Produto da Mahta, integrante do portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto, ficou em 2º lugar no Fi South America 2026. Foto: Divulgação
Integrante do portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto desde 2021, a foodtech brasileira Mahta conquistou o 2º lugar no Startup Innovation Challenge 2026, na categoria ‘Produto Mais Inovador em Saudabilidade’, durante o principal evento de ingredientes da América do Sul, o Fi South America 2026, em São Paulo.
O reconhecimento foi obtido pela Mahta Bar Açaí e Camu-Camu, produto desenvolvido a partir de ingredientes da floresta amazônica para combinar proteína vegetal, fibras, textura e densidade nutricional em uma formulação limpa e prática.
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A premiação destaca um processo de desenvolvimento que buscou responder a um desafio definido pela equipe da Mahta desde o início: criar uma barra proteica saborosa, macia e de alta densidade nutricional a partir de superalimentos amazônicos.
O trabalho foi liderado pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da foodtech, comandada pela cientista Dra. Larissa Bueno, e envolveu uma série de desafios tecnológicos relacionados à formulação, textura, sabor e estabilidade do produto.
“A gente sabia tudo que queria alcançar com essa barrinha. A gente queria uma barrinha super saborosa, limpa e macia”, afirma a pesquisadora.
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Ingredientes da Amazônia
Uma das principais questões, durante o desenvolvimento foi chegar à maciez característica da barra sem depender dos mesmos recursos utilizados em diversas formulações da categoria. A solução passou pela escolha e combinação dos próprios ingredientes.
A manteiga de cupuaçu, por exemplo, foi incorporada à formulação e à cobertura como parte importante da construção da textura. Segundo Larissa, cada obstáculo técnico encontrado durante o desenvolvimento levou a equipe a buscar uma alternativa alinhada à proposta do produto.
“A gente foi quebrando essas barreiras técnicas”, conta. “Acabou ficando uma barrinha super macia por conta da presença da manteiga de cupuaçu”, completa.
Além dela, ingredientes como castanha-do-Brasil, cacau, nibs de cacau, cupuaçu e frutas amazônicas ajudam a construir sabor, textura e densidade nutricional. A barra também utiliza proteína de levedura e fibras prebióticas.

Matriz alimentar mais ampla
A Mahta Bar foi concebida seguindo um princípio que orienta o desenvolvimento dos produtos da marca: não olhar apenas para nutrientes isolados, mas para a combinação de proteínas, fibras, micronutrientes e compostos bioativos presentes nos alimentos.
Na barra, a proteína está inserida em uma matriz composta por ingredientes da floresta. As frutas amazônicas utilizadas passam por liofilização, processo que retira a água sem processo térmico e busca preservar nutrientes, compostos bioativos, cor e sabor.
Essa diversidade também trouxe complexidade ao desenvolvimento. “A barrinha é um produto denso. Ela tem que compactar um monte de coisa diferente em um lugar pequenininho”, explica Larissa. O objetivo, segundo ela, era chegar a um produto que “tem gosto de comida de verdade, tem gosto de ingrediente natural. Não é muito doce, é macia”, descreve.
Fibras como parte central
Cada Mahta Bar de 40 gramas oferece 12g de proteína e 11g de fibras, além de ter zero açúcar adicionado e zero polióis, carboidratos usados como substitutos do açúcar comum . Mais do que um número no rótulo, as fibras ocupam papel central na concepção do produto e fazem parte da estratégia da empresa de combinar praticidade com uma alimentação de maior densidade nutricional.
Para Larissa, esse olhar deve ganhar cada vez mais espaço na discussão sobre alimentação e bem-estar. “As fibras são as novas proteínas. A gente vai chegar a uma maturidade de entender que fibra é tão importante quanto proteína e tão importante quanto micronutrientes”, afirma.
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A Mahta Bar está disponível nos sabores Cacau Selvagem e Açaí e Camu-Camu. No portfólio da empresa, ela foi criada como uma alternativa prática entre refeições, levando para o formato de barra a proposta da Mahta de transformar a biodiversidade amazônica em alimentos para o dia a dia.
A medalha de Prata conquistada pela versão Açaí e Camu-Camu no Fi South America 2026 reforça justamente esse percurso de desenvolvimento: utilizar ciência e tecnologia de alimentos para transformar ingredientes da floresta em uma solução contemporânea, prática e nutricionalmente densa.
“A Mahta vem reforçando a tese de que negócios podem, ao mesmo tempo, promover inovação, acessar novos mercados e gerar valor agregado à conservação florestal em termos de renda no território. Isso é possível através de parcerias com as comunidades locais e P&D como fatores essenciais de sua estratégia” , pontua Gabriela Souza Líder de Novos Negócios do idesam, que coordena a AMAZ Aceleradora de Impacto.
*Com informações da assessoria
