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Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

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Foto: Reprodução/IDAM

O açaí passou a ser reconhecido como fruta nacional. É o que determina a Lei 15.330, de 2026, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a lei reforce a identidade do açaí como produto brasileiro e evite a biopirataria.

A nova norma teve origem em um projeto de lei do Senado: o PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA).

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Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados (onde tramitou como PL 2.787/2011) no final do ano passado.

O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional.

açaí de belém
Foto: Vanessa Monteiro/Ascom Ufra

O açaí

Típico da Amazônia, o fruto do açaizeiro tem a polpa usada como alimento e também em cosméticos. As sementes são usadas no artesanato e como meio de energia, substituindo a madeira. Do caule pode se extrair o palmito, enquanto as raízes podem ser utilizadas como vermífugo.

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Biopirataria

De acordo com os defensores da iniciativa, a nova lei pode reforçar a identidade do fruto como um produto brasileiro, beneficiando os produtores da Amazônia.

Além disso, eles argumentam que o reconhecimento em lei pode evitar a biopirataria. Em 2003, uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí, mas em 2007 o governo brasileiro conseguiu cancelar esse registro.

*Com informações da Agência Senado

Websérie amapaense conta histórias de personalidades negras do estado

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Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Personalidades da história afroamapaense participam da websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá. A produção independente foi gravada em diferentes pontos de Macapá entre junho e julho de 2025 e recebeu recursos da Lei Paulo Gustavo.

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A websérie tem seis episódios, com cerca de dez minutos cada, lançados sempre às sextas-feiras. O objetivo é dar protagonismo às vozes negras do Estado, destacando vivências ligadas à educação, cultura e saúde. Segundo a diretora Brunna Silva, a proposta é mostrar histórias de resistência, identidade e pertencimento. Essa é a segunda produção audiovisual da artista.

“Eu saí do Fala Preta e queria continuar dando visibilidade para quem me deixou legado (…). Então o Heranças Negras veio da vontade de continuar fazendo audiovisual, de falar de quem nós somos. Pode não ser alguém de sangue pra mim, mas são pessoas que eu me inspiro e que deixam herança não só pra mim, mas para o Amapá inteiro”, explicou Brunna.

Leia também: Websérie ‘Eu Sou Tepequém’ reúne histórias contadas por quem vive na serra roraimense

Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Os personagens foram escolhidos pela trajetória de cada um. São três mulheres e três homens que representam diferentes áreas:

  • Pedro Bolão – Cultura
  • Maria do Socorro (parteira e puxadeira) – Saúde
  • José Carlos Tavares (professor da Universidade Federal do Amapá) – Saúde
  • Laura do Marabaixo – Cultura
  • Neto Medeiros – (professor da Universidade Federal do Amapá) Educação
  • Esmeraldina dos Santos – Educação

Pedro Bolão fala das raízes do batuque do Marabaixo no quilombo do Curiaú, onde vive e produz as caixas usadas nas festas. Laura também aparece como referência da cultura do batuque no Estado.

Maria do Socorro relembra práticas ancestrais das parteiras, aliadas ao uso de ervas medicinais da Amazônia. José Carlos Tavares mostra como plantas comuns em quintais podem ser alternativas no tratamento de doenças.

Na educação, Neto Medeiros, jovem professor e ativista da causa negra, e Esmeraldina dos Santos, pedagoga que usa o Marabaixo como ferramenta de ensino, dão voz às experiências de resistência e identidade.

Leia também: Conheça 10 afrodescendentes símbolos de resistência no Amazonas

Websérie traz resgate histórico

Cada episódio foi gravado em locais escolhidos pelos próprios personagens, como forma de representar suas vivências. Eles destacam costumes e tradições da Amazônia Negra.

“Eu acredito que esse é o momento da gente, de pessoas como eu, que são jovens, que querem começar no audiovisual, realmente se arriscarem para fazer alguma coisa e aproveitar os editais que estão tendo para a gente fortalecer a nossa cultura, o nosso sistema brasileiro e, principalmente, amazônico”, relembrou Brunna.

A produção teve apoio de Jéssica Thaís e Saturação na fotografia e finalização. A equipe contou ainda com Rayane Penha, Lucas Monte, Mário Garavello, Mc Super Shock e Caio Hudson em funções de produção, câmera e som.

Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal
Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Leia também: História de uma das principais lideranças negras da Amazônia ganha destaque em documentário

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Atlas ODS Amazonas será lançado com diagnóstico sobre sustentabilidade nos 62 municípios do estado

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Foto: Reprodução/Ufam

Produzido pelo Atlas ODS Amazônia, iniciativa vinculada à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Atlas ODS Amazonas é um diagnóstico técnico-científico inédito sobre o estágio atual do desenvolvimento sustentável nos 62 municípios do estado.

