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Segunda, 30 Janeiro 2023

Idesam, compromisso com a sustentabilidade amazônica

Completando 18 anos da atuação de campo na Amazônia, o Idesam – Conservação e Desenvolvimento Sustentável cada vez mais se consolida como uma das organizações não governamentais mais relevantes e de maior impacto. Destaca-se no Brasil e internacionalmente atuando junto a produtores rurais, comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas. Ao longo desse período, de acordo com Mariano Cenamo, CEO de Novos Negócios da instituição, "nosso trabalho já alcançou cerca de 5 mil famílias, distribuídas em 10 municípios da região".

Os projetos que desenvolvemos, destaca Cenamo, "incentivam a busca por soluções criativas para os desafios sociais e ambientais que impactam, principalmente, os povos mais vulneráveis da floresta". Por isso, "o Idesam sabe da importância e investe continuamente em atividades de campo, pesquisas, no empreendedorismo social, em iniciativas de bioeconomia e estudos científicos". A ONG atua na área do desenvolvimento socioeconômico por meio de iniciativas como a Amaz, a maior aceleradora de impacto do Norte do país, dispondo de fundos da ordem de R$ 25 milhões. Dentre seus investidores estão os empresários Dennis e Ilana Minev, do grupo Bemol, e Átila Denys, da DD&L Associados.

A extensa gama de projetos e programas sobre os quais o Idesam atua já renderam resultados concretos à região e ao planeta, seja na mitigação das mudanças climáticas, manejo e tecnologias florestais ou na produção rural sustentável. Sua linha temática inclui os programas Mudanças Climáticas e REDD+, Produção Rural Sustentável, Manejo e Tecnologias Florestais, Pecuária Sustentável, Políticas Públicas, Bioeconomia e Negócios de Impacto. No cerne de um vasto elenco de projetos de alto impacto, salientam-se: ações de campo em empreendimentos promissores, criteriosamente selecionados, como a Inatu Amazônia (marca coletiva criada em parceria Idesam, associações e cooperativas do Amazonas para comercializar produtos florestais amazônicos).

Foto: Reprodução/Idesam

Merecem realce ainda o Programa Prioritário em Bioeconomia (PPBioeconomia), que consiste na busca por soluções para a exploração econômica sustentável da biodiversidade, abrangendo fomento à ciência, tecnologia e inovação comprometida com o desenvolvimento sustentável da Amazônia Ocidental (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima); pesquisa e extensão e regatão do bem; cidades florestais: Madeira-Purus; café Apuí e campo sustentável; Amazon PEC: promovendo pecuária sustentável, monitoramento do bioma BR-319; cidades florestais, aliança guaraná de Maués e agroecologia indígena.

A atuação do Idesam, segundo Mariano Cenamo, segue por um processo de amadurecimento e expansão, no apoio a negócios inovadores e startups de impacto socioambiental positivo, um passo a mais no longo caminho traçado em convergência com o futuro da Amazônia baseado numa nova economia de baixo carbono, na valorização dos habitantes da floresta e uso sustentável dos recursos naturais. E, assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, para o desenvolvimento socioeconômico, a conservação ambiental e a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Ao longo do período de implantação e consolidação de suas metas, a ONG conta sob sua gestão 8,5 milhões de hectares de florestas conservadas em 34 territórios, 737 hectares restaurados entre ações e projetos, 12 cadeias de valor incentivadas, 5.599 famílias impactadas, 42 negócios e soluções fomentados e/ou conectados, R$ 5,9 milhões comercializados via cadeias de valor sustentáveis, num total de 23 organizações sociais envolvidas. Em reconhecimento à excelência de seu trabalho, o CEO para Novos Negócios, Mariano Cenamo, em setembro passado, foi agraciado com o Prêmio Empreendedor Social - Inovação em Meio Ambiente, promovido pela Folha de S. Paulo e pela Fundação Schwab (Fórum Econômico Mundial). É a primeira vez que o prestigioso prêmio é concedido ao dirigente de uma instituição amazonense.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR), do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA/INPA) e do Conselho Regional de Economia do Amazonas (CORECON-AM).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista 


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