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MMA e Anater estruturam projeto para recuperar áreas degradadas na Amazônia

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Ações focam no projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia. Foto: Thales Figueiredo/MMA

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realizaram, em Brasília (DF), no final de abril, uma reunião para estruturar as ações do projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia.

A iniciativa integra o Programa União com Municípios e prevê a recuperação de áreas degradadas em 3 mil imóveis rurais ocupados por agricultores familiares, localizados em glebas públicas federais não destinadas ou em assentamentos federais. Coordenada pelo MMA, a ação terá a Anater como agência implementadora.

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O projeto abrangerá 48 municípios que aderiram ao União com Municípios em 2024. Os investimentos somam R$ 56 milhões, oriundos do programa Floresta+ Amazônia, realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde do Clima (GCF).

A reunião contou com a mediação da Agência Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) e teve como foco a definição do arranjo institucional do projeto.

“É o momento de alinhar estratégias para garantir que os benefícios cheguem, de fato, às famílias na Amazônia”, ressaltou o diretor do Departamento de Ordenamento Ambiental e Territorial do MMA, Marcelo Trevisan.

áreas degradadas pelo Desmatamento na Amazônia foto Greenpeace
Áreas degradadas são foco de recuperação do projeto nacional. Foto: Reprodução/Greenpeace

Recuperação de áreas degradas

A Anater já atua como parceira implementadora do União com Municípios em iniciativas voltadas à assistência técnica e à regularização ambiental e fundiária. Nesta nova frente de recuperação de áreas degradadas, o objetivo é promover a recomposição da vegetação nativa, contribuindo para o equilíbrio climático e a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo em que gera renda para as famílias beneficiadas.

“Essas ações apoiarão os agricultores familiares na implementação dos modelos de recuperação da vegetação no território. Estamos mudando o padrão de desenvolvimento socioeconômico regional ao elevar o nível de atuação e o compromisso coletivo de todos os envolvidos”, ressaltou o gerente extraordinário dos Programas para a Amazônia da Anater, Márcio Hirata.

Leia também: Reflorestamento: projeto transforma áreas degradadas em agroflorestas sustentáveis no Amazonas

Durante a reunião, também foram discutidas estratégias de sensibilização e engajamento de parceiros, como governos estaduais e municipais, entidades de assistência técnica e extensão rural e os próprios agricultores. A proposta é ampliar a participação local na construção de soluções para desafios recorrentes da recuperação ambiental.

“Há muitos entraves em iniciativas de recuperação, especialmente relacionados ao baixo engajamento dos produtores e à falta de manutenção dos sistemas. Ao garantir o pagamento da mão de obra e o monitoramento das ações, os resultados serão mais positivos para o agricultor e para o meio ambiente”, explicou a coordenadora-geral do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares.

Programa União com Municípios

O União com Municípios (UcM) fortalece a cooperação federativa e incentiva o protagonismo dos gestores locais na implementação de ações voltadas à redução do desmatamento, dos incêndios e da degradação florestal em 70 municípios prioritários da Amazônia. A iniciativa é uma das principais estratégias do Governo Federal para alcançar a meta de zerar o desmatamento até 2030.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Senado aprova criação da Universidade Federal Indígena

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Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado aprovou, nesta terça-feira (5), o projeto de lei da Presidência da República que cria a Universidade Federal Indígena (PL 6.132/2025). Vinculada ao Ministério da Educação e com sede em Brasília, a instituição terá campi em várias regiões do Brasil para atender as necessidades dos povos indígenas.

Seus objetivos incluem oferecer ensino superior, promover pesquisa e extensão universitária, valorizar saberes tradicionais e incentivar a sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas.

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A intenção é fortalecer a autonomia dos povos ao permitir que eles próprios produzam conhecimento voltado às suas realidades e ampliar o acesso ao ensino superior para indígenas com regras adaptadas às suas culturas e línguas.

Leia também: Primeira Universidade Federal Indígena do Brasil é confirmada pelo Governo

Criação da universidade foca em valorização

O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), ressaltou que até hoje não há no país uma universidade essencialmente voltada à realidade dos povos originários.

