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Das ruas do Centro de Manaus ao cenário nacional: quem é Patixa Teló?

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Conheça o perfil da influenciadora amazonense que roubou a cena durante visita imersiva à nova casa do Big Brother Brasil 26. Foto: Reprodução/Instagram – @eupatixa

Uma das figuras mais carismáticas da internet brasileira, a influenciadora do Amazonas Patixa Teló roubou a cena durante a ação da TV Globo que convidou personalidades para uma visita na casa do Big Brother Brasil 26 (BBB 26). A estrela amazonense foi uma das atrações do evento, realizado nesta quinta-feira (8), onde tirou diversas fotos tanto com os convidados presentes na ação quanto do público que acompanhava do lado de fora.

Patixa Teló no BBB 26
Patixa Teló na casa do BBB 26. Foto: Reprodução/Instagram-GShow

A presença da influenciadora no ambiente do reality show provou mais uma vez que seu carisma, humor e autenticidade ultrapassaram as fronteiras do Amazonas e agora repercutem em todo o cenário nacional.

Mas como surgiu o fenômeno “Rainha do Amazonas”, como é popularmente conhecida?

Afinal, quem é Patixa Teló?

Aos 48 anos, com irreverência, representatividade e superação, Patixa cativou o público brasileiro e tem ganhado cada vez mais notoriedade nas redes sociais, onde soma atualmente (9 de janeiro de 2026) 1,7 milhão de seguidores no Instagram e 1,1 milhão no Tiktok.

De uma família humilde, Patixa Teló é uma mulher trans natural de Juruti, município do Pará. Antes, segundo informações espalhadas pelas redes, seu nome seria Antônio Luiz Souza da Silva, atendendo pelo nome social Patrícia. Última de cinco filhos de sua mãe, a dona Iraci, é a única com uma condição especial: tem Síndrome de Down.

E o que poderia ser um fator de dificuldade acabou se tornando um símbolo de inclusão e representatividade. Para ajudar no sustento da casa, Patixa começou a trabalhar em lojas do Centro de Manaus, como um tipo de anunciante.

Com um jeito espontâneo e divertido, ela chamava a atenção do público e atraía clientes para a loja, demonstrando ali as suas primeiras habilidades para influenciar pessoas.

Patixa Teló é natural de Juriti, município do Pará. Foto: Reprodução/Instagram-eupatixa

Primeiros passos

Foto tirada de Patixa em Belém, no Pará. Foto: Reprodução/X

Sua atuação no comércio popular na capital amazonense acabou chegando nas redes sociais. Diversos vídeos da celebridade começaram a viralizar nas plataformas digitais. Sua desenvoltura com o público e a forma divertida de se relacionar com as pessoas acabou virando uma marca registrada na internet, o que contribuiu para que sua imagem começasse a ser uma das mais conhecidas do Amazonas.

O crescimento das postagens rapidamente levou a influenciadora a se reconhecida por onde passava. Pedidos de fotos e interações com o povo manauara começaram a fazer parte da rotina dela, que cada vez mais ganhava notoriedade no cenário local. Influenciadores, famosos e até personalidades políticas começaram a reconhecer Patixa como uma figura que representa o Norte do Brasil.

Em viagens pelos municípios do Amazonas ou nos estados da região Norte, a presença de Patixa e a manifestação do público começaram a provar que a fama já estava consolidada. Seja na internet ou nas ruas, o anonimato abriu espaço para o crescimento da popularidade da “Rainha do Amazonas” e, graças às redes sociais, começou a invadir os perfis de brasileiros em todo o país.

Leia também: Universitária leva Patixa Teló para formatura e bomba na web

Reconhecimento nacional

A popularidade de Patixa Teló começou a ganhar contornos nacionais quando a influenciadora se tornou a embaixadora do Boi Caprichoso, uma das agremiações folclóricas que protagonizam o Festival Folclórico de Parintins, a maior manifestação cultural à céu aberto do mundo.

A influenciadora amazonense é considerada a embaixadora do Boi Caprichoso. Foto: Reprodução/Instagram-boicaprichoso

Sua imagem atrelada a um dos bois da maior festa folclórica do Brasil expandiu seu sucesso para o restante do país. Sua visibilidade ultrapassou as fronteiras da região Norte e Patixa começou a ser uma das figuras mais carismáticas da internet brasileira, o que rendeu diversos convites para programas e projetos nacionais.

A primeira aparição nacional foi a participação no Rancho do Maia, reality promovido pelo influenciador Carlinhos Maia. Em meio à personalidades da internet, Patixa rapidamente chamou atenção por seu jeito divertido, gerando memes e mostrando o porquê é uma das figuras mais carismáticas do Brasil.

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Após o sucesso no Rancho, Patixa foi escolhida para outro projeto nacional: a celebridade foi convidada da plateia do Estrela da Casa, reality musical da TV Globo. Além de participar do programa, ele aproveitou a presença nos bastidores da emissora para conhecer atores e circular pelos estúdios de novelas como Vale Tudo.

