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Novo mapeamento identifica 1,2 milhão de hectares de manguezais no Brasil

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Manguezais na Amazônia. Foto: Reprodução/Greenpeace

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram, no dia 18 de março, a atualização do Mapeamento dos Manguezais Brasileiros – 2024.

O levantamento identificou 1.229.644 hectares desses ecossistemas no país, distribuídos em 11.142 fragmentos ao longo da costa brasileira, durante evento na sede do Instituto, e Brasília.

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Os dados mostram que cerca de 82% da área total de manguezais está inserida em Unidades de Conservação, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Reservas Extrativistas (Resex), evidenciando o papel dessas áreas na proteção da biodiversidade e no sustento de comunidades tradicionais.

A maior concentração está na costa norte do país, especialmente nos estados do Amapá, Pará e Maranhão, que juntos reúnem aproximadamente 78% da cobertura nacional.

Leia também: Conheça os manguezais da Amazônia, o maior cinturão de manguezais do mundo

O estudo foi desenvolvido em parceria entre o Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama e o Departamento de Oceano e Gestão Costeira da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA. A nova versão atualiza o Atlas dos Manguezais Brasileiros, publicado em 2018, e amplia a capacidade de monitoramento desses ecossistemas estratégicos.

manguezais
Manguezal. Foto: Anselmo Malagoli/ICMBio

Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o trabalho representa um avanço científico e tecnológico na análise ambiental e no apoio à tomada de decisão.

“Esse mapeamento reúne o que há de mais moderno em tecnologia com um elemento essencial, que é o olhar humano. Cada fragmento foi analisado individualmente, com validação de pesquisadores de todo o país. Isso fortalece a base técnica para a conservação e qualifica a atuação do Estado na proteção desses ecossistemas”, afirmou.

A atualização marca a transição de um modelo cartográfico estático para um sistema de monitoramento contínuo, baseado em séries temporais de imagens de satélite. Foram utilizadas imagens do satélite Sentinel-2, combinadas com diferentes composições espectrais, índices específicos para manguezais e modelos digitais de superfície, permitindo maior precisão na identificação de áreas estreitas e fragmentadas.

Os dados passam a integrar a Plataforma de Análise e Monitoramento Geoespacial da Informação Ambiental (PAMGIA) do Ibama, fortalecendo o acesso a informações estratégicas para a gestão ambiental e o planejamento territorial.

O mapeamento também integra o Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais do Brasil (ProManguezal), coordenado pelo MMA, que organiza as ações do governo federal voltadas à conservação, recuperação e uso sustentável desses ecossistemas. Entre as metas estão a recuperação de 17 mil hectares de manguezais até 2030, a criação de novas Unidades de Conservação e a capacitação de profissionais.

Leia também: “É um problema nosso”: especialista em manguezais fala sobre a importância de preservá-los

Mapeamento dos Manguezais Brasileiros foi lançado em 18 de março. Foto: Hermínio Lacerda/Ibama
Foto: Hermínio Lacerda/Ibama

Durante o evento, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância dos novos instrumentos para a agenda ambiental brasileira. Segundo ela, os avanços apresentados representam um investimento concreto na proteção da biodiversidade, na valorização dos serviços ecossistêmicos e no enfrentamento das mudanças do clima, com benefícios diretos para as populações tradicionais.

Além do mapeamento, foi apresentado o Plano Clima 2024–2035, principal instrumento estratégico do país para orientar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O plano estabelece metas para redução de emissões de gases de efeito estufa, ampliação de fontes limpas de energia e fortalecimento da resiliência de territórios e populações frente a eventos extremos.

Reconhecidos como ecossistemas essenciais para a biodiversidade e para a regulação do clima, os manguezais desempenham papel fundamental na proteção do litoral, na captura de carbono e na manutenção de atividades como a pesca artesanal e o extrativismo. O novo mapeamento reforça a base técnica para sua conservação e amplia a capacidade do Estado brasileiro de monitorar e proteger esses ambientes estratégicos.

*Com informações do Ibama

Ibama classifica pirarucu como invasor em trecho do rio Madeira e libera pesca em Rondônia

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Com a nova regra, pescadores, tanto profissionais quanto artesanais, podem realizar a captura e o abate do pirarucu na região designada sem restrição. Foto: Reprodução/Acervo Embrapa

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificou o pirarucu como espécie invasora na região acima da barragem de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Além disso, o órgão autorizou a captura e o abate sem limite do peixe nessa área. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.

Com a nova regra, pescadores, tanto profissionais quanto artesanais, podem realizar a captura e o abate sem restrição de quantidade, tamanho ou período do ano.

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No caso do rio Madeira, acima da barragem de Santo Antônio, os peixes não poderão ser devolvidos em suas áreas de origem, caso capturados: todos devem ser abatidos obrigatoriamente.

