Home Blog Page 42

Mais de 300 búfalos invasores são abatidos em teste na Amazônia

0

Búfalos são abatidos em projeto piloto do ICMBio em Rondônia. Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica RO

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros concluíram a primeira campanha de abate experimental dos búfalos invasores que vivem em áreas protegidas de Rondônia. Ao todo, mais de 300 animais foram mortos.

A ação é uma forma do ICMBio testar os métodos mais eficientes e seguros de abate, além de avaliar os possíveis impactos ambientais. Os resultados servirão de base para a elaboração de um plano de erradicação. Até o fim do ano, a previsão é eliminar pelo menos 500 animais, o que corresponde a cerca de 10% do rebanho total.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O projeto foi divido em duas fases, seguindo o cronograma de chuvas. Nesta primeira etapa, período de cheia, os campos da Rebio Guaporé, por exemplo, estão alagados. As lagoas se formam nas áreas mais baixas a partir da água da chuva ou dos rios que atravessam a reserva: uma característica da biodiversidade local.

Analista do ICMBio mostra onde deveria estar o solo compactado por búfalos em Rondônia. Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica
Analista do ICMBio mostra onde deveria estar o solo compactado por búfalos em Rondônia. Foto: Vinicius Assis/Rede Amazônica

Leia também: A vida com os búfalos: a relação dos moradores de Soure e Cachoeira do Arari com o símbolo marajoara

A operação foi conduzida de três maneiras: terrestre, aquática e aérea, cada uma utilizada para testar diferentes estratégias de controle. A erradicação é feita por controladores de fauna, especializados armados com rifles.

As primeiras etapas ocorreram em março, antes de a Justiça Federal determinar a suspensão das atividades. A operação foi retomada em 18 de maio, após nova análise do caso, quando o juiz reconheceu que o projeto piloto possui caráter científico e é essencial para responder a questões técnicas que subsidiarão a elaboração de um plano consistente de erradicação.

Atualmente vivem mais de 4 mil búfalos selvagens na região do Vale do Guaporé. Foto: Reprodução/Acervo NGI Cautário-Guaporé

Atualmente, os animais vivem entre a Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras e a Reserva de Fauna (Refau) Pau D’Óleo, no oeste de Rondônia, uma região de encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado. As reservas biológicas são a categoria de proteção ambiental mais restritiva em Rondônia.

Segundo o ICMBio, a segunda campanha da pesquisa deve ser realizada no período de seca, entre os meses de agosto e setembro.

Embate judicial

O rebanho de búfalos selvagens invasores está no centro de uma ação judicial milionária. Em uma Ação Civil Pública na Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) pede que o governo de Rondônia e o ICMBio garantam a erradicação e o controle desses animais na região.

Para elaborar o plano de erradicação, o instituto desenvolveu uma pesquisa que envolve três frentes:

  • o próprio instituto como gestores da área e responsáveis pela logística;
  • a Universidade Federal de Rondônia com os pesquisadores que vão analisar a sanidade dos animais abatidos;
  • e uma empresa especializada que se voluntariou para fazer o abate.

Os pesquisadores e demais pessoas envolvidas pretendem avaliar a capacidade diária de abate de animais, observar o comportamento dos búfalos e as condições ambientais que interferem na operação e mapear desafios logísticos e operacionais.

Por que os búfalos estão sendo abatidos?

Como não são nativos do Brasil, os búfalos não possuem predadores naturais. Soltos e se reproduzindo sem controle, eles provocam graves impactos ambientais, como a extinção de espécies da fauna e da flora nativas e alteração no curso dos campos naturalmente alagados, que fazem parte da biodiversidade local.

De acordo com o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, o abate é, no momento, a única alternativa viável para resolver a questão. Como a região é isolada e de difícil acesso, não existe logística possível para retirar os animais vivos ou mortos. Além disso, como se desenvolveram sem controle sanitário, a carne não pode ser aproveitada.

“É um ambiente único, com várias espécies endêmicas [nativas] e a presença do búfalo vai levar à extinção de várias delas. Algumas espécies que a gente só tem registros aqui, sejam elas residentes ou migratórias”, explica o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.

*Por Jaíne Quele Cruz, da Rede Amazônica RO

Pavonia neuropetala: flor rara sobreviveu à queimadas em Mato Grosso

0

A Pavonia neuropetala foi categorizada como ‘criticamente em perigo’, já que vive em uma área que teve mais de 50% de seu total atingido por incêndios em 2024. Foto: Marcos Rondon, Ana Kelly e Thales Coutinho

A identificação de uma nova espécie de flor considerada uma das mais raras da flora brasileira foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) durante uma expedição científica em uma área de transição entre biomas no estado. A planta, denominada Pavonia neuropetala, foi encontrada na Estação Ecológica da Serra das Araras, localizada entre os municípios de Porto Estrela e Cáceres, região que apresenta influência tanto do Cerrado quanto da Amazônia.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Embora o registro da espécie tenha ocorrido em 2024, a divulgação científica foi feita somente após a publicação do estudo na revista internacional Phytotaxa, em março de 2025, responsável pela validação e reconhecimento formal da nova espécie no meio acadêmico.