“Tão importante quanto o fortalecimento dessa representatividade numérica é a consecução dos objetivos da UNID de valorizar, preservar e difundir os saberes, as culturas, as histórias e as línguas desses povos. E conforme diretriz, de promover a sustentabilidade socioambiental dos respectivos territórios e fortalecer seus projetos de sociedade”, declarou.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, Governo Federal anuncia a primeira Universidade Indígena do Brasil. Foto: Washington Costa
Em cerimônia no Palácio do Planalto, em novembro de 2025, Governo Federal anunciou a primeira Universidade Indígena do Brasil. Foto: Washington Costa

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que é historiador, salientou a importância da criação da universidade federal indígena: “é por isso que precisa de universidade federal dos indígenas, para que gerações futuras de brasileiros saibam que nós somos resultado dessa mistura, dessa miscigenação, mas sobretudo que nós construímos esse país sobre povos que aqui estavam muito antes e que aqui deixaram heranças culturais que estão marcadas em nossa vida e nossa trajetória como nação”.

O projeto determina ainda que os cargos de reitor e vice-reitor da instituição serão ocupados obrigatoriamente por docentes indígenas. Porém, o primeiro reitor será nomeado em caráter temporário pelo ministro da Educação até que a universidade tenha seu próprio estatuto e estabeleça as normas para a escolha.

A proposta segue para a sanção presidencial.

*Com informações da Agência Senado

Ilha Bela da Amazônia: conheça 8 curiosidades sobre Nhamundá

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Ilha das Icamiabas, como também é conhecida a cidade, fica no interior do Amazonas, na divisa como o Pará. Foto: Reprodução/Prefeitura de Nhamundá

Distante aproximadamente 380 quilômetros de Manaus, capital do Amazonas, o município de Nhamundá será palco do jogo de abertura da Copa da Floresta 2026, a maior competição não profissional de futebol da região Norte do Brasil.

Leia também: Copa da Floresta: 5 curiosidades sobre a maior competição de futebol amador da Amazônia

Escolhida para sediar o início da Copa da Floresta, Nhamundá carrega uma história marcada por narrativas que remontam à mitologia grega, e que inclusive uma delas deu origem ao nome do estado do Amazonas. Ficou curioso? Então conheça essa e outras curiosidades sobre a cidade que une identidade, preservação histórica e pertencimento do povo amazônida:

Lenda das Ycamiabas

O município foi cenário de um dos contos mitológicos mais emblemáticos da Amazônia: o encontro histórico entre espanhóis e mulheres indígenas guerreiras. Segundo historiadores, o explorador Francisco Orellana, em sua expedição na região amazônica, se deparou com mulheres altas, musculosas, cabelos compridos e negros, que andavam a cavalo e manipulavam arco e flecha com notável habilidade.

Tais mulheres guerreiras eram da tribo das Icamiabas, e denominadas pela comunidade indígena como ‘mulheres sem marido’, pois se recusavam a viver com homens em suas terras, tornando-as símbolos de bravura e força feminina.

Leia também: Conheça a história das Icamiabas, as guerreiras Amazonas

As amazonas em guerra. Gravura para o livro Singularidades da França Antártica (1558), de André Thevet. Foto: Reprodução/Seguindo Passos História

De acordo com relato, descrito pelo escrivão Frei Gaspar de Carvajal na expedição, tais mulheres foram comparadas às Amazonas narradas na mitologia grega como nação lendária de mulheres guerreiras ferozes, filhas de Ares (deus da guerra) e conhecidas por sua habilidade em combate, arco e flecha e montaria.

O termo tem origem ao conto de que as mulheres removiam um dos seios para melhor manusear o arco e a flecha ( a – ‘sem’, e mazos – ‘seio’). Essa lenda, inclusive, deu origem ao nome do estado do Amazonas.

Origem do nome Nhamundá

O nome Nhamundá origina-se do rio homônimo que banha o território a cidade, e surgiu da tribo Jamundá, um dos primeiros povos indígernas habitantes da região. A história conta que o nome é uma homenagem ao tuxaua Jamundá, que foi ícone da luta pela liberdade do seu povo na região. Além disso, o Rio Nhamundá teria sido o local do lendário encontro entre os colonizadores espanhóis e as Icamiabas.

Ilustração do Rio Nhamundá. Foto: Reprodução/Kandyru

Muiraquitã

Foto: Prefeitura Municipal de Nhamundá

Outra lenda associada à história de Nhamundá é sobre o Muiraquitã, que são pequenos amuletos trabalhados em forma de animal, geralmente representando sapos, feitos de pedra na cor verde.

