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Invasores colocam fogo em terra indígena mais desmatada do país para manter pastos ilegais

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Dez meses após uma megaoperação para retirar ocupantes irregulares e milhares de bois da terra indígena Apyterewa, no sul do Pará, o fogo voltou a queimar no território dos Parakanã. Os focos se concentram em áreas de pasto e segundo especialistas ouvidos pela reportagem são um indício do retorno de invasores. 

Desde o início do mês, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 82 focos de calor na região, colocando a Apyterewa em 15ª lugar no ranking das terras indígenas que mais queimaram em agosto no país, e em 3º no Pará.  

“Estamos com medo. Eles [invasores] estão entrando de novo, entram pelos ramais e vão queimando tudo”, conta Xokarowara Parakanã, cacique da aldeia Kanaã, ao se referir as estradas abertas dentro da TI pelos ocupantes irregulares. 

A queimada do pasto é uma maneira de manter a área pronta para o gado. Esse processo revela, segundo fontes ouvidas pela Repórter Brasil, uma expectativa de retorno da pecuária ilegal no território indígena. Cerca de 60 mil bois pastando irregularmente na área foram removidos desde o início da operação, em outubro do ano passado. 

“Por que colocar fogo no pasto? É preciso manter essa área por mais dois, três anos, até conseguir ‘pular’ para dentro de novo. Era muito barato arrendar pasto ali dentro e a operação quebrou esse grande esquema econômico ilegal”, explicou uma fonte ligada à desintrusão. 

O fogo também atingiu plantações de cacau. De acordo com os indígenas, isso seria uma forma de impedir o acesso dos Parakanã às lavouras que ficaram para trás após a retirada dos ocupantes irregulares. Em julho, eles denunciaram um ataque de pistoleiros enquanto coletavam o cacau em uma antiga fazenda ilegal. Após o episódio, a Associação Tato’a, que representa os indígenas, solicitou uma reunião de emergência em Brasília – realizada na última semana.

Terras indígenas que mais queimaram em agosto

Focos de calor detectados em TIs entre 1 e 21 de agosto de 2024

Fonte: Instituto de Pesquisas Espaciais

Para entrar na terra indígena, os invasores atravessam estradas clandestinas de moto e chegam a construir ‘buchas’, pontes temporárias feitas de terra. Até o momento, não há estruturas consolidadas de moradia ou de suporte para os bois, como cercas e currais. “É ainda um cenário de disputa de domínio pelo território”, avalia outra fonte. 

Em Brasília, os indígenas pediram reforço no policiamento do território – que hoje conta com três bases de proteção operadas pela Fundação de Povos Indígenas (Funai). Com isso, esperam ampliar sua presença na Apyterewa com mais ações de fiscalização e a construção de novas aldeias no limite da terra indígena. 

A Funai afirmou que tem uma ‘permanente interlocução’ com os Parakanã. O órgão indigenista mantém equipes de monitoramento em campo com apoio da Força Nacional e do Ibama, na fase de ‘pós-desintrusão’. Essas ações “contemplam medidas como a retirada do gado remanescente e o desfazimento de acessos clandestinos”, disse em nota enviada à Repórter Brasil. Leia a íntegra da resposta.

A reportagem também procurou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que avaliou que a operação teve um ‘um sucesso significativo’.

Entre as medidas para coibir novas invasões, destacou a implementação de um Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) e “o monitoramento com a presença constante e permanente de órgãos federais e estaduais como Força Nacional, Ibama, Funai, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e órgãos de segurança do Estado”. 

Operação de guerra

A Apyterewa é reconhecida como território indígena desde 1982, mas só foi homologada trinta anos depois, em 2007. Cerca de 1300 indígenas vivem ali, segundo o último censo do IBGE. 

Não é de hoje que os Parakanã pedem a retirada dos invasores de seu território, que se consolidou como o mais desmatado do país. Mas a situação se agravou nos últimos anos. 

O avanço da pecuária e, mais recentemente, das plantações de cacau, destruíram cerca de 100 mil dos 773 mil hectares da terra indígena. Investigações da Repórter Brasil revelaram que os bois chegaram a abastecer os frigoríficos da JBS. Na época da publicação da reportagem, a empresa disse que bloqueou as fazendas localizadas no interior da Apyterewa.

A operação de desintrusão teve início em outubro de 2023 após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi concluída em fevereiro deste ano. Além dos bois, cerca de duas mil pessoas tiveram que sair da Apyterewa. 