Patixa durante visita nos estúdios Globo. Foto: Reprodução/Instagram-eupatixa

Representatividade

A fama de Patixa Teló também carrega a promoção pela inclusão e diversidade de gênero, por ter se declarado transexual. Seus seguidores, inclusive, o consideram como a primeira “transdown” do país a alcançar grande notoriedade digital.

Além da representatividade, a visibilidade de Patixa também reforça o combate ao preconceito, a quebra de estereótipos e a celebração da diversidade no país.

Rainha do Amazonas em sua participação no Espiadinha BBB 26. Foto: Reprodução/Instagram-Gshow

Quem são os amazônidas que já participaram do Big Brother Brasil (BBB)

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Amazônia já teve alguns representantes no BBB. Fotos: Reprodução

Anualmente, o país se reúne para acompanhar um grupo de estranhos que precisam conviver por alguns meses para, quem sabe, garantir um prêmio milionário. O nome do reality show é Big Brother Brasil (BBB), que há mais de 20 anos é a receita certa para entretenimento. 

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E a Amazônia Legal conta com representantes de vários estados já participaram em diversas edições. Você lembra de todos eles:

BBB 6

Thaís Macêdo (Pará)

Acostumada a analisar o comportamento de crianças e jovens em Belém, a psicóloga Thaís Macêdo tinha 27 anos quando foi selecionada para a sexta temporada do reality show. A participante foi a primeira representante da Região Norte e acabou sendo eliminada no sexto paredão, com 57% dos votos.

Quem são os amazônidas que já participaram do Big Brother Brasil (BBB)

BBB 9

Milena Fagundes (Amazonas)

Na época, Milena tinha 32 anos, era publicitária e trabalhava como assessora de imprensa e promotora de eventos em Manaus. Foi a 11ª eliminada, com 63% dos votos, no paredão contra Max, campeão daquela edição.

Foto: Reprodução/TV Globo

Mirla Araújo Prado (Pará)

Aos 27 anos, a advogada de Belém Mirla Prado dividiu a casa com a amazonense Milena na nona edição do reality show. A belenense foi eliminada da competição no sétimo paredão.

Foto: Reprodução/TV Globo

Maíra Cardi (Mato Grosso)

Na época do programa, Maíra era dançarina e modelo. Ainda que seja natural de São Paulo, a moça morou em Cuiabá, capital mato-grossense, desde os 4 anos de idade por motivos de saúde. Foi eliminada no nono paredão da edição.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 11

Paula Leite (Roraima)

Moradora de Boa Vista, Paula tinha 24 anos e era estudante de farmácia quando foi selecionada para participar do programa. A roraimense foi a 15ª eliminada da edição, com 63% dos votos do público.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 13

Kamilla Salgado (Pará)

Kamilla era modelo e apresentadora em Belém e já acumulava inúmeros ensaios e campanhas de moda. Ficou conhecida após obter o título de Miss Mundo Brasil 2010. Ela entrou por meio da dinâmica da Casa de Vidro e foi a 10ª eliminada do BBB 13, com 68% dos votos.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 17

Vivian Amorim (Amazonas)

A amazonense Vivian Amorim pode não ter ganhado o BBB 17, porém, ganhou uma projeção maior do que a vencedora da edição, Emily Araújo. Ela começou o jogo ao lado de Mayara, as duas foram consideradas as mais falsas pela participante Gabi Flor. Com a evolução do jogo, Vivian até engatou um romance com Manoel Rafaski. Ela foi a vice-campeã da edição. 

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 18

Gleiciane Damasceno (Acre)

Com 57.28% dos votos, a acreana Gleici foi campeã do BBB 18 e faturou o prêmio de R$ 1,5 milhão. Sua história no BBB chamou a atenção do público, principalmente, após voltar de um paredão falso. Gleici ainda participou de uma edição de outro reality, o ‘No Limite’. 

Foto: Reprodução/TV Globo

Diego Sabádo (Pará)

Um dos participantes mais estrategistas do BBB 18, o escritor paraense Diego soube estimular os seus colegas de confinamento a votar junto com o trio que formou com Ana Paula e Patrícia. Ele enfrentou a acreana Gleice, porém, levou a pior e recebeu 81.07% dos votos, sendo o 8º eliminado no jogo.

Foto: Reprodução/TV Globo

Mahmoud Baydoun (Amazonas e Rondônia)

Ainda na 18ª edição, nascido no Amazonas e criado em Rondônia, Mahmoud teve uma participação agitada no reality. Ele tretou com três participantes: Jaqueline, Ana Paula e Caruso. Porém, no sexto paredão ele foi eliminado com 57.23% dos votos. 

Foto: Reprodução/TV Globo

Jaqueline Grohalski (Rondônia)

A cantora rondoniense Jaqueline foi a segunda eliminada do BBB 18 com 65.25% dos votos. Nos últimos dias de confinamento, ela protagonizou uma confusão com outro participante amazônida, Mahmoud. 

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 19

Vanderson Brito (Acre)

Outro ex-BBB que teve uma passagem polêmica pelo reality foi Vanderson. Ele foi desclassificado do programa depois de ser intimado a prestar depoimento fora da casa. Em 2020, a justiça acreana inocentou Vanderson das acusações. 

