. Sirva em seguida.

O resultado deve ser um arroz bem suculento, quase cremoso, nunca seco.

De acordo com a chef, o arroz Encontro das Águas é leve, aromático e cheio de sabor amazônico. “É a junção perfeita do pirarucu seco, fresco e defumado, mais a farinha de piracuí do Bodó”.

Chef Débora Valente e o arroz encontro das águas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Fundação Rede Amazônica lança “Vamos Brincar de Boi” para valorizar a cultura e a memória de Parintins

Arte: Divulgação

Com o objetivo de valorizar a cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o conhecimento sobre as tradições do Festival Folclórico de Parintins, a Fundação Rede Amazônica lança o projeto “Vamos Brincar de Boi”. A iniciativa multiplataforma reúne conteúdos educativos, culturais e informativos voltados a moradores, visitantes e admiradores da festa.

A proposta busca aproximar o público do universo dos bois-bumbás por meio de ações que destacam histórias, personagens, saberes tradicionais e os bastidores de uma das maiores manifestações culturais do país. Os conteúdos serão exibidos na televisão, rádio, internet e plataformas digitais do Grupo Rede Amazônica.

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Entre as ações previstas está o Guia Cultural de Parintins, que levará ao público informações sobre mobilidade urbana, serviços, segurança, infraestrutura e orientações gerais para quem participa das atividades culturais do município durante o período do festival. Os conteúdos serão apresentados em formato de flashes informativos no jornalismo da Rede Amazônica, contribuindo para orientar moradores e visitantes.

Outra frente do projeto é o Mãos que Fazem o Festival, série de conteúdos dedicada a reconhecer trabalhadores da cultura, artistas, artesãos e moradores que ajudam a construir, ano após ano, a grandiosidade do Festival Folclórico de Parintins. Os materiais apresentarão histórias, experiências e processos criativos responsáveis por manter viva a tradição dos bois-bumbás.

A programação também contará com o Quiz da Memória Cultural, ação interativa que reunirá curiosidades e perguntas sobre a história do festival, seus personagens, símbolos e momentos marcantes. A proposta é promover o conhecimento sobre o patrimônio cultural amazônico de forma lúdica e educativa, estimulando a participação do público.

Já a ação Vozes da Memória Popular reunirá relatos de moradores de Parintins sobre a trajetória do festival e sua importância para a construção da identidade cultural amazônica. Os depoimentos serão transformados em conteúdos audiovisuais exibidos no Amazon Sat, contribuindo para preservar a memória coletiva da população.

Fundação Rede Amazônica lança "Vamos Brincar de Boi" para valorizar a cultura e a memória de Parintins
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O projeto prevê ainda a produção de uma série de minidocumentários dedicados à história, aos bastidores e aos espaços simbólicos que compõem o universo dos bois-bumbás. Entre os temas abordados estão visitas guiadas ao Bumbódromo, os currais dos bois Garantido e Caprichoso, a tradição da Ladainha e o trabalho dos artistas responsáveis pelas alegorias que encantam o público na arena.

Além dos conteúdos culturais, o “Vamos Brincar de Boi” desenvolverá campanhas educativas voltadas à cidadania e à valorização cultural. Uma das ações incentivará o descarte correto de resíduos durante as festividades, reforçando a importância da preservação dos espaços públicos e da sustentabilidade ambiental.

Outra campanha destacará o papel dos artistas, artesãos, brincantes e trabalhadores que mantêm viva a cultura dos bois-bumbás ao longo de todo o ano, reconhecendo sua contribuição para a identidade cultural e para a memória coletiva de Parintins.

Segundo Denis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica, a iniciativa busca aproximar ainda mais o público das tradições que fazem do Festival de Parintins uma das maiores manifestações culturais do país.

“O ‘Vamos Brincar de Boi’ foi pensado para aproximar ainda mais o público da riqueza cultural de Parintins. Queremos valorizar as histórias, os saberes e as pessoas que mantêm viva essa manifestação cultural, além de contribuir para a preservação da memória e o fortalecimento da identidade amazônica”, destaca.

Carvalho ressalta ainda que a iniciativa pretende registrar e difundir conhecimentos que vão além do espetáculo apresentado na arena.

“Mais do que mostrar a festa, queremos evidenciar as pessoas, os territórios, os ofícios e as tradições que sustentam o Festival de Parintins ao longo de todo o ano. Registrar essas histórias também é uma forma de preservar a memória coletiva e reconhecer a importância cultural dos bois-bumbás para a Amazônia”, afirma.

A divulgação das ações será realizada por meio de uma estratégia integrada de comunicação nos veículos do Grupo Rede Amazônica, ampliando o acesso do público a conteúdos educativos e contribuindo para a valorização do patrimônio cultural imaterial amazônico.

“Vamos Brincar de Boi”

O “Vamos Brincar de Boi” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e do Governo do Amazonas.

A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.

Pesquisa resulta em livro, aplicativo e formação sobre uso de drones na Educação Básica em Mato Grosso

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Pesquisa sobre uso de drones no ensino de Matemática e Física resultou em um aplicativo, um livro e uma formação de 40 horas aplicada a oito professores da Educação Básica Foto: Adriano Serafino Marquez/ Arquivo do pesquisador

Uma pesquisa da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) sobre o uso de drones no ensino de Matemática e Física resultou em um aplicativo, um livro e uma formação de 40 horas aplicada a oito professores da Educação Básica.