Os produtos da pesca só podem ser comercializados dentro do estado onde o peixe foi retirado. Caso sejam transportados para outro estado, serão apreendidos.

A norma também autoriza que governos estaduais e municipais incentivem ações de controle da espécie. O pirarucu abatido poderá ser destinado a programas sociais, como merenda escolar, hospitais públicos e iniciativas de combate à fome.

Leia também: Pesquisadores desenvolvem métodos para auxiliar na reprodução artificial do pirarucu

Em unidades de conservação, o controle dependerá de autorização dos gestores e deverá seguir os planos de manejo específicos.

A decisão será reavaliada em três anos, para verificar se a medida é eficaz no controle da presença do pirarucu fora de sua área natural.

pirarucu da Amazônia
Foto: Siglia Souza/Embrapa

Entenda porquê o pirarucu se tornou invasor no próprio rio

Segundo a doutora em Biodiversidade e Biotecnologia, Dayana Catâneo, a expansão do pirarucu para novas áreas do rio está diretamente ligada às mudanças no ambiente. Antes, a espécie era encontrada principalmente na parte do rio Madeira abaixo da antiga Cachoeira de Santo Antônio, onde as condições naturais eram mais favoráveis.

Naquela região, a presença de várias corredeiras, com águas rápidas e turbulentas, funcionava como uma espécie de barreira natural. Esse tipo de ambiente não favorece o pirarucu, que prefere águas mais calmas, como lagos e áreas de pouca correnteza.

Com as alterações no rio, essas barreiras deixaram de existir, facilitando a chegada do peixe a novos trechos.

De acordo com Dayana Catâneo, o pirarucu é predador de topo de cadeia trófica e não possui predadores naturais. Isso faz com que, ao ocupar novos ambientes, ele possa reduzir a população de outras espécies nativas e causar desequilíbrios no ecossistema aquático.

“Como se trata de um predador de topo de cadeia trófica, o pirarucu pode diminuir outras espécies e mudar o equilíbrio do rio. Por isso, mesmo sendo da Amazônia, ele é considerado invasor nessas regiões específicas, onde pode causar impactos ao meio ambiente”, explicou Dayana.

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Ainda segundo a especialista, as mudanças ambientais ajudaram o pirarucu a se espalhar para áreas onde ele não existia antes, virando um problema nesses locais. Como ele se alimenta de vários tipos de peixes e é um predador de topo de cadeia, acaba aumentando a pressão sobre as espécies nativas, que não estão acostumadas com esse tipo de ameaça, ficando mais vulneráveis e causando desequilíbrio na região.

*Com informações do Ibama e de Quetlen Caetano, da Rede Amazônica RO

Amazônia Legal avança em estratégia para desenvolvimento sustentável nas fronteiras

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Seminário debateu estratégias para o desenvolvimento sustentável das fronteiras da Amazônia Legal. Foto: Divulgação/MIDR

A Amazônia Legal avança na construção de uma estratégia para o desenvolvimento sustentável das regiões de fronteira. Durante o seminário Desenvolvimento Fronteiriço, Infraestrutura e Bioeconomia no Arco Norte e em Rondônia, realizado na quarta-feira (18) pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi apresentado diagnóstico que aponta a integração entre infraestrutura, bioeconomia e logística como caminho para ampliar a geração de emprego e renda na região.

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O estudo mostra que a consolidação da bioeconomia em escala está condicionada à ampliação de investimentos em infraestrutura logística, energética e de comunicações. A ausência desses elementos limita a competitividade dos bioprodutos e dificulta a geração de emprego e renda na região.

As regiões de fronteira do Arco Norte concentram uma série de desafios estruturais que impactam diretamente o seu desenvolvimento. Entre os principais entraves estão as limitações de infraestrutura e logística, o acesso restrito à energia e à conectividade digital, além de questões relacionadas à segurança pública e integração regional.

Esse conjunto de fatores contribui para a baixa integração econômica e social desses territórios, dificultando a geração de emprego, renda e oportunidades para a população, como destaca o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), Lucas Miotti.

Leia também: Brasil e Bolívia assinam acordo de cooperação turística durante agenda bilateral em Brasília

“Foi um trabalho intenso e articulado entre as equipes da SDR e do Ipea, com foco na identificação de problemas e na construção de soluções concretas para as regiões de fronteira. O resultado é uma carteira de projetos estruturada por estado do Arco Norte, com potencial para enfrentar desafios de infraestrutura, conectividade e logística, e transformar a realidade das populações locais”, explicou Miotti.

