O Manaus Airport lançou, no dia 22 de maio de 2025, uma exposição especial em comemoração aos 50 anos de história. Batizada de ‘Manaus Airport – 50 anos: nossa história em movimento’, a mostra reúne registros históricos, marcos institucionais, curiosidades e elementos visuais que retratam as cinco décadas de conexão, desenvolvimento e transformação da Amazônia por meio da aviação. Administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, o aeroporto é membro da rede VINCI Airports, desde 2022.
A cerimônia de lançamento ocorreu no saguão de check-in do terminal, conduzida pelo CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes.
A exposição, que ocorrerá de forma itinerante, contará com espaços cenográficos e totens com conteúdos visuais e textuais distribuídos de forma fluida e imersiva, com uma linha do tempo com a história do aeroporto, reunindo momentos marcantes da trajetória.
Manaus Airport lança exposição para celebrar 50 anos de história. Foto: Três Comunicação e Marketing
A estrutura ficará em cartaz também no Shopping Ponta Negra (15 a 30 de junho) e no Mirante Lúcia Almeida (2 a 17 de julho). Ao todo, serão 50 dias de exposição, simbolizando o cinquentenário do aeroporto.
O CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, ressalta:
“Desde que foi construído, o aeroporto desempenha um papel essencial para a economia e cultura da região. Poder resgatar, de alguma forma, essa trajetória tão admirável e ter a oportunidade de continuar escrevendo essa história, para nós é motivo de muito orgulho. Estamos focados em construir um futuro com mais conectividade, transformação, desenvolvimento e sustentabilidade”.
Uma história em movimento
Considerado o maior terminal aeroportuário da Amazônia brasileira, o Manaus Airport, atualmente, conecta o Amazonas a 27 destinos nacionais e internacionais e abriga o terceiro maior terminal de cargas do Brasil.
Com o início da administração pela VINCI Airports, o terminal passou por um amplo processo de modernização, como parte de um pacote de investimentos superior a R$1,4 bilhão voltado para obras de ampliação, melhoria da infraestrutura e aquisição de novos equipamentos.
Manaus Airport lança exposição para celebrar 50 anos de história. Foto: Três Comunicação e Marketing
Inaugurado em 1976 e batizado oficialmente como Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o terminal desempenha papel fundamental na logística de passageiros e cargas da Amazônia, sendo considerado um hub estratégico para integração regional e operações ligadas à Zona Franca de Manaus (ZFM).
Para a empresária Cely Rezende, o aeroporto representa muito mais que um local de trabalho: “Atuo há mais de 40 anos no aeroporto e me sinto muito lisonjeada em fazer parte dessa história. Acompanhei muitas transformações, recebemos gente do mundo todo. Posso dizer que amadureci junto com o aeroporto. Temos outras lojas, mas esta é a minha queridinha por fazer parte da minha vida”.
‘A Jornada de Maré‘, do projeto ‘Oca Social: monitoramento contínuo e participativo dos recursos pesqueiros da costa do Pará e do Maranhão’, trata-se de uma cartilha estilo livro-jogo educativa. Produzida por meio do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (IG/UFPA), está disponível nas versões digital e impressa.
O projeto é vinculado à Faculdade de Oceanografia da UFPA, coordenado pela professora Sury Monteiro e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). A iniciativa tem como foco realizar o monitoramento e levantamento de dados sobre os recursos pesqueiros de reservas extrativistas (Resex) da região costeira do Pará e Maranhão.
A partir das informações obtidas, o projeto busca unir ciência e saberes tradicionais em uma única missão: promover a troca de conhecimentos por meio de uma linguagem acessível e envolvente para a sociedade. E, a partir desse objetivo, que se deu origem à cartilha e ao formato do material com jogos e desenhos.
“O objetivo é apresentar o cotidiano de uma Resex sob a perspectiva infantil, abordando direitos e deveres dos chamados “guardiões da natureza” (os residentes dessas áreas). Além disso, a publicação trata da conservação dos recursos naturais e da promoção de boas práticas de pesca”, esclarece Maria Clara Pinheiro, supervisora de educação ambiental do projeto Meros, parceiro do Oca.
A cartilha foi ilustrada por desenhos de crianças moradoras de cinco Resex do Pará e do Maranhão, realizados durante as atividades de educação ambiental.