Os ocupantes irregulares se concentravam em uma vila, vizinha a uma das bases da Funai, destruída durante a operação de retirada (Foto: Fernando Martinho

Os invasores se concentravam na região conhecida como Vila Renascer, vizinha a uma das bases da Funai. A localidade surgiu em 2016, mas cresceu durante o governo de Bolsonaro impulsionada pelo discurso anti-indígena. A vila chegou a ter postos de gasolina, hotéis e até rede de energia fornecida pela empresa Equatorial, concessionária de energia elétrica do Pará.

A Repórter Brasil acompanhou o começo da operação, marcada por momentos de tensão em campo e nos gabinetes de Brasília. Políticos bolsonaristas e também aliados do governador Helder Barbalho (MDB), apoiador do presidente Lula (PT), pressionaram para que a operação fosse abortada. Em meio à pressão contra a retomada, a Força Nacional matou um dos invasores com um tiro de fuzil.

‘Processo contínuo’

Depois de meses de tensão, os moradores irregulares foram retirados. Em janeiro o desmatamento chegou a zero: ‘foi uma conquista’, lembra o cacique Xokarowara Parakanã.  

Em março, uma comitiva do governo federal foi até a terra indígena e celebrou o fim da operação com a ‘entrega simbólica’ do território para os Parakanã. Mas o sossego dos indígenas durou pouco. Para pessoas ligadas à operação, a nova ofensiva não é obra de recém-chegados na região: “não vejo como uma reinvasão, é um processo contínuo”. 

Feitosa avalia que existe um movimento coordenado que alimenta as novas invasões. “O fogo não nasce do nada, tem que ter um investimento, uma inteligência por trás”, pondera. Questionada pela reportagem, a Funai ressaltou que “as invasões em terras indígenas são caracterizadas por um elevado grau de reincidência”. 

“Deste modo, é fundamental a adoção de medidas dissuasórias, sendo de extrema importância seguir com as medidas de responsabilização dos não indígenas envolvidos em ocorrências ilícitas na área”, diz o texto.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Repórter Brasil, escrito por Isabel Harari e com edição de Paula Bianchi

Construção de novo Santuário de Nazaré em Belém é anunciada pelo governo do Pará

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Foto: Reprodução/Basílica de Nazaré

Atuando como apoiador do Círio de Nazaré, o Governo do Pará anunciou o repasse de R$ 2 milhões à Arquidiocese de Belém, responsável pela organização de toda a festividade do Círio de Nazaré, para a construção do Novo Santuário de Nazaré.

O anúncio foi feito pelo governador, Helder Barbalho, durante a Missa do Mandato, celebrada no dia 26 de agosto, momento que marca o início das peregrinações da imagem de Nossa Senhora de Nazaré nos lares paraenses.

Conforme o governador, a construção, por parte do Governo do Estado, do Novo Santuário, será em uma área próxima à Basílica, que pertenceu ao Exército Brasileiro até o ano de 2017 – quando o governo federal doou o terreno para a Arquidiocese de Belém.

“Os recursos serão depositados junto à organização do evento para viabilizar ações necessárias que contribuam para uma extraordinária procissão, reunindo os devotos de Maria pelas ruas de Belém agradecendo à nossa Mãe querida por todas as graças e bênçãos alcançadas”, discursou o governador.

O projeto que norteará as obras ainda está sendo concluído pela Arquidiocese e pela Diretoria da Festa de Nazaré (DFN). As informações iniciais dão conta de um investimento de cerca de R$ 40 milhões de recursos oriundos do tesouro estadual.

*Com informações da Agência Pará

Milton Hatoum doa 16 versões do livro ‘Dois irmãos’ para a Biblioteca Brasiliana da USP

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O escritor amazonense Milton Hatoum doou 16 versões do livro Dois irmãos para a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da Universidade de São Paulo (USP). Nas diferentes versões da obra mais famosa do autor chamam atenção os títulos que o romance teve antes de chegar ao definitivo e um cartaz em tamanho A3 com um diagrama da história dos personagens do livro, elaborado por Hatoum. 

Os originais constam também anotações de editores, críticos e escritores, que mostram a dimensão colaborativa e coletiva do trabalho do romancista.