O material apresenta uma análise territorial detalhada com base em 42 indicadores oficiais articulados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Ao organizar dados sobre saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, igualdade de gênero e governança, a publicação promove uma leitura integrada das realidades municipais e dos contrastes territoriais da região. As informações oferecem subsídios técnicos e acessíveis para o fortalecimento de políticas públicas orientadas por evidências. 

“O Atlas ODS Amazonas comprova como a ciência produzida na Ufam, enraizada no território, é capaz de qualificar o debate público, orientar a gestão e abrir caminhos que conciliam justiça social e equilíbrio ambiental, aproximando a Amazônia das metas da Agenda 2030”, afirma a pró-reitora de Extensão da Ufam, professora Flávia Melo da Cunha.

pesquisa atlas ods amazonas
Foto: Reprodução/Ufam

A publicação é resultado de um esforço coletivo de pesquisa e cooperação interinstitucional, com a participação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério Público do Estado do Amazonas, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, da Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia.

O estudo integra a estratégia de territorialização da Agenda 2030 na região e se consolida como um instrumento público de referência para o planejamento, a formulação de políticas e a gestão orientada por evidências nos municípios amazônicos.

Leia também: Desenvolvimento sustentável: como o fator social pode auxiliar na preservação ambiental?

Lançamento do Atlas ODS Amazonas

O lançamento do Atlas ODS Amazonas será no dia 2 de fevereiro de 2026, às 9h, no Auditório Vitória Régia, do Centro de Ciências do Ambiente (CCA), no Setor Sul da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus (AM).

Inscrições AQUI.

*Com informações da UFAM

Pesquisador de Mato Grosso publica estudo de física quântica na Scientific Reports

Foto: Reprodução/Freepik

O professor e pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Emanuel Cardozo Diniz, publicou um estudo na revista Scientific Reports, do grupo Nature, sobre o controle de interferências quânticas em sistemas nanoeletromecânicos.

O estudo foi desenvolvido em colaboração com os pesquisadores Olímpio Pereira de Sá Neto, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), e Amjad Sohail, da Universidade Governamental de Faisalabad, no Paquistão.

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De acordo com o pesquisador Emanuel Cardozo Diniz, os resultados obtidos neste trabalho podem motivar o desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente voltadas ao processamento de informação.

“Essa abordagem tem o potencial de tornar os dispositivos mais sensíveis, eficientes e versáteis, permitindo o controle preciso de sinais em estruturas extremamente pequenas”, explica o pesquisador.

“No futuro, essas tecnologias podem dar origem a novos componentes capazes de armazenar, transmitir e processar informação quântica, além de integrar diferentes plataformas em dispositivos compactos, abrindo caminho para aplicações inovadoras na ciência e na tecnologia”, conta o pesquisador.

O que são sistemas nanoeletromecânicos (NEMs)?

São dispositivos que combinam componentes elétricos e movimentos mecânicos em escala nanométrica (um bilhão de vezes menor que um metro). Na prática, funcionam como minúsculas máquinas que processam sinais em sistemas eletrônicos avançados.

Leia também: Físico incentiva ações de popularização da ciência na região amazônica

Pesquisador explica o estudo

Normalmente, certas substâncias barram a passagem de luz ou energia em frequências específicas. O estudo descreve a Transparência Nanoeletromecanicamente Induzida (NIT), um fenômeno onde o sistema, ao ser estimulado da maneira correta, deixa de bloquear o sinal e cria uma “janela” de transparência.

Isso ocorre pela interação entre um ressonador (que vibra) e um íon (uma partícula carregada). Essa interação permite que a informação passe sem ser absorvida pelo sistema.

Pesquisador de Mato Grosso publica estudo de física quântica na Scientific Reports
Modelo esquemático de um experimento que consiste em um NEMS (nanoeletromagnetismo) que interage eletrostaticamente com um íon aprisionado em uma armadilha. O íon possui graus de liberdade vibracionais associados ao movimento no potencial da armadilha e está sujeito à excitação por um laser externo cuja frequência é ajustada para a primeira banda lateral vermelha. O modelo quantizado resultante descreve dois osciladores acoplados — o NEMS e o modo vibracional do íon — juntamente com uma interação de Jaynes-Cummings modificada, que envolve a absorção simultânea de um fônon da armadilha e uma excitação de dois níveis de seu grau de liberdade eletrônico.