Segundo a história, o muiraquitã era oferecido como presente pelas guerreiras Icamiabas aos homens que visitavam anualmente a sua taba, na região do Rio Nhamundá.

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Pedras tinham formas variadas, desde sapo até outros animais. Foto: Reprodução/Prefeitura de Nhamundá

Uma vez por ano, durante a festa dedicada à lua, as Icamiabas recebiam os guerreiros Guacaris, com os quais se acasalavam como se fossem seus maridos. À meia-noite, elas mergulhavam nos rios e traziam às mãos um barro verde, ao qual davam formas variadas: de sapo, tartaruga e outros animais, e presenteavam seus amados.

Os objetos eram, então, enfiados em tranças de cabelos das noivas, e usados como amuleto pelos guerreiros. Até hoje, o Muiraquitã é considerado objeto sagrado, e acredita-se que traz felicidade, sorte e também cura a quase todas as doenças a quem o possui.

‘Nhamundá-Parintins’?

Com 70 anos de história, Nhamundá comemora aniversário desde 1956, quando a cidade passou a existir oficialmente no dia 31 de janeiro. No entanto, a cidade já foi integrante do município vizinho de Parintins.

Nhamundá
Nhamundá passou a ser reconhecido como município independente em 31 de janeiro de 1956. Foto: Reprodução/Prefeitura de Nhamundá

Segundo fontes históricas, desde 1758 o município era elevado à categoria de vila, mas a partir de 1911 passou a aparecer na divisão administrativa do Brasil como integrante da Ilha da Magia. Em seguida, foi considerado distrito de Jamundá, até ser extinto em 1933. Também já foi reconhecida historicamente por nomes como Ilha das Cotias e Ilha Afonso de Carvalho.

Só em dezembro de 1955, Nhamundá foi desmembrada de Parintins e se transformou em município autônomo, e no ano seguinte se tornaria independente após decreto do então governador do Amazonas, doutor Plínio Ramos Coelho.

Nhamundá, a terra do Tucunaré

O tucunaré é o principal peixe do município, responsável por movimentar a economia local e garantir o sustento de muitas famílias da região. O animal é o principal atrativo da pesca esportiva e atrai amantes da prática, incentivando o comércio, hospedagem, culinária e turismo.

Anualmente, a cidade realizada a tradicional Festa da Pesca ao Tucunaré, considerado o maior evento de praia do Baixo Amazonas, quando celebra a pesca esportiva e a cultura local, além de shows com atrações nacionais.

Farinha, a protagonista da culinária

A farinha de mandioca é um elemento essencial na rotina do cidadão nhamundaense. Uma das iguarias mais consumidas e procuradas por quem visita a região, o alimento é considerado o pilar da economia de subsistência de comunidades rurais, além de estar presente na mesa das famílias, acompanhando caldos e peixes.

Leia também: Portal Amazônia: qual a validade da farinha?

Alimento é o principal produto gastronômico e pilar da economia de subsistência do município. Foto: Reprodução/Prefeitura de Nhamundá

A religiosidade é um dos pontos fortes de Nhamundá. O município tem como padroeira a Nossa Senhora de Assunção e Santo Antônio como co-padroeiro. Milhares de devotos respeitam a diversidade religiosa que há na cidade e mantém a tradição de geração em geração.

Acima, a Festa de Nossa Senhora de Assunção. Abaixo, procissão do Santo Antônio. Foto: Prefeitura Municipal de Nhamundá

Conexão Amazonas-Pará

Situado na margem esquerda do Rio Amazonas, Nhamundá se destaca por ser o último município do Amazonas na divisa com o Pará, estabelecendo uma fronteira direta entre os dois estados. O município também fica próximo de cidades paraenses como Faro e Juruti, representando uma forte conexão regional e cultural com o estado vizinho.

Cidade representa uma fronteira direta entre o Amazonas e o Pará. Foto:PMN

Açaí e guaraná recebem reconhecimento internacional, entrando para ranking de 100 melhores frutas do mundo

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De acordo com a enciclopédia gastronômica TasteAtlas, o açaí e o guaraná se encontram, respectivamente, na 39ª e 79ª posições. Foto: Divulgação/Idam

Frutas tradicionais da Amazônia, o açaí e o guaraná entraram no ranking global das 100 melhores do mundo de acordo com a enciclopédia gastronômica TasteAtlas. Com uma produção de 73.236 mil toneladas em 2025 no Amazonas, o açaí se destaca na 39ª posição. Já o guaraná, com uma produção de 814,72 no estado, alcançou a 79ª colocação.

