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6 atrativos turísticos para conhecer Mâncio Lima

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Distante a 670 quilômetros de Rio Branco, o município de Mâncio Lima, no Acre, é conhecido como a cidade mais ocidental do Brasil, abrigando o ponto extremo oeste do território brasileiro na nascente do rio Moa, situado na fronteira com o Peru. São as águas desse rio de águas pretas que levam até um dos santuários de maior diversidade do país: o Parque Nacional da Serra do Divisor.

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Por ser a localidade de acesso ao Parque, Mâncio Lima recebe muitos turistas. Conheça seis locais para visitar na cidade:

Parque Nacional da Serra do Divisor

O principal atrativo turístico de Mâncio Lima é o Parque Nacional da Serra do Divisor. Com uma área de mais de 800 mil hectares, o parque abrange uma parte da Floresta Amazônica e é considerado um dos lugares mais preservados e intocados do Brasil. Com trilhas e cachoeiras deslumbrantes, o parque oferece aos visitantes a oportunidade de entrar em contato direto com a natureza e desfrutar de paisagens incríveis.

Leia também: Confira um guia com as principais dicas para curtir a Serra do Divisor

Atrativos naturais do Parque Nacional da Serra do Divisor chamam a atenção dos visitantes. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Praia do Amor

Localizada às margens do Rio Juruá, a Praia do Amor é um dos destinos mais procurados pelos turistas que visitam Mâncio Lima. Com suas águas cristalinas e areias brancas, a praia oferece um ambiente tranquilo e relaxante para os visitantes. Além disso, é possível praticar esportes aquáticos, como caiaque e stand-up paddle, e desfrutar de um belo pôr do sol.

Museu Municipal

O Museu Municipal de Mâncio Lima é um local que preserva a história e a cultura da cidade. Com um acervo rico em artefatos indígenas, peças históricas e fotografias antigas, o museu oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer mais sobre a história da região e suas tradições. Além disso, o museu promove exposições temporárias e eventos culturais ao longo do ano.

Igreja Matriz de São Sebastião

A Igreja Matriz de São Sebastião é um dos principais pontos de referência de Mâncio Lima. Com sua arquitetura imponente e belos vitrais, a igreja encanta os visitantes com sua beleza e história. Além disso, é possível participar de missas e eventos religiosos que acontecem ao longo do ano.

Balneário do Juruá

O Balneário do Juruá é um local perfeito para quem busca diversão e lazer. Com piscinas naturais e áreas de lazer, o balneário oferece aos visitantes a oportunidade de relaxar e se refrescar em meio à natureza. Além disso, é possível praticar esportes aquáticos, como jet ski e banana boat, e desfrutar de restaurantes e quiosques que oferecem comidas típicas da região.

Mirante do Juruá

O Mirante do Juruá é um ponto turístico que oferece uma vista panorâmica da cidade de Mâncio Lima e do Rio Juruá. Com sua localização privilegiada, o mirante proporciona aos visitantes um momento de contemplação e admiração pela beleza da região. É um lugar perfeito para tirar fotos e apreciar o pôr do sol.

Belo e Thiaguinho serão atrações da Festa dos Visitantes 2024 em Parintins

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A Festa dos Visitantes edição 2024 em Parintins (AM), que acontecerá no dia 27 de junho, terá os cantores Belo e Thiaguinho. O acesso ao evento será feito com a troca do ingresso por alimentos não perecíveis. Assim como em 2023, a festa é patrocinada pela empresa Eneva, responsável por trazer as atrações principais, e acontecerá novamente no Bumbódromo, com início previsto para às 17h.

O evento antecede o 57º Festival de Parintins e o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, será responsável pela operacionalização da festa.

Foto: Divulgação/Secom AM

Para o diretor-executivo de Relações Externas e Comunicação da Eneva, Aurélio Amaral, o evento é uma oportunidade de promover a cultura local e movimentar a economia no município no período do Festival.

“A Eneva está no Amazonas fomentando o desenvolvimento e trazendo oportunidades econômicas importantes para a região, como a construção do Complexo Termelétrico Azulão 950. Ao mesmo tempo, reconhecemos e apoiamos mais uma edição do Festival de Parintins por entender que a cultura é essencial para valorizar o povo e gerar renda por meio do turismo”, destacou o diretor.

