Produtor do Amapá transforma caroço de açaí em carvão

Iniciativa reutiliza caroços descartados de forma irregular e reduz a emissão de fumaça em relação ao carvão tradicional.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Um carvão produzido a partir do caroço de açaí está sendo fabricado no Amapá com base no reaproveitamento do resíduo do fruto, comum na região. A proposta é transformar o material descartado em combustível e reduzir a emissão de fumaça em relação ao carvão tradicional.

A ideia surgiu após o empreendedor Edson Marques presenciar um incêndio em um monte de caroços descartados irregularmente e percebeu que o material demorava a queimar.

“Essa demora na queima chamou a atenção porque choveu e, mesmo assim, o fogo não apagou. Então a gente colocou o carvão de açaí em uma máquina e deu firmeza no material”, afirmou.

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Carvão biosustentável é feito com resíduos de açaí. Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Do caroço ao carvão

Com isso, Edson resolveu utilizar o material para a produção de carvão. O processo de produção começa quando os caroços chegam à fábrica e passam por carbonização. Em seguida, o material é triturado até virar pó.

Depois disso, o material é misturado a elementos orgânicos, como água, areia e resíduos de mandioca, formando uma liga natural que dá consistência ao produto e levado para secagem.

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O filho de Edson, Alex Pascoal, também atua na produção do carvão junto com o pai. Segundo ele, o material contribui para a redução da emissão de gases poluentes durante o processo de fabricação.

“Esse carvão é sustentável. Por conta da secagem do material, 80% da fumaça durante a produção é reduzida. Então a gente evita o desmatamento e gases poluentes, transformando um produto que pode ser reaproveitado”, conta.

O empreendimento agora busca expandir a produção e levar o carvão de açaí para outros mercados, inclusive fora do país.

O material é misturado a elementos orgânicos, como água, areia e resíduos de mandioca. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
O material é misturado a elementos orgânicos, como água, areia e resíduos de mandioca. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

*Material publicado originalmente pelo g1 Amapá e Rede Amazônica, com informações de Crystofher Andrade e Mariana Braga

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