Turista no Centro de Medicina Indígena, o Bahserikowi, em Manaus. oto: Ivan Barreto
O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 24 de julho, às 10h (horário Manaus), a palestra ‘O que são as medicinas indígenas e como estão sendo construídas no campo acadêmico e nas políticas públicas’, ministrada pelo pesquisador André Fernando Baniwa.
Ele é o Assessor Técnico em Medicinas Indígenas na Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/Ministério da Saúde) e o evento será on line, coordenado pelo Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia.
A atividade será transmitida via plataforma Teams, por meio deste link, utilizando o ID 296 112 277 061 556 e a senha de acesso NT9rD3Sx. A moderação será feita pelo pesquisador Fernando Jose Herkrath.
Segundo o pesquisador, as medicinas indígenas são sistemas próprios de cuidado, cura e produção de saúde, baseados em conhecimentos ancestrais que articulam corpo, espírito, território, natureza e coletividade.
“No campo acadêmico, vêm sendo reconhecidas como saberes legítimos, especialmente por meio de pesquisas interculturais, da valorização das epistemologias indígenas e do diálogo entre ciência e tradição. Nas políticas públicas, sua incorporação ocorre principalmente no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS), que busca respeitar práticas tradicionais e promover a atenção diferenciada. Esse processo fortalece a defesa dos direitos dos povos indígenas e a construção de modelos de saúde interculturais no Brasil”, explica.
André é Assessor Técnico em Medicinas Indígenas na Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/Ministério da Saúde), escritor, empreendedor social e liderança do povo Baniwa. É Agrozootécnico, Tecnólogo em Gestão Ambiental e Mestre em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais pela Universidade de Brasília (UnB).
É o autor dos livros ’25 anos de gestão de associativismo da OIBI para o bem viver Baniwa e Koripako’ (2018) e ‘Bem viver e viver bem segundo o povo Baniwa no noroeste amazônico’ brasileiro (2019).
Centro de Estudos
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
Maior feira do agro de Roraima, AgroBV 2026 começa dia 30 de julho. Foto: Manoel Kipissy
AgroBV consolidou-se como o maior evento do agronegócio de Roraima. Promovida pela Prefeitura de Boa Vista, a 6ª edição reúne tecnologia, inovação, capacitação e oportunidades para fortalecer o setor produtivo e valorizar a agricultura familiar. O evento ocorre de 30 de julho a 2 de agosto, no Centro de Difusão Tecnológica (CDT), na região do Bom Intento.
A programação contará com a participação de 80 expositores, entre empresas, instituições e empreendedores. Além disso, inclui shows musicais com artistas da terra, proporcionando entretenimento para toda a família.
Evento contará com 80 expositores, além de shows com artistas locais e atrações para toda a família. Foto: Diane Sampaio/PMBV
Entre os principais atrativos está o campo aberto, com 22 hectares de plantio destinados à demonstração de tecnologias, inovações e variedades agrícolas, além do tradicional Campo de Girassóis.
Para o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), Cezar Riva, o AgroBV representa um espaço estratégico para impulsionar o desenvolvimento do setor produtivo, aproximando tecnologia, conhecimento e oportunidades dos produtores rurais.
Entre os 22 hectares de plantio do AgroBV 2026, o tradicional Campo de Girassóis é um dos grandes destaques. Foto: Giovani Oliveira/PMBV
“O AgroBV é um evento que fortalece a agropecuária, incentiva o agronegócio e cria oportunidades para quem vive e trabalha no campo. Além de apresentar novas tecnologias e promover a troca de conhecimento, o maior evento do agronegócio do estado aproxima produtores, empreendedores e a população, valorizando a produção local e contribuindo para o desenvolvimento econômico de Boa Vista e de Roraima”, destacou.
A programação também conta com as corridas AgroRun, para adultos, e AgroRun Kids, voltada ao público infantil. Outro destaque é a Fazendinha, espaço com animais em exposição e atividades interativas que prometem diversão e aprendizado para toda a família.
A programação também conta com as corridas AgroRun, para adultos, e AgroRun Kids, voltada ao público infantil. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV
A Praça de Alimentação será outro destaque, oferecendo uma ampla variedade de opções gastronômicas. Os visitantes poderão saborear produtos típicos da agricultura familiar, como milho-verde, paçoca, bolos e diversas receitas preparadas com ingredientes cultivados no campo.