Com jogos e linguagem simples e próxima do cotidiano dos moradores, a proposta do material é que, ao se identificar com a personagem ‘Maré’, as crianças tomem decisões, por meio do jogo interativo, que preservem e busquem equilibrar o meio ambiente.
“Nós conseguimos estabelecer as atividades em cinco reservas extrativistas, sendo duas no Pará e três no Maranhão. Em cada Resex, fizemos atividades com os pescadores, mas também fizemos ações de educação ambiental nas escolas para envolver as crianças nessas atividades da ciência cidadã e engajá-las nesse monitoramento participativo. Um dos resultados mais interessantes foi o conhecimento que essas crianças têm sobre os recursos pesqueiros e sobre as artes de pesca. Então utilizamos esse conhecimento para construção dessas cartilhas”, explica Sury Monteiro.
A versão impressa está disponível na Biblioteca Central da UFPA. Confira a versão digital AQUI.
Quando se fala em gastronomia artesanal no Brasil, é comum imaginar grandes capitais do Sul e Sudeste, bairros históricos europeus ou destinos turísticos sofisticados. Mas, discretamente, em meio ao calor, à umidade e aos desafios logísticos da Amazônia, uma gelateria em Manaus vem construindo algo raro: uma experiência que vai muito além da sobremesa.
A La Dolce Vita Gelateria nasceu da ideia de que um bom gelato não deveria ser apenas consumido e sim vivido. Mais do que reproduzir fórmulas industriais ou simplesmente “italianizar” uma estética, a proposta da casa sempre pareceu ser outra: reinterpretar a tradição clássica da gelateria artesanal sob a realidade amazônica, preservando autenticidade, frescor e experiência humana.
E isso exigiu escolhas difíceis.
Enquanto grande parte do mercado busca padronização extrema, estoques longos e processos altamente industrializados, a La Dolce Vita seguiu por um caminho mais trabalhoso: produção em pequenos lotes semanais, ingredientes reais, reformulações constantes e uma busca quase obsessiva por textura, estabilidade e profundidade sensorial.
Ali, frutas continuam sendo frutas. Creme continua sendo creme. Leite continua sendo leite. Pode parecer simples. Mas, no atual cenário da alimentação industrializada, talvez isso seja justamente o mais raro.
A proposta da casa nunca se limitou ao gelato em si. Desde cedo, ficou claro que o objetivo era construir um ambiente capaz de transformar pequenos momentos cotidianos em experiências afetivas memoráveis.
Essa intenção aparece em tudo:
No cuidado com a atmosfera;
Na linguagem do cardápio;
Nos boxes culturais explicando curiosidades sobre gelato e gastronomia;
Nos cafés premium;
Nos drinks clássicos e autorais preparados diante do cliente;
Nos forneados servidos quentes;
Nos jogos de mesa espalhados pelo ambiente; e
Nos detalhes pensados tanto para encontros entre amigos quanto para famílias com crianças.
Existe algo particularmente interessante na identidade da La Dolce Vita: ela não parece interessada em ‘performar’ luxo de maneira caricatural.
Não há excesso.
Não há ostentação forçada.
Não há tentativa artificial de parecer inacessível.
O que existe é uma sofisticação construída por atmosfera, cuidado e intenção.
Talvez seja exatamente isso que faça o ambiente parecer tão acolhedor.
A sensação é menos a de entrar em um estabelecimento comercial tradicional e mais a de entrar em um espaço pensado para permanência — um lugar onde conversar, desacelerar, tomar um café, dividir um brownie quente ou simplesmente observar o movimento da noite faz parte da experiência tanto quanto escolher o sabor do gelato.
La Dolce Vita aposta em experiência afetiva e transforma gelato artesanal em memória em Manaus. Foto: Divulgação
E, curiosamente, essa filosofia parece ter moldado a própria operação da empresa.
Produzir menos para preservar frescor.
Recomeçar processos constantemente.
Aceitar variáveis naturais.
Respeitar sazonalidade.
Adaptar métodos clássicos europeus às condições climáticas amazônicas sem sacrificar identidade.
Nada disso é o caminho mais fácil.
Mas talvez seja justamente por isso que a experiência pareça tão genuína.
Existe personalidade ali.
Existe autoria.
Existe presença humana.
Em uma época em que muitos estabelecimentos acabam se tornando visualmente parecidos, conceitualmente genéricos e operacionalmente automatizados, a La Dolce Vita parece seguir na direção oposta: construir memória afetiva através da gastronomia.
