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Nova lei do licenciamento ambiental promete destravar obras

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Nova lei do licenciamento promete destravar obras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei do Licenciamento Ambiental Especial (LAE). A norma estabelece prioridade na análise e na concessão de licenças para empreendimentos considerados de grande relevância, como a reconstrução de rodovias, por exemplo. O texto foi publicado no Diário Oficial da União no dia 23 de dezembro de 2025.

Saiba mais: Portal Amazônia responde: o que é Licenciamento Ambiental?

De acordo com a nova lei (nº 15.300/2025), empreendimentos que já possuem licença prévia terão prazo de 90 dias para apresentar os estudos ambientais exigidos. Já os órgãos ambientais deverão se manifestar em até 30 dias. Caso esse prazo não seja cumprido, o empreendedor poderá recorrer aos dados secundários mais recentes disponíveis.

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Foto: Vitor Vasconcelos/Secom

O texto determina ainda que a análise conclusiva das obras deverá ser finalizada em até três meses após o protocolo dos estudos, com prazo máximo de 12 meses para a conclusão de todo o processo de licenciamento ambiental especial.

A legislação também introduz conceitos relacionados a medidas preventivas e mitigadoras, além de atualizar diretrizes para atividades de dragagem. Além disso, foram mantidas as restrições específicas para a proteção de territórios vulneráveis, como terras indígenas e unidades de conservação.

A norma resulta da conversão da Medida Provisória nº 1.308, aprovada pelo Congresso Nacional no início de dezembro, e substitui trechos do projeto original da Lei do Licenciamento Ambiental (nº 15.190/2025), vetados pelo governo federal por preverem uma análise em etapa única, considerada insuficiente para garantir a proteção ambiental.

Cascata de armadilhas para coleta dos insetos. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), afirmou que a nova lei contribuirá para a retomada de obras de infraestrutura no país.

“Esta Casa votou e aprovou uma medida provisória, transformada agora em lei de conversão, sobre o licenciamento ambiental especial, que vai destravar este país de inúmeras, de milhares de obras que estão paralisadas, que prejudicam o nosso país pelo imobilismo. Esta lei libertará o Brasil e gerará milhares de empregos na nossa economia.”

Mão de obra técnica

Apesar de acelerar o ritmo do licenciamento, o analista ambiental Charles Dayler avalia que a principal fragilidade do sistema está na escassez de mão de obra técnica dos órgãos ambientais, tanto em nível estadual quanto federal, sobretudo nos pequenos municípios. “É unânime no Brasil todo, quando você participa de eventos e conferências, que a quantidade de técnicos nos órgãos ambientais é insuficiente para a demanda de processos”.

Nova lei do licenciamento promete destravar obras. Foto: Josivan Antelo/Rede Amazônica RR

Dayler observa que, diante desse cenário, o caminho mais frequente adotado pelo poder público tem sido a flexibilização das normas. “Só que temos que achar um meio termo. Não dá só para flexibilizar a norma e não recompor o quadro dos órgãos e a qualificação constante dos funcionários”, alerta.

Um exemplo dessa fragilidade institucional ocorre no município de Guaramiranga, no norte do Ceará, onde a Justiça da Comarca de Pacoti acatou uma ação do Ministério Público do Ceará (MPCE) e reconheceu que a Autarquia Municipal do Meio Ambiente não possui capacidade técnica para exercer atividades de licenciamento e fiscalização ambiental, consideradas de alta complexidade.

Decisão

A decisão apontou que o órgão foi criado por meio de uma lei municipal que previa cargos comissionados sem exigência de qualificação técnica ou concurso público, o que viola normas federais e estaduais. Com isso, a Justiça declarou a inconstitucionalidade de dispositivos da lei e determinou que a prefeitura e a autarquia não podem nomear comissionados, nem emitir licenças ou autorizações ambientais, até que seja implantada uma estrutura adequada, com servidores concursados e qualificados.

Manejo florestal sustentável
Manejo florestal sustentável. Foto: Rinkon Martins

Enquanto isso, a responsabilidade pelo licenciamento e fiscalização ambiental no município ficará sob a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

O professor do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), Reuber Brandão, avalia que o principal problema nesse contexto é a transferência de atribuições para agências ambientais estaduais, frequentemente ocupadas por servidores nomeados pelo governo local em cargos de confiança, responsáveis por conduzir estudos ambientais relacionados a interesses políticos circunstanciais. 

Segundo ele, o loteamento de cargos compromete a qualidade técnica dos processos. “O loteamento de cargos nomeados é um grande problema, pois a pressão política muitas vezes sobrepõe a necessidade de qualidade técnica nos estudos”, afirma.

Fonte: Brasil 61

Plataforma gratuita facilita habilitação de produtores rurais para exportação

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Produtores rurais podem conseguir permissão para exportar a produção através de plataforma. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Agora ficou mais fácil para os produtores rurais conseguirem permissão para exportar a produção. Começou a funcionar, nesta semana, a nova funcionalidade da plataforma Agro Brasil + Sustentável de habilitação automática para áreas que atendem a diferentes critérios socioambientais dos países importadores.

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O serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação integra, organiza e disponibiliza informações de gestão ambiental, social e corporativa relacionadas aos produtores, empresas agrícolas e propriedades rurais para qualificar os produtos agropecuários brasileiros.

