Mortalidade por acidentes de transporte volta a subir nos últimos 4 anos em municípios da Amazônia Legal

Boa Vista, Palmas e Cuiabá lideram capitais com maiores taxas de mortes por transportes.

Foto: Tiago Ferreira/Unsplash

O Brasil registrou pelo quarto ano seguido aumento na mortalidade no trânsito, saindo de 32.879 mortes em 2019 para 34.892 em 2022, um crescimento de 6%. A taxa também cresceu, saindo de 16,4 em 2019 para 17,2 a cada 100 mil habitantes. O aumento foi de 5% em 4 anos. Os dados são do DATASUS – SIM disponíveis no Observatório da Saúde Pública (OSP), da Umane, organização da sociedade civil, independente, isenta e sem fins lucrativos que fomenta iniciativas no âmbito da saúde pública.

Boa Vista é a capital brasileira com maior taxa de mortalidade por acidentes de trânsito, com um índice de 26,7 a cada 100 mil habitantes no ano de 2022. Ela é seguida pela capital do Tocantins, Palmas, que tem a taxa de 25,9, e Cuiabá com 19,6 a cada 100 mil habitantes.

Na outra ponta, as capitais que registraram as menores taxas de mortalidade no trânsito em 2022 foram São Paulo (3,6), Salvador (5,1) e Natal (7,1).

Dados: DATASUS – SIM disponíveis no Observatório da Saúde Pública (OSP), da Umane

Historicamente, no Brasil, as maiores vítimas de acidentes de transportes são os homens. Em 2022 eles representaram 83% dos mortos. No recorte racial, no mesmo ano, a maioria foi de pessoas negras (pretas e pardas), totalizando 20.743 (60%) das 34.892 mortes. Já a faixa etária que mais morre no trânsito é a de 25 a 34 anos, totalizando em 2022 6.991 mortes (20%).

Dados: DATASUS – SIM disponíveis no Observatório da Saúde Pública (OSP), da Umane

OSP

Observatório da Saúde Pública (OSP) é uma plataforma desenvolvida pela Umane que reúne dados, análises e pesquisas sobre saúde no Brasil de forma gratuita e de fácil acesso, com o objetivo de contribuir de facilitar o acesso a dados e contribuir para a tomada de decisões de profissionais de saúde, pesquisadores e gestores públicos, expandindo o acesso a informações de saúde confiáveis. Saiba como navegar no Observatório aqui.

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