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 20

Hadson Nery (Pará)

O paraense Hadson participou do BBB 20, uma edição que trouxe a dinâmica entre famosos (camarote) e anônimos (pipoca). Durante a sua passagem no reality, ele foi um dos responsáveis por causar a revolução das mulheres, após criar planos contra a participante Mari. Foi o terceiro eliminado com 79,71% dos votos. 

Foto: Reprodução/TV Globo

Victor Hugo (Maranhão)

Natural de Imperatriz, interior maranhense, o psicólogo passou o jogo todo sem saber em qual grupo se colocaria, o que acabou se desentendendo com a maioria dos participantes. Protagonizou um dos barracos mais épicos com Manu Gavassi, uma das estrelas daquela edição. Foi eliminado no sétimo paredão com 85% dos votos.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 23

Paula Freitas (Pará)

De Jacundá, no Pará, Paula tem Luísa Sonza como símbolo sexual, foi criada na roça e gosta de falar sozinha. Ela agitou a Casa de Vidro, dançou com o público e ensinou passinhos. A biomédica deixou o programa com 72,5% dos votos do público, no quarto paredão, batendo o recorde da edição.

Foto: Reprodução/TV Globo

Gustavo Benedeti (Mato Grosso)

O mato-grossense Gustavo, na época com 27 anos, prometia se jogar com tudo na temporada. Ele ficou conhecido como “cowboy”, por sua ligação com o setor agro, viveu um relacionamento com a atleta Key Alves, e foi o 6° eliminado da edição.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 24

Alane Dias (Pará)

Com 24 anos em sua edição, a modelo e bailarina belenense Alane deixou a sua cidade natal para ir atrás de outro sonho: ser atriz. Ela era conhecida como a ‘Bruna Marquezine do Pará’ e venceu o concurso Rainha das Rainhas, que elege a rainha do Carnaval de Belém, em 2018. Ela ficou em 4° lugar nesta edição.

Foto: Paulo Belote/Globo

Isabelle Nogueira (Amazonas)

Formada em Letras, a manauara Isabelle, com 31 anos na época, chamou atenção na casa mais vigiada do país por seu trabalho como cunhã-poranga do Boi-bumbá Garantido, do Festival Folclórico de Parintins. Dançarina e influenciadora digital na região, ela já chegou a ser Miss Manaus em 2013, Miss Amazonas Globo em 2016 e Rainha do Peladão em 2018. Ela conquistou o terceiro lugar na edição de 2024.

Foto: Paulo Belote/TV Globo

Marcus Vinicius (Pará)

Também no grupo dos Pipocas, o belenense comissário de voo agitou a casa enquanto esteve confinado. Se envolveu em um dos primeiros barracos da edição com Raquele. Foi o 8º eliminado, com 84,86% dos votos, em um paredão com Davi e Isabelle.

Foto: Reprodução/TV Globo

BBB 25

Arleane Marques e Marcelo Prata (Amazonas)

O casal amazonense foi uma das duplas Pipoca no BBB 25. A esteticista Arleane Marques e o marido Marcelo Prata representaram a região na edição. Além de ser rainha de bateria da Escola de Samba A Grande Família, Arleane tem destaque como influenciadora digital. Marcelo é professor na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A dupla não conseguiu aproveitar muito da edição, pois foi eliminada no primeiro paredão, com 55,95% dos votos.

Foto: Reprodução

BBB 26

Marciele Albuquerque (Pará)

Marciele Albuquerque é a cunhã-poranga do Boi-bumbá Caprichoso, também do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. A participante é indígena da etnia Munduruku, nasceu na cidade de Juruti (PA), mas a dançarina e influenciadora de 32 anos vive em Manaus (AM).

A artista é formada em Administração de Empresas e empreendedora de duas lojas, uma de artesanato indígena e outra do segmento fitness. A influenciadora trabalha com algumas organizações e é ativista.

Foto: Manoella Mello/TV Globo

*Esta matéria segue em atualização conforme o andamento do reality show

Maior tremor de terra registrado no Brasil em 2025 aconteceu em Roraima

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Com 4,5 graus na escala Richter, tremor aconteceu no dia 29 de junho e foi sentido em três municípios no Sul do estado: Rorainópolis, São Luiz e São João da Baliza. Foto: Reprodução/Instagram-redesismograficabr

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) divulgou os cinco maiores tremores de terra registrados em 2025 no Brasil. O levantamento mostrou que o abalo sísmico de 4,5 graus na escala Richter, registrado em Rorainópolis, Roraima, foi o maior do país.

De acordo com o órgão, responsável pelo monitoramento da atividade sísmica no país, o sinistro ocorreu no dia 29 de junho e foi registrado a cerca de 50 km ao sul da cidade de Rorainópolis, a segunda maior do estado. Ele teve profundidade entre 0 e 10 km abaixo do solo, que indica um sismo raso.