Descoberta e processo de identificação

A identificação da Pavonia neuropetala começou durante atividades de campo voltadas ao mapeamento da biodiversidade local. O exemplar foi localizado em uma área que havia sido atingida por queimadas, em meio à vegetação parcialmente degradada. Após a coleta realizada pelos pesquisadores Marcos Rondon, Ana Kelly e Thales Coutinho, a planta passou pelo processo de herborização, técnica utilizada para conservação e estudo de espécies botânicas.

O material foi encaminhado ao Herbário da UFMT, em Cuiabá, onde foram realizados estudos detalhados de comparação com outras espécies já catalogadas. A análise envolveu consulta a bibliografias especializadas, bancos de dados nacionais e internacionais e avaliação de características morfológicas.

A partir desse processo, os pesquisadores concluíram que se tratava de uma espécie ainda não descrita pela ciência. O nome Pavonia neuropetala foi atribuído em referência às nervuras marcantes presentes nas pétalas, característica que diferencia a planta de outras espécies do mesmo gênero.

Leia também: Acre: Pesquisadores reencontram planta rara registrada pela primeira vez há mais de 100 anos

A Estação Ecológica da Serra das Araras, onde ocorreu a descoberta, é uma unidade de conservação de grande relevância ambiental localizado no sudoeste do estado do Mato Grosso, estado que faz parte da Amazônia Legal. A área abriga espécies endêmicas e funciona como um importante corredor ecológico, além de ser utilizada para pesquisas científicas voltadas à conservação da biodiversidade.

Os pesquisadores Marcos Rondon, Ana Kelly e Thales Coutinho durante expedição na Serra das Araras quando descobriram a Pavonia neuropetala. Foto: Reprodução

Características e importância científica

A Pavonia neuropetala pertence à família Malvaceae, a mesma do hibisco. O reconhecimento científico contribui diretamente para a atualização de catálogos florísticos e amplia o conhecimento sobre a biodiversidade existente em áreas de transição entre biomas.

A região da Serra das Araras é considerada estratégica para esse tipo de estudo por reunir características ambientais distintas que favorecem a ocorrência de espécies únicas.

Além disso, a descoberta reforça a importância das unidades de conservação como espaços essenciais para pesquisa e preservação ambiental, especialmente em áreas sujeitas a impactos naturais e antrópicos.

Impactos ambientais e risco de extinção

A nova espécie já foi classificada como criticamente ameaçada, devido à limitação de registros e às condições ambientais da área onde foi encontrada. Dados apontam que uma parte significativa da Estação Ecológica da Serra das Araras foi afetada por incêndios florestais, o que comprometeu o habitat natural de diversas espécies.

Com apenas um registro conhecido até o momento, a Pavonia neuropetala passa a integrar a lista de espécies ameaçadas que demandam ações de monitoramento e conservação.

O grupo de pesquisadores segue realizando estudos na região com o objetivo de identificar novas populações da planta e compreender melhor suas condições de sobrevivência.

*Com informações do artigo publicado no Phytotaxa

O que podemos aprender com a Feira de Troca de Livros e Gibis do Amazonas?

0

Foto: Acervo da Biblioteca Pública do Amazonas

Por Jan Santos – jan.fne@gmail.com

Quando pensamos em biblioteca, certeza que ainda nos vem à mente aquele lugar silencioso, perdido entre estantes de livros bem antigos, cuja existência sempre parece ameaçada graças à facilidade proporcionada pela internet. Afinal, é um lugar apenas para pesquisas, certo? Apenas para encontrar informações que hoje estão a uma tecla de distância, certo?

Errado.

Com o crescimento do mundo digital e sua presença em nossas vidas, as bibliotecas também evoluem para cumprir seu objetivo maior: garantir o acesso democrático à informação. É natural que sua função seja questionada em um mundo altamente conectado e, supostamente, com acesso irrestrito à informação, mas se tem algo que nossa imersão constante no mundo digital nos ensinou é que quantidade realmente não implica em qualidade.

Isso vale tanto para as informações quanto para nossa competência para transformar essas informações em conhecimento.

 📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Feira de Troca de Livros e Gibis do Amazonas
O que podemos aprender com a Feira de Troca de Livros e Gibis do Amazonas? Foto: Acervo da Biblioteca Pública do Amazonas

Leia também: Dia Mundial do Livro: qual obra mudou a sua vida?

