Nos 136 anos de Boa Vista, praças, parques e pontos turísticos refletem a história, a identidade e a qualidade de vida que fazem da capital uma cidade para viver e conviver. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
No aniversário de 136 anos de Boa Vista, os espaços públicos revelam uma cidade que escolheu fazer do lazer e da qualidade de vida parte de sua identidade. Praças, parques e pontos turísticos ajudam a contar a história de uma capital que cresce sem abrir mão do convívio entre as pessoas.
No Complexo Ayrton Senna, ao longo do dia, corredores dividem as pistas com ciclistas, famílias aproveitam os espaços interativos e se reúnem nas lanchonetes. Até os animais de estimação são beneficiados. O local conta com uma cabine de hidratação para os frequentadores e seus pets.
Para quem prefere o contato com a natureza, o Parque Ecológico Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, oferece outra experiência. O espaço de proteção e preservação da biodiversidade amazônica convida os visitantes a caminhar ou pedalar por trilhas cercadas pela vegetação nativa. Aberto ao público de terça a sexta-feira, exceto em feriados e pontos facultativos, funciona das 8h às 18h. Aos sábados e domingos, o funcionamento ocorre das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Complexo Ayrton Senna recebeu uma cabine de hidratação. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV
Quando o assunto é contemplação, o Mirante Edileusa Lóz oferece uma vista panorâmica de Boa Vista e do Rio Branco. O cartão-postal permite enxergar a cidade sob outro ângulo. Do alto, é possível perceber como áreas verdes, bairros, avenidas e o Rio Branco se conectam para formar uma cidade que continua crescendo junto com seus moradores.
O observatório tem 120 metros de altura e é o ponto de observação mais alto da capital. A parte superior do mirante possui 250 m² e fica a 93 metros de altura. O local funciona de quarta a domingo, das 15h às 21h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados por meio do site www.miranteedileusaloz.com.br.
Às margens do Rio Branco, a Orla Taumanan, nome que significa “paz” na língua macuxi, traduz o clima encontrado por quem escolhe caminhar pelo espaço, apreciar o pôr do sol ou participar de eventos culturais. A vista para a Ponte dos Macuxi e para a Praia Grande completa um dos cenários mais conhecidos de Boa Vista.
Parque Ecológico Bosque dos Papagaios é uma opção de passeio para a população.Foto: Diane Sampaio/PMBV
Mas talvez nenhuma característica represente tanto Boa Vista quanto suas praças. São 74 espaços espalhados pelos bairros. Foi em um ambiente como esse que a paulista Maria José de Sousa Salles se encantou durante sua visita à cidade.
“Boa Vista é bonita e limpa. Aqui é totalmente diferente de São Paulo. Posso vir com toda a família tranquilamente, me sentar numa praça, fazer um lanche e conversar. Ver pessoas fazendo piquenique é algo muito difícil de encontrar em uma cidade grande”, conta.
Na Praça Jorge Manoel da Silva, conhecida como “Mirandinha” e localizada no bairro Caçari, Jaqueline Teixeira também reuniu a família para celebrar o aniversário da mãe. “Trouxemos uma canga, um lanche e fizemos um piquenique. É uma praça segura, agradável, bonita e sempre cheia de famílias. A gente se sente muito à vontade para comemorar momentos especiais aqui”, disse.
Complexo da Primeira Infância Missionária Pauline Suellen da Silva Andrade.Foto: Rebeca Lima/PMBV
O investimento em espaços públicos também alcança a infância. Inaugurado neste ano, o Complexo da Primeira Infância Missionária Pauline Suellen da Silva Andrade integra educação, lazer e sustentabilidade ambiental em um único ambiente, reunindo escola, jardim filtrante e praça, fortalecendo uma política pública voltada ao desenvolvimento das crianças desde os primeiros anos de vida.
A promoção da qualidade de vida continua com a Academia Aberta, projeto que oferece aulas gratuitas em diferentes praças da cidade. A iniciativa incentiva a prática regular de atividades físicas e transforma os espaços públicos em ambientes de convivência e cuidado com a saúde.
Já a Praça de Eventos Aderval da Rocha Pereira demonstra como esses locais também fortalecem a cultura. Ao longo do ano, recebe apresentações e grandes eventos, como o tradicional Natal da Paz, reunindo milhares de pessoas em celebrações que movimentam a economia, o turismo e a vida cultural da capital.
“São nesses lugares que a cidade acontece todos os dias. E talvez seja justamente esse o maior presente de Boa Vista para quem vive aqui: oferecer espaços que aproximam pessoas, valorizam a natureza e fazem da convivência uma das marcas mais fortes da capital roraimense”, destacou o secretário municipal de Conservação Pública, Lindonir Barreto.
