A cantora britânica Lily Allen causou alvoroço nas redes sociais nesta segunda-feira (11), após ser confirmada como uma das atrações no festival Primavera Sound São Paulo 2026. Em uma publicação na rede social ‘X’, a artista britânica se mostrou feliz com a notícia e afirmou que pretende realizar uma lista de desejos em seu retorno ao país, entre eles, conhecer Patixa Teló, influenciadora digital do Amazonas.
Na postagem, Lily demonstra empolgação com a vinda à São Paulo e menciona o nome de Patixa, perguntando inclusive se alguém possui o número de telefone da influenciadora.
São Paulo finalmente estaremos juntos depois de tanto tempo. Quando eu chegar quero fazer tudo que tem direito. Quero dançar com os gays na Zig, visitar a casa da Vita e conhecer a Patixa, alguém tem o telefone dela? Vejo vocês em dezembro! 🇧🇷
A vontade de Lily em conhecer Patixa mostra a força do nome da influenciadora digital, que possui mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e é uma das personagens consideradas das mais carismáticas da internet, além de ser considerada símbolo de irreverência, representatividade e superação.
Lily Allen será uma das atrações principais do Primavera Sound São Paulo 2026, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. De acordo com o cartaz do festival, a cantora levará ao palco os principais sucessos do álbum ‘West End Girl‘, o mais recente lançado pela artista.
Patixa Teló é uma mulher trans natural de Juruti, município do Pará. Última de cinco filhos de sua mãe, a dona Iraci, é a única com uma condição especial: tem Síndrome de Down.
Patixa Teló, em visita especial na casa do Big Brother Brasil 2026. Foto: Gshow
E o que poderia ser um fator de dificuldade acabou se tornando um símbolo de inclusão e representatividade. Para ajudar no sustento da casa, Patixa começou a trabalhar em lojas do Centro de Manaus, como um tipo de anunciante.
Com um jeito espontâneo e divertido, ela chamava a atenção do público e atraía clientes para a loja, demonstrando ali as suas primeiras habilidades para influenciar pessoas.
Sua atuação no comércio popular na capital amazonense acabou chegando nas redes sociais. Diversos vídeos da celebridade começaram a viralizar nas plataformas digitais. Sua desenvoltura com o público e a forma divertida de se relacionar com as pessoas acabou virando uma marca registrada nas redes sociais, o que contribuiu para que sua imagem começasse a ser uma das mais conhecidas do Amazonas.
Representatividade
O crescimento das postagens rapidamente levou a influenciadora a se reconhecida por onde passava. Pedidos de fotos e interações com o povo manauara começaram a fazer parte da rotina dela, que cada vez mais ganhava notoriedade no cenário local. Influenciadores, famosos e até personalidades políticas começaram a reconhecer Patixa como uma figura que representa o Norte do Brasil.
A fama de Patixa Teló também carrega a promoção pela inclusão e diversidade de gênero, por ter se declarado transexual. Seus seguidores, inclusive, o consideram como a primeira “transdown” do país a alcançar grande notoriedade digital. A visibilidade de Patixa também reforça o combate ao preconceito, a quebra de estereótipos e a celebração da diversidade no país.
A Fundação Rede Amazônica (FRAM) prorrogou até o dia 17 de maio as inscrições para o concurso literário Conta Um Conto 2026, iniciativa que incentiva a leitura, a escrita criativa e a reflexão de crianças e adolescentes sobre os desafios, saberes e potencialidades da Amazônia contemporânea.
Voltado para estudantes de 11 a 17 anos, regularmente matriculados no Ensino Fundamental e Ensino Médio, o concurso deste ano propõe o tema “O conto, a Amazônia e a Agenda 2030”, estimulando os participantes a desenvolverem narrativas alinhadas às discussões sobre sustentabilidade, desenvolvimento regional e preservação ambiental.
Os contos devem ser manuscritos, com extensão entre 30 e 60 linhas, e não podem conter identificação no texto. As inscrições e o envio dos documentos devem ser realizados exclusivamente pelo site oficial do concurso, por meio do endereço www.inscricoes.fram.org.br.
A premiação contempla estudantes do Amazonas e dos demais estados participantes da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará. Serão selecionados vencedores nas categorias Ensino Fundamental e Ensino Médio, que receberão tablets como premiação.
A Fundação Rede Amazônica reforça que a inscrição somente será validada mediante envio do Termo de Autorização devidamente assinado pelo responsável legal do participante. O regulamento completo está disponível no site oficial do concurso.
Mais do que estimular a produção literária, o Conta Um Conto busca fortalecer o protagonismo juvenil e ampliar o debate sobre o futuro da Amazônia a partir do olhar das novas gerações.