Eis aí a função máxima de uma instituição como a biblioteca e de seus principais agentes, os bibliotecários: atuarem na mediação entre o público e a informação. No Amazonas, a Biblioteca Pública estadual, localizada na rua Barroso, no Centro de Manaus, é referência nesse quesito.

Em si mesma um ponto histórico e cultural do Estado, a Biblioteca é um daqueles prédios mitológicos que a maioria das pessoas já ouviu falar, até já passaram pela frente, mas que poucas assumiram a aventura de explorá-la. Quem o faz, vai por mim, fica longe de se arrepender.

Um dos motivos para isso é justamente a Feira de Troca de Livros e Gibis, uma ação coordenada pelo bibliotecário David Carvalho e desenvolvida graças ao esforço da equipe do Biblioteca, que se reúne no último domingo de cada bimestre para garantir que leitores de todas as idades tenham uma programação cultural de qualidade durante esses fins de semana pontuais. Em 2026, a iniciativa completou 10 anos de existência, comemorada recentemente durante a Jornada Literária do Amazonas.

A ideia é bem simples: convidar leitores que desejem manter seu acervo pessoal de livros sempre renovado para trocar suas obras favoritas pelos títulos favoritos de outras pessoas, garantindo assim que suas estantes nunca fiquem empoeiradas. A força da iniciativa está justamente nessa simplicidade.

A palavra-chave aqui é movimento: a iniciativa mobiliza uma média de 150 leitores a  cada edição – no total, já houve mais de 50 edições, o que coloca a Feira como uma ação de destaque no calendário cultural da capital. E falo por experiência própria quando digo que a menor das contribuições da Feira são os livros novos que podemos adquirir de forma gratuita.

O que podemos aprender com a Feira de Troca de Livros e Gibis do Amazonas? Foto: Acervo da Biblioteca Pública do Amazonas

Além de consolidar o papel da Biblioteca como um centro cultural de impacto expressivo na capital, a Feira permite a criação de uma verdadeira comunidade de leitores da cidade de Manaus. Por meio do contato com livros, pais passam tempo de qualidade com seus filhos, crianças desenvolvem desde cedo o senso crítico necessário para escolher as obras que desejam trocar, leitores conhecem leitores e, mais importante, as pessoas deixam de lado uma ideia completamente errada que, por vezes, paira sobre nossa cidade: de que não há programação cultural de qualidade disponível ao público.

O que há, de fato, é pouca articulação para que iniciativas como a Feira de Troca de Livros e Gibis tenha seu alcance potencializado, não apenas para fora do Centro de Manaus como para os municípios do interior do Amazonas. Inclusive, a Feira já contou com edições especiais em Iranduba e Autazes, mas depende de logística considerável para que possa estender suas ações para outras localidades.

Pensar sobre a Feira de Troca é pensar também sobre as políticas de acesso à Cultura que permitem à Literatura atuar como a força de transformação que é. Afinal, toda arte é política, e desvincular a atuação (ou não) dos poderes públicos do sucesso dessas iniciativas é impossível.

Desde 2016 – com a pontual interrupção da pandemia -, a Feira de Troca de Livros e Gibis se estabelece como uma das ações mais importantes da Biblioteca Pública do Amazonas, uma vez que se torna uma oportunidade não só para que livros sejam trocados, mas para que crianças explorem seus espaços de leitura e o público em geral aproveite visitas guiadas que discutem a história de um dos marcos físicos da cultura do Estado.

Leia também: Milton Hatoum: dez livros essenciais do escritor amazonense que transformou Manaus em literatura universal

Foto: Acervo da Biblioteca Pública do Amazonas

Gosto de ver o prédio da Biblioteca como um espaço seguro de encontro e de partilha, uma vez que eu e outros agentes da Cultura do Estado somos frequentemente convidados para realizar ações que contribuam para o acesso à arte e à informação em suas mais variadas linguagens. A Feira de Troca é apenas a ponta do iceberg para aqueles que desejam, verdadeiramente, acompanhar o circuito cultural do Estado.

Para que possamos exigir maior compromisso de nossos governantes com as políticas culturais, precisamos primeiro prestigiar as que já existem, conhecendo-as e entendendo de que forma podemos potencializar a sua atuação.

Então, enquanto aguardamos a próxima edição, que tal separar aqueles livros que já te encantaram no passado para que encontrem novos olhos? Que tal se preparar para conhecer novas obras e leitores que amam os mesmos livros que você? Que tal descobrir que, no Amazonas, a Literatura também constrói laços?

