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Justiça derruba decisão do TCE que exigia licitação na venda de ingressos para Festival de Parintins

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica Am

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) confirmou a decisão que mantém a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda. responsável pela venda de ingressos do Festival de Parintins. A Corte também anulou de forma definitiva a medida do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que previa mudanças no processo de comercialização dos bilhetes.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno do TJAM e confirmou a liminar concedida em dezembro de 2024 pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes. Na época, o magistrado já havia suspendido os efeitos da medida cautelar do TCE-AM, que defendia a realização de licitação para escolha de uma nova empresa responsável pela venda dos ingressos do festival.

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Foco no Festival

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o contrato firmado entre a Amazon Best e os bois-bumbás Caprichoso e Garantido envolve apenas entidades privadas e não há comprovação de uso de recursos públicos na venda dos ingressos. Por isso, segundo a Corte, o TCE-AM extrapolou sua competência ao interferir na relação comercial.

A ação foi apresentada pela Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., que alegou possuir contrato de exclusividade com os bois para comercialização dos ingressos. A empresa afirmou que a receita da bilheteria não é pública e que a exigência de licitação violava princípios da livre iniciativa e da legalidade.

Na decisão, a relatora do processo, juíza convocada Ana Maria de Oliveira Diógenes, destacou que os tribunais de contas podem fiscalizar apenas atos ligados à administração pública e à gestão de recursos públicos.

Leia também: 8 curiosidades sobre o Bumbódromo, a arena do Festival de Parintins

Segundo ela, o fato de o Festival de Parintins ocorrer em um espaço público, como o Bumbódromo, não transforma automaticamente contratos privados em contratos administrativos.

O acórdão também aponta que não houve comprovação de repasse de dinheiro público à empresa responsável pela venda dos ingressos nem indícios de prejuízo aos cofres públicos.

Bumbódromo de Parintins - onde ocorre o festival folclórico
Festival ocorre sempre em junho. Foto: Divlgação/Arquivo Secom AM

Entenda o caso

A disputa começou em dezembro de 2024, quando o Governo do Amazonas publicou um edital para contratar uma nova empresa para vender os ingressos do festival, após recomendação do TCE-AM.

Na época, os bois Caprichoso e Garantido enviaram uma notificação extrajudicial à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), contestando a medida.

As associações afirmaram que a venda dos ingressos era responsabilidade exclusiva dos bois, com base nos direitos autorais e no direito de arena das apresentações.

Os bumbás também alegaram que a troca da empresa responsável poderia prejudicar o repasse de recursos usados na realização do festival.

Ainda em dezembro, o desembargador Flávio Pascarelli concedeu liminar suspendendo a decisão do TCE-AM. O magistrado entendeu que a mudança poderia causar prejuízos financeiros e comprometer a organização do festival.

Agora, o Tribunal Pleno confirmou esse entendimento e tornou definitiva a suspensão da medida do Tribunal de Contas.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em energia. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) vem dando novo destino a resíduos orgânicos, entre eles o caroço de açaí, ao convertê-los em biogás. Implantada na área da Expofeira, a proposta recebeu recentemente certificação que atesta sua viabilidade técnica e econômica, etapa que possibilita a expansão e a aplicação mais ampla da tecnologia.

A iniciativa opera por meio de um biodigestor responsável por tratar materiais como caroços de açaí, cascas de frutas e outros restos orgânicos. A partir da decomposição controlada desses resíduos, é produzido biogás, que pode ser utilizado em substituição ao gás de cozinha tradicional ou transformado em energia elétrica.

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Segundo o pesquisador Menyklen Penafort, o biogás precisa passar por purificação e se transforma em biometano, ou seja, pode substituir o botijão de gás GLP, conhecido como gás de cozinha.

“É o biometano que tem a energia de transformação de todo esse sistema num potencial para utilizarmos como substituto do botijão de gás de cozinha”, disse.