Primeira fase ocorre entre os bairros Aeroporto e Jardim Floresta. Foto: Will Manauima/PMBV
A gestão municipal segue avançando com as obras de duplicação da Avenida Venezuela. Agora inicia uma das etapas mais aguardadas do projeto: a implantação da pavimentação asfáltica no novo trecho da via.
Nesta fase, está sendo executado 1,1 quilômetro de asfalto entre a Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes no trecho que vai do semáforo do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), até a Rua Sargento Azevedo, entre os bairros Aeroporto e Jardim Floresta.
A obra inclui a construção de calçadas, implantação de meio-fio e sinalização. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Inicialmente, foi implantado cerca de um quilômetro de sistema de drenagem, seguido dos serviços de terraplenagem. Após a conclusão do asfaltamento, a obra seguirá com os serviços de urbanização, incluindo a construção de calçadas, implantação de meio-fio e sinalização, garantindo mais segurança e melhor mobilidade para motoristas e pedestres.
Mais mobilidade e fluidez no trânsito
A segunda etapa prevê a continuidade da via até o Monte das Oliveiras. Foto: Will Manauima/PMBV
A obra é realizada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO), por meio de convênio com o Ministério das Cidades, com recursos provenientes de emenda parlamentar. De acordo com a secretária da SMO, Kaynara Carvalho, trata-se de um investimento estratégico para acompanhar o crescimento urbano de Boa Vista e melhorar a mobilidade em uma das vias mais movimentadas da capital.
“Essa é uma obra extremamente importante para Boa Vista, porque a Avenida Venezuela é um dos principais corredores viários da cidade e recebe um grande volume de veículos diariamente. A duplicação vai proporcionar mais fluidez ao trânsito, reduzir congestionamentos, diminuir o tempo de deslocamento e oferecer mais segurança para quem utiliza a via. Além de ampliar a capacidade da avenida, estamos entregando uma infraestrutura completa, com drenagem, pavimentação, sinalização e acessibilidade, preparada para acompanhar o crescimento da nossa cidade”, disse.
A obra é executada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO). Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Quando concluída, a duplicação beneficiará principalmente moradores dos bairros: Jardim Floresta, Aeroporto, Caranã, Cidade Satélite, Cauamé, Pedra Pintada e Monte Cristo. A segunda etapa da obra prevê a retomada do traçado original da Avenida Venezuela, com a continuidade da via até o Monte das Oliveiras, ampliando ainda mais a integração viária e fortalecendo a infraestrutura urbana da capital.
O quadrinho (HQ) ‘Brega Story‘, criado pelo autor paraense Gidalti Jr. e publicado pela Editora Brasa, ganhará uma adaptação para o audiovisual em formato de série original do Globoplay. A adaptação foi anunciada pelo O Globo. A produção terá oito episódios e as gravações começaram em junho.
Reconhecido nacionalmente, ‘Brega Story’ é vencedor de prêmios como o HQMix e o CCXP Awards, consolidando-se como uma das obras contemporâneas mais relevantes dos quadrinhos brasileiros ao retratar, com humor e crítica social, o universo musical e cultural do brega paraense.
A HQ acompanha a trajetória de Wanderson Jr., músico que ostenta o título de Rei do Brega e precisa se reinventar para manter sua coroa em meio a disputas políticas, negociações com DJs de aparelhagem e rivalidades do cenário artístico.
Para desenvolver a obra, Gidalti Jr. dedicou-se a uma intensa pesquisa gráfico-musical, que resultou em uma narrativa marcada por identidade regional e linguagem autoral.
A série, inspirada no universo do quadrinho, apresentará uma nova perspectiva da história. A trama acompanha Rubi e Lana, duas amigas cantoras que compartilham o sonho de alcançar o estrelato nas concorridas festas de aparelhagem do Pará.
Durante essa jornada, elas se deparam com Wanderson, ex-Rei do Brega, cuja entrada desencadeia uma sequência de trapaças capaz de impactar tanto a ascensão profissional das protagonistas quanto a própria amizade entre elas.
As gravações começaram este mês e tem no elenco nomes como a cantora Zaynara como Rubi, Jesuíta Barbosa como Lana, uma drag queen multiartista, Marcos Palmeira como Wanderson e Jhordan Matheus como Pitchula. Além de Gaby Amarantos, Fafá de Belém, Leonardo Bittencourt, João The Rocha, Gero Camilo, Diana Klauttau, Keila Gentil, Leoci Medeiros e Nanego Lira.
