O Rio Acre, na capital Rio Branco (AC), segue acima da cota de transbordamento e marcou 14,54 metros às 9h deste domingo (18), segundo a medição da Defesa Civil da capital. O alerta máximo é de 14 metros, marca superada no dia 16 de janeiro.
A atualização mais recente do órgão até então aponta que dez famílias já foram retiradas de casa por conta da cheia, sendo que seis foram levadas ao Parque de Exposições Wildy Viana, onde foram montados 74 abrigos de forma emergencial.
As famílias que solicitaram a remoção vivem em bairros que ficam próximos ao Rio Acre, comoSeis de Agosto, Cadeia Velha, Ayrton Senna, Base e Habitasa. A Defesa Civil Municipal concentra as ações emergenciais nessas regiões, inicialmente.
Enchente do Rio Acre em Rio Branco atingiu o nível de 14,54 metros. Foto: Dayane Leite/Rede Amazônica AC
Pelo menos 20 bairros estão atingidos pelos impactos da segunda enchente em menos de 1 mês e a terceira em menos de um ano.
Conforme o último boletim da Defesa Civil de Rio Branco, emitido no sábado (17), são:
20 bairros afetados
521 famílias atingidas
1.823 pessoas atingidas
14 comunidades rurais afetadas
A Defesa Civil, junto com a Energisa, faz inspeções em 12 bairros para verificar riscos na rede elétrica e, quando preciso, realizar desligamentos preventivos. Com o tempo nublado, não foram registradas chuvas significativas no sábado (18), segundo levantamento da pasta.
O Grupo Rede Amazônica entrou em contato com o órgão sobre o cenário deste domingo (18) e aguarda retorno.
Desde dezembro de 2025, a cidade de Rio Branco tem registrado a subida atípica dos igarapés urbanos e do Rio Acre, o principal manancial da cidade. Tal cenário que não era visto há 50 anos.
O primeiro transbordamento ocorreu em 10 de março de 2025, quando o nível chegou a 14,13 metros naquele dia. A maior medição daquele período foi de 15,88 metros, quando atingiu mais de 30 mil pessoas;
O segundo ocorreu em 27 de dezembro de 2025, a menos de um mês, quando o rio subiu cerca de quatro metros em menos de 24 horas e alcançou 14,03 metros. O nível chegou a 15,41 metros e atingiu mais de 20 mil pessoas;
O terceiro foi na última sexta-feira (16), com o manancial marcando 14,01 metros na medição das 15h.
Da penúltima vez que o manancial atingiu essa marca, a menos de um mês, permaneceu por cinco dias acima do nível, depois começou a recuar e saiu da cota de alerta no dia 2 de janeiro, quando marcou 12,91 metros, permitindo, assim, o início da limpeza nos bairros que foram atingidos pela cheia.
Enchente do Rio Acre em Rio Branco atingiu o nível de 14,54 metros — Foto: Dayane Leite/Rede Amazônica
Chuvas
Com previsão de 287,5 milímetros de chuva para janeiro, em 15 dias do mês já foram registrados 372,2 milímetros, o que representa cerca de 129,5% acima do volume esperado.
Ainda de acordo com o órgão, a elevação do rio está relacionada ao período de maior intensidade das chuvas na região. Entre o último domingo (11) e a manhã de segunda-feira (12), choveu 92,2 milímetros em cerca de nove horas na capital acreana.
Projeto está na fase final do Programa Centelha 2, com a conclusão da segunda versão do dispositivo, já aprimorada em termos de atratividade e funcionalidade. Foto: Divulgação/Acervo Pessoal
A startup Wasi Biotech, no Tocantins, desenvolveu uma solução tecnológica inovadora para o enfrentamento de um dos principais problemas de saúde pública no Brasil: a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.
O projeto, coordenado pelo professor e pesquisador doutor Walmirton D’Alessandro, utiliza impressora 3D para a criação de um dispositivo capaz de atrair mosquitos e contaminá-los com um fungo. Ao entrar em contato com o fungo dentro do dispositivo, o mosquito se infecta e passa a disseminar o agente entre outros indivíduos, reduzindo gradativamente a população do vetor.
A solução conta com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), no Programa Centelha 2 TO.