“Entre pensar e terminar de escrever foram cerca de nove a dez anos”, explica Hatoum. Segundo ele, várias foram as motivações para a doação do material à BBM. A primeira diz respeito à gratidão pela formação acadêmica que recebeu na USP. Hatoum fez graduação em Arquitetura e Urbanismo e frequentou várias disciplinas no curso de Letras como ouvinte. 

A segunda tem relação com a afetividade: “Eu conheci o [José] Mindlin. Ele ia aos lançamentos dos meus livros e, inclusive, foi ao lançamento de Dois irmãos; no ano de 1988, ganhei uma bolsa de literatura chamada Vitae, de uma fundação que o Mindlin era presidente; frequentei a biblioteca dele e da Guita lá no Brooklin [bairro de São Paulo] antes da doação para a USP”.

E a terceira, segundo ele, é sua admiração pela Biblioteca Brasiliana: “Esses manuscritos estarão bem cuidados, não teria lugar melhor para abrigá-los. Eu acho essa biblioteca extraordinária! Quem conheceu José Mindlin percebe que ele era um apaixonado pelo livro. Eu nem mereço estar ao lado de manuscritos de Rachel de Queiroz e [datiloscritos] de Guimarães Rosa”, declarou Hatoum.  

Pesquisa

Milton Hatoum – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

“As 16 versões de Dois irmãos são uma contribuição inestimável para a biblioteca e para o projeto Registros da Produção Literária Brasileira Contemporânea, que reúne documentos de grande interesse para a pesquisa sobre os modos e processos de composição da literatura, fomentando a discussão e a reflexão sobre novas formas e suportes da produção literária. Elas se juntam aos manuscritos de O Quinze, da Rachel de Queiroz, aos datiloscritos do Grande Sertão: Veredas e de O Mundo Coberto de Penas/Vidas Secas, entre outros, colecionados por José Mindlin”, explica o professor de Literatura Brasileira da FFLCH e vice-diretor da BBM, Hélio de Seixas Guimarães. 

Para ele, a doação à biblioteca é importante não somente para preservar as versões de um romance relevante como Dois irmãos. Com este material poderão ser feitas diversas pesquisas, como as relacionadas à crítica genética, uma disciplina que estuda os processos de criação em diversas áreas, como a literatura, as artes visuais, o teatro e o cinema, entre outras.

Sobre a possibilidade de realização de pesquisa com o material de Dois irmãos, Hatoum informa que há muitas teses a respeito do livro, conforme um levantamento da professora titular da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Juciane Cavalheiro. Segundo a pesquisa da docente, em 2023, Dois irmãos, que é o romance mais estudado do autor nas universidades brasileiras, totalizou como objeto de investigação 48 teses e 80 dissertações. Na sequência, figura Relato de um Certo Oriente, com 39 teses e 49 dissertações. Cinzas do Norte, com 21 teses e 38 dissertações, e Órfãos do Eldorado, com 16 teses e 31 dissertações.

Milton na BBM

No dia 29 de agosto, às 18h30, no Auditório István Jancsó, a doação será formalizada em uma conversa gratuita e aberta ao público em geral intitulada Dois irmãos em múltiplas versões, entre Milton Hatoum e a especialista em sua obra, Maria da Luz Pinheiro de Cristo, sobre o processo de construção de seu romance. A mediação será de Samuel de Vasconcelos Titan Jr., professor do Departamento de Teoria Literária e Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Antes da doação à BBM, o material de Dois irmãos estava em posse de Maria da Luz, sua aluna de francês em Manaus, que o utilizou como fonte em sua tese de doutorado com o título Relatos de uma Cicatriz: A Construção dos Narradores dos Romances, Relato de um Certo Oriente e Dois irmãos, defendida no ano de 2005 na USP.

Em 13 de março deste ano, Milton Hatoum esteve na BBM para participar do evento Convite à Leitura – O Autor Como Leitor, em que falou sobre a leitura na sua formação como escritor, a sua relação com seus leitores e outros assuntos ligados à leitura em geral.

Na ocasião, antes do começo do encontro, Hatoum fez uma visita pela biblioteca e pôde conhecer algumas obras raras e especiais do acervo, entre elas manuscritos e datiloscritos de grandes escritores brasileiros, como Guimarães Rosa e Rachel de Queiroz, que as várias versões de Dois irmãos farão companhia na BBM.Nascido em Manaus, Hatoum é autor de Relato de um Certo Oriente, Dois irmãos e Cinzas do Norte, entre outros títulos, todos publicados pela Companhia das Letras.