Globoplay mergulha no universo das aparelhagens em nova série ambientada no Pará. Foto: Hilton Naka
Para o autor Gidalti Jr., “a adaptação de Breg Story para o audiovisual é uma dupla vitória da cultura popular, pois apresenta uma história que tem sua gênese nos quadrinhos e explora o universo do Brega, do Tecnobrega e das aparelhagens nessa poderosa mídia brasileira, que é a televisão e o streaming da rede Globo”.
O anúncio reforça a força das produções originadas nos quadrinhos independentes brasileiros e evidencia o protagonismo de narrativas do Norte do país.
Neste sábado (4), a partir das 17h, o Largo de São Sebastião, localizado no Centro de Manaus (AM), recebe uma programação gratuita em celebração à cultura popular amazônica, com destaque para as tradições dos bois-bumbás. A ação faz parte do projeto ‘Vamos Brincar de Boi’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM).
A programação especial será dividida em duas grandes sessões, oferecendo múltiplas oportunidades para o público acompanhar as atrações. O evento começa com a abertura oficial e a primeira sessão cultural do Boizinho dos Curumins da Floresta.
Ao longo do fim de tarde e da noite, o público também poderá acompanhar em momentos distintos a exibição dos vídeos ‘Vozes da Memória Popular’, intercalados com novas apresentações folclóricas no palco. O evento vai até as 20h30, sendo totalmente gratuito e aberto ao público de todas as idades.
A produção exibida possui episódios de um minuto e meio e foi gravada durante a semana do Festival Folclórico de Parintins 2026, reunindo histórias de moradores, torcedores e personagens que mantêm viva a tradição do boi-bumbá, destacando saberes e experiências que atravessam gerações.
Especial ‘Vozes da Cultura’ foi gravado em Parintins, durante o Festival Folclórico. Foto: Divulgação/FRAM
A realização da atividade em Manaus funciona como uma alternativa para quem não pôde viajar até Parintins acompanhar o festival de perto. Com foco especial no público infantil e nas famílias, as apresentações buscam introduzir as novas gerações na cultura dos bois-bumbás de forma leve e interativa, servindo como uma opção de lazer e imersão cultural acessível na capital.
“O projeto foi pensado para aproximar ainda mais o público da riqueza cultural de Parintins. Queremos valorizar as histórias, os saberes e as pessoas que mantêm viva essa manifestação cultural, além de contribuir para a preservação da memory e o fortalecimento da identidade amazônica”, destacou o especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica, Denis Carvalho.
Programação cultural
Sessão 1
17h00 às 17h10 – Abertura do Projeto Vamos Brincar de Boi
17h10 às 17h40 – Apresentação do Boizinho dos Curumins da Floresta
17h40 às 18h00 – Exibição do minidocumentário “Vozes da Memória Popular”
18h00 às 18h30 – Apresentação do Boizinho dos Curumins da Floresta
Sessão 2
18h30 às 19h00 – Apresentação do Boizinho dos Curumins da Floresta
19h00 às 19h30 – Exibição do minidocumentário “Vozes da Memória Popular”
19h30 às 20h20 – Apresentação do Boizinho dos Curumins da Floresta
A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.
O programa ‘Entrevistas’, no canal Amazon Sat, uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica voltada às discussões que ocorrem em Brasília e impactam diretamente a região amazônica, recebe neste episódio a Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça, Marta Machado.
O episódio discute as estratégias do governo federal para o enfrentamento da criminalidade na Amazônia e os desafios de segurança pública em uma das regiões mais complexas do país.
Comandado pelo jornalista Welliton Lopes, o programa aborda temas como o avanço das organizações criminosas nas áreas de fronteira, as políticas de combate ao tráfico de drogas, a integração entre forças de segurança e as ações de prevenção e enfrentamento à violência na região.
Durante a entrevista, Marta Machado fala sobre o cenário atual da criminalidade na Amazônia e as medidas adotadas pelo Ministério da Justiça para fortalecer a atuação do Estado na região.
“A gente assume a gestão com um déficit muito sério de fiscalização, inclusive fiscalização ambiental na região da Amazônia e claro esse déficit de fiscalização foi um dos fatores que propiciou a entrada do crime organizado e a consolidação de algumas rotas ali importantes, principalmente as rotas dos rios amazônicos”, comenta.
“Então, em 2023, em uma ação muito acertada e urgente o Governo retoma as ações na Amazônia, inclusive com a inauguração do CCPI [Centro de Cooperação Policial Internacional], coordenado pela Polícia Federal com representantes de todos os países que compartilham a Amazônia. Então houve um foco muito acertado que já deu muito resultado em termos de situação do desmatamento, de toneladas de apreensão de drogas e agora a gente dá um passo além, integrado com esse programa, com um programa mais completo. Um programa que vê a segurança pública de uma maneiro integrada”, completa.