Leia também: Amazônia ganha plataforma de dados climáticos e territoriais

Plataforma gratuita facilita habilitação de produtores rurais para exportação
O serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação integra, organiza e disponibiliza informações. Foto: Pedro Guerreiro/Agencia Pará

Leia também: Acre anuncia lançamento de plataforma que mapeia impactos de inundações no estado

A ferramenta também visa a atender às exigências de grandes mercados internacionais, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo é permitir a habilitação do produtor e de produtos agropecuários, a partir de requisitos, padrões, processos e tecnologias, devidamente caracterizados quanto à produção.

Agro Brasil + Sustentável

Lançado há um ano, o sistema Agro Brasil + Sustentável integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade. A ferramenta auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo de forma gratuita, como se habilitar para acessar recursos do Plano Safra.

Fonte: Brasil 61

Sistemas agrícolas tradicionais guardam memória e apontam caminho para o futuro, afirma antropóloga 

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Emília de Godoi. Foto: Erika de Faria/Temporal Filmes

Na fronteira da monocultura da soja na Amazônia, comunidades comprometidas com a prática de sistemas agrícolas tradicionais (SATs) preservam a memória do passado, sustentam o meio ambiente e mostram um caminho para o futuro.

“Esses sistemas desempenham papel fundamental na produção das paisagens e na manutenção da sociobiodiversidade”, afirmou a antropóloga Emília Pietrafesa de Godoi, professora do Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp).

Ela apresentou a conferência “Sistemas agrícolas tradicionais como herança cultural e ambiental” na Escola Interdisciplinar FAPESP 2025: Humanidades, Ciências Sociais e Artes.

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Godoi desenvolve atualmente, com apoio da FAPESP, pesquisa sobre sistemas agrícolas tradicionais na região do Baixo Tapajós, no Pará, articulando-os como patrimônio cultural e ambiental. Sua equipe atua principalmente na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós e em seu entorno, em comunidades como Jamaraquá, Maguari, São Domingos, Santa Cruz, Revolta e Jatobá da Volta Grande, em sinergia com as organizações das comunidades locais, como as associações agroecológicas de mulheres Amabelas e Flores do Campo.

“Desde o início, o desenho do trabalho exigiu a combinação de muitos olhares. Temos antropólogos, economistas, ecólogos, geógrafos, uma pessoa especializada em direito ambiental e pesquisadores da área de biologia. Mas o que estamos fazendo não é só uma pesquisa interdisciplinar. É também uma pesquisa colaborativa entre distintos regimes de conhecimento. Sem a participação das populações locais, é impossível levar adiante o trabalho”, disse.

Um eixo central da proposta é reconhecer os moradores como pesquisadores locais. “Temos falado muito em interlocução entre campos de conhecimento, mas não temos considerado suficientemente a colaboração entre esses distintos regimes. No Baixo Tapajós, não consideramos os moradores meros informantes”, sublinhou Godoi.

“Não chegamos lá dizendo ‘vamos fazer isso ou aquilo’. Antes de iniciar as atividades, visitamos cada comunidade para apresentar o projeto e ouvir as demandas. A partir dessas conversas, foram estruturadas oficinas com temas de interesse dos moradores, como associativismo. Além das oficinas, organizamos intercâmbios entre as comunidades e entre os moradores e pesquisadores universitários. Encontros em Santarém, Campinas e na Universidade Federal do Oeste do Pará [Ufopa] colocaram ribeirinhos, quilombolas, produtores agroecológicos e acadêmicos na mesma roda de conversa. Estamos agora elaborando um livro, com contribuições de cada participante. Esse processo reforça uma demanda que vem crescendo entre indígenas e comunidades tradicionais: serem reconhecidos como coautores”.

O ponto de partida conceitual da conferência foi o reconhecimento dos sistemas agrícolas tradicionais como patrimônios. No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já reconheceu, por exemplo, os sistemas agrícolas tradicionais de populações indígenas do Rio Negro e de comunidades quilombolas do Vale do Ribeira como patrimônio cultural. A região estudada por Godoi ainda não foi patrimonializada.

“Em nosso caso, eles estão profundamente ligados às chamadas ‘terras pretas de índios’, que aportam uma dimensão temporal profunda, como remanescentes de sociedades pré-coloniais”, explicou Godoi.

Leia também: Terra preta de índio: características, usos e benefícios

“Memória da terra” e “memória na terra”

Enquanto a arqueologia “olha para baixo”, escavando as formações de terras pretas para desenterrar fragmentos de cerâmicas e outros vestígios das populações ancestrais, como relatou Eduardo Neves em sua conferência na Escola Interdisciplinar FAPESP 2025, a antropologia “olha para cima”, para ver o que as populações atuais fazem com essas terras.

“Grande parte dos SATs na região da Flona e do entorno se faz nas terras pretas, porque estas são extremamente férteis. E, quando falam de suas vidas, as pessoas com quem trabalho contam histórias com a terra”, sublinhou.

Daí a complementaridade, proposta por Godoi, entre a “memória da terra” – isto é, a memória que a terra guarda, revelada por fragmentos cerâmicos, antigos poços, aterros, montículos – e “memória na terra” – inscrita por cultivos, sítios e roças manejadas por gerações de famílias. “Quando estamos com os moradores locais, somos convidados a visitar lugares onde a terra guarda uma memória secular. Eles reconhecem que, ali, estiveram outras populações e desenrolaram-se outras histórias de vida”, conta a pesquisadora.

