Home Blog Page 325

Startup cria máquina de descontaminação da castanha-do-Brasil

Foto: Reprodução/Arquivo Fapeam

Descontaminar toxinas e fungos da castanha-do-Brasil através da luz Ultra Violeta (UV) por intermédio de uma máquina criada especificamente para isso é o objetivo do projeto ‘PLUS – Gestão da Produção e Qualidade da castanha-do-Brasil’, apoiado pelo Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

Leia também: Qual o termo certo: castanha do Pará, do Brasil ou da Amazônia?

A iniciativa, fomentada pelo Programa Inova Amazônia-Módulo Tração, Edital Nº 001/2023, tem como objetivo realizar a análise e inspeção de qualidade, descontaminação e banho biológico da castanha-do-Brasil para beneficiar o extrativismo amazônico e potencializar a venda do fruto para outros países.

Para o coordenador do projeto e CEO da startup de Inteligência Artificial, Rufo Paganini, a ideia para o projeto ocorreu após verificar que as comunidades têm grandes desafios de manter os padrões de qualidade na extração do fruto na floresta Amazônica.

“Nós estamos trazendo alta tecnologia para a floresta com o objetivo de mantê-la em pé, além de cuidar das pessoas que nela habitam”, comentou Rufo Paganini.

Segundo ele, a Bolívia é o país que domina as vendas da castanha-do-Brasil no mercado europeu (74%) e norte-americano (94%). Empresas bolivianas adquirem do Brasil a castanha com cascas, fazem o beneficiamento e comercializam para outros países com uma margem de lucro muito maior do que a feita no Amazonas.

A qualidade da castanha do Amazonas não tem atendido aos requisitos de países americanos e europeus por conta da existência das toxinas, Aspergillus Flavus e Aspergillus Parasiticus, que comprometem a qualidade do fruto.

Purificação

A plataforma criada pela startup faz o tratamento biológico da castanha, ou seja, é uma espécie de banho biológico de UV. Dentro da máquina, que está em desenvolvimento, há diversas luzes que auxiliam na purificação e protegem a castanha-do-Brasil biologicamente. A ação também evita futura contaminação do fruto.

Parte do desenvolvimento do projeto tem o financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), investimento próprio, além do suporte da Fapeam e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Após a conclusão da criação da máquina, a empresa pretende aplicar o ‘banho biológico’ em outros frutos do extrativismo amazônico.   Atualmente, a startup trabalha com uma usina de beneficiamento das castanhas no município de Tapauá (distante a 449 km de Manaus).

O projeto também realiza a validação da qualidade desse fruto, através de uma parceria com o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). Os laboratórios inspecionam, validam e geram dados para a certificação do fruto das usinas do Amazonas, habilitando-as para as necessidades do mercado internacional.

“Nosso projeto prevê produzir uma castanha de maior qualidade e certificá-la, habilitando os extrativistas amazonenses a exportarem para diversos países”, disse Rufo Paganini.

Ao ampliar a qualidade do produto, a empresa garante a sobrevivência de comunidades tradicionais ao gerar maior qualidade social e econômica dessas famílias. A perspectiva no longo prazo é expandir a descontaminação para outros biomas amazônicos e outras usinas.

*Com informações da Fapeam

Sabores da Amazônia: aprenda 6 receitas rápidas para aproveitar no Carnaval

0

Foto: Reprodução/Amazon Sat

O chef Manoel Brelaz abriu as portas da sua cozinha para preparar três pratos especiais inspirados na Amazônia para saborear com a família no Carnaval – ou sempre que quiser. Além disso, o barman José Augusto ensinou drinks com frutas regionais deliciosos para completar o menu carnavalesco.

Leia também: 5 drinks criados na Amazônia que unem o regional e o moderno

De entrada, o chef Brelaz preparou iscas de peixe crocante, uma mujica de peixe e, para finalizar, dedinhos de queijo. De opções de drinks: o Sidecar da Amazônia (se lê ‘sai de cá’), o Gin Amazônico e uma Piña colada de cupuaçu. 