O coordenador destacou que a impressora 3D é uma peça-chave no desenvolvimento do projeto. O uso dessa tecnologia permite que o dispositivo seja produzido localmente, a partir de um arquivo digital, reduzindo custos logísticos e facilitando a replicação da solução em diferentes regiões.
“Com o design pronto e o arquivo do produto, qualquer local que tenha uma impressora 3D pode produzir o dispositivo, sem necessidade de transporte físico”, explicou o pesquisador.
Além do design funcional, a equipe também se preocupa com a estética e a aceitação do produto pela população. O dispositivo foi pensado para ser discreto e pode ser instalado em ambientes internos, como residências, ou em espaços públicos e institucionais.
Monitoramento e apoio à saúde pública
Outro diferencial do projeto é a integração com tecnologias de monitoramento. O dispositivo poderá emitir sinais Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM), permitindo o acompanhamento de dados como temperatura, umidade, pressão atmosférica e localização, além de possibilitar a criação de um observatório digital para apoiar a vigilância em saúde.
Essas informações podem auxiliar gestores públicos na tomada de decisões e no direcionamento de ações de combate às arboviroses.
O projeto tem foco prioritário no modelo Business to Government (B2G), voltado para parcerias com governos e secretarias de saúde.
O projeto está na fase final do Programa Centelha 2, com a conclusão da segunda versão do dispositivo, já aprimorada em termos de atratividade e funcionalidade. Os testes iniciais comprovaram a eficácia do fungo utilizado e os próximos passos envolvem a validação do equipamento em campo, considerando as condições climáticas do Tocantins.
O projeto-piloto teve início em Paraíso do Tocantins. A expectativa é expandir a aplicação para Palmas e Gurupi, além de outras cidades, conforme a consolidação das parcerias institucionais.
Educação e comunicação
Equipe da startup Wasi Biotech e da Fapt durante visita técnica ao projeto apoiado pelo Programa Centelha 2 – Divulgação/Acervo Pessoal
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto também investe em educação científica e comunicação acessível, incluindo materiais lúdicos voltados para crianças e famílias, com o objetivo de explicar, de forma simples, como o dispositivo funciona e como contribui para a proteção da saúde.
“Não adianta ter uma tecnologia complexa se a população não entende. A gente precisa falar a linguagem das pessoas”, reforçou o pesquisador Walmirton D’Alessandro.
O projeto conta com uma equipe formada por pesquisadores e profissionais de diferentes áreas. O professor Walmirton D’Alessandro é responsável pela gestão administrativa do negócio. Por sua vez, o professor Ivo Sócrates Moraes auxilia na aplicação da tecnologia ao dispositivo, enquanto a professora Sávia Herrera atua na área de mercado.
A equipe também conta com Iago Figueiredo, responsável pelo desenvolvimento de diferentes designs dos dispositivos; e a professora Aline D’Alessandro, que faz o estudo epidemiológico da doença nas regiões.
O professor Walmirton D’Alessandro, destacou que o Programa Centelha foi fundamental para tirar a ideia do papel e estruturar a startup. “O Centelha foi um divisor de águas. Ele me deu condições de transformar a pesquisa em inovação, captar recursos e levar esse conhecimento para a comunidade”, afirmou.
Pesquisadores, professores, estudantes e empreendedores que desejam transformar ideias inovadoras em negócios de base tecnológica ainda podem participar do Programa Centelha Tocantins. As inscrições foram prorrogadas até o dia 30 de janeiro, ampliando a oportunidade para submissão de propostas que apresentem soluções inovadoras. Os interessados podem conferir o edital completo aqui .
No estado, a iniciativa é realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Fapt, tendo como interveniente a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins); e é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi.
O 6º Festival Kãda Shawã Kaya, na Aldeia Foz do Nilo, no município acreano de Porto Walter (AC), marcou um momento importante para o Povo Shawãdawa. Entre 8 e 11 de janeiro os indígenas celebraram sua cultura ancestral por meio de pinturas corporais, vestimentas originais, arcos e flechas, cantos e danças inspiradas na rica natureza da floresta.
Um dito popular afirma que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. E toda a profusão de cores e formas do festival foi captada pelas lentes do fotógrafo Cleiton Lopes, do Governo do Acre, que montou um verdadeiro estúdio fotográfico para registrar o festival com foco, sobretudo, nos personagens que participaram das festividades.