O diagnóstico também aponta que, apesar do grande potencial da Amazônia para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, a estrutura econômico-produtiva da bioeconomia ainda é incipiente e demanda políticas públicas específicas para se fortalecer. Atualmente, a baixa geração de empregos formais nesse segmento evidencia um descompasso entre o discurso internacional favorável à economia sustentável e a realidade local, ainda fortemente baseada em atividades tradicionais não sustentáveis.

Outro ponto destacado foi o papel estratégico das regiões de fronteira na Amazônia, que ainda são, em muitos casos, tratadas como áreas periféricas, especialmente em termos sociais, econômicos e logísticos. Para os pesquisadores, parte dos desafios do desenvolvimento na faixa de fronteira passa pela promoção de alternativas econômicas inovadoras, com destaque para a bioeconomia e o fortalecimento de ecossistemas de inovação.

O estudo também ressalta que os modelos tradicionais de desenvolvimento adotados na Amazônia — como o extrativismo mineral em larga escala e o modelo industrial da Zona Franca de Manaus — não são suficientes, sustentáveis ou replicáveis para toda a região, reforçando a necessidade de novas abordagens baseadas nas potencialidades locais, capazes de maior impacto na geração de emprego e renda.

Nesse contexto, o conceito do Quadrante Rondon ganha relevância estratégica. A área corresponde a uma porção do território nacional que, do ponto de vista logístico, está mais próxima de portos do Oceano Pacífico do que dos portos brasileiros no Atlântico. Essa configuração abre novas possibilidades de integração econômica e comercial, especialmente na fronteira com a Bolívia, que se estende por mais de 1.300 quilômetros em Rondônia, podendo transformar a região em um importante corredor de conexão internacional.

O seminário também destacou características socioeconômicas atuais da Amazônia, como uma população majoritariamente jovem, feminina, negra e urbana, com baixos índices de formalização do trabalho e limitações no acesso à infraestrutura, especialmente nas áreas de fronteira.

aula portugues fronteira rondonia e bolivia, na Amazônia internacional
Aulas de português são realizadas na fronteira entre Rondônia e Bolívia, na Amazônia. Foto: Divulgação

Programa Fronteira Integrada na Amazônia

Durante o evento, o MIDR apresentou avanços do Programa Fronteira Integrada (PFI), estratégia vinculada à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A iniciativa tem como foco promover o desenvolvimento econômico, social e produtivo na faixa de fronteira brasileira, por meio da cooperação com países vizinhos, atração de investimentos, estímulo à inovação e redução das desigualdades regionais.

Para o coordenador-geral de Gestão do Território do MIDR, Vitarque Coêlho, o evento mostra um olhar especial para o desenvolvimento do Arco Norte e Rondônia.

“O estudo vai servir para orientar as necessidades de investimento na região. Por exemplo, foi identificado que entre Rondônia e a Bolívia tem uma zona de fronteira de centenas de quilômetros, porém as trocas são poucas pela ausência de pontes. No entanto, está prevista, no âmbito do Novo PAC, no Programa Rotas de Integração Sulamericana, a construção de uma nova ponte naquela região, que vai ajudar nesse tráfego de informações, pessoas e mercadorias. Enfim, esse trabalho irá nos ajudar a utilizar os recursos de maneira mais eficaz, definir prioridades e apoiar estratégias de ações públicas e privadas”, disse o coordenador-geral.

“É importante ressaltar que tudo que estamos fazendo é validado por cada um dos estados. Além das ações para ajudar a resolver problemas na prática, a ideia é que esses planos de fronteiras que estamos construindo sejam um legado de conhecimento sobre os territórios, trazendo conhecimento ao país e à sociedade sobre a realidade desses territórios”, completou Vitarque.

Como parte das ações do programa, está em andamento a etapa de divulgação da Carteira de Projetos dos estados do Arco Norte e de Rondônia. A consulta pública ficará aberta até o dia 27 de março de 2026, período em que a sociedade poderá enviar contribuições, sugestões e avaliar as propostas apresentadas, conforme sua relevância para o desenvolvimento das fronteiras amazônicas.

O processo contempla, na Amazônia, os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, e busca ampliar a participação social na construção de políticas públicas mais eficazes, alinhadas às demandas e potencialidades dos territórios de fronteira.

*Com informações do MIDR

Dicas de lugares públicos e privados para descarte de resíduos eletrônicos no Acre

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O descarte correto de resíduos eletroeletrônicos é essencial para evitar impactos ambientais e permitir que materiais como metais, plásticos e componentes sejam reaproveitados.

De acordo com Camila Dinelli, presidente do Instituto Descarte Correto, equipamentos como celulares, computadores, pilhas e eletrodomésticos não devem ser descartados no lixo comum, pois contêm substâncias que podem contaminar o solo e a água. 

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Atualmente existem diversos pontos de coleta públicos e privados que recebem esses materiais e garantem a sua destinação adequada, como supermercados, empresas, instituições de ensino e organizações que disponibilizam locais específicos para o descarte.