Foto: Reprodução/Amazon Sat

Receitas

Isca de peixe crocante

  • 250 g Tucunaré em tiras
  • 5 g Sal
  • 100 ml Limão
  • 3 g Pimenta do reino
  • 100 g Trigo
  • 200 g Farinha panko
  • 3 Ovos
  • 100 g Cheiro verde
  • 10 ml Cachaça
  • 150 g Banana pacovã

Chutney De Cupuaçu

  • 200 g Polpa de cupuaçu
  • 3 g Pimenta calabresa
  • 100 g Açúcar

Mujica de peixe

  • 250 g Tucunaré 
  • 80 ml Óleo
  • 30 g Sal
  • 30 g Cheiro verde
  • 5 g Pimenta de cheiro
  • 100 g Cebola
  • 100 g Tomate
  • 100 g Pimentão
  • 5 g Pimenta do reino
  • 5 g Colorau
  • 10 g Hondashi

Dedinho de queijo

  • 300 g Mussarela
  • 150 g Farinha panko
  • 10 ml Óleo
  • 4 Ovos
  • 120 g Trigo
  • 25 g Molho do chefe

DRINKS

Sidecar da Amazônia 

  • 50 ML de limão siciliano
  • 50 ML de cachaça de jambu
  • 25 ML de xarope de gengibre
  • Folhas de jambu
  • 50 ML de licor de laranja

Gin amazônico

  • 100 ML de suco de taperebá
  • 50 ML de gin
  • 50 ML de suco de abacaxi
  • 50 ML de xarope de maracujá
  • 25 ML de xarope de morango
  • Água tônica

Pina colada de cupuaçu

  • 100 ML de suco de cupuaçu
  • 50 ML de rum
  • 50 ML de leite de coco
  • Leite condensado a gosto

O Carnaval de rua em Manaus mudou muito? Convidados do projeto Carnaval Amazônico comentam

0

O Carnaval de Manaus tem sua história influenciada pelos costumes europeus e adaptada à cultura local. O historiador Abrahim Baze e a organizadora da Banda da Bica comentam como a festa carnavalesca evoluiu no decorrer dos últimos 50 anos.

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Cidades do Acre devem ser realocadas para áreas mais altas em função de desastres ambientais

0

Cerca de 75% de Brasiléia ficou coberta por água durante a maior enchente da história da cidade. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

O Acre registrou 167 desastres ambientais entre 2000 e 2023, e deve considerar a realocação de cidades para áreas mais altas. Isto é o que aponta o Anuário das Mudanças Climáticas, do Centro Brasil no Clima (CBC) e Instituto Clima e Sociedade (ICS), elaborado por pesquisadores do meio ambiente.

A análise relata que a região Norte é vulnerável a catástrofes como inundações e alagamentos, e tem baixa capacidade de adaptação, justificada pela falta de planejamento urbano. Além disso, a região está com risco de aumento de até 8ºC na temperatura, o que pode intensificar os problemas.

O estudo cita o caso de Brasiléia, no interior do Acre, que teve a maior enchente de sua história em fevereiro de 2024.

O anuário ainda ressalta que o estado já possui mecanismos de alerta para possíveis desastres, e recomenda que os dispositivos sejam reforçados.

“O plano estadual de adaptação deve considerar o deslocamento de algumas cidades para áreas mais altas e os planos de contingência devem prever estratégias para a minimização dos danos com o aumento da frequência das inundações”, enfatiza.

O sistema de alerta da Bacia do Rio Acre e a plataforma SACE auxiliam no monitoramento em tempo real do nível do rio e Ruas ficam cobertas por enxurrada na região do Calafate, em Rio Branco.

