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Em Boa Vista, escola usa aplicativo para transformar histórias da EJA

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O aplicativo “EJA Conecta” transforma histórias de vida em ferramenta de aprendizagem em Boa Vista. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Aos 74 anos, Dona Janete dos Reis decidiu estudar para não se sentir sozinha em casa. Na sala de aula, encontrou acolhimento, amizades e um novo sentido para os seus dias. No primeiro ano de alfabetização, ela segura o tablet com cuidado enquanto aprende a formar palavras.

Muitos adultos e idosos ainda enfrentam dificuldades para compreender o universo digital. O aplicativo “EJA Conecta – Nossas Histórias em Campo”, da Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes, no bairro Conjunto Cidadão, surgiu para romper essa barreira.

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A iniciativa integra a macroproposta pedagógica “Copa da Aprendizagem – Formando Campeões do Saber” e aposta na tecnologia como instrumento de transformação para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os equipamentos da Prefeitura de Boa Vista são disponibilizados durante as aulas.

Em Boa Vista, escola usa aplicativo para transformar histórias da EJA
Dona Janete comemora a decisão de voltar a estudar e prova que nunca é tarde para aprender. Foto: Diane Sampaio/PMBV

No aplicativo, os alunos produzem textos, publicam fotos, compartilham vídeos e gravam áudios contando as próprias histórias de vida. Dessa forma, o aprendizado se torna mais próximo da realidade deles, facilitando o processo de alfabetização.

“A gente usa o que eles fazem no dia a dia, como cozinhar, construir ou cuidar da casa, e mostra que, mesmo sem saber ler ou fazer contas na escola, eles já utilizam matemática e leitura em suas atividades. Assim, eles percebem que sabem muita coisa e ficam mais confiantes para aprender”, explicou o professor idealizador do aplicativo, Jonatas Ramos.

Estudantes também trocam experiências durante aprendizado coletivo. Foto: Diane Sampaio/PMBV

“Aprender nunca tem idade”

Raimundo Nascimento teve uma infância difícil. Sem muitas oportunidades de estudo, começou a trabalhar ainda cedo e passou grande parte da vida longe da escola. Agora, com a oportunidade de aprender usando a tecnologia, já percebe mudanças significativas. “Posso ler em qualquer lugar. Me comunico melhor. Se Deus permitir, um dia também serei professor”, contou.

Além de buscar o próprio sonho, Raimundo também incentivou a esposa, Creusa Urbano, a voltar a estudar aos 58 anos. Ela tinha receio de retornar à escola por ouvir, durante muito tempo, que pessoas mais velhas não conseguiam aprender.

“O apoio do meu marido e dos meus filhos fez diferença. Hoje vejo que valeu a pena. Agora, já penso no futuro e desejo cursar Serviço Social para ajudar outras pessoas usando a minha própria história como exemplo. Nunca é tarde para aprender, recomeçar e buscar novos sonhos por meio da educação”, afirmou.

Alunos da EJA participam ativamente das ações pedagógicas. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Leia também: Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia

Projeto “Maio em Campo” fortalece ações de conscientização na escola

A Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes tem vivido, ao longo deste mês, momentos de reflexão, troca de experiências e aprendizado coletivo com o desenvolvimento do projeto “Maio em Campo”. A iniciativa reúne ações voltadas à campanha Maio Amarelo, de conscientização para um trânsito mais seguro, e ao Maio Laranja, dedicado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

A participação dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ocorre por meio do projeto EJA Conecta. “Nas atividades, os alunos compartilham vivências da infância e adolescência, abordando fragilidades e como elas impactam a vida escolar atual. Os estudantes da EJA atuarão como mensageiros, ensinando as crianças sobre proteção. Nosso público adulto e idoso participa ativamente das ações pedagógicas, trazendo suas experiências para dentro da sala de aula”, destacou a gestora da escola, Ednar Sousa.

Ter conhecimento e ser conservador: Aldo Rebelo explica como deve ser feita escolha de ministros do STF

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, sobre quais critérios considera fundamentais para a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao abordar o tema, Aldo Rebelo afirmou que a indicação para a Suprema Corte deve seguir dois princípios principais: conhecimento jurídico e perfil conservador. Segundo ele, ser conservador “não significa ser de direita”, mas sim preservar os costumes, as tradições jurídicas e a estabilidade institucional do país.

“Tem que ter dois critérios. Primeiro, o conhecimento. Segundo, ser um ministro conservador. E ser conservador não significa ser de direita, não. Ser conservador significa conservar os costumes do país, as tradições jurídicas do país. Esse é o critério que eu irei adotar”, declarou.

Leia também: “Bolsa Família é medida de emergência”, diz pré-candidato à presidência Aldo Rebelo

Ter conhecimento e ser conservador: Aldo Rebelo explica como deve ser feita escolha de ministros do STF
Aldo Rebelo é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo enfatiza que STF deve garantir segurança jurídica

Durante a entrevista, Aldo Rebelo também criticou o que chamou de “experimentalismo jurídico” dentro do STF e afirmou que o papel da Corte deve ser o de garantir segurança jurídica e ordem institucional.