O estudo também analisa a interferência Fano, que ocorre quando o encontro dessas ondas de energia não é perfeito. Em vez de uma janela de transparência total, o sistema apresenta um rastro de absorção “torto” ou assimétrico, o que ajuda os cientistas a entenderem como a energia está se comportando ali dentro.

O maior obstáculo para essa tecnologia é a chamada “descoerência de fase”. Como essas máquinas são extremamente sensíveis, qualquer interferência externa (como calor ou ruído) pode desorganizar o sistema e fechar a janela de transparência, impedindo o armazenamento da informação quântica.

A pesquisa é um passo fundamental para criar computadores quânticos. Esses computadores usarão “qubits” (elementos de informação quântica) para processar dados em velocidades impossíveis para os computadores atuais.

*Com informações da Unemat

Alcione mistura samba com batuque do Marabaixo e grava canções com artistas do Amapá

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Foto: Divulgação/GEA

A cantora Alcione lançou nesta sexta-feira (16) o medley ‘Marabaixo: Tradição do Amapá‘, que mistura samba com o batuque do marabaixo amapaense. O trabalho homenageia a cultura afro-amapaense e marca a estreia da artista nesse ritmo tradicional do Norte.

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Foto: Matheus Porto

O projeto reúne músicas que representam a cultura afro-amapaense, desde cantos ancestrais dos ladrões de Marabaixo até clássicos da música popular local. Alcione também convidou artistas do Amapá para participar da produção.

Segundo Alcione, a inspiração veio de duas paixões: a escola de samba Mangueira e a diversidade cultural do Brasil.

Marrom é apaixonada pela Mangueira, que neste ano homenageia o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra”. Alcione já transitou por diversos ritmos, como forró, xote, baião, maracatu e bumba meu boi.

Leia também: Conheça história do Marabaixo, manifestação cultural ancestral do Amapá

Alcione ressaltou que o projeto é uma forma de levar a cultura do Norte para todo o Brasil. Para ela, é a chance de fazer os tambores do Marabaixo ecoarem em diferentes regiões.

“É muito importante. O Brasil é um país de tantos ritmos, de tantas raças, então é aí que está a beleza da nossa cultura popular. Onde a gente vai tem um pedaço de Brasil cantando e tocando”, disse Marrom.

Capa do single Marabaixo de Alcione
Capa do single. Foto: Matheus Porto

Ela contou que não conhecia o batuque e se encantou com a força ancestral do ritmo.

“É importantíssimo para todo o Brasileiro que já nasceu ou ainda vai nascer registrar essa cultura do país”, completou.

‘Marabaixo: Tradição do Amapá’

Foto: Matheus Porto

O single traz nove faixas, entre músicas tradicionais e composições inéditas. Entre elas estão “Mão de Couro”, “No Marabaixo é Assim” e clássicos como “Rosa Branca Açucena” e “Vaca Malhada”.

A produção e os arranjos são assinados pelo músico amapaense Alan Gomes, e a percussão ficou por conta de Nena Silva, do quilombo do Curiaú.

O trabalho foi gravado em um estúdio no Rio de Janeiro, com direção musical de Alexandre Menezes e Alan Gomes. A mixagem e masterização foram feitas por Vanios Marques, e coro tem Silmara Lobato e herdeiros da tradição do Marabaixo, como Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

O projeto nasceu de um convite do governo do Amapá para Alcione. O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá e foi reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Sabonetes e velas são usadas como repelentes contra dengue e malária em Humaitá, no Amazonas

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Com parcerias institucionais, projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tendo as populações ribeirinhas como público prioritário. Foto: Divulgação/UFAM

Humaitá (AM) apresenta alto número de notificações de casos de malária e dengue. No ano de 2019, a cidade registrou 1.765 ocorrências de malária e 70 de dengue, o que fez a Secretaria Municipal de Saúde alertar à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para o quantitativo de casos.

Leia também: 1 mosquito e 4 doenças: conheça o Aedes aegypti, o “maldito do Egito”

E foi com a inquietação do que a universidade poderia fazer para prevenção das enfermidades que o professor Renato Abreu Lima, do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA/Ufam), iniciou o projeto de extensão ‘Os produtos naturais no combate à doenças tropicais no Amazonas em 2019’. Em razão da pandemia de Covid-19, o projeto foi paralisado e retoma agora suas atividades. 

“O principal objetivo foi justamente o de sensibilizar os moradores, a sociedade em geral, de Humaitá, as escolas, os estudantes, para que a ação de dengue e malária pudesse ser um fator diminutivo. Nos últimos cinco anos nós recebemos notificação da Secretaria Municipal de Saúde pedindo ajuda para poder reduzir os números de casos que estavam crescendo de dengue e de malária no município de Humaitá”, explica o coordenador do projeto, Renato Abreu.