De acordo com a pesquisa, baseada em números do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), os registros de desastres ambientais no estado, em 24 anos, se distribuem da seguinte maneira:

Fonte: Anuário das Mudanças Climáticas/MIDR

Brasiléia já discutiu projeto

Em meio a maior enchente da história do município, a prefeitura de Brasiléia afirmou que considerava um projeto para realocar moradores da parte baixa da cidade na parte alta, menos afetada pelas águas. A informação foi repassada pela então prefeita Fernanda Hassem (PT) após o Rio Acre chegar à marca de 15,56 metros no município.

Leia também: Bairro acreano quase foi parar em território da Bolívia durante enchente

À época, a gestora alertou que há moradores de alguns locais da cidade que se recusam a deixar as casas, mesmo com a enchente. É o caso do bairro Leandro Barbosa, onde cerca de 200 pessoas permaneceram durante a cheia.

O plano para o período pós-cheia, segundo a prefeita, incluiria construir novas residências e conjuntos habitacionais na parte mais alta do município e desocupar a parte baixa, que sempre é coberta por enchentes. Porém, até o início de 2025, ainda não há indicativo de que o plano tenha iniciado.

 Foto: Fernando Oliveira/Asscom Prefeitura de Brasiléia

“São cheias seguidas, então, posteriormente, vamos pensar um projeto ousado e tirar essa parte baixa daqui, construir novas casas, novos conjuntos habitacionais para a parte alta da cidade, porque não dá mais. Nós temos bairros como o Leonardo Barbosa, colocamos à disposição da população para retirada, mas teve pessoas que ainda ficaram. Nós temos 200 pessoas lá. Eu mesma fui lá, levamos médico, levamos a equipe de farmácia ambulante para fazer dispensação de remédios, para entregar comida para eles e para garantir o cuidado com a vida”, disse Hassem.

O Acre enfrentou uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, mais de 14.476 pessoas ficaram fora de casa, dentre desabrigados e desalojados. Além disto, 17 das 22 cidades acreanas ficaram em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofreram com os efeitos das enchentes.

O município superou a marca registrada em 2015, naquela que ficou conhecida como a pior cheia da história da cidade, quando as águas do manancial cobriram 100% da área urbana do local.

*Por Victor Lebre, da Rede Amazônica AC

Pesquisadores de Rondônia utilizam IA na prospecção de medicamentos

Foto: Reprodução/UNIR

A cada dia, a inteligência artificial (IA) está mais presente em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Em Porto Velho, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Fiocruz Rondônia utilizam o auxílio da IA na prospecção de novos fármacos para diversas doenças. O grupo já desenvolveu três softwares para auxiliar a comunidade acadêmica nessas investigações e uma quarta ferramenta está em fase de revisão para publicação.

Leia também: Software criado no Amazonas busca otimizar transição industrial para modelo de manufatura inteligente

As pesquisas são desenvolvidas no Centro de Estudos de Biomoléculas Aplicadas à Saúde (CEBio), no Campus UNIR de Porto Velho, sob a coordenação do pesquisador Fernando Zanchi. Uma equipe multidisciplinar também  atua no projeto e reúne alunos, pesquisadores e voluntários das áreas de Física, Química, Biomedicina, Biologia, Farmácia, Ciências da Computação e Bioquímica.

Com o auxílio da inteligência artificial, os softwares desenvolvidos pelos pesquisadores aplicam os conhecimentos dessas diversas áreas para analisar as estruturas moleculares de compostos químicos e verificar sua eficácia para o tratamento de enfermidades.

A intenção é facilitar as etapas da investigação de novos fármacos (medicamentos) ou ainda novas aplicações de medicamentos já conhecidos para o tratamento de doenças e problemas de saúde, especialmente aqueles que afetam os moradores da região Amazônica, como malária, dengue e leishmaniose, por exemplo.