Leia também: Com investimento de R$ 5,8 bilhões, Complexo Azulão 950 deve gerar cerca de 5 mil empregos no Amazonas

Belo é uma das atrações nacionais. Foto: Divulgação

Será montado um palco 360º, onde as atrações locais e nacionais vão se revezar em oito horas de música, das 17h à 1h da manhã. Entre as atrações locais, estão o DJ Rafa Militão, Paula Gomes, Márcia Siqueira, Márcia Novo, Rebecca Grana, Leonardo Castelo, Jr Paulain e Uendel Pinheiro.

“A Festa dos Visitantes 2024 dá sequência ao sucesso do ano passado, quando pela primeira vez, foi realizada com todo aparato técnico e estrutura para receber o público. Uma experiência única, onde os visitantes têm a oportunidade de assistir aos shows no palco 360º, em um evento empenhado na valorização da cultura e na geração de postos de trabalho”, disse o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

Troca de ingressos

Para acessar o local do evento e curtir cerca de oito horas de shows de artistas de diversos segmentos, será preciso realizar a troca do ingresso por alimentos não perecíveis.

Será permitida a troca de um ingresso por CPF, que será feita em pontos na cidade de Parintins. A divulgação dos locais de troca será feita em breve.

Thiaguinho também é atração nacional que cantará na festa. Foto: Divulgação

Os alimentos arrecadados serão entregues pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e Defesa Civil do Amazonas para famílias de comunidades locais mais afetadas no período da estiagem.

Realização

A Eneva, patrocinadora do evento, é a principal operadora privada de gás natural onshore no Brasil, atuando desde a exploração e produção até o fornecimento de soluções de energia. Com ativos em diversos estados brasileiros, a empresa opera 14 campos de gás natural nas Bacias do Parnaíba (MA) e Amazonas (AM), totalizando uma área de concessão superior a 63 mil km², a maior do Brasil. Mantém um parque de geração com 5,95 GW de capacidade contratada, incluindo termelétricas nos estados do Maranhão, Ceará, Sergipe, Roraima, e o Complexo Solar Futura na Bahia, que iniciou a operação em 2023.

A festa realizada pelo Governo do Amazonas conta ainda com o apoio das empresas O Boticário e Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas(CIESA).

*Com informações da Agência Amazonas

Pesquisadores analisam fibras vegetais amazônicas como alternativa sustentável na construção civil

Fibras vegetais amazônicas podem se tornar uma alternativa sustentável para a incorporação de argamassas e revestimentos na construção civil, de acordo com uma pesquisa realizada por estudantes de Engenharia Civil do Instituto Federal de Rondônia (Ifro).

Os materiais são estudados como alternativa sustentável e renovável para o reaproveitamento de resíduos do fruto, como as fibras. Estão sendo analisadas as fibras do coco, açaí, tucumã e curauá em argamassas, concretos e forros de gesso.

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O objetivo central da pesquisa foi apresentar metodologias técnicas e científicas para caracterizar o desempenho das fibras nas propriedades das argamassas de revestimento e no reforço de solos amazônicos.

Os resultados da pesquisa foram apresentados em 2023 na 10ª edição da Rondônia Rural Show. Este ano, durante a feira, foram demonstradas as técnicas desenvolvidas para a caracterização das fibras quando já inseridas nos materiais à base de cimento e no reforço de solos.

De acordo com a coordenação do estudo, as fibras inicialmente são tratadas para auxiliar na durabilidade desses materiais e, dependendo da origem, precisa ser avaliado o comprimento ideal da fibra para garantir o desempenho.

Mistura solo, fibra e água utilizada na montagem do corpo de prova. Foto: Reprodução/Ifro

A escolha do comprimento certo das fibras e de onde elas vêm é importante para garantir que as propriedades mecânicas e a absorção de água sejam adequadas. Nas argamassas de revestimento, as fibras são misturadas com outros materiais e são testadas quando estão frescas para verificar como podem ser manipuladas e também quando estão secas para avaliar sua resistência e aderência a diferentes superfícies.

Entre as vantagens identificadas com o reforço do solo com fibra vegetal, está a redução do uso de fontes de energia e materiais não renováveis, além de baixas emissões de poluentes.