Sobre o autor

Jan Santos é autor de contos e novelas, especialmente do gênero Fantasia. Mestre em Literatura pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e com graduações em Língua Portuguesa e Inglesa, é um dos membros fundadores do Coletivo Visagem de Escritores e Ilustradores de Fantasia e Ficção Científica, além de vencedor de duas edições dos prêmios Manaus de Conexões Culturais (2017-2019) e Edital Thiago de Mello (2022).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Povo Puyanawa celebra 26 anos da demarcação do seu território em maio

0

Foto: Diego Silva/Secom Acre

O Centro Cultural Baytewawa, na Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, no Acre, recebeu visitantes de toda a região do Vale do Juruá no dia 17 de maio para comemorar a demarcação de suas terras pelo governo federal, ocorrida no ano 2000.

Na abertura oficial do encontro, foram relembradas as “antigas” lideranças da etnia que enfrentaram muitas adversidades e lutaram para reconhecimento do direito sobre o território ancestral reconhecido pelas autoridades brasileiras. Sobretudo, o trabalho do ex-cacique Mário Puyanawa, falecido em 2021, foi exaltado por ser ele o articulador das ações que culminaram com a criação da Terra Indígena Puyanawa.

Após os pronunciamentos iniciais, a celebração evocou a espiritualidade tradicional por meio de cantos pedindo proteção e prosperidade no idioma da etnia e danças inspiradas nos seres da floresta. Esses “rezos” ancestrais foram retomados pelo povo Puyanawa graças à liberdade conquistada com a demarcação territorial que proporcionou um forte processo de valorização dos costumes, tradições e saberes indígenas dessa nação.

Leia também: Indígenas Puyanawa resgatam cultura e reforçam vínculos na Amazônia

Foto: Diego Silva/Secom AC

O atual cacique Joel, filho de Mário Puyanawa, ressaltou a importância da demarcação territorial para o seu povo:

“Essa é a data histórica mais importante para nós. Celebramos o passado, o presente e o futuro. Muitas pessoas que participaram da luta pela demarcação que já partiram. A minha felicidade é poder dar continuidade à nossa história. Por meio dos nossos cantos e danças recordamos a luta dos nossos antepassados incentivando os nossos jovens a valorizarem nossa cultura e tradições”.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Segundo o cacique Joel Puyanawa, a demarcação de uma terra indígena representa liberdade e a possibilidade de uma reafirmação cultural, garantindo a continuidade histórica de um povo.

Comemoração com cantos pedindo proteção e prosperidade no idioma da etnia e danças inspiradas nos seres da floresta. Foto: Diego Silva/Secom AC

“Trabalhamos essa terra com consciência, preservando tudo o que temos e respeitando a natureza. Isso significa garantir um futuro promissor para as novas gerações do nosso povo. Nesse território estão nossa história e nossos valores tradicionais, e precisamos seguir nesse caminho aprendendo cada vez mais para mostrar ao mundo que é possível trabalhar e produzir sem devastar o meio ambiente”, afirmou Joel.

Um dos mateiros que atuou no processo de demarcação e ajudou a instalar os marcos da Terra Indígena Puyanawa foi José Lima, atualmente com 82 anos de idade. Ele lembra ainda das lutas para garantir o direito às terras do seu povo.

“Antes da demarcação a gente tinha uma vida de sofrimento. Trabalhávamos para os patrões sem ter direito a nada. Mas depois da demarcação nós passamos a ter liberdade para trabalhar no que é nosso”, explicou o indígena José Lima.

Leia também: Entenda as etapas de demarcação de terras indígenas

“Naquela época, os latifundiários dessa região eram contrários à demarcação e tentaram retomar a terra à força. Mas nossas mulheres formavam um muro vivo nas estradas para impedir a entrada deles no território. Até que, um dia, desistiram e nós passamos a cuidar daquilo que é nosso desde o tempo dos nossos ancestrais”, complementou Lima.

Inspiração para as novas gerações

A professora da Escola Indígena Estadual Ixubay Rabui Puyanawa, Valéria Xinã Yruya revela que a história do seu povo é trabalhada nas salas de aula como forma de fortalecer a identidade cultural dos alunos.

Comemoração com cantos pedindo proteção e prosperidade no idioma da etnia e danças inspiradas nos seres da floresta. Foto: Diego Silva/Secom AC

“A escola não é separada da comunidade. Todo o nosso planejamento educacional reflete a nossa realidade. Nesta data, não celebramos somente a demarcação, mas também quem somos. Festejamos, com alegria, os ensinamentos dos nossos antepassados, que seguem presentes em cada um de nós sempre do nosso lado encarnados em cada um de nós, mantendo vivas as suas histórias e saberes aqui na terra”, revela Xinã.

O domínio territorial do povo Puyanawa é constantemente fortalecido por meio de expedições realizadas até os marcos que delimitam o território em meio à vasta floresta.