Leia também: Produtor do Amapá transforma caroço de açaí em carvão

O pesquisador Menyklen Penafort. Foto: Carlos Cardozo/ Rede Amazônica

Como o caroço de açaí vira energia?

Coleta dos resíduos: são reunidos resíduos orgânicos da Amazônia, como caroço de açaí, casca de coco, casca de mandioca, castanha e até caroço de manga. Esses materiais seriam descartados, mas passam a ser usados como matéria-prima.

Inserção no biodigestor: os resíduos são colocados em um biodigestor, equipamento que controla o processo de decomposição. Dentro dele, microrganismos quebram a matéria orgânica em ambiente sem oxigênio (processo chamado de digestão anaeróbica).

Produção do biogás: durante a decomposição, é liberado um gás rico em metano, chamado biogás. Esse gás pode ser usado diretamente como combustível ou convertido em energia elétrica.

Purificação: o biogás passa por um processo de limpeza para retirar impurezas. Após a purificação, ele se transforma em biometano, com qualidade suficiente para substituir o gás de cozinha (GLP).

Aproveitamento energético: o biometano pode ser usado em fogões, geradores de energia ou até em veículos adaptados. Assim, resíduos que seriam descartados se tornam uma fonte renovável de energia.

Leia também: Multifunções? Potencial do caroço de açaí é estudado no Amapá: do asfalto a produção de energia

Projeto utiliza resíduos orgânicos da Amazônia para gerar energia limpa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Expansão do projeto

A proposta é levar a tecnologia para municípios do interior, como Laranjal do Jari, Porto Grande, Mazagão e Oiapoque.

“Apesar de exigir investimento, o biogás pode ser aplicado em pequenas comunidades com apoio de políticas públicas. É como a energia solar há 30 anos: parecia distante, mas hoje é acessível”, explicou o pesquisador.

A estudante de engenharia de produção Tays Sousa destacou o papel da equipe jovem no projeto.

“Nosso trabalho é otimizar a produção de biogás e reduzir custos. O certificado de viabilidade facilita parcerias e ajuda a difundir a tecnologia pela Amazônia”, afirmou.

Estudante de engenharia de produção Tays Sousa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

O projeto é considerado inovador devido a utilização de resíduos típicos da Amazônia. A equipe também planeja oferecer cursos técnicos de operador de biodigestor e biogás a partir de 2026.

“Praticamente no mundo todo não existe biogás de açaí, de côco ou de castanha. Estamos fazendo isso aqui no nosso estado”, disse Penafort.

Leia também: Pesquisa maranhense transforma lodo de esgoto em fonte de energia sustentável

O projeto também dialoga com o futuro da matriz energética do estado. A iniciativa surge em um momento em que o estado se prepara para receber investimentos na exploração de petróleo.

“O Amapá deve receber investimentos em petróleo, mas queremos que seja também palco de produção sustentável, com biogás de resíduos da Amazônia”, disse Penafort.

Projeto da Ueap vai transformar resíduo orgânico em energia e gás de cozinha durante a Expofeira. Foto: Divulgação/Ueap

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

AMQQ promove Canvas de Políticas Públicas sobre democracia digital durante o Bioeconomy Amazon Summit 2026, em Belém

Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza, no próximo dia 12 de maio, em Belém (PA), o Canvas de Políticas Públicas do projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), integrando a programação oficial do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026. A atividade será conduzida pelo coordenador de projetos da FRAM, Matheus Aquino, e reunirá estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém para debater o tema “Democracia na Era Digital e os desafios para o desenvolvimento sustentável na Amazônia”.

O encontro acontece das 8h30 às 11h30, no Parque da Bioeconomia, localizado na Avenida Marechal Hermes, dentro da programação fechada do BAS 2026, e propõe uma construção colaborativa de reflexões e propostas voltadas aos impactos da transformação digital na governança, na participação cidadã e na formulação de políticas públicas para a região amazônica.