6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC
Os aspectos humanos e criativos do povo Shawãdawa foram registrados e o resultado é um arquivo fotográfico que servirá de referência para quem quiser estudar a cultura dos povos originários do Acre.
A beleza indígena e o vigor desse povo, que sofreu no passado um massacre cultural, não podendo praticar os seus costumes, espiritualidade e idioma, passaram por uma regeneração profunda nos mais recentes anos.
6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC
O concurso de beleza nas vestimentas originais, a disputa de arco e flecha, as brincadeiras, as danças e cantorias, as pinturas corporais, as cerâmicas e artesanatos estão detalhados nas fotografias que agora constituem um registro antropológico da Nação Shawãdawa, conhecidos como “Arara”.
6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC
Povo Shawãdawa
O povo Shawãdawa também é conhecido como Arara. A história descrita no site da Comissão Pró-índio (CPI-AC), diz que um ‘branco’ (não indígena) andava caçando na mata e o indígena Arara também, quando os dois se encontraram e o ‘branco’ perguntou: “Como é o nome do seu povo, compadre?”.
O indígena não entendeu a pergunta, mas ele tinha matado uma arara, a levantou e mostrou pro ‘branco’. Com isso, ele entendeu: “Ah, o nome do teu povo é Arara”.
De acordo com a comissão, as terras indígenas se concentram no Igarapé Humaitá, com 87.572 hectares e Jaminawa Arara do Rio Bajé, com 28.926 hectares e que abrangem as cidades de Porto Walter, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Jordão. Saiba mais AQUI.
*Material originalmente publicado pela Agência de Notícias do Acre, com informações de Nelson Liano
Localizada no município de Muaná, a orla do Rio Mocajatuba “João Cancio Brabo de Carvalho” tem se destacado no incentivo ao turismo, na promoção de esporte e lazer e no fortalecimento da economia da Região de Integração Marajó, no Pará.
Entregue há um ano, o espaço tem sido uma opção para quem busca a prática de atividades físicas e qualidade de vida na região.
Para o morador Henrique Freitas, que frequenta diariamente o local, o cenário na beira do rio é uma opção para realização de atividades físicas, bem como a produção de fotografias.
“Comecei a me exercitar mais ainda por conta da academia ao ar livre que tem na orla, faço fotos do belo pôr do sol e levo as crianças, sempre que posso, para brincar. A orla oferece um espaço público para diversas atividades físicas e convivência, acessível a pessoas de todas as idades. Sentimos a melhora da qualidade de vida e a valorização da nossa cidade neste primeiro ano de funcionamento”, conta Henrique, que é fotógrafo.
Crianças e famílias frequentam diariamente a orla do Rio Mocajatuba, em Muaná. Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará
Orla de Muaná
Com 85 metros de extensão e área total de 7.642,79 m², a reconstrução da orla do Rio Mocajatuba consistiu na construção de muro de arrimo com rampa de acesso em concreto, praia artificial, trapiche em concreto, mirante, banheiros, quiosques, quadras de areia, bancos, playground, academia ao ar livre, pavimentação, urbanização e estacionamento. O investimento foi de cerca de R$ 6 milhões.
“As orlas são obras de infraestrutura que abrangem as áreas do esporte, cultura e lazer, importantes para que as pessoas possam contemplar a natureza, espaços de congregação entre as famílias e que movimentam a economia local”, assegura Ruy Cabral, secretário de Estado de Obras Públicas (Seop).
Orla tem sido a principal opção de lazer dos moradores de Muaná. Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará
Desde 2019, somente por meio Seop, o município de Muaná recebeu, aproximadamente, R$ 36 milhões em investimentos de pavimentação asfáltica, reconstrução de orlas e infraestrutura. Nesse mesmo período, até esse ano, o Governo do Estado do Pará já entregou obras de 24 orlas em todo o estado.
Obras de pavimentação na BR-319. Foto: Reprodução/DNIT
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, sancionada pelo presidente da República, fixou o Orçamento total da União para o exercício de 2026 em cerca de R$ 6,5 trilhões. Deste montante, 28% provenientes dos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) serão destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o equivalente, hoje, a R$ 1,82 trilhão.
O valor é superior aos dispêndios previstos para os seguintes setores da administração pública:
Ministério da Previdência Social: R$ 1,06 trilhão (22,09% do total),
Ministério da Saúde: R$ 219,1 bilhões (4,56% do total)
e Ministério da Educação: R$ 203,6 bilhões (4,23% do total).