“O Supremo não é um ambiente de experimentalismo jurídico. Isso você pode fazer na Faculdade de Direito. O ministro do Supremo Tribunal Federal tem que ter responsabilidade por preservar a memória, a história, os costumes e a ordem no país”, afirmou. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazoncopy: tecnologia que move grandes empresas no Norte 

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O aluguel de equipamentos de TI é uma das soluções mais procuradas pelos clientes Amazoncopy. Foto: Divulgação

Quando uma empresa cresce, a infraestrutura de tecnologia deve acompanhar o ritmo. E gargalos como impressoras que travam no meio do expediente, coletores de dados incompatíveis com o sistema de gestão, notebooks obsoletos antes do fim do contrato ou uma equipe de TI sobrecarregada com demandas operacionais que poderiam ser terceirizadas que não combinam com o perfil de organizações em ascensão. 

Problemas como esses consomem tempo, produtividade e orçamento, e a maioria das empresas convive com o problema por anos antes de buscar uma solução estruturada. 

A Amazoncopy construiu seu modelo de negócio em cima dessa demanda. Ao longo de mais de 29 anos de atuação, ela se consolidou como a maior provedora de outsourcing e tecnologia corporativa do Norte do Brasil, com uma operação que atende mais de 600 clientes ativos, mantém mais de 10 mil equipamentos instalados e emprega mais de 150 colaboradores distribuídos em 3 filiais, com presença em 8 estados brasileiros. 

O posicionamento da Amazoncopy no mercado vai muito além do fornecimento de impressoras. A empresa desenvolveu um ecossistema completo de soluções corporativas que cobre toda a cadeia de tecnologia operacional de uma organização, da impressão ao controle de estoque, da digitalização de documentos à infraestrutura de informática. 

Um portfólio que resolve operações inteiras, não problemas isolados 

A lógica convencional do mercado de tecnologia corporativa funciona de forma fragmentada. A empresa contrata um fornecedor para impressoras, outro para equipamentos de informática, um terceiro para coletores de dados e ainda precisa manter uma equipe interna de TI para costurar o funcionamento de tudo isso.  

Cada contrato adicional gera um ponto de contato diferente, um nível de serviço distinto e uma camada de complexidade administrativa que se acumula ao longo dos meses. 

A Amazoncopy opera com uma proposta diferente: centralizar em um único parceiro estratégico todo o ecossistema de tecnologia que a empresa precisa para funcionar com previsibilidade. O portfólio atual inclui: 

  • Outsourcing de impressão com gestão completa de suprimentos, peças, manutenções preventivas e corretivas, papel, softwares de monitoramento e bilhetagem, além de mão de obra técnica alocada no cliente quando necessário. 
  • Impressoras corporativas multifuncionais e plotters para operações de alto volume, com modelos dimensionados conforme o perfil de uso de cada área da empresa. 
  • Impressoras térmicas para operações de varejo, logística e saúde, com emissão de etiquetas, cupons e identificações com velocidade e precisão. 
  • Scanners profissionais para digitalização de documentos em larga escala, integrados a sistemas de gestão eletrônica documental. 
  • Coletores de dados para controle de inventário, recebimento de mercadorias, separação de pedidos e expedição em centros de distribuição e operações de varejo. 
  • Notebooks, desktops, monitores e tablets corporativos para equipes que precisam de equipamentos padronizados, atualizados e com suporte técnico contínuo. 
  • Suporte técnico especializado com atendimento presencial e remoto, cobrindo manutenção corretiva, preventiva e gestão completa da frota de equipamentos. 

Essa amplitude de portfólio permite que uma única negociação comercial resolva demandas que normalmente exigiriam quatro ou cinco contratos com fornecedores diferentes. Para gestores administrativos, compradores e coordenadores de TI, a simplificação é operacional e financeira ao mesmo tempo. 

O modelo de outsourcing como ferramenta de eficiência financeira 

O outsourcing de tecnologia não é um conceito novo, mas a forma como a Amazoncopy estrutura o serviço difere do padrão praticado por boa parte do mercado.  

Em vez de simplesmente locar equipamentos, a empresa assume a gestão integral do parque tecnológico do cliente: fornecimento, instalação, configuração, manutenção, reposição de suprimentos, atualização de frota e suporte técnico com SLA definido. 

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Na prática, isso significa que a empresa contratante transforma um custo variável e imprevisível em uma despesa fixa e planejável. O gestor financeiro sabe exatamente quanto vai investir por mês em tecnologia operacional, a equipe de TI deixa de lidar com chamados técnicos de hardware e passa a dedicar tempo a projetos estratégicos, e a operação como um todo ganha estabilidade porque os equipamentos estão sempre funcionando e atualizados. 

Para empresas que enfrentam picos sazonais de demanda, como operações de varejo no último trimestre do ano ou centros de distribuição em períodos promocionais, o modelo de outsourcing oferece flexibilidade para ampliar a frota de equipamentos temporariamente, o que evita a imobilização de capital em ativos que ficariam ociosos na maior parte do ano. 