“O mais importante é que as pessoas saibam que resíduos eletroeletrônicos não devem ser descartados no lixo comum, pois precisam de destinação adequada para evitar impactos ambientais e permitir que estes materiais voltem para economia circular”, explicou Dinelli. 

Confira algumas dicas de lugares públicos e privados para o descarte correto de resíduos eletrônicos no Acre:

Dicas de lugares públicos e privados para descarte de resíduos eletrônicos no Acre

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.

Bosque dos Papagaios incentiva observação de pássaros para redução de estresse

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Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Entre árvores altas e trilhas com sombras, o som que domina o Bosque dos Papagaios, em Boa Vista (RR), não vem da cidade, mas da natureza. O canto dos pássaros transforma o espaço em um ponto privilegiado para observação de aves, uma prática que, além de aproximar a população da biodiversidade amazônica, também traz benefícios comprovados para a saúde mental.

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O último levantamento feito no Parque Ecológico Bosque dos Papagaios apontou a existência de 52 espécies de aves em vida livre no local, dependendo da época do ano, além dos animais que ficam no mantenedouro de fauna silvestre. De acordo com o gerente do bosque, Francisco Ibiapina, os exemplares mais comuns são o sabiá, caraxué, joão-pinto, aracuã, papa-capim, dentre outros.

“Aqui é um corredor para observação de pássaros, pois aves migratórias e raras passam pelo parque constantemente, devido às frutas e sementes das árvores do boque. Somos procurados por fotógrafos de vida selvagem e grupos de observação, além da população em geral. Tem visitante que vem todo dia aqui para descansar a mente e depois voltar para a rotina”, disse.

Melodia que cura

Em um mundo cada vez mais digital e urbano, experiências sensoriais naturais, como ouvir pássaros, oferecem uma oportunidade simples de reduzir estresse e melhorar a saúde mental. Um estudo publicado na revista Scientific Reports e citado pela National Geographic relaciona o som do canto dos pássaros à redução dos níveis de depressão e ansiedade na mente humana.

Leia também: Bosque dos Papagaios abriga centenas de espécies de árvores da região amazônica

Durante o estudo, os pesquisadores solicitaram aos participantes que registrassem, ao longo de duas semanas, informações sobre o ambiente em que estavam e como se sentiam durante o dia. Os resultados mostraram que, nos momentos em que as pessoas relataram ter ouvido o canto de pássaros, houve uma melhora no bem-estar mental, por horas, mesmo após o contato com as aves.

observação de pássaros bosque dos papagaios boa vista roraima
Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Saúde mental e natureza

Ferramenta acessível de cuidado emocional, a natureza potencializa os efeitos positivos estudados pela ciência. Para a psicóloga e Referência Técnica de Saúde Mental de Boa Vista, Gilvânia Matos, o contato com os sons do habitat natural tem enfeito psicológico imediato, sem contar que esse hábito pode ser adotado com tranquilidade e de forma gratuita na capital.

“Vivemos uma vida no modo automático, então essa conexão com a natureza faz com que a gente desacelere e consiga centrar-se. O canto dos pássaros e a conexão com a natureza diminui ruídos urbanos, reduzindo a ansiedade e pensamentos autodestrutivos, além de estimular a liberação de neurotransmissores no cérebro, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar”, destacou.

Leia também: Conheça o Bosque dos Papagaios, uma imersão na natureza em Boa Vista

Refúgio que acolhe

Ciente dos benefícios, a Prefeitura de Boa Vista mantém e apoia ambientes urbanos, preservando a vida constante de todo o ecossistema. Morando em Boa Vista há mais de 20 anos, o advogado Kennedy Cavalcante visita o Parque Ecológico com frequência, acompanhado da esposa e neta, já que sente forte conexão com a natureza quando está no local.

“Vir ao bosque, definitivamente, melhora meu dia. O canto dos pássaros, inclusive dos que estão em observação aqui, como as araras, papagaios e tucanos, é fascinante. Sempre percebo também os animais que ficam na copa das árvores. Tudo isso traz uma paz muito grande para a nossa cabeça. A natureza, realmente, quando a gente se conecta com ela, traz benefícios”, destacou.

observação de pássaros bosque dos papagaios boa vista roraima
Foto: Andrezza Mariot/PMBV

*Com informações da Prefeitura de Boa Vista

Quinta da damurida? Aposentado transforma tradicional receita de Roraima em negócio

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Para atender público, ele adaptou receita da damurida e também inclui jambu ao preparo. Foto: Reprodução

O aposentado Francisco Roberto, conhecido como Seu Chico Roberto, de 70 anos, transformou a damurida, tradicional prato da cultura Macuxi, em um negócio que funciona apenas uma vez por semana: às quintas-feiras, em Boa Vista (RR).