“Desde 2019, vem sendo executado o Projeto Prioritário (PP) do Açaí, que envolve 14 municípios mais produtivos Estado do Amazonas, os quais representam cerca de 67% da área plantada estadual”, destacou a engenheira agrônoma da Gerência de Produção Vegetal (GPV) do Idam, Anecilene Buzaglo.

Além dos municípios atendidos pelo PP do Açaí, foram distribuídas, por meio de uma parceria entre o Idam e a Secretaria do Estado de Produção Rural (Sepror), cerca de 5,6 toneladas de sementes de açaí da espécie Euterpe oleracea, das variedades BRS Pará e BRS Pai D’Égua, popularmente conhecidas como “açaí do Pará”.

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Segundo Anecilene, a cultura do açaí, com o apoio do Idam por meio de ações de capacitação e assistência técnica, tem observado um crescimento significativo. Nos últimos anos, observou-se um crescimento superior a 150% na produção e um aumento de mais de 200% na área plantada no Estado.

Quanto à cultura do guaraná, os trabalhos do instituto têm se focado na aplicação de tecnologias baseadas no uso de materiais clonais de alto rendimento desenvolvidos pela pesquisa, como as cultivares BRS Maués e BRS Amazonas, amplamente utilizadas para aumento da produção e da produtividade.

“Além disso, em 2021 a Embrapa Amazônia Ocidental lançou a cultivar BRS Noçoquém, capaz de atingir produtividade de até 2,3 kg por planta ao ano. Essa cultivar apresenta resistência à antracnose e pode ser propagada por sementes, características que têm contribuído para sua maior aceitação entre agricultores tradicionais dos principais municípios”, ressaltou a engenheira agrônoma.

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

Segundo ela, o Idam tem incentivado a produção de mudas da cultivar BRS Noçoquém em viveiros comunitários nos municípios de Nova Olinda do Norte, Eirunepé, Novo Aripuanã e Borba, considerando sua maior facilidade de produção em nível de agricultura familiar.

“A BRS Noçoquém apresenta vantagens em relação às variedades clonais, como maior adaptação às condições de clima e solo, facilidade na produção de mudas e boa produtividade”.

Guaraná é u fruto muito cultivado no Amazonas. Foto: Divulgação/ Idam

Cenário atual

O reconhecimento a nível global das duas frutas amazônicas chega num contexto de crescimento. Na cultura do açaí, as ações continuam com foco no aumento da produção e da produtividade do cultivo, com destaque para a capacitação de agricultores familiares e técnicos envolvidos na cadeia produtiva.

Destaca-se também o trabalho voltado à qualificação dos batedores de açaí nos principais municípios produtores, com o objetivo de melhorar a qualidade sanitária da bebida ofertada à população, fornecendo um alimento de qualidade e seguro.

O guaraná, por sua vez, apresentou a partir de 2023 uma valorização significativa no mercado regional, chegando a dobrar o preço pago ao produtor. Esse cenário tem estimulado os agricultores a adotarem melhores técnicas de manejo nas áreas já implantadas e, também, a expandirem as áreas de cultivo, com foco no aumento da produção e da produtividade.

Estes desenvolvimentos vêm acompanhados, ainda, da expansão do cultivo para municípios da região metropolitana, como Iranduba, Manacapuru e Autazes, impulsionada pela atratividade econômica da cultura.

*Com informações do Idam

Belém disputa prêmio nacional de turismo gastronômico

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Turismo gastronômico em Belém. Foto: Bruna Brandão/MTUR

Entre ingredientes amazônicos e saberes tradicionais que atravessam gerações, a gastronomia de Belém (PA) vem conquistando cada vez mais espaço e reconhecimento no cenário nacional. Muito além do paladar, a culinária paraense se consolida como uma potente expressão cultural e um dos principais atrativos de turismo, reunindo história, identidade e inovação.

Esse protagonismo ganhou reconhecimento internacional em 2015, quando Belém recebeu da UNESCO o Selo de Cidade Criativa da Gastronomia.