Médicos enfrentam o desafio de identificar sinais precoces, orientar comunidades e reduzir complicações. Foto: Divulgação
Apesar da redução no número de casos prováveis de dengue no Pará, o aumento das mortes pela doença em 2025 acende um alerta para a gravidade das arboviroses no estado. Dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) apontam 17 mil casos prováveis de dengue neste ano, uma queda de cerca de 14% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 19,7 mil casos. Em contrapartida, os óbitos mais que dobraram: passaram de 11 para 28, demonstrando que, embora menos frequente, a doença continua apresentando alto potencial de gravidade.
No verão amazônico, a combinação de calor intenso, chuvas irregulares e períodos de estiagem cria o cenário ideal para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, chikungunya, malária, leptospirose, febre Oropouche e febre Mayaro.
No Sul e Sudeste do Pará, especialistas alertam que o acúmulo de água parada e as mudanças climáticas favorecem a reprodução de vetores como o Aedes aegypti e o Anopheles, aumentando o risco de surtos.
“O padrão climático da região favorece o aumento dos casos, que podem evoluir para formas graves e até levar ao óbito quando não diagnosticados e tratados precocemente”, explica o infectologista Harbi Othman, professor da Afya Marabá.
Segundo o especialista, a prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a circulação dessas doenças. Eliminar criadouros, manter caixas-d’água fechadas, descartar corretamente o lixo, utilizar repelentes, telas de proteção e mosquiteiros são medidas simples, mas fundamentais. O diagnóstico precoce também é decisivo para evitar complicações.
O cenário nacional reforça esse desafio. Dados do Boletim Epidemiológico Brasileiro mostram que as regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de casos e mortes por doenças tropicais negligenciadas, realidade diretamente associada às desigualdades sociais e às condições ambientais.
Embora existam avanços científicos, como a utilização de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão de vírus como dengue e chikungunya, o controle do mosquito ainda depende, principalmente, do engajamento da população.
“Enquanto não tivermos vacinas amplamente seguras e eficazes para todas essas doenças, o combate aos criadouros e as ações comunitárias continuam sendo nossas ferramentas mais importantes”, reforça Othman.
Para a bióloga e mestre em Zoologia Roberta Raiol, professora da Afya Abaetetuba, o combate às arboviroses precisa fazer parte da rotina da população.
“As arboviroses fazem parte do cotidiano da Amazônia e podem ser prevenidas com atitudes simples. Compreender como o clima influencia a proliferação dos mosquitos e reconhecer os sinais de alerta é essencial para proteger a saúde individual e coletiva”, afirma.
Ela destaca que a eliminação de focos do mosquito deve ocorrer não apenas dentro das residências, mas também em quintais, terrenos, escolas e espaços públicos. A orientação é realizar inspeções semanais em calhas, vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas-d’água e qualquer recipiente que possa acumular água.
Além da dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo Aedes aegypti, a especialista chama atenção para doenças emergentes na região, como as febres Oropouche e Mayaro. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, elas são transmitidas por outros vetores e exigem avaliação médica para um diagnóstico correto.
Outro alerta importante é evitar a automedicação. Ao apresentar sintomas compatíveis com qualquer arbovirose, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e tratamento adequado.
Saiba reconhecer os principais sintomas
Dengue: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos são sinais de gravidade.
Zika: febre baixa, manchas avermelhadas, coceira e conjuntivite. O maior risco é para gestantes, devido à possibilidade de malformações fetais.
Chikungunya: febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por meses.
Febre amarela: febre, calafrios, dores musculares, náuseas e, nos casos graves, icterícia e sangramentos.
Febre Mayaro: sintomas semelhantes aos da chikungunya, principalmente febre e dores articulares.
Febre Oropouche: febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e calafrios.
Fachada da Shizen Veículos do Shopping Ponta Negra. Foto: Divulgação
A Shizen Veículos Honda completa 27 anos de atuação em Manaus neste mês de julho e celebra a data com uma campanha que integra história, relacionamento, experiência e oportunidades comerciais.
Com o conceito “Shizen e você: 27 anos realizando sonhos e construindo histórias”, a campanha destaca a trajetória construída ao lado de clientes, colaboradores, empresas e famílias que escolheram a marca ao longo de quase três décadas.
Mais do que uma ação comemorativa, a programação foi estruturada para movimentar diferentes áreas da operação, incluindo veículos novos, Venda Direta, Consórcio Honda, Shizen Seminovos e pós-venda.
Durante todo o mês, os clientes vão encontrar condições especiais de aniversário, atendimento consultivo, possibilidades de avaliação de veículos usados, simulações e ações de relacionamento nas unidades Shizen Matriz, no Parque Dez, e Shizen Shopping Ponta Negra.
Segundo Luana Potira, gerente geral da Shizen, o aniversário representa a continuidade de uma relação construída com o público de Manaus.