A iniciativa integra a atuação estratégica do Amazônia Que Eu Quero na promoção de espaços de escuta qualificada, diálogo institucional e participação social, fortalecendo debates conectados aos desafios contemporâneos da Amazônia e às agendas de inovação, sustentabilidade e cidadania digital.

Participação jovem e construção coletiva

A participação de estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém reforça o compromisso do projeto com a formação de novas lideranças e com o incentivo ao protagonismo jovem nos debates sobre desenvolvimento regional e transformação social na Amazônia.

Para o coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino, a realização do Canvas dentro do BAS amplia o alcance das discussões sobre participação cidadã e desenvolvimento sustentável.

“Promover esse espaço de construção coletiva dentro de um evento internacional como o BAS fortalece o diálogo entre juventude, academia e sociedade civil sobre os desafios da Amazônia contemporânea. A democracia digital e a participação cidadã são temas fundamentais para pensar soluções sustentáveis e conectadas à realidade da região”, destacou.

Matheus Aquino também ressaltou a expectativa da Fundação Rede Amazônica em relação às contribuições que serão construídas durante a atividade.

“A expectativa é estimular reflexões estratégicas e incentivar a participação dos estudantes na construção de ideias e propostas que dialoguem com os desafios reais da Amazônia. O Canvas é uma ferramenta importante para aproximar diferentes perspectivas e fortalecer debates sobre inovação, cidadania e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Além do Canvas de Políticas Públicas, a programação do Amazônia Que Eu Quero em Belém contará, no dia 13 de maio, com a realização do Painel AMQQ Pará, ampliando os debates sobre democracia digital e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica, com apoio do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026 e do Centro Universitário Estácio de Belém.

Roraima ganha 1ª estação de pré-embarque de gado vivo e entra para o mercado internacional

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Estação funciona no Cantá e é administrada pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Roraima passou a contar com a primeira Estação Pré-Embarque (EPE) credenciada para exportação de gado vivo no estado. A estrutura, localizada no município do Cantá, representa uma nova etapa para a pecuária.

As operações na EPE começaram esta semana, com o envio de 74 cabeças de gado para Georgetown, capital da Guiana. O espaço é administrado pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. A Estação Pré-Embarque funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária obrigatório para a exportação de animais vivos.

Leia também: Roraima atinge marca histórica de rebanho bovino com 1,3 milhão de cabeças de gado

Gado em Roraima
Gados de Roraima agora contam com unidade que funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária para a exportação.Foto: Ascom/Aderr

A unidade é autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reúne uma série de exigências relacionadas à saúde animal, bem-estar e rastreabilidade do rebanho. Segundo o presidente da cooperativa, Simeão Peixoto, a implantação da estação abre um novo mercado para os produtores locais.

“É um divisor de águas. Antes, os pecuaristas ficavam limitados ao frigorífico local. Agora, estamos expandindo o mercado para pequenos, médios e grandes produtores. Já exportamos mais de 800 animais e pretendemos ampliar ainda mais”, afirmou.

A iniciativa surgiu a partir da demanda observada em países vizinhos, como Guiana e Venezuela, interessados na compra de gado brasileiro. No entanto, sem uma estação pré-embarque credenciada, Roraima não podia participar desse mercado internacional.

A estrutura foi construída seguindo as normas do Mapa e também as exigências sanitárias dos países importadores. Atualmente, a EPE possui quatro currais e capacidade estática para até 900 animais.

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Bem-estar animal e dieta dos gados

O zootecnista e consultor técnico Diógenes Cardoso explicou que o projeto prioriza o conforto dos bovinos durante o período de permanência no local.

“Cada animal possui cerca de 20 metros quadrados de área, acima do exigido pelo Ministério da Agricultura. O espaço conta com sombreamento, piso de cascalho e áreas adequadas de alimentação justamente para reduzir o estresse térmico e garantir bem-estar”, destacou.

Os animais permanecem no local por pelo menos sete dias antes da viagem. Durante esse período, passam por exames sanitários, controle alimentar, vacinação e monitoramento técnico.