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Agora a cidade está entre as finalistas do Prêmio Melhores da Gastronomia 2026, promovido pela revista Prazeres da Mesa, e concorre ao título de Melhor Experiência de Turismo Gastronômico do Brasil.

A capital paraense é a única representante da região Norte na disputa, ao lado de destinos do eixo Sul-Sudeste. O resultado da premiação será divulgado no dia 9 de junho.

A participação da capital paraense na premiação conta com articulação da Prefeitura de Belém, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem), que atua na promoção do potencial econômico e turístico da cidade, incluindo a valorização da gastronomia como ativo estratégico.

A Prazeres da Mesa é uma revista especializada que existe desde 2003 e hoje é referência nacional em gastronomia. A presidente da Codem, Mariel Mello, explica que a premiação ocorre em duas etapas.

“Primeiro há uma curadoria técnica feita por especialistas da revista, que selecionam os destaques em todo o Brasil. Depois disso, os finalistas vão para a votação popular, que é aberta ao público e define o vencedor”, detalhou.

Segundo ela, estar nessa fase já demonstra o reconhecimento nacional da gastronomia paraense.

Mariel também ressaltou o impacto da indicação para a cidade. “Somos a única cidade do Norte entre os finalistas, o que reforça a força da nossa culinária e da nossa cultura. Essa visibilidade é estratégica, porque pode se transformar em conteúdos, reportagens e divulgação nacional, ajudando a atrair turistas e novos investimentos para Belém”, afirmou.

Leia também: Petiscos com ingredientes regionais ganham protagonismo no Comida di Buteco no Pará e Amazonas; veja os destaques

Turismo gastronômico

belém, no pará, faz parte de pesquisa sobre áreas para restauração para turismo
Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

O destaque atual soma-se a outra conquista recente: Belém ficou em segundo lugar em um prêmio promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, que reconheceu destinos gastronômicos do país.

A sequência de reconhecimentos consolida a capital paraense como um dos principais polos culinários do Brasil, valorizando ingredientes amazônicos, saberes tradicionais e a identidade cultural da região.

*Com informações da Agência Belém

Café produzido em Roraima pode ampliar mercados para produtores

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Foto: Reprodução/Amazônia Agro

A cafeicultura em Roraima ganha força ao aproveitar o período de entressafra das principais regiões produtoras do país, o que pode garantir preços mais atrativos no mercado. O setor é impulsionado por pesquisa, tecnologia e pelo cultivo de variedades adaptadas ao clima quente do estado.

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A aposta recai sobre o café da espécie Coffea canephora, especialmente o robusta amazônico, como principal alternativa de expansão.

O agricultor e produtor de mudas de café Davis Queiroz explicou que essa variedade, desenvolvida pela Embrapa, apresenta bons resultados em estados da região Norte e também se consolida em Roraima.

Leia também: Café Robusta Amazônico é declarado patrimônio cultural e imaterial de Rondônia

A expectativa é que a grande safra aconteça entre os meses de novembro e janeiro. Além do mercado interno, a localização geográfica do estado abre possibilidades de exportação para países vizinhos, como Guiana e Venezuela, considerados potenciais compradores da produção roraimense. A proximidade pode reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade na região.

“A nossa produção vai sair num momento em que vai estar em baixa no restante do Brasil. Então o preço aqui em Roraima vai ficar sempre bom pra gente”, explicou Davis Queiroz.

A produção em Roraima também deve seguir o perfil da cafeicultura mundial, baseada em pequenas propriedades e na agricultura familiar.

Segundo Davis, com avanço das áreas plantadas e o apoio técnico de instituições de pesquisa, a expectativa é de crescimento da cafeicultura em Roraima, que já é vista como uma nova fronteira para a produção na região Norte.

Leia também: Você sabe quais tipos de café a Amazônia mais produz?

Condições climáticas favoráveis para o café

A escolha da variedade robusta amazônico está diretamente relacionada às condições climáticas do estado, que tem altas temperaturas e período de estiagem, especialmente nas áreas do lavrado, onde a vegetação é aberta e lembra o cerrado.

Café produzido em Roraima pode ampliar mercados para produtores
Café robusta amazônico produzido em Roraima. Foto: Raquel Maia/Rede Amazônica RR

Nesse cenário, o cultivo exige manejo adequado, principalmente com o uso de irrigação, considerada essencial para garantir a produtividade.

“O café robusta, a grande característica dele é você precisar de uma irrigação. O nosso verão é muito forte”, destacou o produtor.