“Chegar aos 27 anos é reconhecer todas as pessoas que fizeram e continuam fazendo parte da história da Shizen. Queremos celebrar essa trajetória reforçando a confiança Honda, a qualidade do atendimento e criando novas oportunidades para os nossos clientes”.
Interior da Shizen Veículos Parque 10, decorada para comemorar o aniversário da loja. Foto: Divulgação
A campanha terá como ponto alto o Honda Day Shizen, programado para 25 e 26 de julho, com ações especiais nas duas unidades da concessionária. O evento foi estruturado para reunir atendimento especializado, avaliação de veículos usados, simulações, test drives e condições especiais para diferentes perfis de clientes.
Entre os modelos participantes estão Honda HR-V, WR-V, City Sedan e City Hatch, além de oportunidades direcionadas para empresas, pessoas com deficiência, taxistas e motoristas de aplicativo, conforme critérios e condições de cada modalidade.
No dia 25 de julho, a programação será realizada na Shizen Matriz, das 8h às 17h. No dia 26, o Honda Day continua na unidade do Shopping Ponta Negra, das 14h às 21h, no Piso L1.
Consulte nos canais de comunicação da Shizen a programação completa e as condições da campanha.
Shizen Veículos
A Shizen Veículos integra o Grupo Simões, um dos conglomerados empresariais mais sólidos da região Norte. Como concessionária oficial Honda em Manaus, a empresa construiu sua reputação sobre atendimento personalizado, serviços de qualidade e o compromisso de entregar os automóveis inovadores produzidos pela Honda do Brasil.
A série documental ‘Águas Passadas’, produzida pela empresa amazonense Ykamiabas Produções, das sócias Keylla Gomes e Francy Junior, estreia no canal Amazon Sat nesta quarta-feira (22), às 11h, no horário de Manaus (AM). Com cinco episódios de 26 minutos, a produção percorre diferentes igarapés da capital amazonense para revelar histórias, memórias e resistências que permanecem vivas às margens das águas da cidade.
‘Águas Passadas’ é uma série documental que percorre os igarapés de Manaus para revelar histórias, memórias e resistências que seguem vivas às margens das águas da cidade.
Entre paisagens urbanas e vozes da comunidade, a produção mergulha na relação entre território, meio ambiente e pertencimento, mostrando como os igarapés carregam não apenas água, mas também identidade, cultura e a memória afetiva das pessoas que vivem ou viveram próximas a eles.
Ao longo dos episódios, a série apresenta um olhar sensível sobre os impactos da urbanização, o descarte irregular de resíduos, a degradação dos cursos d’água e as iniciativas de preservação ambiental, valorizando as narrativas humanas que sobrevivem entre pontes, ruas, palafitas e correntezas.
Foto: Divulgação/Ykamiabas Produções
Cinco igarapés, diferentes histórias
Cada episódio é dedicado a um território e às pessoas que construíram relações de afeto, trabalho, convivência e resistência com os igarapés de Manaus. A jornada começa na região da Cachoeira Grande, no bairro São Jorge, segue pelo Igarapé do Franco, na Avenida Brasil, pelo Igarapé do Quarenta, pelo Igarapé do Passarinho e chega, no episódio final, ao Igarapé Água Branca, localizado na bacia do Tarumã-Açu e considerado o último igarapé urbano limpo da cidade.
A série reúne a participação de 25 personagens, entre moradores antigos, artistas, pesquisadores, educadores, ambientalistas e representantes de organizações sociais. Por meio de seus relatos, o público conhece uma Manaus em que os igarapés já foram espaços de banho, pesca, brincadeiras, trabalho, transporte e convivência comunitária.
Foto: Divulgação/Ykamiabas Produções
Entre os personagens está o cineasta Moacy Freitas, de 85 anos, que nadou em diversos igarapés de Manaus durante a juventude e testemunhou, ao longo das décadas, o processo de degradação ambiental e transformação urbana da cidade.
A produção também apresenta o relato de Elizabeth dos Santos Junior, que, ainda criança, acompanhava sua mãe durante a lavagem de roupas na antiga represa da Cachoeira Grande, no bairro São Jorge. Suas lembranças recuperam um período em que aquele espaço fazia parte da rotina das famílias da comunidade e era utilizado para o trabalho, o banho e a convivência entre os moradores.
Outro relato presente na série é o da atriz Rita Lisboa, cuja mãe trabalhou como lavadeira no Igarapé do Quarenta. Depois de se aposentar, sua mãe passou a fazer teatro na FUnATI – Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade, onde interpretava uma lavadeira. Atualmente, Rita mantém viva essa memória ao também representar nos palcos uma personagem inspirada nas antigas trabalhadoras dos igarapés.