E talvez seja essa a melhor definição para a casa.
Uma gelateria artesanal autoral, no coração da Amazônia, criada para transformar consumo em experiência, permanência em encontro e sabor em lembrança.
O inseto pertence à mesma família dos barbeiros, denominada Reduviidae. Foto: Jader de Oliveira/Acervo pessoal
Com um único exemplar conhecido no mundo, o inseto do gênero Bagriella ficou por mais de 100 anos esquecido pela ciência. Coletado na América Central, em 1923, e depositado no Museu Nacional de História Natural, em Washington, nos EUA, o pequeno percevejo voltou a aparecer nos registros científicos graças ao trabalho de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp, em Araraquara. Imersos em uma das regiões mais remotas da Amazônia, os cientistas capturaram não apenas o primeiro registro do gênero na América do Sul, mas identificaram uma espécie inteiramente nova para a ciência.
Batizada de Bagriella meneguettii, a descoberta representa um avanço significativo para a taxonomia dos Reduviidae, família dos percevejos predadores, e reforça o quanto a biodiversidade amazônica ainda é pouco conhecida.
“O troféu do taxonomista é quando encontra algo novo. E esse bicho ficou 103 anos esperando por alguém que o reconhecesse”, afirma Jader de Oliveira, pós-doutorando da FCF e co-autor do estudo.
Originalmente, os cientistas buscavam avaliar a presença e o comportamento dos triatomíneos, popularmente chamados “barbeiros”, vetores da doença de Chagas, focando na biodiversidade dos estados do Acre e Rondônia. Mas a instalação de dez armadilhas luminosas espalhadas em pontos estratégicos na floresta da Serra do Divisor, no Acre, acabou por capturar mais de dez mil insetos de grupos variados. “Dentro dessa miscelânea de insetos, havia uma espécie que me chamou atenção. Desconfiei que poderia ser um Bagriella”, conta Jader.
O pesquisador da FCF recorreu então ao professor Hélcio Reinaldo Gil Santana, um dos dois únicos especialistas brasileiros na família Reduviidae, que reconheceu a raridade do achado. Juntos, os especialistas procuraram o curador do Museu em Washington, que fotografou o material de 1923 e enviou para confirmação. “Nós olhamos o bicho e eu falei: “O que a gente tem em mãos é uma espécie nova, ele não bate com a descrição da Bagriella ornata”, lembra Jader.
Assim como a ornata, a meneguettii tem um corpo delgado e repleto de espinhos. A diferença morfológica, entretanto, ocorre nas pernas, descritas como raptoriais, e também nas asas. “As características das asas foram fundamentais, porque não “batiam” com a descrição da Bagriella ornata, permitindo a confirmação de que se tratava de uma espécie inédita”, revela Jader.
Diferenças nas pernas e nas asas ajudaram pesquisadores a confirmar a descoberta da nova espécie encontrada na Amazônia brasileira. Fotos: Jader de Oliveira/Acervo pessoal
A escolha do nome
Na taxonomia, é tradição nomear novas espécies em homenagem a pesquisadores que contribuíram para o estudo do grupo ou que exercem papel relevante no campo de pesquisa. Neste caso, a escolha foi um consenso imediato entre os autores. Para eles, o professor Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti, da Universidade Federal do Acre (UFAC), foi peça central na viabilização da pesquisa na região.
Especialista com atuação consolidada no estado, ele foi responsável por criar as pontes que permitiram a equipe de São Paulo trabalhar em uma das áreas mais remotas da Amazônia.
“Sem ele, dificilmente chegaríamos até lá. Ele abriu as portas, conhecia a região, tinha alunos daquela área. Isso facilita tudo, desde o contato com as comunidades locais até o conhecimento do território”, ressalta Jader.
De acordo com os autores, o interesse em realizar a expedição no Parque Nacional da Serra do Divisor ocorreu justamente pela sua localização, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia. “A gente queria entender o que circula nessas áreas de fronteira. Os insetos vetores não reconhecem barreiras geográficas”, explica o pós-doc.
Armadilhas luminosas utilizadas na floresta atraíram milhares de insetos durante as expedições na Serra do Divisor. Foto: Jader de Oliveira/Acervo pessoal
O achado revela ainda que a biodiversidade da Amazônia precisa ser melhor explorada, ainda mais levando em conta que este bioma vem sofrendo maior pressão econômica, que resulta em sua rápida degradação.