A alimentação também faz parte da preparação para o transporte internacional. Os bovinos recebem silagem de milho, ração balanceada, suplementação mineral e hidratação contínua para evitar perda de peso e desgaste físico durante o trajeto.

“A hidratação é fundamental. Os animais embarcam alimentados e preparados para suportar a viagem com o mínimo de estresse possível e chegar ao destino mantendo a condição corporal”, explicou Diógenes.

Gado recebendo vacinação contra febre aftosa. Foto: Governo do Mato Grosso

Fiscalização e controle sanitário

Além do manejo, a documentação sanitária é uma das etapas mais rigorosas do processo. O tesoureiro da cooperativa e responsável pela documentação, Bruno Alan Ribeiro, explicou que a exportação só é autorizada após o cumprimento de todas as exigências técnicas do país importador e do Ministério da Agricultura.

“São realizados exames, vacinações e monitoramento diário durante a quarentena. Depois disso, toda a documentação é emitida juntamente com o Mapa e a Receita Federal. Só então o lote é autorizado para exportação”, afirmou.

Futuras exportações

A cooperativa informou que pretende ampliar as operações e iniciar, futuramente, a exportação de gado vivo também para a Venezuela. Segundo Simeão, já existe um projeto para exportação inicial de cinco mil animais para o país vizinho.

*Por Wéllida Campos, da Rede Amazônica RR

MPF e entidades recomendam memorial para Bruno Pereira e Dom Phillips no Amazonas

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Imagem: Reprodução/Museu Nacional dos Povos Indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) e entidades indígenas e de imprensa recomendaram que o governo federal construa um memorial em homenagem ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips. O espaço deve ser erguido no local onde os dois foram assassinados em 2022, às margens do Rio Itacoaí, no Vale do Javari (AM).

Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição na terra indígena Vale do Javari, que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022.

O pedido é apoiado por entidades, entre elas a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ARTIGO 19, Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados (OPI), Instituto Dom Phillips e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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A recomendação pede que a Presidência da República e os ministérios Defesa, da Casa Civil, de Direitos Humanos e Cidadania e dos Povos Indígenas apresentem, apresentem, em até 45 dias, um plano para a construção do memorial. O projeto deve incluir consulta e participação dos familiares. A obra precisa ser concluída até 3 de julho de 2026, data que marca o fim da Mesa de Trabalho Conjunta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O texto também sugere ainda que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheça o local do memorial como patrimônio cultural, pelo valor simbólico e espiritual para os povos indígenas da região.

Leia também: Conheça o Vale do Javari, terra indígena com maior concentração de povos indígenas isolados do mundo

memorial bruno e dom no amazonas
Memorial é uma forma de homenagem e alerta. Fotos: Reprodução

Recomendação do memorial

A recomendação se baseia na Medida Cautelar 449-22 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Em 2022, a Comissão pediu que o Brasil protegesse Bruno e Dom, estendendo depois a proteção a outros membros da Univaja.

O memorial integra um plano de ação que prevê retratação do Estado e criação de espaços de memória para evitar novas violações. Segundo a recomendação, a reparação inclui monumentos que preservem a verdade histórica e ajudem a prevenir crimes.

O documento aponta falhas na atuação do Estado brasileiro, incluindo a omissão inicial nas buscas por Bruno e Dom, e as dificuldades operacionais apresentadas anteriormente por órgãos militares na viabilização da construção do memorial.

Leia também: Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira incentiva produções indígenas e comunitárias

O Comando Militar da Amazônia e a Marinha alegaram dificuldades técnicas e logísticas, como variação do nível do rio e complexidade do solo. Para as instituições que assinam a recomendação, eventuais dificuldades são secundárias diante da necessidade de reparação simbólica e do dever estatal de não repetição de violações.

As autoridades têm 30 dias para responder se vão cumprir a recomendação sobre a construção do memorial.