Leia também: O maior terremoto do Brasil aconteceu na Amazônia

Rorainópolis, localizado no Sul de Roraima. Foto: Arquivo/Ascom/IFRR

À época, o abalo foi sentido por moradores de Rorainópolis, São Luiz e São João da Baliza, todos na região sul do estado. O abalo chegou a balançar móveis e janelas, mas não houve registro de feridos.

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Além de Roraima, os maiores tremores registrados em 2025 ocorreram em Poconé, no Mato Grosso, e Parauapebas, no Pará. O município paraense, inclusive, registrou três ocorrências de tremor somente em 2025.

Os cinco maiores tremores registrados no Brasil em 2025 foram:

  • 4.5 em Rorainópolis (RR), em 29 de junho;
  • 4.4 em Poconé (MT), em 1° de março;
  • 4.3 em Parauapebas (PA), em 3 de abril;
  • 4.2 em Parauapebas (PA), em 9 de julho;
  • 4.0 em Parauapebas (PA), em 10 de julho.
parauapebas registrou três dos cinco maiores tremores
Cidade de Parauapebas registrou três dos cinco maiores registros de tremores de terra no Brasil. Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Parauapebas

Leia também: Amazônia teve cinco casos de terremotos nos últimos anos, diz Serviço Geológico dos Estados Unidos

Tremor de terra

De acordo com a escala Richter, usada para medir a intensidade dos terremotos, tremores entre 3,5 e 5,4 podem ser sentidos pela população, mas raramente provocam danos.

O risco de o Brasil registrar terremotos de grande escala é considerado muito baixo. No país, os tremores ocorrem principalmente no Nordeste e nunca causaram grandes danos, limitando-se a balançar móveis, derrubar pequenos objetos e provocar sensação de desequilíbrio por alguns segundos.

Os registros foram feitos pelas estações da RSBR e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A rede é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

*Com informações da Rede Amazônica RR

Obras nas avenidas Estrela D’Alva e São Sebastião melhoram trânsito em Boa Vista

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Avenida Estrela D’Alva recebe o maior trecho das obras do convênio. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

O ano de 2026 em Boa Vista inicia com obras da Prefeitura em toda a cidade. São serviços de recapeamento asfáltico e sinalização de vias que seguem em andamento, garantindo melhorias na mobilidade e segurança no trânsito. As intervenções fazem parte do pacote de obras, iniciado em novembro do ano passado e inclui 81 trechos em 14 bairros da capital.

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De acordo com o secretário municipal de Obras (SMO), Felipe Menezes, as obras de infraestrutura na avenida Estrela D’Alva correspondem ao maior trecho do convênio em execução pela Prefeitura de Boa Vista.

O serviço contempla a implantação de quase 4 quilômetros de asfalto, no trecho que vai da rotatória da BR-174 até a rua Pedro Aldemar Bantin, beneficiando diretamente os bairros Raiar do Sol e Jardim Tropical.

A avenida São Sebastião, uma das principais vias da capital, recebeu mais de 2.3 km de recapeamento. Foto: Will Manauima/PMBV

“Fizemos a fresagem do pavimento, substituindo o asfalto antigo por um novo. Após o recapeamento, concluiremos o serviço com a implantação da sinalização de trânsito. A avenida ficará com mobilidade plena, sem buracos e com mais segurança para motoristas e pedestres”, destacou o secretário Felipe Menezes.

A avenida São Sebastião, uma das principais vias da capital, recebeu mais de 2.3 km de recapeamento e agora está sendo concluída com a sinalização no trecho recuperado. Outras vias, como a avenida Luís Canuto Chaves e algumas no bairro Pintolândia, também foram contempladas.

Comerciante Ícaro Oliveira elogia a qualidade da obra na avenida Estrela D’Alva. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Leia também: Boa Vista fortalece a agricultura familiar com investimentos no campo

Segurança no trânsito e mobilidade de qualidade

O comerciante Ícaro Oliveira, que mora na avenida Estrela D’álva há 17 anos, trafega por ela todos os dias. “Está ficando muito bom, nossa expectativa é que facilite e melhore nosso comércio. A obra traz mais segurança, mais confiabilidade no asfalto, porque estava feio, estava precisando. E estão fazendo um serviço de muita qualidade”, enfatizou.

A dona de casa Maria Do Carmo relatou que o recapeamento valoriza o bairro e deixa a via mais bonita. Moradora do Jardim tropical, ela agradeceu a prefeitura por olhar com carinho e atenção para todos os bairros de Boa Vista.

“Estou muito feliz. A gente vê que a avenida está uma beleza. É prazeroso ver o trabalho sendo bem feito. Meus pais moram na avenida Estrela D´Alva há alguns anos e é ótimo ver a rua deles sendo valorizada. Começar o ano com essa recuperação asfáltica é uma satisfação imensa. Estamos tendo o retorno, porque é isso que a gente espera”.