Infraestrutura – R$300 bilhões, compreendendo Infraestrutura de Transporte: R$ 16,05 bilhões especificamente para investimentos federais em infraestrutura de transporte; Plano do Ministério dos Transportes para Rodovias – R$ 120 bilhões; Dotação para o DNIT no Rio Grande do Sul em 2026 deve superar R$ 1,5 bilhão; Infraestrutura Social (FIIS): R$ 10 bilhões destinados a projetos de educação, saúde e saneamento.
Quanto às dotações para o Ministério dos Transportes (MT) e DNIT estão previstos 1,5 bilhão de reais para o Rio Grande do Sul e nenhum centavo para a rodovia BR-319. O que significa que a oposição da ministra Marina da Silva à conclusão das obras, vital para nossa economia, é precisamente o que prevaleceu na aprovação da LDO 2026 e nas anteriores.
Ou seja, o presidente Lula pode até jurar que a obra é prioritária para o governo federal, mas não faz qualquer esforço no sentido de que os recursos necessários, como age em relação a emendas parlamentares ou ao fundo partidário, clara e abertamente sejam efetivamente consignados no Orçamento federal. Indicativo de que não será ainda este ano que o estado do Amazonas, que lhe dá cerca de 52% de votos, há de ver concluídas as obras de nossa Manaus-Porto Velho.
Embora a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 preveja recursos gerais para o setor de transportes, valores destinados exclusivamente para a BR-319 em 2026 não foram detalhados. Por outro lado, no final de 2025 a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP 1308/25) que cria uma modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE) para obras estratégicas.
Na prática, contudo, sem regulamentação específica, o que poderia acelerar o processo relativo à BR-319, de concreto mesmo, ao que possa presumir, a obra não sairá este ano, não importando que seja de vital relevância para integração da economia amazonense ao resto do país. A despeito do clamor popular, das empresas ou do governo estadual, certamente as obras continuarão andando a passos de cágados, presas a teias burocráticas de Brasília para felicidade geral de Marina da Silva e de suas ONGs inimigas de nosso desenvolvimento.
Estimativas do Congresso Nacional preveem que o início do processo de licenciamento para as obras de pavimentação do trecho do meio poderão ocorrer este ano, paralelamente ao andamento de outros segmentos. Em resumo, mesmo sem confirmação do governo federal, a situação seria a seguinte: 1. Licenciamento (Trecho do Meio): O MT planeja iniciar o processo de licenciamento ambiental das obras do chamado “trecho do meio” da rodovia nos primeiros meses de 2026.
A expectativa do governo é obter a licença necessária para essa seção crítica da estrada ainda este ano; 2. Obras em andamento: pavimentação de outros trechos da rodovia mantêm-se ativas. Especificamente, a pavimentação de 20 quilômetros remanescentes do lote C (entre o km 198 e o km 218) segue em execução, com um investimento de R$ 163 milhões do Governo Federal e previsão de conclusão para o final de 2026; Infraestrutura Adicional: Pontes importantes estão sendo entregues ou recuperadas, como a ponte do Curuçá e a do Autaz Mirim, e a licitação para a ponte do Igapó Açu, em andamento. A conferir pelo governo e a representação do Amazonas no Congresso Nacional.
Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
A revitalização do espaço utilizado como Memorial Dante de Oliveira, na Praça Rachid Jaudy, tem sido alvo de informações distorcidas que sugerem, de forma equivocada, um suposto “desmonte” do local. Diante da circulação de notícias falsas, a Prefeitura de Cuiabá (MT), por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, esclarece os fatos e reafirma o compromisso com a preservação da memória de um dos líderes da história democrática brasileira.
Segundo a secretaria, nenhum item do acervo foi descartado, perdido ou desvalorizado. Pelo contrário: todos os pertences, comendas, quadros e peças históricas relacionadas ao ex-governador Dante de Oliveira foram recolhidos e passam por um processo técnico de limpeza, recondicionamento e restauração, justamente para garantir sua integridade e preservação a longo prazo.
Como parte dessa estratégia, o acervo integrará, no futuro, uma exposição temporária no Museu do Morro da Caixa d’Água Velha, espaço já consolidado no circuito cultural e turístico de Cuiabá, frequentado regularmente por moradores, estudantes e visitantes.