Apesar dos desafios iniciais, os testes realizados nos últimos anos indicam que a cultura tem boa adaptação na região, especialmente com o uso de clones de alta produtividade.

Em áreas experimentais, em Bonfim, produtores estão testando diferentes técnicas de cultivo, adubação e irrigação, transformando o estado em um campo de desenvolvimento para a cafeicultura.

Um dos principais diferenciais de Roraima está no calendário produtivo. Diferente das principais regiões produtoras do país, a colheita local ocorre em um período de menor oferta nacional, o que pode garantir preços mais atrativos.

*Por Raquel Maia, da Rede Amazônica RR

Arena Planeta Boi 2026: uma prévia imersiva do Festival de Parintins em Manaus

O encontro dos bois de Parintins em Manaus. Fotos: Divulgação

A Arena da Amazônia recebe, no dia 30 de maio, a quinta edição do Arena Planeta Boi. Consolidado como a principal prévia do Festival de Parintins em Manaus, o evento reúne os itens oficiais dos bumbás em uma estrutura cênica que busca reproduzir a experiência do Bumbódromo na capital.

Segundo o idealizador Valdo Garcia, o projeto cresce a cada ano mantendo o padrão do espetáculo parintinense.

“O Brasil descobriu que pode viver um pouco do Festival de Parintins de forma mais acessível. É um evento consolidado, que entrega uma apresentação à altura da grandiosidade dos bois”, destaca.

Setores e experiências

Os ingressos seguem disponíveis na Bilheteria Digital e em pontos físicos localizados nas centrais Oba Ingressos dos shoppings Millenium e Manauara, além das sedes da Amazon Best em Manaus e Parintins. Confira as opções:

Pista Dabacuri: Acesso às arquibancadas e ao gramado. Conta com bares, banheiros, feira criativa e praça de alimentação.

Cadeira Especial Amo do Boi: Área em arquibancada próxima ao palco, voltada para quem busca conforto e visão panorâmica.

Área VIP Cunhã Poranga: Setor próximo ao palco para acompanhar de perto a evolução dos itens oficiais e efeitos cênicos.

Camarote Amazon Best: Espaço exclusivo com lounges, acesso ao gramado, camisa exclusiva, open food regional e open bar premium (Whisky 12 anos, Vodka, Gin e Cerveja).

Programação Arena Planeta Boi 2026

21h00: Abertura com Amazonas Jazz Band, Márcia Siqueira, Julieta Câmara,
Mara Lima e Paula Gomes
21h50: Abertura Cênica – Art Factory
22h00: Boi Caprichoso
00h00: Bumba Beat
00h40: Intervenção Cênica – Gandhicats
00h50: Boi Garantido
02h50: Sebastião Jr. e Prince do Boi
04h00: Encerramento

Sobre o evento

Idealizado por Valdo Garcia e Geyna Brelaz, o Arena Planeta Boi nasceu em 2022 e se consolidou no calendário cultural de Manaus. O evento reúne diferentes expressões da cultura dos bumbás em uma grande produção cênica na Arena da Amazônia.

A cada edição, o projeto amplia estrutura, público e alcance, reunindo artistas e equipes técnicas em um espetáculo que movimenta a cena cultural e o turismo na capital, além de gerar empregos e impulsionar a economia local.

A edição de 2026 reúne na equipe de direção Márcio Braz (artística), Neil Armstrong (musical), Bruno Athayde e Gandhi Tabosa (coreografia), além da produção de Loren Lunière.

Serviço

Evento: Arena Planeta Boi 2026
Data: 30 de maio
Local: Arena da Amazônia
Vendas: Bilheteria Digital, Oba Ingressos e sedes da Amazon Best (Manaus e Parintins)
Informações: @planeta.boi | @amazon.best

Imagem peregrina de São Sebastião de Cachoeira do Arari, um patrimônio cultural do Pará

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Devotos se emocionaram nas homenagens a São Sebastião, em Belém. Foto: Selma Amaral/Agência Belém

A pequena imagem peregrina de São Sebastião de Cachoeira do Arari, município do arquipélago do Marajó, foi recebida com festa, em Belém (PA), no dia 1° de maio. O desembarque ocorreu no Terminal Hidroviário, onde centenas de devotos aguardavam para realizar a acolhida com demonstrações de carinho e fé.

