Descontaminar toxinas e fungos da castanha-do-Brasil através da luz Ultra Violeta (UV) por intermédio de uma máquina criada especificamente para isso é o objetivo do projeto ‘PLUS – Gestão da Produção e Qualidade da castanha-do-Brasil’, apoiado pelo Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).
A iniciativa, fomentada pelo Programa Inova Amazônia-Módulo Tração, Edital Nº 001/2023, tem como objetivo realizar a análise e inspeção de qualidade, descontaminação e banho biológico da castanha-do-Brasil para beneficiar o extrativismo amazônico e potencializar a venda do fruto para outros países.
Para o coordenador do projeto e CEO da startup de Inteligência Artificial, Rufo Paganini, a ideia para o projeto ocorreu após verificar que as comunidades têm grandes desafios de manter os padrões de qualidade na extração do fruto na floresta Amazônica.
“Nós estamos trazendo alta tecnologia para a floresta com o objetivo de mantê-la em pé, além de cuidar das pessoas que nela habitam”, comentou Rufo Paganini.
Segundo ele, a Bolívia é o país que domina as vendas da castanha-do-Brasil no mercado europeu (74%) e norte-americano (94%). Empresas bolivianas adquirem do Brasil a castanha com cascas, fazem o beneficiamento e comercializam para outros países com uma margem de lucro muito maior do que a feita no Amazonas.
A qualidade da castanha do Amazonas não tem atendido aos requisitos de países americanos e europeus por conta da existência das toxinas, Aspergillus Flavus e Aspergillus Parasiticus, que comprometem a qualidade do fruto.
Purificação
A plataforma criada pela startup faz o tratamento biológico da castanha, ou seja, é uma espécie de banho biológico de UV. Dentro da máquina, que está em desenvolvimento, há diversas luzes que auxiliam na purificação e protegem a castanha-do-Brasil biologicamente. A ação também evita futura contaminação do fruto.
Parte do desenvolvimento do projeto tem o financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), investimento próprio, além do suporte da Fapeam e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Após a conclusão da criação da máquina, a empresa pretende aplicar o ‘banho biológico’ em outros frutos do extrativismo amazônico. Atualmente, a startup trabalha com uma usina de beneficiamento das castanhas no município de Tapauá (distante a 449 km de Manaus).
O projeto também realiza a validação da qualidade desse fruto, através de uma parceria com o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). Os laboratórios inspecionam, validam e geram dados para a certificação do fruto das usinas do Amazonas, habilitando-as para as necessidades do mercado internacional.
“Nosso projeto prevê produzir uma castanha de maior qualidade e certificá-la, habilitando os extrativistas amazonenses a exportarem para diversos países”, disse Rufo Paganini.
Ao ampliar a qualidade do produto, a empresa garante a sobrevivência de comunidades tradicionais ao gerar maior qualidade social e econômica dessas famílias. A perspectiva no longo prazo é expandir a descontaminação para outros biomas amazônicos e outras usinas.
O chef Manoel Brelaz abriu as portas da sua cozinha para preparar três pratos especiais inspirados na Amazônia para saborear com a família no Carnaval – ou sempre que quiser. Além disso, o barman José Augusto ensinou drinks com frutas regionais deliciosos para completar o menu carnavalesco.
De entrada, o chef Brelaz preparou iscas de peixe crocante, uma mujica de peixe e, para finalizar, dedinhos de queijo. De opções de drinks: o Sidecar da Amazônia (se lê ‘sai de cá’), o Gin Amazônico e uma Piña colada de cupuaçu.
O Carnaval de Manaus tem sua história influenciada pelos costumes europeus e adaptada à cultura local. O historiador Abrahim Baze e a organizadora da Banda da Bica comentam como a festa carnavalesca evoluiu no decorrer dos últimos 50 anos.
Carnaval Amazônico
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
Cerca de 75% de Brasiléia ficou coberta por água durante a maior enchente da história da cidade. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC
O Acre registrou 167 desastres ambientais entre 2000 e 2023, e deve considerar a realocação de cidades para áreas mais altas. Isto é o que aponta o Anuário das Mudanças Climáticas, do Centro Brasil no Clima (CBC) e Instituto Clima e Sociedade (ICS), elaborado por pesquisadores do meio ambiente.
A análise relata que a região Norte é vulnerável a catástrofes como inundações e alagamentos, e tem baixa capacidade de adaptação, justificada pela falta de planejamento urbano. Além disso, a região está com risco de aumento de até 8ºC na temperatura, o que pode intensificar os problemas.