No episódio dedicado ao Igarapé Água Branca, a série acompanha ainda a atuação de Jadson Maciel e Jó Farah, ativistas e defensores dos igarapés da bacia do Tarumã-Açu. Os dois apresentam iniciativas de conscientização, pesquisa e mobilização social voltadas à proteção dos cursos d’água, ao enfrentamento do descarte irregular de resíduos e à preservação do último igarapé urbano limpo de Manaus.
Foto: Divulgação/Ykamiabas Produções
‘Águas Passadas’ é uma realização da Ykamiabas Produções, produtora audiovisual amazonense formada pelas sócias Keylla Gomes e Francy Junior, que também assinam a direção da série. A empresa desenvolve projetos voltados à memória, à cultura, ao meio ambiente e às narrativas humanas da Amazônia, valorizando personagens, territórios e histórias da região.
Para a diretora Keylla Gomes, a série procura aproximar o público das histórias humanas existentes por trás dos problemas ambientais.
“Quando falamos sobre os igarapés de Manaus, muitas vezes pensamos apenas na poluição ou nas obras realizadas nesses espaços. Em ‘Águas Passadas’, buscamos olhar para as pessoas, para suas lembranças e para a relação afetiva que elas construíram com essas águas. São histórias de infância, trabalho, família e pertencimento que ajudam a compreender a própria formação da cidade”, afirma Keylla Gomes.
A diretora Francy Junior destaca que os depoimentos também funcionam como registros históricos de uma Manaus que passou por profundas transformações.
“Os personagens guardam lembranças de uma cidade em que os igarapés faziam parte da vida cotidiana. Eram lugares de banho, pesca, lavagem de roupas, encontros e brincadeiras. Ao reunir essas vozes, a série contribui para preservar uma memória que não está apenas nos documentos oficiais, mas nas experiências das pessoas que viveram esses territórios”, explica Francy Junior.
Foto: Divulgação/Ykamiabas Produções
Segundo o produtor executivo Anderson Mendes, a produção também pretende estimular uma reflexão sobre a responsabilidade coletiva na preservação dos recursos naturais.
“A série parte da memória, mas também fala sobre o presente e sobre o futuro. Ao escutarmos pessoas que conheceram os igarapés antes da degradação, percebemos o que Manaus perdeu ao longo do seu processo de urbanização. Ao mesmo tempo, encontramos pesquisadores, ativistas e comunidades que continuam trabalhando pela recuperação e pela proteção dessas águas. ‘Águas Passadas’ é um convite para que o público reconheça os igarapés como parte da história e da identidade da cidade”, ressalta Anderson Mendes.
Para Lemmos Ribeiro, gerente de Programação do Amazon Sat, a exibição da série reforça o compromisso do canal com conteúdos que valorizam as histórias e as questões socioambientais da Amazônia.
“O Amazon Sat tem como missão apresentar produções que dialoguem diretamente com a realidade da região e com as pessoas que vivem nela. ‘Águas Passadas’ reúne memória, cultura, meio ambiente e cidadania em uma narrativa profundamente conectada a Manaus. A exibição da série permite que essas histórias alcancem novos públicos e estimulem uma reflexão necessária sobre a preservação dos nossos igarapés”, afirma Lemmos Ribeiro.
Confira o trailer da série:
A série documental para televisão conta com cinco episódios de 26 minutos cada. Estreias às 11h nas quartas-feiras e reprises: sábados, às 18h30; segundas-feiras, às 7h45; domingos, às 19h30.
‘Águas Passadas’ foi contemplada pelo Edital de Audiovisual da Lei Paulo Gustavo, realizado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
A pesquisa científica realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, área protegida com mais de 1 milhão de hectares, mostra que as florestas inundáveis de várzea da Amazônia estão entre os principais refúgios da onça-pintadano planeta, com algumas das maiores densidades já registradas para a espécie.
No entanto, o monitoramento de longo prazo na Reserva mostra que estão ocorrendo mudanças importantes nas características e na dinâmica interna dos indivíduos dessa população de onças.
Redução significativa da população de fêmeas é preocupante
Baseado em 17 anos de monitoramento com armadilhas fotográficas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, o estudo identificou uma redução de 77% na densidade de fêmeas entre 2005 e 2022, acompanhada por um aumento na densidade de machos no mesmo período.
Apesar disso, não há redução evidente no número total de indivíduos, o que indica uma alteração na estrutura populacional — mas não no tamanho da população.