A secretária Marta Machado falou sobre o trabalho voltado à Amazônia em entrevista ao jornalista Welliton Lopes. Foto: Reprodução/ Amazon Sat
“Território Seguro, Amazônia Soberana”
Durante a entrevista, a secretária também falou sobre o programa “Território Seguro, Amazônia Soberana”, lançado pelo Governo Federal para reforçar o enfrentamento ao crime organizado na Amazônia Legal e nas regiões de fronteira.
A iniciativa reúne ações de inteligência, repressão qualificada, prevenção da violência e promoção de alternativas econômicas sustentáveis, com foco no combate ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e aos crimes correlatos, além da proteção de territórios vulneráveis e comunidades tradicionais.
O programa prevê ainda investimentos em integração das forças de segurança e em políticas de inclusão social e desenvolvimento sustentável na região
“O programa parte de um entendimento para que os esforços da segurança pública sejam sustentáveis no tempo, para quebramos também aquele ciclo de que a polícia age no território, tira de lá mas o crime retorna. Isso é uma dinâmica que infelizmente é muito comum, como Amazônia, muito longíqua, com dificuldades de locomoção, com dificuldades de chegar as política públicas… Então a ideia é quebrar esse ciclo”, explica.
Outro ponto abordado no programa é a importância da cooperação entre os Governos Federal, governos estaduais e municipais para ampliar as ações de segurança pública e enfrentar os desafios impostos pela extensão territorial e pelas características geográficas da Amazônia.
“Esse programa [Território Seguro, Amazônia Soberana] por exemplo, é um programa que está localizado nas fronteiras e fica prestando muita atenção justamente nessa atuação transnacional do crime organizado, das faccções, com muita integração, com cooperação internacional, com cooperação interfederativa”.
Assista ao programa completo:
‘Entrevistas’
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Anel de fumaça no céu em Rondônia. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO
Um círculo de fumaça em formato de anel foi visto no ar durante uma operação da Polícia Federal (PF) de combate à extração ilegal de minério no Rio Madeira em Rondônia. A ação resultou na destruição de 29 dragas, embarcações e motores usados na atividade irregular.
Imagens registradas por pessoas que acompanhavam a operação mostram o momento em que o anel de fumaça se forma próximo à área da ação e ao helicóptero da PF. O fenômeno surgiu a partir de uma fumaça escura.
Para Ariel Adorno, doutor em Física pela Universidade Federal do Ceará, o fenômeno observado é um “vórtice toroidal”, um anel de fumaça em forma de rosca que se forma quando gases saem rapidamente por uma abertura aproximadamente circular.
Mas o que significa um anel de fumaça?
Segundo o especialista, uma explosão gera uma onda de alta pressão, porque libera gases muito quentes e sob grande pressão dentro de um espaço fechado.
“Esses gases precisam sair e escapam por um buraco ou abertura, geralmente com formato parecido com um círculo”, pontuou.
Anel de fumaça no céu em Rondônia. Foto: Reprodução/Rede Amazônia RO
De acordo com ele, quando os gases saem, eles se movem mais rápido no centro e mais devagar nas bordas. Essa diferença faz o ar girar e formar um redemoinho em formato de anel, parecido com os anéis de fumaça que algumas pessoas conseguem fazer.
“Esse anel consegue se deslocar sozinho por alguns segundos, mantendo a forma enquanto avança pelo ar”.
Ainda segundo o especialista, com o tempo o anel perde força, se desfaz e a fumaça se mistura com o ar. A Polícia Federal não informou a causa da formação do anel de fumaça, mas confirmou que as imagens são reais e foram registradas durante a operação.
Migrantes cubanos que utilizam a rota migratória são constantemente vítimas de coiotes. Foto: Divulgação/PRF
Em meio à falta de energia, combustível e até alimentos em Cuba, cidadãos da ilha no Caribe deixam o país em busca de refúgio no Brasil. A principal rota migratória passa pela Guiana e segue até Roraima, ao norte do país. Neste caminho, os cubanos são aliciados e explorados financeiramente por “coiotes”.
Em apenas uma semana, no começo deste mês, 189 cubanos foram resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), número quase duas vezes maior que a soma dos flagrantes dos dois últimos anos. Ao longo do percurso da Guiana ao Brasil, eles cruzam a fronteira entre os dois países em botes, atravessam áreas de mata, enfrentam fome e desidratação, separação de familiares, riscos e exploração financeira.
Eles pagam até US$ 10 mil dólares pela viagem clandestina até Boa Vista – mesmo com a possibilidade de pedir refúgio de forma legal e gratuita. No contexto da migração, “coiote” é o nome dado a pessoas ou grupos que cobram para facilitar a entrada irregular de migrantes em outro país.
Cubanos saem de Havana, em Cuba, até a Guiana. Para chegar ao Brasil, atravessam fronteiras em botes e cruzam áreas de mata. Foto: Reprodução
O resgate crescente de cubanos vítimas de coiotes no Estado acompanha a estatística divulgada nesta semana pelo Ministério da Justiça. Pela primeira vez em uma década, os pedidos de refúgio feitos por cubanos em Roraima superaram os de venezuelano. No entanto, o aumento do fluxo nas rotas expõe a ausência de uma estrutura organizada pelo governo brasileiro para acolhimento, como existe para os venezuelanos.
Para sair de Cuba, o g1 apurou que os cubanos partem de Havana, capital do país, para Georgetown, capital da Guiana. Depois, seguem até Lethem, na fronteira com o Brasil, e fazem em botes a travessia irregular até Bonfim. A desinformação das vítimas é explorada, sendo um dos pilares do esquema dos coiotes, segundo o agente da PRF, Isaías Magalhães. Ele participou da maioria dos resgates de cubanos em Roraima.
“Espalham informações falsas, fazem ameaças e convencem essas pessoas de que precisam realizar uma travessia clandestina”, diz.
Ainda segundo a polícia, o aumento dos resgates destas vítimas de coiotes reflete a combinação entre o aumento da migração cubana e o reforço das fiscalizações na BR-401.
‘Nos abandonaram’, relatam cubanos
Um dos cubanos que recorreu aos coiotes e fez esse trajeto até o Brasil foi Ávila Basulto, de 28 anos. Ele está entre os 189 resgatados entre 8 e 11 de junho. O jovem disse que deixou o país de origem porque, segundo ele, lá ‘não há liberdade’. Como muitos outros migrantes, chegou a Roraima apenas com uma mala pequena e teve que pagar US$ 300 (cerca de R$ 1,5 mil) para sair de Lethem e chegar a Boa Vista, mas foi abandonado na estrada.
“Depois que cruzamos o rio, os responsáveis pela viagem nos dividiram em pequenos grupos e nos colocaram em táxis. Os motoristas fugiam da polícia e, em determinado momento, nos abandonaram”, relatou.
Ponte dos Macuxis é cruzada a pé por cubanos que são abandonados por coiotes pelo caminho. Foto: Fabrício Araújo/Rede Amazônica RR
Basulto conta que não sabia que poderia solicitar refúgio gratuitamente à Polícia Federal, sem precisar recorrer aos coiotes. Embora a migração de cubanos seja possível de forma legal no Brasil, muitos cubanos entram de forma irregular por serem enganados por coiotes. Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) cita que cubanos pagam até US$ 10 mil, o equivalente a mais de R$ 50 mil pelo trajeto.
O professor e pesquisador de Relações Internacionais da Universidade Federal de Roraima (UFRR), João Carlos Jarochinski, avalia que as restrições migratórias em Cuba favorecem a atuação dos coiotes.
“Se compararmos uma viagem regular com uma organizada por coiotes, o custo da travessia irregular costuma ser muito maior. Mesmo assim, essas pessoas conseguem vender esse serviço porque os migrantes têm medo de chegar ao destino e não conseguir entrar no país”, afirma o especialista.
Enquanto em Pacaraima, na principal porta de entrada dos venezuelanos no Brasil, há uma estrutura de atendimento a menos de um quilômetro da fronteira para orientar e regularizar a situação migratória, em Bonfim a entrada dos cubanos é exposta à atuação dos coiotes.
“O Brasil sabe que esse fluxo migratório existe, porque essas pessoas procuram regularização em Boa Vista. No entanto, não há uma estrutura de atendimento mais efetiva”, criticou o pesquisador.
Rota pela Guiana
Em 2026, a PRF resgatou 225 cubanos vítimas dos coiotes em Roraima. O número é mais que o dobro do total registrado em 2024 e 2025, que somam 97 resgates, segundo levantamento da corporação, responsável pela maior parte das ocorrências.
O agente da PRF Isaías Magalhães avalia que Roraima vive uma nova fase migratória. Desde 2015, o estado se tornou a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil. Agora, o aumento da chegada de cubanos pela fronteira com a Guiana desenha uma nova dinâmica migratória.
“Já vimos isso na fronteira com a Venezuela, um fluxo que continua acontecendo até hoje. Agora, também observamos um novo movimento migratório na fronteira com a Guiana [por Bonfim]”, resumiu.
Não há dados públicos que indiquem quantos cubanos permanecem no Brasil após entrar pela fronteira de Roraima. Segundo a Abin, até 2024 o estado era utilizado principalmente como rota de trânsito para o Sul e Sudeste do país, além de Uruguai e Chile. Muitos também tinham os EUA como destino final. O aumento dos pedidos de refúgio de cubanos no Brasil coincide com a política mais restritiva do governo de Donald Trump.
Segundo o governo federal, os pedidos de refúgio não correspondem, necessariamente, ao número de novas chegadas ao país em 2025. Isso porque parte das solicitações pode ter sido feita por cidadãos que ingressaram no Brasil em anos anteriores, mas só formalizaram o pedido de refúgio no ano passado.
Riscos
Migrantes ouvidos pelo g1 relataram que, para sair de Cuba, precisam comprovar às autoridades locais que retornarão ao país. Normalmente, essa exigência é cumprida com a apresentação de uma passagem aérea de volta durante o embarque. Na Guiana, eles podem permanecer legalmente por até 30 dias como turistas.
O pesquisador Jarochinski afirma que diversas nações próximas à Cuba, como os Estados Unidos, adotaram restrições à entrada dessa população. Diante disso, muitos buscam o que ele chama de “destinos possíveis”, como a Guiana. No entanto, mesmo na Guiana, também há restrição de circulação.
O Grupo Rede Amazônica apurou que de Georgetown, os estrangeiros não podem seguir até as regiões de fronteira sem autorização do governo local. É a partir daí que os coiotes agem e levam os migrantes até Lethem.
Os coiotes levam os migrantes até Lethem, cidade guianense que faz fronteira com o Brasil. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR
Lethem é a única cidade da Guiana que faz fronteira com o Brasil. O inglês é o idioma oficial. No comércio, as moedas mais utilizadas são o dólar guianense e o americano. A cidade é separada de Roraima apenas pelo rio Tacutu. Para entrar regularmente no Brasil, viajantes que saem de Lethem, na Guiana, cruzam a ponte sobre o rio. Em seguida, passam pelos postos de fiscalização da Polícia Federal e da Receita, já em território brasileiro.
Na travessia irregular, o percurso é outro. Como a fronteira fecha das 19h às 7h, os coiotes costumam aproveitar a madrugada para transportar os migrantes pelo rio Tacutu. Segundo relatos de cubanos ao g1, as travessias geralmente começam por volta das 23h ou meia-noite. Antes de chegar ao rio, eles seguem por rotas alternativas em áreas de mata no lado guianense. A travessia é feita em botes ou pequenas embarcações e custa cerca de US$ 180 (R$ 920) por pessoa.
Ao chegarem a Bonfim, os grupos são divididos em carros superlotados. Veículos com capacidade para cinco ocupantes transportam entre dez e 15 migrantes em alta velocidade.
“Foi a pior experiência da minha vida”, relatou Evelio Vázquez, de 45 anos, um cubano que criou informalmente uma associação para apoiar os conterrâneos em Boa Vista.
Rio Tacutu divide Lethem, na Guiana, e Bonfim, em Roraima. Migrantes aliciados por coiotes cruzam rio de bote à noite. Foto: Vinícius Assis/Rede Amazônica RR
O mecânico Thomas Joel Franco contou que passou cinco dias praticamente sem comer nem dormir durante a viagem entre Georgetown e o Brasil. “Tomava muito pouca água e comia bolacha para conseguir seguir caminhando, passando por poças d’água, rios e todo tipo de lugar”, disse.
Quando são resgatados pela PRF, muitos migrantes apresentam sinais de desnutrição, desidratação, doenças respiratórias e forte abalo físico e emocional – alguns após semanas de viagem. Entre eles, há idosos, mulheres grávidas e crianças.
Cuba enfrenta uma crise econômica e energética que se agravou nos últimos anos. A escassez de energia compromete o funcionamento de hospitais, provocou o fechamento de escolas e repartições públicas e afeta o turismo.
“O objetivo de quase todo jovem é conseguir sair do país. Você passa até 36 horas sem energia para ter apenas duas horas de luz. Não é uma vida que eu desejaria para ninguém”, explicou Eliezer Pantoja, de 23 anos, que vive em Roraima há 4 meses.
Ávila Basulto e Eliezer Pantoja, cubanos que vivem em Roraima. Foto: Reprodução
Os cubanos vêm sofrendo há meses com apagões extensos — alguns deles em escala nacional, que podem durar cerca de dois dias e deixam a população mais vulnerável, sem internet e acesso à informação. O país é uma ilha e não possui fronteiras terrestres.
Sem acolhida, fluxo cresce sem amparo
Em Pacaraima, o processo de migração de venezuelanos é conduzido pela Operação Acolhida, a força-tarefa do Exército criada em 2018 pelo governo federal, com apoio de organizações internacionais, sendo responsável pelo acolhimento e interiorização de venezuelanos no Brasil.