“Todos os anos fazemos uma caminhada aos limites do nosso território para reencontrarmos a força da natureza, que é a base da nossa cultura Puyanawa. Alguns professores e professoras também participam dessas expedições para levarem aos alunos os ensinamentos  e os valores do nosso povo,” finalizou a professora Indígena Valéria Xinã Yruya.

*Com informações da Agência Acre

TranspoAmazônia 2026: confira a programação e saiba como se inscrever na maior feira de logística do Norte

0

Feira terá três dias de uma programação voltada para o debate, visando o fortalecimento da cadeia logística e o desenvolvimento do transporte na Amazônia. Foto: Divulgação/TranspoAmazônia

Manaus (AM) sediará, entre os dias 27 e 29 de maio, um dos maiores eventos de logística do Brasil: a TranspoAmazônia 2026 – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística. O encontro reunirá, em sua terceira edição, empresários, especialistas, investidores e representantes do setor de transporte para discutir desafios e soluções para a logística na região Norte.

A programação da TranspoAmazônia 2026 terá palestras, painéis, lançamento de livros, exposições e rodadas de debates sobre logística, navegação, indústria naval, e-commerce e reforma tributária, num espaço estratégico para a promoção e fortalecimento da cadeia logística e ao desenvolvimento do transporte na Amazônia. Para esta edição, são esperados mais de 350 expositores e um público de 15 mil visitantes, além da expectativa de R$ 900 milhões gerados em negócios e cerca de 800 empregos diretos.

Para participar da feira, os interessados devem realizar a inscrição através da plataforma Sympla neste LINK.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Transpoamazônia
Evento é considerado o maior encontro do setor logístico da região Norte do Brasil e um dos mais importantes do país. Foto: Divulgação/Assessoria

Programação TranspoAmazônia 2026

1º Dia – 27 de maio

  • 14h – Início do credenciamento e abertura oficial da TranspoAmazônia 2026
  • 15h – Cerimônia Oficial de abertura
  • 16h10 – Lançamento do livro “A História do Transporte na Amazônia”, com Antônio Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (Fumtran)
  • 16h30 – Painel: Os desafios da logística na Amazônia, com representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e setor comercial.
  • 17h40 – Palestra “A importância da cabotagem para a região amazônica – números e fatos”, com Luis Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac).
  • 18h20 – Painel “Cenários futuros e desafios para construção naval na Amazônia”, com representantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bertolini e Juruá Estaleiros.
  • 21h – Encerramento da feira.

2º Dia – 28 de maio

  • 14h – Início do credenciamento e abertura dos pavilhões da feira.
  • 14h15 – Painel “O e-commerce na região Norte do Brasil”, com representantes da Bemol, TV Lar e Associação Comercial do Amazonas (ACA).
  • 15h15 – Palestra “Segurança das operações de transporte aquaviário”, com Cássio Guimarães, gerente-geral da Transpetro
  • 16h – Palestra “Como usar tecnologia a favor da lucratividade – soluções básicas de empresário para empresário”, com executivos do Urbano Bank e Grupo Braspress.
  • 17h15 – Painel “A multimodalidade e seus impactos no Polo Industrial de Manaus (PIM)”, com representantes do Grupo Chibatão, Sindarma, Braspress e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).
  • 21h – Encerramento do segundo dia

3º dia – 29 de maio

  • 14h – Início do credenciamento e abertura dos pavilhões da feira.
  • 14h05 – Lançamento do livro “Os Imigrantes, o Metal e a Indústria”, com Paulo Vicente Caleffi e Irani Bertolini.
  • 14h15 – Palestra “Rotas Bioceânicas”, com Paulo Vicente Caleffi, secretário-geral da Câmara Internacional da Indústria de Transporte (CIT).
  • 15h20 – Palestra “Reforma tributária voltada para as categorias econômicas do transporte e indústria”, com Dr. Diogo Thaler, advogado e contador especialista em tributos e estratégias empresariais.
  • 16h30 – Palestra “A atuação do 9º Distrito Natal para a segurança da navegação na Amazônia Ocidental”, com vice-almirante André Luiz de Andrade Felix, Comandante do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil
  • 17h15 – Palestra “A geopolítica e seus efeitos econômicos no Brasil”, com Luiz Almeida Marins, Antropólogo, professor e consultor de empresas
  • 18h30 – Cerimônia de encerramento da III TranspoAmazônia, com Sr. Irani Bertolini e apresentação musical dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso.
  • 21h – Encerramento da feira

Leia também: TranspoAmazônia 2026 projeta R$ 900 milhões em negócios e Manaus vira centro do mapa logístico das Américas

Sobre a TranspoAmazônia

A TranspoAmazônia é um espaço estratégico para exposição de produtos e serviços para promover negócios, estabelecer conexões, discutir desafios e apresentar inovações, reunindo a cadeia multimodal do transporte, logística, agenciamento de cargas e construção naval, conectando a região amazônica ao Brasil e ao mundo.

