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Conab e MMA lançam primeira chamada pública do PSA Pirarucu

Foto: Adriano Gambarini/OPAN

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram, no dia 6 de maio, a Chamada Pública nº 01/2026 do Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) da Sociobiodiversidade relacionados ao manejo comunitário do pirarucu (Arapaima gigas) no Amazonas, o PSA Pirarucu.

O projeto tem como objetivo valorizar os serviços ambientais prestados por comunidades que atuam na conservação da espécie, fortalecendo a sociobioeconomia e gerando renda.

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Por meio da iniciativa, associações, cooperativas, colônias de pescadores e manejadores e manejadoras do pirarucu poderão ser remunerados pela manutenção dos estoques naturais da espécie e conservação dos ecossistemas aquáticos em áreas protegidas do território amazônico.

A Chamada Pública busca convocar e habilitar as organizações com atividades regulamentadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a fim de que possam aderir voluntariamente ao programa e receber pelos serviços ambientais prestados em 2025.

No âmbito do PSA Pirarucu, são considerados serviços ambientais prestados por manejadores e manejadoras o planejamento participativo anual no manejo; o zoneamento de lagos e ambientes aquáticos; a contagem e o monitoramento de estoques da espécie; a vigilância comunitária ambiental e territorial; e a pesca controlada e a comercialização formal.

Leia também: Gygas: aplicativo amazônida dá “CPF” ao pirarucu e garante rastreabilidade

PSA Pirarucu: como se inscrever

Para participar, a organização deve ter cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) da Conab e seu representante, no Portal Gov.br. O cadastramento no Sican vai até o dia 30 de setembro.

Como parte das atividades, a Conab realizou, entre os dias 7 e 8 de maio, a oficina de apresentação do programa em Manaus.

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Foto: Reprodução/Embrapa

Sobre o programa

Construído pela atuação conjunta do MMA, da Conab, do Ibama e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com participação de manejadores e manejadoras, organizações comunitárias e organizações parceiras que atuam na cadeia do pirarucu no Amazonas, o Programa se insere no Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio).

Entre as missões do Plano, está o reconhecimento do protagonismo de povos indígenas, comunidades tradicionais, pescadores e agricultores familiares na conservação e manejo sustentável da biodiversidade.

*Com informações da Conab

Antônio José Pereira Sotto Mayor: presidente da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas – 1914

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Sem o concurso e o trabalho pertinaz de homens incansáveis em suas ações, não seria possível as conquistas de 1914. Sem a existência de pessoas como Antônio José Pereira Sotto Mayor, que presidiu a Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas nesse período, não teria alcançado êxito.

O declínio da borracha na Amazônia, já a partir de 1910, foi um complicador comum para sua administração. Nos primeiros meses, a notícia causou muitas controvérsias e que dominava entre nós a crença de que a Hévea da Amazônia não se adaptaria facilmente em qualquer outra região. Além do mais, os próprios técnicos norte-americanos asseguravam que o “Produto de Plantação jamais chegaria a ser artigo considerável de consumo”.

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Enquanto vinham à baila pontos de vista assim desencontrados, Wickham e outros faziam as intensas experiências nos viveiros, contando para isso com amplos recursos financeiros. Assim é que de quatro toneladas iniciais em 1900, subestimadas inclusive por técnicos americanos, a produção inglesa cresceu de um ano para outro à semelhança de uma avalanche: em 1910, 8.200; em 1920, 304.816; em 1930, 800.808 toneladas.

Crescimento que em momento algum sofreu solução de continuidade como determinação inexorável.

Casa Sotto-Mayor. Escritório e Armazém, Rua Quintino Bocaiúva, 45 e 47. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Evidentemente assim, aconteceu que a produção brasileira entrou em colapso. Era a famosa queda da borracha com todo seu cortejo de horrores para o comércio local. De 37. 938 toneladas, em 1910, fomos diminuindo para 23. 216, em 14.260, em 1930, até o cúmulo dos absurdos de 6.500 toneladas.

Diante de tamanha desigualdade de produção entre o poderio de além fronteiras e a falta de absoluto planos de defesa da Hévea, não foi possível resistir por muito tempo. Eram grandes as dificuldades do presidente Antônio José Pereira Sotto Mayor. Centenas de organizações comerciais desapareceram na voragem das falências. Deu-se o êxodo dos seringais. Só os heróis permaneceram às margens dos altos rios, lutando sem tréguas pela sobrevivência.

Manaus experimentou dias amargos, com seu principal produto de exportação cotado a preços irrisórios e com os demais produtos como a castanha, a madeira, as oleaginosas, peles e couros explorados pelos abutres da negociata em tais emergências, deixou de ser aquele capital deslumbrante de que falavam com exaltação os visitantes ilustres. O nosso porto quase sem movimento. Escassas as arrecadações da Fazenda Estadual. Em consequência disso o funcionalismo em atraso por vários meses. Teatro Amazonas sem condições de contratar companhias, como fizera desde a inauguração.

Casa Sotto-Mayor. Vista interior. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Depósito de madeiras e materiais. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

O decênio 1915 – 1925, transcorreu assim, em meio às mais aflitas provações. Desapareceram no sorvedouro das falências, ensejando o desespero a capitalistas e o desemprego de assalariados, centenas de casas comerciais em especial aviadores da borracha, até então, consideradas verdadeiras potências do crédito, interessadas na exportação da borracha que chegou a empalheirar com outras exportações, desapareceram.

O magistral presidente de 1914, que será sempre lembrado por outras gerações passadas e futuras, deu o seu esmerado trabalho para manter o Hospital Português com o principal condutor de tempo e ação, tendo escrito sua difícil história de significados diferentes para aquela geração. Suas conquistas no campo da medicina naquela época, foi fenomenal, com grandes nomes de profissionais atuando no seu corpo clínico e cirúrgico.

Foram esses portugueses incansáveis, dentre eles está Antônio José Pereira Sotto Mayor que trabalharam pelo Hospital Português, foram homens que se prendiam à terra e aqui deram seus ossos. Não foram aventureiros para uma divisão passageira, mas, cidadãos que se entregaram as preocupações de toda sorte para manter vivo o hospital, como autêntico artífices de uma jornada. Porque na verdade não foram apenas os imigrantes de ontem, foram sim dedicados a causa lusitana.

Hospital Beneficente Portuguesa em Manaus.
Hospital Beneficente Portuguesa em Manaus. Foto: Divulgação/HPAM

Antônio José Pereira Sotto Mayor presidiu o hospital com espírito de coragem e decisão pelo sentimento da pátria mãe, ele serviu a comunidade com dedicação e esmero excelsas virtudes que ele consagrou aos diretores de sua época. A continuada saga da colônia portuguesa em Manaus, para construção material e espiritual foi simplesmente notável. Desde os primeiros tempos quando vendiam flores, hortaliças e frutas produzidas nos jardins, horta e pomar existentes no próprio terreno do hospital, para prosseguir na construção e manter o seu funcionamento, todos esses e outros tantos gestos heróicos e deslumbrantes desse português. Foi administração de dificuldades, porém, profícua.

A Casa Comercial Sotto Mayor tinha como nome empresarial Sotto Mayor, Ferreira & Cia, era especializada em materiais de construção e funcionava escritório e armazém na Rua Quintino Bocayuva, n. 45 e 47, com um completo sortimento de Pinho Branco, Pinho de Riga para assoalho, convés, forro, divisão, pranchões, pernamancas de todos os tamanhos madeira de cedro, pregos, tubos de grés, tubos de ferro galvanizado, telhas de maselha, soleiras, degraus, lagedo, bordadura de Lisboa, cal virgem, cal nacional, cimento, latrinas, telhas de zinco, ferragens, tinta e vernizes.

Antônio José Sotto Mayor nasceu em Viana do Castelo, Portugal, imigrou para o Brasil no final do século XIX, no Brasil contraiu núpcias com a senhora Celeste Sotto Mayor Fernandes e trouxe ao mundo os seguintes filhos: Jorge Sotto Mayor e Roberto Sotto Mayor (vivos), Walter Sotto Mayor, José Sotto Mayor, Vitor Sotto Mayor e Deolinda Sotto Mayor (falecidos).

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Em Portugal a família foi proprietária do Banco Sotto Mayor, que na ditadura de Antônio de Oliveira Salazar, professor e chefe de diversos ministérios e Presidente do Conselho de Ministros do Governo Ditatorial do Estado Novo, o Banco Sotto Mayor foi estatizado.

Bem haja, a memória do lusitano Antônio José Pereira Sotto Mayor.

Leia também: Memória Iconográfica do Grupo Rede Amazônica no estado de Rondônia

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Manaus concentra avanço recente e padrão de surtos do vírus Oropouche, apontam estudos

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Manaus é considerada o epicentro recente da doença. Foto: Csiro Division/Wikimedia Common

O vírus Oropouche infectou mais de 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025, mais do que o total de casos oficialmente registrados. No Brasil, seriam cerca de 5,5 milhões de infecções, de acordo com um estudo coordenado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Manaus (AM) despontou como o epicentro recente da transmissão, com um total de infecções até 200 vezes maior que o de casos confirmados.

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Surtos da doença registrados em Manaus influenciam na classificação

febre do oropouche - maruim - manaus amazonas
Foto: Gato Júnior/Rede Amazônica AM

A capital amazonense registrou dois grandes surtos, em 1980 e 1981 e em 2023 e 2024, ambos com pico na estação chuvosa, atingindo mais de 12% da população.

Entre o fim de 2023 e meados de 2024, a proporção de pessoas com anticorpos contra o Oropouche mais que dobrou, passando de 11,4% para 25,7%.

Leia também: Avanço da febre Oropouche na Amazônia é investigado por pesquisadores no Amapá

Em regiões remotas da Amazônia, o acesso limitado aos serviços de saúde contribui para que muitos casos não sejam diagnosticados.

Transmitida por maruins, também chamados de mosquitos-pólvora (Culicoides paraensis), a febre do Oropouche causa sintomas semelhantes aos da dengue e pode evoluir para quadros graves, com complicações neurológicas, materno-fetais e risco de morte (FM-USPNature Medicine, 24 de março).

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp

Justiça derruba decisão do TCE que exigia licitação na venda de ingressos para Festival de Parintins

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica Am

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) confirmou a decisão que mantém a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda. responsável pela venda de ingressos do Festival de Parintins. A Corte também anulou de forma definitiva a medida do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que previa mudanças no processo de comercialização dos bilhetes.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno do TJAM e confirmou a liminar concedida em dezembro de 2024 pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes. Na época, o magistrado já havia suspendido os efeitos da medida cautelar do TCE-AM, que defendia a realização de licitação para escolha de uma nova empresa responsável pela venda dos ingressos do festival.

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Foco no Festival

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o contrato firmado entre a Amazon Best e os bois-bumbás Caprichoso e Garantido envolve apenas entidades privadas e não há comprovação de uso de recursos públicos na venda dos ingressos. Por isso, segundo a Corte, o TCE-AM extrapolou sua competência ao interferir na relação comercial.

A ação foi apresentada pela Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., que alegou possuir contrato de exclusividade com os bois para comercialização dos ingressos. A empresa afirmou que a receita da bilheteria não é pública e que a exigência de licitação violava princípios da livre iniciativa e da legalidade.

Na decisão, a relatora do processo, juíza convocada Ana Maria de Oliveira Diógenes, destacou que os tribunais de contas podem fiscalizar apenas atos ligados à administração pública e à gestão de recursos públicos.

Leia também: 8 curiosidades sobre o Bumbódromo, a arena do Festival de Parintins

Segundo ela, o fato de o Festival de Parintins ocorrer em um espaço público, como o Bumbódromo, não transforma automaticamente contratos privados em contratos administrativos.

O acórdão também aponta que não houve comprovação de repasse de dinheiro público à empresa responsável pela venda dos ingressos nem indícios de prejuízo aos cofres públicos.

Bumbódromo de Parintins - onde ocorre o festival folclórico
Festival ocorre sempre em junho. Foto: Divlgação/Arquivo Secom AM

Entenda o caso

A disputa começou em dezembro de 2024, quando o Governo do Amazonas publicou um edital para contratar uma nova empresa para vender os ingressos do festival, após recomendação do TCE-AM.

Na época, os bois Caprichoso e Garantido enviaram uma notificação extrajudicial à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), contestando a medida.

As associações afirmaram que a venda dos ingressos era responsabilidade exclusiva dos bois, com base nos direitos autorais e no direito de arena das apresentações.

Os bumbás também alegaram que a troca da empresa responsável poderia prejudicar o repasse de recursos usados na realização do festival.

Ainda em dezembro, o desembargador Flávio Pascarelli concedeu liminar suspendendo a decisão do TCE-AM. O magistrado entendeu que a mudança poderia causar prejuízos financeiros e comprometer a organização do festival.

Agora, o Tribunal Pleno confirmou esse entendimento e tornou definitiva a suspensão da medida do Tribunal de Contas.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade

Projeto do Amapá que transforma caroço de açaí em energia. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) vem dando novo destino a resíduos orgânicos, entre eles o caroço de açaí, ao convertê-los em biogás. Implantada na área da Expofeira, a proposta recebeu recentemente certificação que atesta sua viabilidade técnica e econômica, etapa que possibilita a expansão e a aplicação mais ampla da tecnologia.

A iniciativa opera por meio de um biodigestor responsável por tratar materiais como caroços de açaí, cascas de frutas e outros restos orgânicos. A partir da decomposição controlada desses resíduos, é produzido biogás, que pode ser utilizado em substituição ao gás de cozinha tradicional ou transformado em energia elétrica.

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Segundo o pesquisador Menyklen Penafort, o biogás precisa passar por purificação e se transforma em biometano, ou seja, pode substituir o botijão de gás GLP, conhecido como gás de cozinha.

“É o biometano que tem a energia de transformação de todo esse sistema num potencial para utilizarmos como substituto do botijão de gás de cozinha”, disse.

Leia também: Produtor do Amapá transforma caroço de açaí em carvão

O pesquisador Menyklen Penafort. Foto: Carlos Cardozo/ Rede Amazônica

Como o caroço de açaí vira energia?

Coleta dos resíduos: são reunidos resíduos orgânicos da Amazônia, como caroço de açaí, casca de coco, casca de mandioca, castanha e até caroço de manga. Esses materiais seriam descartados, mas passam a ser usados como matéria-prima.

Inserção no biodigestor: os resíduos são colocados em um biodigestor, equipamento que controla o processo de decomposição. Dentro dele, microrganismos quebram a matéria orgânica em ambiente sem oxigênio (processo chamado de digestão anaeróbica).

Produção do biogás: durante a decomposição, é liberado um gás rico em metano, chamado biogás. Esse gás pode ser usado diretamente como combustível ou convertido em energia elétrica.

Purificação: o biogás passa por um processo de limpeza para retirar impurezas. Após a purificação, ele se transforma em biometano, com qualidade suficiente para substituir o gás de cozinha (GLP).

Aproveitamento energético: o biometano pode ser usado em fogões, geradores de energia ou até em veículos adaptados. Assim, resíduos que seriam descartados se tornam uma fonte renovável de energia.

Leia também: Multifunções? Potencial do caroço de açaí é estudado no Amapá: do asfalto a produção de energia

Projeto utiliza resíduos orgânicos da Amazônia para gerar energia limpa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Expansão do projeto

A proposta é levar a tecnologia para municípios do interior, como Laranjal do Jari, Porto Grande, Mazagão e Oiapoque.

“Apesar de exigir investimento, o biogás pode ser aplicado em pequenas comunidades com apoio de políticas públicas. É como a energia solar há 30 anos: parecia distante, mas hoje é acessível”, explicou o pesquisador.

A estudante de engenharia de produção Tays Sousa destacou o papel da equipe jovem no projeto.

“Nosso trabalho é otimizar a produção de biogás e reduzir custos. O certificado de viabilidade facilita parcerias e ajuda a difundir a tecnologia pela Amazônia”, afirmou.

Estudante de engenharia de produção Tays Sousa. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

O projeto é considerado inovador devido a utilização de resíduos típicos da Amazônia. A equipe também planeja oferecer cursos técnicos de operador de biodigestor e biogás a partir de 2026.

“Praticamente no mundo todo não existe biogás de açaí, de côco ou de castanha. Estamos fazendo isso aqui no nosso estado”, disse Penafort.

Leia também: Pesquisa maranhense transforma lodo de esgoto em fonte de energia sustentável

O projeto também dialoga com o futuro da matriz energética do estado. A iniciativa surge em um momento em que o estado se prepara para receber investimentos na exploração de petróleo.

“O Amapá deve receber investimentos em petróleo, mas queremos que seja também palco de produção sustentável, com biogás de resíduos da Amazônia”, disse Penafort.

Projeto da Ueap vai transformar resíduo orgânico em energia e gás de cozinha durante a Expofeira. Foto: Divulgação/Ueap

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

AMQQ promove Canvas de Políticas Públicas sobre democracia digital durante o Bioeconomy Amazon Summit 2026, em Belém

Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza, no próximo dia 12 de maio, em Belém (PA), o Canvas de Políticas Públicas do projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), integrando a programação oficial do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026. A atividade será conduzida pelo coordenador de projetos da FRAM, Matheus Aquino, e reunirá estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém para debater o tema “Democracia na Era Digital e os desafios para o desenvolvimento sustentável na Amazônia”.

O encontro acontece das 8h30 às 11h30, no Parque da Bioeconomia, localizado na Avenida Marechal Hermes, dentro da programação fechada do BAS 2026, e propõe uma construção colaborativa de reflexões e propostas voltadas aos impactos da transformação digital na governança, na participação cidadã e na formulação de políticas públicas para a região amazônica.

A iniciativa integra a atuação estratégica do Amazônia Que Eu Quero na promoção de espaços de escuta qualificada, diálogo institucional e participação social, fortalecendo debates conectados aos desafios contemporâneos da Amazônia e às agendas de inovação, sustentabilidade e cidadania digital.

Participação jovem e construção coletiva

A participação de estudantes do Centro Universitário Estácio de Belém reforça o compromisso do projeto com a formação de novas lideranças e com o incentivo ao protagonismo jovem nos debates sobre desenvolvimento regional e transformação social na Amazônia.

Para o coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino, a realização do Canvas dentro do BAS amplia o alcance das discussões sobre participação cidadã e desenvolvimento sustentável.

“Promover esse espaço de construção coletiva dentro de um evento internacional como o BAS fortalece o diálogo entre juventude, academia e sociedade civil sobre os desafios da Amazônia contemporânea. A democracia digital e a participação cidadã são temas fundamentais para pensar soluções sustentáveis e conectadas à realidade da região”, destacou.

Matheus Aquino também ressaltou a expectativa da Fundação Rede Amazônica em relação às contribuições que serão construídas durante a atividade.

“A expectativa é estimular reflexões estratégicas e incentivar a participação dos estudantes na construção de ideias e propostas que dialoguem com os desafios reais da Amazônia. O Canvas é uma ferramenta importante para aproximar diferentes perspectivas e fortalecer debates sobre inovação, cidadania e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Além do Canvas de Políticas Públicas, a programação do Amazônia Que Eu Quero em Belém contará, no dia 13 de maio, com a realização do Painel AMQQ Pará, ampliando os debates sobre democracia digital e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica, com apoio do Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026 e do Centro Universitário Estácio de Belém.

Roraima ganha 1ª estação de pré-embarque de gado vivo e entra para o mercado internacional

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Estação funciona no Cantá e é administrada pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Roraima passou a contar com a primeira Estação Pré-Embarque (EPE) credenciada para exportação de gado vivo no estado. A estrutura, localizada no município do Cantá, representa uma nova etapa para a pecuária.

As operações na EPE começaram esta semana, com o envio de 74 cabeças de gado para Georgetown, capital da Guiana. O espaço é administrado pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. A Estação Pré-Embarque funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária obrigatório para a exportação de animais vivos.

Leia também: Roraima atinge marca histórica de rebanho bovino com 1,3 milhão de cabeças de gado

Gado em Roraima
Gados de Roraima agora contam com unidade que funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária para a exportação.Foto: Ascom/Aderr

A unidade é autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reúne uma série de exigências relacionadas à saúde animal, bem-estar e rastreabilidade do rebanho. Segundo o presidente da cooperativa, Simeão Peixoto, a implantação da estação abre um novo mercado para os produtores locais.

“É um divisor de águas. Antes, os pecuaristas ficavam limitados ao frigorífico local. Agora, estamos expandindo o mercado para pequenos, médios e grandes produtores. Já exportamos mais de 800 animais e pretendemos ampliar ainda mais”, afirmou.

A iniciativa surgiu a partir da demanda observada em países vizinhos, como Guiana e Venezuela, interessados na compra de gado brasileiro. No entanto, sem uma estação pré-embarque credenciada, Roraima não podia participar desse mercado internacional.

A estrutura foi construída seguindo as normas do Mapa e também as exigências sanitárias dos países importadores. Atualmente, a EPE possui quatro currais e capacidade estática para até 900 animais.

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Bem-estar animal e dieta dos gados

O zootecnista e consultor técnico Diógenes Cardoso explicou que o projeto prioriza o conforto dos bovinos durante o período de permanência no local.

“Cada animal possui cerca de 20 metros quadrados de área, acima do exigido pelo Ministério da Agricultura. O espaço conta com sombreamento, piso de cascalho e áreas adequadas de alimentação justamente para reduzir o estresse térmico e garantir bem-estar”, destacou.

Os animais permanecem no local por pelo menos sete dias antes da viagem. Durante esse período, passam por exames sanitários, controle alimentar, vacinação e monitoramento técnico.

A alimentação também faz parte da preparação para o transporte internacional. Os bovinos recebem silagem de milho, ração balanceada, suplementação mineral e hidratação contínua para evitar perda de peso e desgaste físico durante o trajeto.

“A hidratação é fundamental. Os animais embarcam alimentados e preparados para suportar a viagem com o mínimo de estresse possível e chegar ao destino mantendo a condição corporal”, explicou Diógenes.

Gado recebendo vacinação contra febre aftosa. Foto: Governo do Mato Grosso

Fiscalização e controle sanitário

Além do manejo, a documentação sanitária é uma das etapas mais rigorosas do processo. O tesoureiro da cooperativa e responsável pela documentação, Bruno Alan Ribeiro, explicou que a exportação só é autorizada após o cumprimento de todas as exigências técnicas do país importador e do Ministério da Agricultura.

“São realizados exames, vacinações e monitoramento diário durante a quarentena. Depois disso, toda a documentação é emitida juntamente com o Mapa e a Receita Federal. Só então o lote é autorizado para exportação”, afirmou.

Futuras exportações

A cooperativa informou que pretende ampliar as operações e iniciar, futuramente, a exportação de gado vivo também para a Venezuela. Segundo Simeão, já existe um projeto para exportação inicial de cinco mil animais para o país vizinho.

*Por Wéllida Campos, da Rede Amazônica RR

MPF e entidades recomendam memorial para Bruno Pereira e Dom Phillips no Amazonas

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Imagem: Reprodução/Museu Nacional dos Povos Indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) e entidades indígenas e de imprensa recomendaram que o governo federal construa um memorial em homenagem ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips. O espaço deve ser erguido no local onde os dois foram assassinados em 2022, às margens do Rio Itacoaí, no Vale do Javari (AM).

Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição na terra indígena Vale do Javari, que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022.

O pedido é apoiado por entidades, entre elas a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ARTIGO 19, Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados (OPI), Instituto Dom Phillips e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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A recomendação pede que a Presidência da República e os ministérios Defesa, da Casa Civil, de Direitos Humanos e Cidadania e dos Povos Indígenas apresentem, apresentem, em até 45 dias, um plano para a construção do memorial. O projeto deve incluir consulta e participação dos familiares. A obra precisa ser concluída até 3 de julho de 2026, data que marca o fim da Mesa de Trabalho Conjunta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O texto também sugere ainda que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheça o local do memorial como patrimônio cultural, pelo valor simbólico e espiritual para os povos indígenas da região.

Leia também: Conheça o Vale do Javari, terra indígena com maior concentração de povos indígenas isolados do mundo

memorial bruno e dom no amazonas
Memorial é uma forma de homenagem e alerta. Fotos: Reprodução

Recomendação do memorial

A recomendação se baseia na Medida Cautelar 449-22 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Em 2022, a Comissão pediu que o Brasil protegesse Bruno e Dom, estendendo depois a proteção a outros membros da Univaja.

O memorial integra um plano de ação que prevê retratação do Estado e criação de espaços de memória para evitar novas violações. Segundo a recomendação, a reparação inclui monumentos que preservem a verdade histórica e ajudem a prevenir crimes.

O documento aponta falhas na atuação do Estado brasileiro, incluindo a omissão inicial nas buscas por Bruno e Dom, e as dificuldades operacionais apresentadas anteriormente por órgãos militares na viabilização da construção do memorial.

Leia também: Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira incentiva produções indígenas e comunitárias

O Comando Militar da Amazônia e a Marinha alegaram dificuldades técnicas e logísticas, como variação do nível do rio e complexidade do solo. Para as instituições que assinam a recomendação, eventuais dificuldades são secundárias diante da necessidade de reparação simbólica e do dever estatal de não repetição de violações.

As autoridades têm 30 dias para responder se vão cumprir a recomendação sobre a construção do memorial.

A Assessoria do Ministério da Defesa informou e que é preciso consultar o Ministério da Cidadania e dos Povos Indígenas.

Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que recebeu o ofício do Ministério Público Federal e como o documento está em análise pela equipe técnica, o Instituto não pode se manifestar.

O caso

Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição para uma investigação na Amazônia. Dom escrevia o livro “How to save the Amazon?” (Como salvar a Amazônia?). O objetivo era mostrar como povos indígenas fazem para preservar a floresta e se defender de invasores.

Na viagem de campo, os dois foram vistos pela última vez quando passavam em uma embarcação pela comunidade de São Rafael. De lá, seguiam para Atalaia do Norte. A viagem de 72 quilômetros deveria durar apenas duas horas, mas eles nunca chegaram ao destino.

Os restos mortais dos dois foram achados em 15 de junho de 2022. A polícia concluiu que eles foram mortos a tiros, e seus corpos, esquartejados, queimados e enterrados.

As investigações apontam que Rubén Dário, conhecido como Colômbia, foi o mandante do crime e chefiava uma organização criminosa envolvida em pesca ilegal na região.

Também foram denunciados pelo MPF os pescadores Eliclei Costa de Oliveira, Amarílio de Freitas Oliveira, Otávio da Costa de Oliveira e Edivaldo da Costa Oliveira por usarem um menor de idade para ajudar a ocultar os cadáveres de Bruno Pereira e Dom Phillips. Eles também foram denunciados pelo delito de ocultação de cadáveres.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Cantora Lily Allen quer conhecer Patixa Teló, a ‘Rainha do Amazonas’, em sua passagem no Brasil

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Foto: Seatgeek e Reprodução/Instagram-eupatixa

A cantora britânica Lily Allen causou alvoroço nas redes sociais nesta segunda-feira (11), após ser confirmada como uma das atrações no festival Primavera Sound São Paulo 2026. Em uma publicação na rede social ‘X’, a artista britânica se mostrou feliz com a notícia e afirmou que pretende realizar uma lista de desejos em seu retorno ao país, entre eles, conhecer Patixa Teló, influenciadora digital do Amazonas.

Na postagem, Lily demonstra empolgação com a vinda à São Paulo e menciona o nome de Patixa, perguntando inclusive se alguém possui o número de telefone da influenciadora.

Leia também: Das ruas do Centro de Manaus ao cenário nacional: quem é Patixa Teló?

A vontade de Lily em conhecer Patixa mostra a força do nome da influenciadora digital, que possui mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e é uma das personagens consideradas das mais carismáticas da internet, além de ser considerada símbolo de irreverência, representatividade e superação.

Lily Allen será uma das atrações principais do Primavera Sound São Paulo 2026, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. De acordo com o cartaz do festival, a cantora levará ao palco os principais sucessos do álbum ‘West End Girl‘, o mais recente lançado pela artista.

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Afinal, quem é Patixa Teló?

Patixa Teló é uma mulher trans natural de Juruti, município do Pará. Última de cinco filhos de sua mãe, a dona Iraci, é a única com uma condição especial: tem Síndrome de Down.

Patixa Teló no BBB 26
Patixa Teló, em visita especial na casa do Big Brother Brasil 2026. Foto: Gshow

E o que poderia ser um fator de dificuldade acabou se tornando um símbolo de inclusão e representatividade. Para ajudar no sustento da casa, Patixa começou a trabalhar em lojas do Centro de Manaus, como um tipo de anunciante.

Com um jeito espontâneo e divertido, ela chamava a atenção do público e atraía clientes para a loja, demonstrando ali as suas primeiras habilidades para influenciar pessoas.

Sua atuação no comércio popular na capital amazonense acabou chegando nas redes sociais. Diversos vídeos da celebridade começaram a viralizar nas plataformas digitais. Sua desenvoltura com o público e a forma divertida de se relacionar com as pessoas acabou virando uma marca registrada nas redes sociais, o que contribuiu para que sua imagem começasse a ser uma das mais conhecidas do Amazonas.

Representatividade

O crescimento das postagens rapidamente levou a influenciadora a se reconhecida por onde passava. Pedidos de fotos e interações com o povo manauara começaram a fazer parte da rotina dela, que cada vez mais ganhava notoriedade no cenário local. Influenciadores, famosos e até personalidades políticas começaram a reconhecer Patixa como uma figura que representa o Norte do Brasil.

A fama de Patixa Teló também carrega a promoção pela inclusão e diversidade de gênero, por ter se declarado transexual. Seus seguidores, inclusive, o consideram como a primeira “transdown” do país a alcançar grande notoriedade digital. A visibilidade de Patixa também reforça o combate ao preconceito, a quebra de estereótipos e a celebração da diversidade no país.

Conta Um Conto 2026 prorroga inscrições para estudantes da Amazônia

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Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) prorrogou até o dia 17 de maio as inscrições para o concurso literário Conta Um Conto 2026, iniciativa que incentiva a leitura, a escrita criativa e a reflexão de crianças e adolescentes sobre os desafios, saberes e potencialidades da Amazônia contemporânea.

Voltado para estudantes de 11 a 17 anos, regularmente matriculados no Ensino Fundamental e Ensino Médio, o concurso deste ano propõe o tema “O conto, a Amazônia e a Agenda 2030”, estimulando os participantes a desenvolverem narrativas alinhadas às discussões sobre sustentabilidade, desenvolvimento regional e preservação ambiental.

Os contos devem ser manuscritos, com extensão entre 30 e 60 linhas, e não podem conter identificação no texto. As inscrições e o envio dos documentos devem ser realizados exclusivamente pelo site oficial do concurso, por meio do endereço www.inscricoes.fram.org.br.

A premiação contempla estudantes do Amazonas e dos demais estados participantes da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará. Serão selecionados vencedores nas categorias Ensino Fundamental e Ensino Médio, que receberão tablets como premiação.

A Fundação Rede Amazônica reforça que a inscrição somente será validada mediante envio do Termo de Autorização devidamente assinado pelo responsável legal do participante. O regulamento completo está disponível no site oficial do concurso.

Mais do que estimular a produção literária, o Conta Um Conto busca fortalecer o protagonismo juvenil e ampliar o debate sobre o futuro da Amazônia a partir do olhar das novas gerações.

O Conta Um Conto é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Colégio Lato Sensu Manaus e MSP Estúdios.

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