#Série – Isso é Patrimônio Mundial: Bolívia

Adotada pela Unesco em 1972, a convenção do Patrimônio Mundial e Natural classifica os patrimônios culturais e naturais através de monumentos, grupos de edifícios, sítios, formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico e de conservação.

Ao redor do mundo, os Patrimônios Mundiais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) representam locais considerados de Valor Universal Excepcional por sua importância cultural, natural ou pela combinação de ambas. 

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A Bolívia, país da América do Sul, que compõe a Amazônia Internacional, possui sete patrimônios mundiais reconhecidos pela Unesco. No entanto, apenas dois ficam localizados na região amazônica: o Forte de Samaipata e o Parque Nacional Noel Kempff Mercado.

Além disso, um desses patrimônios integra ainda a Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, uma medida que sinaliza locais culturais ou naturais ameaçados por graves riscos.

Adotada pela Unesco em 1972, a convenção do Patrimônio Mundial e Natural classifica os patrimônios culturais e naturais através de monumentos, grupos de edifícios, sítios, formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico e de conservação.

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Patrimônios Mundiais na Amazônia 

  • Forte de Samaipata

O Forte de Samaipata é um sítio arqueológico localizado em uma zona de transição entre a Cordilheira dos Andes e a bacia amazônica. De acordo com a Unesco, o local é dividido em duas partes identificadas: a colina com numerosas gravuras, que acredita-se ter sido o Centro Cerimonial, área que contém uma única e enorme rocha esculpida por diferentes povos ao longo dos séculos, e a área ao sul da colina, que formava o distrito administrativo e residencial.

O sítio foi utilizado como centro ritual e residencial pelos povos Mojocoyas desde 300 d.C., momento em que começaram as obras na grande rocha. No século XIV, foi ocupado pelos Incas, que o transformaram em capital provincial, evidenciado por escavações que revelaram uma grande praça central com edifícios públicos monumentais e terraços agrícolas nas encostas, características típicas de assentamentos Incas.

Considerado um dos maiores monumentos cerimoniais pré-colombianos dos Andes e da região amazônica, o sítio preserva gravuras de animais, canais, formas geométricas e elementos ligados a rituais religiosos, constituindo um testemunho único das tradições pré-hispânicas do continente.

O Forte de Samaipata foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1998. 

Patrimônio Mundial da Bolívia
Foto: Alcira Sandoval-Ruiz
  • Parque Nacional Noel Kempff Mercado

O Parque Nacional Noel Kempff Mercado, situado no extremo nordeste do Departamento de Santa Cruz, na fronteira com o Brasil, possui mais de 1,5 milhão de hectares e é considerado um dos maiores e mais preservados parques da Bacia Amazônica. De acordo com a Unesco, a unidade abriga diferentes ecossistemas, que vão do Cerrado às florestas amazônicas, além de milhares de espécies de plantas, centenas de aves e diversas espécies ameaçadas de extinção. 

O Parque Nacional Noel Kempff Mercado foi reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco no ano de 2000. 

Foto: Pattrön/ Unesco

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Outros patrimônios mundiais na Bolívia 

  • Qhapaq Ñan, Sistema Rodoviário Andino

O Sistema Rodoviário Andino é uma extensa rede de estradas construída pelos incas para conectar cidades, centros administrativos, locais religiosos e áreas produtivas. De acordo com a Unesco, o sistema possui mais de 30 mil quilômetros distribuídos por seis países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru), e demonstra o conhecimento de engenharia desenvolvido pelas populações andinas.

O Qhapaq Ñan, Sistema Rodoviário Andino, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 2014. 

Foto: Laura R/Tripadvisor
  • Missões Jesuítas dos Chiquitos

As Missões Jesuítas dos Chiquitos, localizadas na região da Chiquitania, foram fundadas entre os séculos XVII e XVIII pela Companhia de Jesus. De acordo com a Unesco, diferentemente de outras missões sul-americanas, essas construções sobreviveram ao longo do tempo e permanecem preservadas. 

As Missões Jesuítas dos Chiquitos foram reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1990. 

Foto: G. Groesbeck
  • Cidade Histórica de Sucre

A Cidade Histórica de Sucre, primeira capital da Bolívia e um dos mais importantes centros coloniais da América do Sul, foi fundada pelos espanhóis em 1538. Segundo a Unesco, a cidade conserva ruas em traçado quadriculado, igrejas centenárias, conventos, edifícios públicos e casarões que refletem a influência de diferentes estilos arquitetônicos europeus, como o renascentista, o barroco e o neoclássico. 

Entre seus principais monumentos está a Casa da Liberdade, onde ocorreram acontecimentos decisivos para a independência boliviana. A Cidade Histórica de Sucre foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1991.

Foto: Robert Cutts
  • Sítio arqueológico de Tiwanaku

O sítio arqueológico de Tiwanaku é considerado um dos principais centros políticos e espirituais das civilizações pré-incas. Localizado próximo ao Lago Titicaca, o complexo reúne templos monumentais, pirâmides, palácios e sofisticados sistemas de drenagem construídos entre os séculos V e X. 

De acordo com a Unesco, o monumento mais imponente de Tiwanaku é a Pirâmide de Akapana, uma pirâmide originalmente composta por sete plataformas sobrepostas com muros de contenção de pedra, que se elevavam a uma altura de mais de 18 metros. 

O Sítio Arqueológico de Tiwanaku foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 2000.

Foto: Martin Gray
  • Cidade de Potosí- Patrimônio Mundial em Perigo 

A Cidade de Potosí, durante o período colonial, tornou-se um dos maiores centros de mineração de prata do mundo. De acordo com a Unesco, o patrimônio preserva minas, barragens, aquedutos, a histórica Casa da Moeda, igrejas e edifícios coloniais que testemunham a riqueza gerada pela exploração mineral e as duras condições impostas aos trabalhadores indígenas submetidos ao sistema de trabalho forçado conhecido como mita. 

A inclusão na lista de patrimônios em perigo busca fortalecer ações de preservação devido à atividade de mineração descontrolada e instável no Cerro Rico. A Cidade de Potosí foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1987, e em 2014 foi inscrita na lista Patrimônio em Perigo.

Foto: Alcira Sandoval-Ruiz
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