Mato Grosso, Amazonas e Pará lideram extração ilegal de madeira em UCs na Amazônia

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Foto: Reprodução/Imazon

De agosto de 2023 a julho de 2024, a exploração ilegal de madeira na Amazônia brasileira aumentou 184% em Unidades de Conservação (UCs). No período analisado, foram explorados 8,1 mil hectares nessa categoria fundiária, contra 2,8 mil no período anterior. A informação consta em um estudo divulgado em dezembro de 2025 pela rede Simex, composta pelo ICV, Imaflora e Imazon.

Ao todo, foram extraídos 327,6 mil hectares de florestas nativas para fins madeireiros no bioma, o que representa uma redução de 10,5% em comparação com o total identificado no estudo anterior. Desse número, 69% (225,1 mil ha) foram explorados de forma legal, com autorização emitida pelos órgãos competentes, enquanto 31% (102,5 mil ha) ocorreram de forma não autorizada.

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Além do aumento da extração ilegal em UCs, houve também o aumento da exploração em Terras Indígenas (TIs) e assentamentos rurais. Em TIs, a extração de madeira chegou a 25,2 mil hectares, o que corresponde a um aumento de 24%. Já em assentamentos rurais, o número é de 6,7 mil hectares, 66% superior ao explorado no período anterior.

Do total explorado de forma não autorizada, os imóveis rurais privados respondem por 53%. Foram 54,4 mil hectares de floresta com exploração  nessa categoria durante o período analisado. Em comparação com o período anterior, contudo, o número representa uma redução de 39%.

As áreas de exploração madeireira foram identificadas e mapeadas por meio de imagens de satélite e contrapostas às autorizações de exploração emitidas pelos órgãos ambientais. O Simex é o principal indicador da atividade madeireira legal e ilegal na região amazônica. Os índices reúnem informações de sete estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima).

Leia também: Saiba quantas Unidades de Conservação possuem cada Estado da Amazônia

Conforme destacou Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora, em 2024 foi observada uma tendência de estabilidade da área total explorada, mas a persistência de exploração não autorizada em áreas críticas reforça a necessidade de políticas continuadas de governança, transparência e comando e controle.

“A consolidação dos dados do Simex para a Amazônia mostra que o avanço do monitoramento da exploração madeireira tem produzido um retrato mais preciso da atividade na região, permitindo separar o que é manejo sustentável do que ainda ocorre à margem da legalidade”, explicou o diretor do Imaflora.

A pesquisadora Camila Damasceno, do Imazon, destacou que apesar da redução da extração ilegal ser positiva, a redução da extração legal acende um alerta, pois pode indicar um enfraquecimento da gestão florestal, o que gera um mercado desleal para quem segue as práticas do manejo florestal.

“Por isso, compreender esses movimentos é essencial para orientar políticas públicas que fortaleçam o manejo florestal sustentável e ampliem a proteção da floresta. Os números do Simex ajudam a identificar os pólos de maior pressão sobre a floresta e evidenciam onde é prioritário avançar na gestão, na fiscalização e no apoio à produção legal”, disse.

Foto: Reprodução/Imazon

Ranking

Mato Grosso é o estado com mais área florestal explorada para fins madeireiros na Amazônia brasileira, com 190 mil hectares extraídos, o que corresponde a 58% do total. Em seguida, aparece o Amazonas, com 46,1 mil hectares (15%) e o Pará, com 43 mil hectares (13%).

No ranking dos dez municípios com mais exploração ilegal no período, 6 estão localizados em Mato Grosso, sendo o primeiro Aripuanã, com 12,7 mil hectares explorados ilegalmente. Em seguida, aparecem Colniza (3º), Nova Ubiratã (4º), Paranatinga (6º), Marcelândia (7º) e Juína (9º).

Também compõem a lista Lábrea/AM (2º), Paragominas/PA (5º), Porto Velho/RO (8º) e Dom Eliseu/PA (10º). Juntos, esses dez municípios concentram 51% de toda a exploração madeireira ilegal mapeada na Amazônia brasileira no período analisado.

Para Vinicius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Mato Grosso lidera o ranking dos estados com mais exploração madeireira na Amazônia por uma série de fatores, entre eles o relevante papel econômico do seu setor de base florestal, a localização e o histórico de ocupação das áreas florestais, mas também a persistência da exploração não autorizada, que se beneficia especialmente da fragilidade em áreas protegidas.

“Os caminhos para coibir a exploração madeireira ilegal e buscar sua erradicação na Amazônia devem envolver uma combinação de fortalecimento da fiscalização, aprimoramento da rastreabilidade e da transparência, e incentivo à legalidade e ao manejo florestal sustentável”, explicou.

“A fiscalização precisa ser mais focada, ágil e punitiva para desmantelar as cadeias de ilegalidade. Com isso, concentrar o esforço de fiscalização, inclusive com operações conjuntas, nos municípios com maior incidência de ilegalidade, que historicamente concentram a maior parte do problema”.

Leia também: Pesquisa para conter desmatamento ilegal na Amazônia é destaque na revista Nature Sustainability

A ilegalidade avança sobre áreas protegidas

O mapeamento de 2024 traz um sinal de alerta: a exploração madeireira sem autorização cresceu justamente onde a floresta deveria estar mais blindada – Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs). Ao todo, foram 33.454 hectares explorados ilegalmente nessas duas categorias, uma alta de 44% em relação a 2023 (23.120 ha). Na prática, isso significa que cerca de um terço de toda a área explorada sem autorização no período analisado ocorreu dentro de áreas protegidas.

