Mais de 72% do material genético do cacau no mundo é conservado no Peru

Dados sobre os avanços alcançados na conservação do cacau nativo foram apresentados durante a exposição 'Sementes do Peru', realizada em Lima.

Produtores indígenas explicaram a importância do cacau nativo e as oportunidades econômicas relacionadas a essa cultura. Foto: Divulgação/DEVIDA

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida) apresentou na exposição nacional “Sementes do Peru” os avanços alcançados na conservação do cacau nativo e na geração de oportunidades econômicas para famílias ligadas ao desenvolvimento alternativo.

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A apresentação ocorreu no âmbito da 11ª reunião do Conselho de Administração do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura, organizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em colaboração com os governos do Peru e da Suíça. 

A exposição em Lima foi organizada pelo Instituto Nacional de Inovação Agropecuária (INIA) e reuniu instituições nacionais e delegações estrangeiras empenhadas na proteção da agrobiodiversidade. 

Neste espaço, a Devida participou na zona ‘Inovação e Valor Agregado’ com um módulo que apresentava informações técnicas sobre as áreas produtoras onde a entidade atua e sobre as 14 variedades genéticas identificadas nas áreas de intervenção da entidade.

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Material genético

A Comissão destacou que o Peru preserva mais de 72% do material genético mundial do cacau, incluindo 18 dos 25 grupos conhecidos.

“Um patrimônio que sustenta a sustentabilidade da cultura e a competitividade dos cacaus finos e aromáticos produzidos por milhares de famílias de desenvolvimento alternativo”.

Cacau cultivado em Rondônia, no Brasil.
Cacau cultivado em Rondônia, no Brasil. Foto: Irene Mendes/Secom RO

Além disso, a ‘degustação de diversidade’ foi realizada com o objetivo de demonstrar que, mesmo mantendo todos os insumos constantes, o grupo genético do grão transforma completamente o sabor e o aroma do chocolate. 

“Vários participantes tiveram a oportunidade de experimentar uma degustação sensorial das diversas variedades de cacau com as quais os produtores de desenvolvimento alternativo trabalham”, afirmou a instituição em um comunicado à imprensa.

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Porta-vozes de campo

Durante os três dias do evento, dois produtores e duas produtoras de comunidades indígenas atuaram como porta-vozes, explicando a importância do cacau nativo, dos sistemas agroflorestais e das oportunidades econômicas que hoje fortalecem o desvinculamento de suas comunidades do narcotráfico.

A intervenção da Devida no cultivo de cacau alcança atualmente 34.667 famílias de produtores, 45.516 hectares assistidos e 140 organizações fortalecidas em processos de qualidade, marketing e sustentabilidade. 

“Esses avanços consolidam alternativas econômicas legítimas para milhares de famílias que agora estão construindo territórios mais seguros e menos vulneráveis ​​ao tráfico de drogas”, destacou a organização.

*Com informações da Agência Andina

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