O estudo cita o caso de Brasiléia, no interior do Acre, que teve a maior enchente de sua história em fevereiro de 2024.
O anuário ainda ressalta que o estado já possui mecanismos de alerta para possíveis desastres, e recomenda que os dispositivos sejam reforçados.
“O plano estadual de adaptação deve considerar o deslocamento de algumas cidades para áreas mais altas e os planos de contingência devem prever estratégias para a minimização dos danos com o aumento da frequência das inundações”, enfatiza.
O sistema de alerta da Bacia do Rio Acre e a plataforma SACE auxiliam no monitoramento em tempo real do nível do rio e Ruas ficam cobertas por enxurrada na região do Calafate, em Rio Branco.
De acordo com a pesquisa, baseada em números do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), os registros de desastres ambientais no estado, em 24 anos, se distribuem da seguinte maneira:
Fonte: Anuário das Mudanças Climáticas/MIDR
Brasiléia já discutiu projeto
Em meio a maior enchente da história do município, a prefeitura de Brasiléia afirmou que considerava um projeto para realocar moradores da parte baixa da cidade na parte alta, menos afetada pelas águas. A informação foi repassada pela então prefeita Fernanda Hassem (PT) após o Rio Acre chegar à marca de 15,56 metros no município.
À época, a gestora alertou que há moradores de alguns locais da cidade que se recusam a deixar as casas, mesmo com a enchente. É o caso do bairro Leandro Barbosa, onde cerca de 200 pessoas permaneceram durante a cheia.
O plano para o período pós-cheia, segundo a prefeita, incluiria construir novas residências e conjuntos habitacionais na parte mais alta do município e desocupar a parte baixa, que sempre é coberta por enchentes. Porém, até o início de 2025, ainda não há indicativo de que o plano tenha iniciado.
Foto: Fernando Oliveira/Asscom Prefeitura de Brasiléia
“São cheias seguidas, então, posteriormente, vamos pensar um projeto ousado e tirar essa parte baixa daqui, construir novas casas, novos conjuntos habitacionais para a parte alta da cidade, porque não dá mais. Nós temos bairros como o Leonardo Barbosa, colocamos à disposição da população para retirada, mas teve pessoas que ainda ficaram. Nós temos 200 pessoas lá. Eu mesma fui lá, levamos médico, levamos a equipe de farmácia ambulante para fazer dispensação de remédios, para entregar comida para eles e para garantir o cuidado com a vida”, disse Hassem.
O Acre enfrentou uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, mais de 14.476 pessoas ficaram fora de casa, dentre desabrigados e desalojados. Além disto, 17 das 22 cidades acreanas ficaram em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofreram com os efeitos das enchentes.
O município superou a marca registrada em 2015, naquela que ficou conhecida como a pior cheia da história da cidade, quando as águas do manancial cobriram 100% da área urbana do local.
A cada dia, a inteligência artificial (IA) está mais presente em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Em Porto Velho, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Fiocruz Rondônia utilizam o auxílio da IA na prospecção de novos fármacos para diversas doenças. O grupo já desenvolveu três softwares para auxiliar a comunidade acadêmica nessas investigações e uma quarta ferramenta está em fase de revisão para publicação.
As pesquisas são desenvolvidas no Centro de Estudos de Biomoléculas Aplicadas à Saúde (CEBio), no Campus UNIR de Porto Velho, sob a coordenação do pesquisador Fernando Zanchi. Uma equipe multidisciplinar também atua no projeto e reúne alunos, pesquisadores e voluntários das áreas de Física, Química, Biomedicina, Biologia, Farmácia, Ciências da Computação e Bioquímica.
Com o auxílio da inteligência artificial, os softwares desenvolvidos pelos pesquisadores aplicam os conhecimentos dessas diversas áreas para analisar as estruturas moleculares de compostos químicos e verificar sua eficácia para o tratamento de enfermidades.
A intenção é facilitar as etapas da investigação de novos fármacos (medicamentos) ou ainda novas aplicações de medicamentos já conhecidos para o tratamento de doenças e problemas de saúde, especialmente aqueles que afetam os moradores da região Amazônica, como malária, dengue e leishmaniose, por exemplo.