O Conta Um Conto é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Colégio Lato Sensu Manaus e MSP Estúdios.
O trabalho continua presente em regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso do estado. Foto: Reprodução/Rede Amazônia AP
Em comunidades afastadas do Amapá, onde o acesso a hospitais e postos de saúde ainda é limitado, parteiras tradicionais seguem exercendo um papel essencial no acompanhamento de gestantes e na realização de partos. O trabalho continua presente em regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso do estado.
Além de ajudar no nascimento dos bebês, essas mulheres acompanham a gravidez, orientam mães e apoiam famílias que vivem longe dos centros urbanos.
Em Mazagão, Emília Belo atua como parteira há mais de 60 anos. O primeiro parto que realizou foi ainda na juventude, quando precisou ajudar a própria irmã.
“Deu a dor da minha irmã. Estávamos na festa de São Raimundo. Aí viemos para casa e nosso pai mandou nossos dois irmãos buscar a parteira que morava muito longe. Era horas longe de remo. Aí pela demora o bebê nasceu e foi o jeito eu pegar. Não cortei o umbigo porque eu não estava habilitada. Já tinha visto minha mãe fazer, mas fiquei com medo”, contou.
De acordo com a Rede de Parteiras do Amapá, cerca de 800 mulheres atuam atualmente na atividade. Para Maria Luiza Dias, presidente da associação, o trabalho delas continua indispensável em áreas sem atendimento regular de saúde.
“A parteira é muito importante onde não há médicos, enfermeiros ou agentes de saúde. Elas estão lá para ajudar essas mães em todos os momentos. Tanto na hora do pré-natal, no nascimento e em outros dias”, afirmou.
Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá. Foto: Reprodução/Rede Amazônia AP
Parteiras representam perseverança amazônica
Em algumas comunidades, a distância até a capital pode levar horas. No Lago de Ajuruxi, em Mazagão, a viagem até Macapá dura cerca de oito horas. É lá que Rute Almeida acompanha grávidas e atende famílias.
“Isso aí eu faço com todo o prazer e amor. São vidas, tanto da mãe quanto do bebê. Você ajuda essa vida continuar no mundo. Acontece de manter viva a história de uma família. É um prazer trabalhar com isso”, disse.
Na capital, parteiras também acompanham mulheres que optam pelo parto em casa. É o caso de Guimar Sarges, que buscou conhecimentos tradicionais ligados ao parto humanizado e atuou por anos em comunidades do arquipélago do Bailique.
“O principal desafio lá no Bailique é em termos de logística. Dependemos de barco e maré. É longe, precisamos pegar helicóptero ou ambulancha. Por isso as parteiras estão ali para ajudar essa mulher que está prestes a ter um bebê. A sensação de ver um bebê nascendo é uma das coisas mais lindas que vemos. É satisfatório. É maravilhoso”, afirmou.
Conhecido como ‘Homem-Peixe’ ou ‘Super-H’, ativista ambiental fez percurso de Tabatinga até Manaus. Foto: Reprodução/Instagram-Wilberhonorio
Depois de nadar mais de cinco mil quilômetros pelos rios da Amazônia, o ativista ambiental colombiano Wilber Honorio Muñoz chegou neste domingo (10) em Manaus (AM), após realizar uma travessia a nado que começou em Tabatinga e terminou na capital amazonense. Conhecido mundialmente como ‘Homem-Peixe‘ ou ‘Super-H’, o colombiano mergulhou nas águas amazônicas para chamar atenção sobre a importância e preservação dos rios da região amazônica.
A recepção de Wilber foi acompanhada por autoridades políticas, moradores e apoiadores ligados à causa ambiental. Em sua chegada, o ativista pediu mais consciência da população para evitar jogar lixo plástico nos rios e destacou a importância da educação ambiental para as crianças.
Homem-Peixe chegando em Manaus. Foto: Prefeitura de Manaus
“É muito importante que a gente volte a cuidar do rio. O lixo plástico é uma bandeira que eu venho trabalhando há anos nadando em rios e chamando atenção. A gente precisa ter mais consciência no coração e na mente para não atirar lixo no rio. Sou também a favor que as crianças, as gerações futuras, que podem salvar o mundo e precisamos educá-las”, afirmou Honorio.
Munõz também expressou seu amor pela natação e afirmou que nadar nos rios representa uma conexão do homem com a natureza.
“Sou apaixonado ela natação, sou nadador desde pequeno, fui criado nos campos da Colômbia e hoje é um dia especial. Vim nadando desde o Peru, sempre quis nadar no Rio Amazonas porque é o maior do mundo. E nadar no rio representa algo muito especial porque mostra a conexão do homem com a natureza. Muitas pessoas pensam que vai aparecer um jacaré, um sucuri ou uma piranha que pode acabar contigo, quando realmente o que existe é uma falta de conexão com a natureza”, frisou o Homem-Peixe.