A realização da TranspoAmazônia 2026 é essencial para viabilizar soluções dos desafios logísticos na Amazônia, impulsionar investimentos e gerar negócios para a região Norte do país. Mais informações sobre o evento, podem ser obtidas AQUI.

*Com informações da assessoria

Aldo Rebelo questiona situação do saneamento básico na Amazônia

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre os desafios do saneamento básico na Amazônia durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Ao comentar o tema, Aldo Rebelo afirmou que a falta de investimentos em infraestrutura compromete diretamente a qualidade de vida da população amazônida. Segundo ele, milhões de pessoas ainda convivem sem acesso adequado à água tratada, coleta de esgoto e serviços básicos de saúde pública.

Durante a entrevista, defendeu que a Amazônia precisa receber mais atenção do poder público, com políticas voltadas para desenvolvimento urbano e criticou o não uso para isso dos recursos do Fundo Amazônia, assim também como criticou o papel da Organizações Não-Governamentais (ONGs) nas cidades da Amazônia.

“Os piores indicadores de saneamento básico do Brasil estão na Amazônia. Essas ONG’s ficam dizendo que protegem os índios e boa parte das cidades da Amazônia não tem sequer aterro sanitário. Jogam seus lixos dentro dos rios. E por que o Fundo Amazônia não financia aterro sanitário? Por que o Fundo Amazônia não financia o saneamento básico das cidades da Amazônia? Porque não é pra essa finalidade, eles não estão preocupados com o meio ambiente. Eles estão preocupados em fazer da Amazônia uma fonte de riqueza. Então nós temos que ter prioridade”, afirmou.

Leia também: “Fundo Amazônia foi criado para interditar a Amazônia”, afirma Aldo Rebelo

Aldo Rebelo questiona situação do saneamento básico na Amazônia
Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo defende investimento do Fundo Amazônia no Saneamento Básico

No programa, o pré-candidato à Presidência da República afirmou que os recursos do Fundo Amazônia deveriam ser direcionados para investimentos em saneamento básico na região. Segundo ele, a medida ajudaria a proteger o meio ambiente, melhorar a saúde da população e preservar os rios amazônicos.

“Por exemplo, seria uma boa medida dedicar todos os recursos do Fundo Amazônia para o Saneamento Básico. Uma parte vai para o Governo do estado e outro para as prefeituras, para que o saneamento básico na Amazônia proteja o meio ambiente, proteja a saúde da população e proteja os rios”. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Nova tecnologia fortalece estudos sobre contaminação por mercúrio no Amazonas

Barco-laboratório utilizado nas expedições do ProQAS/AM foi construído e doado pelo Grupo Atem. Foto:

O monitoramento ambiental na Amazônia ganhou um reforço com a implantação da maior plataforma de monitoramento de espécies de mercúrio da Região Norte. A nova estrutura passa a integrar as atividades do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM) e foi instalada na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA). 

As expedições científicas do programa são realizadas a bordo do barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira, construído e doado pelo Grupo Atem para apoiar as pesquisas ambientais desenvolvidas na região amazônica.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O novo laboratório permitirá que análises de alta complexidade passem a ser realizadas integralmente no Amazonas, reduzindo a dependência de instituições de outros estados e do exterior.

Equipamento agiliza monitoramento de mercúrio na região

O avanço representa um ganho importante para a autonomia científica regional, além de acelerar significativamente o processamento dos dados obtidos durante as expedições ambientais realizadas pelo programa.

Até recentemente, parte das análises relacionadas à contaminação precisava ser enviada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, parceira científica do projeto desde 2023. Com os novos equipamentos instalados na UEA, a expectativa é reduzir o prazo de entrega dos resultados de até três meses para menos de 30 dias.

Leia também: Impactos do mercúrio mobilizam discussões sobre saúde na Amazônia

nova tecnologia ajuda no monitoramento de mercúrio no amazonas
Foto: Divulgação

Os equipamentos serão utilizados pelo Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), responsável pelos estudos sobre a presença e o comportamento do mercúrio em espécies da Amazônia. O trabalho acompanha três formas do metal: mercúrio metálico, mercúrio iônico e metilmercúrio — considerado o mais tóxico devido ao seu potencial de bioacumulação e aos impactos sobre o sistema nervoso humano.

Além de identificar as diferentes espécies de mercúrio presentes nas amostras, a nova plataforma permitirá análises isotópicas capazes de rastrear a origem da contaminação nos rios da região.

