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Estudo mostra que café robusta de Rondônia captura mais carbono do que emite

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Foto: Janderson Dalazen

O café robusta produzido na região das “Matas de Rondônia” sequestra 2,3 vezes mais carbono da atmosfera do que emite durante o cultivo. A conclusão é de um estudo realizado pela Embrapa em 2024 e divulgado neste ano.

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As Matas de Rondônia são uma área de Indicação Geográfica que reúne 15 municípios produtores, como Cacoal, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. A região concentra mais da metade da produção do estado.

A pesquisa analisou 250 propriedades que cultivam o café robusta em Rondônia. Foi descoberto que cada hectare emite, em média, 2,9 mil quilos de gás carbônico (CO₂) por ano. Por outro lado, essas mesmas lavouras conseguem “puxar” da atmosfera cerca de 6,8 mil quilos de CO₂ por hectare, guardando esse carbono dentro das plantas. Ou seja, elas retiram mais do que emitem.

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No fim das contas, segundo a pesquisa, cada hectare de café robusta deixa um saldo positivo de 3,8 mil quilos de carbono por ano.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Enrique Anastácio Alves, práticas sustentáveis trazem benefícios não só para o meio ambiente, mas também para a qualidade da lavoura.

“Cobertura verde, manejo adequado e sistemas arborizados ajudam a criar um microclima positivo, reduzem o estresse das plantas, conservam água, aumentam a matéria orgânica e favorecem a ciclagem de nutrientes”, explica.

Além disso, o pesquisador ressalta que, embora o carbono capturado retorne à atmosfera quando a planta morre ou é cortada, as plantas envelhecidas podem ser utilizadas como lenha na torra do café. Isso substitui combustíveis fósseis e contribui para manter um balanço positivo de carbono.

O biólogo Marcelo Ferronato, presidente da ONG Ecoporé, destaca que, mesmo sequestrando menos carbono do que uma floresta nativa madura, o café robusta amazônico ainda representa um avanço importante para a sustentabilidade agrícola.

“Um hectare de café sequestra cerca de 6,8 toneladas de CO₂ por ano, enquanto uma floresta madura pode absorver mais de 10 toneladas. Mesmo assim, o café já compensa as emissões de três carros de passeio rodando durante um ano e aproxima a produção agrícola de um modelo mais sustentável”, afirma

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café robusta em rondônia
Foto: Armando Júnior

Mas como é realizado o cálculo do sequestro de Carbono?

Uma calculadora desenvolvida a partir de pesquisas realizadas nas lavouras da região das “Matas de Rondônia” permite medir o balanço de carbono na produção.

Enrique Anastasio, pesquisador da Embrapa, explica que o aplicativo foi criado com base em análises feitas em 150 plantas, cujas raízes, troncos e folhas foram avaliados quanto ao conteúdo de carbono. A partir desses dados, foi estabelecida a média de sequestro de carbono das lavouras da região.

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Além disso, os pesquisadores mapearam cada etapa da produção do café — como uso de adubos, mecanização, mão de obra e secagem — para determinar as emissões de carbono. Com esses parâmetros, a calculadora foi estruturada e aplicada a mais de 300 cafeicultores.

Na prática, o produtor responde, no aplicativo, a uma série de perguntas sobre seu sistema produtivo. A calculadora consulta um banco de dados com os padrões de emissão de cada atividade e estima, por hectare/ano, o quanto é emitido de carbono. Esse valor é então comparado ao potencial de sequestro já definido para o café da região, permitindo calcular o saldo final.

A ferramenta faz parte do Projeto CarbCafé e será apresentada na COP 30, compondo a vitrine de soluções verdes da conferência.

Rondônia lidera café sustentável

Rondônia é responsável por 87% da produção de café da Amazônia e ocupa o segundo lugar no ranking nacional de cultivo de robusta, atrás apenas do Espírito Santo. Em 2021, o café rondoniense recebeu o selo de Indicação Geográfica, valorizando a produção local, feita majoritariamente por agricultores familiares, que representam 95% dos produtores.

Com produtividade média de 68,5 sacas por hectare, o café robusta da Amazônia tem potencial para se tornar ainda mais sustentável. O uso de adubos orgânicos e sistemas agroflorestais pode aumentar a captura de carbono e reduzir a poluição.

O estudo também alerta para os desafios da cafeicultura diante das mudanças climáticas, como secas intensas e aumento de temperatura. Entre as soluções estão o uso de clones mais resistentes, economia de água e diversificação das plantações.