O escritor já ganhou os Prêmios Jabuti, Livro do Ano, Bravo!, APCA e Portugal Telecom. Sua obra de ficção, publicada em 14 países, recebeu em 2018 o prêmio Roger Caillois (Maison de l’Amérique Latine/Pen Club-França).

*Com informações Jornal da USP

Rondônia declara situação de emergência por incêndios florestais

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Incêndio no Parque Guajará-Mirim, em Rondônia. Foto: Divulgação/Prevfogo

O governo de Rondônia declarou situação de emergência em razão de incêndios florestais. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado. O texto cita “situação crítica de estiagem” que atinge a região desde o segundo semestre de 2023, por conta da redução significativa das chuvas.

Este ano, Rondônia registrou 4.197 focos de incêndios nas cidades e 690 em áreas de conservação, totalizando 4.887 focos, o dobro do anotado em 2023. Fogo destruiu 107.216 hectares de floresta.

Segundo a publicação, a escassez de chuvas tende a persistir por pelo menos mais três meses, “provocando uma severa redução no nível dos rios e na umidade relativa do ar, aumentando significativamente o número e os riscos de incêndios florestais e queimadas urbanas, além de agravar os danos à saúde pública e ao meio ambiente”.

Focos de calor

Dados de 2024 apontam para um aumento de 43,2% nos focos de calor na Amazônia em comparação ao mesmo período de 2023, sendo Rondônia uma das áreas mais afetadas da região, com aumento de 23,7% dos focos de incêndio apenas em agosto. O governo do estado levou em consideração ainda:

– prejuízos econômicos e sociais à população afetada e a imperiosidade de se resguardar a dignidade da pessoa humana com o atendimento de suas necessidades básicas;

– que equipes de combate a incêndios florestais enfrentam consideráveis desafios de acesso às regiões afetadas, especialmente em áreas isoladas, na qual a infraestrutura de transporte terrestre e fluvial é inexistente ou severamente limitada, impedindo a chegada rápida e eficiente de recursos necessários para controlar as chamas;

– que o panorama das queimadas em Rondônia tornou-se extremamente preocupante, com números que superam significativamente os registrados em anos anteriores, contabilizando, no período de 1º de janeiro a 19 de agosto de 2024, 4.197 focos de incêndios nos municípios e 690 em áreas de conservação estadual, totalizando 4.887 focos, o dobro do registrado em 2023. Aproximadamente 107.216 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo;

– que a seca hidrológica excepcional impactou dramaticamente o Rio Madeira, que registrou níveis excessivamente baixos, cenário que representa um dos anos mais desafiadores para a Amazônia, sendo Rondônia um dos estados mais afetados. A escassez de chuvas, associada ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, criou condições propícias para a expansão descontrolada das queimadas;

– a intensidade dos desastres demandará uma resposta não prevista nos planejamentos anuais e plurianuais, impactando substancialmente os orçamentos das secretarias estaduais e comprometendo as ações de resposta aos desastres previstos para esse período;

– que populações vulneráveis – crianças, idosos, gestantes, indivíduos com doenças cardiorrespiratórias preexistentes, pessoas de baixo nível socioeconômico e trabalhadores expostos ao ar livre – estão sob maior risco de sofrerem efeitos adversos relacionados à poluição do ar.

“A declaração de emergência é motivada pelos intensos incêndios florestais e pela baixa umidade relativa do ar que afetam Rondônia, prejudicando tanto as populações urbanas e rurais, quanto as áreas de proteção ambiental, causando impactos significativos nas atividades agrícolas, pecuárias, na navegabilidade dos rios e em outras atividades econômicas e essenciais para a população.”

O decreto entra em vigor na data da publicação e tem validade de 180 dias.

*Com informações da Agência Brasil

Centro de pesquisas no Acre irá fomentar estudos com foco na Amazônia

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O Instituto Federal do Acre (Ifac) é, oficialmente, sede do novo Centro de Estudos e Pesquisas em Ambiente, Biodiversidade e Mudanças Climáticas (Cepab-Clima), em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz). O espaço, que foi inaugurado no dia 23 de agosto, no campus Transacreana, em Rio Branco, tem como foco o desenvolvimento de projetos e ações voltadas para a região amazônica.