Leia também: Conheça a damurida, uma das delícias da Amazônia

Seu Chico é indígena do povo Macuxi. Ele é aposentado do Banco do Brasil e também foi prefeito duas vezes em Pacaraima. Desde 2019, se dedica a valorizar e preservar a tradição indígena com a venda de damurida no empreendimento “Quinta da Damurida”.

A damurida, caldo forte e muito apimentado preparado geralmente com peixe, é considerada um alimento sagrado para o povo Macuxi, Wapichana e Taurepang. P

assada de geração em geração, a receita carrega ancestralidade, resistência cultural e hoje é reconhecida como patrimônio cultural e imaterial de Boa Vista. “Uma tradição familiar que também virou tradição aqui nas quintas-feiras dos roraimenses”, disse.

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chico e a quinta da damurida, em boa vista roraima
Fotos: Divulgação

Leia também: Paçoca e damurida são aprovadas como patrimônios culturais de Boa Vista por vereadores

Quinta da damurida

Servida apenas às quintas-feiras, a escolha do dia tem explicação. Segundo Seu Chico, a quinta-feira é o único dia que não interfere em dois compromissos: o futebol com os amigos e as viagens para Surumu, comunidade de origem a cerca de 215 quilômetros de Boa Vista, onde ele passa os fins de semana.

Ele conta que decidiu vender o prato típico como forma de aproveitar o hobby de cozinhar e preencher os dias sem muita coisa para fazer durante a aposentadoria. Mais velho de cinco irmãos, Seu Chico aprendeu a fazer a receita observando familiares mais velhos na comunidade Surumu.

“Como eu estava aposentado, fui buscar uma coisa bem nossa [para fazer]. Lembrei da minha infância. Sou de uma comunidade indígena, minha mãe fazia, todo mundo fazia”, conta.

Para atender ao público, ele adaptou a receita: incluiu o jambu e a pimenta é servida à parte. A venda ocorre na casa de Seu Chico Roberto, no bairro Caçari, em Boa Vista.

A damurida de peixe, feita com tambaqui, jambu, tucupi e verduras, é servida com farinha amarela ou beiju, produzido a partir da goma e da massa de mandioca

Para quem não gosta de peixe, há a opção de miudinho de carne de sol, preparado com carne seca, maxixe, macaxeira e jerimum, e a tradicional paçoca de carne – outro alimento típico indígena.

*Por Ester Arruda, da Rede Amazônica RR

Amazonas tem primeira turma de mestrado para enfermeiros indígenas do país

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Primeira turma indígena de mestrado do Brasil. Foto: Divulgação

A aula inaugural da primeira turma de mestrado profissional voltada exclusivamente a enfermeiros indígenas foi realizada no dia 18 de março, em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, no Amazonas. A iniciativa é considerada inédita no país e marca um avanço na formação de profissionais de enfermagem em territórios indígenas.

A ação conta com financiamento do Sistema Conselho Federal de Enfermagem/Conselhos Regionais, por meio do Programa Profen – Mestrado e Doutorado em Enfermagem – Acordo Cofen-Capes, que destina recursos para programas de pós-graduação em enfermagem em todo o país, com foco na formação de mestres e doutores e na qualificação dos serviços de saúde.

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O curso é ofertado pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem no Contexto Amazônico da Escola de Enfermagem de Manaus pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e contempla uma turma de 10 enfermeiros indígenas que atuam no município. A formação tem como foco a qualificação profissional aliada à realidade dos territórios, com o desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades locais.

Brasil recebe a primeira turma indígena de mestrado de enfermagem
Foto: Divulgação

Mestrado em São Gabriel da Cachoeira (AM)

Localizado no noroeste do Amazonas, São Gabriel da Cachoeira é reconhecido como uma das cidades mais indígenas do mundo. A região do Alto Rio Negro concentra mais de 85 enfermeiros indígenas em atividade, o que contribuiu para a construção da proposta do curso de mestrado.

Foto: Divulgação

O projeto busca integrar a formação científica da enfermagem aos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, promovendo uma abordagem que considera aspectos culturais, territoriais e sociais no cuidado em saúde.

Representando o sistema Cofen/Conselhos Regionais, o diretor-secretário do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas Zilmar Augusto destacou a importância da iniciativa para a interiorização da formação profissional.

“Nós não iremos retirar esses profissionais de seus territórios. Pelo contrário, o corpo docente do programa é que se deslocará até o município, garantindo que essa formação aconteça dentro da realidade local, sem afastá-los de suas comunidades”, afirmou.

Zilmar também ressaltou o caráter simbólico da iniciativa.