*Com informações da assessoria

Perda do habitat das abelhas em Belterra gera alerta no Pará

Foto: Marcelo Casimiro Cavalcante/Rebipp

O Dia Mundial das Abelhas, celebrado em 20 de maio, é uma forma de lembrar a importância das abelhas para a conservação. O programa Viva Maria, da Rádio Agência Nacional, recebeu João do Mel, transformando sua poesia e testemunho em um alerta sobre os impactos do uso de agrotóxicos sobre os polinizadores na Amazônia.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

João do Mel vive em uma área cercada por lavouras de soja e relata mudanças ambientais observadas ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, a produção de mel caiu drasticamente após a expansão agrícola em Belterra, no Pará.

“Há 20 anos, uma abelha produzia de seis a sete quilos de mel. Hoje não produz meio quilo. O veneno atinge o pasto baixo e o pasto alto. Vem pelo vento e pela chuva”, afirma.

Além dos agrotóxicos utilizados nas plantações, o desmatamento e as queimadas são fatores que também contribuem para a perda de habitat das abelhas e de outros polinizadores.

Leia também: Mel de abelha: saiba 8 propriedades do alimento

Viva Maria alerta para perda do habitat das abelhas em Belterra, no Pará
Abelhas produzindo mel. Foto: Divulgação

Falta de abelhas pode gerar desequilíbrio ambiental

João do Mel também alertou para o desequilíbrio ambiental causado pela redução das populações de abelhas. Segundo ele, pesquisadores já apontam que a extinção desses insetos comprometeria diretamente a sobrevivência humana.

“Se as abelhas forem extintas de cima da terra, o ser humano também vai, vai haver um desequilíbrio muito cruel. Porque você sabe o que é o ecossistema. Uma coisa equilibra a outra. Então, a abelha, eu a comparo com o sal, ela dá o tempero na natureza e ninguém vê”, disse no programa Viva Maria.

João do Mel destaca a importância das abelhas com e sem ferrão, além dos polinizadores solitários, para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola. Segundo ele, muitas espécies desempenham funções específicas na polinização de flores e culturas alimentares.

“O mel da abelha sem ferrão tem mais umidade do que o mel da abelha melífera. O mel da abelha sem ferrão chega de 27% a 28% de umidade. E o mel da abelha com ferrão chega de 16% a 17%. Então, o mel da abelha sem ferrão há possibilidade mais de estragar, a fermentar, do que o mel da abelha melífera”, explicou.

Leia também: Meliponicultura: Entenda o universo das abelhas sem ferrão na Amazônia

abelhas produção de mel
Foto: Emersom Martins/Sepror AM

O criador afirma que chegou a manter mais de mil caixas de abelhas e que parte da produção era reservada para alimentar as colmeias durante o período de inverno. João critica a falta de fiscalização sobre o uso de agrotóxicos e relaciona o problema ao aumento de doenças entre os moradores de Belterra:

“Sempre falava que o índice de câncer em Belterra aumentou 50%. Quando eu era pequeno não existia esse negócio de virose. Hoje os hospitais estão cheios”.

Outros moradores de Belterra denunciam os impactos da pulverização de venenos e da devastação ambiental, como Lucival do Pimentel, conhecido como ‘seu Lúcio’, e José Batista Ferreira, chamado de ‘Pastor Natalino’.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil

Gelateria La Dolce Vita aposta em experiência afetiva em Manaus

0

La Dolce Vita aposta em experiência afetiva e transforma gelato artesanal em memória em Manaus. Fotos: Reprodução/Instagram-ladolcevitagelataria

Em um mercado cada vez mais acelerado e dominado pela padronização, a La Dolce Vita Gelateria escolheu seguir um caminho diferente em Manaus: transformar o simples ato de tomar um gelato em uma experiência completa de convivência, acolhimento e memória afetiva.

Mais do que uma gelateria, a marca nasceu com a proposta de unir gastronomia artesanal, experiência estética e permanência em um único espaço. Inspirada na tradição italiana do gelato, a operação aposta em produção em pequenos lotes, ingredientes reais e frescor como pilares da experiência.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A proposta foge da lógica industrial que domina grande parte do mercado brasileiro. Em vez de priorizar volume e padronização extrema, a La Dolce Vita investe em processos artesanais, reformulações constantes e escolhas cuidadosas de matéria-prima, adaptando técnicas clássicas às particularidades do clima amazônico e aos desafios logísticos da região.

Essa construção aparece não apenas no produto, mas em toda a atmosfera da gelateria. O espaço foi pensado para estimular encontros, pausas e experiências sensoriais, com detalhes que reforçam a identidade da marca: cafés premium Nespresso Vertuo, drinks clássicos e autorais, forneados servidos quentes, jogos de mesa e elementos voltados para convivência em grupo.