Amazoncopy: tecnologia que move grandes empresas no Norte 
Coletores de dados de última geração também fazem parte do portfólio da Amazoncopy. Foto: Divulgação 

Presença regional com padrão de atendimento de multinacional 

Uma das vantagens competitivas da Amazoncopy no Norte do Brasil é a combinação de escala regional com atendimento local. A empresa mantém operação física em 8 estados, o que permite oferecer suporte técnico presencial com tempo de resposta compatível com a necessidade de operações que não podem esperar dias por uma peça ou um técnico. 

Essa capilaridade é especialmente relevante para empresas com operações distribuídas em múltiplas unidades, como redes de varejo, grupos de saúde com hospitais e clínicas em cidades diferentes, órgãos públicos com presença estadual e operações industriais com plantas e centros de distribuição em localidades distintas.  

A Amazoncopy atende todas essas unidades com o mesmo padrão de serviço, independentemente da localização geográfica. 

A estrutura interna da empresa segue metodologias de gestão de multinacionais, com processos padronizados e certificados.  

As certificações ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente), ISO 37001 (antissuborno) e ISO 37301 (compliance) atestam o nível de governança aplicado à operação e funcionam como critério de desempate para empresas que exigem conformidade normativa dos seus fornecedores. 

Setores que mais se beneficiam do ecossistema de soluções 

O perfil de clientes da Amazoncopy reflete a diversidade de setores que dependem de tecnologia operacional confiável para manter a produtividade. Cada segmento apresenta necessidades específicas que o ecossistema da empresa atende de forma integrada: 

No varejo e na logística, os coletores de dados e as impressoras térmicas resolvem o controle de inventário e a emissão de etiquetas com precisão que processos manuais não conseguem reproduzir.  

Na indústria, plotters e multifuncionais de alto volume sustentam a operação documental de plantas que lidam com projetos técnicos, layouts e documentação regulatória em larga escala. Na saúde, scanners e sistemas de gestão eletrônica de documentos aceleram a digitalização de prontuários e reduzem o risco de extravio de informações sensíveis. No governo e na educação, a padronização de equipamentos e o suporte técnico centralizado simplificam a gestão de parques tecnológicos extensos.  

Em escritórios de serviços profissionais, como advocacia, contabilidade e consultoria, o outsourcing de impressão libera a equipe para focar no core business e elimina a preocupação com manutenção de hardware. 

Em todos esses casos, o denominador comum é a necessidade de operar com equipamentos funcionando de forma contínua, suprimentos repostos no prazo correto e suporte técnico acessível quando um problema aparece. A Amazoncopy entrega esse padrão de serviço com a consistência que 29 anos de mercado e mais de 600 contratos ativos permitem sustentar. 

A decisão entre comprar equipamentos e contratar um ecossistema 

Para gestores que ainda avaliam se faz sentido migrar da compra de equipamentos para um modelo de outsourcing, a análise financeira costuma ser o argumento mais objetivo.  

O custo total de propriedade de um parque tecnológico inclui a aquisição dos equipamentos, a depreciação ao longo dos anos, a manutenção corretiva e preventiva, os suprimentos, o tempo da equipe interna dedicado à gestão e o risco de obsolescência. 

Quando todos esses componentes são somados, o valor mensal de um contrato de outsourcing tende a ser inferior ao custo total de propriedade, com a vantagem adicional de que a responsabilidade operacional passa para o fornecedor.  

A empresa contratante deixa de lidar com a gestão de ativos de tecnologia e passa a consumir tecnologia como serviço, com previsibilidade financeira e escala sob demanda. 

A Amazoncopy oferece consultoria técnica para dimensionar a solução mais adequada a cada operação, considerando volume de uso, número de unidades, perfil de equipamentos e necessidades específicas de cada setor.  

O processo comercial começa com um diagnóstico da infraestrutura atual e resulta em uma proposta que cobre o ecossistema completo em um único contrato. 

Para saber como a Amazoncopy pode otimizar a infraestrutura de tecnologia da sua empresa, entre em contato pelo telefone ou WhatsApp: (92) 2127-6160. A equipe de consultores está disponível para atendimento personalizado. 

Chopp com cheiro de café é apresentado em Rondônia

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Apesar do aroma marcante, a bebida não leva café em sua receita tradicional. O sabor diferenciado é obtido por meio de maltes especiais importados. Foto: Quetlen Caetano/Rede Amazônica RO

Em meio às máquinas agrícolas, negócios milionários e vitrines tecnológicas da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, um estande tem chamado atenção pelo aroma diferente que conquista os visitantes antes mesmo do primeiro gole: um chopp artesanal com notas de café.

A novidade é da Chopp Foxy, cervejaria criada em Rolim de Moura (RO), que completa dois anos de atuação neste mês. À frente do negócio está Reíder Borges, empreendedor que trocou o ramo de telecomunicações pelo universo das cervejas artesanais.

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A ideia nasceu da vontade de unir o crescimento das cervejas artesanais com uma das maiores riquezas rondonienses: o café. O resultado foi o “Chopp Café Extra Forte”, apresentado durante a feira agropecuária.