“Estamos diante de um marco histórico para a enfermagem brasileira, especialmente para a enfermagem amazônica, ao reconhecer que a ciência precisa dialogar com os saberes tradicionais e as realidades dos povos originários”, completou.

Além da UFAM e do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, a iniciativa conta com a participação de instituições parceiras, como Instituto Federal do Amazonas de São Gabriel da Cachoeira, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro, organizações indígenas (FOIRN) e gestores locais.

Fórum realiza romaria no Dia Mundial da Água com barqueata até o Encontro das Águas

Romaria das Águas em Manaus. Foto: Divulgação

O Fórum das Águas do Amazonas, composto por 16 organizações da sociedade civil, realiza no dia 22 de março, a terceira edição da Romaria das Águas. O evento celebra o Dia Mundial da Água e marca a luta dos povos das cidades e da floresta pelo acesso à água e pela preservação dos recursos hídricos da Amazônia.

Com o tema “Água, fonte de vida e bem comum: nossos rios não estão à venda!” e lema “Que a justiça corra como um rio e a vida floresça”, a Romaria irá realizar uma barqueata no dia 22 de março, com início às 8h no Porto da Ceasa, local de concentração dos participantes, e segue para o Encontro das Águas, confluência dos rios Negro e Solimões, em Manaus (AM).

A programação contará com místicas em dois momentos (um no Porto da Ceasa e outro no Encontro das Águas), representantes de organizações integrantes do Fórum se pronunciam e os participantes são convidados a integrar performances em defesa da água como bem público. Haverá momentos de espiritualidade. A Romaria segue o percurso Porto da Ceasa – Encontro das Águas – Porto da Ceasa, com encerramento às 12h.

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“Nossos rios não estão à venda”

Unidos pela preservação da fonte de vida na Amazônia, representantes de movimentos sociais e ambientais buscam, por meio da Romaria, promover a sensibilização da sociedade para as questões que permeiam o tema e cobrar das instituições e das autoridades medidas que garantam o acesso à água em condições de consumo e à sustentabilidade das fontes hídricas no Amazonas.

Além da celebração do dia mundial, a Romaria também é uma denúncia de projetos que ameaçam os recursos hídricos na Amazônia. O tema da edição deste ano alerta para os riscos da privatização dos rios. Foi a força da mobilização dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas que pressionou o governo federal a revogar, no dia 23 de fevereiro, o Decreto nº 12.600/2025, que incluía trechos dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização (PND) e permitia a privatização e dragagem dos rios por gigantes do agronegócio.

Leia também: Decreto que privatizava rios da Amazônia é revogado após um mês de protestos no Pará

Foto: Divulgação

Vidas humanas sob ameaça

“A Romaria das Águas repercute as falas e os gritos das populações amazônicas que estão sendo agredidas pelo capitalismo predatório, poluidor e devastador da natureza”, afirma o Padre e pesquisador Sandoval Rocha, jesuíta, membro da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas.

Para o sacerdote, “o modus operandi dos empreendimentos minerários, industriais, agrícolas e petrolíferos violenta as águas, os solos e a biodiversidade, levando muitas populações à exaustão e ao desespero”.

Rocha adverte que a privatização dos recursos hídricos ameaça as vidas humanas, sobretudo aquelas mais vulneráveis em uma operação explícita contra os direitos humanos.

“O grito da Romaria das Águas é um grito de dor e um grito de esperança, pois, enquanto houver manifestações como esta também há coletivos, organizações, lideranças e cidadãos que lutam por um mundo melhor, mais democrático e mais sustentável”, disse.

barqueata no Encontro das Águas ajuda a democratizar o acesso ao saneamento básico
Foto: Divulgação

Barqueata nas águas

A presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA – seção sindical), professora Ana Lúcia Silva Gomes, vê a Romaria como um gesto concreto na soma das lutas na defesa dos recursos hídricos. “O ANDES e a ADUA têm preocupação muito grande com a questão ambiental. Temos um grupo de trabalho na nossa estrutura que trata desse tema. Quanto à Romaria, trata-se de um movimento de referência e de um momento especial, é espiritual e é político”.

Ana Lúcia Silva Gomes chama atenção à condição dos habitantes da Amazônia.

“Nós vivemos em um Estado que é comandado pelas águas. Os amazônidas vivem da dinâmica das águas, da cheia, da enchente, da vazante e da seca dos rios. Esse movimento diz respeito a vida dos ribeirinhos e da nossa vida que vivemos na cidade, da vida de outras espécies. Então, água é um tema de relevância para toda a sociedade. Devemos nos preocupar e querer saber o que está acontecendo com nossos recursos aquáticos e de que modo a interferência humana afeta as demais formas de vida. Para nós, da ADUA, a Romaria das Águasé um dos gestos concretos de luta, da busca de unidade na defesa desse bem comum”, afirma a líder.