“O ambiente vem sendo tão destruído, que a gente não vai conseguir mensurar o que existia ali de fato. Alguns tipos de fauna, principalmente esses grupos bem pequenos, são endêmicos, ou seja, são encontrados somente naquela região”, reflete o pesquisador da FCF.
Depois da publicação do achado, os cientistas agora planejam utilizar técnicas de DNA no estômago da Bagriella meneguettii para descobrir do que esses percevejos se alimentam, ajudando a montar o “quebra-cabeça” de sua ecologia.
Além disso, eles reforçam a necessidade de realizar amostragens em outros biomas e áreas de transição da Amazônia para confirmar se a espécie é endêmica da Serra do Divisor ou se possui uma distribuição mais ampla. O grupo também espera encontrar um macho da Bagriella, pois tanto a espécie encontrada no Brasil quanto a identificada na América Central são fêmeas. “Isso nos ajudaria a entender melhor a biologia completa desse inseto”, diz Jader.
A nova espécie foi encontrada durante expedição no Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre. Foto: Pedro Devani/Secom AC
Saindo de São Paulo, pegaram um voo que durou 5 horas até Rio Branco. De lá, enfrentaram mais dez horas de carro até a cidade de Mâncio Lima, para então se aventurarem por mais de seis horas de barco subindo pelo Rio Moa.
Jader de Oliveira (de boné) destaca que a decisão da equipe de não ser “conservadora” e analisar todo o material capturado nas armadilhas foi o que permitiu a descoberta da Bagriella meneguetti.O professor da FCF, João Aristeu (agachado) participou ativamente da expedição, enfrentando os desafios do campo ao lado da equipe, composta por 12 pessoas, entre elas farmacêutico, biólogo, veterinário. Fotos: Jader de Oliviera/Acervo pessoal
A base de operações foi estabelecida em cabanas construídas por um ribeirinho local especificamente para receber grupos de pesquisa. À noite, a equipe embarcou novamente e percorria mais 40 minutos de rio para instalar e monitorar as armadilhas luminosas. A região abriga onças, jacarés, serpentes peçonhentas e, como a equipe descobriu ao cruzar com agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) durante o trajeto, populações indígenas ainda em processo de primeiro contato com o mundo exterior.
“Foi uma experiência muito gratificante, que nos permitiu sair da bolha acadêmica e conhecer um outro Brasil”, afirma.
Mas o que mais marcou, segundo Jader, foi a oportunidade de estar em campo ao lado do professor João Aristeu, seu mentor e coordenador do projeto. “A gente aprende muito na bancada do laboratório, mas o campo é outro universo. Poder viver essa experiência com o professor Aristeu, dentro da Amazônia, foi o mais gratificante de tudo”, conclui.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Unesp, escrito por Gabriele Maciel
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a condenação de um pesquisador e de sua empresa por exploração indevida de conhecimentos tradicionais associados ao fruto murumuru (ou murmuru). A decisão acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e reforça a proteção ao patrimônio imaterial do povo Ashaninka, do Rio Amônia, no Acre.
O caso teve origem em uma ação civil pública proposta pelo MPF para apurar o uso comercial de sabonetes e cosméticos sem a devida repartição de benefícios com os indígenas que detêm o saber histórico sobre as propriedades da planta. O MPF defendeu que a conduta do pesquisador, que inicialmente prestava consultoria para auxiliar a comunidade em um projeto de desenvolvimento sustentável, desviou-se para uma exploração clandestina.
Para o órgão, a tentativa de registrar patentes e marcas de forma individual, sem o consentimento prévio e sem a repartição de benefícios, configurou uma violação ética e jurídica que não poderia ser ignorada sob o pretexto de que o conhecimento já era “disseminado”.
O MPF defende que o conhecimento tradicional não perde sua proteção legal apenas por existirem publicações científicas prévias, especialmente quando a exploração econômica deriva diretamente do contato e da pesquisa in loco com os indígenas. Dessa forma, a 11ª Turma do TRF1 entendeu que o réu utilizou-se de sua posição como pesquisador para sistematizar informações e coletar amostras, transformando um saber coletivo em lucro individual de forma ilícita, inclusive estabelecendo relações comerciais com uma empresa.