A iniciativa amplia o acesso público à trajetória de Dante de Oliveira, fortalece o turismo cultural e valoriza sua contribuição histórica para o Brasil, especialmente no movimento das Diretas Já.
A curadoria da exposição será desenvolvida em colaboração com o Instituto Dante de Oliveira, com a incorporação de novas peças e conteúdos históricos. A proposta é enriquecer o acervo, qualificar a experiência dos visitantes e apresentar o legado de Dante de forma mais abrangente, didática e contextualizada.
A secretaria também esclarece que a decisão de retirar temporariamente o acervo do espaço anterior foi técnica e necessária. A estrutura do antigo memorial apresentava condições deficitárias, sem a infraestrutura adequada para conservação, o que já vinha ocasionando processos de deterioração dos materiais históricos. A mudança, portanto, foi uma medida de proteção ao patrimônio, e não um gesto de desrespeito ou apagamento da memória.
Outro ponto fundamental é que a exposição no Museu do Morro da Caixa d’Água Velha não é definitiva. Após o período expositivo e a devida reestruturação, todo o acervo retornará ao espaço atualmente ocupado pela Secretaria de Trabalho, de forma mais organizada, estruturada e adequada tanto à conservação quanto à visitação pública.
Quem foi Dante de Oliveira
Dante Martins de Oliveira nasceu em Cuiabá em 6 de fevereiro de 1952, filho de Sebastião de Oliveira e de Maria Benedita Martins de Oliveira. Seu pai foi deputado estadual eleito na legenda da União Democrática Nacional (UDN).
No início dos anos 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro e cursou engenharia civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), passando a integrar a organização de oposição Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que pregava a resistência armada ao movimento político-militar que derrubara o presidente João Goulart em 31 de março de 1964.
Em 1976 concluiu o curso na UFRJ e, retornando à cidade natal, candidatou-se a vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, não conseguindo, contudo, se eleger. No ano seguinte, passou a ocupar a secretaria geral do MDB mato-grossense. Em 15 de novembro de 1978, foi eleito deputado estadual, vindo a assumir o mandato em fevereiro de 1979.
Morreu em Cuiabá, em decorrência de uma infecção generalizada, no dia 6 de julho de 2006, aos 54 anos de idade. Era casado com Telma Pimentel Figueiredo de Oliveira, por ele nomeada secretária de Promoção Social durante sua primeira gestão à frente da prefeitura de Cuiabá (de 1985 a 1988) e, posteriormente, deputada federal por Mato Grosso na legenda do PSDB – eleita, pela primeira vez, em outubro de 2002, para a legislatura 2003-2007, e reeleita em outubro de 2006, para a legislatura 2007-2011.
Leia o perfil histórico de Dante de Oliveira completo AQUI.
*Com informações da Prefeitura de Cuiabá e Atlas Histórico do Brasil (da FGV)
A província de Satipo, no Peru, tornou-se pioneira na defesa das abelhas sem ferrão da Amazônia. Com uma decisão inédita, a província aprovou uma lei que torna as abelhas da amazônia peruana os primeiros insetos a obter direitos legais, o que permite que elas sejam representadas na Justiça no caso de ameaças a sua sobrevivência.
A legislação vale para as abelhas do grupo Meliponinos, mas todas as espécies desse grupo presentes em Satipo foram incluídas na medida de proteção.
O site Earth Law Center destacou a medida em novembro de 2025, mas ela alcançou visibilidade somente no início deste ano.
Segundo a publicação, a ação não tem precedente paralelo no mundo e a aprovação da Portaria Municipal nº 33-2025-CM/MPS que concede direitos legais às abelhas nativas sem ferrão dentro da Reserva da Biosfera Avireri VRAEM.
“Esses insetos — a espécie de abelha mais antiga do planeta, responsável pela polinização de mais de 80% da flora amazônica, incluindo culturas mundialmente apreciadas como café, cacau, abacate e mirtilo — agora são formalmente reconhecidos como seres com direitos inerentes. Este é o primeiro reconhecimento formal de direitos para um inseto na história , um passo revolucionário na proteção da biodiversidade e do patrimônio biocultural do Peru”, informa a publicação.
