Em ação ambiental, ‘Homem-Peixe’ chega em Manaus após travessia de 5 mil quilômetros a nado pelos rios amazônicos

O ativista colombiano Wilber Honorio Muñoz, conhecido como 'Homem-Peixe', visa chamar atenção para a preservação das águas e rios da Amazônia.

Conhecido como ‘Homem-Peixe’ ou ‘Super-H’, ativista ambiental fez percurso de Tabatinga até Manaus. Foto: Reprodução/Instagram-Wilberhonorio

Depois de nadar mais de cinco mil quilômetros pelos rios da Amazônia, o ativista ambiental colombiano Wilber Honorio Muñoz chegou neste domingo (10) em Manaus (AM), após realizar uma travessia a nado que começou em Tabatinga e terminou na capital amazonense. Conhecido mundialmente como ‘Homem-Peixe‘ ou ‘Super-H’, o colombiano mergulhou nas águas amazônicas para chamar atenção sobre a importância e preservação dos rios da região amazônica.

A recepção de Wilber foi acompanhada por autoridades políticas, moradores e apoiadores ligados à causa ambiental. Em sua chegada, o ativista pediu mais consciência da população para evitar jogar lixo plástico nos rios e destacou a importância da educação ambiental para as crianças.

Homem-Peixe chegando em Manaus. Foto: Prefeitura de Manaus
Homem-Peixe chegando em Manaus. Foto: Prefeitura de Manaus

“É muito importante que a gente volte a cuidar do rio. O lixo plástico é uma bandeira que eu venho trabalhando há anos nadando em rios e chamando atenção. A gente precisa ter mais consciência no coração e na mente para não atirar lixo no rio. Sou também a favor que as crianças, as gerações futuras, que podem salvar o mundo e precisamos educá-las”, afirmou Honorio.

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Munõz também expressou seu amor pela natação e afirmou que nadar nos rios representa uma conexão do homem com a natureza.

“Sou apaixonado ela natação, sou nadador desde pequeno, fui criado nos campos da Colômbia e hoje é um dia especial. Vim nadando desde o Peru, sempre quis nadar no Rio Amazonas porque é o maior do mundo. E nadar no rio representa algo muito especial porque mostra a conexão do homem com a natureza. Muitas pessoas pensam que vai aparecer um jacaré, um sucuri ou uma piranha que pode acabar contigo, quando realmente o que existe é uma falta de conexão com a natureza”, frisou o Homem-Peixe.

A jornada teve início em Tabatinga, município amazonense localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, ao lado da cidade colombiana de Letícia. Desde então, o ativista percorreu o rio Solimões, passando por municípios do Alto Solimões até chegar à região metropolitana de Manaus, vindo do município de Manacapuru, onde finalizou o último trecho iniciado na comunidade Paracuuba e até Manaus, no Mirante Lúcia Almeida, no centro da capital amazonense.

Leia também: A jornada na foz do grande rio

Homem-Peixe

Formado em Educação Física e triatleta, Wilber já pratica travessias extremas em rios desde 2010, quando nadou cerca de 1,6 mil quilômetros pelo Rio Magdalena, na Colômbia.

Já para a nova experiência, o ‘Homem-Peixe’ se submeteu, durante dois anos, a jornadas diárias de até oito horas de natação, além de rotinas de fortalecimento físico, suplementação nutricional e técnicas de recuperação muscular.

Homem-Peixe
Homem-Peixe segurando a bandeira do Amazonas. Foto: Acervo pessoal/Wilber Honorio

Em seu perfil no Instagram, Honorio relata alguns cenários enfrentados durante a travessia realizada e destaca alguns números como:

  • 5 mil quilômetros percorridos na Amazônia,
  • mais de 15 tempestades superadas em meio ao rio, inclusive com descargas elétricas em pleno nado,
  • além de problemas como infecções nos olhos, ouvidos, pele e pés devido à presença nas águas, clima e intensidade do rio.
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