*Por Raíssa Fontes, da Rede Amazônica RO

“Pela primeira vez, uma só espécie ameaça a existência de milhões de outras”, afirma geógrafo sobre crise da biodiversidade

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Foto: Reprodução/IPAM

Para o especial ‘Um grau e meio’, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o geógrafo e pesquisador Carlos Durigan, que atua com projetos socioambientais há mais de 30 anos, discute como a humanidade se transformou na principal causadora da crise da biodiversidade.

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O especialista indica possíveis caminhos para soluções e comenta como estão os esforços internacionais para reduzir os danos sobre as espécies, inclusive a humana. Confira a entrevista:

Quais são as principais causas da crise da biodiversidade?

Existem diversos aspectos relacionados à geração desta crise, mas a principal causa é a combinação entre a destruição de paisagens naturais e a pressão de uso massivo e descontrolado de recursos naturais , que são fatores mencionados pelo IPBES (Plataforma Intergovernamental Científica e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos).

A destruição e degradação dessas paisagens e o uso de recursos naturais sem o manejo adequado são uma ameaça muito grande, já que elas são áreas de vida, não só dos seres humanos, mas também de diversas espécies. O que está levando a uma erosão do conjunto de espécies existentes, um desbalanço entre elas. Onde ocorre um aumento populacional de espécies mais resilientes e a redução e extinção de muitas outras espécies.

O próprio IPBES, estima que em torno de um milhão de espécies estariam sofrendo algum grau de ameaça atualmente.

Assim como ocorre com a crise climática, que é basicamente provocada pelo ser humano, é a primeira vez que uma espécie sozinha, a humana, é responsável por uma crise que envolve a ameaça à sobrevivência de milhares de outras espécies.

Leia também: Degradação da Amazônia cresce 163% em dois anos, enquanto desmatamento cai 54% no mesmo período

Como a crise climática está relacionada com a crise de biodiversidade?

Há um processo de antropização do planeta. Com o aumento populacional e a forma de viver e produzir que temos exercido, desde a revolução industrial, geraram-se impactos em larga escala. Essa é a fonte de todas as crises de caráter ambiental que a gente vive atualmente.

Em um primeiro olhar, a crise climática e a crise sob a biodiversidade ocorrem em paralelo. O aumento das ações que degradam o planeta foi afetando populações de diversos organismos, seja pela superexploração de algumas espécies, por meio da caça, da pesca, da destruição de habitats, ou pela sua contaminação. Até o momento essas causas eram comuns a ambas as crises, seja climática, seja da biodiversidade.

Nas últimas décadas, começamos a sofrer consequências da crise climática, o aquecimento do planeta, a redução de chuvas em alguns lugares, o derretimento de calotas de gelo, tudo isso também começou a interferir na vida e na sobrevivência de algumas espécies.

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Pode citar alguns exemplos?

É o que está ocorrendo nos recifes de corais com o branqueamento em várias partes do planeta, que tem relação com uma mudança química e de temperatura das águas. Isso já é uma consequência do aquecimento global.

Há também questões relacionadas às deformações dos ciclos, de mais ou menos chuvas, de circulação atmosférica da água, de regiões que estão se transformando em áreas mais áridas. Isso também começa a afetar a sobrevivência de muitas espécies, uma vez que se cria um cenário de muito desafio para as espécies que vivem nessas áreas.

Ainda não se conhecem muito bem alguns dos processos causados pela crise climática. Mas há hipóteses de que essas mudanças, de aumento de temperatura, redução de chuvas, estresse hídrico, estão levando espécies de plantas, por exemplo, a florescerem em épocas distintas das que floresciam no passado, ou a não florescer, ou a faltar o agente polinizador.

crise na Amazônia Legal: estados críticos em desmatamento registraram mais fogo
Foto: Reprodução/Greenpeace

É possível reverter a crise da biodiversidade?

Esse é um desafio bem grande que temos pela frente. Por meio da Convenção da Biodiversidade, tem se buscado caminhos para estabelecer alguns critérios que poderiam amenizar a perda de biodiversidade, que a meu ver tem se demonstrado irreversível.

Na COP15 da CDB, em Montreal (2022), foi adotado o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF), estabelecendo metas para conter a perda de biodiversidade. Assim como o Acordo de Paris foi um marco para as Convenções do Clima, o Acordo de Kunming-Montreal foi um marco para as Convenções da Biodiversidade na busca de estabelecer ações emergenciais para reverter o cenário devastador sobre a biodiversidade que vivemos atualmente.

Algumas metas foram estabelecidas para buscar reduzir os impactos que estão comprometendo a sobrevivência de muitas espécies. A partir disso, a ideia é que a gente consiga, se não reverter, ao menos amenizar a extinção em massa que está em curso.