Apesar do nome e do aroma marcante, a bebida não leva café na receita. Segundo Reíder, o sabor é resultado do uso de maltes especiais importados, responsáveis pelas notas que lembram o grão.

“O pessoal tem essa curiosidade. Na realidade, é o malte torrado que traz esse aroma de café”, explicou.

Leia também: Robusta Amazônico: conheça café produzido dentro de Terra Indígena em Rondônia

Chopp com cheiro de café é apresentado em Rondônia
Foto: Reprodução/Instagram-foxyrondoniacervejaria

O chopp foi inspirado no estilo “stout”, tradicional em estados onde a cultura da cerveja artesanal é mais forte, como no Rio Grande do Sul. Em Rondônia, no entanto, ganhou identidade própria e um nome mais próximo do público local.

A produção segue um modelo artesanal, utilizando apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e fermento. Segundo o empresário, o diferencial está justamente na naturalidade do produto. “Ele é mais refrescante e não tão pesado como uma cerveja comum”, disse.

Leia também: Cerpa: a cervejaria paraense que uniu tradição europeia e recursos da Amazônia

Muito além do café

Além do chopp de café, outro destaque da Chopp Foxy na Rondônia Rural Show é o chopp de vinho, que tem despertado curiosidade entre os visitantes. A cervejaria também levou para a feira uma novidade com notas de cacau e chocolate.

As bebidas diferenciadas, os sabores inusitados e a proposta regional têm atraído o público que passa pelo evento. Segundo Rider, muitos visitantes experimentam os produtos na feira e acabam levando para casa: “muitas pessoas estão vindo, gostando e levando para casa”.

*Por Quetlen Caetano, da Rede Amazônica RO

Novo Parque Residência, no Amapá, reabre com seis exposições inéditas

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Foto: Jorge Júnior/ Agência Amapá

O novo Parque Residência, no Amapá, reabre nesta sexta-feira (29) revitalizado e estruturado para promover o encontro entre passado, presente e futuro. O local conta com seis salas de exposições, reunindo acervos permanentes e temporários que apresentam ao público momentos decisivos da formação política, social e cultural amapaense.

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Com curadoria voltada à educação e à preservação da memória coletiva, as exposições no Parque Residência foram concebidas para ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico do estado. A proposta é transformar o espaço em um ambiente vivo de aprendizado, reflexão e pertencimento.

“Além da preservação integral do prédio principal da residência, que foi cuidadosamente restaurado, planejamos novos espaços que ampliam a experiência de quem visita e valoriza a história do Amapá. A proposta foi criar um ambiente vivo de memória, que reúna elementos culturais e históricos e convide moradores e turistas a se conectarem com a nossa identidade. Essa é uma verdadeira ‘residência parque’, pensada para se tornar um dos lugares mais emblemáticos e acolhedores de Macapá. É um projeto que resgata o passado, valoriza o presente e projeta o futuro do nosso estado”, destacou o governador Clécio Luís.

Saiba mais: ‘Casa do Governador’ vai ser transformada em ponto turístico no Amapá

O governador Clécio Luís destacou que o Parque Residência é um ambiente vivo de memória, que reúne elementos culturais e históricos e convida todos a se conectarem com a identidade amapaense. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Entre as exposições temporárias do Parque Residência, destacam-se duas iniciativas que evidenciam a diversidade cultural e institucional do Amapá. Uma delas resgata a trajetória da Imprensa Oficial, reunindo documentos e registros que retratam a evolução da comunicação pública ao longo dos anos. 

A outra exposição dá visibilidade aos “Mestres dos Saberes”, com foco na tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações e fundamental para a cultura ribeirinha. A mostra inclui embarcações e elementos que expressam o modo de vida das comunidades amazônicas.

A exposição “Mestres dos Saberes” dá destaque à tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações. Foto: Jorge Júnior/ Governo do Amapá

Investimento em memória e identidade

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade, o projeto reforça o compromisso da gestão estadual com a valorização das raízes culturais.

“O Parque Residência se consolida como um espaço estratégico de preservação da nossa memória coletiva. As salas de exposições ampliam o acesso da população à história do Amapá, valorizando personagens, tradições e marcos que ajudaram a construir a nossa identidade. Trata-se de um investimento estruturante do Governo do Amapá em cultura, educação e fortalecimento do sentimento de pertencimento do povo amapaense”, pontuou.

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade. Foto: Aog Rcoha/ Governdo do Amapá

Leia também: Vestígios de antigas civilizações são encontradas em obras da BR-156 no Amapá

O circuito expositivo permanente percorre diferentes períodos da história do estado. Uma das salas é dedicada aos ex-governadores, reunindo registros que destacam a contribuição de cada gestão para o desenvolvimento institucional do Amapá.

Uma das salas será dedicada aos ex-governadores do Amapá, reunindo fotografias, documentos e informações sobre as gestões que contribuíram para o desenvolvimento político e administrativo do estado. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Outro espaço do Parque Residência presta homenagem aos trabalhadores da Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S.A.), reconhecendo o papel fundamental da mineração na formação econômica e social da região. A iniciativa preserva a memória de quem participou diretamente desse ciclo histórico.