A jornada teve início em Tabatinga, município amazonense localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, ao lado da cidade colombiana de Letícia. Desde então, o ativista percorreu o rio Solimões, passando por municípios do Alto Solimões até chegar à região metropolitana de Manaus, vindo do município de Manacapuru, onde finalizou o último trecho iniciado na comunidade Paracuuba e até Manaus, no Mirante Lúcia Almeida, no centro da capital amazonense.
Formado em Educação Física e triatleta, Wilber já pratica travessias extremas em rios desde 2010, quando nadou cerca de 1,6 mil quilômetros pelo Rio Magdalena, na Colômbia.
Já para a nova experiência, o ‘Homem-Peixe’ se submeteu, durante dois anos, a jornadas diárias de até oito horas de natação, além de rotinas de fortalecimento físico, suplementação nutricional e técnicas de recuperação muscular.
Homem-Peixe segurando a bandeira do Amazonas. Foto: Acervo pessoal/Wilber Honorio
Em seu perfil no Instagram, Honorio relata alguns cenários enfrentados durante a travessia realizada e destaca alguns números como:
5 mil quilômetros percorridos na Amazônia,
mais de 15 tempestades superadas em meio ao rio, inclusive com descargas elétricas em pleno nado,
além de problemas como infecções nos olhos, ouvidos, pele e pés devido à presença nas águas, clima e intensidade do rio.
A Central Única das Favelas do Amazonas (CUFA Amazonas) anuncia a abertura oficial das inscrições para a Expo Favela Innovation 2026. A feira será realizada nos dias 18 e 19 de setembro e é considerada uma das maiores feiras de empreendedorismo de favelas do Brasil. O objetivo é conectar empreendedores das periferias a investidores, aceleradoras e grandes empresas, fortalecendo ideias inovadoras que nascem dentro das comunidades.
Empreendedores de diversas áreas podem se cadastrar para apresentar ideias, produtos ou serviços e disputar uma vaga na etapa nacional do evento. Os interessados devem enviar realizar o preenchimento de dados no FORMULÁRIO ONLINE. Em caso de dúvidas: (92) 98224-9702.
“Se você é empreendedor da favela, da periferia, e tem um negócio ou uma ideia inovadora, essa é a oportunidade. A Expo Favela Innovation é uma porta que se abre para o Brasil enxergar o que a gente constrói aqui. Participem da seletiva, se inscrevam e venham mostrar a potência do nosso território”, convida Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.
A Expo Favela Innovation é um espaço de visibilidade, oportunidades e transformação social, reunindo startups, negócios sociais, cultura e inovação em um só lugar. Mais do que uma feira, o evento é uma vitrine potente para talentos que, muitas vezes, não encontram espaço nos circuitos tradicionais do empreendedorismo.
“Nos últimos anos, o Amazonas tem se destacado nacionalmente ao levar empreendedores da periferia para a etapa em São Paulo. Esses talentos tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos para grandes investidores e disputar aportes financeiros, ampliando o alcance e o impacto de suas iniciativas. Isso mostra a força e o potencial que temos no nosso estado”, destaca Alexey Ribeiro, presidente da CUFA Amazonas.
Para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais a participação de negócios inovadores da região Norte, fortalecendo o ecossistema empreendedor nas periferias e promovendo desenvolvimento econômico com impacto social.
As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 21 de maio na página oficial do concurso. Composição: Divulgação/Secom PR
Com categorias voltadas à comunicação indígena e à comunicação de comunidades tradicionais, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação busca ampliar a participação de iniciativas produzidas por comunidades indígenas e tradicionais. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 21 de maio na página oficialdo concurso.
O edital prevê o reconhecimento no valor total de R$300 mil distribuídos entre as seis categorias. Os selecionados em primeiro lugar receberão R$30 mil; os segundos colocados, R$15 mil; e os terceiros, R$5 mil.
As cinco melhores iniciativas de cada modalidade receberão um troféu e terão os custos de deslocamento e hospedagem garantidos para participar da cerimônia.
As inscrições podem ser escritas ou feitas de forma oral, por meio de arquivos de áudio ou vídeo. Os diferentes formatos ajudam a ampliar a participação e respeitam a diversidade de linguagens e tradições da oralidade. Podem participar pessoas maiores de 18 anos, entre elas jornalistas, comunicadores populares, fotógrafos, videomakers, artistas, educadores, pesquisadores e coletivos.
