Festival de Parintins 2026: campanha ‘Turismo sem Penas’ reforça conscientização ambiental

Campanha orienta visitantes sobre a compra de artesanato e combate ao comércio ilegal de peças feitas com as penas de animais silvestres.

Foto: Divulgação/AmazonasTur

O Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), intensifica a campanha ‘Turismo sem Penas’ com a proximidade do 59º Festival Folclórico de Parintins. A iniciativa tem como objetivo conscientizar turistas e moradores sobre os riscos e as penalidades relacionadas à compra de acessórios e artesanatos produzidos com partes de animais silvestres.

Entre os produtos comercializados irregularmente estão cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas produzidas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe a utilização e a comercialização desse tipo de material quando proveniente de animais silvestres.

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O presidente da Amazonastur, Frank Dantas, destacou que a campanha reforça o compromisso com a preservação ambiental e o turismo responsável durante o festival. “A campanha orienta os visitantes para que façam escolhas conscientes e contribuam para a preservação das espécies da Amazônia”, afirmou o presidente da Amazonastur.

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A ação segue as diretrizes da campanha ‘Não tire as penas da vida’, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e busca prevenir o comércio ilegal de itens confeccionados com penas, dentes, couro, garras e outros materiais retirados de espécies da fauna brasileira.

“A campanha ‘Não Tire as Penas da Vida’ é realizada, desde 2021, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do uso ilegal de produtos confeccionados com partes de animais silvestres. Além do trabalho educativo, a ação também reforça o combate às infrações ambientais relacionadas à comercialização e ao uso desses materiais. A utilização de itens produzidos com subprodutos da fauna silvestre configura crime ambiental e pode ser denunciada por meio dos canais oficiais dos órgãos de fiscalização”, afirmou o superintendente do Ibama, Joel Araújo.

Para auxiliar na identificação dos materiais, a campanha também orienta sobre as diferenças entre penas naturais e artificiais. As penas naturais apresentam haste central e ramificações laterais, além de textura mais maleável e capacidade de retornar ao formato original. E as artificiais costumam ser mais rígidas e são utilizadas como alternativa sustentável na produção artesanal.

Uso de penas é crime ambiental

A legislação brasileira prevê punições para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil. As penalidades podem ser ampliadas em casos que envolvam espécies ameaçadas de extinção ou ocorrências em áreas de conservação.

*Com informações da assessoria

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