Com investimento de R$ 25.883,93, o local conta com três ambientes: sala de entrada, espaço central para armazenamento de insumos e equipamentos, e setor principal, que será utilizado para o desenvolvimento de pesquisas em diversas linhas de conhecimento. O Cepab-Clima também está equipado com bancadas, pias e instalações especiais.

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Foto: Divulgação/ IFAC

Além da inauguração, o Ifac e o IOC-Fiocruz assinaram protocolo de intenções para oferta de capacitações de curta duração e estruturação de um novo programa de pós-graduação em biodiversidade, mudanças climáticas e políticas públicas na Amazônia.

Para a diretora do IOC-Fiocruz, Tania Cremonini Araujo-Jorge “inaugurando um espaço físico, um laboratório de cooperação com equipamentos e equipes de profissionais qualificados pelo Ifac e Fiocuz. Ter um laboratório cooperativo é um diferencial muito grande nessa parceria que já é antiga. Estamos indo além, criando uma instância com várias instituições de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e inovação”.   

A secretaria estadual de Meio Ambiente, Julie Messias, também participou do evento e destacou a importância dos estudos que serão realizados no Cepab-Clima com foco no contexto amazônico. “Ter um ambiente da Fiocruz no Acre já é a sinalização de um avanço significativo. Um espaço que traz a temática da biodiversidade e do clima é uma oportunidade para que consigamos avançar nas pesquisas e entendimento do impacto que está sendo causado por essas mudanças que estamos vivendo”.

Coordenador geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde, do Ministério da Saúde, Marco Horta, esteve presente no evento e ressaltou a importância da criação de ambientes de pesquisa, com foco em fomentar conhecimento e a conscientização climática:

O evento contou ainda com a presença de estudantes, docentes e técnicos administrativos, gestores do Ifac, como também do diretor de Ensino do campus Transacreana, Matsunaga Sekiguchi, dos membros da comitiva do IO-Fiocruz, Paulo Sérgio D’Andrea (vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação), Norma Brandão (vice-diretora adjunta de Ensino, Informação e Comunicação), Manoel Oliveira (coordenador adjunto do programa de pós-graduação em Biodiversidade e Saúde) e Marcos Azevedo (coordenador do Serviço de Gestão de Materiais).

*Com informações de IFAC.

“Redário” é usado como incentivo à alfabetização por escola paraense

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Foto: Eliseu Dias/Seduc PA

O paraense sabe que relaxar dentro de uma boa rede é maravilhoso, mas e se fosse possível fazer da rede uma ferramenta de alfabetização? Foi isso que fez a Escola Estadual de Ensino Fundamental Bento XV, localizada no bairro do Guamá, em Belém (PA), ao inaugurar o “Redário da Leitura“, no dia 23 de agosto. Além do incentivo à leitura, o espaço trabalha a alfabetização na idade certa e estimula a socialização.

Atualmente, a escola atende 289 estudantes em turmas de 1º ao 5º ano. Segundo a vice-diretora da unidade, a iniciativa reforça a metodologia do Programa Alfabetiza Pará, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ao compor uma metodologia ativa de alfabetização.

Ainda de acordo com a educadora, o “Redário da Leitura” é um facilitador para o ensino-aprendizagem. “O Programa Alfabetiza Pará traz muitas nuances para a alfabetização. Cada escola tem que pensar ativamente nas suas práticas e a gente quer que isso sirva de inspiração para que outras escolas possam realizar as boas práticas. O redário é um momento muito lúdico e se torna um facilitador no ambiente de 1º ao 5º ano porque não é algo impositivo, é algo que traz o prazer da criança em estar na escola e com isso o professor pode formatar sua aula em cima do espaço e pode trazer o aluno espontaneamente para que ele faça suas inserções no processo”, destacou Rosângela.

O estudante Otávio Soares, do 5º ano do Ensino Fundamental, conta que o “Redário da Leitura” vai ser muito bem aproveitado por ele e pelos colegas. “Para mim, essa é uma boa ideia porque vai incentivar as pessoas a lerem mais, a gostar mais dos livros. Vamos poder ler com pessoas do lado também e quando a gente está lendo um livro, a gente imagina que está dentro do livro, da história. Também acho que os colegas que ainda não sabem ler podem aprender mais rápido. Isso vai incentivar mais, vamos aproveitar a hora do recreio e ter redes aqui significa um conforto também. A minha leitura é boa, mas agora vou melhorar ainda mais”, comentou.