O objetivo é fortalecer a liberdade de expressão e incentivar a produção de conteúdos jornalísticos de interesse público sobre defesa do meio ambiente, direitos humanos e culturas tradicionais.
Além das das categorias comunicação de comunidades indígenas e a de comunidades tradicionais, o concurso contempla outras quatro: Reportagem em Texto, Reportagem Audiovisual, Fotojornalismo e Artes Visuais e Educação Midiática.
Fotos: Divulgação
Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira
O concurso busca transformar o legado das trajetórias do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira em incentivo aos que atuam na proteção da Amazônia, dos povos indígenas e no enfrentamento à desinformação.
A seleção é coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi), em parceria com os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Também, conta com o apoio de recursos do Fundo de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
*O texto foi publicado originalmente na página da assesoria de comunicação da Secretaria de Comnunicação Social do Governo Federal
Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com
Na segunda-feira, 4, a Embrapa Amazônia Ocidental recebeu um grupo de empresários do setor primário, à frente o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas, Muni Lourenço Filho, para conhecer o projeto Pesquisa & Desenvolvimento para Produção Intensivo e Sustentável de Óleo de Pau-Rosa (Aniba rosaeodora), liderado pelo pesquisador Edson Barcelos desde 2024.
A FAEA pretende, com apoio da Embrapa, fundamentar a realização de eventos ampliados para levar esse conhecimento a um número ainda maior de produtores interessados em voltar a produzir a essência. Árvore nativa da Amazônia, historicamente explorada de forma predatória, é valorizada principalmente por seu óleo essencial rico em linalol, amplamente utilizado na perfumaria de luxo (como fixador, famoso no Chanel Nº 5) e na cosmética. Suas propriedades incluem ação anti-inflamatória, cicatrizante, regeneradora de tecidos, antisséptica e calmante, sendo útil no tratamento de feridas e cuidados da pele.
A espécie, um dos sustentáculos da economia amazonense no ciclo do Extrativismo (1912 – 1967) teve sua produção drasticamente reduzida de 500 toneladas por ano até a década de 1970 para apenas 1.480 quilos em 2021. Objetivando superar entraves e impulsionar nova arrancada em relação ao cultivo comercial, o projeto tem como foco a seleção de matrizes de alta qualidade, o desenvolvimento e validação de protocolos de clonagem por estaquia, definição de práticas agronômicas para redução de perdas no plantio e maior uniformidade nos cultivos. Nesse sentido, está sendo estabelecida uma coleção de trabalho, com materiais genéticos de diversas procedências, de forma a oferecer uma ampla base genética para apoiar atividades de seleção e melhoramento da espécie.
Segundo Barcelos, a pesquisa parte de uma população inicial de 80 árvores-matrizes localizadas na propriedade da empresa parceira da Embrapa, Litiara/Agroflora, em Rio Preto da Eva (AM). Entre essas, foram escolhidas, inicialmente, as 10 com maior vigor e teor de óleo na biomassa superior a 1,5%, reproduzidas por sementes.
Pesquisas objetivam superar entraves e impulsionar nova arrancada em relação ao cultivo comercial de pau-rosa. Foto: Lúcio Cavalcanti/Embrapa
Em novembro de 2025, foi iniciada a retirada dos galhos dessas plantas para a produção dos clones, por enraizamento de miniestacas (processo que usa pequenos pedaços de plantas (miniestacas) para que criem raízes e se desenvolvam em novas mudas idênticas à planta mãe). A reprodução do pau-rosa vem também sendo estudada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), mas em ambiente laboratorial, por enquanto sem escala comercial.
Ainda serão avaliados diversos parâmetros agronômicos para consolidar um sistema de produção robusto e sustentável, tais como: época ideal e altura da poda, espaçamento entre plantas, tipos e doses de adubação e estratégias para controle de pragas e doenças. Para plantar cinco hectares, são necessárias cinco mil mudas.
Mas não há sementes suficientes e, quando há, o material genético é muito heterogêneo e não garante produção de mudas de qualidade. Por outro lado, plantios diretos realizados a partir de sementes apresentam alta taxa de mortalidade — entre 70% e 90% — além de grande variabilidade genética, comprometendo a uniformidade das plantas e o teor de óleo, que pode variar de 0,5% a 2,0%.
Repetindo idêntica combinação de fatores técnicos, ecológicos e logísticos que determinaram a derrocada da produção extrativa da borracha na Amazônia, Edson Barcelos observa que, durante décadas, o pau-rosa foi igualmente explorado sem um sistema tecnológico de produção específico e preocupação com o futuro da atividade. As árvores, cortadas rente ao solo não permitiam replantios e manejo adequado. Após sua inclusão na lista de espécies ameaçadas de extinção, a prática foi proibida. No entanto, sem tecnologia adequada ao cultivo comercial, a área plantada de pau rosa, concentrada nos municípios amazonenses de Maués, Novo Aripuanã e Itacoatiara, hoje não ultrapassa 50 hectares, ressalta.
Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
Formação em turismo de observação de aves em comunidades maranhenses. Foto: Reprodução/UFMA
Com olhar focado na observação técnica de aves da fauna maranhense, a quinta edição do evento ‘De Grão em Grão: a construção do turismo de base comunitária no Maranhão‘ capacitou moradores e acadêmicos do curso de Turismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)para a prática da observação de aves. A estratégia visa valorizar a biodiversidade local e garantir a conservação ambiental, geração de renda, valorização do território e fortalecer o Turismo de Base Comunitária (TBC) local.
Realizado de 1º a 3 de maio, na Escola Municipal Joaquim Alves Mendonça, na Comunidade Santa Clara, situada na RESEX Baía do Tubarão, no município de Humberto de Campos (MA), a iniciativa foi promovida pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo (NPDTUR/UFMA) e pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Turismo e Desenvolvimento Comunitário.
Teve apoio da comunidade Santa Clara, do ICMBio NGI SLZ, da Secretaria Municipal de Turismo de Humberto de Campos (SEMTUR), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), por meio do projeto Bora Passarinhar, da Casa Ingapura (Barreirinhas), do Clube de Observadores de Aves de Itaituba e do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) – Regional Maranhão.
Formação em turismo de observação de aves em comunidades maranhenses. Foto: Reprodução/UFMA
Cinquenta espécies de aves avistadas – Esta edição contou com a participação de 43 pessoas, entre comunitários, a exemplo de marisqueiras, artesãs, empreendedores, pesquisadores, estudantes, professores e técnicos, e possibilitou a troca de conhecimento técnico e tradicional. Nos três dias de prática foram registradas em torno de 50 espécies de aves em apenas uma passarinhada e durante as observações ocasionais, desenvolvidas durante a oficina.
Para a coordenadora do evento, professora Mônica de Nazaré Araújo, “além de capacitar os participantes para a importância da conservação da avifauna, com esta ação a UFMA estimula ainda a estruturação da observação de aves como produto de ecoturismo, desenvolve competências para a condução de atividades de birdwatching com foco na interpretação ambiental e hospitalidade comunitária, tema este que foi desenvolvimento pelo professor e coordenador do curso de Turismo, Davi Andrade”, afirmou a pesquisadora.
Formação em turismo de observação de aves em comunidades maranhenses. Foto: Reprodução/UFMA
Segundo Fátima Costa, coordenadora do Clube de Observadores de Aves do Pará, “a Avifauna é um segmento do ecoturismo que mais cresce no país e possibilita a inserção de profissionais nesse mercado, desde que estejam preparados para desenvolver esta atividade que requer muita especialidade e compromisso com o ambiente”, finalizou a coordenadora.
Para o discente do 2º período do curso de Turismo, Jonas Silva de Pinho Campos, participar do De Grão em Grão foi uma experiência ímpar que contribuiu de maneira significativa para a sua formação profissional em turismo.
“Foi um espaço de diálogo para o fomento do turismo de base comunitária e mais a oficina de observação de aves. Uma oportunidade única de vivenciar atividade teórica, observação de aves presentes na região, realização de trilha, como também o avistamento da revoada dos Guarás. São atividades que muitos contribuíram para a identificação dos potenciais que podem ser utilizados na atividade eco turística conduzida pelos próprios comunitários”, concluiu o aluno.
Formação em turismo de observação de aves em comunidades maranhenses. Foto: Reprodução/UFMA
Integrante do Conselho Pastoral dos Pescadores – Regional Maranhão, Denyse Nunes, destaque que a formação marcou um importante ponto de partida para despertar, na comunidade, o fortalecimento da economia local via turismo de base comunitária (TBC), priorizando a garantia dos modos de vidas tradicionais e a observação de aves. “Contribui ainda para a conservação do território, fortalecendo o protagonismo dos territórios pesqueiros”, observou a participante.
A marisqueira Neurilene Ramos gostou muito do evento. “A oficina Capacitação em técnicas, potenciais e oportunidades da observação de aves na natureza, ministrada pelo pesquisador Edson Varga Lopes, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e coordenador do projeto Bora Passarinhar, foi excelente para a nossa compreensão sobre as aves aqui em Santa Clara”.
Neurilene Ramos elogiou ainda o curso de avistamento de pássaros e conservação ambiental no povoado.