Como efeitos práticos, o pesquisador e sua empresa foram condenados, solidariamente, ao pagamento de uma indenização por danos materiais correspondente a 20% do faturamento bruto obtido com a comercialização de produtos derivados do murumuru. O pesquisador também foi condenado à reparação por danos morais coletivos fixada em R$ 200 mil. Cabe recurso da decisão.
Foto: Pedro Devani/Secom AC
Entenda o caso de exploração do murumuru
A controvérsia jurídica começou quando a comunidade Ashaninka buscou auxílio técnico para desenvolver projetos de exploração sustentável da floresta. Por meio de um convênio firmado entre a Associação Ashaninka do Rio Amônia (APIWTXA) e o Centro de Pesquisas Indígenas (CPI), foi contratado um pesquisador para catalogar espécies vegetais, destacando-se o murumuru por seu potencial cosmético.
Segundo apontou o MPF, o pesquisador afastou-se da parceria original com os indígenas e passou a tratá-los apenas como fornecedores de matéria-prima, registrando patentes e marcas (como a “Tawaya”, nome que o povo Ashaninka atribui para o Rio Amônia) em benefício próprio, sem compartilhar os lucros obtidos com as indústrias do setor.
Como resultado, empresas passaram a explorar a espécie para fins cosméticos, algumas, inclusive, com vínculo técnico e comercial com o pesquisador.
O Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA), vinculado à Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), atua na integração e fortalecimento de iniciativas de saúde digital, ensino, pesquisa, extensão e inovação na região amazônica. Criado pela Resolução CONSAD nº 008/2020, o núcleo coordena ações voltadas à telessaúde, telemedicina e educação em saúde, articulando diferentes setores acadêmicos e administrativos da universidade.
O objetivo é estruturar, integrar e consolidar a transformação digital da saúde na Amazônia por meio de ações articuladas de ensino, pesquisa, extensão e inovação. A atuação ocorre em rede, envolvendo diferentes unidades da universidade e projetos que atendem demandas assistenciais, de formação e de desenvolvimento tecnológico voltadas à realidade amazônica.
Atualmente, o núcleo é composto por cinco programas e projetos: o Telessaúde Ufam, o TelePNAR, Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam), o Programa Pet Saúde Digital e o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam).
Em conjunto, essas iniciativas articulam assistência especializada, educação permanente, monitoramento em saúde e formação acadêmica.
Telessaúde Ufam: ampliação do acesso a especialistas no Amazonas
O Telessaúde HUGV/Ufam promove assistência especializada à distância para a população do Amazonas, com prioridade para comunidades indígenas e ribeirinhas. O atendimento ocorre por meio do encaminhamento de pacientes pelos municípios e unidades de saúde para o Núcleo de Telessaúde, onde os casos passam por triagem e são direcionados para acompanhamento remoto realizado por especialistas no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).
Atualmente, a iniciativa reúne 19 especialidades médicas integradas. O modelo busca ampliar o acesso à assistência especializada, reduzir deslocamentos e fortalecer o atendimento em regiões de difícil acesso.
Entre os serviços ofertados estão teleinterconsultas, teleconsultorias, telediagnóstico e segunda opinião formativa. O telediagnóstico permite o acesso remoto a métodos diagnósticos especializados, utilizando tecnologias para emissão e análise de exames à distância.
Em 2025, a Telessaúde Ufam registrou economia estimada em aproximadamente R$ 45 milhões. O resultado está relacionado principalmente à redução de custos do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), diminuindo a necessidade de deslocamentos para centros urbanos.
TelePNAR: monitoramento de gestantes de alto risco em áreas remotas
O Projeto de Telemonitoramento do Pré-Natal de Alto Risco (TelePNAR) realiza acompanhamento remoto contínuo de gestantes em municípios e localidades remotas do Amazonas. As pacientes são cadastradas em plataforma digital, passam por estratificação de risco e recebem monitoramento realizado por equipes especializadas.
A proposta busca reduzir a mortalidade materna, fetal e neonatal, utilizando recursos digitais para ampliar o acesso ao cuidado especializado. Além do acompanhamento das gestantes, o programa também atua na integração com equipes da atenção primária e na capacitação dos profissionais responsáveis pela assistência local.
Após a expansão do TelePNAR para os 61 municípios do Amazonas, com exceção de Manaus, e diante dos resultados alcançados pelo programa, foi estruturada uma proposta de ampliação da iniciativa para além do estado. Em 2025, o projeto iniciou sua expansão para outros territórios da Amazônia Legal, com implantação no Acre e em Roraima, ampliando a estratégia de telemonitoramento para novos contextos regionais.