O projeto é vinculado aos cursos de graduação em Ciência – Biologia e Química, Engenharia Ambiental e Agronomia do IEAA e aos programas de pós-graduação de Ciências Ambientais e de Ensino de Ciências e Humanidades. 

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Sabonetes e velas repelentes

A atuação do projeto ocorre por meio de palestras de conscientização em escolas estaduais e municipais, em praças públicas e no Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Durante as atividades, os extensionistas distribuem e ensinam como produzir sabonetes e velas repelentes, utilizando óleos essenciais de plantas, em oficinas nas comunidades. 

“São produtos que não poluem tanto o meio ambiente como aqueles produtos industriais convencionais, que são vendidos nas indústrias e nos mercados públicos”, explica o docente.

A equipe do projeto também confecciona folders, cartazes e publicações em mídias digitais que abordam a prevenção das doenças tropicais. O projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tanto na zona urbana como na zona rural de Humaitá.

As comunidades ribeirinhas, população mais vulnerável a essas doenças, são um dos principais públicos atendidos pelo projeto. O professor Renato Abreu destaca as comunidades de Praia de Lábrea, Praia do Gado, Maciari, Cassianã, Prego e Laranjeiras. 

Buscando abranger o maior número de pessoas para sensibilização da prevenção contra dengue e malária, o projeto mantém parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) e com a Secretaria Municipal de Educação de Humaitá. 

Sabonetes e velas são usadas como repelentes contra dengue e malária em Humaitá, no Amazonas
Foto: Divulgação/UFAM

Conscientizar e prevenir

Renato Abreu Lima aponta que o projeto promove importante impacto social no município por meio da conscientização da população para combater a proliferação dos mosquitos que transmitem a dengue e a malária.

“Fazendo um comparativo com os anos anteriores, a gente percebe que está tendo uma diminuição de casos e isso se deve não somente pela questão da atuação da Ufam, mas também por todas as ações educativas que a Semed, a Seduc e a própria Secretaria de Saúde realizam para a população de Humaitá. Então, somado a esse fator social, acredito que o impacto social é justamente alertar a população para que nós não tenhamos índices grandes da doença que pode levar à morte de um morador da cidade”, afirma o coordenador.

Dengue

A dengue, que integra o grupo das arboviroses, é uma doença ocasionada pelo vírus da  família Flaviviridae e do gênero Orthoflavivirus, sendo conhecido quatro tipos de sorotipo: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa “odioso do Egito”) é vetor da doença e usa água parada para depositar seus ovos. 

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos, enjoo, moleza, dor nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo. A doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito. Em 2024, a vacina contra a dengue entrou pela primeira vez no Calendário Nacional de Vacinação no Brasil.

Leia também: Como combater a dengue: 11 dicas práticas para evitar a proliferação do Aedes aegypti

Malária

Causa pelo parasita do gênero Plasmodium, a malária é transmitida para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais presentes ao amanhecer e ao anoitecer. A doença tem tratamento, mas se não diagnosticada adequadamente pode agravar e levar ao óbito. 

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, tremores, suor excessivo e dor de cabeça. O tratamento, após o diagnóstico, é realizado de forma ambulatorial, com medicação distribuída gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS).

*Com informações da Ufam

Alertas de desmatamento no Pará caíram 44% em 5 meses de 2025, aponta Inpe

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Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do órgão registrou redução das notificações em municípios do estado paraense. Foto: Vinicius Pinto/Agência Pará

O Pará registrou redução de 44% nos alertas de desmatamento no acumulado entre agosto e dezembro de 2025. Os dados são oficiais, do sistema Sistema de Detecção de Desmatamento  em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período, o total de alertas caiu de 784 km², no mesmo intervalo do ano anterior, para 438 km² – o menor valor da série histórica desde 2019 para esse recorte temporal.

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O governador Helder Barbalho destacou que o resultado reflete a estratégia contínua de controle ambiental adotada pelo Estado. “Essa redução expressiva mostra que o Pará está no caminho certo ao investir em monitoramento, fiscalização e ações integradas nos territórios mais pressionados”, afirmou.

Leia também: Mais de 90% do desmatamento da Amazônia é para abertura de pastagem, informa MapBiomas

Desmatamento nos municípios

Nos municípios prioritários para ações de prevenção, controle e combate ao desmatamento, a queda foi ainda mais significativa. Entre agosto e dezembro de 2025, esses municípios reduziram os alertas em 54%, passando de 454 km² para 208 km², uma diminuição absoluta de 246 km².