Foto: Eliseu Dias/Seduc PA

Já para a estudante Brena Martins, também do 5º ano do Ensino Fundamental, o novo espaço vai fazer diferença na rotina escolar. “Eu adorei esse novo espaço que vai incentivar as crianças a ler e se entreter no mundo da imaginação, no mundo dos livros e se sentir como os personagens, como protagonistas do livro. Eu adoro ler e me interesso muito pelo mundo da leitura e vou usar bastante esse espaço com as redes porque dá para sentar, ler deitado, se embalar, se concentrar e relaxar”, comentou a estudante.

A articuladora da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa), da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Belém 3, Paula Carvalho, parabenizou a iniciativa e ressaltou a importância de ações como esta. “A equipe gestora e todos os profissionais de educação da escola estão de parabéns por criarem mais um espaço que fomenta a leitura. O Redário da Leitura vai possibilitar e potencializar cada vez mais a formação de leitores fluentes. É um espaço que vai ampliar a criatividade e a imaginação dos alunos, vai levá-los numa viagem que a gente só faz através da leitura, vai ampliar o conhecimento”, enfatizou.

*Com informações da Seduc PA

Acre sobe duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados

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O Acre subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2024 (RCE), atingindo a 25ª posição na nova edição do estudo. A análise foi divulgada no dia 21 de agosto em evento realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em Brasília, no Distrito Federal.

Leia também: Amazonas é destaque da Região Norte em Ranking de Competitividade dos Estados

Criado em 2011 pelo CLP, o ranking realiza a análise de diversos dados, que somam mais de 90 indicadores, e tem o objetivo de gerar diagnósticos e orientar o trabalho dos gestores públicos estaduais. Desde 2019, o governo do Acre tem utilizado o RCE para monitorar e avaliar as políticas públicas voltadas para a superação dos problemas estruturais do estado.

O RCE é composto por 10 pilares, sendo eles: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado, e inovação.

Imagem: Divulgação CLP

Na edição atual, o Acre subiu posições em 8 dos 10 pilares: eficiência da máquina pública (+5), potencial de mercado (+5) e segurança pública (+5), capital humano (+2), infraestrutura (+2), inovação (+2), sustentabilidade social (+2) e sustentabilidade ambiental (+1); e apresentou recuo nos pilares educação (-2) e solidez fiscal (-3).

Uma análise completa detalhando os avanços e desafios do Estado do Acre dentro de cada um dos pilares formativos do RCE será publicada no Diário Oficial do Acre desta terça-feira, 27.

*Com informações da Agência Acre

MPF pede atuação urgente contra queimadas em terra indígena no sudoeste do Pará

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Imagem ilustrativa de queimada no Pará. Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou pedidos a órgãos públicos, na última sexta-feira (23), para que sejam tomadas medidas urgentes de combate a queimadas na Terra Indígena (TI) Munduruku e no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa, no sudoeste do Pará. As medidas foram propostas após reunião realizada em 22 de agosto para discutir o tema. 

O MPF solicitou que os órgãos destinem aeronaves para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atue na TI e para que a Polícia Federal (PF) realize os trabalhos tanto na TI quanto no PDS. Também foi solicitado o reforço nas ações de contenção de queimadas no PDS, de forma articulada entre vários órgãos públicos. 

O acesso a essas áreas apresenta uma série de dificuldades logísticas, desafios que se tornam ainda mais complexos quando somados ao fato de os focos de incêndio estarem se expandindo, destaca a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa nos ofícios enviados a autoridades.

A segurança das comunidades e das equipes de combate aos incêndios também é uma preocupação do MPF. Denúncias enviadas ao órgão apontam que a origem dos incêndios pode ser criminosa e que pessoas responsáveis pelas queimadas estariam retaliando lideranças socioambientais locais, por meio de ameaças e tentativas de lesão corporal e de homicídio.

Órgãos demandados

A fim de viabilizar o encaminhamento, à Terra Indígena Munduruku, de equipe de brigadistas já organizada pelo Ibama, o pedido de aeronaves foi feito à Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), Polícia Militar (PM), Exército e Força Aérea Brasileira. Já o pedido de aeronave que fique permanentemente à disposição da PF em Santarém foi encaminhado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Além da emergência do combate às queimadas, a necessidade de uso de aeronave pela PF de forma permanente na microrregião de Itaituba é justificada pela extensão da área, que abrange seis municípios (Itaituba, Aveiro, Rurópolis, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão) e o distrito de Castelo dos Sonhos, do município de Altamira.