*Por Mylla Pereira, do g1 Rondônia

Documento mostra diagnóstico da Bacia do Araguaia

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O Ministério Público Federal promoveu um debate com o objetivo de garantir medidas para a preservação da biodiversidade em torno da Bacia do Araguaia, um dos poucos rios com fluxo livre e um importante território hídrico de conexão entre os biomas do Cerrado e da Amazônia. O seminário ‘Araguaia: um rio de oportunidades’, contou com o apoio da The Nature Conservancy (TNC) Brasil e palco do lançamento do ‘Resumo Executivo Blueprint Araguaia, realizado pela instituição. O estudo analisou os desafios e prospectou estratégias nos quatro estados que cruzam a bacia: Goiás, Mato Grosso, Pará e Tocantins, considerando a principal área de drenagem com 2.110 quilômetros.
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O documento busca contribuir com a atuação do Grupo de Trabalho da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR) do MPF, que estuda a criação de um corredor ecológico às margens do rio Araguaia e seus afluentes, para a proteção da biodiversidade local, além da sociedade civil e incentivar a atuação de iniciativas privadas no combate a degradação florestal e social das comunidades tradicionais e indígenas, que vivem em seu entorno.

Com o objetivo de identificar o conjunto de rios, riachos e suas bacias hidrográficas que serviram como base para o desenvolvimento de ações de conservação e manejo, o estudo inédito apresenta o mapeamento mais atual e completo sobre os mais de 100 municípios que a Bacia do Araguaia atravessa em seus três mil quilômetros de extensão, além de apoiar no desenvolvimento de iniciativas voltadas para a sociobiodiversidade.

Para isso, o método de planejamento para conservação ambiental utilizado no documento foi o Conservation Blueprint, responsável por identificar as áreas mais relevantes, ecologicamente íntegras e funcionalmente conectadas, para garantir a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas aquáticos fundamentais relacionados ao rio Araguaia. O processo contou com o apoio de uma consultoria externa e o envolvimento de diferentes atores sociais atuantes na região, que levou a definição de áreas prioritárias para conservação e/ou melhores práticas a fim de manter a conectividade e funcionalidades dos rios na Bacia do Araguaia, assim como, a biodiversidade aquática e vidas que dependem desse ecossistema.

A bacia hidrográfica do Tocantins-Araguaia composta pelos dois grandes rios Araguaia e Tocantins possuem uma função importantíssima para biodiversidade aquática que utiliza seus trechos principais para migração entre o Cerrado e a Amazônia. Apesar do rio Tocantins não apresentar mais a conectividade de seu fluxo natural pela presença de barragens.

Música paraense perde Tonny Brasil, pai do tecnobrega

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O tecnobrega paraense está de luto. O cantor e compositor Tonny Brasil, reconhecido por muitos artistas e pesquisadores como o criador do tecnobrega, morreu no dia 2 de junho aos 57 anos. A causa da morte não foi divulgada.

A cantora Gaby Amarantos publicou nas redes sociais uma homenagem ao amigo. Segunda ela, Tonny foi o grande precursor da fusão do brega com a música eletrônica.

Obras

A obra de Tonny Brasil foi profundamente influenciada pela música latina dos países vizinhos. Dessa mistura de ritmos, surgiram variações como o brega-calipso e o brega melody.

Ele deixa um legado de quase duas mil músicas – centenas delas gravadas por artistas de renome nacional, entre eles Banda Calypso, Reginaldo Rossi e Marília Mendonça. Entre as canções famosas do pai do tecnobrega estão ‘Dudu’, eternizada na voz de Joelma.

O projeto ‘Sampleados‘, que deu destaque para a música paraense, contou com a participação de Tony Brasil:

Rios do Amazonas seguem com baixa probabilidade de cheias severas em 2024

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O 3º Alerta de Cheias do Amazonas, realizado no dia 6 de junho, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), segue mostrando que os rios Negro, Solimões e Amazonas continuam com baixa probabilidade de enfrentar cheias severas neste ano.

O evento visa fornecer previsões atualizadas sobre os níveis dos rios e condições climáticas, além de apoiar o planejamento de ações para o período. As previsões, feitas com antecedência de 15 dias para o pico da cheia, contemplam os municípios de Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins, onde vivem mais de 2,3 milhões de pessoas. O evento ocorreu na Superintendência do SGB de Manaus (SUREG-MA).