Acelerar a produtividade e reduzir custos

Foto: Reprodução/UNIR

Os estudos de viabilidade de potenciais medicamentos seguem etapas minuciosas, e muitas vezes demoradas. O objetivo das ferramentas desenvolvidas pelos pesquisadores da UNIR e Fiocruz é agilizar algumas dessas fases, otimizando o trabalho dos pesquisadores e gerando economia de tempo e de recursos financeiros.

Fernando Zanchi explica que para produzir um novo remédio é necessário conhecer tanto as estruturas moleculares dos patógenos, que são os microorganismos causadores de doenças, quanto a dos candidatos a fármacos. Depois, os pesquisadores fazem o cruzamento dessas informações, no chamado teste de interação no laboratório, até chegar a um potencial resultado.

Tudo isso leva bastante tempo, e o trabalho dos softwares é justamente armazenar e processar milhares de informações sobre a composição das estruturas moleculares dos patógenos, com o intuito de acelerar as etapas das pesquisas, poupando tempo de estudo e trabalho humano.

Os programas agilizam significativamente o trabalho dos pesquisadores:

“Já deixamos diversos alvos preparados no sistema, eliminando todo o processo de filtragem dos alvos enzimáticos dos patógenos, de inserção desses dados no programa e de execução das interações de muitas moléculas contra muitos alvos. Ele [o pesquisador] só vai precisar entrar com as moléculas candidatas a fármacos. Por exemplo, se algum pesquisador suspeitar que um fármaco, já utilizado como antibiótico, poderá também atuar contra o Plasmódio causador da Malária, então ele poderá testar sua hipótese usando nosso software. E tudo isso de forma ágil e acessível via web”, explica Fernando.

Sobre os programas

Cada um dos softwares desenvolvidos possui suas especificidades. O Visual Dynamics, por exemplo, permite simular qualquer estrutura proteica de qualquer patógeno, enquanto o software que segue em fase de teste será dedicado exclusivamente ao Plamódio causador da Malária.

Arte: Reprodução/UNIR

Visual Dynamics é uma ferramenta para simulação de dinâmica molecular. Disponibilizado desde 2022, é utilizado atualmente por mais de 50 países em todos os continentes. Esse programa permite que o usuário simule o comportamento e interação de qualquer proteína que tenha relação com alguma doença, como diversos tipos de câncer, malária, Aids e Covid-19. Seu objetivo é adiantar etapas de pesquisas que investigam novos medicamentos para essas doenças.

Além disso, os dados reunidos no programa também podem levar à criação de outros produtos, como inseticidas e larvicidas, e auxiliar pesquisas voltadas para a preservação do meio ambiente. “Há registros de estudos que utilizam o programa na técnica de bioremediação – que usa microrganismos como bactérias, fungos e plantas, para descontaminação de áreas afetadas pela poluição”, afirma Fernando.

A pesquisa sobre o Visual Dynamics foi publicada na revista BMC Bioinfomatics (acesse aqui), e a ferramenta está disponível no link https://visualdynamics.fiocruz.br.

Já o PlasmoIA é um software baseado em inteligência artificial que foi desenvolvido para identificar o plasmódio causador da malária em imagens de microscopia. De acordo com o professor Fernando, essa ferramenta possui uma taxa de acerto de 98% na detecção da presença ou ausência de malária em amostras de sangue coletadas na lâmina. Nesse caso, a análise é feita rapidamente por meio de uma foto da amostra de sangue, produzida com auxílio de um microscópio e enviada para o sistema.

Por outro lado, a análise das lâminas feita por humanos é um pouco mais demorada e requer muita habilidade dos profissionais para rastrear o plasmodium nas amostras de sangue.

“Além do número reduzido de profissionais capacitados nas instituições de saúde, são necessários muitos anos de treinamento para atingir a excelência na profissão. Por isso, treinar o algoritmo para reconhecer a doença nas lâminas é uma alternativa para abreviar o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento dos pacientes, o que pode reduzir a transmissão entre pessoas”, observa o pesquisador Fenando Zanchi.