O pedido de uma atuação mais robusta para o combate aos incêndios no PDS Terra Nossa foi feito à Diretoria de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas). O MPF indicou a necessidade de que esse trabalho seja realizado de forma conjunta e coordenada com a PF, PRF, Ibama e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Questões fundiárias do PDS 

O MPF pediu ao Incra que apresente informações relativas aos processos supervenientes à supervisão ocupacional realizada no PDS Terra Nossa, em 2023. Também foi solicitado à autarquia a confirmação do encaminhamento, à Polícia Federal, do relatório da supervisão, para auxiliar nas investigações em andamento.

Por fim, o MPF solicitou que o Incra encaminhe ao órgão informações sobre ocupante do PDS suspeito de crimes ambientais, ameaça, e tentativa de lesão corporal e de homicídio. O MPF quer saber se o suspeito tem perfil de beneficiário do programa de reforma agrária e se a área ocupada por ele é passível de regularização fundiária.

*Com informações do MPF 

Parceria para o futuro Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões é discutida em Manaus

A região do Alto Solimões deve receber o primeiro Parque Científico e Tecnológico (PCT) do Amazonas e o segundo do Norte do país. Em diálogo de aproximação institucional com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Henrique Pereira, o coordenador-geral de Gestão do Território da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Vitarque Coêlho, informou que ao menos dez empresas já demonstram interesse em se instalar no centro que será focado na bioeconomia da Amazônia.

O Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões – PaCTAS será instalado em Tabatinga e Benjamin Constant, na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia, região com previsão de boas oportunidades comerciais. Tabatinga (a 1.105 Km de Manaus) será um hub logístico Chancay-Manaus, uma rota de interligação logística, de distribuição de mercadorias, pelo oceano Pacífico. O Porto de Chancay, em construção no litoral peruano, permitirá ao Polo Industrial de Manaus receber produtos direto da China e outros países asiáticos. 

Um PCT é um espaço físico para os empreendimentos inovadores se instalarem e se conectarem a laboratórios de prestação de serviços, promovendo a articulação entre o setor produtivo e as instituições de C&T para produzir novos processos, produtos e serviços para o mercado e fazer inovação. A preocupação de um parque é com a emissão da nota fiscal com a prestação de serviço propriamente dito, e o sucesso do projeto envolve a sua capacidade de construir uma rede de colaboração para que possa efetivamente transformar a realidade local e regional.

Foto: Cimone Barros/Ascom Inpa

De acordo com Coêlho, o PaCTAS está na fase de estruturação do modelo de governança, processo conduzido pela Fundação Guamá, que gerencia o PCT Guamá, em Belém (PA). A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) e a Universidade do Estado Amazonas (UEA) são parceiros. Além de instituições do Amazonas, MIDR e Fundação Guamá estão dialogando na cooperação internacional com organizações do Peru e Colômbia, a fim de permitir acessar recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). 

“Nosso papel será buscar essa aproximação de empresas do Polo industrial de Manaus com instituições como o Inpa, com a inteligência, sua capacidade de desenvolver projetos de tecnologia e colocá-las em inovação, em produtos e serviços. Outra perspectiva é o de interiorização do desenvolvimento com a chegada e instalação de empresas de pesquisa e inovação no Alto Solimões”, contou Coêlho, que também se reuniu com representantes da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).  

No Brasil existem 59 Parques Científicos e Tecnológicos. O PCT Guamá em Belém é o único do Norte e conta com cerca de 40 empresas instaladas de portes diversos. Dessas, mais de 30 são startups e seis são multinacionais.

Também participaram da reunião por parte do Inpa, a coordenadora-geral de Planejamento, Administração e Gestão, Magalli Henriques, a coordenadora de Gestão da Inovação e Empreendedorismo, Deuzanira dos Santos, e o chefe da Divisão de Cooperação e Intercâmbio, Laurindo Campos.

*Com informações do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Acre registra pior mês de agosto na série histórica de queimadas, aponta Inpe

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Seca de rios e igarapés, baixa umidade do ar e muitos focos de incêndios. Esta é a realidade do Acre no período em que a estiagem se intensificou ainda mais. É neste cenário que o estado chegou ao seu pior mês de agosto em relação aos registros de queimadas, com 3.482 focos até este domingo (25), segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Antes mesmo do fechamento do mês, o índice já supera todas as marcas do mês nos anos anteriores, na série histórica que se inicia em 1998. Até então, o pior índice havia sido detectado em agosto de 2010, com 2.444 focos, segundo o Inpe.