A chefe do Departamento de Hidrologia do SGB, Andrea Germano, ressaltou a importância da realização do evento na Semana Mundial do Meio Ambiente, que chama atenção para as consequências das mudanças climáticas.

“Hoje, estamos anunciando uma cheia ordinária, em 2024, para os municípios do SAH do Amazonas, mas já estamos de olho na vazante e há preocupação futura com baixos níveis nos rios da Amazônia. O monitoramento de chuvas, níveis e vazões, realizado pelo SGB, é muito importante para minimização dos eventos críticos”, enfatizou.

Germano também destacou a relevância das parcerias para estudos como o realizado com a Marinha sobre o Canal do Tabocal, subsidiando decisões para a operação da hidrovia Solimões-Amazonas.

Já o superintendente Regional do SGB de Manaus (SUREG-MA), Marcelo Motta, também informou que, em relação às cotas máximas, não se espera uma cota de enchente severa, mas que é preciso ser responsável ao falar sobre a vazante. “Nossos pesquisadores podem mostrar cenários diferentes. Se a natureza colaborar, pode haver uma mudança, e não enfrentaremos uma seca tão severa como a que imaginamos”, explicou.

Motta acrescentou: “em conjunto com nossos parceiros, estamos empenhados para disponibilizar essas informações à sociedade, para que as defesas civis, municipal e estadual, possam tomar as medidas necessárias para minimizar os impactos. Sabemos que as empresas que operam no Distrito Industrial de Manaus e aquelas que trazem insumos para a Zona Franca também compartilham dessa preocupação”.

Para a pesquisadora em geociências do SGB Jussara Cury, considerando o modelo de previsão, há uma baixa probabilidade da cheia de 2024 ser de grande magnitude. “Em Manaus, a terceira previsão confirmou a tendência da cota máxima deste ano ficar abaixo da cota de inundação. Em Manacapuru pode ficar próximo da cota de inundação. Em relação a Itacoatiara e Parintins, no baixo Amazonas, o intervalo de previsão ficou abaixo da faixa que representa normalidade para a época e é muito baixa a probabilidade de superar a cota de inundação”, destacou.

Gráfico apresenta probabilidade do nível que o Rio Negro deve atingir em Manaus durante o período de cheia. Fonte: SGB

Para Manaus, a previsão é que o Rio Negro atinja um valor de aproximadamente 26,88 m, com um intervalo provável variando entre 26,63 e 27,38 m (considerando 95% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha a atingir a cota de inundação (27,50 m) é de 52%. É muito baixa a probabilidade de que a cota de inundação severa (29 m) e a cota máxima (30,02 m) sejam atingidas.

Já em Manacapuru (AM), o Rio Solimões deve ficar na marca de 17,79 m, com possibilidade de variar a até 18,22 m. Conforme o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio alcance a cota de inundação (18,20 m) é de 85%, e a de inundação severa (19,60 m) é próxima de zero.

O alerta de cheias é uma atividade realizada pelo SGB em parceria com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), responsáveis pelas previsões climáticas. Paralelamente, as defesas civis estadual e municipais formulam estratégias preventivas.

Níveis bem abaixo da média no Rio Amazonas

Para Itacoatiara, a previsão é que o Rio Amazonas atinja aproximadamente 12,40 m, com um intervalo provável variando entre 12,30 m e 12,64 m. De acordo com a previsão, é muito baixa a probabilidade de atingir a cota de inundação (14 m) e a cota de inundação severa (14,20 m).

Em Parintins, o Amazonas deve atingir 7,17 m, com possibilidade de alcançar a máxima de 7,29 m. O alerta aponta ainda que a probabilidade de superar a inundação (8,43 m) também é muito baixa e, menor ainda, de superar inundação severa (9,3 m) e a máxima (9,47 m).

Alerta de Cheias do Amazonas

O Alerta de Cheias do Amazonas apresenta previsões geradas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) a partir do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas (SAH Amazonas), em operação desde 1989. É parte de um sistema nacional que atualmente possui 18 sistemas que atendem a 84 municípios.

No Alerta Amazonas, são divulgadas as previsões de cotas máximas a serem atingidas nos municípios de Manaus (Rio Negro), Manacapuru (Rio Solimões), Itacoatiara e Parintins (Rio Amazonas). As informações são divulgadas em três etapas, com antecedência de 75, 45 e 15 dias para o pico das cheias, que ocorrem em meados de junho, nesses municípios.