Outra dimensão fundamental dos sistemas agrícolas tradicionais é a das micropaisagens domésticas: hortas, jiraus, canteiros de plantas medicinais, jardins com espécies ornamentais, cercados por árvores frutíferas ao redor da casa. “É uma paisagem feminina, porque manejada principalmente por mulheres, mesmo que os homens também trabalhem nela. Uma interlocutora local resumiu a potência desse universo dizendo que a família tinha uma ‘farmácia viva’ no sítio”, lembrou Godoi.

Os sistemas agrícolas tradicionais trazem também a ideia de uma cadeia intergeracional no manejo da terra e na produção da paisagem. A roça que está sendo trabalhada agora foi plantada pelo pai ou pelo avô e deverá ser transmitida, como legado, ao filho e ao neto.

“O entendimento dos mais velhos sobre os pomares é o de que eles expressam uma cadeia alimentar intergeracional de longa duração. O cacau e o teperebá [cajá] que hoje se come ou se bebe em forma de suco provêm do mesmo pé que alimentou o avô e que deverá ser deixado para o neto. Um agricultor de São Domingos foi questionado pelos vizinhos: por que plantar árvores frutíferas se ‘não tinha para quem deixar’? A resposta veio quando nasceu seu neto, Benjamin. Ele me disse, feliz, que agora plantava para o Benjamin”, comentou Godoi.

Cacau cultivado em Rondônia, no Brasil. - Sistemas agrícolas tradicionais
Cacau cultivado em Rondônia, no Brasil, faz parte de sistemas agrícolas tradicionais. Foto: Irene Mendes/Secom RO

A relação não utilitária explica também o regresso daqueles que partem, em busca de melhores condições de vida. “Histórias de migração e retorno também são incorporadas à terra. Um morador de Jamaraquá, o senhor Edson, passou 20 anos em Manaus e voltou em 2015. Ele me disse: ‘Chegou um dia de voltar para a raiz. Essa raiz, essa vontade, esse conhecimento eu não perdi. Estou recuperando o que meu pai fez’. E desenhou na terra sua roça, explicando: ‘Uma parte para colher em seis meses, outra para um ano, e no meio as frutíferas. No mesmo modelo que meu pai deixou para nós’”, observou Godoi.

A floresta e as roças formam um contínuo: a mata fornece alimentos, mudas e sementes comestíveis, fibras e outras sementes para o artesanato, enquanto as roças mantêm uma combinação de cultivos de ciclos curto, médio e longo. “Os ribeirinhos advertem: ‘Nossa roça é para ter o que comer e vender nas feiras’. As famílias participam em alguma medida do mercado, vendendo em feiras locais, em Santarém e Alter do Chão, ou atendendo políticas públicas de compra de alimentos, mas preservam áreas de produção voltadas prioritariamente para autoconsumo e troca, baseadas na reciprocidade”, explica Godoi.

Ameaças aos sistemas agrícolas tradicionais

Toda essa paisagem sociobiodiversa vem sendo ameaçada pela monocultura da soja, que avança inclusive sobre áreas próximas à Flona e ao longo da BR-163. “As pessoas afirmam que a terra está cercada de ‘sojeiros’. A mosca-branca que ataca as plantas – melancias, por exemplo – é associada à soja pelos agricultores. Quando há pulverização de agrotóxicos, o veneno, espalhado pelo vento, afeta as pessoas, os animais e as plantas”, relata Godoi.

Mesmo dentro da Flona, área formalmente protegida, as comunidades percebem alterações profundas. “Eles dizem que, antes, as árvores tinham o tempo certo de produção e recuperação; agora está tudo variado. As mangueiras produzem menos e as mangas caem do pé antes de amadurecer”, diz a pesquisadora.

Outro exemplo mostrado pela pesquisadora: a foto de uma castanheira solitária cercada por um campo de soja, nas cercanias da comunidade Revolta.

“A castanheira é a árvore-símbolo do Pará e espécie-chave dos sistemas florestais amazônicos. Sabemos, por estudos ecológicos, que ela depende de polinização cruzada. Uma árvore isolada dificilmente produz frutos. Precisa de plantas companheiras e de polinizadores, como as abelhas grandes, também afetadas pelos agrotóxicos. A árvore está lá, porque a castanheira é protegida pela lei, mas seu ciclo de vida foi completamente alterado. A literatura mostra que a distribuição, o adensamento e o rejuvenescimento das populações de castanheiras são favorecidos pela relação de longa duração com as populações humanas amazônicas”.

O projeto também passou a incorporar análises laboratoriais sobre contaminação por agrotóxicos. Em sua última ida ao campo, a pesquisadora voltou com um cooler cheio de amostras de terra das roças, igarapés e mel de abelha. “Levei tudo para o laboratório de química analítica da Unicamp, e estamos comprando, com o apoio da FAPESP, os reagentes para fazer a análise de glifosato”, contou.

Para a antropóloga, este é um exemplo emblemático da colaboração entre diferentes campos da ciência e entre diferentes regimes de conhecimento.

“Há certos problemas impossíveis de serem tratados sem essa interlocução entre vários campos da ciência, sem reconhecer que as populações locais são produtoras de conhecimento e guardiãs de um patrimônio ambiental e cultural que vai muito além dos nossos indicadores convencionais”, concluiu.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp, escrito por José Tadeu Arantes

Cinemas de rua mantêm viva a tradição de assistir filmes fora dos shoppings de Manaus

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Foto: Divulgação

Com a chegada dos shoppings centers (centros de compras) à capital amazonense e, junto com eles, as salas de cinema de grandes redes internacionais, a tradição dos cinemas de rua em Manaus perdeu força. As antigas fachadas iluminadas, as filas na calçada e o charme das sessões ao ar livre deram lugar às poltronas numeradas e às telonas de multiplex.