“Esse padrão sugere que populações aparentemente estáveis podem estar passando por ameaças importantes, como a redução do número de fêmeas, que são fundamentais para a reprodução e a manutenção da população. Ao mesmo tempo, esse trabalho deixa claro a importância de longas séries de dados científicos e investimentos de longo prazo em ciência na Amazônia”, destaca Emiliano Esterci Ramalho, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá e coautor do estudo.
Essa leitura é reforçada pela pesquisadora Raíssa Sepulvida (UFMS/Panthera/Swansea University), que destaca que a várzea amazônica, imprescindível para a produtividade da região, ainda é pouco discutida em cenários internacionais de conservação.
“À primeira vista, a população parecia relativamente estável. Porém, de forma quase silenciosa, o número de fêmeas caiu drasticamente ao longo do tempo, enquanto o de machos aumentou, sendo a maioria deles provenientes de populações externas”, pontua.
Esse fato compromete a renovação da população local, uma vez que são as fêmeas residentes que garantem a reprodução. Ainda de acordo com Raíssa, proteger as fêmeas reprodutoras e aumentar a sobrevivência e a permanência dos filhotes e fortalecer a gestão comunitária são ações urgentes, antes que essas mudanças demográficas sutis se tornem irreversíveis.
Pesquisadores apontam as prováveis causas da mudança de dinâmica populacional
Uma das hipóteses do estudo é que a caça mais frequente de machos pode ser um dos fatores mais importantes para a redução na densidade da população local, porque promove a entrada de novos machos na população por imigração (chegada de indivíduos de outras áreas).
A entrada de fêmeas por imigração, como o estudo mostra, é menos frequente porque geralmente elas estabelecem seus territórios menores próximos da mãe. Ao mesmo tempo, esses novos machos geram uma maior mortalidade de filhotes por infanticídio (quando machos matam filhotes para que as fêmeas possam entrar no cio novamente), o que resulta em uma redução do recrutamento fêmeas.
Além de ser o estudo mais longo já realizado com onças-pintadas em qualquer região do mundo, a pesquisa produziu as primeiras estimativas de sobrevivência e recrutamento da espécie na Amazônia — indicadores fundamentais para compreender a dinâmica dessa população.
Os resultados indicam que a sobrevivência de indivíduos adultos é alta (0,76, em uma escala de 0 a 1), mas a taxa de entrada de fêmeas na população (recrutamento) é baixa (0,15, considerando também uma escala de 0 a 1), o que, somado à entrada de machos imigrantes de áreas vizinhas, pode estar mascarando um declínio na capacidade reprodutiva local da população.
Os resultados reforçam o valor das florestas de várzea como habitat relevante para a conservação da onça-pintada, ao mesmo tempo em que apontam para a necessidade de monitoramentos de longo prazo e de estratégias que considerem a estrutura demográfica da população, em especial a sobrevivência e o recrutamento de fêmeas. O estudo também alerta que as mudanças climáticas, com eventos extremos de cheia e seca cada vez mais frequentes na Amazônia, podem intensificar as pressões sobre essas populações.
Os achados também abrem novas frentes, além das discutidas no presente estudo, de investigação sobre os fatores que podem estar influenciando a dinâmica populacional das onças-pintadas na região. Uma das hipóteses envolve a ocorrência de doenças infecciosas.
“Estes resultados são de extrema importância para subsidiar os estudos relacionados à epidemiologia desta população, pois uma das hipóteses da redução da densidade de fêmeas pode estar relacionada às doenças infecciosas já evidenciadas, inclusive em fêmeas nesta região, como os Vírus do Nilo Ocidental, Encefalite de Saint Louis (ESL), Virus da Cinomose, e Vírus da Leucemia Felina (FeLV)”, relata a pesquisadora, médica veterinária e líder dos grupos de Ecologia e Conservação de Felinos da Amazônia, e Medicina da Conservação e Saúde Única do Instituto Mamirauá, Dra. Louise Maranhão.
O Instituto Mamirauá conduz, desde 2005, o monitoramento de longo prazo de onças-pintadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, com uso de armadilhas fotográficas, banco de dados que fundamentou este e outros estudos publicados sobre a espécie. A instituição conduz a pesquisa mais longeva de onças-pintadas na Amazônia.
Sobre a Panthera
Fundada em 2026, a Panthera é uma organização internacional dedicada à preservação dos felinos selvagens, bem como o ecossistema que eles habitam, reunindo biólogos e especialistas que desenvolvem estratégias de conservação para grandes e pequenos felinos no mundo todo. Aqui no Brasil, mantém parceria de longo prazo com o Instituto Mamirauá no monitoramento de onças-pintadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, agregando na geração de dados científicos para a conservação da espécie na região Amazônica.