*Com informações do SGB

Que tipo de competidor você é?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Ouço a Mariana dizer: “estou tentando melhorar, mas eu sou muito competitiva”. Já o José declara abertamente: “uma das minhas principais forças é a competição. Sou movido a desafios”. Mariana encara a competição como algo ruim, algo que ela deveria melhorar. José, ao contrário, enxerga como algo positivo, que o impulsiona para frente. Ser competitivo, afinal, é bom ou ruim?

Alguns encaram a vitória sobre um adversário como um sinal de superioridade, uma espécie de confirmação de seu valor. Outros fogem da competição de tanto a valorizarem, pois se não forem vencedores, isto seria confundido com o seu valor. Talvez conseguissem vencer, mas se abstiveram de tentar, com medo do fracasso. Nos dois casos, o que prevalece é a insegurança e a necessidade de atender às expectativas externas. O segundo ainda poderá enganar a si mesmo e aos demais, demonstrando um comportamento mais passivo, mas a competição estará lá guardada, na verdade, escondida. Nos dois casos, podemos dizer que temos uma atitude competitiva negativa.

Timothy Gallwey, em determinado momento de seu livro O Jogo Interior do Tênis, afirma: “quando reconhecemos a importância da existência dos obstáculos, fica fácil entender os benefícios potenciais dos esportes competitivos”. E complementa mais adiante: “no tênis quem é o responsável por apresentar os obstáculos? O adversário. Então ele é um amigo ou inimigo? Desempenhando o papel de inimigo ele está sendo seu amigo. E competindo, ele coopera com a sua melhora”. Timothy procurava demonstrar que na vida, ocorre o mesmo que nos esportes.

Ao contrário dos exemplos anteriores, podemos dizer que o olhar de Gallwey sobre o adversário é uma atitude competitiva positiva. Neste olhar, o adversário, assim como as dificuldades, nos faz crescer, nos fortalece, nos faz ser melhores do que somos. Se acreditarmos assim, dentro de uma dosagem e intensidade adequadas, a competição é boa e não ruim. Não teremos por que fugir dela.

Segundo o escritor Arthur da Távola, há uma diferença radical entre o “competir com” e o “competir contra”. No “competir com”, utilizamos o adversário como um impulsionador e poderemos até desenvolver uma certa admiração e sentimento positivo por ele. É o que Adam Grant chama de “rival digno”. No “competir contra”, queremos a destruição do adversário e poderemos desenvolver sentimentos negativos que, talvez, nem o atinjam significativamente, mas que serão prejudiciais para nós mesmos. Afinal, emoções positivas são ingredientes necessários para a construção de felicidade.

Um outro ingrediente para a felicidade é a superação de metas e desafios, o que às vezes, envolve superar o concorrente ou o adversário. Isto não é ruim, não é pecado e nem significa que fizemos um mal para ele. Um bom jogo é para ser jogado. Haverá um vencedor, e que possamos ser nós, se o merecermos. E sempre haverá novos jogos. Bons jogos terão bons jogadores, como são Mariana e José. Eles sempre poderão usufruir e sair maiores, como nos ensinou Nelson Mandela quando disse: “Eu nunca perco. Ou eu ganho, ou aprendo”. Voltando a Gallwey, é dele a afirmação: “descobri que a verdadeira competição é igual a verdadeira cooperação”.

Somos todos competidores, mas não somos todos iguais. Que tipo de competidor você é?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Ribeirinhos do Amapá vão exportar 10 toneladas de açaí em pó para os EUA

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Extrativistas do Arquipélago do Bailique, no litoral do Amapá, trabalham com o manejo florestal comunitário e têm impulsionado a produção de açaí, um dos frutos mais consumidos na Região Norte do país. A cooperativa Amazonbai, que reúne 141 ribeirinhos da região, vai realizar este mês a primeira exportação direta de açaí liofilizado (açaí em pó) para os Estados Unidos (EUA).

De acordo com a cooperativa, a contratação inicial foi de 10 toneladas do produto. A venda para os estadunidenses deve garantir um valor de até R$ 2,4 milhões por mês aos ribeirinhos.