A valorização das manifestações culturais também é um dos pilares do projeto. Uma das salas é dedicada ao marabaixo, expressão tradicional que reúne elementos religiosos, musicais e identitários do povo amapaense. O público poderá conhecer objetos, vestimentas, registros fotográficos e narrativas que mantêm viva essa tradição.

Patrimônio histórico e acervo a céu aberto

O espaço central do parque destaca a própria Residência Oficial dos Governadores, com uma exposição que resgata sua importância arquitetônica e institucional ao longo das décadas.

Além disso, o parque contará com equipamentos históricos que ampliam a experiência dos visitantes, como o avião Bandeirante EMB-110, uma locomotiva, um vagão de passageiros e um vagão de minério, elementos que ajudam a contar diferentes fases do desenvolvimento do estado.

Avião bandeirantes, uma das peças que está exposta ao Parque Residência. Foto: Maksuel Martis/ Governo do Amapá

A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Amapá com a preservação do patrimônio e a democratização do acesso à cultura. Mais do que um espaço expositivo, o Parque Residência surge como um ambiente de convivência, aprendizado e valorização das raízes, fortalecendo a identidade cultural e projetando o estado como referência em memória e turismo na região Norte.

*Com informações do Governo do Amapá

Cerca de R$ 5 bilhões: Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula

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Presidente Lula anunciou a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini e novos investimentos no Polo de Urucu, em Coari (AM). Além disso, foi assinado contrato de patrocínio da Petrobras ao Festival Folclórico de Parintins. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (27), cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em obras e projetos de energia e infraestrutura no Amazonas. A Petrobras também confirmou um aporte de R$ 2,8 bilhões no estado. Os anúncios foram feitos durante agenda em Manaus e em Iranduba, na Região Metropolitana da capital.

Entre os investimentos anunciados estão recursos para obras na BR-319, expansão do programa Luz para Todos, modernização da rede elétrica, ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu e construção de embarcações no estado.

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Na área de infraestrutura, o governo federal confirmou R$ 381,4 milhões para intervenções na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

Segundo o governo, R$ 362 milhões serão usados em melhorias no Lote 4 do Trecho do Meio. Lula afirmou que a obra é estratégica para integrar o Amazonas ao restante do país e a outros mercados da América do Sul.

“A BR-319 é uma briga que vocês estão brigando por ela há 40 anos. Porque é para ligar o estado do Amazonas ao estado de Rondônia. É ligar a gente ao Caribe”, disse.

Outros R$ 19,4 milhões serão destinados à substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto nos igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o ‘trecho do meio’ da BR-319?

Energia e Luz para Todos

Na área de energia, o pacote anunciado chega a R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 785,9 milhões serão destinados a contratos do programa Luz para Todos.

A previsão é levar energia elétrica para mais de 75 mil pessoas em 86 municípios do Amazonas, principalmente em áreas rurais e de difícil acesso.

O governo também anunciou R$ 2,3 bilhões para modernização da rede elétrica e construção de 10 novas subestações entre 2026 e 2028.

Petrobras e Polo Urucu

Durante agenda em Manaus, Lula também acompanhou o anúncio de mais de R$ 2,8 bilhões em investimentos da Petrobras no Amazonas. Do total, R$ 2,5 bilhões serão destinados à ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari. Segundo a estatal, os recursos serão usados na perfuração de novos poços e na instalação de cerca de 40 quilômetros de linhas para conectar novas áreas de produção.

A Petrobras informou que as perfurações em Urucu serão retomadas após dez anos sem abertura de novos poços. Atualmente, o Polo Urucu produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a empresa, o gás natural extraído no local abastece aproximadamente 65% da demanda de energia elétrica de Manaus e de outros cinco municípios do Amazonas.

Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula Foto: Patrick Marques/g1 AM
Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Indústria naval

O governo também anunciou investimentos voltados à indústria naval e logística no estado. Em Manaus, a Transpetro confirmou a construção de 18 barcaças para transporte de combustível marítimo. O investimento previsto é de R$ 303,5 milhões. As embarcações serão construídas no Amazonas e usadas no abastecimento de bunker, combustível utilizado por navios nos principais portos do país.

Além disso, em Iranduba, foi lançada uma nova barcaça construída no Estaleiro Juruá. O projeto integra um contrato de R$ 1,2 bilhão financiado pelo Fundo da Marinha Mercante, com previsão de produção de 128 barcaças e três empurradores. Ao comentar a atuação do Estaleiro Juruá, Lula afirmou que o Brasil pode competir com mercados internacionais.

“A nossa balsa pode demorar 10 dias a mais do que a coreana, porque a gente está começando agora, mas daqui a um mês a gente vai dar uma surra nos coreanos, vai dar uma surra nos chineses, porque a gente vai produzir com mais qualidade e com mais competência”, comentou.

O presidente afirmou ainda que Manaus pode se tornar referência internacional na construção de embarcações. “A gente vai poder falar no mundo inteiro que quem quiser construir balsa de qualidade venha para Manaus”, declarou.