A Assessoria do Ministério da Defesa informou e que é preciso consultar o Ministério da Cidadania e dos Povos Indígenas.

Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que recebeu o ofício do Ministério Público Federal e como o documento está em análise pela equipe técnica, o Instituto não pode se manifestar.

O caso

Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição para uma investigação na Amazônia. Dom escrevia o livro “How to save the Amazon?” (Como salvar a Amazônia?). O objetivo era mostrar como povos indígenas fazem para preservar a floresta e se defender de invasores.

Na viagem de campo, os dois foram vistos pela última vez quando passavam em uma embarcação pela comunidade de São Rafael. De lá, seguiam para Atalaia do Norte. A viagem de 72 quilômetros deveria durar apenas duas horas, mas eles nunca chegaram ao destino.

Os restos mortais dos dois foram achados em 15 de junho de 2022. A polícia concluiu que eles foram mortos a tiros, e seus corpos, esquartejados, queimados e enterrados.

As investigações apontam que Rubén Dário, conhecido como Colômbia, foi o mandante do crime e chefiava uma organização criminosa envolvida em pesca ilegal na região.

Também foram denunciados pelo MPF os pescadores Eliclei Costa de Oliveira, Amarílio de Freitas Oliveira, Otávio da Costa de Oliveira e Edivaldo da Costa Oliveira por usarem um menor de idade para ajudar a ocultar os cadáveres de Bruno Pereira e Dom Phillips. Eles também foram denunciados pelo delito de ocultação de cadáveres.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Cantora Lily Allen quer conhecer Patixa Teló, a ‘Rainha do Amazonas’, em sua passagem no Brasil

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Foto: Seatgeek e Reprodução/Instagram-eupatixa

A cantora britânica Lily Allen causou alvoroço nas redes sociais nesta segunda-feira (11), após ser confirmada como uma das atrações no festival Primavera Sound São Paulo 2026. Em uma publicação na rede social ‘X’, a artista britânica se mostrou feliz com a notícia e afirmou que pretende realizar uma lista de desejos em seu retorno ao país, entre eles, conhecer Patixa Teló, influenciadora digital do Amazonas.

Na postagem, Lily demonstra empolgação com a vinda à São Paulo e menciona o nome de Patixa, perguntando inclusive se alguém possui o número de telefone da influenciadora.

Leia também: Das ruas do Centro de Manaus ao cenário nacional: quem é Patixa Teló?

A vontade de Lily em conhecer Patixa mostra a força do nome da influenciadora digital, que possui mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e é uma das personagens consideradas das mais carismáticas da internet, além de ser considerada símbolo de irreverência, representatividade e superação.

Lily Allen será uma das atrações principais do Primavera Sound São Paulo 2026, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. De acordo com o cartaz do festival, a cantora levará ao palco os principais sucessos do álbum ‘West End Girl‘, o mais recente lançado pela artista.

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Afinal, quem é Patixa Teló?

Patixa Teló é uma mulher trans natural de Juruti, município do Pará. Última de cinco filhos de sua mãe, a dona Iraci, é a única com uma condição especial: tem Síndrome de Down.

Patixa Teló no BBB 26
Patixa Teló, em visita especial na casa do Big Brother Brasil 2026. Foto: Gshow

E o que poderia ser um fator de dificuldade acabou se tornando um símbolo de inclusão e representatividade. Para ajudar no sustento da casa, Patixa começou a trabalhar em lojas do Centro de Manaus, como um tipo de anunciante.

Com um jeito espontâneo e divertido, ela chamava a atenção do público e atraía clientes para a loja, demonstrando ali as suas primeiras habilidades para influenciar pessoas.

Sua atuação no comércio popular na capital amazonense acabou chegando nas redes sociais. Diversos vídeos da celebridade começaram a viralizar nas plataformas digitais. Sua desenvoltura com o público e a forma divertida de se relacionar com as pessoas acabou virando uma marca registrada nas redes sociais, o que contribuiu para que sua imagem começasse a ser uma das mais conhecidas do Amazonas.