“Aprendi muito com os professores. Aqui, a gente vive da maré, e sabe que se o mangue tem passarinho, tem vida. O guará, a garça o socó… Tudo está ligado como o caranguejo, o sururu que a gente tira pra viver. Cuidar das aves e cuidar da gente também. Queremos mais cursos para a nossa comunidade aprender e ensinar também”, concluiu.
Durante o evento aconteceu ainda o mapeamento ambiental turístico participativo, sob a perspectiva comunitária e comandado pela equipe do NPDTUR.
O Farol Santander São Paulo inaugurou a exposição‘A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander‘, uma ampla e inédita mostra que reúne um conjunto expressivo de obras cartográficas dos séculos XVI, XVII e XVIII, período conhecido como a era de ouro da cartografia ocidental.
Com curadoria de Helena Severo e Maria Eduarda Marques, organização da Oficina de Arte e produção da AYO Cultural, a exposição ocupa a galeria do andar 24 do icônico edifício e apresenta ao público uma rara oportunidade de percorrer a formação do imaginário sobre o território brasileiro por meio de mapas históricos.
A exposição, apresentada pelo Ministério da Cultura via Lei Rouanet e com patrocínio do Santander Brasil, fica em exibição até o dia 26 de julho de 2026.
O recorte da curadoria tem como eixo central o relevante acervo da Coleção Santander Brasil. Ao todo, são mais de 50 trabalhos — entre mapas, cartas náuticas, vistas e planisférios — que evidenciam a riqueza documental, estética e simbólica da cartografia produzida ao longo de três séculos.
“No Santander, acreditamos que preservar e compartilhar a cultura é ampliar o acesso ao conhecimento e às diferentes formas de compreender a história. Ao compartilhar este acervo, reafirmamos nosso papel como guardião de bens culturais e como ponte entre história, conhecimento e sociedade”, ressalta Bibiana Berg, head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social e Presidente do Santander Cultural.
O percurso da exposição está organizado de forma cronológica e propõe um recorte curatorial centrado na iconografia dos mapas — elemento fundamental para compreender não apenas a evolução técnica da cartografia, mas também as visões de mundo que moldaram essas representações.
Logo na entrada, o público é recebido por uma projeção de um mapa pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional, que antecipa a dimensão histórica e visual da exposição. Ao longo do percurso, elementos expográficos ampliam essa experiência, como cortinas estampadas e uma tapeçaria que reforça o caráter imersivo da mostra.
A exposição reúne obras de alguns dos principais nomes da cartografia ocidental, evidenciando diferentes momentos e abordagens na representação do território brasileiro. Entre eles, destaca-se Joan Blaeu, um dos expoentes da cartografia holandesa e figura central na chamada era de ouro da produção cartográfica europeia, cujos mapas combinam rigor científico e riqueza ornamental. Outro nome fundamental é Nicolas Sansond’Abeville, considerado o pai da cartografia francesa moderna, responsável por consolidar uma linguagem mais racional e politicamente orientada na representação dos territórios.
No contexto da produção ligada ao Brasil holandês, ganha destaque Matthäus Merian, cujas imagens detalhadas de cidades e paisagens brasileiras contribuíram para ampliar o conhecimento visual sobre o território. Já no século XVIII, a presença de Guillaume de l’Isle marca a incorporação de métodos científicos mais rigorosos à cartografia, refletindo os avanços do pensamento iluminista.
A mostra também dialoga com referências pioneiras como Sebastian Münster, cuja obra sintetiza o momento em que fantasia, religiosidade e imaginação ainda moldavam as representações do chamado Novo Mundo.
Outro aspecto que se destaca na exposição é a presença recorrente de referências geográficas explícitas nos títulos das obras, que evidenciam o avanço do conhecimento europeu sobre o território ao longo dos séculos.
Mapas como “Carta particolare dell’ rio d’Amazone con la costa sin al fiume Maranhan” (1661), de Robert Dudley, “Paskaart van Brasil van Rio de los Amazones tot Rio de la Plata” (1666), de Pieter Goos, e “Kaart van der Aller-Heiligen Baay Waar aan de Hoofdstadt legt van Brazil” (séc. XVIII), de Izaak Tirion, revelam a importância dos grandes cursos d’água e do litoral na construção dessas representações.
Também aparecem recortes mais específicos, como em “Provincia di Seará” (1698), de João José de Santa Tereza e Andrea Antonio Orazi, e em vistas e registros de cidades como Olinda e Paraíba, presentes nas obras de Matthäus Merian.
Essas denominações indicam uma mudança significativa na cartografia produzida sobre o Brasil. Se nos primeiros mapas, especialmente do século XVI, predominavam imagens marcadas pelo imaginário e por referências genéricas ao território, ao longo do século XVII e, sobretudo, no século XVIII, observa-se um esforço crescente de identificação e nomeação precisa de regiões, rios, capitanias e cidades.
