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Armadilhas usadas na floresta para estudos que podem ajudar até na saúde humana

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Por Flávio Terassini – ticksman@gmail.com

Com muito entusiasmo, embarquei numa expedição pela Amazônia para pesquisar espécies nativas e aprofundar os conhecimentos sobre doenças tropicais que afetam tanto a fauna quanto a população local. Com o apoio da USP e autorização do IBAMA, nossa equipe se aventurou por trilhas densas, rios caudalosos e clareiras misteriosas, sempre com olhos atentos e equipamentos prontos para registrar cada descoberta.

Nosso foco principal estava na investigação de doenças como o mal de Chagas e a febre maculosa, enfermidades que ainda desafiam a ciência devido à sua complexidade e à forma como se espalham pelo ambiente. Essas doenças estão diretamente ligadas a vetores, como insetos e aracnídeos, que habitam os recantos mais isolados e, muitas vezes, pouco explorados da floresta. Por isso, a pesquisa exigiu uma combinação de biologia de campo e metodologias rigorosas para coleta e estudo de espécies.

Para coletar dados e amostras de forma eficiente, montei armadilhas com diferentes métodos, desde iscas aromáticas até redes finas, destinadas a capturar insetos e aracnídeos sem lhes causar qualquer dano. Esse trabalho de campo é desafiador e, ao mesmo tempo, recompensador, pois a cada armadilha montada, a expectativa cresce: “O que será que vamos encontrar desta vez?”

Entre os encontros mais marcantes e até, digamos, impressionantes, destaco as famosas aranhas-caranguejeiras, ícones da biodiversidade amazônica. Esses animais, com suas patas longas e movimentos precisos, parecem intimidantes à primeira vista, mas têm um papel vital nos ecossistemas locais. As caranguejeiras atuam como predadoras, controlando a população de pequenos invertebrados e até alguns vertebrados, ajudando a manter o equilíbrio natural.

Diferentemente do que muitos imaginam, as aranhas-caranguejeiras da Amazônia são, na maior parte, inofensivas para os seres humanos. Seu veneno não é letal para nós, mas é essencial para caçar e digerir suas presas, como insetos e pequenos anfíbios. Curiosamente, algumas espécies de caranguejeiras que encontrei ao longo da expedição mostraram comportamentos únicos, como a habilidade de liberar cerdas urticantes de suas pernas como mecanismo de defesa, que podem causar irritação na pele e nos olhos de possíveis predadores ou curiosos descuidados.

A observação de uma caranguejeira em seu habitat natural é uma experiência que envolve uma mistura de respeito e fascínio. Esses aracnídeos se movimentam lentamente, mas, ao mesmo tempo, revelam uma postura de prontidão e agilidade. Suas cores variam do marrom escuro ao preto, com alguns reflexos brilhantes que destacam sua presença na floresta úmida e cheia de mistérios. Em uma noite particularmente silenciosa, enquanto revisava uma armadilha montada ao pé de uma árvore centenária, deparei-me com uma caranguejeira de tamanho notável. Sua calma era impressionante; parecia observar o entorno com uma espécie de curiosidade meticulosa, como se analisasse a intrusão humana com a mesma atenção que eu aplicava ao estudá-la.

No final, a expedição pela Amazônia foi uma experiência não só científica, mas também pessoal, pois permitiu um contato direto com a natureza em seu estado mais puro e um entendimento mais profundo do delicado equilíbrio entre fauna e flora que compõem esse bioma essencial para o planeta.

Sobre o autor

Ticksman é o Flávio Aparecido Terassini, biólogo, professor universitário desde 2006, mestre em Ciências pela USP e doutorando pelo Bionorte.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Biomédico no Pará cria estratégia humanizada para reduzir medo da coleta de sangue

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Foto: Divulgação/Agência Pará

Ninguém gosta de agulhas, é fato. Mas esse medo que acomete até mesmo adultos, pode ser ainda mais acentuado em crianças e adolescentes e gerar ansiedade e desconforto, e até fobias por alguma situação traumática, a chamada aicmofobia. 

A insegurança pode ser ainda maior na hora de fazer o exame de coleta de sangue, por diversos motivos, como a associação a alguma situação que causou dor, aversão ao sangue ou até mesmo à agulha.

Para tornar esse momento menos angustiante para os pacientes, o biomédico da Agência Transfusional do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Matheus Bernades, desenvolveu uma estratégia humanizada, capinhas de seringa em formato de avião.