Representatividade

O crescimento das postagens rapidamente levou a influenciadora a se reconhecida por onde passava. Pedidos de fotos e interações com o povo manauara começaram a fazer parte da rotina dela, que cada vez mais ganhava notoriedade no cenário local. Influenciadores, famosos e até personalidades políticas começaram a reconhecer Patixa como uma figura que representa o Norte do Brasil.

A fama de Patixa Teló também carrega a promoção pela inclusão e diversidade de gênero, por ter se declarado transexual. Seus seguidores, inclusive, o consideram como a primeira “transdown” do país a alcançar grande notoriedade digital. A visibilidade de Patixa também reforça o combate ao preconceito, a quebra de estereótipos e a celebração da diversidade no país.

Conta Um Conto 2026 prorroga inscrições para estudantes da Amazônia

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Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) prorrogou até o dia 17 de maio as inscrições para o concurso literário Conta Um Conto 2026, iniciativa que incentiva a leitura, a escrita criativa e a reflexão de crianças e adolescentes sobre os desafios, saberes e potencialidades da Amazônia contemporânea.

Voltado para estudantes de 11 a 17 anos, regularmente matriculados no Ensino Fundamental e Ensino Médio, o concurso deste ano propõe o tema “O conto, a Amazônia e a Agenda 2030”, estimulando os participantes a desenvolverem narrativas alinhadas às discussões sobre sustentabilidade, desenvolvimento regional e preservação ambiental.

Os contos devem ser manuscritos, com extensão entre 30 e 60 linhas, e não podem conter identificação no texto. As inscrições e o envio dos documentos devem ser realizados exclusivamente pelo site oficial do concurso, por meio do endereço www.inscricoes.fram.org.br.

A premiação contempla estudantes do Amazonas e dos demais estados participantes da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará. Serão selecionados vencedores nas categorias Ensino Fundamental e Ensino Médio, que receberão tablets como premiação.

A Fundação Rede Amazônica reforça que a inscrição somente será validada mediante envio do Termo de Autorização devidamente assinado pelo responsável legal do participante. O regulamento completo está disponível no site oficial do concurso.

Mais do que estimular a produção literária, o Conta Um Conto busca fortalecer o protagonismo juvenil e ampliar o debate sobre o futuro da Amazônia a partir do olhar das novas gerações.

O Conta Um Conto é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Colégio Lato Sensu Manaus e MSP Estúdios.

Leia também: Amazônia Que Eu Quero mobiliza estudantes no Amapá para construção de soluções em políticas públicas

Parteiras: uma tradição que ajuda mães em comunidades do Amapá

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O trabalho continua presente em regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso do estado. Foto: Reprodução/Rede Amazônia AP

Em comunidades afastadas do Amapá, onde o acesso a hospitais e postos de saúde ainda é limitado, parteiras tradicionais seguem exercendo um papel essencial no acompanhamento de gestantes e na realização de partos. O trabalho continua presente em regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso do estado.

Além de ajudar no nascimento dos bebês, essas mulheres acompanham a gravidez, orientam mães e apoiam famílias que vivem longe dos centros urbanos.

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Em Mazagão, Emília Belo atua como parteira há mais de 60 anos. O primeiro parto que realizou foi ainda na juventude, quando precisou ajudar a própria irmã.

“Deu a dor da minha irmã. Estávamos na festa de São Raimundo. Aí viemos para casa e nosso pai mandou nossos dois irmãos buscar a parteira que morava muito longe. Era horas longe de remo. Aí pela demora o bebê nasceu e foi o jeito eu pegar. Não cortei o umbigo porque eu não estava habilitada. Já tinha visto minha mãe fazer, mas fiquei com medo”, contou.

Leia também: Como as parteiras tradicionais da Amazônia protegem saberes milenares?