O TelePNAR também compartilha protocolos e estratégias de acompanhamento com as equipes municipais, fortalecendo a assistência a casos classificados como risco intermediário e alto risco.
A projeção financeira do programa para 2025 estimou economia de aproximadamente R$ 60 milhões, atribuída principalmente à redução dos custos com Tratamento Fora de Domicílio.
Una-SUS Ufam: qualificação permanente de profissionais
A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam) é responsável pela formação, capacitação e qualificação profissional em saúde. A iniciativa desenvolve cursos, treinamentos e especializações voltados às demandas do SUS.
Entre as ações desenvolvidas está a formação em Medicina de Família e Comunidade vinculada ao Programa Mais Médicos. Médicos participantes do programa, que atuam em 23 estados brasileiros, incluindo áreas rurais e localidades de difícil acesso do Amazonas, estão vinculados ao curso de Especialização em Medicina de Família e Comunidade da Una-SUS Ufam. A iniciativa contribui para a formação contínua de profissionais preparados para atuar na Atenção Primária à Saúde, considerando as especificidades sociais, culturais e territoriais das populações atendidas.
Esse dado amplia a percepção de alcance da iniciativa: ela deixa de aparecer apenas como ação de qualificação e passa a evidenciar também o papel da Ufam na formação de profissionais em escala nacional.
PET Saúde Digital: integração entre universidade e serviços de saúde
O Programa PET Saúde Digital atua na formação interprofissional e na integração entre ensino e serviço por meio de grupos de aprendizagem tutorial. A iniciativa aproxima estudantes, docentes e profissionais dos serviços de saúde em atividades práticas voltadas ao desenvolvimento de competências em saúde digital.
O programa também estimula o desenvolvimento de projetos, experiências práticas e estratégias voltadas à inovação em saúde. A proposta busca fortalecer a formação acadêmica alinhada às necessidades dos serviços do SUS e às transformações digitais na área da saúde.
Cecane Ufam: fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar em municípios amazônicos
O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam) atua em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desde 2015, desenvolve ações de acompanhamento, assessoramento técnico, monitoramento e formação junto aos municípios.
As atividades incluem assessorias técnicas, oficinas regionais, monitoramento da execução do programa e apoio a ações relacionadas à alimentação escolar, incluindo iniciativas voltadas à alimentação escolar indígena.
Ao longo de sua atuação, o Cecane Ufam ampliou seu alcance para dezenas de municípios do Amazonas e também para o estado de Roraima. O centro também desenvolve projetos de extensão, pesquisa científica e produção de materiais técnicos por meio de equipes multiprofissionais integradas às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade.
Ao integrar assistência, formação, pesquisa e inovação, o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA) consolida uma estratégia voltada às particularidades da região amazônica. A atuação do núcleo amplia o acesso a serviços especializados, fortalece a qualificação de profissionais e reduz barreiras geográficas históricas, contribuindo para aproximar o cuidado em saúde de populações que vivem em áreas remotas do Amazonas.
*Com informações da Universidade Federal do Amazonas
O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre o programa Bolsa Família durante conversa com jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.
Ao falar sobre o tema, Aldo Rebelo afirmou que o Bolsa Família deve ser um programa somente para situações específicas e depois serem encerradas, o que ele considerou ser para “situações de emergência”.
Aldo Rebelo é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Aldo defende outras alternativas
Para o político, o país precisa criar condições para que a população tenha acesso a emprego, renda e oportunidades, defendendo que programas sociais não podem ser a única alternativa para milhões de brasileiros. Segundo ele, o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com políticas de assistência social.
“Bolsa Família é uma medida de emergência. Você não pode condenar a juventude brasileira a viver de Bolsa Família. Você tem que dar uma alternativa. Não se pode olhar para um menino que está na escola técnica, numa universidade, ou dois jovens que vão casar e dizer: ‘Se formem, que você vão viver de Bolsa Família’. O Bolsa Família é uma emergência. A saída para o Brasil é retomar o desenvolvimento. Oferecer emprego de qualidade e capacidade para empreender para essa população de jovens, que é aí que está a esperança”.