Pacote de açaí em pó, mostrado por Amiraldo PIcanço, presidente da Amazonbai — Foto: Rafael Aleixo/g1
Foto: Rafael Aleixo/g1 Amapá

“É um produto novo que a gente tá lançando no mercado com inovação, tecnologia e buscando agregação de valor pro nosso produto. Ele é bem procurado na indústria de cosméticos e farmacêuticos como incapsulados, por exemplo”, descreveu Amiraldo Picanço, presidente da Amazonbai.

A produção é transportada do Bailique por cerca de 12 horas em uma embarcação até a cidade de Macapá. Depois, o produto é levado em um veículo até a fábrica da Amazonbai, onde ocorre o processo de branqueamento.

Açaí em pó, produzido pela Amazonbai, no Amapá — Foto: Amazonbai/Divulgação
Foto: Divulgação/Amazonbai

A extrativista Simone Lobato Calandrini, de 31 anos, é uma das cooperadas e disse estar feliz com a produção deste ano. Ele descreveu que coleta o fruto desde a adolescência e contou que o trabalho tem garantido o sustento da família.

“A produção do açaí é muito boa. No começo eu tinha bastante dificuldade de subir, porque eu me apertava muito no açaizeiro e arranhava meu braço. Mas agora consigo subir e até pegar os cachos de dois açaizeiros”, disse a extrativista.

Simone Lobato Calandrini, extrativista no Bailique  — Foto: Rafael Aleixo/g1
Foto: Rafael Aleixo/g1 Amapá

A cooperativa já possui o selo internacional FSC de Manejo Florestal e Cadeia de Custódia, que é uma certificação pioneira para a cultura do açaí.

*Por Rafael Aleixo, do g1 Amapá

Carreira indigenista agora é lei, anuncia Funai

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A carreira indigenista e o Plano Especial de Cargos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram, oficialmente, criados. Publicada no dia 31 de maio, em edição extra do Diário Oficial da União, a Lei nº 14.875 é resultado de um acordo negociado entre representantes dos servidores e o Governo Federal. Confira na íntegra a Lei nº 14.875/2024.

A promoção e defesa dos direitos assegurados pela legislação brasileira aos povos indígenas, bem como a sua proteção e a melhoria de sua qualidade de vida, estão entre as atribuições do Especialista em Indigenismo, cargo de nível superior. Outras atribuições incluem a formulação, articulação, coordenação e implementação de políticas dirigidas aos povos indígenas e às suas comunidades; e o acompanhamento e fiscalização das ações desenvolvidas em territórios indígenas.

O planejamento, organização, execução e avaliação de atividades inerentes ao indigenismo, bem como apoio técnico e administrativo especializado a essas atividades, estão entre as atribuições do Técnico em Indigenismo, cargo de nível médio, assim como a execução de atividades de coleta, seleção e tratamento de dados e informações especializadas; entre outras atividades.

Estruturados em classes e padrões, os cargos de provimento efetivo das carreiras de Especialista em Indigenismo e de Técnico em Indigenismo, com carga horária de 40 horas semanais, constam no Anexo I da lei.

Na Funai, na qualidade de órgão supervisor das carreiras, estão lotados os ocupantes dos cargos de Especialista em Indigenismo e de Técnico em Indigenismo, podendo ter exercício descentralizado em órgãos e em entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que tenham atuação na política indigenista.

Representando um marco histórico, a criação do Plano de Carreira Indigenista evidencia o compromisso do Governo Federal com a defesa dos direitos dos povos indígenas e a valorização dos servidores da Funai, que agora passam a ocupar outra categoria na estrutura do Estado brasileiro. A proposta foi construída com ampla participação das instituições representativas dos servidores do órgão indigenista.

Diante do desmonte da Funai e da retirada dos direitos dos povos indígenas vividos nos últimos anos, os servidores deram início a uma ampla mobilização em 2022, realizando um movimento com o qual obtiveram diversas conquistas iniciais, como a recomposição das verbas indenizatórias de deslocamento a serviço, a melhoria nas escalas de trabalho por revezamento de longa duração, a composição de forças-tarefa para atuar em regiões de difícil acesso e em faixas de fronteira, entre outras.