Que pontos você destaca desse acordo?

Uma das metas determina que precisamos proteger pelo menos 30% dos ambientes naturais do planeta, esse é um número para ser atingido até 2030.

Além de reduzir a influência dos agentes que mais causam problemas para a biodiversidade, como a utilização de pesticidas ou agrotóxicos, reduzir a poluição e prevenir e controlar espécies exóticas invasoras. E, ao mesmo tempo, buscar constituir fundos financeiros que apoiem as ações de conservação.

É importante manter o maior percentual de áreas naturais íntegras no planeta, porque esse é um elemento que está dentro das relações de causa e efeito: quanto mais floresta viva e saudável, mais a crise climática é reduzida. Isso melhora a qualidade de vida, a qualidade dos serviços ecossistêmicos e, obviamente, as chances de sobrevivência de muitas espécies que vivem nessas paisagens naturais, reduzindo a crise da biodiversidade.

O Acordo de Kunming-Montreal está sendo cumprido?

Alguns países têm se comprometido muito para cumprir com a sua parte, são quase 200 países que assinam o acordo e assumiram compromissos para buscar estabelecer essa agenda. O Brasil mesmo tem buscado fortalecer várias das agendas relacionadas a essas metas. Por exemplo, o processo voltado à destinação de terras públicas para áreas de conservação e manejo.

Mas acredito que a gente ainda tem muito a fazer, porque apesar de algumas frentes avançarem, esse avanço sempre é emperrado. É como se o carro tivesse andando com o freio de mão puxado.

Há setores da sociedade que ainda não se convenceram da importância de desenvolver ações para reduzir a nossa pegada ecológica no planeta. Ainda há muita resistência e isso acaba impactando sobre potenciais políticas públicas que poderiam estar caminhando com mais fluidez.

Está prevista alguma discussão específica sobre biodiversidade na COP30?

Na COP de Cali surgiu a ideia de que as convenções devam se integrar mais, a ideia é que haja espaço de discussão para buscar convergências.

A questão da adaptação, precisa ser uma agenda que trabalhe com a agregação de conceitos e metas estabelecidos em outras agendas também, como a meta de conservar 30% das paisagens naturais. Provavelmente vão haver fóruns de conversas que envolvam trazer a agenda estabelecida lá em Montreal, para alguns elementos começarem a ser incorporados na agenda de clima.

Principalmente, a meu ver, essa questão relacionada à proteção de ambientes naturais. A própria agenda do TFF (Fundo Florestas Tropicais Para Sempre), tem uma relação direta com a questão da biodiversidade, envolvendo a proteção de territórios. Como também promover ações voltadas ao envolvimento de ações produtivas de baixo impacto, isto é, usar a biodiversidade sem fazer com que ela acabe.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM, escrito por Karina Custódio

Efeitos das mudanças climáticas são sentidos por um terço dos moradores da Amazônia Legal

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Nove estados compõem a Amazônia Legal. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As mudanças climáticas deixaram de ser uma previsão distante para se tornar parte do cotidiano na Amazônia Legal. Um levantamento realizado pela Umane e pela Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive, mostra que cerca de um terço da população da região (32%) afirma já ter sido diretamente afetada. Entre povos e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas, a proporção é ainda maior: 42,2%.

Leia também: Mudanças climáticas ameaçam biomas brasileiros e destacam papel do ecoturismo na COP 30

O estudo ‘Mais Dados Mais Saúde – Clima e Saúde na Amazônia Legal’ é o primeiro a reunir informações de residentes dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), incluindo grupos historicamente sub-representados em pesquisas nacionais. Foram ouvidas 4.037 pessoas entre maio e julho de 2025.

A pesquisa também mostra que a percepção sobre a crise climática é quase unânime na região: 88,4% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas estão ocorrendo no Brasil e no mundo, e 90,6% concordam que já vivemos um aquecimento global. Essa consciência, segundo os autores, reflete a convivência diária com fenômenos climáticos extremos que têm alterado a vida das pessoas e os ecossistemas amazônicos.

Mudança cada vez mais perceptível

Os resultados revelam que o aquecimento global já afeta a vida cotidiana: 83,4% dos entrevistados notaram aumento da conta de luz, 82,4% perceberam temperaturas mais altas e 75% apontaram piora na qualidade do ar. A ocorrência de desastres ambientais, como queimadas e secas prolongadas, foi mencionada por 74,4% dos respondentes, e 73% relataram alta nos preços dos alimentos.