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Manaus (AM) se prepara para assumir, de forma definitiva, o protagonismo no debate sobre o futuro do transporte e da logística no Brasil e nas Américas. Entre os dias 27 e 29 de maio de 2026, a capital amazonense sediará a TranspoAmazônia 2026 – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, um dos maiores eventos do setor no País, com previsão de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios e reunir mais de 15 mil visitantes.
O encontro acontecerá no Centro de Convenções Vasco Vasques, que será totalmente ocupado pelo evento, reunindo lideranças empresariais, autoridades públicas, especialistas, investidores e representantes de organismos nacionais e internacionais para discutir os rumos da logística brasileira, com atenção estratégica à região Norte e à integração nacional e internacional.
Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a edição de 2026 consolida a feira como um hub de debates, negócios e inovação, reforçando o papel da Amazônia como eixo logístico fundamental para o desenvolvimento do país. A região, marcada por desafios históricos de infraestrutura, concentra também grandes oportunidades, especialmente na integração dos modais rodoviário, aquaviário, aéreo e ferroviário.
Congresso, negócios e articulação internacional
A programação da TranspoAmazônia 2026 será abrangente e estratégica. O evento contará com palestras magnas, painéis temáticos, workshops, rodadas de negócios e debates institucionais, reunindo especialistas e executivos que estão na linha de frente das transformações do setor.
Estão previstas reuniões estratégicas com importantes players nacionais e internacionais, como a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), ampliando o diálogo entre o mercado brasileiro e as cadeias logísticas globais.
Foto: Divulgação/TranspoAmazônia
Além disso, o Congresso Internacional de Transporte e Logística, realizado paralelamente à feira, será um dos principais espaços de formulação de propostas e articulação entre setor produtivo e poder público.
Com mais de 350 expositores nacionais e internacionais, a TranspoAmazônia 2026 se posiciona como uma verdadeira vitrine de tecnologias, soluções e inovações para o transporte e a logística. Empresas apresentarão equipamentos, sistemas, plataformas digitais, serviços e projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e sustentabilidade.
Os dois pavilhões climatizados do Vasco Vasques serão ocupados integralmente, além de uma área externa dedicada à exposição de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos de grande porte. A estrutura do evento seguirá o padrão das grandes feiras internacionais, com espaços instagramáveis, praça de alimentação completa, salas de reuniões, estúdio para podcasts ao vivo e uma plenária com capacidade para 300 pessoas.
Amazônia como eixo estratégico do desenvolvimento
Para o idealizador da TranspoAmazônia, presidente da Fetramaz e CEO do Grupo Bertolini, Irani Bertolini, o evento nasce com a missão de preencher uma lacuna histórica no setor.
“A TranspoAmazônia representa a oportunidade que faltava para quem vende, para quem compra e para todos que querem evoluir com conhecimento, networking e negócios em um único ambiente. Nossa missão é entregar a maior feira de transporte e logística da Amazônia. Teremos representantes de 43 países, trazendo para Manaus as principais lideranças do Brasil e das Américas”, destaca.
O principal objetivo do evento é impulsionar o desenvolvimento logístico da região Norte, ampliando oportunidades de investimento, fortalecendo a integração multimodal e aproximando empresas que já atuam — ou desejam atuar — no mercado amazônico.
Entre os temas centrais em debate estão modernização da infraestrutura logística brasileira, com foco na região Norte, assim como fortalecimento do transporte multimodal e da navegação fluvial; investimentos públicos e privados em rodovias, portos, hidrovias e aeroportos; inovação, digitalização e uso de tecnologias aplicadas à logística; sustentabilidade, eficiência operacional e redução de custos e papel estratégico da Amazônia na integração logística nacional e internacional.
Segundo Bertolini, o estímulo ao diálogo entre setor produtivo e poder público será um dos grandes legados do evento. “A TranspoAmazônia é uma oportunidade ímpar para promover a geração de negócios, incentivar investimentos estruturantes e contribuir para soluções que tornem o sistema logístico brasileiro mais competitivo, seguro e sustentável”, afirma.
A TranspoAmazônia 2026 conta com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, de entidades representativas do setor de transporte e da indústria, além da iniciativa privada.
Fundador e presidente da Transportes Bertolini (TBL), o empresário Irani Bertolini é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, do canal Amazon Sat. Sua trajetória é marcada pela perseverança desde os primeiros trabalhos, ainda na juventude, até a criação de um dos maiores grupos logísticos da Amazônia.