Esse movimento acompanha o avanço das navegações, o aprofundamento das disputas geopolíticas e a necessidade de domínio territorial, refletindo a transição de uma cartografia mais simbólica para uma representação cada vez mais instrumental e científica.
Os mapas do século XVI revelam um território ainda envolto em mistério e fantasia. Neles, é possível observar a presença de criaturas míticas, monstros marinhos e cenas que misturam relatos de viajantes com tradições medievais, compondo uma visão imaginada e, muitas vezes, exótica do Brasil.
A iconografia inclui representações da fauna, da flora e dos povos originários, além de registros de práticas que despertavam o olhar europeu, como o corte do pau-brasil e rituais considerados “selvagens”.
“Mais do que instrumentos de localização, os mapas apresentados na exposição podem ser compreendidos como construções simbólicas, nas quais estão inscritas as formas de ver e imaginar o mundo naquele período. Eles revelam sensibilidades, crenças e até fantasias que acompanharam a descoberta do chamado Novo Mundo”, afirma Helena Severo.
Já no século XVII, a cartografia passa a refletir maior rigor científico, acompanhando o avanço das navegações e o aprofundamento do conhecimento sobre o território. Esse período é marcado pela intensa produção cartográfica nos Países Baixos, que se tornaram um dos principais centros de impressão da Europa.
A presença holandesa no Brasil impulsionou a criação de mapas mais detalhados e ricos em informações visuais, especialmente durante o governo de Maurício de Nassau, quando artistas e cientistas produziram registros in loco da paisagem, da fauna, da flora e dos aspectos sociais e econômicos da colônia.
No século XVIII, sob a influência do pensamento iluminista, os mapas assumem um caráter ainda mais técnico e preciso. A cartografia passa a incorporar conhecimentos científicos de áreas como astronomia e geodésia, resultando em representações mais sóbrias e voltadas à definição de fronteiras e à gestão territorial.
“Ao longo dos três séculos abordados, é possível perceber uma transformação profunda: saímos de uma cartografia marcada pelo imaginário e pelo encantamento para representações cada vez mais precisas e científicas, acompanhando as mudanças no pensamento europeu”, destaca Maria Eduarda Marques.
Ao evidenciar a transformação dessas representações ao longo do tempo, a exposição A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander propõe uma leitura sensível e histórica da cartografia, destacando sua dimensão artística, científica, filosófica e cultural.
Serviço
Exposição A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander
Local: Farol Santander
Endereço: Rua João Brícola, 24 – Centro, São Paulo
Período: 24 de abril de 2026 a 26 de julho de 2026
Horário de Visitação: terça a domingo / 09h às 20h
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) ** Cliente Santander tem 10% de desconto na compra com cartão do banco
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) participa da III Reunião Anual da Rede Bioamazônia, de 11 a 15 de maio, na cidade colombiana de Letícia, localizada na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru. Com o tema ‘Conflitos e ameaças na Pan-Amazônia: contribuições da ciência para a sustentabilidade do bioma’, o encontro reúne gestores, pesquisadores e especialistas de oito institutos de pesquisa sediados em cinco países. O debate promete ser um avanço na construção de uma agenda de atuação estratégica e comum às instituições envolvidas.
“No Museu Goeldi, a instituição científica mais antiga da Amazônia, transformamos mais de um século e meio de pesquisa em conhecimento sobre a sociobiodiversidade e a geodiversidade, salvaguardando acervos que preservam a memória amazônica. É essa capacidade de unir a ciência, as culturas amazônicas e o compromisso, sobretudo com o desenvolvimento do território, que nós levamos à Rede Bioamazônia”, afirmou o diretor do MPEG, Nilson Gabas Júnior, resumindo a missão e a participação da instituição.
Participam do encontro pelo Museu Goeldi, além do diretor, os pesquisadores Alberto Akama, Marlúcia Bonifácio Martins, Diana Cruz Rodrigues e Sue Anne Regina Ferreira da Costa. Eles integram painéis e grupos de trabalho relacionados aos eixos temáticos da reunião, oferecendo contribuições técnicas.
A reunião
O terceiro encontro da Rede Bioamazônia acontece na sede do Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI. De acordo com os organizadores, esta edição coloca no centro das discussões a contribuição da ciência para compreender e enfrentar as crescentes pressões sobre o bioma, a partir de uma perspectiva regional e colaborativa.
A cidade de Letícia está localizada em um ambiente significativo para o bioma: a bacia do rio Amazonas, um sistema fundamental para a regulação climática global, para a conservação da biodiversidade e para a conectividade ecológica do continente.