A maior fatia da ilegalidade recaiu sobre as Terras Indígenas, com 25.278 hectares – 25% de toda a exploração ilegal mapeada. As Unidades de Conservação responderam por 8.177 hectares, o equivalente a 8% do total identificado.

Para Júlia Niero, analista técnica do Imaflora, o dado expõe um problema estrutural: “Quando a exploração ilegal cresce dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação, isso indica fragilidade nos mecanismos de comando e controle e uma resposta insuficiente diante de um problema que se repete há anos”.

Ela ressaltou que os impactos vão além da retirada de árvores: “A exploração madeireira ilegal abre caminho para degradação do habitat, perda de biodiversidade e aumento do risco de incêndios – pressionando áreas estratégicas para o clima e para a proteção dos modos de vida de povos indígenas e comunidades tradicionais”.

Extração legal de madeira cresce, mas atividade ilegal ainda é responsável por quase metade do total da atividade — Foto: Divulgação/Imazon
Foto: Divulgação/Imazon

O padrão geográfico repete o mapa de pressão já observado em 2023, com maior impacto no sul do Amazonas, norte de Rondônia e noroeste do Mato Grosso – regiões historicamente marcadas por degradação e desmatamento.

Entre as Terras Indígenas, a TI Aripuanã (MT) aparece como o principal foco em 2024, com 8.601 hectares afetados. Na sequência, estão o Parque Indígena do Xingu (MT) (4.770 ha), a TI Kaxarari (AM/RO) (2.885 ha) e a TI Amanayé (PA) (2.026 ha). Somadas, essas quatro áreas concentram 54% de toda a exploração ilegal registrada em áreas protegidas.

Já nas Unidades de Conservação, a Reserva Extrativista Guariba/Roosevelt (MT) lidera como a mais impactada — e chama atenção por não ter figurado entre as mais afetadas no levantamento anterior. Para Júlia, o dado é um recado direto: “O avanço em uma UC que não estava no topo da pressão mostra que a ilegalidade é dinâmica e pode ‘migrar’ rapidamente. Nenhuma área protegida está fora de risco quando há falhas de fiscalização e impunidade no entorno”.

Clique aqui para ver o boletim da exploração madeireira na Amazônia (2023-2024).

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Amapá é líder no ranking de patentes em relação ao PIB na Região Norte

Foto: Maksuel Martins/GEA

O Estado do Amapá conquistou destaque no cenário da inovação ao liderar o ranking de patentes em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) na Região Norte e alcançar a 9ª posição no ranking nacional.

Um dos indicadores do pilar de inovação do Ranking de Competitividade dos Estados é o de patentes. Esse indicador utiliza dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da consultoria Tendências, avaliando o total de concessões de patentes (“Patente de Invenção”, “Modelo de Utilidade” e “Certificado de Adição”) em relação ao PIB.

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O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, destacou que o governador Clécio Luís tem sido o principal incentivador dos registros de patentes no Estado, por meio da Fapeap, que fomenta programas de pós-graduação e investimentos em startups.

“A Fapeap impulsiona tanto pesquisas aplicadas quanto iniciativas de base tecnológica, com destaque para os programas Centelha, que transforma ideias em negócios, e Tecnova, que auxilia empresas a escalar e alcançar mercados internacionais, ambos em parceria com o governo federal”, pontuou o diretor-presidente.

Segundo Gutemberg Silva, o desempenho positivo do estado em relação a outras unidades federativas se explica por três fatores principais.

  • A vontade política do governador em priorizar ciência e tecnologia;
  • Incentivo a eventos tecnológicos, como o Startup 20;
  • O protagonismo de instituições como o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) na geração de conhecimento e registro de patentes.
Investimentos do Governo do Amapá em ciência, tecnologia e inovação colocam o estado entre os dez primeiros do país em número de patentes em relação ao PIB
Foto: Maksuel Martins/GEA

Leia também: Batedeira de açaí que funciona a partir da geração de energia solar recebe primeira patente do Amapá

Setores que contribuem para volume de patentes no Amapá

No estado, os setores que mais contribuem para o número de patentes são: bioeconomia (fármacos e produtos da floresta em pé), sustentabilidade e tecnologia da informação.

A bioeconomia e a tecnologia da informação também são os principais focos das empresas de base tecnológica, com destaque para a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Iepa e startups como Bioprotein e Proesc, respectivamente.

O desempenho alcançado projeta o Amapá em um cenário promissor, indicando que os investimentos em conhecimento, tecnologia e criatividade permanecem como pilares estratégicos da gestão para o desenvolvimento econômico e social do estado nos próximos anos.

*Com informações da Agência Amapá

Acre tem redução de 75% nos focos de queimadas em 2025

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Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

O Acre encerrou 2025 com um dos melhores desempenhos de sua história no enfrentamento às queimadas ilegais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), validados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), apontam uma redução expressiva de 75% nos focos de calor em comparação a 2024.