O software ainda precisa de um refinamento no sistema de identificação de casos em que não há malária. Isso porque, embora ele apresente uma alta sensibilidade de 98% para identificar os casos positivos, sua especificidade para os casos negativos ainda é baixa, impedindo a determinação de outras possíveis enfermidades que possam estar afetando o paciente.

Apesar dessa limitação, a combinação do diagnóstico médico, dos exames clínicos e dos resultados fornecidos pelo software permite uma identificação mais precisa de outras eventuais doenças.

Mais detalhes sobre o PlasmoIA estão disponíveis na revista PLOS (acesse aqui) e a ferramenta online, ainda em fase de validação, pode ser acessada em https://www.plasmoia.labioquim.fiocruz.br. 

O terceiro programa, o PlasmoQSAR é uma ferramenta online para cálculo e predição de atividade anti-malária. Publicado na revista ACS OMEGA (acesse aqui) e disponibilizado no endereço www.qsar.labioquim.fiocruz.br,  o software está registrado no INPI sob o número  BR 51 2024 000346-0.

A “calculadora”, como é chamada por Fernando, é um modelo matemático utilizado para realizar testes de determinado composto químico no combate a uma cepa do plasmódio, parasita causador da malária. Nesse estudo, o modelo consegue prever a eficácia de compostos químicos análogos ao triclosan contra a cepa 3D7 do parasita Plasmodium falciparum.

Leia também: Trajetória de Marcus Lacerda, especialista em malária na Amazônia, é destaque em publicação médica internacional

O PlasmoQSAR é resultante de uma dissertação de mestrado orientada por Zanchi no Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental (PPGBIOExp), ofertado em cooperação entre a UNIR e a Fiocruz.

E o Plasmodocking, por sua vez, é uma ferramenta de prospecção de novos fármacos exclusivo contra malária, através de docking molecular. O programa oferece um aumento significativo na velocidade de cálculo do docking molecular, permitindo análises mais rápidas e triagem virtual de milhares de compostos, ideal para estudos de larga escala. Para isso, utiliza técnicas avançadas de busca e otimização, como algoritmos genéticos e busca local baseada em gradientes. O estudo está em fase de revisão para publicação, mas a ferramenta já pode ser acessada em: https://plasmodocking-unir.ecotechamazonia.com.br/.

*Com informações da UNIR

6 conquistas culturais do Carnailha que o tornam único

0

Você já ouviu falar no Carnailha? Um dos eventos mais esperados de Parintins, no Amazonas, é o momento em que o Carnaval toma conta da ilha da magia, famosa pela disputa dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido.

O evento é uma expressão da identidade cultural do povo parintinense, que mistura elementos do Carnaval e do boi-bumbá.

O evento é realizado tradicionalmente no domingo, segunda-feira e terça-feira de Carnaval com o objetivo de valorizar a cultura local e promover o turismo na região. Além de gerar emprego e renda para o município, o Carnailha movimenta a economia local.

Em 2025, a festa começou no dia 7 de fevereiro, com a chegada da Kamélia na ilha e acontece entre os dias 2, 3 e 4 de março, na Avenida Paraíba, na ilha da magia.

Confira algumas coisas que somente o Carnailha tem:

Confira as músicas:

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Carnaval Amazônico reforça consciência coletiva com ações educativas e socioambientais

0

Foto: Reprodução/FRAM

A segunda edição do projeto Carnaval Amazônico reforça a consciência coletiva sobre um de seus pilares: a sustentabilidade. Com ações educativas e socioambientais, o projeto conta, por exemplo, com a compensação dos gases de efeito estufa emitidos durante sua realização (carboneutralização).