Acelerar a produtividade e reduzir custos
Foto: Reprodução/UNIR
Os estudos de viabilidade de potenciais medicamentos seguem etapas minuciosas, e muitas vezes demoradas. O objetivo das ferramentas desenvolvidas pelos pesquisadores da UNIR e Fiocruz é agilizar algumas dessas fases, otimizando o trabalho dos pesquisadores e gerando economia de tempo e de recursos financeiros.
Fernando Zanchi explica que para produzir um novo remédio é necessário conhecer tanto as estruturas moleculares dos patógenos, que são os microorganismos causadores de doenças, quanto a dos candidatos a fármacos. Depois, os pesquisadores fazem o cruzamento dessas informações, no chamado teste de interação no laboratório, até chegar a um potencial resultado.
Tudo isso leva bastante tempo, e o trabalho dos softwares é justamente armazenar e processar milhares de informações sobre a composição das estruturas moleculares dos patógenos, com o intuito de acelerar as etapas das pesquisas, poupando tempo de estudo e trabalho humano.
Os programas agilizam significativamente o trabalho dos pesquisadores:
“Já deixamos diversos alvos preparados no sistema, eliminando todo o processo de filtragem dos alvos enzimáticos dos patógenos, de inserção desses dados no programa e de execução das interações de muitas moléculas contra muitos alvos. Ele [o pesquisador] só vai precisar entrar com as moléculas candidatas a fármacos. Por exemplo, se algum pesquisador suspeitar que um fármaco, já utilizado como antibiótico, poderá também atuar contra o Plasmódio causador da Malária, então ele poderá testar sua hipótese usando nosso software. E tudo isso de forma ágil e acessível via web”, explica Fernando.
Sobre os programas
Cada um dos softwares desenvolvidos possui suas especificidades. O Visual Dynamics, por exemplo, permite simular qualquer estrutura proteica de qualquer patógeno, enquanto o software que segue em fase de teste será dedicado exclusivamente ao Plamódio causador da Malária.
Arte: Reprodução/UNIR
O Visual Dynamics é uma ferramenta para simulação de dinâmica molecular. Disponibilizado desde 2022, é utilizado atualmente por mais de 50 países em todos os continentes. Esse programa permite que o usuário simule o comportamento e interação de qualquer proteína que tenha relação com alguma doença, como diversos tipos de câncer, malária, Aids e Covid-19. Seu objetivo é adiantar etapas de pesquisas que investigam novos medicamentos para essas doenças.
Além disso, os dados reunidos no programa também podem levar à criação de outros produtos, como inseticidas e larvicidas, e auxiliar pesquisas voltadas para a preservação do meio ambiente. “Há registros de estudos que utilizam o programa na técnica de bioremediação – que usa microrganismos como bactérias, fungos e plantas, para descontaminação de áreas afetadas pela poluição”, afirma Fernando.
Já o PlasmoIA é um software baseado em inteligência artificial que foi desenvolvido para identificar o plasmódio causador da malária em imagens de microscopia. De acordo com o professor Fernando, essa ferramenta possui uma taxa de acerto de 98% na detecção da presença ou ausência de malária em amostras de sangue coletadas na lâmina. Nesse caso, a análise é feita rapidamente por meio de uma foto da amostra de sangue, produzida com auxílio de um microscópio e enviada para o sistema.
Por outro lado, a análise das lâminas feita por humanos é um pouco mais demorada e requer muita habilidade dos profissionais para rastrear o plasmodium nas amostras de sangue.
“Além do número reduzido de profissionais capacitados nas instituições de saúde, são necessários muitos anos de treinamento para atingir a excelência na profissão. Por isso, treinar o algoritmo para reconhecer a doença nas lâminas é uma alternativa para abreviar o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento dos pacientes, o que pode reduzir a transmissão entre pessoas”, observa o pesquisador Fenando Zanchi.
O software ainda precisa de um refinamento no sistema de identificação de casos em que não há malária. Isso porque, embora ele apresente uma alta sensibilidade de 98% para identificar os casos positivos, sua especificidade para os casos negativos ainda é baixa, impedindo a determinação de outras possíveis enfermidades que possam estar afetando o paciente.
Apesar dessa limitação, a combinação do diagnóstico médico, dos exames clínicos e dos resultados fornecidos pelo software permite uma identificação mais precisa de outras eventuais doenças.
O terceiro programa, o PlasmoQSAR é uma ferramenta online para cálculo e predição de atividade anti-malária. Publicado na revista ACS OMEGA (acesse aqui) e disponibilizado no endereço www.qsar.labioquim.fiocruz.br, o software está registrado no INPI sob o número BR 51 2024 000346-0.