Natural de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, Bertolini destacou sua relação com a região amazônica e afirmou ter sido acolhido pelo povo da região ao longo das últimas décadas.
“Eu adoro a Amazônia. É um lugar bom para se viver, um povo acolhedor, e eu adoro fazer preservação ambiental também. Vamos preservar isso aqui. É a maior riqueza do mundo, que nós temos no Brasil”, afirmou.
Saga de Bertolini o levou à Amazônia
Irani Bertolini nasceu em 14 de setembro de 1946 e contou que começou a trabalhar ainda jovem em diferentes funções antes de realizar o sonho de dirigir caminhão.
“Comecei minha vida como engraxate de sapatos, servente de pedreiro, trabalhei em cantina de vinho e depois meu sonho era aprender a dirigir caminhão. Aprendi, viajei pelo Brasil inteiro e depois consegui comprar meu primeiro caminhão”, relembrou.
Segundo o empresário, a chegada em Manaus (AM) aconteceu após uma viagem transportando móveis do Sul do país para a capital amazonense. O serviço chamou a atenção dos clientes locais e acabou abrindo caminho para a criação da empresa.
“Quando cheguei aqui, os clientes ficaram impressionados porque os móveis vinham de navio e muitas vezes chegavam danificados. Eles pediram para eu voltar trazendo carga novamente. Foi aí que percebi a necessidade que existia de transporte para Manaus”, contou.
A partir dessa oportunidade, Irani Bertolini decidiu investir na criação da Transportes Bertolini, empresa que acompanhou o crescimento da capital amazonense e do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Manaus tinha cerca de 200 mil habitantes. Hoje tem mais de 2 milhões. Manaus cresceu e eu cresci junto”, destacou.
Foto: Reprodução/Amazon Sat
Preservação ambiental
O empresário também falou sobre os projetos ambientais mantidos pelo grupo empresarial. Segundo ele, áreas de preservação são monitoradas constantemente para evitar crimes ambientais, além de iniciativas voltadas à reciclagem de resíduos produzidos pelas empresas.
“Temos áreas preservadas e mantemos vigilância permanente para evitar caça, pesca ilegal e derrubada de árvores. Também fazemos reciclagem de praticamente todo o lixo gerado nas empresas”, afirmou.
Irani Bertolini defendeu ainda que a preservação ambiental deve ser uma responsabilidade coletiva e destacou a importância da Amazônia para o futuro do país: “Eu aconselho crianças, jovens e adultos: vamos preservar isso aqui. Essa floresta é uma das maiores riquezas do mundo e será fundamental para o futuro do Brasil”.
O empresário é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, transmitido pelo canal Amazon Sat. Assista:
Plantio de soja deve crescer 9,4% em Roraima em 2026. Foto: Divulgação/Seadi RR
Uma estimativa da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima (Seadi), divulgada no dia 18 de maio, aponta que o estado deve crescer em 9,42% a área plantada de soja em 2026, passando de 132.421 hectares para 144.893 hectares plantados neste ano.
O levantamento faz parte do programa ‘Rota dos Grãos’, voltado ao fortalecimento da produção agrícola e planejamento do setor de forma sustentável. A ação faz visitas técnicas a propriedades rurais nos municípios para coletar informações sobre plantações de soja, milho, arroz e algodão.
Produção de soja em Roraima vive momento de expansão. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR
Soja segue com potencial
Entre os dados analisados estão área plantada, produtividade e potencial de expansão das lavouras.
Segundo o coordenador da iniciativa, Frankarlos Lopes, a expectativa é atender mais de 250 propriedades rurais. Para ele, o avanço da produção de grãos fortalece a posição de Roraima como nova fronteira agrícola da Amazônia Legal.
“Durante as visitas, são coletadas informações estratégicas que permitem atualizar o mapa agrícola de Roraima, identificar polos produtivos e gerar dados técnicos que auxiliem no planejamento de políticas públicas e investimentos para o setor”, explicou.
Levantamento faz parte do programa Rota dos Grãos, voltado ao fortalecimento da produção agrícola de Roraima. Foto: Divulgação/Secom Roraima
A iniciativa faz parte do Plano Roraima 2030, que prevê ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, geração de emprego e inovação no campo. O programa também conta com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria para fortalecer a coleta de dados e a cooperação técnica entre os governos estadual e federal.