Veja o que foi preparado para a edição de 2025:

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Potencial anticancerígeno em planta amazônica é analisado no Acre

0

Foto: Reprodução/Youtube-Sítio Panc

Uma pesquisa desenvolvida no programa de pós-graduação (PPG) em Produção Vegetal, da Universidade Federal do Acre (Ufac), revelou que o espinafre brasileiro (Alternanthera sessilis), uma planta alimentícia não convencional (Panc) da Amazônia, apresenta efeito positivo in vitro contra o câncer gástrico. O estudo, conduzido pelo doutorando Matheus Matos do Nascimento, analisou a composição química e bioquímica da planta cultivada sob diferentes fontes de fertilizantes, destacando sua elevada atividade antioxidante e seus altos teores de proteína vegetal.

Leia também: Conheça uma PANC medicinal anti-inflamatória e desintoxicante: o espinafre-amazônico

A tese foi defendida no dia 13 de fevereiro e faz parte de um esforço para valorizar as Panc amazônicas, muitas delas ainda pouco exploradas cientificamente. Parte da pesquisa foi realizada no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, durante o doutorado sanduíche do pesquisador, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A orientadora da pesquisa, professora Almecina Balbino Ferreira, ressaltou a relevância dos achados e o impacto que eles podem ter tanto na alimentação quanto na medicina.

“Esses resultados ampliam o conhecimento sobre as Panc amazônicas, mostrando não apenas seu alto valor nutricional, mas também sua possível aplicação clínica”, disse. “O estudo identificou que o espinafre brasileiro possui compostos bioativos com potencial para atuar na prevenção e no combate ao câncer gástrico, um dado que abre novas perspectivas para futuras pesquisas na área”.

Além do espinafre brasileiro, outras Panc foram analisadas na pesquisa, como a bertalha e o major gomes, conhecidas regionalmente por seu valor nutritivo. Essas plantas têm sido reconhecidas por sua riqueza em antioxidantes, que ajudam a proteger as células contra danos e contribuem para o fortalecimento dos ossos, músculos e pele.

O pesquisador Matheus Matos do Nascimento enfatizou que ainda são necessários estudos adicionais para confirmar os efeitos observados em laboratório. “Os testes in vitro mostraram um potencial promissor, mas o próximo passo é aprofundar as investigações com estudos in vivo”.

Para dar sequência às descobertas, ele busca parcerias com outras universidades com o objetivo de avançar no estudo das propriedades bioativas da planta e viabilizar futuras aplicações na área da saúde.

*Com informações da Ufac

Amazon Sat transmite o Carnaval de Santana 2025; veja quais blocos participam da festa

0

Foto: Reprodução/Prefeitura de Santana

Com mais de 20 bandas musicais, realizando eventos totalmente gratuitos em pontos montados no Corredor da Folia e a participação de 10 blocos, a programação oficial do Carnaval 2025 de Santana (AP), organizada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Sancult), juntamente com a Liga dos Blocos e Micaretas de Santana (Liblomica), começa neste sábado (1º), a partir das 23h30.

Serão cinco dias de muita festa e folia com o desfile dos blocos tradicionais e outras atrações programadas para os dias 1º, 2, 3, 4 e 8 de março. Os abadás dos blocos já estão sendo comercializados desde a semana passada na Central do Carnaval, localizada na Avenida Santana, e custam entre R$ 25 e R$ 30.

O canal Amazon Sat vai realizar a transmissão ao vivo nos dias de folia em Santana. Saiba onde assistir AQUI. Também é possível conferir a transmissão ao vivo pelo Portal Amazônia.