A experiência também se estende à linguagem do cardápio, aos boxes culturais explicativos e à estética do ambiente, em uma tentativa constante de transformar consumo em experiência significativa.

Leia também: Em Manaus, gelateria artesanal aposta em sabor, permanência e afeto

Em Manaus, gelateria artesanal aposta em sabor, permanência e afeto la dolce vita gelateria
Fachada La Dolce Vita Gelateria. Foto: Divulgação

Segundo a proposta conceitual da empresa, cada escolha parte de uma pergunta simples: “Como fazer alguém se sentir bem aqui dentro?”

A resposta está na iluminação, no atendimento, no tempo de permanência e na sensação de acolhimento sofisticado que a gelateria busca transmitir ao público.

Diferente de espaços que tentam “performar luxo”, a La Dolce Vita aposta em autenticidade, cuidado e intenção como elementos centrais da marca. O resultado é uma experiência construída de forma gradual, quase curatorial, onde cada detalhe contribui para criar conexões afetivas.

A essência da empresa também aparece em sua frase institucional: “Sejam bem-vindos a um lugar de experiências gustativas significativas. Um convite para transformar cada momento em memórias afetivas, com sabor de vivência.”

Em Manaus, a La Dolce Vita consolida sua identidade como uma gelateria artesanal autoral onde o gelato é apenas o começo da experiência.

Manaus Airport celebra 50 anos de história com exposição itinerante

0

Foto: Reprodução/Manaus Airport

O Manaus Airport lançou, no dia 22 de maio de 2025, uma exposição especial em comemoração aos 50 anos de história. Batizada de ‘Manaus Airport – 50 anos: nossa história em movimento’, a mostra reúne registros históricos, marcos institucionais, curiosidades e elementos visuais que retratam as cinco décadas de conexão, desenvolvimento e transformação da Amazônia por meio da aviação. Administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, o aeroporto é membro da rede VINCI Airports, desde 2022.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A cerimônia de lançamento ocorreu no saguão de check-in do terminal, conduzida pelo CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes.

A exposição, que ocorrerá de forma itinerante, contará com espaços cenográficos e totens com conteúdos visuais e textuais distribuídos de forma fluida e imersiva, com uma linha do tempo com a história do aeroporto, reunindo momentos marcantes da trajetória. 

Leia também: De Manaus para o Vietnã: engenheiro amazonense lidera projeto aeroportuário multibilionário na Ásia

Manaus Airport lança exposição para celebrar 50 anos de história
Manaus Airport lança exposição para celebrar 50 anos de história. Foto: Três Comunicação e Marketing

A estrutura ficará em cartaz também no Shopping Ponta Negra (15 a 30 de junho) e no Mirante Lúcia Almeida (2 a 17 de julho). Ao todo, serão 50 dias de exposição, simbolizando o cinquentenário do aeroporto.

O CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, ressalta:

“Desde que foi construído, o aeroporto desempenha um papel essencial para a economia e cultura da região. Poder resgatar, de alguma forma, essa trajetória tão admirável e ter a oportunidade de continuar escrevendo essa história, para nós é motivo de muito orgulho. Estamos focados em construir um futuro com mais conectividade, transformação, desenvolvimento e sustentabilidade”. 

Uma história em movimento

Considerado o maior terminal aeroportuário da Amazônia brasileira, o Manaus Airport, atualmente, conecta o Amazonas a 27 destinos nacionais e internacionais e abriga o terceiro maior terminal de cargas do Brasil.

Com o início da administração pela VINCI Airports, o terminal passou por um amplo processo de modernização, como parte de um pacote de investimentos superior a R$1,4 bilhão voltado para obras de ampliação, melhoria da infraestrutura e aquisição de novos equipamentos.

Leia também: A história da origem do Aeroclube do Amazonas: do ponto de partida à tradição regional

Manaus Airport lança exposição para celebrar 50 anos de história. Foto: Três Comunicação e Marketing

Inaugurado em 1976 e batizado oficialmente como Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o terminal desempenha papel fundamental na logística de passageiros e cargas da Amazônia, sendo considerado um hub estratégico para integração regional e operações ligadas à Zona Franca de Manaus (ZFM).

Para a empresária Cely Rezende, o aeroporto representa muito mais que um local de trabalho: “Atuo há mais de 40 anos no aeroporto e me sinto muito lisonjeada em fazer parte dessa história. Acompanhei muitas transformações, recebemos gente do mundo todo. Posso dizer que amadureci junto com o aeroporto. Temos outras lojas, mas esta é a minha queridinha por fazer parte da minha vida”.

*Com informações da assessoria