No entanto, alguns espaços ainda resistem e mantêm viva a experiência de assistir a um filme fora do circuito comercial.

Leia também: Relembre os cinemas de rua de Manaus

A equipe do Portal Amazônia encontrou três cinemas de rua que continuam a exibir filmes, promover eventos e preservar a história na cidade. Confira:

Cineteatro Guarany

Inaugurado em novembro de 1999, o Cineteatro Guarany nasceu com a proposta de receber shows, espetáculos de pequeno porte e, claro, sessões de cinema. O cineteatro está localizado na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro (Avenida Sete de Setembro, 1546 – Centro), o espaço é um tributo ao antigo cinema de mesmo nome, que marcou gerações de manauaras no século XX.

Com apenas 94 lugares, o Guarany preserva a atmosfera intimista dos cinemas de rua. O projeto cênico foi idealizado por Sérgio Cardoso, diretor e autor teatral, inspirado na antiga casa de exibições.

Atualmente, o espaço divulga sua programação nas redes sociais e abriga eventos como o Cinema de Arte de Rua, mostras audiovisuais e festivais que valorizam as produções independentes e amazônicas. Confira a programação na página oficial AQUI.

Cinema de Rua
Cineteatro Guarany. Foto: Divulgação

Cine Carmen Miranda

O nome ‘Cine Carmen Miranda’ remete à era de ouro dos cinemas de rua manauaras. Nos anos 1970 e 1980, o comunicador Joaquim Marinho, o “Kim”, em parceria com o empresário Antônio Gavinho, comandou uma rede de salas populares no Centro da cidade, entre elas: Chaplin, Renato Aragão, Grande Otelo e Cantinflas.

Em 2024, o espaço ganhou nova vida pelas mãos do ator e produtor cultural Michel Guerrero, que reabriu o Cine Carmen Miranda na Rua do Progresso, também no Centro. A iniciativa conta com apoio da Aliança Francesa Manaus e do Instituto Cultural Hiléia Amazônica.

Com 42 a 50 lugares, o novo local mantém a proposta de exibir clássicos que marcaram gerações, além de produções autorais e mostras especiais, reafirmando o compromisso de preservar o cinema de rua como um patrimônio afetivo da cidade. Confira a programação AQUI.

Cine Carmen Miranda. Foto: Divulgação

Cine Casarão

Entre os espaços que unem tradição e modernidade, o Cine Casarão se destaca. Localizado no Centro Cultural Casarão de Ideias (Rua Barroso, 279 – Centro), o cinema é referência em produções independentes e filmes nacionais.

Em setembro de 2024, o espaço inaugurou uma segunda sala, com 25 lugares e recursos de acessibilidade, ampliando a oferta cultural no coração de Manaus. O Casarão exibe títulos de distribuidoras como Warner, Paris Filmes e Universal, além de oferecer sessões gratuitas e eventos ao ar livre.

Equipado com tecnologia moderna, incluindo um projetor a laser Christie Series 4, o Cine Casarão mantém ingressos acessíveis: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia), disponíveis pelo site ou aplicativo do espaço.

Cinema de ruas ganham espaço em Manaus. Foto: Divulgação

Anaconda: três verdades sobre a Amazônia retratadas no primeiro filme da franquia 

Frame do filme Anaconda. Foto: Reprodução/IMDb

Lançado em 1997, o filme ‘Anaconda’ conquistou o público com sua produção repleta de clichês, suspense e uma cobra gigante aterrorizando um grupo de exploradores na Amazônia. O sucesso foi grande e o filme acabou reforçando uma visão distorcida da floresta, que seria marcada por perigos constantes e criaturas monstruosas.

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Mais de duas décadas depois, a franquia ganha um novo capítulo. No lançamento de 2025, os melhores amigos Griff e Doug decidem se aventurar na Amazônia com o objetivo ambicioso de gravar um reboot do filme ‘Anaconda’.

Veja o trailer:

A nova produção se inspira diretamente no longa original, que acompanhava um grupo de documentaristas em expedição pela floresta amazônica em busca da fictícia tribo indígena isolada Shirishama. Durante a viagem, uma tempestade altera os planos do grupo, que acaba cruzando o caminho do misterioso Paul Sarone.

Depois desse encontro, a expedição se transforma em um pesadelo, e os personagens percebem que estão no meio de uma caçada perigosa a uma anaconda, uma gigantesca e assombrosa cobra retratada como inteligente e estratégica, capaz de planejar ataques com precisão.

Leia também: Anaconda: 12 mentiras sobre a Amazônia que parecem verdade no filme

Mesmo envolto em ficção e exageros, o filme consegue mostrar verdades fundamentais sobre a Amazônia, como a sua grandeza, sua riqueza natural, os impactos da exploração externa e a necessidade de respeito a um território que não é vazio, nem selvagem, mas vivo, habitado e essencial para o equilíbrio ambiental do mundo.

Pensando em como a Amazônia foi retratada, a equipe do Portal Amazônia revisitou o primeiro filme e listou verdades sobre a região. Confira:

Imensidão da Floresta Amazônica

Mesmo sendo retratada de forma caricata, a narrativa deixa evidente que a Amazônia não é um espaço simples ou facilmente controlável, o que demonstra toda a imensidão e complexidade da floresta.

Os personagens se perdem, enfrentam dificuldades de locomoção e dependem dos rios para se deslocar, algo que reflete a realidade de grande parte da região, em que os rios são os principais caminhos para a deslocação.