A programação em Belém faz parte das ações de salvaguarda da festividade do glorioso São Sebastião, que é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2013.

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A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Setur), está apoiando a programação que inclui visitas às famílias de devotos de São Sebastião, igrejas, e órgãos públicos como o Memorial dos Povos, sede da Setur, que receberá a imagem e seus foliões no dia 15 de maio, a partir das 10h, e no distrito de Mosqueiro, no dia 16 de maio, no horário de 8h às 11h.

Leia também: #Série – 9 festas religiosas para conhecer no Pará

Devotos renderam homenagens a São Sebastião, no desembarque em Belém
Foto: Selma Amaral/Agência Belém

Imagem de São Sebastião segue em peregrinação

Segundo Albertinho Leão, coordenador da programação em Belém, o apoio da Prefeitura e da Setur é de fundamental importância para estreitar os laços entre as cidades de Belém e Cachoeira do Arari.

“Estamos muito felizes com esse momento, pois pela primeira vez temos a oportunidade de estreitar os laços das famílias e devotos, que por muitos motivos não tiveram mais condições de viajar para o Marajó e participar da festividade e suas tradições culturais. E, com apoio da Prefeitura e Secretaria de Turismo, temos condições de proporcionar esse momento em Belém e em Mosqueiro”, destacou Albertinho Leão.

A programação em Belém é aberta ao público. A agenda iniciou neste primeiro de maio e vai até o dia 30. Qualquer pessoa, católica ou não, pode participar da festa, e se quiser a visitação pode solicitar à coordenação, através do número 91-98821-6263.

*Com informações da Agência Belém

Castanha em pó: bioeconomia amazônica “reinventa” frutos

Já imaginou consumir frutas amazônicas em pó, em pães ou sobremesas? Essa inovação já é realidade e une biodiversidade e tecnologia para transformar o futuro da alimentação. Foto: Fabíola Abess/Idesam

A castanha, o cupuaçu, o açaí e o tucumã são frutos da Amazônia já aparecem em versões em . O tucumã, famoso no X-Caboquinho, surge em lascas — também liofilizadas, processo que garante a qualidade e a segurança alimentar destes alimentos. A inovação amplia o uso desses ingredientes e abre oportunidades de renda para povos amazônidas.

Técnicas como a liofilização dos frutos têm ampliado o potencial da biodiversidade regional ao permitir que alimentos típicos da Amazônia sejam desidratados sem perder suas principais características. O resultado: são produtos mais fáceis de transportar, armazenar e aplicar em diferentes preparações e o mais importante: além de ao ampliar a vida útil e cria possibilidades de comercialização.

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Essas soluções vêm sendo desenvolvidas no âmbito do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação vinculada à Suframa/MDIC e coordenada pelo Idesam. A iniciativa vem consolidando a bioeconomia como um vetor estratégico de desenvolvimento sustentável na região, conectando ciência, tecnologia e mercado.

Os resultados já mostram a dimensão desse movimento: com investimentos que somam cerca de R$ 196 milhões, o programa conecta empresas, 19 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), startups e comunidades locais para fortalecer cadeias produtivas da sociobiodiversidade em estados da Amazônia Ocidental e no Amapá. Atualmente, reúne 51 negócios incentivados e já apoiou o desenvolvimento de mais de 240 soluções inovadoras, entre produtos, processos e serviços, além de contribuir para a geração de mais de 800 empregos.

Leia também: Saiba quais frutas amazônicas são tipicamente encontradas durante o período chuvoso

Frutos da floresta para a cozinha

Um dos destaques desse movimento é a liofilização, técnica que remove a água dos alimentos por meio de congelamento seguido de desidratação a frio. Diferente de métodos convencionais, o processo não utiliza altas temperaturas, o que ajuda a preservar nutrientes e características sensoriais como sabor, cor e aroma.

Na prática, isso significa que frutos como buriti, tucumã e cupuaçu podem ser transformados em pós versáteis ou em lascas como o buriti, forma tradicional como é consumido, que, ao serem reidratados, recuperam textura e propriedades muito próximas às do alimento in natura. Além disso, a técnica dispensa o uso de conservantes químicos, alinhando inovação tecnológica a uma proposta de alimentação mais natural.