Festa de São Tiago 2025, em Mazagão Velho. Foto: Isadora Pereira/ Rede Amazônica AP
A tradicional Festa de São Tiago completa 249 anos e segue até o dia 28 de julho, na vila histórica de Mazagão Velho, no município amapaense de Mazagão. A festividade reúne encenações, rituais religiosos e manifestações culturais em homenagem ao padroeiro do município.
A programação começou dia 15 de julho, com atividades culturais na Igreja Matriz de Mazagão Novo e o 1º Encontro das Festividades Tradicionais, em Mazagão Velho.
Moradores da vila interpretam personagens históricos e recriam episódios da tradição. A principal encenação mostra São Tiago como um soldado anônimo na batalha entre cristãos e mouros. O espetáculo destaca os principais momentos do confronto.
A festa atrai visitantes de várias regiões do Amapá durante duas semanas.Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do estado, preserva tradições que refletem a formação afro-luso-indígena da região.
Samuel Benchimol em sua posse na Academia Amazonense de Letras. Foto: Reprodução/Pioneiros USP
Samuel Isaac Benchimol foi um dos intelectuais e empresários de maiores destaques da história do Amazonas. Professor, pesquisador, escritor e fundador do grupo Bemol/Fogás, dedicou sua vida a pensar o desenvolvimento da Amazônia, defendendo um modelo que conciliasse crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.
Nascido em Manaus (AM), no dia 13 de julho de 1923, Samuel era filho de Isaac Israel Benchimol e Nina Siqueira Benchimol. De acordo com informações da Universidade de São Paulo (USP), descendia de uma família de judeus marroquinos que se estabeleceu na Amazônia ainda no século XIX, graças a seu avô que atuava como comerciante ambulante pelo rio Tapajós.
A infância de Samuel foi marcada pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela família durante a crise da borracha. Em 1926, seu pai, Isaac Benchimol, mudou-se com a esposa e os filhos para os seringais do rio Abunã, em uma tentativa de salvar os negócios ligados à extração de látex.
Samuel Benchimol na formatura de Direito. Foto: acervo Abrahim Baze
Após perderem o patrimônio, a família retornou a Manaus no início da década de 1930, período em que Samuel passou a conciliar estudo e trabalho, desenvolvendo desde cedo a disciplina e a dedicação que marcariam sua trajetória. Segundo a USP, em 1942, ao lado do irmão Israel, fundou a Benchimol & Irmão, empresa de representações comerciais que daria origem à Bemol.
Nas décadas seguintes, expandiu os negócios, criou as lojas Bemol e consolidou a Fogás como uma das principais distribuidoras de gás da região Norte.
Além disso, Samuel também participou da estruturação da Zona Franca de Manaus (ZFM), defendendo o modelo como instrumento de desenvolvimento econômico para a Amazônia.
Na área acadêmica, segundo registros da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Samuel Benchimol foi professor emérito da instituição, onde lecionou por mais de 50 anos e criou a disciplina ‘Iniciação à Amazônia’, voltada ao estudo da história, economia, geografia e cultura amazônicas.
Ele também disponibilizou para a universidade documentos históricos da Torre do Tombo e do Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa (Portugal), reunindo registros sobre a ocupação e colonização da Amazônia ao longo de quase cinco séculos. Como pesquisador e escritor, produziu livros, ensaios, artigos e teses sobre a Amazônia.
Defesa ao desenvolvimento da Amazônia
De acordo com o professor Jacques Marcovitch, da USP, com essa vasta atuação, Samuel Benchimol foi um dos mais ativos pioneiros empresariais do Brasil e deixou uma obra intelectual que antecipou debates sobre desenvolvimento sustentável. Entre seus principais livros está ‘Amazônia: Um Pouco-Antes e Além-Depois‘, lançado em 1997.
Ainda segundo Jacques Marcovitch, Benchimol defendia que o desenvolvimento da Amazônia deveria estar fundamentado em quatro pilares:
viabilidade econômica,
adequação ecológica,
equilíbrio político
e justiça social.
Para ele, era fundamental promover a integração da região ao restante do país sem abrir mão da preservação ambiental e da valorização da população amazônica.
Conforme destacou a professora Therezinha Fraxe, também da UFAM, Samuel Benchimol “foi um educador comprometido com a formação crítica de seus alunos, um pesquisador rigoroso e um amazonólogo que dedicou sua trajetória à defesa da biodiversidade, da cultura, da economia e da história da Amazônia”. Em suas reflexões, reforçava constantemente que o desenvolvimento da região deveria colocar o homem amazônico no centro das políticas públicas e das estratégias econômicas.
Com sua trajetória marcada pela valorização da Amazônia, Samuel Benchimol também deixa marcado em seu legado o título de um prêmio que reconhece pessoas, instituições e projetos dedicados ao desenvolvimento sustentável da região: os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente.
Em 2026, o Prêmio Professor Samuel Benchimol selecionará três propostas vencedoras que receberão R$ 20 mil cada para aplicação no desenvolvimento dos projetos. Já a categoria honorífica reconhecerá personalidade que se destacou pela contribuição efetiva ao desenvolvimento da região amazônica, reforçando a importância da inovação, do empreendedorismo e da produção de conhecimento voltados aos desafios e oportunidades da Amazônia. Conheça o prêmio AQUI.
Daniel Olentino, do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Foto: Daniel Olentino/Acervo pessoal
As mudanças climáticas deixaram de ser uma projeção distante para se tornarem um fenômeno observado diariamente em diferentes regiões do país. Secas históricas, incêndios mais intensos, alterações no regime de chuvas e novas pressões sobre ecossistemas naturais têm mobilizado a comunidade científica em busca de respostas para um dos maiores desafios da atualidade.
Em alusão ao Dia Nacional da Ciência, 8 de julho, três pesquisas apoiadas pelo programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro são destaque na investigação de impactos ambientais em diferentes biomas brasileiros e ajudam a compreender como espécies, ecossistemas e comunidades podem responder às transformações em curso.
Criado para apoiar pesquisas de campo voltadas à conservação da biodiversidade, o programa já apoiou mais de 200 pesquisadores em diferentes regiões do país. A iniciativa busca fortalecer a produção de conhecimento científico aplicado à conservação e à gestão ambiental, aproximando universidades, unidades de conservação, comunidades locais e tomadores de decisão. As inscrições para a nona edição do programa permanecem abertas até 30 de julho de 2026.
Rosa Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO, diz que apoiar pesquisas como essas significa investir na formação de pesquisadores e na produção de conhecimento capaz de responder a questões concretas da conservação.
“O programa Bolsas FUNBIO caminha para a primeira década de existência e nos dá enorme satisfação ver como o apoio a pesquisas de campo pode impulsionar a trajetória de jovens pesquisadores dedicados à conservação em todo o país. Gerar conhecimento e conexões, estimular o desenvolvimento de habilidades é, para nós, o maior legado da iniciativa, que tem como parceiro fundamental o Programa Fonseca de Liderança do GEF”.
Pesquisas na Amazônia
Na Amazônia, o pesquisador Daniel Olentino, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), investiga de que forma eventos hidrológicos extremos podem afetar uma atividade considerada referência mundial em uso sustentável dos recursos naturais: o manejo comunitário do pirarucu.
A pesquisa será realizada em comunidades localizadas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, duas das mais importantes áreas protegidas da Amazônia brasileira. O objetivo é compreender se eventos extremos estão associados à redução da captura do pirarucu, à diminuição da renda gerada pela atividade e ao aumento dos custos operacionais do manejo.
“Nos últimos anos, a Amazônia tem vivenciado secas cada vez mais severas, que afetam o modo de vida das comunidades, a logística da produção e o acesso aos recursos naturais. O que buscamos compreender é como essas mudanças podem estar impactando uma atividade que é fundamental para a conservação e para a geração de renda em áreas protegidas da região, bem como quais estratégias podem contribuir para enfrentar esses desafios”, afirma Daniel Olentino.
Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá
Além de avaliar indicadores econômicos e produtivos, o estudo irá documentar a percepção dos pescadores sobre os impactos das secas e as estratégias utilizadas para manter a atividade. Os resultados poderão contribuir para futuras ações de adaptação climática em territórios amazônicos.
Sentinelas ambientais brasileiros
Entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, outra pesquisa busca compreender como dois fenômenos que tendem a se intensificar em um cenário de mudanças climáticas (a seca e o fogo) podem alterar ecossistemas de montanha considerados especialmente vulneráveis.
Desenvolvido por Anna Luzia Souza Ehms de Abreu, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o estudo está sendo realizado nos campos de altitude do Parque Nacional do Itatiaia.
Esses ambientes são conhecidos como sentinelas ambientais porque costumam responder de forma mais intensa às alterações climáticas, registrando rapidamente mudanças relacionadas à temperatura e ao regime de precipitações. Apesar dessa condição, ainda existem poucas pesquisas dedicadas a entender como esses ecossistemas podem reagir ao aumento da frequência de eventos extremos.
A relevância da área vai além da biodiversidade. O parque abriga nascentes dos rios Aiuruoca, Campo Belo e Preto, importantes para a manutenção de serviços hidrológicos e para o abastecimento de água em partes dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os resultados poderão apoiar ações de conservação, restauração ecológica e planejamento da gestão do fogo em unidades de conservação de montanha, além de contribuir para compreender como a biodiversidade responde a cenários ambientais cada vez mais extremos.
No ambiente marinho, a pesquisadora Ana Cristina Lazzari Chiovatto, doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), investiga uma ameaça menos evidente, mas crescente para os recifes de coral: a benzofenona-3 (BP-3), substância amplamente utilizada em protetores solares e outros produtos de uso cotidiano.
Reconhecidos entre os ecossistemas mais biodiversos do planeta, os recifes de coral já enfrentam ameaças relacionadas ao aquecimento dos oceanos, acidificação marinha e eventos de branqueamento. A pesquisa busca entender como a exposição à BP-3 pode afetar estágios extremamente sensíveis do ciclo de vida de corais brasileiros.
A pesquisa investigará alterações morfológicas, fisiológicas e comportamentais, além dos impactos sobre o assentamento larval, etapa fundamental para a formação de novas colônias e para a manutenção dos recifes.
Os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de protocolos de monitoramento ambiental, ampliar o conhecimento sobre contaminantes emergentes em ambientes marinhos e subsidiar discussões sobre o uso de determinados compostos em áreas costeiras sensíveis.
Manaus (AM) recebe, nesta quinta-feira (23), o último painel do Amazônia Que Eu Quero (AMQQ) 2026. O encontro será realizado das 14h às 16h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, e reunirá especialistas para discutir o subtema “Democracia na era digital: como as novas tecnologias influenciam o seu voto?”.
Promovido pela Fundação Rede Amazônica, o debate integra a programação do Digital Summit Experience (DSX) 2026 e encerra o ciclo de painéis realizados nas capitais da Amazônia Legal. A proposta é aproximar a sociedade de temas cada vez mais presentes no cotidiano, como inteligência artificial, algoritmos, segurança digital, desinformação e o impacto das novas tecnologias na formação da opinião pública. O painel terá transmissão ao vivo pelo g1 Amazonas, permitindo que o público acompanhe as discussões de qualquer lugar.
A mediação será da jornalista e coordenadora do Amazônia Que Eu Quero, Ruthiene Bindá, que destaca que o objetivo do encontro é ajudar a população a compreender como as tecnologias influenciam o acesso à informação e, consequentemente, as decisões tomadas pelos cidadãos.
“É isso que a gente quer descobrir. Por isso, fomos atrás de especialistas que possam trazer conhecimento técnico sobre inteligência artificial e sobre a entrega dos algoritmos. Quando a gente vê algo na rede social, de repente aquele conteúdo começa a aparecer com mais frequência para você. Queremos entender como isso acontece e quais são os impactos dessas tecnologias na forma como consumimos informação e construímos nossas opiniões”, afirma.
Imagem: Divulgação
O painel contará com a participação da juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e presidente da Comissão de Enfrentamento à Desinformação, Mônica Câmara do Carmo; do diretor da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), especialista em Inteligência Artificial e Cibersegurança, Jucimar Maia da Silva Jr.; e do advogado, professor e presidente da Comissão de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Helso do Carmo Ribeiro Filho.
Ao longo do encontro, os especialistas vão discutir como as novas tecnologias vêm transformando a forma como as pessoas acessam informações, interagem nas redes sociais e participam da vida democrática. O debate também abordará temas como inteligência artificial, algoritmos, desinformação e segurança digital, buscando aproximar essas discussões da realidade da população.
Canvas
Além do painel, o Amazônia Que Eu Quero realiza, na sexta-feira (24), das 9h às 11h, uma edição do Canvas de Políticas Públicas, no estande da Rede Amazônica, no Centro de Convenções Vasco Vasques.
A atividade reunirá estudantes da Faculdade La Salle, que participarão de uma dinâmica em grupo para construir propostas relacionadas aos desafios da sociedade na era digital. A iniciativa incentiva o diálogo, a troca de experiências e a reflexão sobre temas que impactam o cotidiano da população. As contribuições desenvolvidas pelos participantes irão integrar o Caderno de Soluções do projeto.
Sobre o Amazônia Que Eu Quero
Criado em 2018, o Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica e do Grupo Rede Amazônica que promove educação política por meio do diálogo entre diferentes setores da sociedade, incentivando a participação popular e a construção de soluções para os desafios da região amazônica.
Na edição de 2026, o programa tem como tema “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral” e busca ampliar o debate sobre os impactos da transformação digital na vida dos cidadãos, fortalecendo a participação social e contribuindo para a construção de propostas para a Amazônia.