Leia também: Conheça 10 fatos sobre a maior floresta do mundo 

Imensidão da Floresta Amazônica. Foto: Reprodução/ Facebook-@Ricardostuckert

Riqueza da biodiversidade amazônica 

O longa mostra também, ainda que de forma distorcida, a riqueza da biodiversidade amazônica, chamando atenção para o fato de que a Amazônia abriga uma das maiores diversidades de espécies do planeta, muitas delas ainda pouco estudadas pela ciência.

O filme retrata que a floresta é, de fato, lar de animais predadores e espécies que exercem papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. 

Leia também: Conheça a biodiversidade protegida das áreas de conservação regional de San Martín, no Peru

Biodiversidade de animais amazônicos. Foto: Reprodução/ FAPEAM

Exploração predatória da Amazônia

O filme retrata, mesmo sem aprofundamento, a exploração predatória da Amazônia, em que a figura do caçador, obcecado por capturar a cobra, representa a relação histórica da região com a extração, caça e apropriação de recursos naturais como mercadorias.

Essa mentalidade, dramatizada no longa, dialoga com as práticas reais que ameaçam a floresta, como o garimpo ilegal, o desmatamento e o tráfico de animais silvestres. 

Leia também: Amazônia na rota das especiarias: produtos da floresta movimentaram a economia no período colonial

Filme Anaconda
Paul Serone desejava capturar a Anaconda viva para poder vendê-la por um grande quantia de dinheiro. Foto: Reprodução/IMDb

Saiba o que aproveitar no Museu das Amazônias no início de 2026

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Ações de férias estimularão criatividade, brincadeiras, aprendizado e convivência, com acessibilidade, inclusão e diversidade nos museus. Foto: Divulgação/Agência Pará

Mostra audiovisual, apresentações culturais, atividades sensoriais e oficinas de escrita, dança, pintura e desenho integram a programação educativa e cultural do Museu das Amazônias, em Belém (PA), nos meses de janeiro e fevereiro de 2026. Pensada como uma opção de lazer e aprendizado durante o período de férias escolares, a agenda tem como objetivo promover experiências que conectam arte, cultura, ciência e os saberes das “Amazônias”.

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As atividades começam no dia 2 de janeiro e seguem até 8 de fevereiro, reunindo mais de 70 ações gratuitas voltadas principalmente para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, além de propostas para público livre e famílias. A programação completa pode ser conferida, semanalmente, nas redes sociais oficiais do Museu das Amazônias (@museudasamazonias).

As ações de férias foram planejadas para estimular a criatividade, o brincar, o aprendizado e a convivência, a partir de uma perspectiva acessível, inclusiva e diversa. Segundo Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu das Amazônias, a programação reforça o papel do museu como espaço de encontro, educação e imaginação durante o recesso escolar.

“As férias são um momento importante para fortalecer vínculos, estimular a curiosidade e ampliar o acesso à cultura. A programação foi construída para acolher diferentes públicos, especialmente crianças, famílias e pessoas com deficiência, oferecendo experiências educativas, sensoriais e lúdicas que dialogam com os territórios, saberes e culturas das Amazônias”, destaca a gerente técnica.

museu das Amazônias
Museu das Amazônias visto de fora. Foto: Divulgação / Agência Pará

Inscrições para as férias no museu

 As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente, minutos antes do início de cada atividade, estando sujeitas à lotação. A programação completa, organizada por semana, pode ser consultada nos canais oficiais do museu.

Com a agenda de férias, o Museu das Amazônias reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura, à educação museal e a valorização das múltiplas Amazônias, oferecendo ao público uma programação diversa, acessível e de qualidade no início de 2026.

Uma novidade neste início de 2026 é o horário estendido de funcionamento durante os meses de janeiro e fevereiro, repetindo a experiência bem-sucedida adotada no período da COP30. O museu funcionará de quinta-feira a terça-feira, das 10h às 20h, com última entrada às 19h. Às quartas-feiras, o espaço permanece fechado para manutenção semanal.

Programação da primeira semana de janeiro

02/01/2026

Oficina educativa | De Cantos e Histórias: Cosmologia dos Pássaros
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Narrativas indígenas dos povos Tukano, Yanomami e Desana sobre os pássaros, com sons, conversas e criação de um pássaro de lã.

Oficina educativa | Introdução às Constelações Tupi-Guarani
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Apresenta a visão tupi-guarani sobre o céu e o papel das constelações na vida cotidiana, rituais e colheitas.

03/01/2026

Atividade educativa | Visita Educativa Cognitiva Sensorial
 9h I Pessoas com deficiência e acompanhantes
 Percurso acessível e sensorial pelo museu, com materiais táteis, atividades corporais e recursos como LIBRAS.
Oficina educativa | Corpo-Território: Movimento das Amazônias
 10h30 I Livre
 Vivência corporal com movimento e respiração para perceber o corpo em relação ao ambiente amazônico.
Oficina educativa | Ateliê das Aves: Pintura em Miriti
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Pintura de aves amazônicas em miriti, unindo arte, cultura e biodiversidade.
 
04/01/2026

Atividade educativa | Um Dia de Arqueólogo(a)
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Simulação de escavação arqueológica para conhecer cerâmicas e saberes dos povos originários da Amazônia.
Atividade educativa | Cine Clube Infantil
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Exibição de filmes inspirados nas Amazônias, seguida de conversa com o diretor.
 