A lei foi apoiada por um relatório técnico conjunto da Amazon Research Internacional e do Earth Law Center, e aprovada em colaboração com a Reserva Comunal Ashaninka e a EcoAshaninka.
Ainda de acordo com a publicação, o destaque para a medida legal é em proteção às abelhas nativas sem ferrão (Melipona eburnea, Tetragonisca angustula, Melipona illota e Melipona grandis), pois “estão atualmente ameaçadas pelo desmatamento, pesticidas, perda de habitat e mudanças climáticas. Seu declínio afeta diretamente a regeneração das florestas amazônicas, a segurança alimentar, a continuidade do conhecimento tradicional Ashaninka e os meios de subsistência sustentáveis baseados na meliponicultura”.
A portaria reconhece os seguintes direitos às abelhas e seus ecossistemas:
o direito de existir e prosperar
o direito de manter populações saudáveis
o direito a um habitat saudável e livre de poluição
o direito a condições climáticas ecologicamente estáveis
o direito de regenerar seus ciclos naturais
o direito de ser legalmente representado em casos de ameaça ou dano
Foto: Luis García
Além disso, organizações devem promover mais estudos sobre os insetos mapeando colmeias, criando protocolos e documentando práticas sustentáveis para a proteção das abelhas.
“Esta lei marca um ponto de virada na forma como entendemos e legislamos nossa relação com a Natureza”, declarou Constanza Prieto, da Earth Law Center.
Alvorada Cabana no mais conhecido cartão postal de Belém, o Mercado Ver-o-Peso. Foto: Divulgação/Agência Pará
Conhecida por ser a cidade das mangueiras, Belém (PA) é um lugar rico em história, cultura e culinária sem igual na Amazônia. Quem a visita, embarca em uma aventura pela memória da região.
Pensando nisso, o Portal Amazônia reuniu dez locais que mostram as marcas da construção da metrópolo amazônica e contam a história de Belém:
Mercado Ver-o-Peso
Não tem como começar esta lista sem pensar, quase imediatamente, no Mercado Ver-o-Peso. Inaugurada em 1625, no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, no começo era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos. O Ver-o-Peso é um conjunto arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas.
O conjunto tombado inclui o Boulevard Castilhos França, o Mercado de Carne e o Mercado de Peixe, o casario, as praças do Relógio e Dom Pedro II, a doca de embarcações, a Feira do Açaí e a Ladeira do Castelo.
O complexo foi recentemente reformado, o Mercado de Carne ganhou novos balcões em granito, piso em korodur, recuperação da estrutura de madeira da cobertura e do piso no andar superior, novas instalações elétricas, hidrossanitárias e de drenagem, além de pintura renovada.
Foto: Divulgação/IPHAN
Theatro da Paz
Outro símbolo turístico da cidade é o Theatro da Paz, que foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o histórico período do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica. Mas, apesar desse progresso, a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico.
Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia e tem características grandiosas: 1.100 lugares (atualmente 900), acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.
O Theatro da Paz está localizado na Avenida da Paz, Praça da República, S/N – Campina. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País.
Foto: Divulgação/Agência Pará
Palácio Antônio Lemos
O Palácio Antônio Lemos também é fruto da época da borracha. Iniciado em 1860 e inaugurado em 1885, o Palácio é um dos grandes lugares históricos de Belém.
Construído para sede da Intendência Municipal, a população belenense optou por chamá-lo de “Palacete Azul“, devido a sua coloração azulada na faixada. Só na década de cinquenta ganharia o nome de “Antônio Lemos”, Intendente de Belém de 1897 a 1911 e principal responsável pelo processo de reurbanização e modernização da cidade.
O prédio está localizado no centro histórico de Belém, de frente para Praça D. Pedro II e fundos para Praça Felipe Patroni, junto às sedes do Poder Judiciário e do Legislativo Estadual.
Foto: Camilo Ferreira/Divulgação
Catedral da Sé
A Catedral Metropolitana de Belém nasceu junto com a capital paraense, fundada em 1616. No ano seguinte, foi construída no local uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora da Graça, feita de materiais simples. Anos se passaram e reformas foram realizadas na Catedral, como desabamentos e mudanças provisórias, acompanhando o crescimento de Belém e da vida religiosa na região.
Hoje, a Catedral é um dos principais símbolos históricos, religiosos e arquitetônicos de Belém. Sede da Arquidiocese, ela representa a continuidade da fé católica na Amazônia e guarda em sua estrutura a memória do período colonial e da formação cultural da capital paraense.