Também foi apresentado o projeto do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, que deve receber R$ 876 milhões para reestruturação da mobilidade de passageiros e transporte de cargas na capital.

Meio ambiente e inovação

Na área de ciência e sustentabilidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para o programa Desafios da Amazônia.

Segundo o banco, os recursos devem financiar pesquisas e projetos voltados para cadeias produtivas da região, como açaí, cacau e pescado.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Para Aldo Rebelo, “aborto provocado é inaceitável”

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, também comentou sobre questões de saúde e o aborto durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat. O tema é considerado um dos mais polêmicos do debate político nacional.

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Durante a entrevista, Aldo Rebelo afirmou ser contrário ao aborto e defendeu que a discussão deve envolver princípios éticos, sociais e de proteção à vida.

“Aborto, por favor. Eu sou filho de uma mãe que teve oito filhos. Ficou viúva aos 27 anos. Ainda assim criou mais uma irmã que nós temos e provavelmente o aborto naquele tempo teria tirado da minha mãe a possiblidade de ter os filhos que ela tem. Então, o aborto, a não ser claro o acidente, a não ser um problema de saúde, mas o aborto provocado é inaceitável”, afirmou.

Leia também: Aldo Rebelo destaca propostas para a Amazônia: “região rica e bloqueada”

Para Aldo Rebelo, aborto provocado é inaceitável
Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo afirma que casos devem ser analisados

Para Aldo Rebelo, o aborto é um assunto que não deve ser tratado pelo estado de forma alguma e casos específicos devem ser analisados com cautela.

“Isso é uma forma de controle de natalidade que criaram pelo meio do mundo. Controle da natalidade dos pobres, principalmente. Nós não podemos aceitar uma situação dessa. Claro que, você tem que oferecer condições de vida para a população mais pobre, escola, proteção, etc. Mas ninguém tem o direito de ceifar uma vida em nome de nada. Então é um tributo muito alto, um peso muito elevado, que alguém seja condenado por passar nove meses na barriga de outra pessoa. Eu sou contra, completamente, o aborto”. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares e une leitura e educação ambiental durante expedição pelo Amazonas

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Ao longo da quarta edição do projeto Amazônia das Palavras, escolas públicas dos municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Manacapuru, Iranduba e Manaus, no Amazonas, receberam doações de livros destinados às bibliotecas escolares e participaram do plantio simbólico de mudas de pau-brasil. As duas ações integraram o projeto pedagógico da expedição e buscaram deixar, nas escolas, marcas permanentes da passagem do projeto pelos territórios amazônicos.

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Além da entrega dos livros, as instituições também receberam o certificado ‘Escola Amiga da Leitura’, reconhecimento concedido às escolas parceiras que acolheram a programação do projeto e participaram das atividades voltadas à literatura, arte, música, cinema, moda, animação e formação humana.

A proposta uniu incentivo à leitura, pertencimento cultural e educação ambiental. Enquanto os livros passam a integrar os espaços de aprendizagem e convivência das escolas, o plantio do pau-brasil simboliza a permanência da experiência vivida pelos estudantes ao longo das oficinas e atividades culturais.

O trabalho pedagógico da expedição foi conduzido pelas coordenadoras pedagógicas Carmela Tacaná e Antônia Costa, responsáveis pela articulação das oficinas junto às escolas, acompanhamento das atividades e construção do diálogo entre os estudantes, educadores e oficineiros.

Leia também: Conheça 6 livros infantis que reúnem lendas e folclore da Amazônia

Doação de livros do projeto Amazônia das palavras
Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

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Especialista em Linguística Aplicada à Produção de Texto e mestre em Estudos Literários, a professora Carmela Tacaná destaca que as ações desenvolvidas pelo projeto buscam ampliar o olhar dos estudantes sobre o próprio território e sobre as possibilidades da leitura.

“Quando entregamos livros e realizamos o plantio de uma árvore dentro da escola, deixamos mais do que objetos ou ações simbólicas. Deixamos possibilidades de continuidade. O livro e a árvore carregam essa ideia de permanência, crescimento e cuidado. O estudante percebe que aquele espaço também pertence a ele e que a leitura pode transformar a forma como ele enxerga o mundo e a própria realidade”, afirma.

A professora Antônia Costa, mestre em Ciências da Educação e especialista em Gestão Escolar e História Regional, ressalta que o projeto constrói vínculos que ultrapassam os dias de programação.

“O Amazônia das Palavras trabalha a formação humana de maneira muito ampla. As oficinas despertam criatividade, autoestima, identidade cultural e pertencimento. Já as doações e o plantio ajudam a fortalecer esse sentimento de continuidade, mostrando para os estudantes que aquilo que foi vivido durante a expedição pode permanecer na escola e na memória deles”, destaca.

