Nova rota marítima que conecta Amapá à China fortalece economia regional

A interligação é parte da articulação do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para fortalecer o comércio bilateral.

Nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre Brasil e China. Foto: Márcio Pinheiro/MIDR

O Amapá passa a ter destaque na rota marítima internacional, com a inauguração da rota de conexão entre o Porto de Gaolan, em Zhuhai, na China, e o Porto do município amapaense de Santana. A interligação é parte da articulação do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para fortalecer o comércio bilateral.

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Nova rota marítima conecta Amapá à China
Brasil e China inauguram rota marítima direta com passagem pelo Porto de Santana. Foto: Reprodução/Acervo PMS

Com a nova rota, o Amapá amplia a visibilidade e abre novas possibilidades para o crescimento na movimentação portuária, na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. 

“É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia”, explicou o ministro Waldez Góes. A conexão reduz em aproximadamente 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, em geral pelo Porto de Santos (SP).

Produtos amazônicos devem ter envio acelerado ao mercado chinês com a nova rota. Canal Dourado, na China. Foto: Divulgação/MIDR

Segundo o ministro, a nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre os dois países. “Se você sair hoje com o produto do Centro-Oeste, comparado com o Porto de Santos, para a Europa, você diminui, por exemplo, a soja, o custo de 14 dólares por tonelada. E se for para a China, 7,8 dólares por tonelada. Além do tempo de viagem que diminui. Isso agrega na recompensa ao produtor, seja ele da Amazônia ou do Centro-Oeste”, destacou Góes ao Bom Dia, Ministro.

É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia” Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional

Porto de Santana fica na foz do Rio Amazonas — Foto: CDSA/Divulgação

Leia também: Produtos da Amazônia passam a ter rota direta para a China via Porto de Santana, no Amapá

Primeiro carregamento

Durante a inauguração, houve o primeiro descarregamento de produtos chineses na área de alimentos e equipamentos de energia solar. As mercadorias, vindas de Zhuhai, região chinesa conhecida como Grande Baía, foram recebidas em containers pela Companhia Docas de Santana (CDSA).

Referência Amazônica

O governador do Amapá, Clécio Luís, enfatizou o papel estratégico do estado no processo logístico, que passa a ter mais protagonismo com a criação da nova rota. “Seremos referência para outras regiões da Amazônia e para o Centro-Oeste. O estado será corredor de importação de toneladas de produtos que serão transportados e serão beneficiados por meio das políticas de livre comércio e Suframa. É um marco histórico para o Amapá”, acrescentou.

Mais negócios

O presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil – China, Fábio Hu, destacou a aproximação do Amapá com a China para o fechamento de novos acordos de cooperação. “A partir de hoje, podemos fechar mais negócios com o Amapá. A China está disposta a cooperar de forma significativa para o desenvolvimento do estado, focando na sustentabilidade e boas práticas”.

Empregos

O prefeito do município de Santana, Bala Rocha, apontou o potencial de geração de empregos e desenvolvimento com a rota. “Nosso Porto de Santana ficará mais estruturado para esse maior fluxo de mercadorias. É a possibilidade de contratação de mais mão de obra e mais benefícios para a população da nossa cidade”, concluiu.

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