A “calculadora”, como é chamada por Fernando, é um modelo matemático utilizado para realizar testes de determinado composto químico no combate a uma cepa do plasmódio, parasita causador da malária. Nesse estudo, o modelo consegue prever a eficácia de compostos químicos análogos ao triclosan contra a cepa 3D7 do parasita Plasmodium falciparum.
O PlasmoQSAR é resultante de uma dissertação de mestrado orientada por Zanchi no Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental (PPGBIOExp), ofertado em cooperação entre a UNIR e a Fiocruz.
E o Plasmodocking, por sua vez, é uma ferramenta de prospecção de novos fármacos exclusivo contra malária, através de docking molecular. O programa oferece um aumento significativo na velocidade de cálculo do docking molecular, permitindo análises mais rápidas e triagem virtual de milhares de compostos, ideal para estudos de larga escala. Para isso, utiliza técnicas avançadas de busca e otimização, como algoritmos genéticos e busca local baseada em gradientes. O estudo está em fase de revisão para publicação, mas a ferramenta já pode ser acessada em: https://plasmodocking-unir.ecotechamazonia.com.br/.
Você já ouviu falar no Carnailha? Um dos eventos mais esperados de Parintins, no Amazonas, é o momento em que o Carnaval toma conta da ilha da magia, famosa pela disputa dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido.
O evento é uma expressão da identidade cultural do povo parintinense, que mistura elementos do Carnaval e do boi-bumbá.
O evento é realizado tradicionalmente no domingo, segunda-feira e terça-feira de Carnaval com o objetivo de valorizar a cultura local e promover o turismo na região. Além de gerar emprego e renda para o município, o Carnailha movimenta a economia local.
Em 2025, a festa começou no dia 7 de fevereiro, com a chegada da Kamélia na ilha e acontece entre os dias 2, 3 e 4 de março, na Avenida Paraíba, na ilha da magia.
Confira algumas coisas que somente o Carnailha tem:
Confira as músicas:
Carnaval Amazônico
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
A segunda edição do projeto Carnaval Amazônico reforça a consciência coletiva sobre um de seus pilares: a sustentabilidade. Com ações educativas e socioambientais, o projeto conta, por exemplo, com a compensação dos gases de efeito estufa emitidos durante sua realização (carboneutralização).
Veja o que foi preparado para a edição de 2025:
Carnaval Amazônico
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
Uma pesquisa desenvolvida no programa de pós-graduação (PPG) em Produção Vegetal, da Universidade Federal do Acre (Ufac), revelou que o espinafre brasileiro (Alternanthera sessilis), uma planta alimentícia não convencional (Panc) da Amazônia, apresenta efeito positivo in vitro contra o câncer gástrico. O estudo, conduzido pelo doutorando Matheus Matos do Nascimento, analisou a composição química e bioquímica da planta cultivada sob diferentes fontes de fertilizantes, destacando sua elevada atividade antioxidante e seus altos teores de proteína vegetal.
A tese foi defendida no dia 13 de fevereiro e faz parte de um esforço para valorizar as Panc amazônicas, muitas delas ainda pouco exploradas cientificamente. Parte da pesquisa foi realizada no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, durante o doutorado sanduíche do pesquisador, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A orientadora da pesquisa, professora Almecina Balbino Ferreira, ressaltou a relevância dos achados e o impacto que eles podem ter tanto na alimentação quanto na medicina.
“Esses resultados ampliam o conhecimento sobre as Panc amazônicas, mostrando não apenas seu alto valor nutricional, mas também sua possível aplicação clínica”, disse. “O estudo identificou que o espinafre brasileiro possui compostos bioativos com potencial para atuar na prevenção e no combate ao câncer gástrico, um dado que abre novas perspectivas para futuras pesquisas na área”.
Além do espinafre brasileiro, outras Panc foram analisadas na pesquisa, como a bertalha e o major gomes, conhecidas regionalmente por seu valor nutritivo. Essas plantas têm sido reconhecidas por sua riqueza em antioxidantes, que ajudam a proteger as células contra danos e contribuem para o fortalecimento dos ossos, músculos e pele.
O pesquisador Matheus Matos do Nascimento enfatizou que ainda são necessários estudos adicionais para confirmar os efeitos observados em laboratório. “Os testes in vitro mostraram um potencial promissor, mas o próximo passo é aprofundar as investigações com estudos in vivo”.