Confira a ordem de desfile dos Blocos:

Sábado (1º de março)

Bloco My Love – Entra no Corredor às 23h45 e saída às 01h45
Bloco NaBaLaDa/Flanáticos – Entra no Corredor às 00h45 e saída às 2h45
Bloco Faraó – Entra no Corredor às 01h45 e saída às 03h45

Domingo (2 de março)

Bloco My Love Kids – Entra no Corredor às 18h e saída às 20h
Dj EME (Atração nacional) – Início às 21h
Bloco Abalou/Barulho – Entra no Corredor às 23h e saída às 1h
Bloco Uau – Entra no Corredor às 00h e saída às 2h
Bloco Bebo Todas – Entra no Corredor às 1h e saída às 3h
Bloco Pororoca/Porto Folia – Entra no Corredor às 2h e saída às 3h45

Segunda-feira (3 de março)

Bloco NaBaLaDa/Flanáticos – Entra no Corredor às 23h45 e saída às 1h45
Bloco Faraó – Entra no Corredor às 00h45 e saída às 2h45
Bloco My Love – Entra no Corredor às 1h45 e saída às 3h45

Terça-feira (4 de março)

Bloco Faraó Kids – Entra no Corredor às 18h e saída às 20h
Bloco Abalou/Barulho – Entra no Corredor às 23h e saída às 1h
Bloco Pororoca/Porto Folia – Entra no Corredor às 00h e saída às 2h
Bloco Uau – Entra no Corredor às 1h e saída às 3h
Bloco Bebo Todas – Entra no Corredor às 2h e saída às 3h45

Sábado (8 de março)

Escola de Samba Império do Povo – Entra na Avenida às 20h
Banda Babado Novo – Inicia apresentação às 22h
Pipoca do Povo – Inicia apresentação às 1h da manhã

Carnaval Amazônico – Amapá

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio do Governo do Amapá, Coca-Cola e Rodrigues Colchões.

O projeto une tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

2025 inicia com registro de aumento de 68% no desmatamento da Amazônia

0

Imagem: Christian Braga/Greenpeace

O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 68% em janeiro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 133 km² de destruição florestal. A área é a sexta maior desmatada da série histórica para o mês e representa mais de 400 campos de futebol devastados por dia.

Captura de tela 2025 02 19 155048 - Ano de 2025 começa com aumento de 68% no desmatamento da Amazônia

“Esses números evidenciam uma crescente pressão sobre a Amazônia e servem como um sinal de alerta para a necessidade de fortalecer as ações de monitoramento na região. Para reverter esse cenário, é fundamental intensificar a fiscalização, ampliar as operações de combate aos crimes ambientais e fortalecer políticas que incentivem a proteção e o uso sustentável da floresta”, afirma a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim. 

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon e mostram que Mato Grosso liderou a devastação em janeiro deste ano, concentrando 45% do total detectado. Roraima (23%) e Pará (20%) aparecem em seguida, e juntos, eles somam 88% da redução de vegetação registrada na Amazônia. 

Já nos municípios, seis dos dez que mais desmataram estão no Mato Grosso, dois em Roraima e um no Pará.

RankingNomeEstadoÁrea (km²)
1AmajariRR12
2JuínaMT8
3UruaráPA8
4Nova MaringáMT8
5Feliz NatalMT6
6CaracaraíRR6
7Porto dos GaúchosMT5
8MucajaíRR4
9AripuanãMT4
10TabaporãMT4

A pesquisadora Larissa alerta que, além desse crescimento, também é preocupante a perda em áreas protegidas concentrada em algumas regiões. “Um exemplo é que apesar do Amazonas ter sido o quinto estado que mais desmatou em janeiro de 2025, a maioria das unidades de conservação que mais desmataram estão localizadas neste estado “, explica.

Além disso, o estudo identificou que sete das dez terras indígenas mais afetadas pelo desmatamento estão total ou parcialmente dentro de Roraima, evidenciando a vulnerabilidade das TIs no estado. “A destruição dessas terras impacta diretamente os povos originários, que dependem da floresta para sua sobrevivência, além de comprometer a manutenção da biodiversidade de fauna e flora e a regulação climática. É preciso uma ação em conjunto dos órgãos responsáveis  para atuar nos locais apontados como mais críticos”, ressalta Larissa.