Na comparação com o mesmo período em 2023, os dados são ainda mais preocupantes: em agosto do ano passado, foram 352 focos, o que equivale a um aumento de 889% entre um ano e outro.

Cenário do ano

Ainda no oitavo mês, o ano de 2024 também já supera 2022 (1.599) e 2023 (1.666) no total de queimadas. Entre 1º de janeiro e 25 de agosto deste ano, ainda segundo o monitoramento do Inpe, o Acre já teve 5.280 focos.

Este total também representa 96% do total de registros de 2021, que fechou em 5.469. O pior ano da série histórica é 2010, com 7.291 focos.

A análise histórica dos dados também mostram que o alcance e a destruição provocadas por estes focos também preocupam. De acordo com um levantamento do projeto Acre Queimadas, que envolve diversos órgãos ambientais e pesquisadores, 2022 foi o segundo ano com maior área queimada mapeada desde 2005, quando foi registrado o ano mais crítico no estado.

Foto: Arquivo pessoal

Saúde

A reportagem conversou com o médico alergista Guilherme Pulicci, que falou sobre os efeitos da exposição à fumaça e das doenças que podem se agravar a longo prazo.

O especialista chamou atenção para outro fator que contribui para uma piora do cenário: a baixa umidade do ar na região durante esse período.

De acordo com Pulicci, o mínimo considerado pela Organização Mundial de Saúde para a umidade do ar é de 60%, sendo que o índice tem se mantido entre 20% e 30% em Rio Branco entre as 9h e as 19h.

Para o médico, isso significa que a prática de exercícios físicos ao ar livre pode ser prejudicial à saúde. E não só o sistema respiratório sofre com os sintomas: Pulicci destaca que a poluição também contribui para maior incidência de problemas cardiovasculares.

“A principal medida que a gente deve tomar nesse período é não sair para prática de exercícios físicos, porque desde as 9h da manhã às 7h da noite, a umidade do ar está abaixo do considerado normal pela OMS. O mínimo considerado pela OMS é 60%, e aqui ela varia entre 20 a 30%, muito abaixo do normal”, avalia.

Conforme o especialista, o período de aumento da fumaça originada pelas queimadas aumenta a incidência de doenças por contato direto com a fumaça, como conjuntivite (infecção ocular) e dermatite (infecção de pele), além de doenças respiratórias, como rinite, sinusite, crises asmáticas e até mesmo sintomas que não necessariamente acompanham uma doença de base, como tosse crônica.

Fumaça encobre céu de Rio Branco. Cidade tem o segundo pior ar do Brasil. Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica AC

Se os altos níveis de poluição se mantiverem, a tendência é que esses quadros piorem. Quanto maior a exposição, maior é a intensidade dos quadros clínicos, segundo Pulicci. A longo prazo, a contaminação do ar pode intensificar também a ocorrência de problemas renais e hepáticos. As máscaras cirúrgicas, que foram indispensáveis durante a pandemia de covid-19, não apresentam eficácia satisfatória na qualidade do ar.

“As máscaras comuns, as máscaras cirúrgicas, tem pouco efeito. Não vou dizer que não faz nenhum efeito, mas muito pouco, então a gente acaba não recomendando por conta da relação custo-benefício. As partículas que circulam, são muito pequenas e as máscaras cirúrgicas não são capazes de filtrar”, diz.

Outras dicas valiosas que o especialista destaca para o período de contaminação pelo ar, são:

  1. Hidratar-se bem
    “Água é importante para a gente, não só para o sistema imune mas para o sistema respiratório também. Os efeitos da fumaça não repercutem apenas no respiratório mas também no cardiovascular, então temos aumento na incidência de infarto nessa época do ano, vários estudos comprovam”, ressalta.
  2. Dar preferência a alimentos que sejam mais nutritivos
    “Frutas, legumes, verduras, alimentos ricos em água, até para fazer essa hidratação indireta”, destaca.
  3. Vacinação
    “Mantenha atualizado o calendário vacinal, porque a gente ainda tem doenças circulando na nossa região”, acrescenta.

*Por Victor Lebre, do g1 Acre