Projeto prevê pagar 500 famílias por conservar Terra do Meio, no Pará

Projeto estrutura Pagamento por Serviços Ambientais que reconhece o papel das comunidades tradicionais na conservação da floresta e fortalece a bioeconomia.

Foto: Lucas Maciel/Semas PA

A Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) do Pará iniciou a implementação de um projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltado a 500 famílias indígenas e ribeirinhas da região da Terra do Meio, no sudoeste do estado. A proposta prevê repasse financeiro a moradores que desenvolvem ações de conservação da floresta em territórios coletivos.

A iniciativa conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com investimento estimado em US$ 3,5 milhões, o equivalente a cerca de R$ 18,45 milhões. Uma oficina técnica realizada em Belém reuniu representantes do governo federal e de instituições parceiras para discutir formatos de execução, critérios de pagamento e experiências já adotadas em outras regiões do país e no exterior.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo a secretaria, o encontro teve como objetivo alinhar aspectos técnicos do projeto e debater estratégias para viabilizar o pagamento às comunidades participantes, associando conservação ambiental e geração de renda.

Projeto piloto

A proposta é que o projeto piloto na Terra do Meio seja implementado com base em dados técnicos, lições aprendidas e especialmente pelas demandas das comunidades tradicionais do bloco de áreas protegidas da Terra do Meio.

O objetivo é reconhecer o papel dessas populações na preservação da floresta e fomentar modelos sustentáveis de desenvolvimento nos territórios coletivos.

Leia também: Saiba o que é a Terra do Meio e sua importância ambiental para a Amazônia 

Segundo a diretora de Bioeconomia da Semas, Mariana Oliveira, “a oficina tem como objetivo discutir aspectos técnicos para implementação do projeto piloto de PSA em territórios coletivos no Estado do Pará e reúne atores estratégicos que trazem à mesa experiências e lições aprendidas como referência. A partir de um piloto, o Estado busca testar e estruturar um modelo baseado em evidências e na realidade do território. Esse é um caminho que integra uma estratégia estadual mais ampla de PSA e que também contribui para fortalecer e tornar a bioeconomia ainda mais potente”.

reuniao-semas-para-projeto-pagamento-preservacao-terra-do-meio-foto-lucas-maciel-ascom-semas2.webp
Foto: Lucas Maciel/Semas PA

De acordo com a coordenadora geral da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Nazaré Soares, “os Estados estão em diferentes momentos na construção de suas políticas de pagamento por serviços ambientais. Alguns estão aprimorando, outros começando. A Semas, do Pará, é uma secretaria que vem avançando bastante, já implementando projetos-piloto e aperfeiçoando suas políticas”.

Para a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a ação representa um avanço estruturante na política ambiental do Estado.

“A iniciativa reforça a estratégia do Estado de consolidar instrumentos econômicos, reconhecendo o papel de comunidades e povos tradicionais na conservação da floresta, ao mesmo tempo em que promovem desenvolvimento sustentável. Ao estruturar mecanismos baseados na bioeconomia e na valorização dos serviços ecossistêmicos, a ação contribui para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, para a inclusão socioeconômica dos territórios e para a ampliação da efetividade das políticas públicas ambientais”, completou.

*Com informações da Agência Pará

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Conheça os três mercados que fazem parte da história de Porto Velho

Mais do que estruturas comerciais, os mercados se transformaram em locais de convivência, onde histórias são compartilhadas, tradições são preservadas e encontros acontecem todos os dias.

Leia também

Publicidade