Entre os destaques estão:

  • Altamira, que reduziu os alertas de 58 km² para 12 km² (-79%);
  • Uruará, de 52 km² para 12 km² (-77%);
  • Itaituba, de 47 km² para 12 km² (-75%);
  • Portel, de 55 km² para 22 km² (-59%);
  • Pacajá, que caiu de 42 km² para 16 km² (-62%).
Cidade de Altamira, no Pará, reduziu alertas de desmatamento. Foto: Reprodução/Prefeitura de Altamira
Cidade de Altamira, no Pará, reduziu em 79% os alertas de desmatamento. Foto: Reprodução/Prefeitura de Altamira

Leia também: Desmatamento: modelos mostram que a floresta amazônica mantém microclima no solo

O secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, ressaltou que os resultados confirmam a efetividade do foco territorial adotado pela política ambiental do Estado.

“Os dados mostram que onde o Estado atua de forma integrada, com inteligência, presença em campo e articulação com os municípios, os resultados aparecem. A redução nos municípios prioritários é um indicativo claro de que a estratégia está funcionando”, afirmou.

Na Amazônia Legal, o comportamento foi semelhante. Entre agosto e dezembro de 2025, o acumulado de alertas de desmatamento totalizou 1.191 km², o que representa uma redução de aproximadamente 36% em relação ao mesmo período do Ano PRODES anterior, quando foram registrados 1.869 km².

*Com informações da Agência Pará

Prevenir brincando: FVS-RCP lança Jogos Digitais ‘Xô Dengue’

Foto: Edu Prado/FVS-RCP

Em uma nova ação estratégica contra o Aedes aegypti, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) lançou o pacote de jogos digitais ‘Xô Dengue!’, uma experiência interativa feita para envolver o público infantojuvenil na luta contra as arboviroses, estimulando o conhecimento e incentivando a prática diária da prevenção como um verdadeiro estilo de vida.

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A iniciativa, que mistura diversão e cuidado com a saúde, foi criada por um grupo de profissionais da Diretoria de Vigilância Ambiental junto com o setor pedagógico da FVS-RCP.

O projeto tem três jogos diferentes: Quiz do Mosquito, Jogo da Memória e Esmague o Mosquito. Ele é feito especialmente para alunos do Ensino Fundamental I e II e já está disponível para celular, pelo aplicativo, e também online no site da FVS-RCP.

Leia também: Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

Jogo virtual Xô Dengue. Foto: Reprodução/FVS-Rosemary Costa Pinto

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a Fundação está em constante processo de inovação para alcançar resultados.

“O mundo está em constante transformação, assim como a adaptação desse pequeno mosquito, o que exige que nossas estratégias também evoluam para continuar eficazes no combate às arboviroses. A informação por meio da educação faz parte fundamental desta missão”, completou.

Novas gerações

Segundo o diretor de Vigilância Ambiental (DVA) da FVS, Elder Figueira, a inserção de tecnologias digitais é fundamental para modernizar as estratégias de saúde pública.

“Precisamos falar a língua das novas gerações. Ao utilizarmos jogos, conseguimos levar a mensagem de prevenção para dentro das casas de forma leve, mas eficaz”, destaca.

Jogo virtual Xô Dengue. Foto: Reprodução/FVS-Rosemary Costa Pinto

Leia também: Como combater a dengue: 11 dicas práticas para evitar a proliferação do Aedes aegypti

Um dos idealizadores do projeto, Dê Ângelo Cruz, explica que a ideia é baseada na Aprendizagem Significativa.

“O objetivo é que as crianças, além de se divertirem, aprendam os cuidados básicos, como não deixar água parada e manter os quintais limpos. Queremos que esse aprendizado seja importante para elas, para que se tornem agentes que espalhem a prevenção da Dengue, Zika e Chikungunya dentro de casa”, explica.

Para assegurar a qualidade técnica e pedagógica, o desenvolvimento dos jogos passou por rigorosas etapas de validação. A gerente de Arboviroses da FVS-RCP, Luzia Mustafa, supervisionou o conteúdo, confirmando a precisão das informações biológicas sobre o mosquito.

Paralelamente, a pedagoga órgão Ivanilde Mafra ajustou as dinâmicas dos jogos para atender às necessidades cognitivas dos estudantes.