Organizados pelos sindicatos gerais filiados à Condsef, os servidores realizaram diversas atividades de mobilização no novo governo, o que chamou a atenção do próprio presidente Lula, que afirmou, durante a plenária final do Acampamento Terra Livre de 2023, que os servidores da Funai não poderiam ser tratados como trabalhadores de segunda categoria, posição determinante para o atendimento da reivindicação histórica.

A conquista dos trabalhadores da Funai trará melhores condições de trabalho para qualificar o atendimento das populações indígenas do país e para avançar na construção de políticas públicas específicas e diferenciadas em todos os biomas brasileiros. Os servidores seguem mobilizados contra a tese jurídica do marco temporal e quaisquer iniciativas que visem desconstituir os direitos originários sobre os territórios indígenas.

A mobilização e a organização foram os instrumentos que permitiram aos trabalhadores avançar na conquista de direitos. Para a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, a aprovação da carreira indigenista, mesmo com pontos a serem aperfeiçoados, representa uma vitória.

“Há muito tempo é reivindicado um plano de carreira. Cada conquista deve ser celebrada. Nunca foi fácil para a Funai ser valorizada e, pela primeira vez, no governo Lula, essa relevância está sendo reconhecida. Persistem desafios, como a adequação de gratificações específicas para os servidores de nível auxiliar, pelas quais continuaremos em diálogo com o órgão supervisor das carreiras nos próximos dias, além de outros pontos importantes que continuaremos trabalhando para o devido reconhecimento”, afirmou.

*Com informações da Funai

Terra e água: adaptações das árvores da floresta no Interflúvio Purus-Madeira

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Os rios Madeira e Purus correm paralelamente sobre a maior parte do sudoeste da Amazônia, e a terra entre eles é conhecida como o Interflúvio Purus-Madeira. A região era esparsamente habitada por comunidades humanas desde a eliminação da maioria dos povos indígenas, antes do ano de 1700. A partir da década de 1970 o local passou por um novo ciclo de ocupação, quando a rodovia BR-319 foi construída. 

Em poucos anos a falta de manutenção deixou a estrada intransitável a maior parte do ano e, desde então, muitos projetos para recuperá-la foram feitos. A rodovia nunca foi, de fato, recuperada, mas a previsão de uma reestruturação e pavimentação causa grande preocupação com a conservação da floresta do seu entorno. 

A região abriga uma variedade de animais e plantas que precisam ser consideradas para a recuperação da BR-319, assim como o tipo de solo e o regime de chuvas. A maior parte das terras do interflúvio ficam longe dos grandes rios que inundam as florestas. As terras são baixas e a água da chuva fica acumulada, inundando grandes áreas de floresta com uma camada de água rasa durante um longo período do ano. 

O fluxo da água sobre a terra sem a presença de canais bem definidos é um processo demorado e conhecido como fluxo laminar, que faz com que o solo fique sem oxigênio, impedindo que as raízes das árvores cresçam até as camadas mais profundas da terra e exigindo que a floresta se adapte a esse tipo de situação. 

A floresta amazônica possui diversas adaptações que facilitam o desenvolvimento de plantas em áreas com solos não muito próprios para o crescimento de raízes. A maioria dos solos nas regiões baixas da Amazônia são pobres nos nutrientes necessários para o crescimento das plantas e, muitas vezes, a vegetação não consegue aproveitar os que são deixados na terra através das folhas em decomposição. Para explorar melhor o solo, a maioria das plantas buscam parcerias com outros organismos, como os fungos. 

As raízes das árvores têm minúsculos pelos, chamados de pelos radiculares, que são frágeis, curtos e pouco eficientes na busca por nutrientes. É provável que as primeiras plantas que colonizaram a superfície da terra nem tinham raízes, muito menos os pelos radiculares. Provavelmente, elas adquiriam os nutrientes do solo com a ajuda dos fungos, mas isso tinha um preço: a planta fornecia para os fungos os açúcares que eles precisavam para sobreviver que eram produzidos através do processo de fotossíntese. A maioria das pessoas somente conhece as partes dos fungos que nós chamamos cogumelos e comemos em pratos deliciosos. No entanto, a importância desses organismos invisíveis é enorme! Grande parte da floresta é feita e depende dos fungos para se manter viva.

Texto adaptado do original publicado em “O Interflúvio Purus-Madeira: lições sobre o funcionamento da floresta amazônica”, do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração no Sudoeste do Amazonas (PELDSAM).

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Observatório BR-319