O acervo entregue às bibliotecas reúne obras de diferentes linguagens e áreas do conhecimento, com títulos voltados à literatura amazônica, literatura indígena, poesia, fotografia, estudos culturais, animação, sustentabilidade, moda e memória. Entre os livros doados estão:

  • Mulher entre linhas, de Fernanda Kopanakis;
  • Mapinguari, o dono dos ossos, de Yaguarê Yamã;
  • Originárias: uma antologia feminina da literatura indígena;
  • Desencontro das Águas, de Dori Carvalho;

além de obras como O cérebro e a moda; Animação brasileira: 100 filmes essenciais; Úrsula, de Maria Firmina dos Reis; e Amazônia: histórias de beira de rio, de Léo Ribeiro.

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Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Também integram o conjunto de doações livros fotográficos e publicações produzidas por instituições culturais parceiras, como Amazônia das Palavras, da Associação Mapinguari; e Guaporé – Itenez.

Para a coordenadora geral do projeto, Fernanda Kopanakis, a entrega dos acervos e o plantio das mudas sintetizam a proposta construída ao longo da expedição.

“Quando a gente entrega um livro para uma escola ou planta uma árvore junto aos estudantes, estamos deixando sementes. Cada obra pode despertar um novo leitor, estimular a criatividade e fortalecer o sentimento de pertencimento desses jovens com a própria Amazônia. E o plantio representa justamente isso: algo que continua crescendo mesmo depois que a expedição segue viagem”, destaca.

Durante a programação, os estudantes participaram de oficinas de produção textual, música, literatura, moda, cinema de animação e narrativas amazônicas, conduzidas por artistas, escritores, pesquisadores e educadores de diferentes regiões do país. A entrega dos livros e o plantio das mudas buscaram ampliar esse contato, permitindo que as bibliotecas e os espaços escolares se tornem ambientes de continuidade dessas experiências.

A quarta edição do Amazônia das Palavras percorreu municípios do interior amazonense promovendo atividades gratuitas em escolas públicas e espaços culturais, aproximando estudantes de diferentes linguagens artísticas e incentivando o acesso à leitura como instrumento de formação crítica, criatividade e pertencimento cultural.

Escolas estaduais que receberam a doação de livros:

  • Coari: Escola Estadual Prefeito Alexandre Montoril – GM3
  • Codajás: Escola Estadual Indígena Professor Luiz Gonzaga de Souza Filho
  • Anori: Escola Estadual Presidente Costa e Silva
  • Anamã: Escola Estadual Tancredo Neves
  • Manacapuru: Escola Estadual José Seffair
  • Iranduba: Escola Estadual Isaías Vasconcelos
  • Manaus: Centro Educacional de Tempo Integral Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo – CETI Gilberto Mestrinho

Amazônia das Palavras

Quarta Edição é patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio da Cigás; promoção da Fundação Rede Amazônica. Realização da Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo Federal.

*Com informações da assessoria

Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana

Foto: Luis Valenzuela

Duas novas espécies de plantas endêmicas foram descobertas na Floresta de Proteção de Pui Pui, na Amazônia peruana. A Floresta de Proteção Pui Pui é uma área natural protegida localizada em Junín e administrada pelo Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

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Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana
Vista de parte da floresta Pui Pui. Foto: Divulgação/Agência Andina

As espécies descobertas são Columnea puipuense e Columnea valenzuelai, pertencentes à família Gesneriaceae, cuja descoberta foi publicada recentemente na revista científica PhytoKeys.

O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Rocío del Pilar Rojas Gonzáles, Rodolfo Vásquez Martínez e Elmes Pinche Shareva, do Herbário Central Oxapampa Jungle do Jardim Botânico de Missouri, Estados Unidos.

Foto: Rocío Rojas

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Expedições científicas no Peru rendem descobertas

Essas espécies foram identificadas durante explorações científicas em florestas montanhosas e nubladas, ecossistemas considerados entre os mais biodiversos e menos estudados do país.

“Cada nova espécie identificada amplia nossa compreensão do patrimônio natural do país e destaca o enorme valor da proteção de ecossistemas que ainda abrigam uma riqueza biológica por descobrir”, disse José Carlos Nieto, presidente executivo da Sernanp.

O presidente executivo da Sernanp, Carlos Nieto. Foto: Divulgação/Agência Andina

Características e habitat

Columnea puipuense distingue-se pelas suas folhas verde-oliva com bordas avermelhadas e flores de cor creme. O seu nome científico faz referência à Floresta de Proteção de Pui Pui, em reconhecimento da área natural protegida onde foi descoberta.

Localizada na floresta tropical central do Peru, esta área é um dos ecossistemas mais importantes para a conservação da biodiversidade andino-amazônica. Ela combina a proteção do ecossistema com o uso sustentável dos recursos pelas comunidades locais.

O nome Columnea valenzuelai é uma homenagem ao botânico e pesquisador peruano Luis Valenzuela Trujillo. Esta espécie possui uma corola tubular amarela e um nectário composto por cinco glândulas livres, características que a distinguem de outras espécies do mesmo gênero.

Após essas descobertas na floresta Pui Pui, o número de espécies do gênero Columnea registradas no Peru sobe para 36, ​​enquanto a família Gesneriaceae chega a 227 espécies documentadas.

*Com informações da Agência Andina

Área degradada pelo garimpo cai, mas atividade muda estratégia e segue na Terra Indígena Yanomami

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Foto: Fabrício Marinho/ Platô Filmes/ ISA

As novas áreas afetadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami somaram 45,2 hectares em 2025, uma queda de 46% em relação a 2024. Apesar da redução, a atividade garimpeira continua no território três anos após o governo federal decretar emergência em saúde na região, segundo relatório divulgado pelo Instituto Socioambiental (ISA) no dia 22 de maio.

A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.

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Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da Terra Yanomami, segundo o levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.

Segundo o relatório, o garimpo atingiu o pico de expansão em 2022, quando foram 1.800 hectares destruídos. Entre 2020 e 2025, foram 3.659,15 hectares.

Fonte: Reprodução/ISA

Segundo o estudo, a redução da degradação está ligada às ações do governo federal para retirada de invasores após o reconhecimento da crise humanitária Yanomami. Apesar disso, os garimpeiros têm adotado novas estratégias para driblar a fiscalização e manter a atividade no território

Em nota, a Casa de Governo informou que as operações desenvolvidas desde 2024, quando o órgão foi implementado, vêm atuando de forma permanente no enfrentamento da logística do garimpo, com ações de fiscalização aérea, fluvial e terrestre, desmobilização de estruturas, inutilização de pistas de pouso clandestinas, monitoramento de rotas de abastecimento e repressão ao transporte ilegal de combustível, equipamentos e minério.

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Disse ainda que “as forças envolvidas acompanham de forma contínua as mudanças de estratégia adotadas pelos grupos ligados ao garimpo ilegal, incluindo a descentralização das atividades e a utilização de áreas próximas à faixa de fronteira”. 

Mudança na atuação do garimpo

Em vez de grandes áreas concentradas, a exploração passou a ocorrer em pontos menores. Em 2025, foram identificadas 121 áreas de garimpo. De acordo com o relatório, 90% dessas áreas têm menos de um hectare. As duas maiores tinham cerca de quatro hectares cada.

A exceção é a região do rio Couto Magalhães. No local, o estudo identificou a abertura de novas áreas próximas de regiões já degradadas.

Região da comunidade Waikás, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

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O relatório também aponta que garimpeiros têm migrado para áreas próximas da fronteira com a Venezuela, como Parafuri-Parima, Hokomawë e Cabeceira do Aracaçá, rota estratégica para escapar de fiscalizações.

Para o geógrafo do ISA, Estêvão Senra, com o valor do ouro atingindo patamares históricos no mercado internacional, a pressão do garimpo é constante.

“Operações de desintrusão são o primeiro passo indispensável, mas sozinhas elas não resolvem o problema estrutural. Sem estratégias de proteção territorial de médio e longo prazo, que envolvam vigilância permanente e melhorias na regulação da cadeia do ouro, há um grande risco de observarmos uma nova onda de invasão num futuro próximo”, disse.

Alertas territoriais

Região da comunidade Palimiu, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

Em 2025, o sistema de alertas da Terra Yanomami registrou 66 ocorrências territoriais. Desse total, 83% estavam ligados a invasões, com registros de aeronaves clandestinas, barcos e balsas.

Na região de Auaris, foram ao menos cinco ocorrências envolvendo aeronaves clandestinas. Na maioria dos casos, os voos seguiam para pistas ilegais próximas a rios, como a do Gaúcho Animal e a do Gongo.

Também houve registros em Xitei, Alto Catrimani e Apiaú, possivelmente ligados ao avanço do garimpo no rio Couto Magalhães. No Alto Catrimani, o relatório aponta relação entre a movimentação aérea e o garimpo na cabeceira do rio Orinoco, na Venezuela.

“Vale ressaltar que no caso do garimpo do Xitei, os alertas reforçam a preocupação dos moradores em relação à entrada de munição e armas de fogo levadas pelos garimpeiros com o objetivo de aliciar jovens e ameaçar lideranças que se opõem à exploração mineral na região. Desde 2021, o Xitei é marcado por conflitos violentos associados ao garimpo, e, em 2025, não foi diferente. Apenas em 2025, estima-se que pelo menos cinco pessoas morreram devido a esses conflitos”, cita trecho do relatório.

O sistema também registrou invasões pelos rios Uraricoera, Catrimani, Apiaú e Ajarani. De acordo com o estudo, parte da circulação estava ligada ao uso de balsas e dragas, além do transporte de cassiterita e de insumos para abastecer acampamentos de garimpo.

O Baixo Catrimani foi a área com mais registros de invasão fluvial. Entre abril e dezembro de 2025, foram nove alertas envolvendo balsas, dragas e barcos suspeitos.

No rio Apiaú, há denúncias de um “varadouro” usado por quadriciclos para abastecer garimpos rio acima e evitar uma área onde está sendo instalada uma nova base de fiscalzação. A trilha conectaria estradas fora da Terra Yanomami até o Igarapé Ingarana, afluente do rio Apiaú.

O relatório foi desenvolvido pelo ISA, em parceria com o programa Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP), iniciativa da Amazon Conservation Association, além da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Associação Wanasseduume Ye’kwana (Seduume).

*Com informações da Rede Amazônica RR e ISA