TranspoAmazônia consolida a necessidade de integração da logística de transporte e gera expectativas sobre a conclusão da BR-319

A TranspoAmazônia reuniu lideranças empresariais, autoridades, especialistas, investidores e representantes de organismos nacionais e internacionais para discutir os rumos da logística brasileira, com atenção estratégica à região Norte e à integração nacional e internacional.

Foto: Divulgação/TranspoAmazônia

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

A semana encerrou-se sob os influxos positivos da realização da TranspoAmazônia 2026 – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, entre os dias 27 e 29 de maio, em Manaus. Evento da maior importância para a economia regional ao possibilitar o debate em profundidade sobre o futuro do transporte e da logística na região e nas Américas.

Face às propostas consubstanciadas na temática discutida já é considerado pelo setor de grande vulto técnico e expressão econômica em todo o país. Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), segundo o empresário Irani Bertolini, presidente da entidade e CEO da Transportadora Betolini (com 5 mil colaboradores diretos e indiretos e mais de 45 anos de estrada, é uma das maiores empresas de logística do Brasil e da integração rodofluvial), a edição 2026 consolida a feira como um hub de debates, negócios e inovação, reforçando o papel da Amazônia como eixo logístico fundamental para o desenvolvimento do país.

Realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, o evento reuniu lideranças empresariais, autoridades, especialistas, investidores e representantes de organismos nacionais e internacionais para discutir os rumos da logística brasileira, com atenção estratégica à região Norte e à integração nacional e internacional. Na oportunidade, ocorreram reuniões estratégicas da Fetramaz com importantes representantes do setor brasileiros e estrangeiros, destacando-se a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística).

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Os resultados logo se farão sentir pela expansão de cadeias de negócios entre o mercado brasileiro e as cadeias logísticas globais. Tais expectativas, plenamente consolidadas, dependerão, de um lado, do crescimento e modernização do setor, que vem sendo alcançado por meio de investimentos bilionários; e, de outro, da conclusão das obras de pavimentação da rodovia BR-319.

A Fetramaz reuniu número superior a 150 expositores de 65 países e a presença das principais lideranças do setor, do Brasil e das Américas, permitindo, desta forma, à TranspoAmazônia 2026 poder ser considerada extraordinária vitrine de negócios na região. Da mesma forma, ao consolidar-se no mercado internacional, o setor empresarial de logística, transporte e agenciamento de cargas torna-se também mostruário de tecnologias, soluções e inovações para o transporte e a logística. Durante a Feira esteve em exposição o que há de mais moderno no mercado mundial em equipamentos, sistemas, plataformas digitais, serviços e projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e sustentabilidade. Desse conjunto de entendimentos, a organização do evento projeta o fechamento de um volume de negócios em torno de R$1 bilhão.

Para o idealizador da TranspoAmazônia, presidente da Fetramaz e CEO do Grupo Bertolini, Irani Bertolini, o evento nasce com a missão de preencher uma lacuna histórica no setor. Para ele, objetiva e pragmaticamente “a TranspoAmazônia “representa a oportunidade que faltava para quem vende, para quem compra e para todos que querem evoluir com conhecimento, networking e negócios em um único ambiente”. O principal objetivo do evento foi o de “impulsionar o desenvolvimento logístico da região Norte, ampliando oportunidades de investimento, fortalecendo a integração multimodal e aproximando empresas que já atuam — ou desejam atuar — no mercado amazônico”.

Ao que se observou do alto nível das palestras e mesas redondas, não há dúvidas de que tais objetivos foram plenamente alcançados. Dentre os temas discutidos destacam-se “Os desafios da logística na Amazônia” e “Cenários futuros e desafios para construção naval na Amazônia”, com representantes da UEA, Bertolini e Juruá Estaleiros.

Leia também: ZFM: não basta enfrentar a “guerra” com São Paulo, mas avançar o modelo econômico inserido no mundo 4.0

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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