A reunião retoma e aprofunda o caminho iniciado no encontro anterior, realizado em Iquitos, no Peru, consolidando um espaço de trabalho entre instituições científicas que compartilham agendas e desafios comuns. Ao longo da semana, além da abordagem técnica dos temas que atravessam a região, a Rede avança em sua agenda interna, revisando progressos, alinhando prioridades e definindo orientações estratégicas para fortalecer a cooperação entre seus membros.
O encontro conta com apoio técnico e financeiro do Programa Amazônia Sempre, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A temática
A Rede Bioamazônia compartilha o entendimento de que a Amazônia atravessa um momento crítico de transformações socioambientais aceleradas, em que a convergência de múltiplas pressões — como o desmatamento, as mudanças climáticas, as atividades extrativistas e a degradação dos ecossistemas — pode levar a limiares ecológicos irreversíveis, a conflitos cada vez mais complexos e até mesmo a impactos em escala global, dada a relevância do ecossistema amazônico.
Por ameaças, a Rede entende aquelas atividades que geram mudanças ambientais negativas nos ecossistemas, seja por meio de processos formais, como a expansão da fronteira agrícola, seja por práticas ilegais, como a mineração informal.
Como conflitos, os membros do grupo compreendem as disputas ativas – frequentemente violentas – entre atores com interesses divergentes sobre o uso, o controle e a proteção dos recursos naturais. Ambas as dimensões se retroalimentam, criando espirais de degradação ambiental e vulnerabilidade social. As ameaças transformam as paisagens; os conflitos reconfiguram os territórios. Essa dupla crise desafia a capacidade de resposta dos Estados e coloca à prova os marcos existentes de governança socioambiental.
Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará, ilustra biodiversidade do bioma amazônico. Foto: Janine Valente/MPEG
Nessa perspectiva, considerando a relevância da ação conjunta e integrada no território para compreender e propor caminhos diante de desafios de alta complexidade, a Rede Bioamazônia escolheu como tema central do encontro e como eixo de seu evento inaugural ‘Conflitos e Ameaças na Pan-Amazônia: contribuições da ciência para a sustentabilidade do bioma’, reunindo diferentes vozes especialistas para compor um panorama amplo dos diversos conflitos e ameaças que afetam a região, abordando aspectos como:
desenvolvimento hidrelétrico na Amazônia e energia limpa,
impactos das mudanças climáticas,
contaminação por mercúrio,
espécies migratórias,
perda de conhecimentos tradicionais,
incêndios e manejo integrado do fogo
e comércio de espécies amazônicas (legal x ilegal).
Cada um dos temas será apresentado por pesquisadores especialistas, durante o painel técnico de inauguração, no qual serão compartilhadas uma visão geral, os principais aspectos e dados-chave que servirão de base para as discussões.
A Rede Bioamazonia
A Rede Bioamazonia é um instrumento regional cuja missão é integrar e fortalecer as capacidades de seus institutos membros, promover a geração e o intercâmbio de conhecimentos sobre a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, bem como o desenvolvimento e a transferência de soluções e tecnologias inovadoras para a bioeconomia amazônica. A Rede é integrada pelos principais institutos de pesquisa e inovação em biodiversidade de cinco países do bioma amazônico: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru, reunindo mais de mil pesquisadores especialistas na região.
Institutos integrantes:
Instituto de Ecologia da Universidade Maior de San Andrés (IE/UMSA) – Bolívia
Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – Brasil
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) – Brasil
Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Brasil
Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt – Colômbia
Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI – Colômbia
Instituto Nacional de Biodiversidade (Inabio) – Equador
Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) – Peru
Painelistas na III Reunião Anual – Rede Bioamazônia
Alberto Akama (Museu Goeldi) – Pesquisador associado e docente do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (PPGBE/MPEG);
David Veintimilla Yanez (Inabio, Equador) – Subdiretor técnico do Inabio;
Diego Inclán (Inabio, Equador) – Diretor-executivo do Inabio e diretor da Rede Bioamazônia;
Henrique Pereira (INPA, Brasil) – Diretor do INPA e vice-presidente da Rede Bioamazônia;
João Valsecchi (Instituto Mamirauá, Brasil) – Diretor-geral;
Jorge Eliécer Arias Rincón (Instituto SINCHI, Colômbia) – Pesquisador associado do Programa Modelos de Funcionamento – Laboratório SIG e SR;
José Manuel Ochoa (Instituto Humboldt, Colômbia) – Gerente do Centro de Estudos Sociológicos e Mudança Global, membro da Diretoria de Conhecimento;
Manuel Martin Brañas (IIAP, Peru) – Diretor de Pesquisa em Sociedades Amazônicas e diretor da Rede Bioamazônia;