Desafios na realidade amazônica

Apesar de abrigar a maior reserva de água subterrânea do mundo, a Amazônia enfrenta uma realidade precária de acesso, de saneamento básico e de impactos das mudanças climáticas. O relatório do Instituto Trata Brasil, Ranking do Saneamento 2025, mostra que nove das 20 cidades brasileiras com os piores índices de saneamento estão na Amazônia Legal. Manaus está entre esses municípios, ocupando a 87ª posição das cem cidades que integram o ranking.

Fórum na luta. Foto: Divulgação

O desmatamento e as queimadas na Amazônia estão contribuindo para as mudanças climáticas e impactando nas dinâmicas na região. O fenômeno dos rios voadores, mananciais aéreos responsáveis por grande parte das chuvas na América do Sul, está perdendo sua potência pela diminuição da cobertura florestal, o que alterar o regime pluviométrico das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil.

Além disso, as mudanças climáticas estão provocando eventos extremos, como a seca de 2024 no Amazonas, a maior de sua história, quando o rio Negro registrou 12,70m, a menor marca em 122 anos.

Programação

  • 8h – concentração dos participantes no Porto da Ceasa (Zona Sul)
  • 8h30 – 9h30 – 1ª Mística, fala dos representantes do Fórum
  • 9h30 – Organização do Embarque dos participantes, embarque
  • 10h – Início da barqueata rumo ao Encontro das Águas
  • 10h20 – 2ª Mística – No Encontro das Águas
  • 11h30 – Retorno ao Porto da Ceasa/encerramento

Fundo destinará R$ 53 milhões para regularização fundiária na Amazônia Legal

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Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Fundo Amazônia vai destinar R$ 52,9 milhões para fortalecer a regularização fundiária em 85 municípios do Maranhão, que fazem parte da Amazônia Legal. O projeto Paz no Campo, ligado ao governo do estado, receberá o aporte com execução prevista de 36 meses. O anúncio da destinação de verba ocorreu no dia 17 de março, durante o 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o Fundo Amazônia?

A iniciativa é comandada pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) e abrange uma área equivalente a cerca de 44% do território maranhense. A proposta tem como objetivo ampliar o ordenamento territorial, garantir segurança jurídica no acesso à terra e promover o desenvolvimento rural sustentável.

O projeto beneficiará diretamente agricultores familiares e comunidades quilombolas, já que permitirá a regularização de 13.250 pequenos imóveis da agricultura familiar e de 20 territórios quilombolas, beneficiando diretamente 39.750 pessoas. Com isso, o projeto também amplia o acesso das famílias rurais a crédito, assistência técnica e políticas públicas, além de contribuir para reduzir conflitos fundiários e fortalecer a governança territorial.

“Essa é uma iniciativa que chega na ponta, garantindo regularização fundiária e o direito à terra para quem mais precisa. Estamos falando de quase 40 mil pessoas, entre agricultores familiares e comunidades quilombolas, que passam a ter segurança jurídica sobre seus territórios e acesso a políticas públicas, crédito e assistência técnica. O Fundo Amazônia é essencial para viabilizar esse tipo de transformação, avançando no ordenamento do território, reduzindo conflitos e enfrentando as causas do desmatamento, ao mesmo tempo em que promove inclusão social e oportunidades de geração de renda”, celebrou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Leia também: ICMBio recebe R$ 55 mi para regularização fundiária em UCs na Amazônia

Cerca de 40 mil agricultores serão beneficiados com a regularização fundiária, no Maranhão - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Cerca de 40 mil agricultores serão beneficiados no Maranhão – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Fundo Amazônia tem coordenação do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a regularização fundiária é um passo essencial para conciliar desenvolvimento rural e preservação ambiental na Amazônia. “A segurança jurídica no campo é um instrumento fundamental para promover desenvolvimento com inclusão social e sustentabilidade. Ao apoiar o programa Paz no Campo, o Fundo Amazônia contribui para garantir direitos a agricultores familiares e comunidades quilombolas, fortalecer o ordenamento territorial e criar condições para uma produção rural sustentável no Maranhão”, afirmou.

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Consolidação

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou o aporte público. “Nós assinamos aqui um contrato no valor de R$ 53 milhões com recursos do Fundo Amazônia para que possamos fazer a ampliação do programa Paz no Campo, um programa de regulação fundiária que é modelo para o Brasil”, disse.

O projeto beneficiado pelo Fundo Amazônia prevê um conjunto de ações voltadas à estruturação da política fundiária no estado. Entre elas estão o georreferenciamento de imóveis rurais e territórios coletivos, o assessoramento técnico para titulação fundiária, a capacitação de agentes públicos e de agricultores familiares.