Foto: Divulgação/ Agência Pará

Matheus conta que a ideia surgiu após observar que muitos pacientes sentem temor ao ver o sangue na seringa na hora de coleta de sangue, por isso, resolveu testar o protótipo com o intuito de amenizar o momento de tensão.

Coleta de sangue é bastante comum em pacientes oncológicos

O biomédico acredita que a abordagem lúdica ajuda a tornar o processo de coleta mais leve e menos traumático.

Foto: Divulgação/Agência Pará

“O formato de avião distrai a criança durante a coleta de sangue e exames ambulatoriais, somado a isso sempre é bom explicar o motivo do procedimento, que será apenas uma picadinha no braço e que vai durar pouco tempo. A aceitação tem sido muito positiva, principalmente porque a abordagem lúdica ajuda a distraí-los, tornando o momento  menos estressante.”

Ana Lúcia Silva, 35 anos, mãe da Ana Maria Sampaio, 11 anos, aprovou a iniciativa.

A menina está em tratamento contra um Sarcoma de Ewing, um tipo de tumor raro que se desenvolve nos ossos e nos tecidos moles ao redor deles.

Foto: Divulgação/Agência Pará

A  iniciativa do biomédico associada à atuação de profissionais experientes, têm conseguido promover um ambiente mais acolhedor no Hospital, é o que percebe, por exemplo, a dona de casa, Andreza Oliveira, de 32 anos. Ela acompanhava o filho, Wesley Oliveira. 

“Muito bom pensar nos pequenos durante um momento bem complicado”.

“Meu filho faz bastante coletas no hospital. Quando ele não está bem comparecemos na Unidade de Atendimento Imediato. Então, tudo o que o hospital fizer no sentido de acolher nossos filhos, é super bem-vindo”, disse a mãe Andreza Oliveira.

*Com informações da Agência Pará

Professora do Tocantins realiza doutorado nos EUA sobre Bumba Meu Boi

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Foto: Reprodução/Iphan

A professora Luana Mara Pereira, docente do curso de Licenciatura em Educação do Campo – Artes, vinculado ao Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), deu início a uma nova etapa em sua trajetória acadêmica. Ela chegou à Rice University, no Texas (EUA), onde realizará seu Doutorado Sanduíche com o apoio de uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Foto: Luana Mara Pereira/Acervo pessoal

Luana terá como orientadores o professor Luiz Alberto Couceiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGHis) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e o professor Dr. Daniel B. Domingues da Silva, da Rice University. Sob a supervisão dos pesquisadores, ela desenvolverá a pesquisa intitulada ‘O corpo brincante do ‘miolo’: espiritualidade, relações de poder e modos de existência no Bumba Meu Boi do Maranhão numa perspectiva afro-atlântica’.

A pesquisa aborda as práticas culturais e a espiritualidade presente no Bumba Meu Boi do Maranhão, explorando o papel e a simbologia do “miolo” — figura central e carregada de significados espirituais e de resistência — dentro dessa tradição afro-brasileira.

O estudo também pretende aprofundar a compreensão das relações de poder e dos modos de existência que permeiam essa manifestação cultural, situando-a numa perspectiva afro-atlântica que transcende as fronteiras do Brasil.

*Com informações da UFNT

Empresários do turismo da Venezuela e Guiana participam da Expoferr

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Foto: Divulgação/Ascom Secult RR 

A 43ª Exposição Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr) conta, em 2024, com a participação de uma comitiva de empresários venezuelanos que trabalham com turismo na região da Gran Sabana, no estado de Bolívar, na Venezuela, e da região de Lethem, na Guiana, na fronteira com o Brasil. Essa é a segunda vez que guianenses e venezuelanos participam de evento para promoção do turismo no Brasil. A primeira vez foi no Salão Internacional de Turismo de Roraima, em abril desse ano.

Leia também: Lethem: cidade da Guiana oferece muito mais que compras baratas

Os empresários venezuelanos foram convidados pelo diretor do Detur (Departamento de Turismo) da Secult (Secretaria de Cultura e Turismo), Bruno Muniz de Brito, para apresentar aos brasileiros as belezas de Gran Sabana no estande para divulgação do turismo local.  A região é famosa por suas paisagens deslumbrantes, com uma biodiversidade rica e uma cultura vibrante, além das imponentes montanhas, cachoeiras e a fauna única atraem turistas de diversas partes do mundo.

Para Bruno, a participação dos empresários na Expoferr representa um passo significativo para a recuperação do setor, promovendo a integração entre Brasil, Venezuela e Guiana, fortalecendo os laços que podem levar a um futuro mais próspero para o turismo na fronteira dos dois países.

Foto: Divulgação/Ascom Secult RR 

Liderados pela secretária de Turismo de Bolívar, Keyla Penãlver, eles buscam a retomada do fluxo de turistas brasileiros na Venezuela. A vinda dos empresários é fruto do encontro empresarial fronteiriço realizado em Santa Elena nos dias 8 e 9 de outubro, onde foram discutidas estratégias de revitalização do turismo na Gran Sabana.

No evento, Bruno se reuniu com o governador de Bolívar, Ángel Marcano, como forma de firmar compromissos para fortalecer a colaboração entre os dois lados da fronteira, com ênfase em garantir a segurança dos viajantes.

O encontro em Santa Elena foi marcado por um diálogo produtivo buscando iniciativas que aumentem o fluxo de turistas com garantia de segurança. O governador Angel Marcano garantiu na ocasião, a segurança de todos os turistas brasileiros que viajem para a Venezuela, que segundo ele é uma das prioridades para a retomada da visitação dos brasileiros.

Lá se encontra o principal atrativo turísticos local, o Monte Roraima, que somente é acessado do lado venezuelano. Isso tem contribuído para a presença de empresas brasileiras na região, crucial para o desenvolvimento do turismo, oferecendo serviços que não apenas atraem visitantes, mas também geram renda e oportunidades para as comunidades locais.

Guiana

A região do Rupununi, onde fica localizada a cidade de Lethen mantém fortes características similares com o estado de Roraima, possuindo atrativos no segmento do etnoturismo, turismo de aventura e de natureza, que está se fortalecendo como destino turístico viável na fronteira.

Na terra dos Guajajara, mudas amazônicas oferecem esperança para os rios que secam

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Espécies nativas da Floresta Amazônica, como o buriti, plantadas ao longo das margens das nascentes na Terra Indígena Rio Pindaré. Foto: Ana Ionova/Mongabay

Sob o dossel esmeralda da Floresta Amazônica, Janaína Guajajara olha para uma poça de água turva, pouco maior do que uma banheira. Ao longo de suas margens, delicadas mudas de buriti brotavam do solo.

A pequena piscina, escondida em um pedaço de floresta na Terra Indígena Rio Pindaré, no Maranhão, é na verdade uma parte crucial de um sistema de água muito maior nessa região. Quase invisível para o olho destreinado, ela forma um filete de água que passa serpenteando por nós a caminho do Rio Pindaré, a alguns quilômetros dali, sendo parte das nascentes que abastecem o rio na floresta.

Para o povo Guajajara, que vive aqui há séculos, essas nascentes têm um significado mais profundo. “Elas são sagradas”, diz Arlete Guajajara, líder indígena da reserva do Rio Pindaré. “Elas pertencem aos espíritos de nossos ancestrais. É aqui que eles vão descansar.”

Os rios e córregos alimentados por essas nascentes são essenciais para a sobrevivência dos Guajajara. Eles dependem dessas águas para pescar, beber e se banhar. É também onde realizam rituais como a celebração da Menina Moça, um importante rito de passagem que marca o início da vida adulta para as mulheres Guajajara.

Mas esses corpos d’água estão ameaçados, pois a agricultura engole a floresta ao redor e traz chuvas mais fracas, estações secas mais longas e temperaturas mais altas. No ano passado, os níveis de água dos rios, aqui e em outros lugares da Amazônia, caíram a níveis historicamente baixos em meio a uma seca severa que os cientistas associaram ao desmatamento e às mudanças climáticas.

Nesse cenário, a preservação das nascentes que alimentam os rios se tornou ainda mais urgente para o povo Guajajara. Em 2018, eles se embrenharam na floresta tropical em uma tentativa de localizar e mapear essas nascentes. Os idosos da aldeia lideraram as expedições, reconstituindo as lembranças perdidas de onde elas costumavam estar. Quando as encontraram, muitas das nascentes estavam reduzidas a meras poças.

“Sabíamos que tínhamos que fazer alguma coisa”, diz Arlete Guajajara. “Não podíamos simplesmente deixá-las desaparecer.”

Então, no ano passado, o povo Guajajara escolheu uma das nascentes como um modelo de teste. Na esperança de reverter décadas de destruição da floresta em suas terras, eles plantaram espécies nativas da Amazônia — como buriti, pupunha e açaí — ao longo de suas margens.

Em vez de usar sementes, os Guajajara vasculharam a floresta tropical coletando mudas saudáveis que haviam se enraizado em outros lugares, transplantando-as para as nascentes. “Fizemos isso de maneira tradicional, como os anciãos nos ensinaram”, diz Arlete.

A comunidade indígena espera que as plantas novas possam evitar que as nascentes sequem, fortalecendo o solo ao redor delas. Os cientistas dizem que o plantio em torno das nascentes pode evitar a erosão e ajudar o solo a absorver mais chuva, reabastecendo as reservas de água subterrânea. À medida que as árvores amadurecem, elas liberam volumes cada vez maiores de umidade no ar ao seu redor, ajudando a regular o clima nessa área da floresta tropical.

“É uma alegria imensa, não apenas para nossos anciãos e nossos ancestrais, mas para todo o nosso território”, diz Janaína. “Quando plantamos, estamos recuperando tudo o que nos foi tirado.”

Legado de destruição

Nas profundezas da floresta tropical, não há sinal da seca que assola os campos de soja empoeirados que se estendem por quilômetros além da reserva do Rio Pindaré. Aqui, o ar é pegajoso e úmido. Os insetos se movem em densos enxames e os animais se agitam no mato. O arroz, a mandioca e a banana crescem em abundância ao lado de espécies florestais como o açaí.

A Terra Indígena Rio Pindaré se estende por cerca de 15 mil hectares no município de Bom Jardim, no Maranhão. Sob proteção federal desde 1982, está localizada em um corredor ecológico composto por sete reservas, algumas delas habitadas por povos indígenas que vivem em isolamento voluntário.

Após décadas de destruição, a maior parte da floresta tropical ao redor foi devastada pela agricultura em larga escala. No entanto, apesar das frequentes incursões de forasteiros ao longo dos anos, o Rio Pindaré continua sendo uma ilha de floresta tropical, intacta apesar da voracidade do desenvolvimento econômico.

Imagem de satélite mostra a área de floresta preservada dentro da Terra Indígena Rio Pindaré. Imagem: Reprodução/Mongabay

“Esta é a última floresta aqui”, diz um funcionário da Funai, que pediu para não ter seu nome revelado porque não está autorizado a falar com a mídia. “E os povos indígenas dependem dela. É por isso que é tão importante protegê-la.”

Essa área da Amazônia brasileira era praticamente isolada até algumas décadas atrás, quando o regime militar — que chegou ao poder nos anos 60 – pressionou para povoá-lo como forma de garantir sua soberania. Chamando-a de “terra sem homens para homens sem terra”, o regime distribuiu lotes a milhares de migrantes de outras partes do Brasil e, nas duas décadas seguintes, construiu uma série de estradas que cortam a floresta.

Um desses projetos foi a BR-316, uma rodovia federal de 2 mil quilômetros que corta a TI Rio Pindaré ao meio. A estrada abriu o acesso à floresta como nunca antes, atraindo madeireiros ilegais que agora podiam explorar as terras do povo Guajajara em busca de árvores com alto valor der mercado;

“O impacto foi enorme”, diz Caroline Yoshida, consultora técnica do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), uma organização sem fins lucrativos que trabalha com grupos indígenas na região. “Porque a estrada corta bem o meio da terra deles. Com isso, a caça selvagem diminuiu e a pressão em seu território aumentou.”

Na década de 1980, a construção da Estrada de Ferro Carajás, que se estende por 891 quilômetros da capital do Maranhão até o estado vizinho do Pará, intensificou ainda mais a onda de migração e criou uma nova fronteira de desmatamento na região. Em pouco tempo, surgiram pólos madeireiros em torno do Rio Pindaré.

Nas últimas décadas, as incursões no Rio Pindaré continuaram, com colonos de aldeias precárias do outro lado do rio invadindo regularmente o território para caçar e pescar ilegalmente, de acordo com os indígenas e as autoridades.

Enquanto isso, além do território, a monocultura tomou conta de grandes áreas da região. A soja, o milho e o gado impulsionam a economia local, com o apoio inabalável de políticos poderosos e grupos de lobby.

Com o recuo da vegetação nativa, os povos indígenas estão sentindo a pressão, pois as florestas, os rios e as nascentes em seus próprios territórios estão cada vez mais secos, diz Yoshida.

“Eles estão reflorestando para que possam manter essas nascentes, para que elas não morram dentro do território”, diz ela. “Para que não percam essa riqueza.”

Um tesouro ameaçado

As nascentes são importantes tanto por sua função especial no ciclo da água quanto pela natureza frágil que as torna vulneráveis a choques climáticos como a seca.

Essas nascentes se formam quando os reservatórios de água subterrânea emergem para a superfície do solo, criando pequenas correntes de água. Os afluentes viajam rio abaixo para se juntar a outros, formando córregos e rios maiores. Em todo o Brasil, há cerca de 1,8 milhão de nascentes espalhadas por todos os biomas, segundo estimativas do IBGE.

No entanto, na Floresta Amazônica, uma crise hídrica cada vez mais intensa está colocando as nascentes em risco. Estudos mostram que, em toda essa região do Brasil, a estação seca anual se tornou cerca de um mês mais longa nos últimos cinquenta anos. Quando as chuvas finalmente chegam, é comum que sejam escassas e irregulares, trazendo pouco alívio para a estiagem.

Com o avanço da monocultura no Maranhão, os ciclos de chuva foram interrompidos e os rios e córregos começaram a secar. Parte da única floresta tropical remanescente do estado fica em um grupo de terras indígenas, onde vive o povo Guajajara. Foto: Ana Ionova/Mongabay

Em meio a condições climáticas mais secas, menos precipitação está se infiltrando nos reservatórios subterrâneos sob as nascentes, e algumas dessas nascentes cruciais estão diminuindo. O que é bem preocupante:, os pesquisadores ainda não sabem se — e como — essas nascentes podem ser restauradas quando secarem completamente.

“Quando você perde um corpo d’água, pode levar dezenas ou até centenas de anos para se recuperar”, diz Victor Salviati, superintendente de inovação da Fundação para a Sustentabilidade da Amazônia (FAS), organização sem fins lucrativos que desenvolveu projetos semelhantes de restauração florestal no estado do Amazonas.

Isso se deve ao fato de que restaurar a rica biodiversidade e o delicado equilíbrio ecológico das fontes de água que secaram é um processo longo e complexo, explica Salviati. “Com a seca que temos agora na Amazônia, é difícil esperar 50 a 60 anos para recuperar uma nascente. Portanto, é melhor preservar e proteger as que temos.”

Plantar espécies nativas ao longo das margens das nascentes — restaurando o que é conhecido como mata ciliar — também é uma forma importante de fortalecer o solo e evitar a erosão, de acordo com Salviati. “Quando a chuva cai e você tem um solo saudável, ele pode filtrar a água da chuva e devolvê-la ao córrego ou rio, de forma natural”, diz ele.

Enquanto isso, os cientistas afirmam que a restauração de florestas nativas, no Brasil e em outros países, representa uma das melhores esperanças do planeta para mitigar a mudança climática, tanto local quanto globalmente. Pesquisas também sugerem que essas florestas restauradas podem ajudar a regular as chuvas e evitar que rios importantes sequem.

Nesse cenário, a restauração das áreas ao redor das nascentes, que alimentam rios importantes em toda a Amazônia, é uma parte crucial da batalha para conter as interrupções do ciclo hidrológico, de acordo com Salviati. “Qualquer iniciativa para proteger as nascentes e restaurar a floresta ao redor delas: esse é o melhor investimento que podemos fazer.”

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Mongabay, escrito por Ana Ionova com tradução de Carol De Marchi e André Cherri

Estudante representa o Amapá com projeto ‘Biojoias da Amazônia’ nos EUA

Foto: Luan Macedo/Seed AP

A amapaense Maria Eduarda Costa Silva, de 17 anos, estudante da Escola Estadual Antônio Lima Neto, localizada em Macapá, vai representar o Amapá nos Estados Unidos da América (EUA) em janeiro e fevereiro de 2025, através do programa ‘Jovens Embaixadores 2024’ com o projeto ‘Biojoias da Amazônia‘.

O programa vai levar 30 jovens de todo o Brasil em um intercâmbio cultural, percorrendo locais como o distrito de Columbia, Flórida, Oklahoma e Ohio.

A jovem amapaense leva o projeto em que são utilizados materiais sustentáveis provenientes da Amazônia, com resíduos sólidos e orgânicos.

Estudante vai representar o Amapá no exterior, entre 30 estudantes do Brasil. Foto: Luan Macedo/Seed AP

Maria contou ainda que a oportunidade é uma porta para o seu sonho de ser acadêmica de relações internacionais e uma embaixadora no Brasil .

Os jovens participantes foram selecionados por possuírem projetos que se destacam nas comunidades, e a partir do bom desempenho acadêmico.

No caso de Maria Eduarda, ela passou por um processo de seleção, que buscava jovens envolvidos em projetos sociais com foco na sustentabilidade e preservação ambiental tendo como referência a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que acontece em Belém do Pará em 2025.

O programa é incentivado pelo Governo do Amapá, Departamento de Estado norte-americano e coordenado pela Embaixada Brasileira que arcam com as despesas e investimentos financeiros.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Do Peru para o Norte do Brasil: lhamas chamam atenção em feira agro de Roraima

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Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

Lhamas são mamíferos típicos da América do Sul, comum nas áreas frias do Peru, e uma das atrações de uma mini fazendinha na Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr), que ocorre até o próximo sábado (9).

Mafalda, Paquita e o Yoshi, todos com dois anos, são criados há cerca de um ano pelo comerciante Dorian Pedroso, de 47 anos. Nascidos no Peru, os bichos hoje vivem em uma mini fazendinha em Manaus (AM) e fazem participações especiais em eventos, como na Expoferr 2024.

Com pernas e pescoço cumpridos e muito pelo, a lhama é um animal domesticado usado no transporte de carga e na produção de lã. Da família dos camelídeos, “prima” dos camelos e das alpacas, ela é considerada um animal dócil. No entanto, se chateada pode cuspir nas pessoas.

Acostumados ao frio, Mafalda, Paquita e Yoshi passaram por um processo de adaptação ao clima quente da região Norte do Brasil, que incluiu a tosa do pelo fofinho. Em seis meses, lidar com o calorão passou a ser algo tranquilo.

As lhamas são animais que se alimentam de diferentes vegetais, capim e pasto. No Brasil, elas são consideradas animais domésticos e, por isso, não é necessário autorização do Ibama para a criação ou comercialização.

Na Expoferr, elas estão localizadas próximo a área da Secretária Estadual de Saúde (Sesau). As visitas podem ser feitas durante os cinco dias de evento, e a entrada custa R$ 5. A visitação é gratuita para crianças de até 9 anos.

Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

Essa é a primeira vez que os animais são expostos na Feira Agropecuária de Roraima, mas o comerciante já está acostumado a trazer mini animais para o evento, como os pôneis. Neste ano, além das peruanas, estão os pôneis, as minivacas, mini cabras e os porquinhos da índia.

A 43ª edição da feira começou dia 5 e segue até o dia 9 de novembro no Parque de Exposição Dandãezinho, localizado no Monte Cristo, zona Rural de Boa Vista.

Chamada pelo governo de “Expoferr Show”, a feira agropecuária é organizada pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).

Este ano, o espaço da feira deve tem mais de 93 mil m² em infraestrutura montadas no Dandãezinho. A expectativa é receber 500 mil pessoas nos cinco dias de festa e movimentar R$ 600 milhões em negócios.

*Por Yara Ramalho, da Rede Amazônica RR

Ferramenta para facilitar mão de obra do produtor rural é testada no Amazonas

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Foto: Emerson Martins/Sepror-AM

A experimentação prática de protótipo para carregar cargas, visando facilitar o trabalho na mão de obra do produtor rural no campo foi acompanhada pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror-AM), em Rio Preto da Eva, no dia 5 de novembro. O projeto foi apresentado e desenvolvido pela Startup EXY, responsável pelo desenvolvimento de exoesqueletos e equipamentos vestíveis industriais para proteger e auxiliar os trabalhadores em atividades que exigem esforço físico, que atualmente, visa implementar essa ferramenta na produção rural do Amazonas.

Segundo o técnico da Sepror, Pedro Biondo, a experimentação do equipamento ocorreu no plantio de café, junto aos produtores rurais que trabalhavam na colheita, que vão desde jovens até pessoas de mais idade.

“Por determinação do secretário da Sepror, Daniel Borges, acompanhamos todo o processo aqui na Fazenda Progresso, e vimos um resultado positivo desse equipamento, que visa diminuir o estresse físico, além de proporcionar melhores condições de trabalho aos agricultores”, diz Biondo.

Foto: Emerson Martins/Sepror-AM

O engenheiro agrônomo da Fazenda Progresso, Rafael Decares, também acompanhou toda a realização do experimento-piloto na ferramenta para auxiliar os produtores.

Todo material coletado em campo, será analisado para as devidas alterações e modificações, buscando proporcionar um conforto de usabilidade aos produtores rurais que utilizarão o equipamento, em diversas culturas de produções rurais. A próxima visita está prevista para o mês de fevereiro de 2025.

De acordo com o analista de engenharia da empresa EXY, Willian Feneol, a ideia foi mostrar na prática, o funcionamento de um exoesqueleto vestível, leve, passivo, para uso na agricultura, para trazer mais conforto a ele, maior dignidade no seu trabalho, evitar lesões e também a correção de postura.

*Com informações da Sepror-AM

Mais de 100 cidades da Região Norte melhoram condições de crianças e adolescentes e conquistam Selo UNICEF

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Foto: Marina Domar/UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância no Brasil (UNICEF) divulgou em 6 de novembro as cidades que melhoraram as políticas públicas municipais voltadas a crianças e adolescentes, entre 2021 e 2024 (confira a lista). Essas cidades avançaram mais do que a média nacional em diversas áreas, alcançando impactos positivos para a infância e adolescência – e agora recebem o Selo UNICEF. 

Para chegar aos resultados, as cidades premiadas se empenharam em:

  • cuidar bem da primeira infância e da adolescência;
  • melhorar a educação – da creche até a transição de jovens para o mundo do trabalho –;
  • investir na saúde física e mental de meninas e meninos;
  • promover hábitos de higiene e acesso à água limpa;
  • proteger crianças e adolescentes das violências;
  • e garantir a proteção social às famílias vulneráveis, em especial aquelas oriundas de povos e comunidades tradicionais. 

“Não estamos falando das cidades com os melhores indicadores, mas das cidades que mais melhoraram em relação à situação em que elas estavam em 2021. O UNICEF comemora esse avanço de cidades em regiões vulneráveis que conseguiram tirar o atraso e melhorar mais. Com o apoio do UNICEF, esses municípios conseguiram trazer mais eficiência para a sua gestão em diferentes áreas ligadas aos direitos da infância e adolescência, passando a cumprir de forma mais eficiente o que já é um dever do poder público”, explica Youssouf Abdel-Jelil, Representante do UNICEF no Brasil.   

Embora ainda existam grandes desafios, os avanços alcançados pelos municípios que recebem o Selo UNICEF devem ser celebrados. “O que estamos fazendo nas regiões Norte e Nordeste é um trabalho de larga escala visando à garantia de direitos fundamentais para milhares de meninos e meninas. É importante que essas cidades continuem se desenvolvendo e evoluindo para que crianças e adolescentes que lá vivem possam ter uma trajetória plena, com oportunidades, protegidos e tendo melhores condições para viver”, complementa Youssouf Abdel-Jelil. 

Coari, no Amazonas. Foto: Reprodução/Prefeitura de Coari

Confira as cidades de cada estado da Região Norte que conquistaram o selo:  

Acre (8)

Acrelândia
Brasiléia
Cruzeiro do Sul
Marechal Thaumaturgo
Plácido de Castro
Porto Walter
Rio Branco
Sena Madureira

Amapá (7)

Amapá
Pedra Branca do Amapari
Laranjal do Jari
Macapá
Porto Grande
Santana
Vitória do Jari

Amazonas (28)

Alvarães
Atalaia do Norte
Autazes
Barreirinha
Benjamin Constant
Boa Vista do Ramos
Boca do Acre
Borba
Careiro
Careiro da Várzea
Coari
Codajás
Eirunepé
Fonte Boa
Guajará
Humaitá
Iranduba
Itapiranga
Manacapuru
Manicoré
Novo Airão
Novo Aripuanã
Presidente Figueiredo
São Gabriel da Cachoeira
São Sebastião do Uatumã
Tabatinga
Tonantins
Urucurituba

Pará (27)

Abaetetuba
Almeirim
Augusto Corrêa
Baião
Barcarena
Belterra
Benevides
Canaã dos Carajás
Capitão Poço
Conceição do Araguaia
Mãe do Rio
Magalhães Barata
Marabá
Óbidos
Ourilândia do Norte
Pacajá
Parauapebas
Piçarra
Ponta de Pedras
Redenção
Santa Cruz do Arari
Santarém
São Félix do Xingu
São Sebastião da Boa Vista
Terra Santa
Tomé-Açu
Vitória do Xingu

Rondônia (11)

Ariquemes
Cerejeiras
Corumbiara
Espigão D’Oeste
Guajará-Mirim
Ouro Preto do Oeste
Pimenta Bueno
Rolim de Moura
Vilhena
São Miguel do Guaporé
Itapuã do Oeste

Roraima (6)

Boa Vista
Caroebe
Mucajaí
Rorainópolis
São Luiz
Uiramutã

Tocantins (15)

Araguacema
Araguaçu
Araguaína
Araguanã
Araguatins
Arapoema
Bandeirantes do Tocantins
Barrolândia
Colinas do Tocantins
Lagoa da Confusão
Monte Santo do Tocantins
Palmeirópolis
Paraíso do Tocantins
Pedro Afonso
São Sebastião do Tocantins

Pará sanciona lei do Plano Amazônia Agora para fortalecer conservação e sustentabilidade

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Foto: Fernando Sette/Agência Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho, sancionou a Lei nº 10.750, de 31 de outubro de 2024, que institui o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), substituindo o decreto estadual nº 941, de 3 de agosto de 2020, que criou o Plano, no último dia 4. Peça central nas políticas de desenvolvimento sustentável do governo paraense, o PEAA concilia a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico na região amazônica, promovendo atividades de baixo impacto ambiental.

A lei, publicada no Diário Oficial do estado, foi construída de forma participativa, em processo de revisão do Plano realizado em maio passado, por meio de consulta pública aberta à sociedade, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). As contribuições da população para o Plano foram incorporadas à sua nova versão, sancionada nesta segunda-feira como lei pelo chefe do Executivo estadual.

A revisão pública aprimorou os componentes transversais do plano, como Força Estadual de Combate ao Desmatamento, o Programa Regulariza Pará, o Programa Territórios Sustentáveis, o Plano Estadual de Bioeconomia, o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa, o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e o Sistema Jurisdicional de REDD+, este último em desenvolvimento.

“O Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) é um marco na busca por um desenvolvimento sustentável para o estado do Pará. Esse Plano foi elaborado com o intuito de enfrentar os desafios ambientais ao equilibrar a necessidade de proteção da nossa biodiversidade com as demandas por crescimento econômico e inclusão social”, declara Raul Protázio Romão, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará.

O PEAA possui três componentes estruturais: desenvolvimento socioeconômico de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE); fiscalização, licenciamento e monitoramento; e ordenamento fundiário, territorial e ambiental. Como componentes transversais, o Plano inclui: financiamento ambiental de longo alcance; comunicação, transparência de dados e gestão participativa; tecnologia da informação, pesquisa científica, desenvolvimento e inovação; e o Sistema Estadual de Salvaguardas do Pará, da Política Estadual sobre Mudanças Climáticas do Pará (PEMC/PA).

O Plano estabelece diretrizes fundamentais que visam promover o desenvolvimento sustentável no estado do Pará. Entre as principais diretrizes, destaca-se o aumento da eficiência no uso da terra e a restauração produtiva, além do incentivo à regularização nas dimensões territorial, fundiária e ambiental. Assim, o Plano enfatiza a importância de observar as vocações, potencialidades e vulnerabilidades locais, valorizando os elementos culturais e o conhecimento tradicional de cada região.

Para combater o desmatamento, incêndios florestais e ilícitos ambientais, o PEAA prevê o planejamento e monitoramento das ações governamentais emergenciais. A proposta inclui a promoção de ações integradas nas áreas ambiental, hídrica, fundiária, zoofitossanitária e econômico-financeira, com o intuito de criar um ambiente seguro para negócios e desenvolver uma economia de baixo carbono. A transparência de dados, a governança pública e a participação social também são elementos previstos nas diretrizes do Plano.

O PEAA busca elevar o Pará ao estágio de Emissão Líquida Zero (ELZ) ou Carbono Neutro no setor de “Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas”, até o ano de 2030. O alcance da ELZ será considerado atingido quando as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) decorrentes do uso da terra e florestas, subtraídas pelas remoções ocasionadas pela vegetação, forem iguais ou inferiores a zero, conforme metodologia a ser proposta pelo órgão ambiental competente.

Para atingir esse objetivo, o Plano se compromete a reduzir de forma sustentada o desmatamento e a incrementar anualmente a vegetação secundária em quantidade equivalente ou superior à supressão vegetal autorizada, ou ilegal, seguindo as diretrizes do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA) para a contabilidade das remoções estimadas de GEE.

“Esta lei que sanciona o Plano Estadual Amazônia Agora reafirma o compromisso do Pará com um desenvolvimento ambientalmente responsável, em sintonia com as demandas globais de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e preservação da biodiversidade amazônica. Convidamos cidadãos, organizações e instituições a se unirem na implementação deste Plano. Juntos, podemos trilhar o caminho para um Pará sustentável, no qual desenvolvimento e conservação se complementam, assegurando um legado positivo para as futuras gerações”, conclui o secretário.

O PEAA é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), tendo como órgãos executores, além da Semas, as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), de Agricultura Familiar (SEAF) e dos Povos Indígenas (SEPI), além da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFA), de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH), de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (SECTET), de Turismo (SETUR). Órgãos como o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IDEFLOR-Bio) também integram esse esforço.

Além desses, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER-Pará), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará colaboram como órgãos executores. Outros parceiros nacionais e internacionais do setor público, privado ou terceiro setor podem contribuir para o alcance dos objetivos do PEAA.

*Com informações da SEMAS-PA