Serviços avançam no canteiro central da Marechal Hermes, onde será implantado o maior Jardim de Chuva da capital. Foto: Paula Loirinho/Agência Pará
Com o objetivo de ampliar áreas verdes e fortalecer a infraestrutura ambiental urbana, a Prefeitura de Belém lançou o projeto ‘Jardim de chuva‘, que faz parte de um conjunto de ações voltadas à adaptação climática e à melhoria da qualidade de vida da população. O intuito da medida é a criação de espaços verdes capazes de captar, reter e filtrar a água da chuva de forma natural, evitando assim episódios de alagamemtos na capital paraense.
O novo e maior ‘Jardim de Chuva’ de Belém (PA) será implantado ao longo de toda a extensão do meio-fio da avenida Marechal Hermes, uma área de 576,633 metros quadrados. A iniciativa do programa Belém Mais Verde representa uma das principais estratégias da atual gestão para enfrentar alagamentos urbanos por meio de soluções sustentáveis.
Durante o lançamento, o prefeito Igor Normando destacou que o projeto une adaptação climática e participação da iniciativa privada na construção de soluções para a crise do clima na cidade.
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“Esse projeto reúne dois aspectos fundamentais para o futuro de Belém: a adaptação às mudanças climáticas e a parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Estamos mostrando que é possível unir esforços para construir soluções modernas, sustentáveis e eficientes para problemas históricos da cidade. Os Jardins de Chuva são uma alternativa inteligente, de custo acessível, que ajuda a absorver a água das chuvas e a reduzir os impactos dos alagamentos”, afirmou o prefeito.
Jardim de chuva, uma solução inspirada na natureza
Os Jardins de Chuva são espaços verdes projetados para captar, reter e filtrar a água da chuva no solo de forma natural. A medida reduz o escoamento superficial e ajuda a minimizar alagamentos em áreas urbanas. O primeiro Jardim de Chuva implantado pela atual gestão municipal foi instalado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente na travessa Quintino Bocaiúva, esquina com a avenida Conselheiro Furtado.
A iniciativa segue o conceito internacional de cidade-esponja, modelo urbanístico que usa soluções naturais para aumentar a absorção da água da chuva e reduzir os impactos das enchentes. Países como China, Dinamarca e Nova Zelândia já adotam estratégias semelhantes para tornar suas cidades mais resilientes aos eventos climáticos extremos.
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Programa Belém Mais Verde
O programa Belém Mais Verde foi criado para adaptar a cidade ao cenário das mudanças climáticas e minimizar impactos sobre a população. As ações são orientadas pelas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN), metodologia que usa processos naturais para enfrentar desafios ambientais, sociais e climáticos.
Entre os subprojetos previstos estão a implantação de microflorestas urbanas, corredores verdes, escolas agroflorestais, jardins de chuva, sistemas sustentáveis de drenagem, restauração ambiental e ampliação da arborização urbana. A iniciativa integra uma política pública voltada para a adaptação climática de Belém e para a melhoria da qualidade de vida da população, com a natureza como principal ferramenta de transformação urbana.
*Com informações da Agência Pará