As ações também incluem debates sobre temas como prevenção e combate a queimadas, bioeconomia e monitoramento ambiental. Além disso, o projeto prevê a aquisição de equipamentos como veículos, drones e dispositivos tecnológicos para apoiar o trabalho de campo.

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Ao todo, o Fundo Amazônia já aprovou R$ 182 milhões em projetos com atuação exclusiva no Maranhão, ampliando o alcance das políticas de conservação e desenvolvimento sustentável na região da Amazônia Legal.

As iniciativas beneficiam agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas e organizações agroextrativistas, além de fortalecer a atuação de órgãos públicos responsáveis pela gestão territorial e pela proteção ambiental.

O Fundo apoia iniciativas como reflorestamento, combate a incêndios, proteção de territórios indígenas, ordenamento territorial e fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade, como a do babaçu.

Quando considerado os projetos aprovados com atuação expressiva (mas não exclusiva) no estado, o apoio do Fundo soma R$ 293 milhões, entre 2023 e 2026.Desde 2012, foram 11 projetos apoiados com atuação no território maranhense, sendo três deles executados exclusivamente no estado.

Fundo Amazônia  

Criado em 2008 e gerido pelo BNDES em coordenação com o MMA, o Fundo Amazônia capta doações internacionais e nacionais para ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e para a promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal.

Também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais. As diretrizes de apoio e focos de atuação são estabelecidas por um Comitê Orientador (Cofa). Sua composição inclui indicados do governo federal e dos nove governos estaduais da região, além de representantes de entidades da sociedade civil. 

Com uma carteira de mais de 140 projetos apoiados, que somam aproximadamente R$ 5 bilhões, o Fundo Amazônia já aprovou recursos para todos os eixos de execução do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia Legal (PPCDAm), política federal lançada em 2004.  

Há desde iniciativas de promoção da produção sustentável, que atingem mais de 600 organizações comunitárias e mais de 200 mil pessoas e que geram renda e melhores condições de vida para as populações que mantêm a floresta em pé, até projetos de ordenamento territorial em mais de 160 terras indígenas. 

Além disso, as ações de monitoramento, comando e controle já apoiadas incluem projetos elaborados pelos Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal para combate e prevenção de combates florestais. Informações sobre cada um dos projetos estão disponíveis no site do Fundo Amazônia. 

*Com informações do MMA

Debate do Painel Consciência Limpa no Acre aborda gestão de recursos hídricos

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Painel Consciência Limpa vai debater gestão de recursos hídricos em Rio Branco. Foto: Alexandre Cruz Noronha/Sema AC

O uso consciente da água e os desafios na gestão dos recursos hídricos na Amazônia são temas do Painel Consciência Limpa: ‘Água na Amazônia: ciência, sociedade e gestão dos recursos hídricos’, na próxima quarta-feira (25) em Rio Branco (AC).

O evento é promovido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-AC). O encontro, mediado pela jornalista Melícia Moura, será às 19h no Centro Universitário Estácio Unimeta. A participação é gratuita, por meio de inscrição.

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O segundo painel do projeto vai reunir especialistas com atuação direta em pesquisa, gestão e conservação ambiental, promovendo um espaço qualificado de diálogo sobre temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Participantes do painel

  • a geógrafa e chefe do Departamento de Recursos Hídricos da Sema, Maria Antonia Zabala de Almeida Nobre, que atua na gestão das águas e na articulação entre os estados da Amazônia Legal;
  • o biólogo, pesquisador e diretor da Catraia Soluções Ambientais, Rodrigo Gomes, que tem experiência em projetos de monitoramento ecológico e desenvolvimento sustentável;
  • e o professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Waldemir Lima de Souza, com expertise em geografia física e estudos sobre sistemas fluviais e dinâmica das bacias hidrográficas.

O painel tem como objetivo mostrar como é importante unir diferentes áreas e setores da sociedade para buscar soluções para os problemas ambientais da Amazônia.

O Projeto Consciência Limpa visa aproximar a ciência, o poder público e o setor privado. Com isso, mais pessoas têm acesso a informações confiáveis. A iniciativa também reforça a importância do uso responsável da água, algo essencial para o meio ambiente e para o desenvolvimento da região.

Debate do Painel Consciência Limpa no Acre aborda gestão de recursos hídricos

O Projeto Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.

Em dezembro do ano passado, estudantes e professores da Escola Dr. Pimentel Gomes participaram de uma grande ação social com diversos serviços de cidadania à comunidade promovido pelo projeto.

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Além das oficinas, os moradores da comunidade puderam acompanhar palestras sobre preservação do Igarapé São Francisco, reciclagem e economia circular.

Já na segunda edição no Acre, este ano, diversos serviços foram disponibilizados no Lado do Amor, em Rio Branco, quando o projeto iniciou as ações da 2ª edição.

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.