De acordo com a Rede de Parteiras do Amapá, cerca de 800 mulheres atuam atualmente na atividade. Para Maria Luiza Dias, presidente da associação, o trabalho delas continua indispensável em áreas sem atendimento regular de saúde.

“A parteira é muito importante onde não há médicos, enfermeiros ou agentes de saúde. Elas estão lá para ajudar essas mães em todos os momentos. Tanto na hora do pré-natal, no nascimento e em outros dias”, afirmou.

Parteiras mantêm tradição no Amapá
Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá. Foto: Reprodução/Rede Amazônia AP

Parteiras representam perseverança amazônica

Em algumas comunidades, a distância até a capital pode levar horas. No Lago de Ajuruxi, em Mazagão, a viagem até Macapá dura cerca de oito horas. É lá que Rute Almeida acompanha grávidas e atende famílias.

“Isso aí eu faço com todo o prazer e amor. São vidas, tanto da mãe quanto do bebê. Você ajuda essa vida continuar no mundo. Acontece de manter viva a história de uma família. É um prazer trabalhar com isso”, disse.

Leia também: “Partejar”: prática milenar ajuda mulheres em locais de difícil acesso na Amazônia

Na capital, parteiras também acompanham mulheres que optam pelo parto em casa. É o caso de Guimar Sarges, que buscou conhecimentos tradicionais ligados ao parto humanizado e atuou por anos em comunidades do arquipélago do Bailique.

“O principal desafio lá no Bailique é em termos de logística. Dependemos de barco e maré. É longe, precisamos pegar helicóptero ou ambulancha. Por isso as parteiras estão ali para ajudar essa mulher que está prestes a ter um bebê. A sensação de ver um bebê nascendo é uma das coisas mais lindas que vemos. É satisfatório. É maravilhoso”, afirmou.

*Por Crystofher Andrade, da Rede Amazônica AP

Em ação ambiental, ‘Homem-Peixe’ chega em Manaus após travessia de 5 mil quilômetros a nado pelos rios amazônicos

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Conhecido como ‘Homem-Peixe’ ou ‘Super-H’, ativista ambiental fez percurso de Tabatinga até Manaus. Foto: Reprodução/Instagram-Wilberhonorio

Depois de nadar mais de cinco mil quilômetros pelos rios da Amazônia, o ativista ambiental colombiano Wilber Honorio Muñoz chegou neste domingo (10) em Manaus (AM), após realizar uma travessia a nado que começou em Tabatinga e terminou na capital amazonense. Conhecido mundialmente como ‘Homem-Peixe‘ ou ‘Super-H’, o colombiano mergulhou nas águas amazônicas para chamar atenção sobre a importância e preservação dos rios da região amazônica.

A recepção de Wilber foi acompanhada por autoridades políticas, moradores e apoiadores ligados à causa ambiental. Em sua chegada, o ativista pediu mais consciência da população para evitar jogar lixo plástico nos rios e destacou a importância da educação ambiental para as crianças.

Homem-Peixe chegando em Manaus. Foto: Prefeitura de Manaus
Homem-Peixe chegando em Manaus. Foto: Prefeitura de Manaus

“É muito importante que a gente volte a cuidar do rio. O lixo plástico é uma bandeira que eu venho trabalhando há anos nadando em rios e chamando atenção. A gente precisa ter mais consciência no coração e na mente para não atirar lixo no rio. Sou também a favor que as crianças, as gerações futuras, que podem salvar o mundo e precisamos educá-las”, afirmou Honorio.

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Munõz também expressou seu amor pela natação e afirmou que nadar nos rios representa uma conexão do homem com a natureza.

“Sou apaixonado ela natação, sou nadador desde pequeno, fui criado nos campos da Colômbia e hoje é um dia especial. Vim nadando desde o Peru, sempre quis nadar no Rio Amazonas porque é o maior do mundo. E nadar no rio representa algo muito especial porque mostra a conexão do homem com a natureza. Muitas pessoas pensam que vai aparecer um jacaré, um sucuri ou uma piranha que pode acabar contigo, quando realmente o que existe é uma falta de conexão com a natureza”, frisou o Homem-Peixe.