Ao longo de 2025, foram registrados 2.184 focos de calor, o menor quantitativo desde o início da série histórica, em 2001. O resultado consolida o Acre como referência regional no controle das queimadas e no enfrentamento aos crimes ambientais, refletindo a efetividade das políticas públicas adotadas pelo governo do Estado.

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O desempenho é fruto de uma estratégia integrada, que ao longo de todo o ano intensificou ações preventivas e de fiscalização, aliando tecnologia, planejamento e cooperação entre diferentes órgãos e esferas de governo. A atuação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para antecipar riscos, monitorar áreas sensíveis e garantir respostas rápidas às ocorrências.

Além do combate direto às queimadas, o Estado manteve ações permanentes de enfrentamento ao desmatamento ilegal e de prevenção aos impactos da estiagem, reduzindo significativamente os riscos de incêndios florestais, danos ambientais e problemas associados ao desabastecimento hídrico.

Medidas de mitigação e resposta aos efeitos das mudanças climáticas também integraram a estratégia estadual, reforçando o compromisso do Acre com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.

“O Acre encerrou 2025 com um resultado histórico no enfrentamento às queimadas e aos ilícitos ambientais. Registramos uma redução expressiva de 75% nos focos de calor, um dado que demonstra que o trabalho sério, planejado e integrado dá resultados concretos. Esse avanço é fruto do trabalho do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle e foi fundamental para antecipar riscos, agir com rapidez e reduzir os impactos da estiagem, protegendo nossas florestas e nossa população”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

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queda queimadas acre
Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

Ações de destaque no enfrentamento aos ilícitos ambientais em 2025

Entre as principais iniciativas de 2025 está a Operação Contenção Verde, lançada em fevereiro, que atua de forma contínua no combate aos ilícitos ambientais, com foco nos municípios mais vulneráveis.

  • Coordenada pela Casa Civil, a operação reuniu as equipes:
  • da Sema,
  • do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac),
  • da Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA),
  • da Defesa Civil Estadual,
  • da Polícia Civil (PCAC),
  • do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC),
  • do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer),
  • do Programa REM Acre Fase 2,
  • além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Outra frente importante foi a Operação Fogo Controlado, que contou com investimento de R$ 5,6 milhões e mobilizou uma força-tarefa interinstitucional durante o verão amazônico, período mais crítico para a ocorrência de incêndios.

O fortalecimento do enfrentamento aos ilícitos ambientais também contou com o Programa Brigadistas Comunitários. Em parceria com o Corpo de Bombeiros, 48 moradores de unidades de conservação foram capacitados para atuar no combate aos incêndios florestais e em ações educativas junto às comunidades, promovendo o uso responsável do fogo e a proteção da vegetação nativa.

As ações desenvolvidas ao longo de 2025 estiveram integralmente alinhadas ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Estado do Acre (PPCDQ-AC), que prevê a redução de 10% ao ano nas taxas de desmatamento, com a meta de alcançar uma queda acumulada de 50% até 2027.

Como resultado desse esforço, o Acre registrou em 2025 uma redução de 27,62% do desmatamento, desempenho que supera as metas previstas para os anos de 2023, 2024 e 2025, antecipando avanços em relação aos objetivos estabelecidos no plano para 2027.

*Com informações da Agência Acre

Porto de Santana registra crescimento de 13,5% na movimentação de cargas em 2025

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Movimentação de cargas no Porto de Santana cresce 13,5% em 2025. Foto: Divulgação/CDSA

O Porto de Santana, no Amapá, encerrou 2025 com um desempenho acima do esperado. De acordo com dados da Companhia Docas de Santana (CDSA), foram movimentadas 3.585.868 toneladas de cargas, um crescimento de 13,5% em relação a 2024.

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O resultado consolida o porto como peça importante na logística da região Norte e reforça sua posição dentro do Arco Norte, corredor de exportação que vem ganhando cada vez mais relevância no escoamento da produção agrícola brasileira.

Grãos lideram movimentação

Entre os produtos movimentados, a soja manteve a liderança, representando 62,5% do total, seguida pelo milho, que respondeu por 31,7% das cargas operadas no período. Os números evidenciam o papel fundamental do Porto de Santana no escoamento da produção agrícola, especialmente dos grãos destinados ao mercado nacional e internacional.

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Porto de Santana
Porto De Santana. Foto: Reprodução/ Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Operações em alta

Ao longo de 2025, o Porto de Santana recebeu 68 navios, demonstrando eficiência operacional e capacidade de atender à crescente demanda do setor portuário. O desempenho positivo reflete investimentos contínuos, melhorias nos processos e fortalecimento da infraestrutura portuária.

Expectativa para 2026

Para este ano, a expectativa é de crescimento impulsionado pela entrada de novos produtos na pauta de exportações. O presidente da CDSA, Edival Tork, destacou que há sinalização de empresas mineradoras para iniciar operações de embarque de minério.