05/01/2026

Atividade educativa | Circuito Brincante: Ciranda dos Bichos
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Jogos e brincadeiras inspirados nos animais da floresta, celebrando a diversidade amazônica.
Atividade educativa | Visita Educativa: Memórias para Adiar o Fim do Mundo
 15h I Crianças de 6 a 12 anos e famílias
 Visita à exposição Ajuri inspirada nas ideias de Ailton Krenak, com partilha de memórias e histórias.

06/01/2026

Atividade educativa | Circuito Brincante: Na Aldeia do Riso
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos e famílias
 Jogos inspirados nos Hotxuá do povo Krahô, explorando o riso como cura e criação de vínculos.
Atividade educativa | Visita Educativa: Os Caminhos das Águas
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Atividades interativas sobre os rios voadores e a relação das águas com a história de Belém.
 
08/01/2026

Oficina educativa | Folha-Bicho, Bicho-Folha: Animais Amazônicos, Dobraduras e Preservação Ambiental
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Oficina que une arte e ciência para apresentar a fauna amazônica por meio de dobraduras e pintura.
Oficina educativa | Contação de Histórias – “Faz do Conto: A História da Cobra Canoa”
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Narrativa ancestral da Cobra Canoa, abordando origem, tradição e conexão com a natureza.

Museu das Amazônias

O Museu das Amazônias está localizado no Complexo Porto Futuro, Galpão 4A — Avenida Marechal Hermes, n°14, bairro do Reduto, em Belém (PA).

Funciona de quinta a terça, das 10h às 20h (última entrada às 19h). O horário especial é válido nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 e a entrada é gratuita nesta temporada.

*Com informações da Agência Pará

Museu da Amazônia recebe Licença de Operação do Ipaam para jardim zoológico

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Museu da Amazônia. Foto: Reprodução / Agência Amazonas

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu Licença de Operação ao Museu da Amazônia (Musa) para a atividade de jardim zoológico. O Musa está localizado na Avenida Margarita, nº 6.305, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus (AM) e avança em sua atuação, com o documento que agora autoriza o funcionamento da atividade conforme as normas ambientais vigentes, com validade até 12 de dezembro de 2026.

Leia também: 16 curiosidades sobre o Museu da Amazônia que você precisa conhecer

A licença, de nº 000867/2025, tem como finalidade regularizar a operação do empreendimento, enquadrado como jardim zoológico, considerando a visitação pública e as atividades desenvolvidas no espaço. O processo de licenciamento foi conduzido com base em análise técnica e atende aos critérios estabelecidos pela legislação ambiental estadual.

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licença musa
Torre de observação do MUSA. Foto: Divulgação / Valter Calheiros

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a concessão da Licença de Operação ao Musa reforça o compromisso do órgão ambiental com a legalidade, a conservação da fauna silvestre e o fortalecimento de iniciativas que aliam pesquisa científica, educação ambiental e preservação dos recursos naturais no Amazonas.

“O licenciamento ambiental é um instrumento fundamental para garantir que atividades como essa sejam desenvolvidas de forma responsável, respeitando o meio ambiente e assegurando o bem-estar da fauna. O Musa é um espaço importante de educação ambiental e pesquisa, e o papel do Ipaam é justamente assegurar que tudo funcione dentro das normas”, destacou Gustavo Picanço.

Processo de concretização da licença

Segundo a gerente de Fauna do Ipaam, Sônia Canto, o licenciamento do Museu da Amazônia foi resultado de um processo técnico construído em diálogo com o empreendimento, a partir de análises realizadas pela equipe do órgão ambiental. Ela explicou que, pelas características do espaço, foi necessária uma avaliação criteriosa para definir o enquadramento mais adequado à atividade desenvolvida.

“O Musa procurou o Ipaam para se regularizar. Não se trata de criação de animais silvestres propriamente dita, nem de um jardim zoológico tradicional. É um espaço com forte cunho educacional e científico, com serpentário, aracnidário, borboletário, aquários e coleções biológicas, voltado à educação ambiental. Conseguimos enquadrá-los como jardim zoológico em razão da visitação e das características do espaço. Vejo essa licença como o primeiro passo de uma parceria, com possibilidade de avançar para projetos ainda mais amplos voltados à conservação da fauna silvestre”, afirmou Sônia Canto.

O empreendimento, de pequeno porte, ocupa uma área útil de aproximadamente 0,99 hectare, sendo autorizado a operar exclusivamente como jardim zoológico.

O Ipaam ressalta que a manutenção da licença está condicionada ao cumprimento integral das exigências ambientais estabelecidas no documento, que podem ser fiscalizadas a qualquer momento pelo órgão.

*Com informações da Agência Amazonas

*Contém informações da Agência Amazonas

Praga da mandioca deixa agricultores de Presidente Figueiredo, no Amazonas, em alerta

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A mandioca é um tubérculo muito encontrado na região Norte. Foto: Marcos Santos/USP

Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) estão percorrendo comunidades rurais de Presidente Figueiredo para orientar agricultores sobre a praga conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca. O fungo já ameaça plantações no Amapá e no Pará e pode comprometer a base alimentar de muitas famílias no Amazonas, deixando os profissionais em alerta.

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Morador da comunidade Rumo Certo há oito anos, o agricultor Pedro Pereira cultiva macaxeira e diz que nunca tinha ouvido falar da praga. Agora, afirma que a ordem é redobrar a atenção.

“Preocupa muito, muito mesmo. Pra quem está plantando tem que tomar bastante cuidado, não trazer sementes de outros estados, para prevenir antes que chegue aqui no município”, disse.