Quiz sobre a Dengue. Foto: Reprodução/FVS-Rosemary Costa Pinto

A ferramenta digital “Xô Dengue!” chega em um momento importante, com o início das chuvas e o aumento do risco de novos casos de arboviroses no Estado. Aliando ciência rigorosa a uma abordagem pedagógica, o projeto oferece uma experiência educativa que incentiva crianças e jovens a incorporarem hábitos de prevenção no dia a dia. Dessa forma, eles se tornam agentes multiplicadores, ampliando o combate ao Aedes aegypti e protegendo suas comunidades.

*Com informações da Agência Amazonas

Dois parques do Acre são indicados para turismo de observação de aves no Brasil

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Fotos: Allan Kenned/Rio Branco Filmes e Alexandre Noronha/Sema

O Parque Estadual Chandless e o Parque Nacional da Serra do Divisor, ambos no interior do Acre, são indicações de destinos ideais no Catálogo de Experiências do Turismo de Observação de Aves no Brasil, um produto consultivo de birdwatching (observação de aves), elaborado pelo Ministério do Turismo (MTur).

Os parques foram indicados para a publicação pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), como locais de prestígio para a prática da atividade que envolve a possibilidade de avistar aves raras e endêmicas. O catálogo pode ser acessado aqui.

Leia também: Parque Estadual Chandless, o paraíso da observação de aves no Acre

Parque Nacional da Serra do Divisor
Parque Estadual Chandless abrange os municípios de Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano e Sena Madureira, no interior do Acre. Foto: Alexandre Noronha/Sema

Para o titular da pasta, Marcelo Messias, o turismo de observação de aves é um dos setores que mais tem se destacado no Acre.

“Estamos inseridos na região amazônica, o que por si só já é uma atração turística internacional. Então temos trabalhado para fortalecer tanto o turismo interno quanto a promoção do Acre, além de promovermos capacitações de bem receber, para melhor atender entusiastas que vêm de todos os lugares do mundo para conhecer as espécies da região”, destaca.

Leia também: Confira um guia com as principais dicas para curtir a Serra do Divisor

Parque Nacional da Serra do Divisor
Parque Nacional da Serra do Divisor, na região de Mâncio Lima (AC). Foto: Allan Kenned/Rio Branco Filmes

De acordo com o diretor de Turismo da Sete, Jackson Viana, o Acre é considerado o paraíso das aves entre os praticantes de birdwatching e a Secretaria de Turismo busca fortalecer o segmento.

“Nós participamos de feiras nacionais – como o Avistar Brasil – levando o birdwatching, levando operadores de turismo que trabalham com esse segmento, promovendo atividades também aqui dentro do estado, de visitação a parques ambientais e locais onde existe a prática de observação de aves, bem como no Parque Nacional da Serra do Divisor”, destacou o diretor.

“É um trabalho que nós temos buscado fortalecer e consolidar e que ganha um novo registro e referência nacional ao fazer parte desse catálogo que detalha toda essa riqueza de aves do nosso país e que o Acre tem destaque nesse sentido. Então, para a nossa participação nesse processo, tivemos o cuidado de ajudar a fornecer informações para que agora tenhamos essa referência nacional por meio desse catálogo”, acrescentou Jackson.

Marco histórico na Ornitologia

Tovacuçu-xodó (grallaria eludens)
Tovacuçu-xodó (grallaria eludens) era a única da família que ainda não tinha sido fotografada na natureza. Foto: Ricardo Plácido/Sema

Em janeiro do ano passado, o tovacuçu-xodó (Grallaria eludens) foi registrado por foto pela primeira vez na história, e a floresta acreana foi o cenário da façanha.

ave rara foi fotografada no Parque Estadual Chandless pelo biólogo e especialista em aves da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Ricardo Plácido.

Também em 2025, foi confirmado o registro de uma nova espécie de inhambu, a sururina-da-serra (Slaty-masked Tinamou), no topo do Parque Nacional da Serra do Divisor.

A ave, localizada entre 300 e 500 metros de altitude, foi fotografada pelo pesquisador Luís Moraes, confirmando suspeitas dos ornitólogos Fernando Igor de Godoy e Ricardo Plácido, que já haviam feito uma gravação do canto da ave, em 2021.

Segundo o biólogo Ricardo Plácido, a observação de aves no Acre pode parecer uma atividade discreta, uma vez que os praticantes chegam de madrugada, passam o dia passarinhando (como é chamada a prática de observação de aves), geralmente na zona rural, e voltam à noite apenas para comer e dormir.

No entanto, de acordo com o profissional, a prática de birdwatching tem uma história de mais de 10 anos no Acre e o reconhecimento do estado no Catálogo de Experiência em Turismo de Observação de Aves no Brasil veio para coroar esse trabalho.