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Porto de Santana é o principal meio de escoamento de grãos do Amapá. Foto: Reprodução/ Agência Amapá

“Eu considero que em 2026 teremos uma movimentação considerável de minério. A gente tem visto a sinalização de algumas empresas mineradoras, com esse planejamento. Dessa forma, acredito que teremos um número expressivo no que se refere à movimentação de minério”, afirmou.

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Importância estratégica

O resultado indica que o Porto de Santana é hoje um dos principais corredores logísticos da região Norte, contribuindo para a competitividade do agronegócio, além de gerar emprego e renda. A expectativa é de que o crescimento se mantenha nos próximos anos, acompanhando a expansão da produção e das exportações brasileiras.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AM

Estudo mostra que Manaus enfrenta desafios de infraestrutura para avançar na bioeconomia

Capital do Amazonas, Manaus. Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Um relatório elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revela que Manaus (AM), precisa superar desafios históricos para se consolidar como polo da bioeconomia e da inovação sustentável na Amazônia. O documento, chamado ‘Private Sector Roadmap for a Sustainable Amazônia‘, destaca que a capital amazonense ocupa posição estratégica na região, mas enfrenta obstáculos que podem comprometer sua competitividade nos próximos anos.

De acordo com o estudo, a Zona Franca de Manaus (ZFM) continua sendo um motor econômico importante, mas o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado. A recomendação é que a cidade diversifique sua produção e aproveite o potencial da biodiversidade amazônica, investindo em setores como biotecnologia, farmacêutica e cosméticos.

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praia da ponta negra em manaus
Praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Medidas para uma Manaus mais sustentável

Para isso, será essencial fortalecer universidades e centros de pesquisa, capazes de transformar conhecimento científico em negócios sustentáveis. Confira os principais desafios apontados na pesquisa:

  • Zona Franca de Manaus (ZFM): O estudo afirma que o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado para incluir cadeias ligadas à bioeconomia e inovação tecnológica.
  • Infraestrutura e logística: A cidade ainda depende fortemente do transporte fluvial e aéreo, o que encarece operações e limita o escoamento de produtos. A falta de conectividade digital também é vista como um entrave.
  • Energia: Há preocupação com a dependência de termelétricas a diesel em comunidades isoladas. O relatório sugere ampliar investimentos em fontes renováveis e soluções descentralizadas.
  • Inovação e pesquisa: A capital amazonense é apontada como potencial hub de biotecnologia, farmacêutica e cosméticos, mas precisa fortalecer universidades e centros de pesquisa para transformar biodiversidade em negócios sustentáveis.
  • Inclusão social: O estudo alerta que a transição econômica deve gerar empregos verdes e capacitar trabalhadores locais, evitando concentração de benefícios apenas em grandes empresas.
ZFM em visão aérea. Foto: Divulgação/Secom AM

Segundo os autores, a cidade manauara pode se tornar referência mundial em bioeconomia se conseguir alinhar investimentos privados com políticas públicas. Caso contrário, há risco de a Zona Franca perder relevância frente às novas cadeias globais verdes.

“Manaus tem condições de liderar a transformação sustentável da Amazônia, mas precisa superar gargalos históricos de infraestrutura e apostar em inovação”, afirma o relatório.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Vazamento na Foz do Amazonas: Petrobras confirma que vai atender solicitação do MPF

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Petrobras paralisou a perfuração na Foz do Amazonas após constatar vazamento. Foto: Reprodução/Rede Globo

A Petrobras informou que recebeu na terça-feira (6), um ofício do Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) solicitando esclarecimentos sobre a ocorrência de perda de fluido de perfuração no poço Morpho, localizado em águas profundas do estado. O órgão pediu que a companhia encaminhe todos os documentos já apresentados ao Ibama e a outros órgãos de controle.

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Segundo a estatal, o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental.

A empresa reforçou que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação e que vai enviar os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido pelo MPF.

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Bacia Sedimentar Foz do Amazonas fica localizada na Margem Equatorial brasileira
Imagem: Divulgação/Acervo Petrobras

Sobre o prazo para explicações da estatal

Segundo a solicitação do MPF/AP, a estatal deve mandar informações sobre o vazamento de fluido até esta quinta-feira (8).

O Grupo Rede Amazônica entrou em contato com a Petrobras para saber sobre esse retorno ao MPF, e foi informado que as respostas serão dadas dentro do prazo legal.

Medidas adotadas para proteção da área na Foz do Amazonas

  • A Petrobras iniciou procedimentos para retirar à superfície as duas linhas onde foram identificados os pontos de perda;
  • As atividades de perfuração do poço Morpho estão temporariamente paralisadas, com a sonda mantida na mesma posição;
  • A companhia afirma que não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em condições seguras.

Características do fluido

O poço Morpho está situado a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, em águas profundas do Amapá.

  • O fluido de perfuração é utilizado para auxiliar na abertura de poços;
  • Sua formulação permite que seja lançado ao mar junto com o cascalho (fragmentos de rochas);
  • Por suas propriedades físicas, o fluido se deposita no fundo do mar até se biodegradar, sem aflorar à superfície.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP