SGB aponta que nível dos rios amazônicos não ultrapassará cota de inundação severa em 2026

Depois de atingir a cota de inundação, que é de 29 metros, nível do Rio Negro chegou a 27,80 metros nesta sexta, 29 de maio. Foto: Reprodução/Arquivo/Rede Amazônica AM

A cheia dos rios no Amazonas já dá sinais de enfraquecimento e os níveis monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) devem permanecer abaixo da cota de inundação severa em 2026. A projeção foi apresentada no dia 29 de maio, durante o 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas.

O monitoramento considera os rios:

  • em Manaus, no rio Negro;
  • Manacapuru, no rio Solimões;
  • e Itacoatiara e Parintins, no rio Amazonas.

Segundo o órgão, os dados atuais já apontam início gradual da vazante em parte da bacia amazônica.

Em Manaus, a previsão é que o rio Negro alcance 28,20 metros, abaixo da cota de inundação severa, que é de 29 metros. Nesta sexta-feira, o nível do rio estava em 27,80 metros. Já em Manacapuru, a estimativa é que o rio Solimões alcance 18,98 metros. A cota de inundação severa no município é de 19,60 metros. Atualmente, o nível está em 18,57 metros.

No município de Itacoatiara, o rio Amazonas marcou 13,52 metros nesta sexta-feira e deve chegar a 13,63 metros nos próximos dias. Em Parintins, a previsão é de 8,17 metros, abaixo da cota de inundação severa, que é de 9,30 metros.

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O Alerta de Cheias do Amazonas foi divulgado em três etapas ao longo do ano, com previsões dos níveis dos rios feitas cerca de 75, 45 e 15 dias antes do pico da cheia, que normalmente ocorre em junho.
O 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2026 foi apresentado nesta sexta-feira (29) em Manaus. — Foto: Jadson Lima/g1 Amazonas

Início da vazante dos rios

De acordo com o gerente de Hidrologia do SGB, André Martinelli, os dados mostram que o processo de enchente está próximo do fim em parte da bacia amazônica, especialmente nos rios já citados.

“Já há indícios de término do processo de enchente e início do processo de vazante. Em Tabatinga o rio está parado há quatro dias, com cota de 11,73 metros. Parintins também, que já é no outro extremo, na parte baixa da bacia, também está parado há três dias na cota de 8,09 metros, e Itacoatiara também já está oscilando. Então, isso é um demonstrativo de que o processo de enchente está findando”, disse.

Leia também: Cheias e secas extremas ficaram mais intensas no Amazonas a partir de 2005, aponta estudo

O órgão também apresentou projeções para o período de vazante e seca na região, levando em consideração as condições climáticas atuais. O Alerta de Cheias do Amazonas foi divulgado em três etapas ao longo do ano, com previsões dos níveis dos rios feitas cerca de 75, 45 e 15 dias antes do pico da cheia, que normalmente ocorre em junho.

*Por Jadson Lima, da Rede Amazônica AM

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