Realizada por Adriano Serafini Garcez, profissional técnico da Unemat e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM), em Barra do Bugres, a pesquisa resultou no e-book ‘Dando hélices à imaginação: O uso de drones como recurso pedagógico’, lançado pela Editora Unemat, e na formação de professores, além do aplicativo VolatusDrones.

Pesquisa resulta em livro, aplicativo e formação sobre uso de drones na Educação Básica em Mato Grosso

A pesquisa foi orientada pelo professor Fernando Selleri, com coorientação do professor Flávio Teles, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

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Os pesquisadores constataram a escassez de literatura nacional sobre o tema e a necessidade de normatizar os aspectos legais, técnicos e pedagógicos para a introdução dos drones em ambiente escolar.

A pesquisa conecta os drones ao Pensamento Computacional e à Robótica Educacional, diretrizes previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Durante a formação de dois meses, os professores utilizaram aeronaves programáveis para criar planos de voo aplicados à geometria e à física do movimento, utilizando o aplicativo VolatusDrones, desenvolvido pelos pesquisadores.

Os professores participantes validaram o potencial da ferramenta, mas apontaram a necessidade de suporte institucional para aquisição dos equipamentos para que os trabalhos sejam aplicados em maior escala nas escolas.

Leia também: Drones mapeiam florestas na Amazônia brasileira

Drones como ferramentas de educação

De acordo com o orientador, Fernando Selleri, a tecnologia prepara os estudantes para o mercado atual.

“Essa ideia surgiu porque temos visto o uso de drones cada vez mais crescente ao redor do mundo, como na cobertura de eventos, no agronegócio para sensoriamento, diagnóstico da lavoura e pulverizações, em operações de forças de segurança, em serviços de entregas e outros”, explicou Selleri.

Pesquisa resultou no aplicativo VolatusDrones. Foto: Acervo do pesquisador Adriano Marques

O livro digital aborda desde o histórico das aeronaves até regras de segurança, controle e transporte dos equipamentos. O autor da pesquisa, Adriano Garcez, explica que o livro preenche uma lacuna editorial.

“A apostila que, a princípio, seria só um material de apoio aos professores, acabou se tornando uma possibilidade de publicação, haja visto que conseguimos sintetizar as complexidades e nuances necessárias para a utilização de drone dentro da educação”, afirmou o pesquisador.

O download do livro está disponível gratuitamente clicando aqui.

A pesquisa recebeu apoio das pró-reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) e de Extensão e Cultura (Proec), do grupo de pesquisa Estudos em Bases de Dados, Ensino e Software (eBDES), do Laboratório de Informação Espacial para Pesquisa Avançada (SpInLab) e da Agência de Inovação da Unemat (Aginov).

*Com informações da Unemat

Livro de coletivo do Amapá reúne histórias de visagens da Amazônia

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Coletivo Ventos do Norte são os autores do livro “Visagens do Meio do Mundo”. Foto: Reprodução/Coletivo Ventos do Norte

Histórias de assombrações, mistérios e causos que atravessam gerações ganham forma no livro “Visagens no Meio do Mundo”, escrito pelo coletivo Ventos do Norte, formado por autores do Amapá. A obra é inspirada nos traços da cultura amazônica e no imaginário popular que resiste ao tempo. O lançamento é na sexta-feira (26), às 19h, no auditório da Biblioteca Pública Elcy Lacerda, no Centro de Macapá.

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O livro reúne narrativas de dez jovens autores nortistas que transformaram memórias da infância, relatos familiares e experiências pessoais em contos marcados por drama, suspense, terror e horror. O projeto valoriza a literatura feita na Amazônia e busca dar visibilidade às obras artesanais no cenário cultural amapaense.

Livro de coletivo do Amapá reúne histórias de visagens da Amazônia

Entre os autores estão Luana Tainá, Sarah Gantúss, Felipe Raiol, Elizama Costa, Matukuse Greice, Daniela R., Dauan Lopez, Raylane Benjó, Jaqueline P. e Maria E. As ilustrações ficaram a cargo de Yuri Miguel, Sarah Gantúss e Luana Góes.

Leia também: 7 mistérios na Amazônia encontrados por explorador no Google Maps

Livro celebra histórias e memórias

A obra é um convite para mergulhar em histórias que atravessam gerações e fazem parte dos costumes amazônicos. É uma visita ao imaginário popular, guiada pelos saberes tradicionais.

A professora doutora Jeniffer Yara, coordenadora do coletivo, explica que o grupo nasceu para incentivar novos escritores a ocupar espaços literários com formatos acessíveis e independentes.

“O Coletivo Ventos do Norte nasceu do desejo de jovens escritores de fazer suas vozes circularem. Visagens no Meio do Mundo é mais que um livro artesanal: é um registro da memória afetiva amazônica, das histórias que atravessam gerações e ecoam no imaginário popular. Cada texto carrega a força autoral desses jovens e reafirma que a literatura produzida na Amazônia tem identidade própria, merece ser lida e difundida”, disse Jeniffer Yara.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica Amapá