“Enfrentar a crise climática na Amazônia é mais do que uma agenda ambiental — é uma agenda de saúde pública e de redução de desigualdades. Em um momento tão importante, com a chegada da COP30, esse módulo do Mais Dados Mais Saúde tem como intuito trazer dados inéditos, focados nas especificidades locais, para informar políticas públicas que protejam territórios e suas populações, sempre com um olhar para a redução das desigualdades”, afirma Thais Junqueira, superintendente da Umane.

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Mudanças climáticas afetam destinos naturais do ecoturismo no Brasil
Desmatamentos, queimadas e outros fatores contribuem para que mudança no clima seja cada vez mais perceptível. Foto: Divulgação

Os efeitos são ainda mais severos entre comunidades tradicionais: 24,1% relataram piora na qualidade da água e 21,4% citaram problemas na produção de alimentos, proporções mais altas que as da população em geral. “Esses grupos estão mais vulneráveis porque vivem em áreas de risco climático e dependem diretamente dos recursos naturais para subsistência”, explica Luciana Vasconcelos Sardinha, diretora-adjunta de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Vital Strategies.

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O inquérito também registrou mudanças de comportamento e percepção. Metade dos entrevistados (53,3%) afirmou ter reduzido práticas que considera prejudiciais ao clima, e 38,4% disseram sentir culpa por desperdiçar energia. A separação de lixo é mais comum entre comunidades tradicionais (70,1%) do que entre os demais (59,2%). 

Para a Vital Strategies, os resultados reforçam que a crise climática é também uma questão de saúde pública.

“Um terço dos moradores da Amazônia Legal já sofreu impactos diretos do clima, e a maioria depende exclusivamente do SUS. É urgente integrar políticas de saúde e clima para proteger os grupos mais vulnerabilizados”, conclui Pedro de Paula, diretor-executivo da organização no Brasil.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Captura científica de botos-vermelhos busca compreender ecologia e saúde da espécie na Amazônia Central

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Foto: Miguel Monteiro

Somando aos esforços de monitoramento da população de botos-vermelhos (Inia geoffrensis), o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá realizou uma captura científica de indivíduos dessa espécie no Lago Amanã, Reserva Amanã, no Amazonas.

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Entre os dias 20 de setembro e 2 de outubro, colaboradores do Instituto Mamirauá, em parceria com pesquisadores da Associação R3 Animal, National Marine Mammal Foundation, Universidad de Las Palmas de Gran Canaria e Wildlife Conservation Trust realizaram a captura de 17 botos, sendo a maioria machos adultos e uma fêmea grávida.

Além das instituições, participaram da captura também moradores de comunidades locais e pescadores que, a partir de seu conhecimento tradicional, possibilitaram o manejo dos animais.

Leia também: Entenda a diferença de comportamento entre os botos da Amazônia e se eles são mesmo “implicantes”

equipe monitora boto vermelho
Assistentes de campo realizam contenção física do boto-vermelho para captura científica no Lago Amanã. Foto: Miguel Monteiro

A captura científica é essencial para estudar o panorama de saúde dessa espécie, possibilitando análises hematológicas completas a partir de amostras de sangue e detecção de agentes infecciosos, contaminantes ou biotoxinas nos indivíduos de vida livre a partir de amostras de secreções de mucosas.

Além disso, também foram instalados 12 transmissores satelitais que coletam informações sobre a localização do animal associadas a profundidade e temperatura. Esses dados são cruciais para acompanhar a movimentação dos botos em seu habitat natural e compreender melhor seus padrões de deslocamento.

Investigação da saúde dos botos após seca histórica

Após a mortandade de botos sem precedentes que ocorreu no Amazonas durante as secas de 2023 e 2024, onde mais de 200 animais foram encontrados mortos, investigar a saúde e o uso do habitat dessa espécie traz informações valiosas para entender melhor as principais ameaças à espécie, e como prevenir novas mortandades.

“Capturar esses animais é de extrema importância para compreendermos o panorama de saúde dessa população de botos de forma abrangente, definindo parâmetros de saúde como uma preparação para o que pode acontecer em anos futuros”, comenta Miriam Marmontel, líder do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá.

“Neste ano, felizmente, a seca não tem sido tão intensa como nos dois últimos anos, portanto não esperamos que haja uma mortandade de botos. Contudo, devido aos impactos das mudanças climáticas, tudo indica que eventos extremos se tornarão mais comuns, e precisamos estar preparados”, complementa.

Boto-vermelho dentro de cerco com malhadeiras no Lago Amanã, logo antes de captura científica. Fotos: Miguel Monteiro

Em 2023, quando ocorreu a maior parte das mortes de botos-vermelhos e tucuxis (Sotalia fluviatilis), estima-se que houve uma diminuição de até 15% da população desses animais no Lago Tefé, epicentro da mortandade. Sendo mamíferos de grande porte, com um ciclo reprodutivo lento, e sofrendo outras ameaças como colisões com embarcações e conflitos com pescadores, a população local de botos se torna bastante vulnerável. Os dados coletados na captura científica permitirão avaliar a resiliência dos indivíduos a um novo impacto climático e reagir de forma mais rápida caso uma mortandade volte a ocorrer.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Mamirauá, escrito por Miguel Monteiro

Produção sustentável do camarão-da-Amazônia é foco de Rede de Inovação no Pará

Foto: Reprodução/Fapespa

Ao longo dos anos, o Macrobrachium amazonicum, conhecido popularmente como camarão-da-Amazônia tem se consolidado como uma alternativa promissora para a aquicultura sustentável na região Norte do Brasil. Seu rápido crescimento, alta taxa de reprodução e rusticidade o tornam a espécie ideal para cultivo em sistemas de pequena e média escala, gerando emprego e renda para comunidades ribeirinhas e produtores familiares.

Nesse contexto e com a proposta de estimular a exploração racional e sustentável da espécie, foi criada a “Rede de Inovação e transferência de tecnologia para produção sustentável do Camarão-da-Amazônia por comunidades tradicionais”.

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Envolvendo instituições de pesquisa do Pará, Amapá, Rio de Janeiro e Paraná, o projeto busca contribuir com avanços no desenvolvimento sustentável para a Amazônia, buscando soluções para pontos críticos para cadeia de produção do camarão-da-Amazônia e transferindo a tecnologia para as comunidades. No Pará, o grupo de pesquisa é fomentado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), através da Iniciativa Amazônia +10.

Segundo a professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Cristiana Maciel, coordenadora do projeto no Estado, “especificamente o grupo de pesquisa do Pará, investiu em desvendar pontos críticos em relação aos estoques do camarão-da-Amazônia e as características de crescimento, distribuição, além de gerar dados de nutrigenômica (área da nutrição que estuda como os nutrientes dos alimentos e outros compostos bioativos afetam a expressão dos genes humanos), para auxiliar e nortear ensaios de nutrição. Tudo isso com uso de ferramentas de nova geração, para transferir tecnologia de forma acessível a qualquer pessoa que tenha acesso à internet e um celular”.

Leia também: Portal Amazônia responde: existe camarão de água doce?

camarão amazônico
Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Dessa forma, a série de vídeos mostrando todas as etapas do cultivo, está disponível neste site, desenvolvido pelo Laboratório de Bioinformática, Desenvolvimento, Aplicação e Transferência de Tecnologia para a Aquicultura (BioDATTA) e pelo Laboratório de Aquicultura (Laqua) da UFPA, do campus de Bragança. O site também apresenta outros projetos dos laboratórios relacionados ao desenvolvimento sustentável do camarão-da-Amazônia.

Leia também: Pará firma primeiro Acordo de Pesca Intermunicipal do Camarão, no Marajó

Transferência de tecnologia 

De acordo com Cristiana, o projeto vem contribuindo com informações sobre os distintos estoques genéticos do camarão-da-Amazônia, com populações bem estruturadas, que impactam no potencial zootécnico e plano de manejo da espécie. Os dados já resultaram em um artigo publicado em uma das revistas mais famosas internacionalmente: Nature (Scientific Reports). Outro artigo, aceito recentemente, determinou o ponto na Amazônia em que muda o padrão de crescimento dos animais, acompanhado de dados moleculares.

Segundo a professora, também foi desenvolvido um protocolo de sedação moderada, por longo período, para juvenis de camarões, em estratégia segura, com uso de óleos essenciais. “Baseados em pistas obtidas do sequenciamento do genoma funcional da espécie, desenvolvemos ensaios e verificamos a possibilidade de a espécie aproveitar produtos fibrosos de origem animal e vegetal”, explica.

Outro achado obtido da análise do genoma funcional do aparelho digestivo dos animais foi o indicativo que a espécie apresenta plasticidade digestiva. Esse conjunto de dados pode contribuir com o desenvolvimento de uma dieta direcionada à espécie, embasada em ferramentas de alta tecnologia. A coordenadora também explica que contribuir com informações sobre o camarão-da-Amazônia pode resultar em inovações para a tecnologia de cultivo, relacionadas à nutrição e escolha do plantel de reprodutores.

“Além disso, estamos formando pessoas altamente qualificado para atuar na Amazônia. Com o apoio do projeto, nós concluímos a supervisão de um pós-doutoramento, um doutorado, dois mestrados e vários estudantes de iniciação científica. Encontram-se em andamento três supervisões de pós-doutorado, três de doutorado e um mestrado, além da iniciação científica. Esse time está preparado para contribuir com o desenvolvimento do Estado, pois tem adquirido a tecnologia gerada pelo projeto e irá, em breve, se inserir no mercado de trabalho”, destaca Cristiana.

*Com informações da Fapespa

MPF recomenda que Ibama não conceda licença até que Petrobras refaça simulação de emergência

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Foto: Cezar Fernandes/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta quarta-feira (8), que não conceda a licença de operação à Petrobras para o bloco FZA-M-59 até que a empresa demonstre, em um novo exercício simulado, a real capacidade de resposta em caso de um vazamento de óleo. Localizado na Bacia da Foz do Amazonas, o bloco destinado à exploração de petróleo está em uma região de grande biodiversidade, que pode ser afetada em larga escala no caso de um acidente.

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Em agosto deste ano, a Petrobras realizou a Avaliação Pré-Operacional (APO) que teve como objetivo avaliar o Plano de Emergência Individual (PEI) e o Plano de Proteção à Fauna Oleada (PPAF). A simulação envolveu mais de 400 profissionais, embarcações, aeronaves e uma sonda de perfuração. Após a APO, a equipe técnica do Ibama elaborou parecer que apontou diversos problemas na execução do exercício simulado. De acordo com o documento, o PPAF apresentado pela Petrobras prevê recursos e estratégias que não são executáveis na prática.

Porém, mesmo com as falhas apontadas em parecer técnico, despacho da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama aprovou a APO e recomendou a concessão da licença de operação. A concessão está condicionada à incorporação das observações feitas pelos técnicos da autarquia e à realização de um novo exercício simulado após a liberação da licença.

Para o MPF, essa medida é contraditória e viola as normas do licenciamento ambiental pois oferece riscos ao meio ambiente, divide de forma ilegal as etapas do licenciamento e contraria, inclusive, norma do próprio Ibama. Assim, o MPF também recomenda que o Ibama reconsidere e revogue a aprovação da APO do Bloco FZA-M-59, com base nas inconsistências detalhadas pela própria equipe técnica da autarquia.

“A empresa, ao não lograr êxito em ‘executar satisfatoriamente as estratégias indicadas no PEI’ e ter que revisar o plano imediatamente após o exercício, objetivamente não teve a APO aprovada segundo os critérios estabelecidos. Em outras palavras, a conclusão do Parecer Técnico pela aprovação da APO, sem prejuízo da continuidade do licenciamento, esvazia a necessidade do novo teste, posto que viola a fase necessária para sua verificação, o que resulta na validação de um plano que foi comprovadamente inadequado e executado sob condições de segurança precárias e com o uso de recursos não previstos”, diz trecho da recomendação do MPF.

MPF/petrobras
Foto: Divulgação/Petrobras

MPF aponta falhas 

No parecer técnico, a equipe do Ibama apontou que a Petrobras descumpriu diversos pontos do PPAF durante a simulação, com a intenção de cumprir o prazo de 24 horas previsto para o resgate de animais. A realização de operações noturnas e o uso de embarcações não previstas no PPAF estão entre os descumprimentos.

O MPF aponta que a operação durante a noite colocou em risco a segurança das atividades, inclusive com a ocorrência de dois incidentes e uma quase colisão durante o trajeto noturno de retorno. Um dos incidentes envolveu uma rede de pesca e o outro o encalhe de uma ambulancha em um banco de areia. Aliás, o trabalho durante a noite contrariou o que foi afirmado previamente pela própria empresa, que indicava a necessidade de navegação somente durante o período de luminosidade natural.

Além disso, mesmo com as operações noturnas que forçaram os limites de segurança, em condições favoráveis de navegação e com embarcações adicionais não previstas no plano, o prazo de 24 horas para o resgate dos animais foi atingido por margem mínima: 23 horas e 24 minutos. Na recomendação, o MPF ressalta que a liberação da licença de operação antes da comprovação da efetividade do Plano de Emergência Individual viola os princípios da precaução e prevenção, expondo uma área ecologicamente sensível como a Foz do Amazonas.

Nesse sentido, o órgão também recomenda a suspensão de qualquer prosseguimento ou liberação de fases do licenciamento ambiental da atividade de perfuração até que um novo exercício de APO de Fauna seja realizado com sucesso.

O prazo para o Ibama se manifestar sobre o acatamento da recomendação é de 72 horas após o recebimento. Caso a recomendação não seja acatada, o MPF poderá adotar as medidas judiciais cabíveis a fim de corrigir as ilegalidades constatadas no procedimento de licenciamento.

Recomendação nº 48/2025

*Com informações do MPF

Primeira edição do ‘Aleam Educa’ inicia preparação gratuita para o Enem

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Foto: Artur Gomes

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deu início, no último sábado, ao programa Aleam Educa, curso preparatório gratuito voltado a estudantes da rede pública estadual que irão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A aula inaugural foi realizada no Auditório Belarmino Lins, sede da Aleam, das 8h às 12h, com foco em Língua Portuguesa e técnicas de redação.

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Idealizado pelo presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), o programa é fruto do Projeto de Resolução Legislativa (PRL) nº 66/2025 e tem como missão fortalecer a cidadania por meio da educação.

“A Assembleia está de portas abertas para receber os estudantes, contribuir com a formação desses jovens e fortalecer a educação em todo o Amazonas”, enfatizou o presidente da Aleam, que esteve presente na ação.

Além de preparar os alunos para as provas do Enem, que ocorrerão nos dias 9 e 16 de novembro, o Aleam Educa também promove valores como direitos humanos, ética, convivência democrática, diversidade étnico-racial e de gênero, responsabilidade social e segurança pública.

“Nesta primeira aula, participaram 215 estudantes, de quatro unidades públicas de ensino”, informou a coordenadora do programa, Adriana Pimentel, que destacou ainda o caráter inclusivo da iniciativa.

Leia também: Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM

A meta é atender 1,5 mil alunos até a data da primeira prova do Enem. “Sabemos que a prova é uma porta aberta para o ensino superior e para concursos públicos”, afirmou Pimentel, explicando que os encontros presenciais trabalharão conteúdos de redação e linguagem, com apresentação de dicas e reforço de aprendizado.

O próximo encontro ocorrerá no sábado, 11 de outubro, e reunirá estudantes do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, Colégio Militar da Polícia Militar Pedro Câmara (CMPM VIII) e Escola Estadual Sant’Ana. As inscrições são realizadas pelas próprias escolas, com indicação da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).

Cronograma do Aleam Educa

📅 11 de outubro – 8h às 12h

📅 18 de outubro – 8h às 12h

📅 1º de novembro – 8h às 12h (manhã) / 13h às 17h (tarde)

Senado aprova Belém como capital do Brasil durante a COP 30

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Foto: Reprodução/Estação das Docas

No próximo mês, o Brasil deve ter uma nova capital. Pelo menos, simbolicamente. É que o Senado aprovou, nessa terça-feira (7), um projeto de lei que transfere simbolicamente a capital do Brasil para Belém, durante a realização da COP 30, entre os dias 11 e 21 de novembro.

Leia também: Senado avalia que Belém seja a capital do Brasil durante a COP 30

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas vai reunir líderes de vários países para discutir a crise climática global.

🌱💻 Saiba mais sobre a COP30 aqui

imagem colorida de vista aérea da orla de belém, no pará
Foto: Reprodução/Agência Pará

O projeto é da deputada federal Duda Salabert, do PDT de Minas Gerais, prevê que, durante a COP30, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar em Belém.

Os atos e despachos do presidente Lula e dos ministros de Estado, assinados no período, também terão como registro a cidade de Belém.

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O senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, defendeu a transferência simbólica da capital. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) votou contra.

O projeto teve parecer favorável do senador Jader Barbalho (MDB-PA) e segue para sanção do presidente Lula.

*Com informações da Agência Brasil

Seis obras para conhecer o legado de Roberto Kahane

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O cineasta amazonense Roberto Kahane. Foto: Divulgação

O Amazonas perdeu, no início de outubro, uma de suas maiores referências no cinema brasileiro: Roberto Kahane. O documentarista, diretor e cineasta amazonense faleceu aos 77 anos em Manaus, deixando um legado inegável na cena cultural e cinematográfica do estado.

Leia também: Saiba quem foi Roberto Kahane, referência do cinema amazonense

Em meio às contribuições de Kahane, a principal foi a preservação da memória cultural e histórica da Amazônia. Conhecido por muitos como “o guardião da memória”, o cineasta é o dono de um acervo de filmes resgatados, negativos raros e imagens que retratam a história manauara entre os anos de 1940 e 1990, período que a cidade enfrentou diversas transformações políticas, sociais e econômicas.

Entre suas produções disponíveis na internet, muitas reforçam o papel fundamental de Roberto Kahane na conservação da identidade histórica e cultural do povo amazônico, bem como suas lutas e resistências. Como bem dizia Kahane:

“Uma sociedade que vira de costas para sua memória, ela não tem rosto”.

o cineasta amazonense roberto kahane

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Confira seis obras que fazem parte do legado de Kahane:

Igual a mim, igual a ti

Esta obra, de 1966, documenta a destruição da Cidade Flutuante, uma espécie de apêndice fluvial em Manaus, em 1965. Dirigido por Kahane e Felipe Lindoso, o filme aborda a remoção daquelas moradias, iniciativa encarada pelas elites locais como necessárias, do ponto de vista logístico, para uma cidade que abrigaria dois anos mais tarde a Zona Franca de Manaus. No entanto, a iniciativa foi considerada à época uma afronta ao modo de vida da população carente.

Um pintor amazonense

Também de 1966, este curta-metragem mostra um pouco da história de Hahnemann Bacelar (1948-1971), artista plástico, pintor e desenhista amazonense que marcou a arte e cultura local. Alguns de seus trabalhos artísticos, dos anos 1960, são mostrados na obra de Kahane.

1922 – A exposição da Independência

Com imagens de Silvino Santos, esta obra de 1970 mostra imagens da Exposição Internacional da Independência, evento que aconteceu entre os anos de 1922 e 1923 no Rio de Janeiro. Os registros foram recuperados e reconstituídos por Roberto Kahane.

O golpe tenentista de Ribeiro Júnior – O Filme

O documentário conta a história da Comuna de Manaus, movimento militar ocorrido em 1924 liderado pelo tenente Ribeiro Júnior, que depôs o governador do Amazonas, Rego Monteiro. Filmado por Silvino Santos, o pioneiro do cinema no Amazonas, as imagens foram resgatadas e recuperadas digitalmente por Kahane.

Teatro Amazonas

Com imagens raras, o documentário de 2005 aborda a história da construção do empreendimento e de seus personagens importantes que contribuíram para a obra fomentada pelo ciclo econômico da borracha.

Etelvina Garcia – A memória viva

Um dos seus últimos trabalhos, também de 2025, o documentário conta a trajetória de uma das maiores referências da história do Amazonas: a historiadora, jornalista e pesquisadora Etelvina Garcia, personagem icônica da identidade amazonense.

Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM

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Foto: Daniel Santos

O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) participou, nesta segunda-feira (6/10), do lançamento da ExpoPIM 4.0 – Nova Indústria do Brasil, evento que busca conectar empresas, profissionais, estudantes e investidores em torno das novas tecnologias que vão marcar a transição do Polo Industrial de Manaus (PIM) rumo à Indústria 4.0. Wilker compôs a mesa de abertura representando a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na condição de presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca.

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Durante o evento, o parlamentar destacou que a exposição é um marco importante para preparar o modelo econômico da Zona Franca de Manaus para o futuro, garantindo que o Amazonas siga sendo protagonista do desenvolvimento nacional.

“Esse evento prepara o nosso modelo para o próximo salto, é inegável que a locomotiva do Amazonas continuará sendo por décadas esse modelo econômico. Eu fico feliz que a Suframa, juntamente com todo seu corpo técnico, com os empresários, com a classe política, esteja fazendo sua parte. Essa exposição vai permitir que a classe empresarial tenha as ferramentas necessárias, porque existe uma grande desinformação sobre isso e aqueles que têm a informação e são de fora das nossas fronteiras, não têm a coragem de propagar porque as questões econômicas ainda prevalecem mais que os interesses da república. Esse modelo econômico não é um modelo que beneficia apenas os que moram aqui nessa região, é um modelo que ajuda o país sobre os aspectos econômicos e ambientais”, afirmou.

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Indústria avançada

O superintendente da Zona Franca de Manaus, Bosco Saraiva, também reforçou o papel estratégico da exposição.

“Essa será a melhor feira de negócios que vai acontecer e vocês haverão de perguntar: ‘por que só em março?’. Exatamente porque até março nós vamos propagar através do Instituto Somar no mundo, que quem quiser ver o Polo Industrial de Manaus tem que estar aqui. O que nós queremos é que o investidor venha à ExpoPIM 4.0 sabendo que vai encontrar uma indústria avançada, que só quem visita as fábricas consegue perceber a pujança das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, disse.

A ExpoPIM 4.0 busca posicionar o PIM como um polo estratégico para o futuro da indústria brasileira, alinhado às tendências globais, e reforçar o modelo sustentável da Zona Franca como um ativo de competitividade, inovação e preservação ambiental.