Fiscalização do Osinfor reduziu o número de árvores fantasmas (aquelas listadas nos planos de gestão, mas que não estão presentes na floresta) de 14.367 em 2015 para apenas 82 em 2025. Foto: Reprodução/Agência Andina
Nos últimos dez anos, o número de ‘árvores fantasmas‘ no departamento de Loreto, no Peru, foi reduzido em mais de 99% graças à inspeção florestal realizada pela Agência de Supervisão dos Recursos Florestais e da Vida Selvagem (Osinfor) com base nas informações que os usuários da floresta registram nos planos de manejo florestal.
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Segundo informações da Osinfor, o número de árvores fantasmas (aquelas que constam nos planos de gestão, mas não existem na floresta) diminuiu de 14.367 em 2015 para apenas 82 em 2025.
Este resultado decorre do trabalho colaborativo com a Direção Regional de Recursos Naturais e Gestão Ambiental de Loreto, que fortaleceu a capacidade de fiscalização da Osinfor.
As inspeções preliminares realizadas para aprovação dos planos de gestão e o envio oportuno das informações de licenciamento por meio da plataforma SIADO Região permitem que a Osinfor disponha de dados precisos e atualizados para o planejamento e a execução de suas inspeções.
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“Todas as atividades de colheita sujeitas a um plano de manejo devem atender a certas condições para garantir uma colheita responsável. Hoje podemos afirmar que a taxa de árvores faltantes caiu para menos de 1%, o que significa que os planos de manejo contêm informações precisas sobre a floresta”, disse César Escalante Fernández, coordenador do Escritório Descentralizado da Osinfor em Iquitos.

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Uso ordenado e sustentável
Em Loreto, existem 67 planos de gestão florestal ativos. Destes, 21 são planos gerais de gestão florestal (PGMF) caracterizados por planejamento industrial de alto impacto, 15 são planos intermediários de gestão florestal (PMFI) que permitem a extração de até 2.500 m³ e 31 são declarações de gestão florestal (DEMA) que autorizam a colheita de um máximo de 600 m³ de madeira.
Para garantir que os recursos não se esgotem, tanto o PGMF quanto o PMFI dividem a área de exploração em planos operacionais (PO), o que permite que uma parcela seja explorada, enquanto as outras permanecem intocadas e se regeneram naturalmente por meio de suas árvores-semente.
“Sem planos de gestão florestal, a exploração madeireira seria insustentável, pois não haveria como controlar a atividade florestal de acordo com a modalidade de cada usuário, e o resultado seria a ilegalidade. Esses instrumentos são o que nos permitem verificar se o que eles declaram corresponde ao que realmente existe na floresta”, explicou Anselmo Saavedra Vargas, analista florestal da Osinfor.

Comprometidos com a legalidade
Com o objetivo de garantir o cumprimento das obrigações e a prática da legalidade em concessões e propriedades privadas com a DEMA e a PMFI, a Osinfor realizou duas oficinas de capacitação em Iquitos, destinadas a 26 proprietários e gestores florestais representando 39 títulos habilitadores no departamento de Loreto.
As oficinas foram realizadas com o apoio do Centro de Inovação Produtiva e Transferência Tecnológica Florestal de Maynas (CITE) e abordaram temas como a correção voluntária de pequenas inconformidades, a notificação preventiva, os processos de inspeção e supervisão da Osinfor, o registro no livro de operações e a elaboração do relatório de execução.
*Com informações da Agência Andina