Em Bonfim, não há nenhum tipo de estrutura com essa finalidade. Após serem resgatados, os cubanos são encaminhados à sede da PF em Boa Vista. Lá, passam por identificação e são multados em R$ 100 por entrada irregular no país. Em seguida, são liberados para permanecer no Brasil ou seguir viagem para outro destino.
Uma força-tarefa, que inclui o Exército Brasileiro, trabalha na acolhida e regularização de venezuelanos em Pacaraima (RR). Foto: Fábio Tito/Rede Amazônica RR
Além disso, na capital Boa Vista funciona o Posto de Recepção, Identificação e Triagem (Pritg), espaço operado pela Operação Acolhida para a regularização migratória de venezuelanos. Atualmente, a estrutura também passou a receber cubanos em busca de atendimento e orientação.
Evelio avalia que a demanda em Bonfim justifica a criação de um espaço para atender os migrantes cubanos. “Precisamos fortalecer nossas organizações para mostrar nossas necessidades e nossa vontade de contribuir com a sociedade brasileira”. Em Roraima há cinco meses, ele criou um grupo no WhatsApp onde compartilha o que aprendeu sobre a migração ao Brasil. “Foi muito frustrante perceber que eu havia sido induzido pelo medo”, afirma.
Hoje, o grupo reúne mais de 380 cubanos, entre interessados em migrar para o Brasil e os que já estão no país.
“Os coiotes dizem que o cubano não pode entrar legalmente no Brasil, que será preso ou deportado. Como chegamos sem conhecer a legislação, acreditamos nessas informações”, afirmou Evelio, que tenta com a iniciativa do grupo online combater a desinformação.
O que diz o governo
Fronteira do Brasil e Guiana. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR
O governo federal informou que os migrantes cubanos que chegam ao Brasil têm acesso às políticas públicas voltadas à promoção de direitos e à integração social. O g1 questionou o governo federal sobre a adoção de medidas para ampliar a assistência aos migrantes e aguardava retorno até a publicação desta reportagem.
Desde o início deste mês, cerca de 60 cubanos – correspondente a 27% dos 225 migrantes cubanos resgatados neste ano – em situação de vulnerabilidade procuraram atendimento no Alojamento de Trânsito da Assistência Social, em Roraima.
O governo da Guiana também foi procurado, por meio do consulado no Brasil, e foi questionado sobre a atuação e repreensão à atuação de coiotes em Lethem. O g1 não obteve retorno.
*Por Nalu Cardoso e Vinícius Assis, da Rede Amazônica RR
Empreendedor cria bebida alcoólica com café Robusta Amazônico. Foto: Reprodução
Um empresário de Alta Floresta do Oeste (RO) decidiu unir café e cerveja em uma mesma bebida. Luciano Duarte desenvolveu a ROBUSTA Waldbier, uma cerveja puro malte que tem café Robusta Amazônico na composição.
Luciano contou que ideia da empresa surgiu em 2016, depois que ele descobriu uma sensibilidade ao milho, ingrediente comum em muitas cervejas tradicionais. A partir dessa limitação, ele passou a produzir suas próprias receitas artesanais, que logo começaram a circular entre conhecidos.
Foto: Reprodução/acervo pessoal
“Cerveja realmente com café rondoniense, da espécie robusta amazônica. O café usado nessa bebida, vem de uma propriedade que era pastagem e foi recuperada, e é gerida por uma mulher”, relatou.
Com identidade ligada à região Norte, o nome Waldbier vem do alemão e significa “Cerveja da Floresta”, referência direta à Amazônia e também a Alta Floresta D’Oeste, onde o projeto começou.
Um dos elementos do projeto é a tokenização, um sistema de registro digital que acompanha o caminho do ingrediente. A proposta permite rastrear a origem do café, desde o cultivo até o uso na produção. A previsão de lançamento também já foi definida.
“A previsão é que, a partir de janeiro de 2027, a Robusta Waldbier esteja disponível ao público juntamente com outras quatro bebidas autorais desenvolvidas pela WaldBier Cervejaria”, disse.
Cerveja também propõe harmonização
A bebida também foi pensada para harmonização gastronômica. Três receitas foram desenvolvidas para acompanhar o perfil da bebida, que combina malte e café robusta amazônico.
Entre as combinações estão pratos com ingredientes regionais, como pirarucu com crosta de castanhas, pintado na brasa com redução da própria bebida e maminha cozida lentamente com ela.
“Nosso portfólio foi planejado para atender diferentes perfis de consumidores, desde bebidas leves para o dia a dia, como a futura Walda Pilsner, até bebidas premium e autorais destinadas a ocasiões especiais”.