Entre os destaques, preparações como pão de buriti, biscoito de cupuaçu e creme de macaxeira com tucumã mostraram como os ingredientes com esses frutos podem ser incorporados ao cotidiano, agregando valor à produção local e ampliando o uso da biodiversidade regional.

Castanha em pó Bioeconomia amazônica reinventa frutos amazônicos em alimentos inovadores
Frutos mostram versatilidade. Foto: Fabíola Abess/Idesam

A aplicação vai além da cozinha regional: os produtos também têm potencial para mercados como alimentação saudável, panificação e até a alta gastronomia, abrindo novas oportunidades de negócios para a Amazônia.

“A ideia foi mostrar, na prática, como esses ingredientes podem fazer parte do dia a dia, de forma simples e inovadora”, explica Expedito Moura, do Idesam, que participou da organização da atividade.

Para quem quiser experimentar na prática, algumas receitas já estão disponíveis nos sites das startups Amazônia Smartfood e Terramazônia. As sugestões utilizam ingredientes da região liofilizados, em pó ou em lascas.

Sugestões de receitas com ingredientes amazônicos liofilizados

Durante a Expopim 4.0, realizada em março, em Manaus (AM), o público pôde conhecer, na prática, aplicações de frutos amazônicos liofilizados em diferentes preparações.

As receitas evidenciam a versatilidade de frutos como buriti, tucumã, cupuaçu e castanha-da-Amazônia no dia a dia e na gastronomia regional.

Os pratos foram preparados pela chef Renata Peixe-boi. Contato: cozinhabocadamata@gmail.com, telefone (92) 98136-3123.

Crepioca de buriti com creme de castanha-da-Amazônia e salada fresca

O buriti liofilizado em pó confere cor e identidade à massa, enquanto o creme de castanha equilibra a preparação com suavidade. A salada com tomate-cereja, alface e ora-pro-nóbis adiciona frescor. 

Pãozinho de buriti com queijo coalho

O pão apresenta coloração dourada e leve dulçor do buriti liofilizado, em contraste com o sabor marcante do queijo coalho. 

Biscoitinho de cupuaçu e buriti

A receita combina o sabor levemente ácido do cupuaçu com a doçura do buriti, resultando em um produto aromático e crocante. 

Creme de macaxeira com tucumã e chips crocantes

O creme de macaxeira ganha profundidade de sabor com o tucumã liofilizado em lascas, enquanto os chips agregam textura à preparação. 

Iogurte de macaxeira com proteína de castanha, geleia de araçá-boi e nibs de cacau

A preparação reúne diferentes camadas de sabor: a proteína de castanha-da-Amazônia confere leve acidez, a geleia de araçá-boi acrescenta frescor e os nibs de cacau finalizam com textura. 

*Com informações do Idesam

Mulheres Awajún lideram projeto de piscicultura sustentável em Santa María de Nieva

Os participantes do projeto Awajún recebem treinamento técnico em alimentação, reprodução e saúde de espécies nativas da Amazônia. Foto: IIAP/Divulgação.

Quinze mães da comunidade Awajún de Santa María de Nieva, na região do Peru chamada de Amazonas, são as protagonistas do projeto “Fortalecimento da piscicultura para a segurança alimentar com mulheres Awajún”, uma iniciativa que busca melhorar a nutrição das famílias da comunidade e gerar renda econômica sustentável.

Para isso, os participantes recebem treinamento técnico em alimentação, reprodução e saúde de espécies nativas da Amazônia. Eles também são preparados para assumir papéis de liderança que lhes permitirão replicar a piscicultura em suas próprias comunidades.

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Mulheres da comunidade mostram trabalho de piscicultura na região através de uma pequena mostra em recipiente plástico. Foto: IIAP/ Divulgação

O projeto é coordenado pelo Instituto de Pesquisas Amazônicas do Peru (IIAP), filial do Amazonas, Conselho de Mulheres Awajún Wampis Umukai Yawi, Serviço Agrícola de Pesquisa e Promoção Econômica e Pastoral Social do Vicariato.

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Transferência de conhecimento Awajún

Foto: IIAP/ Divulgação

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O IIAP, entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, desempenha um papel central na transferência de conhecimento e no apoio técnico ao projeto, informou o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado à imprensa. 

“A participação delas também visa ao empoderamento das mulheres Awajún e ao desenvolvimento da aquicultura sustentável no departamento do Amazonas”, afirmou o setor.

*Com informações da Agência Andina