RankingNomeEstadoÁrea (km²)
1TI YanomamiAM/RR0,2
2TI BacurizinhoMA0,2
3TI Alto Rio NegroAM/RR0,08
4TI MalacachetaRR0,05
5TI JapuíraMT0,04
6TI CanauanimRR0,04
7TI Jurubaxi-TéaAM/RR0,02
8TI Manoá/PiumRR0,02
9TI RaimundãoRR0,02
10TI WaiWáiRR0,02

Degradação florestal em janeiro é a terceira maior desde 2009

A  degradação, caracterizada pela derrubada parcial da vegetação, que ocorre devido às queimadas e extração madeireira, atingiu 355 km² no primeiro mês do ano de 2025, afetando um território maior que o município Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. A área ainda é 21 vezes superior à impactada no mesmo período do ano passado, quando 16 km² foram acometidos. O dado é o terceiro maior da série histórica para o mês, ficando atrás apenas de janeiro de 2015 (389 km²)  e de 2011 (376 km²).

Serie historica da degradacao em janeiro - Ano de 2025 começa com aumento de 68% no desmatamento da Amazônia

Os estados amazônicos que tiveram maior ocorrência da atividade foram Pará (46%), com 116 km² degradados, e Maranhão (40%), com 144 km². Juntos eles concentraram 86% das áreas com a prática. 

É também dentro deles que estão os dez municípios com maior degradação, cinco deles no Pará e cinco no Maranhão. Ocupando o topo do ranking está o Prainha, localizado no Norte do Pará, que apresentou 67 km², extensão que equivale a 6.700 campos de futebol de mata afetados.

RankingNomeEstado Área (km²)
1PrainhaPA67
2Bom JardimMA58
3Centro Novo do MaranhãoMA52
4AlmeirimPA38
5Mojuí dos CamposPA26
6Santana do AraguaiaPA15
7Zé DocaMA14
8Amarante do MaranhãoMA10
9Centro do GuilhermeMA9
10Monte AlegrePA7

No mês de janeiro, foram detectadas oito Unidades de Conservação amazônicas com a presença da degradação. Três delas estão situadas no Pará, uma no Maranhão, duas em Rondônia, uma no Amapá e uma está distribuída entre o Amazonas, Mato Grosso e Roraima. São elas: Rebio do Gurupi (50 km²), FES do Paru (17 km²), APA Arquipélago do Marajó (2 km²), Parna Serra da Cutia (2 km²), Parna dos Campos Amazônicos (1 km²), Resex do Rio Cajari (1 km²), APA do Tapajós (0.3 km²) e Resex do Rio Pacaás Novos (0.2 km²).

Além das UCs, sete Terras Indígenas também foram degradadas, três delas estão no Maranhão, duas em Mato Grosso, uma no Amazonas e uma no Pará. Quem liderou o ranking foi a TI Alto Turiaçu, localizada no Maranhão, ela teve 69 km² atingidos, território equivalente a 6.900 campos de futebol de mata degradados no primeiro mês do ano.

RankingNomeEstado Área (km²)
1TI Alto TuriaçuMA69
2TI AraribóiaMA10
3TI PiripkuraMT2
4TI Cunhã-SapucaiaAM1
5TI Alto Rio GuamáPA0.4
6TI WawiMT0.1
7TI AwáMA0.08

“Apesar da alta, é esperado que os números de desmatamento e degradação reduzam nos próximos meses, pois estamos nos meses onde historicamente esses distúrbios não são tão intensos por conta das chuvas. Por isso, é importante que o governo e órgãos responsáveis usem esse tempo para focar ainda mais em ações preventivas e planejamento para conter os impactos antes que chegue o período mais crítico”, alerta Carlos Souza Jr. , pesquisador do Imazon.

Veja aqui os dados de janeiro

Acesse aqui todos os boletins de desmatamento e degradação

Saiba mais sobre o SAD aqui

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon