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Plataforma amplia acesso ao programa Floresta+ Amazônia para povos e comunidades tradicionais

Foto: Leonardo Milano / ICMBio

Pela primeira vez, territórios tradicionais autodeclarados por povos e comunidades tradicionais poderão concorrer ao edital de apoio a projetos locais do programa Floresta+ Amazônia. A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), executada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), recompensa financeiramente quem protege e recupera a vegetação nativa na Amazônia Legal.

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Com recursos que chegam a 96 milhões de dólares em 2026, o projeto apoia a conservação da vegetação nativa e a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) em pequenas propriedades rurais de até quatro módulos fiscais.

Agora, além de territórios demarcados, titulados, unidades de conservação e assentamentos agroextrativistas reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o edital passa a aceitar territórios cadastrados na Plataforma de Territórios Tradicionais.

Reconhecimento

Os editais dessa natureza estabelecem como requisito o reconhecimento ou a titulação formal dos territórios, deixando de fora comunidades que, embora mantenham uma relação histórica, cultural e tradicional com seus territórios, ainda não tiveram seus direitos territoriais formalmente reconhecidos.

Com essa mudança, comunidades autodeclaradas passam a ter a oportunidade de participar do edital, fortalecendo o reconhecimento do direito à autodeclaração territorial e à posse tradicional.

Leia também: Plataforma criada em Rondônia transforma palavras indígenas em dicionários digitais

Foto: Erika Berenguer

Para o procurador da República Wilson Rocha Assis, diretor do Projeto Territórios Vivos, de fomento ao uso da plataforma, “a iniciativa representa um marco para o reconhecimento dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, ao considerar suas formas próprias de ocupação e sua relação histórica e cultural com o território no acesso a políticas públicas e mecanismos de financiamento”.

Plataforma propõe integração

A Plataforma de Territórios Tradicionais é uma ferramenta do Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) que tem o apoio da Cooperação Brasil-Alemanha para Desenvolvimento Sustentável.

Desde junho de 2026, o MPF tem um acordo de cooperação técnica (ACT) com os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Igualdade Racial (MIR) para ampliar o uso da plataforma na implementação de políticas públicas.

Plataforma de Territórios Tradicionais amplia acesso ao programa Floresta+ Amazônia
Arte: Comunicação/MPF

A inclusão dos territórios cadastrados na ferramenta no edital do Floresta+ Amazônia é um exemplo concreto de como a integração de dados e instrumentos públicos pode contribuir para ampliar a participação de povos e comunidades tradicionais nas políticas de desenvolvimento sustentável e acesso a financiamento.

*Com informações do Ministério Público Federal.

Cervejas criadas na Amazônia mostram criatividade e regionalidade; conheça algumas opções

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Foto: uirá uirá via Pixabay

As cervejas desenvolvidas nos estados da Amazônia têm fortalecido o mercado regional, impulsionadas pelo surgimento de microcervejarias e pela valorização dos ingredientes regionais, pois a biodiversidade amazônica se tornou uma das principais fontes de inspiração.

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Assim, as capitais amazônicas registram aumento na criação de fábricas especializadas, ampliando a circulação de rótulos regionais. Esse crescimento também estimula o turismo gastronômico e chama atenção de consumidores interessados em produtos que representem a cultura local.

A influência cultural e ambiental da Amazônia favorece o surgimento de novas receitas, cada uma marcada por características próprias de cada estado. Os rótulos e sabores refletem tradições locais, técnicas modernas e a relação histórica com a floresta.

Leia também: Turismo paraense ganhará Rota Turística da Cerveja em Belém

Nos últimos anos, marcas regionais tem se consolidado e passaram a ocupar espaço em um mercado antes dominado apenas por grandes cervejarias industriais. Esse movimento acompanha tendências nacionais e destaca a força dos insumos amazônicos.

Desenvolvimento das cervejarias e história dos rótulos

Cervejas criadas na Amazônia mostram criatividade e regionalidade; conheça algumas opções
Foto: Reprodução/Cervejaria Rio Negro

No Amazonas, por exemplo, uma das marcas regionais que tem destaque é a Cervejaria Rio Negro, criada com o objetivo de representar a ligação histórica entre a capital e os rios da região. Fundada por empreendedores locais, a marca buscou incorporar ingredientes amazônicos como cupuaçu e castanha em receitas artesanais. O nome faz referência ao principal rio que banha Manaus.

A Tucan Brew é outra cerveja manauara que tem ganhado notoriedade entre os apreciadores por sua linha diversificada que inclui a White IPA Caciquinho e a Witbier Manaós, esta última elaborada com raspas de casca de laranja, sementes de coentro e o fruto amazônico araçá-boi, conferindo aromas e sabores que remetem diretamente à biodiversidade regional

Foto: Reprodução/Cervejaria Cerpa

No Pará, uma das mais cervejas tradicionais é a Cerveja Cerpa, fundada em 1963 em Belém. A marca surgiu durante o período de crescimento industrial da região Norte e se consolidou como uma das principais cervejas amazônicas. Sua história está ligada ao consumo popular e à distribuição nacional, tornando-se referência entre os rótulos paraenses. A Cerpa Export e a Cerpa Prime se tornaram conhecidas por representar o estado em diferentes mercados.

Entre as cervejas artesanais paraenses, destaca-se também a Amazon Beer, que tem chamado atenção no cenário cervejeiro regional por incorporar ingredientes típicos da Amazônia em seus rótulos, como açaí, bacuri, cumaru e priprioca, criando estilos distintos como a Stout de açaí, a IPA Cumaru e a Red Ale Priprioca, que expressam a diversidade de sabores e aromas da floresta na forma de cerveja artesanal. Essa proposta já rendeu à cervejaria reconhecimento em concursos nacionais e mostra como o mercado local vai além das marcas tradicionais, valorizando a identidade paraense e contribuindo para o crescimento da cultura cervejeira no estado.

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No cenário cervejeiro de Rondônia, além das grandes marcas nacionais, destacam-se iniciativas locais como o lançamento da cerveja engarrafada pelo Chopp Coronel Church, que introduziu no mercado rondoniense a versão long neck do seu tradicional triplo malte, agora disponível em bares, restaurantes e supermercados de Porto Velho e região — um movimento que reforça a presença de produtos genuinamente produzidos no estado e aproxima o público da cultura local da produção de cerveja artesanal.

Cerveja engarrafada pelo Chopp Coronel Church carrega identidade rondoniense. Foto: Reprodução/ Facebook – Coroonel Church

No Acre, o crescimento do mercado cervejeiro começa a ganhar corpo com marcas genuinamente locais como a Altaneira, cervejas produzida em Rio Branco que tem se destacado ao lado de eventos culturais e festividades regionais, reforçando sua identidade acreana e conquistando espaço no paladar dos consumidores do estado com um produto 100% feito no território local.

Foto: Reprodução/ Facebook – Cervejaria Altaneira

Outra cervejaria com destaque no Acre é a Seringueira Beer, produzida em Rio Branco. A cerveja busca resgatar a identidade acreana ao incorporar ingredientes e elementos típicos da região, como o uso do látex da seringueira, que faz alusão à principal atividade econômica do estado.

A proposta da marca é inovar ao oferecer um produto artesanal com sabores autênticos e que conectam a história e cultura do Acre. A Seringueira Beer tem se destacado especialmente nos eventos locais e nas feiras regionais, conquistando espaço entre os apreciadores de cerveja artesanal.

Com isso, o crescimento das cervejas amazônicas fortalece eventos regionais e valoriza a produção local. Festivais de gastronomia e encontros de cervejeiros estimulam a troca de experiências entre produtores e aumentam a circulação de produtos criados na região. O impacto cultural pode ser observado na forma como as marcas dialogam com a história e os símbolos de cada estado.

Casal do Amapá encara frio nos Andes durante viagem de moto pela América do Sul

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Gilberto e a esposa durante expedição nos andes. Foto: Gilberto Araújo/Arquivo Pessoal

O técnico em edificações Gilberto Araújo, de 59 anos, e a esposa dele, a historiadora Regiane Araújo, de 55 anos, encararam um desafio sobre duas rodas: cruzaram a América do Sul de moto, saindo da Praia do Goiabal, em Macapá (AP), até alcançar a costa do Oceano Pacífico, no Peru.

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A ideia de atravessar o continente pelo ponto mais difícil — a Cordilheira dos Andes — surgiu após o incentivo de um colega de trabalho de Goiás.

“Quando cheguei do Peru em 2025, já comecei a organizar a próxima viagem. Foi um ano inteiro de programação. A intenção era ir pelo trecho mais desafiador”, relata Gilberto.

Mutações na rota e desafio de 22 dias

Inicialmente, a expedição seria realizada de forma solo. No entanto, seis meses antes da partida, Regiane decidiu acompanhar o marido na aventura. A mudança exigiu uma revisão completa no planejamento para ajustar o itinerário ao período de 30 dias de férias de Gilberto.

“A dona Regiane não estava nos planos no começo. Quando ela decidiu ir, tive que revisar toda a rota porque não dava tempo. No fim, foram 22 dias de estrada. Ela foi muito guerreira, nenhuma mulher da idade dela teria conseguido superar o que ela superou”, destaca o motociclista.

O trajeto exigiu milhares de quilômetros de navegação por estradas de terra no Pará, travessias de balsa e rodovias no Amazonas, Rondônia e Acre, até a entrada no Peru pela alfândega de Assis Brasil (AC).

Leia também: Origem do Rio Amazonas têm ligação com a formação dos Andes

Casal do AP cruza América do Sul de moto e encara frio nos Andes: 'água congelou nos recipientes'
Gilberto e a esposa durante expedição. Foto: Gilberto Araújo/Arquivo Pessoal

Montanhas, altitude e frio extremo

No território peruano, o casal seguiu por cidades como Porto Maldonado e Arequipa, onde enfrentou o relevo acentuado e as baixas temperaturas da Cordilheira dos Andes.

Durante a travessia a quase 5 mil metros de altitude, os dois sentiram os efeitos do “mal da montanha”, caracterizado por fortes dores de cabeça e enjoo, além de temperaturas congelantes.

“Passamos dificuldade a aproximadamente 5 mil metros de altitude e a água congelou nos recipientes. Foi muito frio, precisamos de cinco cobertores para nos aquecer. Mas conseguimos vencer essa etapa”, relembra Gilberto.

Casal encarou o frio dos Andes durante a viagem. Foto: Gilberto Araújo/Arquivo Pessoal

Acidente na Transamazônica e o sentido da estrada

Apesar das complicações com a altitude nos Andes, o casal ressalta que o momento de maior sufoco ocorreu no retorno ao Brasil, na Rodovia Transamazônica (BR-230). Entre Itaituba (PA) e Humaitá (AM), o excesso de poeira e os buracos resultaram em um acidente de moto, exigindo uma mudança rápida de estratégia para concluir o percurso.

“É mais difícil passar pela Transamazônica do que pelas Cordilheiras. É tudo chão, terra e muito buraco. Tivemos um acidente na volta, caímos de moto e precisamos mudar a estratégia, mas conseguimos chegar. Não gosto de romantizar, o sacrifício faz parte da travessia”, afirma.

Excesso de poeira e os buracos resultaram em um acidente de moto durante a viagem. Foto: Gilberto Araújo/Arquivo Pessoal

Mesmo após o susto e com a promessa inicial de que aquela seria a última grande expedição, o técnico em edificações já não descarta novos destinos sobre duas rodas.

“Eu disse que não faria mais viagens longas, porém não sei se vou parar. Na viagem, conheci homens com mais idade do que eu rodando por aí e isso me motivou. No fim, o aprendizado e a conversa com as pessoas que a gente encontra pelo caminho fazem tudo valer a pena”, concluiu Gilberto.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica Amapá

Estudo aponta desequilíbrio bilionário no investimento público na Amazônia

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As linhas de crédito socioambientais (Agroecologia, Bioeconomia e Florestas) representaram 4,3% do volume total de crédito do PRONAF e apenas 0,4% do crédito agrícola total. Foto: Reprodução/Greenpeace

A Amazônia não sofre por falta de alternativas sustentáveis, mas pela falta de investimento e apoio institucional para colocá-las em prática. Essa é a conclusão de um artigo de opinião publicado na revista científica PLOS Climate, assinado por pesquisadores da FGV EAESP e de instituições parceiras baseado em análise de dados públicos sobre financiamento agrícola e florestal.

O estudo mostra que o Brasil investe dezenas de vezes mais em agronegócio do que em economias baseadas na sociobiodiversidade, mesmo estas sendo apontadas como estratégicas para conter o desmatamento na região e promover o desenvolvimento socioeconômico.

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O estudo, que é desdobramento de um projeto da Iniciativa Amazônia+10 financiado pela FAPESP e pela FAPEAM, liderado pelo FGV EARTH e Instituto Juruá e assinado por Michel Xocaira Paes, João Campos-Silva, Luciana Marques Vieira e José Antonio Puppim de Oliveira, argumenta que o modelo de desenvolvimento adotado para a Amazônia nas últimas décadas — baseado em crédito subsidiado, grandes obras de infraestrutura e pesquisa voltada ao agronegócio de exportação — consolidou o Brasil como potência agrícola, mas também aprofundou desmatamento, emissões e desigualdades locais.

Segundo os autores, esse padrão se repete nos investimentos mais recentes: o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou US$ 13,29 bilhões a infraestrutura de transporte voltada ao escoamento de commodities, sem nenhuma previsão de recursos para territórios tradicionais ou cadeias de valor da sociobiodiversidade.

Do outro lado dessa equação estariam as economias da sociobiodiversidade: sistemas agroflorestais, pesca manejada e outras iniciativas de base comunitária que combinam geração de renda com conservação ambiental. 

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é turismo de base comunitária?

Sustentabilidade comprometida

Os autores citam evidências científicas de que esses modelos já funcionam na prática — áreas protegidas de uso sustentável têm melhorado os meios de vida na Amazônia rural, e o manejo pesqueiro comunitário tem gerado um efeito de proteção ambiental de grande valor agregado nas florestas amazônicas.

Ainda assim, essas iniciativas seguem marginalizadas por dificuldade de acesso ao crédito, infraestrutura adequada, acesso a mercados e políticas de pagamento por serviços ambientais — dependendo, na prática, de cooperação internacional, filantropia e trabalho muitas vezes mal remunerado, o que compromete sua sustentabilidade a longo prazo e desestimula o engajamento de jovens no setor.

O texto também avalia os desdobramentos da COP30, realizada em Belém em novembro de 2025. Para os pesquisadores, embora o encontro tenha dado destaque a florestas, adaptação e financiamento climático — com a aprovação da Tropical Forest Forever Facility (TFFF) —, os compromissos assumidos permanecem majoritariamente simbólicos e não alteraram os padrões de investimento que impulsionam o desmatamento. Com retorno projetado de US$ 3 bilhões a 4 bilhões por ano, a TFFF teria escala muito menor que os subsídios domésticos que continuam expandindo a fronteira agrícola no país, funcionando como um mecanismo complementar, e não estruturalmente transformador. 

“Se não mudarmos o modelo de financiamento, para dar mais apoio às cadeias sustentáveis, não conseguiremos resolver os problemas de desenvolvimento social e econômico da Amazônia e zerar o desmatamento”, afirma Puppim, professor titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Leia também: Senado autoriza crédito externo de US$ 15 milhões à projeto de restauração ecológica no Pará

Imagem aérea de sobrevoo de monitoramento de desmatamento na Amazônia no município de Lábrea, Amazonas, realizado em 26 de março de 2022.
Foto: Reprodução/Greenpeace

Para Michel Xocaira Paes, pesquisador da FGV EAESP, a baixa representatividade das populações tradicionais no Congresso representa um dos grandes desafios para transformar esse cenário. “Enquanto o Congresso Nacional, responsável por aprovar o orçamento federal e por criar e alterar as leis e as instituições do país, continuar direcionando grande parte dos recursos públicos para setores já consolidados, dificilmente o Brasil conseguirá avançar de políticas públicas pontuais para políticas estruturantes. É necessário transformar a sociobioeconomia em prioridade e em um importante motor de desenvolvimento sustentável para a Amazônia e para o Brasil”.

Os autores defendem que reverter esse quadro exige redirecionar crédito público, investir em infraestrutura adaptada aos territórios florestais e fortalecer a assistência técnica para a sociobioeconomia, além de ampliar a representação política de povos indígenas, comunidades locais e pequenos produtores nas decisões orçamentárias. Atualmente, 63% dos deputados federais (324 de 513) integram a Frente Parlamentar da Agropecuária, enquanto apenas quatro parlamentares são indígenas. O desequilíbrio de representação, segundo os pesquisadores, ajuda a explicar por que o modelo atual se mantém apesar das evidências acumuladas sobre seus custos ambientais e sociais.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Amazon Poranga Fashion une moda, cultura, criatividade e economia da Amazônia em Manaus; confira a programação

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Evento reúne moda autoral, criatividade e empreendedorismo da Amazônia. Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Poranga

O mercado da moda autoral da Amazônia será destaque neste fim de semana em Manaus (AM) com a realização da 4ª edição do Amazon Poranga Fashion. De 28 a 30 de agosto, o evento que une moda, criatividade e empreendedorismo regional acontece na Casa da Economia Criativa, o Ideal Clube, no Centro Histórico, e terá na programação desfiles, lançamentos de coleções, talks e atividades ligadas à moda local.

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Para este ano, mais de 20 marcas autorais amazônicas estabelecidas no mercado estão presente no evento que visa aproximar artistas, modelos, produtores e toda uma cadeia produtiva local, além do público adepto das diferentes perspectivas da moda amazônica. A principal novidade anunciada é o novo formato dos desfiles, que agora serão realizados em sessões individuais, em que cada marca terá um horário próprio dentro da programação, o que possibilitará apresentações a partir do conceito de sua coleção.

“Essa edição foi pensada para que cada marca tenha mais espaço para apresentar o seu trabalho e construir o desfile a partir da própria identidade. Ao mesmo tempo, queremos que o público acompanhe várias formas de fazer e pensar moda na Amazônia ao longo dos três dias”, afirmou Jessilda Furtado, idealizadora do Amazon Poranga Fashion, no canal do Youtube da organização.

Além dos desfiles, a programação terá talks sobre empreendedorismo, moda, tecnologia e economia criativa. Entre os convidados está Ada Pereira, empreendedora com mais de 15 anos de atuação, que vai falar sobre empreendedorismo no setor têxtil. Ricardo Michaelsen, diretor da Feira Tecnomoda, de São Paulo, também participa da programação com um talk sobre tecnologia aplicada à moda.

Leia também: Moda com insumos da floresta é transformada em estratégia de geração de renda no Amazonas

Em sua quarta edição, Amazon Poranga Fashion já mobilizou mais de quatro mil artistas, produtores e adeptos da moda amazônica. Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Poranga

Edição 2026 consolida mercado da moda autoral amazônica

Amazon Poranga Fashion
Evento terá três dias de programação que contará com desfiles, lançamentos de coleções, talks e atividades ligadas à moda amazônica. Foto: Reprodução/Instagram-Amazonporanga

Criada em 2023, o Amazon Poranga Fashion chega na sua quarta edição consolidado como a principal plataforma da moda autoral e economia criativa do Amazonas.

De acordo com o coordenador de projetos do evento, Felipe Taveira, o APF surgiu com o propósito de transformar o espaço numa vitrine nacional e internacional da moda produzida na Amazônia.

“O Amazon Poranga Fashion nasceu num contexto de entender efetivamente o mercado da moda autoral da Amazônia, que até então não tinha uma estrutura de apoio destinada para esse segmento. Os próximos dois anos foram de validação e exponencialidade no interesse das pessoas, do público, da sociedade e das entidades públicas, e esse quarto ano é a consolidação desse trabalho desenvolvido ao longo desses três anos. É uma ano de virada de chave muito importante para o Poranga”, afirmou Taveira.

Desde a primeira edição, o evento já mobilizou mais de quatro mil pessoas entre estilistas, modelos, artistas, produtores e empreendedores culturais, com o objetivo de fortalecer a moda autoral amazônica e gerar emprego e renda para centenas de profissionais locais.

Para Jessilda Furtado, o Amazon Poranga Fashion representa o resgate da valorização dos artistas amazônidas ligados à moda local e novas oportunidades de mercado.

“O projeto resgatou um segmento da economia criativa que, à princípio, estava morno, digamos assim. Nós temos estilistas, designers e criativos muito bons e o evento traz uma diversidade na moda cultural amazônica, que inclui os indígenas, grafismos, moda contemporânea, com vários acessórios que combinam o que temos de mais belo na Amazônia, unindo talento, insumos, materiais a partir da floresta, do conhecimento ancestral. Então, é uma moda de expressão que traz o patrimônio cultural vivo da nossa Amazônia, os saberes tradicionais que se encontram com a criação contemporânea, fortalecendo identidade e criando novas possibilidades de futuro”, frisou.

Programação

A programação conta com três dias na 4ª Amazon Poranga Fashion e reúne marcas com propostas variadas que passam pelas modas urbana, streetwear, praia, biojoias, produções indígenas, além de trabalhos artesanais e criações inspiradas na Amazônia. Confira:

28 de agosto

  • 17h — Wɨra Tini
  • 17h30 — Ateliê Yra Tikuna
  • 18h10 — Semsimpa7ia
  • 18h40 — Rita Prossi — lançamento do curta Surí
  • 19h30 — Atelier Eglisson Gomez
  • 20h — Anauê Cunhã
  • 20h40 — Atelier Maria Lima

29 de agosto

  • 11h — Sioduhi Studio
  • 15h — Kelly Maia
  • 15h35 — Ybyadara
  • 16h10 — Atnia
  • 16h40 — Jambú
  • 17h20 — Ales Design
  • 18h — Sapopema
  • 18h30 — Gigantio — projeto de rastreabilidade da cadeia do pirarucu
  • 19h30 — Cepeco
  • 20h — Souedo
  • 21h — Arévola Gallery

30 de agosto

  • 15h — Pérolas Model
  • 15h30 — Sonja Andrade
  • 16h — Criadores da Amazônia
  • 17h — Renata Sampaio
  • 18h — Retalhos da Cultura
  • 18h30 — Izolena Garrido
  • 19h — Danudili
  • 19h30 — Veneno
  • 20h10 — Assis Brand
  • 20h40 — Dezenove Setenta

TCU anuncia produção de levantamento para verificar principais desafios dos povos indígenas da Amazônia

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Levantamento foca no desenvolvimento de um diagnóstico sobre a realidade regional. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou nesta sexta-feira (28) que vai realizar um “levantamento para conhecer e compreender os principais desafios que os povos indígenas da Amazônia brasileira enfrentam e como o estado tem respondido a esses problemas”. Segundo o órgão, a iniciativa busca traçar um diagnóstico sobre as dificuldades das comunidades e as ações que devem ser realizadas pelo poder público.

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O levantamento está previsto para ser executado na Amazônia brasileira e vai considerar a atuação de órgãos como o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e instituições responsáveis por políticas públicas destinadas aos povos indígenas.

Levantamento terá foco na escuta

Os envolvidos no levantamento vão ouvir diretamente pessoas e instituições que conhecem a realidade das comunidades indígenas. “O TCU vai promover reuniões, entrevistas, oficinas e diálogos com organizações representativas, lideranças e comunidades indígenas, além de consultar servidores e gestores públicos, especialistas e representantes de instituições envolvidas com o tema”, informou o órgão.

Documentos e dados públicos devem ser analisados para contribuir com a construção do levantamento. Além disso: estudar políticas públicas e arranjos institucionais e avaliar processos de trabalho, funcionamento da coordenação entre os órgãos e mecanismos utilizados para atender às necessidades das comunidades.

Entre os temas que serão considerados estão:

  • demarcação e a proteção dos territórios,
  • saúde,
  • educação,
  • segurança,
  • acesso a políticas públicas,
  • participação social
  • e preservação cultural e ambiental.
levantamento para verificar principais desafios dos povos indígenas da Amazônia
Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

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Possíveis desdobramentos

A iniciativa partiu do entendimento de que a experiência e a percepção dos próprios povos indígenas são fundamentais para compreender os problemas e identificar oportunidades de melhorar a atuação do estado. O objetivo é reunir diferentes perspectivas e realidades para construir diagnóstico baseado na escuta e no diálogo.

O resultado do levantamento ajudará o Tribunal a identificar os problemas considerados mais relevantes pelos povos indígenas da Amazônia e a definir prioridades em futuras ações de controle. As informações também poderão contribuir com novas fiscalizações e aperfeiçoar políticas públicas.

Outro resultado esperado é a produção de conhecimento sobre os desafios enfrentados pelos povos indígenas e sobre o funcionamento das políticas públicas para essas comunidades.

*Com informações do TCU

Inova Amazônia Summit 2026 destaca soluções sustentáveis e oportunidades de negócios na bioeconomia

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Edição 2024 do Inova Amazônia. Foto: Bruno Kelly

Rio Branco (AC) será palco, entre os dias 17 e 19 de setembro, de encontros que colocam a inovação, a biodiversidade e o empreendedorismo no centro da construção de uma economia mais sustentável e inclusiva no bioma amazônico. O Inova Amazônia Summit 2026, promovido pelo Sebrae, reunirá empreendedores, startups, investidores, pesquisadores, governos e outros atores do ecossistema de inovação no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (UFAC).

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Com acesso gratuito, as inscrições podem ser feitas pelo site oficial, onde pode ser conferida a programação. Entre os destaques estão novidades, como o Festival de Gastronomia Amazônica e o Espaço Cultural Chico Mendes.

O público também poderá conhecer produtos da bioeconomia desenvolvidos na região na loja colaborativa Brasil BioMarket, no modelo da que o Sebrae promoveu durante a COP30, em Belém (PA).

Para ampliar as oportunidades de visibilidade e mercado, a edição deste ano contará com 90 pequenos negócios de bioeconomia dos nove estados da Amazônia Legal, além de 20 representantes de Indicações Geográficas (IGs), que reúnem produtos reconhecidos por características, reputação ou qualidade associadas à sua origem.

“Os expositores apresentarão produtos, serviços e soluções desenvolvidos a partir da biodiversidade amazônica, demonstrando a capacidade da região de gerar inovação, valor e oportunidades econômicas de forma sustentável”, declarou Valéria Schneider, analista de Inovação do Sebrae Nacional.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre economia verde e bioeconomia?

Inova Amazônia Summit 2026 destaca soluções sustentáveis e oportunidades de negócios na bioeconomia
Cozinha Show será parte da programação do evento. Foto: Divulgação

“O evento cria um ambiente para transformar conhecimento em soluções, biodiversidade em produtos e serviços, conexões em negócios e inovação em desenvolvimento sustentável”, acrescenta.

Destaques da programação

Os participantes terão acesso a palestras e painéis com especialistas, oficinas temáticas, atividades culturais e experiências que valorizam a identidade amazônica, como o Spa da Floresta, um espaço de experiências sensoriais e bem-estar voltado para o autocuidado com elementos da biodiversidade amazônica, e a Cozinha Show, onde o público poderá acompanhar apresentações de chefs na elaboração de pratos para valorizar os sabores, temperos e ingredientes da Amazônia.

A programação também contará com uma estrutura dedicada à realização de rodadas de negócios nacionais e internacionais. A iniciativa aproxima empresas amazônicas de compradores, parceiros e potenciais clientes do Brasil e do exterior. As rodadas de investimento, por sua vez, ampliam as possibilidades de acesso a capital para startups e negócios inovadores.

Outro espaço estratégico será o OKA Hub, ambiente dedicado à conexão e à articulação do ecossistema. A proposta é estimular networking, inovação aberta e colaboração, aproximando startups, empresas, investidores, instituições e outros atores que atuam na agenda da bioeconomia.

Jornada de inovação e criatividade 

Pela primeira vez, o Inova Amazônia Summit terá um Ideathon voltado a estudantes, professores e jovens talentos interessados em desenvolver soluções para desafios e oportunidades da bioeconomia amazônica. A iniciativa será um espaço de aprendizado, experimentação e conexão, com equipes multidisciplinares formadas por três a cinco integrantes.

As propostas podem abordar temas como Floresta e Sociobiodiversidade, Economia Circular e Resíduos e Tecnologia para a Bioeconomia. As inscrições estão abertas até 30 de agosto e devem ser feitas por meio do formulário on-line.

Os grupos classificados terão acesso a conteúdos sobre bioeconomia, metodologia de inovação, mentorias com especialistas e preparação para apresentar suas soluções. Durante o Summit, os participantes poderão apresentar os projetos no Pitch Day, enquanto os finalistas terão acesso à programação e às conexões do evento. Os vencedores serão reconhecidos no palco do Inova Amazônia Summit.

Resultados da edição Inova Amazônia Summit de 2025

Em 2025, o Inova Amazônia Summit foi realizado em Macapá (AP), onde reuniu cerca de 11 mil inscritos e movimentou R$ 2,19 milhões em vendas durante o evento. A programação também gerou R$ 5,3 milhões em rodadas de investimento e R$ 825,1 mil em rodadas de negócios.

*Com informações do Sebrae

Hospital da Criança celebra 26 anos com alegria e Sexta Colorida em Boa Vista

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Alegria, acolhimento e leveza marcaram o dia de pacientes, acompanhantes e colaboradores do HCSA. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

As atividades em celebração aos 26 anos do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), comemorados neste mês de agosto, começaram nesta quarta-feira, 26, e seguem até esta sexta-feira, 28. A programação foi pensada para levar mais alegria, acolhimento e leveza ao dia a dia de pacientes, acompanhantes e colaboradores.

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Nesta sexta-feira, o HCSA entrou no clima da Sexta Colorida, momento especial em que os servidores vestiram fantasias e levaram cores e diversão aos corredores e demais espaços. A iniciativa proporcionou descontração às crianças, aos acompanhantes e aos profissionais, tornando o ambiente hospitalar mais leve e acolhedor.

“Somos a única unidade de atendimento infantil no estado e sempre temos motivos para comemorar, porque todos os anos temos avanços, tanto com equipamentos de alta tecnologia quanto no processo de trabalho. A gente comemora também as taxas reduzidas de óbito e de internação, pois os pacientes hoje ficam menos tempo internados. Eles saem com alta e bem recuperados. Então, são vários motivos para a gente comemorar”, disse a diretora do HCSA, Laudineia Barros.

Servidores se fantasiaram para a Sexta Colorida e levaram diversão aos corredores da unidade. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Mãe de bebê internado destaca acolhimento durante a Sexta Colorida

Quem também aprovou a presença dos servidores fantasiados foi a autônoma Lucielly Marques, de 26 anos, mãe do pequeno Nicolas Valentin, de apenas 1 mês. Com o bebê internado, ela criou uma fantasia de Batman para que ele também participasse da ação. Segundo Lucielly, o filho vem recebendo todo o cuidado e a atenção da equipe durante o período de internação.

“Meu filho vem sendo muito bem atendido e vi uma evolução muito boa nele, tanto que ele está para receber alta. Fiquei sabendo da Sexta Colorida e queria sair um pouco do leito. Estamos aproveitando para passear e fantasiá-lo também”, afirmou Lucielly.

Hospital da Criança celebra 26 anos com alegria e Sexta Colorida em Boa Vista
A mamãe Lucielly Marques preparou uma fantasia especial de Batman para o pequeno Nicolas Valentin. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

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Feirinha reúne gastronomia, artesanato e produtos dos servidores

As comemorações também incluíram a Feirinha dos Servidores Empreendedores, montada na área externa do HCSA. A iniciativa valorizou os talentos e os empreendimentos dos próprios colaboradores, com exposição de produtos, gastronomia e artesanato.

A assistente administrativa Cleocineide Viriato, de 48 anos, trabalha há mais de 12 anos no hospital e aprovou a iniciativa. “Essa ação traz para os funcionários um momento para tirar um pouco o foco do que vivemos todos os dias. E acaba integrando tanto os usuários quanto os servidores. Aproveitei e já comprei alguns produtos na feirinha para minhas netas”, ressaltou.

Amostra de petróleo do Amapá é levada ao Rio de Janeiro para análise de composição e qualidade

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A Petrobras enviou ao Rio de Janeiro a primeira amostra de petróleo do poço de Morpho, no Amapá. O material será analisado para mapear seu ‘DNA’. Foto: Divulgação/Foresea

A Petrobras enviou ao Rio de Janeiro a primeira amostra de petróleo encontrada no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. O material passará por exames detalhados no Centro de Pesquisas da estatal (Cenpes) para mapear o “DNA” do combustível e determinar a composição do óleo descoberto na região, segundo apuração da Agência Reuters.

Por se tratar de um líquido considerado “ouro” para a companhia — uma vez que não há outra amostra disponível —, o transporte é feito de caminhão sob forte esquema de segurança e logística especial. O trajeto até a capital fluminense deve levar cerca de três semanas.

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“É uma carga delicada, mesmo em pequena quantidade, e demora mesmo porque tem uma logística especial. É uma amostra que não pode se perder porque vale ouro. Se perder essa, não tem outra”, afirmou o gerente-geral de águas ultraprofundas da Petrobras, Fábio Passarelli.

A descoberta do petróleo no poço de Morpho foi confirmada no dia 14 de agosto e gerou forte expectativa no governo e no setor energético. No Rio, a amostragem será analisada no laboratório de Pressão, Volume e Temperatura (PVT) do Cenpes, estrutura especializada no teste inicial de novas reservas.

“É um laboratório altamente tecnológico e toda primeira descoberta é feita nele. Lá se conhece o que é o fluido, quais contaminantes ele tem, o DNA do negócio, do óleo. Ali se fazem levantamentos termodinâmicos e se analisam pressão, volume e temperatura, que são informações básicas para entender o fluido”, explicou Passarelli.

A amostragem é peça-chave nos planos da Petrobras para a Margem Equatorial, área litorânea estratégica avaliada pela empresa para recompor suas reservas, cuja produção atual tem previsão de declínio a partir de 2034.

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busca por petróleo segue no Amapá
Amostra de petróleo será analisada (imagem ilustrativa). Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras

Impasse socioambiental

Apesar do apelo econômico, o avanço na bacia da Foz do Amazonas gera um dos maiores impasses socioambientais do país. Cientistas, ONGs e órgãos ambientais alertam para os riscos à biodiversidade da Amazônia e o descumprimento de metas climáticas.

Os principais pontos de preocupação envolvem:

  • Exigências rigorosas do Ibama: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) adota postura de cautela devido à complexidade da região.
  • Ameaça a recifes e manguezais: Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os impactos sobre o Grande Sistema de Recifes da Amazônia — ecossistema raro de corais e esponjas — e sobre a vasta faixa de manguezais contínuos do litoral amapaense.
  • Impacto em comunidades tradicionais: Líderes locais e ambientalistas apontam o risco que potenciais acidentes ou a poluição sonora de embarcações trazem para a pesca artesanal, territórios quilombolas e terras indígenas costeiras.
  • Transição energética: Grupos socioambientais sustentam que o aporte de bilhões de reais na expansão da infraestrutura de combustíveis fósseis desacelera a transição para fontes renováveis e prejudica as metas de redução de emissões do país.

A Petrobras afirma seguir rigorosamente todos os protocolos de segurança exigidos pela legislação ambiental.

Leia também: A dualidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial: o que é e como afeta a Amazônia?

Busca por petróleo segue

Após a conclusão das análises do poço Morpho, a companhia prevê a perfuração de mais três poços em busca de petróleo no mesmo bloco e outros cinco em áreas adjacentes na costa do Amapá, que dependem de licenciamento ambiental.

Ainda não há prazo para determinar o volume da acumulação ou sua viabilidade comercial. Esses resultados precisarão ser integrados a outros dados geológicos e geofísicos.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Três pontos turísticos em Manaus para se refrescar durante o período de calor no Verão Amazônico

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Foto: Ivo Brasil/AmazonasTur

Com temperaturas que passam dos 35°C, praias e balneários se tornam alternativas para quem busca lazer e alívio durante os dias mais quentes em Manaus (AM), que enfrenta dias de temperaturas elevadas durante o período de verão amazônico.

O aumento do calor, também causado pelo fenômeno El Niño, leva os moradores e turistas à buscarem cada vez mais novas alternativas para amenizar o calor, além de aproveitar os espaços de lazer da capital amazonense.

Leia também: “Verão amazônico”: entenda as origens do fenômeno e suas consequências

Entre as opções estão praias de água doce, parques aquáticos e espaços públicos às margens do Rio Negro:

Praia da Lua

Às margens do Rio Negro, a Praia da Lua é uma das opções procuradas por moradores e turistas durante os dias de calor. O local reúne água doce, faixa de areia para descanso e áreas cercadas pela vegetação amazônica. Assim, além do banho de rio, o espaço proporciona contato com a natureza longe da área mais urbanizada da cidade.

Como chegar? O acesso à Praia da Lua é feito por embarcações, com saída da Marina do Davi. O trajeto dura aproximadamente 10 a 15 minutos, dependendo da embarcação e das condições do rio. Os horários e valores das viagens podem variar, por isso é recomendado consultar os responsáveis pelo transporte antes de realizar o passeio.

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Foto: Tácio Melo/Arquivo AmazonasTur

Balneário do Sesc

Outra alternativa para quem procura uma opção de lazer para toda a família são os balneários, como o Balneário José Ribeiro Soares, do Sesc Amazonas, localizado no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus. O espaço conta com parque aquático e funciona aos fins de semana, a partir das 9h.

O acesso ao parque aquático é feito mediante a compra de uma pulseira. Os valores variam de acordo com a categoria do visitante e a idade, além da carteirinha que pode gerar outros benefícios. Para saber mais, basta procurar o Sesc Amazonas.

Como chegar? O Balneário Sesc está localizado na Avenida Constantinopla, nº 288, bairro Alvorada, em Manaus.

Foto: Reprodução/Sesc Amazonas

Complexo Turístico Ponta Negra

Uma das opções mais conhecidas para quem busca lazer próximo ao Rio Negro é a Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. O complexo turístico possui acesso facilitado e reúne áreas destinadas à prática de atividades físicas, lazer e contemplação. A praia também é um dos principais pontos turísticos da capital.

Como chegar? Localizada a aproximadamente 13 quilômetros do Centro de Manaus, a região também fica próxima ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, por isso, várias linhas de ônibus chegam ao local, basta verificar no sistema do Sinetram. Também é acessível por outros meios de transporte.

Praia da Ponta Negra em Manaus
Foto: Reprodução/Prefeitura de Manaus

Cuidados durante os dias de calor

Além de procurar locais para se refrescar, especialistas recomendam atenção aos cuidados com a exposição prolongada ao calor. A população deve manter a hidratação, utilizar protetor solar e evitar exposição direta ao sol nos períodos de maior intensidade. Também é importante optar por roupas leves e procurar ambientes frescos e ventilados.

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O cenário climático também exige atenção. Dados e projeções climáticas divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam alta probabilidade de estabelecimento e persistência do fenômeno El Niño durante o segundo semestre de 2026 com possibilidade de continuidade até o início de 2027.

Para quem pretende aproveitar praias e balneários, a recomendação é redobrar os cuidados com a exposição solar, principalmente nos horários de maior incidência de radiação.