“Na atividade em si, as pessoas querem aproveitar ao máximo a experiência em campo, na natureza, observando e fotografando os pássaros. Por isso que muitas vezes elas passam despercebidas. Mas esse fluxo já vem há mais de dez anos aqui no Acre e as plataformas de registros vêm demonstrando isso. As plataformas vêm tendo uma ascendência de número de registros e de espécies importantes que têm gerado repercussão nacional e induzindo a vinda de mais pessoas ao longo de quase quinze anos”, destacou Ricardo.

Reconhecimento e preservação da natureza

Os registros do tovacuçu-xodó já tinham colocado o Acre em evidência e a confirmação da sururina-da-serra levou o assunto a ser comentado como acontecimento ornitológico do século na Amazônia. Os feitos abriram novos debates sobre o fomento do ecoturismo e da observação de aves, desenvolvendo a economia ao passo que preserva a natureza.

“A descrição de uma espécie nova de Inhambu depois de quase cerca de 80 anos, mostrou de fato o nosso potencial e isso traz uma reflexão muito grande para que todos os atores, autoridades, tomadores de decisões e a nossa sociedade tenham um olhar de preocupação e de atuação, porque a gente tem, de um lado essa espécie recém descrita vulnerável, mas que a gente pode tornar isso uma oportunidade para atuar como um estado que protege suas espécies e gera benefícios financeiros com a conservação da natureza”, destacou Ricardo.

A sururina-da-serra, classificada como vulnerável, pode ser vista como uma “espécie bandeira” e “guarda-chuva” para a conservação ambiental, destaca o biólogo. “O desafio é esse, tornar a conservação da natureza algo que gere renda para as comunidades locais, para o estado, para a região como todo, e que essa movimentação ajude a proteger a espécie,” explica Plácido.

Sururina-da-serra
Nova espécie, sururina-da-serra (Slaty-masked Tinamou), foi registrada no Parque Nacional da Serra do Divisor. Foto: Luis Morais

Patrimônio natural reconhecido

Localizado no extremo Oeste do Brasil, na fronteira com a Bolívia e o Peru, o Acre abriga mais de 700 espécies de aves, incluindo inúmeros endemismos da Amazônia e do Centro de Endemismo Inambari, o que representa mais de um terço das aves endêmicas do bioma amazônico. Na Serra do Divisor, próxima aos Andes, por exemplo, o estado possui avifaunas endêmicas, exclusivas da região, como a sururina-da-serra.

Leia também: Parque Nacional da Serra do Divisor: ecoturismo atrai turistas do mundo todo ao Acre

Com patrimônio natural rico, o biólogo Ricardo Plácido celebra o reconhecimento nacional e internacional, mas aponta a necessidade de ser reconhecido e valorizado localmente. “A gente precisa que a sociedade local reconheça a potência em biodiversidade que o Acre é, e adquirir esse pertencimento, que tenha orgulho, honra com o seu patrimônio natural, porque o Acre, de fato, ele é destaque internacionalmente por causa disso”, finaliza.

Acre
Diversidade biológica do Acre é destacada e comentada no mundo inteiro, segundo biólogo Ricardo Plácido. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Como chegar

No Catálogo de Experiências de Observação de Aves, foi indicado o Parque Estadual Chandless, que abrange os municípios de Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. O acesso pode ser feito por via fluvial, pelo rio Purus, partindo de Manoel Urbano, cidade a 228 km da capital Rio Branco, onde está o Aeroporto Internacional de Rio Branco (RBR), ou por avião de pequeno porte de empresas de táxi aéreo. Mais informações podem ser encontradas na página do Instagram: @pechandless.

O Parque Nacional da Serra do Divisor, que abrange os municípios de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima e fica na região de fronteira com a Bolívia e o Peru, também foi indicado para a prática de observação de aves. Para chegar ao local, é recomendado o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul.

Do porto da cidade, segue-se viagem fluvial de dois dias para as pousadas localizadas no parque. Alternativamente, é possível dirigir 42 km por terra até Mâncio Lima e continuar a viagem por via fluvial, que dura cerca de oito a nove horas. Saiba mais aqui.

Acesse o miniguia de aves da região aqui.

*Com informações da Agência de Notícias do Acre

Monitoramento ambiental do Governo do Tocantins aponta queda no desmatamento em 2025

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A queda do desmatamento foi expressiva, com redução de 21,6% em 2025 na comparação com 2024. Foto: Fernando Alves/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins alcançou, em 2025, avanços significativos na agenda ambiental, com redução das taxas de desmatamento e da área queimada em comparação a 2024. No que se refere à área queimada, a redução foi de cerca de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as taxas de desmatamento também apresentaram queda expressiva, com redução de 21,6% na comparação com o ano passado.