Horário das missas: segunda-feira: 19h; terça e sábado: 18h; domingo: 07h,09h,19h
Foto: Joao Paulo Bessa Brito
Palacete Pinho
O Palacete Pinho é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio passou por modificações com a nova gestão. O restauro no prédio abriga o Núcleo de Artes, Cultura e Educação para todas as idades.
O Palacete Pinho se localiza na rua Doutor Assis, na Cidade Velha. O prédio tem características provenientes da época denominada de Belle Époque.
Conta com três andares e foi ocupado pela família do comendador Antônio José de Pinho, responsável por sua construção no ano de 1897.
Foto: Divulgação/Semec
Mercado de São Brás
O Mercado de São Brás também faz parte da coletânea de arquiteturas do Ciclo da Borracha. O prédio centenário reúne espaços gastronômicos e culturais, estacionamento subterrâneo e sistema de geração de energia limpa.
O seu Polo Gastronômico oferece mais de 80 espaços comerciais, entre restaurantes, bares, lojas e serviços, distribuídos em dois pavilhões térreos, além de lojas no subsolo e mezaninos com vista panorâmica e terraços.
Com 114 anos de história, o Mercado de São Brás foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro. O prédio mescla elementos arquitetônicos do art nouveau e do neoclássico, com detalhes escultóricos em ferro e azulejos decorativos.
Confira o funcionamento do polo gastronômico do Mercado de São Brás:
Feira: Segunda a sábado, das 07h às 18h; Domingos e feriados, das 07h às 16h.
Praça de Alimentação da Feira: Segunda a domingo e feriados, das 07h às 15h.
Corredor Gastronômico e anexos: Segunda-feira, das 15h às 22h; Terça a quinta e domingos e feriados, de 10h a 00h; Sexta e sábado, de 10h a 1h.
Lojas: Segunda a domingo e feriados, das 10h às 22h..
Foto: Divulgação/Agência Pará
Palacete Bolonha
Foto: Divulgação/Semcom Belém
O Museu Casa Francisco Bolonha está localizado na Av. Gov. José Malcher nº 295, está inserido no complexo “Memorial dos Povos”, um equipamento cultural pertencente a Prefeitura Municipal de Belém. Sendo para os pesquisadores da Arquitetura do período uma das mais representativas construções arquitetônicas do início do século XX. Foi a residência oficial do engenheiro paraense Francisco Bolonha, homem muito atuante no início do século XX, que planejou e executou o referido projeto.
Em estilo eclético, é possível encontrar no edifício, elementos art-noveau, neoclássicos, góticos e barrocos, sendo a cobertura feita à la masard, com telhas de ardósia. No caminho ao adentrar ao palacete, passa-se por portão em gradil elaborados, em estilo art-nouveau, no piso em Mosaicos, observa-se a inscrição em latim “cave canem” – “cuidado com o cão”.
As visitas podem ser agendadas pelos telefones (91) 3230-3536 ou ainda pelo (91) 3230-3159. O agendamento também pode ser feito pessoalmente na recepção do palacete.
Museu de Arte Sacra
O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no antigo Palácio Episcopal, originalmente Colégio Jesuítico de Santo Alexandre, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres da Companhia entre o fim do século XVII e início do século XVIII.
Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719.
O Museu do Estado do Pará (MEP), atualmente abrigado no Palácio Lauro Sodré, foi criado em 18 de março de 1981. Iniciou suas atividades em 1986, no 4º pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (CENTUR) e, posteriormente, foi transferido para o Palacete Bolonha, onde funcionou até 1994. Nesta data, o Palácio dos Governadores foi reformado com o objetivo de abrigar o MEP, onde permanece desde então.
Atualmente, o Museu dispõe de um acervo diverso, composto de pinturas, mobiliário, acessórios, fotografias, entre outros bens que incluem o próprio edifício como testemunhos de diferentes contextos da história do Pará. Parte deste acervo compõe a exposição de longa duração nos salões nobres do pavimento superior e no pavimento térreo, além de possuir as galerias Manoel Pastana e Antonio Parreiras destinadas a receber mostras de curta e média duração.
Endereço: Praça Dom Pedro II, s/n – Cidade Velha, 66020 – 240
O Parque Zoobotânico Mangal das Garças é resultado da revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados localizada à margem do rio Guamá. A ideia, representar as diferentes macrorregiões florísticas do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna.
Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurantes, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém.
O Mangal fica localizado na Rua Carneiro da Rocha, sn, no bairro da Cidade Velha. O complexo funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 18h, com entrada franca. A visita a alguns espaços tem taxa de pagamento.
As ações de prevenção contra animais peçonhentos são coordenadas pela Sesau, por meio da Agevisa/RO. Foto: Divulgação/Agevisa/RO
Neste início de 2026, com o objetivo de conscientizar a população sobre medidas simples e eficazes de prevenção, o governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde do estado (Agevisa/RO) intensificou as ações de prevenção e orientação à população para reduzir acidentes com animais peçonhentos durante o inverno amazônico, período em que escorpiões, aranhas e serpentes tendem a aparecer com mais frequência em áreas urbanas e rurais.
A iniciativa envolve campanhas educativas, monitoramento epidemiológico e fortalecimento da rede de atendimento, com foco na proteção da vida e na resposta rápida aos casos registrados.
Manter a limpeza do domicílio e dos quintais, evitar entulhos em terrenos baldios, vedar frestas em portas e paredes, inspecionar roupas e calçados antes do uso e utilizar botas e luvas em atividades ao ar livre são medidas simples e eficazes de prevenção.
As ações são coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Agevisa/RO, integrando vigilância, assistência e educação em saúde.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos em saúde fortalecem a rede de vigilância e atendimento em todo o estado.
“Temos ampliado os investimentos em saúde, com aquisição e distribuição adequadas de soros antivenenos, capacitação das equipes e ações educativas, para garantir que a população esteja informada e que o atendimento seja rápido e eficaz, reduzindo riscos e salvando vidas”, enfatizou.
De acordo com o diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), Gilvander Gregório de Lima, entre 2021 e 2025 foram registrados 7.401 acidentes por animais peçonhentos no estado, com maior incidência em áreas rurais e predominância no sexo masculino.
“Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde orientam nossas decisões, desde a distribuição de soros até a definição de estratégias regionais de vigilância, garantindo tratamento oportuno e redução da letalidade”, explicou.
A técnica de Vigilância Ambiental da Agevisa/RO, Francimar de Oliveira Moisés, ressaltou a importância da identificação correta da espécie agressora.
“Quando a equipe reconhece o animal envolvido, o manejo clínico é mais preciso e o prognóstico do paciente melhora. Por isso, reforçamos aos profissionais de saúde a importância de notificar também os casos ao Ministério da Saúde, pois o envio dos soros ocorre conforme o quantitativo de notificações registradas. A educação permanente dos profissionais e a sensibilização da população são fundamentais para a notificação correta dos casos, sempre que possível com registro fotográfico do animal ou o encaminhamento do mesmo à unidade hospitalar”.
As ações contam ainda com o apoio do hospital de referência estadual, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), além de unidades de saúde municipais, regionais de saúde e equipes de agentes de saúde e de endemias, que atuam de forma integrada na notificação, investigação e atendimento aos casos, assegurando que o soro antiveneno seja utilizado de forma criteriosa, conforme a gravidade do acidente.
*Com informações da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia
O açaí passou a ser reconhecido como fruta nacional. É o que determina a Lei 15.330, de 2026, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a lei reforce a identidade do açaí como produto brasileiro e evite a biopirataria.
A nova norma teve origem em um projeto de lei do Senado: o PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA).
Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados (onde tramitou como PL 2.787/2011) no final do ano passado.
O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional.
Foto: Vanessa Monteiro/Ascom Ufra
O açaí
Típico da Amazônia, o fruto do açaizeiro tem a polpa usada como alimento e também em cosméticos. As sementes são usadas no artesanato e como meio de energia, substituindo a madeira. Do caule pode se extrair o palmito, enquanto as raízes podem ser utilizadas como vermífugo.
De acordo com os defensores da iniciativa, a nova lei pode reforçar a identidade do fruto como um produto brasileiro, beneficiando os produtores da Amazônia.
Além disso, eles argumentam que o reconhecimento em lei pode evitar a biopirataria. Em 2003, uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí, mas em 2007 o governo brasileiro conseguiu cancelar esse registro.