Para dar sequência às descobertas, ele busca parcerias com outras universidades com o objetivo de avançar no estudo das propriedades bioativas da planta e viabilizar futuras aplicações na área da saúde.
Com mais de 20 bandas musicais, realizando eventos totalmente gratuitos em pontos montados no Corredor da Folia e a participação de 10 blocos, a programação oficial do Carnaval 2025 de Santana (AP), organizada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Sancult), juntamente com a Liga dos Blocos e Micaretas de Santana (Liblomica), começa neste sábado (1º), a partir das 23h30.
Serão cinco dias de muita festa e folia com o desfile dos blocos tradicionais e outras atrações programadas para os dias 1º, 2, 3, 4 e 8 de março. Os abadás dos blocos já estão sendo comercializados desde a semana passada na Central do Carnaval, localizada na Avenida Santana, e custam entre R$ 25 e R$ 30.
O canal Amazon Sat vai realizar a transmissão ao vivo nos dias de folia em Santana. Saiba onde assistir AQUI. Também é possível conferir a transmissão ao vivo pelo Portal Amazônia.
Confira a ordem de desfile dos Blocos:
Sábado (1º de março)
Bloco My Love – Entra no Corredor às 23h45 e saída às 01h45 Bloco NaBaLaDa/Flanáticos – Entra no Corredor às 00h45 e saída às 2h45 Bloco Faraó – Entra no Corredor às 01h45 e saída às 03h45
Domingo (2 de março)
Bloco My Love Kids – Entra no Corredor às 18h e saída às 20h Dj EME (Atração nacional) – Início às 21h Bloco Abalou/Barulho – Entra no Corredor às 23h e saída às 1h Bloco Uau – Entra no Corredor às 00h e saída às 2h Bloco Bebo Todas – Entra no Corredor às 1h e saída às 3h Bloco Pororoca/Porto Folia – Entra no Corredor às 2h e saída às 3h45
Segunda-feira (3 de março)
Bloco NaBaLaDa/Flanáticos – Entra no Corredor às 23h45 e saída às 1h45 Bloco Faraó – Entra no Corredor às 00h45 e saída às 2h45 Bloco My Love – Entra no Corredor às 1h45 e saída às 3h45
Terça-feira (4 de março)
Bloco Faraó Kids – Entra no Corredor às 18h e saída às 20h Bloco Abalou/Barulho – Entra no Corredor às 23h e saída às 1h Bloco Pororoca/Porto Folia – Entra no Corredor às 00h e saída às 2h Bloco Uau – Entra no Corredor às 1h e saída às 3h Bloco Bebo Todas – Entra no Corredor às 2h e saída às 3h45
Sábado (8 de março)
Escola de Samba Império do Povo – Entra na Avenida às 20h Banda Babado Novo – Inicia apresentação às 22h Pipoca do Povo – Inicia apresentação às 1h da manhã
Carnaval Amazônico – Amapá
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio do Governo do Amapá, Coca-Cola e Rodrigues Colchões.
O projeto une tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 68% em janeiro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 133 km² de destruição florestal. A área é a sexta maior desmatada da série histórica para o mês e representa mais de 400 campos de futebol devastados por dia.
“Esses números evidenciam uma crescente pressão sobre a Amazônia e servem como um sinal de alerta para a necessidade de fortalecer as ações de monitoramento na região. Para reverter esse cenário, é fundamental intensificar a fiscalização, ampliar as operações de combate aos crimes ambientais e fortalecer políticas que incentivem a proteção e o uso sustentável da floresta”, afirma a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon e mostram que Mato Grosso liderou a devastação em janeiro deste ano, concentrando 45% do total detectado. Roraima (23%) e Pará (20%) aparecem em seguida, e juntos, eles somam 88% da redução de vegetação registrada na Amazônia.
Já nos municípios, seis dos dez que mais desmataram estão no Mato Grosso, dois em Roraima e um no Pará.
Ranking
Nome
Estado
Área (km²)
1
Amajari
RR
12
2
Juína
MT
8
3
Uruará
PA
8
4
Nova Maringá
MT
8
5
Feliz Natal
MT
6
6
Caracaraí
RR
6
7
Porto dos Gaúchos
MT
5
8
Mucajaí
RR
4
9
Aripuanã
MT
4
10
Tabaporã
MT
4
A pesquisadora Larissa alerta que, além desse crescimento, também é preocupante a perda em áreas protegidas concentrada em algumas regiões. “Um exemplo é que apesar do Amazonas ter sido o quinto estado que mais desmatou em janeiro de 2025, a maioria das unidades de conservação que mais desmataram estão localizadas neste estado “, explica.