Os dados foram apontados pelo Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), com base em informações do MapBiomas e do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe).

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Lançada em junho de 2025 pelo Governo do Tocantins, a plataforma ampliou o acesso a dados ambientais, permitindo o acompanhamento das informações por meio de painéis e mapas interativos, além de subsidiar técnicos e gestores na tomada de decisões mais rápidas e precisas.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, os resultados refletem o fortalecimento das ações de fiscalização, prevenção, educação ambiental e da atuação integrada entre as instituições, consolidando uma política pública voltada à proteção dos recursos naturais e ao uso sustentável do território.

Marcello Lelis destaca que, entre os fatores que contribuíram para esse cenário positivo, estão as ações desenvolvidas no âmbito do programa Foco no Fogo, que promoveu atividades educativas e preventivas em 60 municípios, atingindo cerca de 20 mil pessoas com a mobilização em comunidades rurais, escolas e diferentes órgãos, por meio do trabalho integrado do Comitê do Fogo.

Iniciativas como o projeto Praia Consciente também tiveram papel relevante ao incentivar práticas sustentáveis e a preservação ambiental em áreas de grande uso público.

“O Governo do Tocantins investiu fortemente em prevenção, monitoramento e combate, com ações como o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o fortalecimento do Foco no Fogo nos municípios mais críticos e o lançamento do Cigma, que nos permite tomar decisões a partir de dados e evidências. Esse conjunto de iniciativas reforça nosso compromisso com a proteção ambiental, a segurança das comunidades e o enfrentamento aos eventos climáticos extremos”, avaliou o secretário.

Para Marcello Lelis, os resultados refletem o fortalecimento das ações de fiscalização, prevenção, educação ambiental e da atuação integrada entre as instituições. Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

Área queimada

Entre janeiro e novembro de 2025, foram queimados 1.834,6 mil hectares no Tocantins. Em 2024, no mesmo período, o fogo atingiu 2.775,7 mil hectares de cobertura vegetal. De acordo com a categorização, 72,6% da área queimada refere-se a incêndios florestais; 13,4%, a queimas não autorizadas; e 12,7%, à queima prescrita.

A queima prescrita é uma técnica de manejo do fogo que, quando aplicada de forma controlada e planejada, contribui para a redução do material combustível acumulado, diminuindo a intensidade e a propagação de incêndios florestais.

Focos de queimadas

O Governo do Tocantins também reduziu o número de focos de queimadas, registrando queda de 33,1% em comparação ao ano anterior. Foram contabilizados 11.529 focos acumulados entre janeiro e dezembro de 2025, contra 17.244 focos no mesmo período de 2024. Desse total, 61,6% correspondem a incêndios florestais; 24,7%, a queimas não autorizadas; e 7,8%, a queimas prescritas.

Leia também: Tocantins registra queda de 28,7% na área queimada

Desmatamento em Tocantins

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram desmatados 113,8 mil hectares no Tocantins, contra 145,3 mil hectares em 2024. Do total registrado em 2025, 67,9% correspondem a desmatamento autorizado, enquanto que 26% das ocorrências do desmatamento não foram autorizadas, evidenciando redução da ilegalidade em relação ao ano anterior (2024) que registrou 28,9%; e 6,1% de desmatamento autorizado com deslocamento, quando a supressão ocorreu em área diferente daquela descrita na guia de autorização.

Plataforma Cigma

Segundo o coordenador do Cigma e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Marcos Giongo, ao longo de 2025, o Centro realizou mais de 467 atendimentos, de diversas demandas relacionadas à elaboração de relatórios, notas técnicas e soluções tecnológicas voltadas à gestão territorial e ambiental do Estado do Tocantins.

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Ao longo de 2025, o Cigma realizou mais de 467 atendimentos diversos relacionados à elaboração de relatórios, notas técnicas e soluções tecnológicas voltadas à gestão territorial e ambiental do estado. Foto: Semarh/Governo do Tocantins

“A estrutura do Cigma reúne uma equipe multidisciplinar e tecnologia avançada, integrando bases de dados estratégicas e ambientais por meio de mapas interativos e análises geoespaciais, o que garante mais eficiência institucional”, destacou. O portal pode ser acessado por meio do endereço https://cigma.to.gov.br/.

Durante o período, também foram emitidos mais de 160 documentos técnicos, abordando temas fundamentais como clima, fogo, queimadas, desmatamento e uso do solo, fortalecendo a gestão pública e o apoio à tomada de decisões governamentais.

*Com informações do Governo de Tocantins