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Segundo o engenheiro agrônomo da Adaf, Acássio Eugênio, a praga ainda não foi registrada no Amazonas. No entanto, já está presente em áreas do Amapá e do Pará.

“Nós temos levado informações para os agricultores, conscientizando sobre os sintomas e pedindo que, em caso de suspeita, notifiquem a Adaf. Também vamos iniciar monitoramentos nas lavouras de mandioca do estado para proteger a mandiocultura amazonense”, explicou.

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Mandiocas do Amazonas. Foto: Divulgação / Siglia Souza

Na comunidade, agricultores participaram de uma roda de conversa sobre o tema. Francisco Ferreira destacou a importância do alerta antecipado: “É preocupante, mas é bom ter aviso para tomar providências e não ser prejudicado mais adiante”.

Zito Serra disse que vai reforçar a fiscalização: “Foi passado para nós não pegar produto de outra área ou município”.

Já Luiz Alves contou que ficou surpreso: “Nunca tinha ouvido falar dessa praga na mandioca. É mais uma preocupação, mas agora temos que ficar atentos e comunicar qualquer diferença”.

Sintomas da doença da praga da mandioca

De acordo com a Adaf, os sinais da vassoura-de-bruxa são fáceis de identificar:

  • Brotações deformadas que lembram uma vassoura;
  • excesso de ramos finos e fracos;
  • folhas amareladas que secam aos poucos;
  • morte da planta de cima para baixo, até as raízes.

O engenheiro agrônomo reforça que qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente. Ele alerta ainda para que agricultores não transportem manivas de estados onde a praga já foi registrada.

O órgão informou que segue acompanhando as plantações e reforça que qualquer suspeita deve ser informada. O objetivo é manter a produção de mandioca no Amazonas livre da ameaça e garantir a segurança alimentar das famílias que dependem do cultivo.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Fim de Ano Amazônico: Réveillon de Macapá 2026 é transmitido pelo canal Amazon Sat

Foto: Divulgação/ Agência Amapá

O canal Amazon Sat transmite neste 31 de dezembro a festa de Réveillon com a queima de fogos em Macapá, capital do Amapá. A transmissão, que começará às 23h30 (horário de Brasília), conta com shows, entrevistas e muito mais.

A transmissão faz parte do projeto Fim de Ano Amazônico, que integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o apoio do Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx e Governo do Amapá.

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Conhecido como “O Maior Réveillon da Amazônia”, a queima de fogos terá duração de 10 minutos e acontece em dois pontos da cidade: o anfiteatro da Fortaleza de São José e a praça Jacy Barata Jucá.

A festa já acontece desde o dia 27 de dezembro e conta com a participação de artistas nacionalmente renomados, como Anitta e Chitãozinho e Xororó. Natanzinho Lima é uma das atrações logo após a queima de fogos.

Transmissão do Réveillon mostra cultura amapaense

Para o coordenador de jornalismo do canal Amazon Sat e do Portal Amazônia, Lemmos Ribeiro, a transmissão do Réveillon de Macapá é uma das formas de mostrar a realidade da Amazônia para todo o mundo.

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“Transmitir o réveillon de Macapá é, acima de tudo, uma oportunidade de mostrar ao Brasil, especialmente ao Norte, a pluralidade e religiosidade dessa terra tão singular. É a chance perfeita para começarmos o novo ano com boas energias e grandes expectativas! E, este ano, preparamos um programa especial ao vivo, com entrevistas, música e, claro, a tradicional contagem regressiva. E, como não poderia faltar, vamos celebrar o que o Amapá tem de melhor: sua festa, seu povo e sua alegria contagiante!”, declarou.

Para o gerente de conteúdos especiais da FRAM, Anderson Mendes, a transmissão do Réveillon de Macapá 2026 pelo Amazon Sat representa a integração entre os estados que compõe a Amazônia.

“O evento oficial de fim de ano contará com a transmissão da virada de ano pela televisão e pela internet, levando ao público o clima de celebração, união e esperança que marca essa época. O conteúdo mostrará a alegria do povo amapaense, fortalecendo o sentimento de pertencimento e integração entre os estados onde o sinal da TV chega: Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre. O objetivo é valorizar a diversidade cultural e o espírito de confraternização da região amazônica.”, destacou.

Leia também: Seis cuidados para não passar mal no Réveillon

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Praias para aproveitar a virada de ano na Amazônia Legal? Tem sim! Veja a lista

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Ano novo de 2024 na Praia da Ponta Negra em Manaus (AM). Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Quem pensa em passar o Réveillon na praia talvez só lembre do Nordeste brasileiro, mas que tal passar a virada de ano em praias com águas doces – e também salgadas – da Amazônia?

A região abriga a maior floresta tropical do mundo, mas também possui praias para quem quer passar o ano novo com os pés na areia.

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E muitas dessas praias recebem eventos em comemoração ao ano que chega, com muita música, atrações nacionais e locais, e cultura diversificada nos estados amazônicos.

O Portal Amazônia encontrou alguns desses eventos para o Réveillon 2026:

Praia da Ponta Negra (Manaus/AM)

De acordo com a Prefeitura de Manaus, a Praia da Ponta Negra terá uma programação gratuita neste 31 de dezembro. Artistas como Bruno e Marrone e Klessinha se apresentam nos palcos no complexo turístico da Ponta Negra e também no Parque Amazonino Mendes, na Alameda Alphaville.

Entre os artistas locais anunciados estão: Uendel Pinheiro, Guto Lima, Mikael, John Veiga, Mailzon Mendes, Israel Paulain, Carlos Batata, Prefixo 92, Banda Impakto, Kelton Piloto, entre outros.

A programação inclui ainda dez minutos de show pirotécnico silencioso seguindo o conceito de sustentabilidade adotado pela gestão municipal, que prioriza o bem-estar de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas no espectro autista e animais sensíveis a ruídos intensos. Horários do Amazonas.

Praia da Ponta Negra em Manaus (AM). Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Avenida Litorânea (São Luís/MA)

Em São Luís, na Avenida Litorânea, o Governo do Maranhão anunciou um Réveillon à beira-mar reunindo grandes atrações da música nacional e local. A programação é do pôr do sol ao amanhecer na praia maranhense.

A partir das 17h30, quem abre a sequência de atrações é o grupo Argumento, com muito samba e pagode. Às 19h30, é a vez da banda Os Tropix levar ao palco animação nesta virada. 

Às 21h30, Xand Avião anima a plateia, com um repertório de forró, dos novos aos grandes sucessos que marcam a sua trajetória e fazem parte da trilha sonora da vida de muita gente. 

A contagem regressiva para o ano novo ganha ritmo especial às 23h30 com o cantor Avine Vinny, nos últimos minutos de 2025. Depois, vem o espetáculo de fogos e com a chegada de 2026, a festa continua com força total às 1h30, quando Jhonny Boy assume o palco. Horários do Maranhão.

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Réveillon 2025 na Av. Litorânea. Foto: Júnior Foicinha / Governo do Maranhão

Prainha da Via Lago (Araguaína/TO)

A Prefeitura de Araguaína, município de Tocantins, preparou uma programação para celebrar a chegada de 2026 na Prainha da Via Lago. Segundo a prefeitura, a festa conta com atrações musicais ao longo da noite, reunindo artistas locais e DJs, além de um espetáculo de queima de fogos no momento da virada, marcando a chegada do ano novo.

A programação cultural tem início às 20h30, com show de Rai Lima, seguido pelo DJ Drak, às 21h30. Às 23h, quem sobe ao palco é Matheus Barra, antecedendo a virada do ano. Já na madrugada, a animação continua com Rubinho Rodrigues, à 1h, e encerra com DJ Michel, às 2h30. Horários de Tocantins.

Réveillon 2025 em Araguaína.  Foto: Marcos Filho / Secom Araguaína

Capitais que terão outras programações de Ano Novo

É claro que nem toda capital ou cidade amazônica tem acesso à uma praia, então, para quem quer aproveitar o Réveillon com muita música e animação, também encontramos algumas opções. Confira:

Parque Anauá (Boa Vista/RR)

Em Boa Vista, capital de Roraima, o evento da virada de ano acontece no Parque Anauá, promovido pelo Governo do Estado. A atração principal da noite é o cantor de sertanejo Leonardo. O show está previsto para iniciar às 23h, celebrando a chegada de 2026 com o público roraimense, informou a Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima. Horário de Roraima.

De acordo o edital disponível no site da Secult, “serão 40 barracas de comidas, 40 barracas de bebidas, espaço para food truck e espaço para brinquedos, além dos rotativos, que são os comerciantes que ficam circulando pelo parque”. 

Parque Anauá no Réveillon 2024. Foto: Divulgação / Governo de Roraima

Mangueirão (Belém/PA)

“Vira Pará” é o nome do evento que abre o novo ano em Belém. A festa acontecerá no estacionamento do estádio Mangueirão, com entrada gratuita e início às 20h, realizada pelo Governo estadual. Horário do Pará.

Os cantores Nattan, Joelma, Natanzinho Lima, Gaby Amarantos e a aparelhagem Carabao foram confirmados como atrações do “Vira Pará”.

Mangueirão em festa no Pará. Foto: Welligton Coelho / Agência Pará

Parque das Águas (Cuiabá/MT)

A Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá anunciou o ‘Réveillon da Família Parque das Águas’. O evento promete reunir milhares de pessoas com uma programação variada com início às 18h. Horário do Mato Grosso.

Com foco na programação regional, o palco será comandado por artistas da terra até as 20h, garantindo animação e diversidade musical para o público presente. 

As atrações confirmadas são a banda Os Bênçãos, Bruno Cerqueira e a Banda Gaudium, nomes que representam diferentes estilos e que têm forte conexão com o cenário gospel de Cuiabá e de Mato Grosso, além do DJ Pedrinho, que intercalará as apresentações.

Parque das Águas em Cuiabá. Foto: Rennan Oliveira / Prefeitura de Cuiabá

Anfiteatro da Fortaleza de São José (Macapá/AP)

O Governo do Amapá anunciou as atrações do Réveillon que será realizado no Anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá, no centro da capital. O evento começou dia 27 e encerra com a virada do ano.

A programação conta com shows locais, Festa das Aparelhagens e apresentações nacionais como a da Estação Primeira de Mangueira. O acesso é gratuito.

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Anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá em abertura de aparelhagem 2026. Foto: Divulgação / Governo do Amapá

Avenida Farquar (Porto Velho/RO)

O evento de Réveillon de Porto Velho, o “Viradão do Bera”, também promete reunir milhares de pessoas em uma celebração marcada por música, alegria e cultura popular.

De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a festa terá mais de 10 horas de programação e vão se apresentar no palco: DJs, artistas locais consagrados e Tierry como atração nacional, garantindo animação do início ao fim da noite.

Av. Farquar festejando com moradores rondonienses. Foto: Divulgação / Prefeitura de Porto Velho

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