A jornada teve início em Tabatinga, município amazonense localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, ao lado da cidade colombiana de Letícia. Desde então, o ativista percorreu o rio Solimões, passando por municípios do Alto Solimões até chegar à região metropolitana de Manaus, vindo do município de Manacapuru, onde finalizou o último trecho iniciado na comunidade Paracuuba e até Manaus, no Mirante Lúcia Almeida, no centro da capital amazonense.

Leia também: A jornada na foz do grande rio

Homem-Peixe

Formado em Educação Física e triatleta, Wilber já pratica travessias extremas em rios desde 2010, quando nadou cerca de 1,6 mil quilômetros pelo Rio Magdalena, na Colômbia.

Já para a nova experiência, o ‘Homem-Peixe’ se submeteu, durante dois anos, a jornadas diárias de até oito horas de natação, além de rotinas de fortalecimento físico, suplementação nutricional e técnicas de recuperação muscular.

Homem-Peixe
Homem-Peixe segurando a bandeira do Amazonas. Foto: Acervo pessoal/Wilber Honorio

Em seu perfil no Instagram, Honorio relata alguns cenários enfrentados durante a travessia realizada e destaca alguns números como:

  • 5 mil quilômetros percorridos na Amazônia,
  • mais de 15 tempestades superadas em meio ao rio, inclusive com descargas elétricas em pleno nado,
  • além de problemas como infecções nos olhos, ouvidos, pele e pés devido à presença nas águas, clima e intensidade do rio.

Expo Favela Innovation abre inscrições para edição de 2026 no Amazonas; saiba como participar

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Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas do Amazonas (CUFA Amazonas) anuncia a abertura oficial das inscrições para a Expo Favela Innovation 2026. A feira será realizada nos dias 18 e 19 de setembro e é considerada uma das maiores feiras de empreendedorismo de favelas do Brasil. O objetivo é conectar empreendedores das periferias a investidores, aceleradoras e grandes empresas, fortalecendo ideias inovadoras que nascem dentro das comunidades.

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Empreendedores de diversas áreas podem se cadastrar para apresentar ideias, produtos ou serviços e disputar uma vaga na etapa nacional do evento. Os interessados devem enviar realizar o preenchimento de dados no FORMULÁRIO ONLINE. Em caso de dúvidas: (92) 98224-9702.

“Se você é empreendedor da favela, da periferia, e tem um negócio ou uma ideia inovadora, essa é a oportunidade. A Expo Favela Innovation é uma porta que se abre para o Brasil enxergar o que a gente constrói aqui. Participem da seletiva, se inscrevam e venham mostrar a potência do nosso território”, convida Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.

Leia também: “A Amazônia periférica também é Brasil real”, afirma fundador da CUFA no Amazonas

Expo Favela Innovation abre inscrições para edição de 2026 no Amazonas
Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

Sobre a Expo Favela Innovation

A Expo Favela Innovation é um espaço de visibilidade, oportunidades e transformação social, reunindo startups, negócios sociais, cultura e inovação em um só lugar. Mais do que uma feira, o evento é uma vitrine potente para talentos que, muitas vezes, não encontram espaço nos circuitos tradicionais do empreendedorismo.

“Nos últimos anos, o Amazonas tem se destacado nacionalmente ao levar empreendedores da periferia para a etapa em São Paulo. Esses talentos tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos para grandes investidores e disputar aportes financeiros, ampliando o alcance e o impacto de suas iniciativas. Isso mostra a força e o potencial que temos no nosso estado”, destaca Alexey Ribeiro, presidente da CUFA Amazonas.

Para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais a participação de negócios inovadores da região Norte, fortalecendo o ecossistema empreendedor nas periferias e promovendo desenvolvimento econômico com impacto social.

*Com informações da assessoria