Além disso, o estudo identificou que sete das dez terras indígenas mais afetadas pelo desmatamento estão total ou parcialmente dentro de Roraima, evidenciando a vulnerabilidade das TIs no estado. “A destruição dessas terras impacta diretamente os povos originários, que dependem da floresta para sua sobrevivência, além de comprometer a manutenção da biodiversidade de fauna e flora e a regulação climática. É preciso uma ação em conjunto dos órgãos responsáveis para atuar nos locais apontados como mais críticos”, ressalta Larissa.
Ranking
Nome
Estado
Área (km²)
1
TI Yanomami
AM/RR
0,2
2
TI Bacurizinho
MA
0,2
3
TI Alto Rio Negro
AM/RR
0,08
4
TI Malacacheta
RR
0,05
5
TI Japuíra
MT
0,04
6
TI Canauanim
RR
0,04
7
TI Jurubaxi-Téa
AM/RR
0,02
8
TI Manoá/Pium
RR
0,02
9
TI Raimundão
RR
0,02
10
TI WaiWái
RR
0,02
Degradação florestal em janeiro é a terceira maior desde 2009
A degradação, caracterizada pela derrubada parcial da vegetação, que ocorre devido às queimadas e extração madeireira, atingiu 355 km² no primeiro mês do ano de 2025, afetando um território maior que o município Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. A área ainda é 21 vezes superior à impactada no mesmo período do ano passado, quando 16 km² foram acometidos. O dado é o terceiro maior da série histórica para o mês, ficando atrás apenas de janeiro de 2015 (389 km²) e de 2011 (376 km²).
Os estados amazônicos que tiveram maior ocorrência da atividade foram Pará (46%), com 116 km² degradados, e Maranhão (40%), com 144 km². Juntos eles concentraram 86% das áreas com a prática.
É também dentro deles que estão os dez municípios com maior degradação, cinco deles no Pará e cinco no Maranhão. Ocupando o topo do ranking está o Prainha, localizado no Norte do Pará, que apresentou 67 km², extensão que equivale a 6.700 campos de futebol de mata afetados.
Ranking
Nome
Estado
Área (km²)
1
Prainha
PA
67
2
Bom Jardim
MA
58
3
Centro Novo do Maranhão
MA
52
4
Almeirim
PA
38
5
Mojuí dos Campos
PA
26
6
Santana do Araguaia
PA
15
7
Zé Doca
MA
14
8
Amarante do Maranhão
MA
10
9
Centro do Guilherme
MA
9
10
Monte Alegre
PA
7
No mês de janeiro, foram detectadas oito Unidades de Conservação amazônicas com a presença da degradação. Três delas estão situadas no Pará, uma no Maranhão, duas em Rondônia, uma no Amapá e uma está distribuída entre o Amazonas, Mato Grosso e Roraima. São elas: Rebio do Gurupi (50 km²), FES do Paru (17 km²), APA Arquipélago do Marajó (2 km²), Parna Serra da Cutia (2 km²), Parna dos Campos Amazônicos (1 km²), Resex do Rio Cajari (1 km²), APA do Tapajós (0.3 km²) e Resex do Rio Pacaás Novos (0.2 km²).
Além das UCs, sete Terras Indígenas também foram degradadas, três delas estão no Maranhão, duas em Mato Grosso, uma no Amazonas e uma no Pará. Quem liderou o ranking foi a TI Alto Turiaçu, localizada no Maranhão, ela teve 69 km² atingidos, território equivalente a 6.900 campos de futebol de mata degradados no primeiro mês do ano.
Ranking
Nome
Estado
Área (km²)
1
TI Alto Turiaçu
MA
69
2
TI Araribóia
MA
10
3
TI Piripkura
MT
2
4
TI Cunhã-Sapucaia
AM
1
5
TI Alto Rio Guamá
PA
0.4
6
TI Wawi
MT
0.1
7
TI Awá
MA
0.08
“Apesar da alta, é esperado que os números de desmatamento e degradação reduzam nos próximos meses, pois estamos nos meses onde historicamente esses distúrbios não são tão intensos por conta das chuvas. Por isso, é importante que o governo e órgãos responsáveis usem esse tempo para focar ainda mais em ações preventivas e planejamento para conter os impactos antes que chegue o período mais crítico”, alerta Carlos Souza Jr. , pesquisador do Imazon.