Equipe liderada pelo pesquisador Elissandro Fonseca busca entender fatores naturais e atividades humanas como vetores para a contaminação nas águas do rio Negro. Foto: Divulgação/Ufopa
Um estudo liderado pelo pesquisador Elissandro Fonseca dos Banhos, doutor em Biotecnologia e Biodiversidade e servidor técnico de laboratório da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), buscou entender como fatores naturais e atividades humanas influenciam a distribuição de elementos potencialmente tóxicos (potentially toxic elements – PTEs) nas águas do rio Negro, um dos mais importantes sistemas hidrográficos da Amazônia e do planeta.
A pesquisa representa uma importante contribuição para o avanço do conhecimento sobre a qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos amazônicos e resultou em artigo científico publicado na revista internacional Scientific Reports, do grupo Nature.
O estudo investigou como a sazonalidade dos rios e as atividades humanas influenciam a composição geoquímica das águas na região de Manaus. O estudo envolveu campanhas de campo em 60 pontos de amostragem distribuídos ao longo do rio Negro, realizadas em diferentes períodos hidrológicos entre 2023 e 2024.
A análise dos dados foi conduzida com protocolos reconhecidos internacionalmente e técnicas estatísticas avançadas, permitindo identificar padrões espaciais e temporais na distribuição dos elementos químicos presentes nas águas.
Os resultados demonstraram que a composição química das águas sofre alterações significativas ao longo do ciclo sazonal amazônico e evidenciaram que a presença desses elementos está associada à interação entre processos naturais e impactos decorrentes da urbanização, aporte de matéria orgânica, ocupação territorial, atividades agrícolas e descargas industriais. As análises indicam que a qualidade da água em ambientes amazônicos é resultado de processos complexos e altamente dinâmicos.
Entre os principais diferenciais do estudo está sua abordagem integrada, combinando monitoramento ambiental em larga escala, análises laboratoriais de alta precisão e interpretação ecológica aplicada a um contexto regional de elevada sensibilidade ambiental. Os resultados produzidos oferecem subsídios relevantes para programas de monitoramento, gestão de recursos hídricos e formulação de políticas públicas voltadas à conservação ambiental.
A pesquisa continuará em outros rios da Amazônia, como o Madeira e o Tapajós, a partir de 2027. Segundo o pesquisador, o objetivo é ampliar o monitoramento da qualidade das águas dos principais rios da região.
Os estudos são feitos pelo Grupo de Pesquisa em Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), integrado pelo doutor Elissandro Banhos, do Laboratório de Ensino de Biologia do Programa de Ciências Naturais (PCNAT), ligado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced) da Ufopa, e por pesquisadores dos laboratórios de análises químicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Designer rondoniense Thaíse Campello viralizou com corsets da Copa usados por famosos. Foto: Reprodução
A designer de moda rondoniense Thaíse Campello viralizou nas redes sociais após criar corsets temáticos da Copa do Mundo, feitos à mão em Porto Velho e usados por famosas como Lexa, Duda Freire e Diego Martins. Thaíse começou a desenvolver os corsets especialmente para o período da Copa do Mundo, em novembro de 2025. Segundo ela, todo o processo criativo foi feito diretamente no manequim, sem a etapa de desenho no papel.
“Fiz várias pesquisas, comprei um curso de macramê e a partir disso criei o primeiro design, não cheguei a fazer o desenho dessas peças, fui montando diretamente no manequim”, disse.
Ela contou que, depois que as peças ficaram prontas, começou a divulgar o trabalho nas redes sociais. Um dos vídeos acabou viralizando e, a partir daí, os pedidos aumentaram rapidamente.
Lexa, Duda Freire e Diego Martins usaram os corsets feitos pela designer Thaíse — Foto: Reprodução/redes sociais
“Eu sempre usei as redes sociais pra trabalho, mas nunca tinha viralizado nada, tudo começou depois que um reels viralizou, algumas blogueiras de moda começaram a citar minha marca como opção pra comprar roupas da copa”, revelou.
Com a repercussão, Thaíse afirma que passou a receber encomendas de influenciadoras e artistas de diferentes lugares do país. Entre elas estão Lexa, Boca Rosa, Menina Veneno, Jaquelline, Nah Cardoso, Karoline Lima, Adriane Galisteu, Camila Loures e também Diego Martins.
A cantora Lexa e a influenciadora Duda Freire chegaram a postar fotos usando o corset durante a torcida pelo Brasil. Já Diego Martins, conhecido pelo hit “Tatuagem”, usou o look em um videoclipe.
Segundo Thaíse, as peças ultrapassaram as fronteiras do Brasil e também foram enviadas para outros países. “Tudo é feito aqui! Enviamos pra todo estado brasileiro e tivemos internacional também: Lisboa, Holanda, Miami e Texas”, afirmou.