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Faturamento do Polo Industrial de Manaus cresce quase 10% e chega a R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre de 2026

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Linha de produção Polo Industrial de Manaus. Foto: Arquivo g1 AM

O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) nesta sexta-feira (7). O resultado representa uma alta de quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento foi de R$ 110,8 bilhões.

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O desempenho foi registrado entre janeiro e junho e mantém os principais setores da indústria em ritmo de produção. Em moeda americana, o faturamento do PIM chegou a US$ 23,53 bilhões no período.

As exportações somaram US$ 391,04 milhões no primeiro semestre. Apenas em junho, as vendas externas alcançaram US$ 51,56 milhões. Já em relação as vagas de trabalho, o PIM registrou média mensal de 130.903 empregos entre janeiro e junho de 2026.

Leia também: Zona Franca de Manaus completa 59 anos como principal motor econômico na Amazônia

Produção de motocicletas na Zona Franca de Manaus
Faturamento do Polo Industrial de Manaus cresce quase 10% e chega a R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre de 2026. Foto: Abraciclo

Informática impulsiona e bebidas em alta: o faturamento por setores

O segmento de Bens de Informática liderou a participação no faturamento do polo, com 22,01% do total. Em seguida aparecem Duas Rodas, com 19,77%; Eletroeletrônico, com 15,90%; e Químico, com 10,87%.

Também tiveram participação relevante os setores Termoplástico, com 10,49%; Metalúrgico, com 8,78%; e Mecânico, com 6,33%. Veja o gráfico abaixo:

Foto: Reprodução/g1 Amazonas

Entre os segmentos, o setor de Bebidas apresentou a maior alta percentual no faturamento. O crescimento foi de 48,05% no primeiro semestre.

Entre os principais produtos fabricados no PIM estão motocicletas, motonetas e ciclomotores. Ao todo, foram produzidas 1.152.715 unidades no primeiro semestre.

A produção de telefones celulares chegou a 6.226.893 unidades no período.

Algumas linhas também registraram crescimento na quantidade produzida. A fabricação de home theaters, por exemplo, chegou a 24.465 unidades, alta de 30,70%.

A produção de lâminas e cartuchos somou 46.121.608 unidades, crescimento de 28%. Já a fabricação de microcomputadores desktop chegou a 5.813 unidades, alta de 19,73%.

Avaliação

Segundo a Suframa, os resultados do primeiro semestre confirmam a manutenção do nível de produção do Polo Industrial de Manaus e repetem o padrão observado em períodos anteriores.

Polo industrial de Manaus
Faturamento do Polo Industrial de Manaus cresce quase 10% e chega a R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre de 2026. Foto: Josney Benevuto/Rede Amazônica

A distribuição do faturamento também permaneceu concentrada nos segmentos de Bens de Informática, Duas Rodas, Eletroeletrônico e Químico, que seguem entre os principais setores da indústria do polo.

*Por Rede Amazônica Amazonas.

Como os rios de água barrenta, preta ou clara influenciam na alimentação das populações do Amazonas

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O jaraqui é um dos peixes mais consumidos no Amazonas. Foto: Matheus Castro/Acervo Rede Amazônica AM

O tipo de rio pode ajudar a explicar a diversidade de peixes encontrados nas mesas dos amazonenses. Essa é a relação apresentada pelo gastrônomo carioca Thiago Loeser, criador do projeto Odisseia Gourmet, que analisou como as características das águas da Amazônia estão ligadas aos ambientes, à biodiversidade e aos hábitos alimentares de diferentes regiões do estado.

Em um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais, Loeser defende que o Amazonas não possui uma única culinária, mas diferentes formas de alimentação construídas a partir da relação das populações com os rios. Segundo o gastrônomo, fatores como composição da água, temperatura e origem dos rios ajudam a entender por que determinadas espécies são mais presentes em algumas áreas da Amazônia.

“No Amazonas, quem manda na cozinha não é só o rio, e sim o tipo de rio. Lá existem três tipos de água e cada uma monta uma mesa completamente diferente”, sintetiza Loeser.

A relação, porém, é mais complexa para a ciência. O pesquisador e doutor em ecologia aquática Edinbergh Caldas de Oliveira explica que, embora os rios tenham características próprias, muitas espécies de peixes circulam por diferentes ambientes e não ficam restritas a um único tipo de água.

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Gastrônomo carioca, Thiago Loeser é criador do projeto Odisseia Gourmet, que aborda sobre alimentos brasileiros, inclusive da região amazônica. Foto: Reprodução/Youtube-Odisseia Gourmet

Como os diferentes tipos de água formam ambientes distintos

A análise apresentada por Thiago Loeser considera conceitos da limnologia, ciência que estuda as águas continentais. As características dos rios influenciam os ambientes onde vivem plantas e animais e ajudam a explicar a relação entre natureza, pesca e alimentação.

As águas barrentas, como as do Rio Solimões, nascem na Cordilheira dos Andes e chegam à Amazônia carregadas de sedimentos e minerais. Com coloração semelhante a um “café com leite”, elas fertilizam as áreas de várzea durante os ciclos de cheia e seca. Esse ambiente favorece a agricultura ribeirinha e também abriga espécies de grande porte e importância comercial, como o tambaqui.

Já as águas pretas, como as do Rio Negro, têm coloração escura, semelhante à de um chá forte. São águas mais ácidas e com pouca quantidade de sedimentos minerais. Apesar da aparência, o Rio Negro abriga uma das maiores biodiversidades de peixes do planeta. A presença de espécies menores e com populações reduzidas ajudou a transformar Barcelos em referência mundial no aquarismo e na pesca sustentável do peixe-cardinal.

Os rios de água clara também fazem parte da diversidade amazônica e apresentam características próprias, que influenciam os ambientes encontrados em cada região.

Leia também: Conheça as diferentes cores de águas em rios da Amazônia e entenda suas mudanças

O encontro das águas mostra diferenças entre os rios

Encontro das águas
Encontro das águas no Amazonas — Foto: Reprodução/G1 Amazonas

Um dos exemplos mais conhecidos da diversidade dos rios amazônicos está em Manaus, no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O Rio Negro tem água mais quente, ácida e com movimento mais lento. Já o Solimões possui água mais fria, densa e rápida.

As diferenças entre eles fazem com que os rios sigam lado a lado por quilômetros antes de se misturarem completamente. O fenômeno ocorre pela diferença de densidade das águas e se tornou uma das paisagens naturais mais famosas da Amazônia. Ao g1, Thiago Loeser contou que o projeto nasceu da vontade de mostrar a gastronomia como uma forma de entender a cultura e o ambiente de cada região.

“Quando vou decidir os temas de uma região, tento ir além da receita típica. Como gastrônomo, analiso o ambiente, pois o ecossistema afeta a biodiversidade e os costumes. A composição do rio define quais insumos estarão acessíveis ao nativo”, explica.

O material é produzido de forma independente, com pesquisas acadêmicas, imagens e relatos de moradores locais.

“Muito da nossa cultura alimentar não tem documentação acadêmica. Ela sobrevive na oralidade de ribeirinhos, quilombolas e indígenas. Não posso ter um pensamento elitizado de que só o que está em artigo é válido. É preciso respeitar a ciência, mas também entender a riqueza do conhecimento popular.”

O que a ciência diz sobre a relação entre rios e peixes

Edinbergh Caldas de Oliveira concorda que os rios amazônicos possuem características diferentes, mas destaca que a distribuição das espécies depende de vários fatores e não apenas do tipo de água. Segundo ele, a biodiversidade do Rio Negro está ligada a cadeias alimentares complexas, mas esse ambiente também possui maior fragilidade.

“É um ecossistema com enorme riqueza de espécies devido a cadeias alimentares muito complexas, mas que são frágeis em razão da baixa produção primária. Há muitas espécies envolvidas, mas elas ocorrem em números populacionais pequenos se comparados aos rios de água branca”, detalha o professor.

Em períodos de crise climática e secas severas, essa característica torna rios de água preta e clara mais vulneráveis do que o Solimões/Amazonas, que possui maior volume de água e recuperação mais rápida.

Leia também: Portal Amazônia responde: como os peixes enxergam nas águas dos rios Negro e Solimões?

Rio Negro. Foto: Arquivo pessoal/Marcos Amend

Peixes circulam por diferentes ambientes da Amazônia

A principal ressalva do pesquisador é sobre a ideia de que cada tipo de água determina, sozinho, quais espécies chegam à mesa. Segundo Edinbergh, muitos peixes amazônicos são migratórios e percorrem grandes distâncias ao longo da vida.

“Do ponto de vista ecológico, é difícil fazer essa separação rígida por rios. Espécies de grande valor comercial e alimentar, como o tambaqui, o jaraqui e grandes bagres (piraíba, surubim), são migratórias. Elas possuem áreas de vida que cobrem centenas de quilômetros, circulando entre a calha dos rios, os lagos e as florestas inundadas (igapós e várzeas) para desovar, crescer e se alimentar”, esclarece.

Produção de tambaqui. Foto: Raquel Maia/Amazônia Agro/Rede Amazônica

O pesquisador explica que algumas espécies, como pirarucu e tucunaré, permanecem mais associadas a determinados lagos e áreas de várzea. Outras dependem da conexão entre diferentes ambientes da bacia amazônica para completar o ciclo de vida.

Conservação ajuda a manter os peixes nos rios

Reserva de Desenvolvimento Sustentável é referência em manejo do pirarucu. Foto: Divulgação

Apesar de partirem de perspectivas diferentes, gastronomia e ciência destacam a importância de compreender e preservar os rios amazônicos. Iniciativas como o manejo comunitário do pirarucu e a pesca sustentável do peixe-cardinal, em Barcelos, no interior do Amazonas, mostram que o uso responsável dos recursos naturais pode proteger espécies e manter a atividade pesqueira

Para Edinbergh, a preservação depende da união entre conhecimento tradicional, pesquisa científica e políticas públicas. “O manejo comunitário é essencial para administrar os recursos da nossa bacia com ética e sustentabilidade. Esse diálogo entre a ciência e a sociedade precisa do apoio de políticas públicas sérias, conscientização, fiscalização rigorosa no cumprimento do Defeso e o combate a obras que destruam os corredores ecológicos indispensáveis para a nossa biodiversidade”, concluiu.

*Como informações de Lucas Macedo, do G1 Amazonas.

Conheça as Plantas Alimentícias Não Convencionais encontradas em Rondônia

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Flor de ora-pro-nóbis, faz parte das PANCs. Foto: Acervo pessoal/Osvanda Silva

Conhecidas como Plantas Alimentícias Não Convencionais, as PANCs são, em sua maioria, mais nutritivas do que hortaliças tradicionais e apresentam um teor muito elevado de vitaminas, minerais, proteínas e fibras. Em Rondônia, por exemplo, algumas espécies como taioba, ora-pro-nóbis, caruru e beldroega costumam crescer espontaneamente em quintais, calçadas e terrenos baldios.

Apesar de muitas vezes serem tratadas como “mato”, elas fazem parte das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), grupo de vegetais com alto valor nutricional. É o que explica a professora de Botânica da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura.

“São plantas ou vegetais ou partes de plantas comestíveis que não fazem parte do nosso hábito alimentar cotidiano. Elas não possuem uma cadeia produtiva em larga escala, como acontece com a alface, por exemplo”, detalha a especialista.

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Quais são as PANCs encontradas em Rondônia?

Flor da PANC Begônia — Foto: Acervo Pessoal/Osvanda Silva de Moura

De acordo com a professora, por causa da biodiversidade amazônica, Rondônia reúne uma grande variedade dessas plantas. Entre as mais conhecidas estão:

  • Taioba;
  • Caruru;
  • Beldroega;
  • Ora-pro-nóbis;
  • Inhame;
  • Caapeba;
  • Pajurá;
  • Araçá-boi;
  • Lambari-roxo;
  • Camu-camu.

No Viveiro Educativo da Unir também são cultivadas espécies como buganvília (primavera), brilhantina, erva-de-jabuti, begônia e sara-tudo.

Como consumir com segurança?

Apesar dos benefícios, Osvanda alerta que é fundamental identificar corretamente cada espécie antes do consumo.

“Nunca deve consumir uma planta se tiver dúvidas sobre a espécie, porque muitas plantas tóxicas podem se parecer com PANC”, orienta.
Ela cita a taioba como um dos principais exemplos. A espécie comestível costuma ser confundida com a taioba-brava, que possui altos níveis de oxalato de cálcio e pode provocar irritações e intoxicações, mesmo após o cozimento.

Leia também: Conheça as PANC, plantas alimentícias não convencionais da Amazônia

Dindin feito da PANC Vinagreira
Dindin feito na Unir da PANC Vinagreira. Foto: Acervo Pessoal/Osvanda Silva de Moura

Também é recomendado evitar colher plantas em locais com risco de contaminação, como áreas próximas a esgoto, vias com tráfego intenso ou locais frequentados por animais. A higienização também é indispensável antes do preparo. As PANCs podem ser consumidas de diferentes formas, dependendo da espécie. Algumas são usadas em saladas, sucos e pratos frios, enquanto outras precisam ser cozidas antes do consumo. Também podem ser utilizadas em sopas, refogados, bolos, pães e massas.

“Nós já fizemos patê com ora-pro-nóbis, pizza e suco com lambari-roxo, bolo de capim-santo, picolé de vinagreira e suco de buganvília”, conta a professora.

Professora Osvanda Moura segurando uma PANC e Planta Medicinal Lambari-roxo. Foto: Acervo Pessoal

Segurança alimentar

Além dos benefícios nutricionais, a pesquisadora ressalta que as PANCs podem contribuir para ampliar o acesso à alimentação. O maior desafio, porém, é o descontentamento da população.

“Elas servem de alternativa também para essas pessoas, porque são de fácil cultivo, crescem rápido, não precisam de agrotóxicos e raramente sofrem com pragas. Muitas pessoas ainda associam essas plantas apenas ao ‘mato’ e têm receio de consumi-las por falta de informação”, conclui Osvanda.

*Material publicado originalmente pelo G1 Rondônia, com informações de Raíssa Fontes.

Fotógrafo manauara premiado em Paris lança livro sobre cotidiano e sobrevivência na pandemia

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Nascido no Amazonas e radicado em São Paulo, Maneco Magnesio resgata a memória histórica do país no fotolivro “Vida que segue”. Foto: Reprodução e Acervo pessoal/Maneco Magnesio

Entre o caos e o lirismo, o fotógrafo e artista visual Maneco Magnesio Guimarães decidiu unir o propósito documental com seus dotes artísticos para lançar o fotolivro “Vida que segue – A Pandemia da Covid-19 nas Ruas do Brasil”. A obra reúne imagens capturadas pelo artista entre 2020 e 2022 para traçar um retrato contundente do cotidiano de luta pela sobrevivência do povo brasileiro durante a pandemia de Covid-19.

O livro é o desdobramento de uma exposição individual homônima que circulou por diversas galerias e centros culturais de São Paulo (capital), Suzano, Santos, Santo André e Praia Grande. A publicação foi viabilizada por meio de financiamento coletivo e se apresenta como um registro histórico de forte viés memorialístico.

Foto: Reprodução

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O fotolivro de Maneco conta com importantes colaborações textuais de nomes do jornalismo, da arte e de movimentos de vítimas e sobreviventes da pandemia. Há textos assinados por diversos profissionais:

  • João Kulcsár, professor de fotografia, curador, diretor de festivais do segmento e criador do Festival Foto Brasil e do Festival de Fotografia de Paranapiacaba;
  • Laura Prado, jornalista e escritora, responsável pela organização e edição do livro, também foi responsável da curadoria das exposições que antecederam a obra;
  • Cynara Menezes, jornalista, criadora e editora do site Socialista Morena e apresentadora na TV Fórum;
  • Rosângela Silva, presidente da AVICO Brasil (Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19);
  • Maria Salete Magnoni familiar de vítima da Covid 19 e militante da AVICO;
  • Camila Tuchlinski, psicóloga, psicoterapeuta especialista em psicossomática, fundadora do Mentalistas na Cínica e jornalista.
  • Ainda há poemas de Dill Magno e Clóvis Gomes Silva (Revolucionário Distraído).

Fotolivro aborda relação entre caos e o lirismo da pandemia

As páginas de “Vida que segue” entrelaçam fotografias, manchetes de jornais da época e dados ligados às consequências da contaminação. No prefácio, João Kulcsár, destaca que essa apresentação não segue uma ordem linear: o aparente caos foi intencional, refletindo a própria percepção humana daqueles dias de crise.

Para Kulcsár, há um lirismo contido e potente na obra: “São imagens que revelam a capacidade do fotógrafo de perceber beleza onde havia suspensão e de reconhecer afeto onde reinava a incerteza”, conta.

Maneco Magnesio, autor do livro
Livro reúne imagens capturadas por Maneco entre 2020 e 2022 para traçar um retrato contundente da luta pela sobrevivência do povo brasileiro durante a pandemia de Covid-19. Foto: Acervo pessoal/Maneco Magnesio

O desejo de registrar o período surgiu em julho de 2020, quando Maneco saiu às ruas pela primeira vez e deparou-se com vias cheias de trabalhadores informais tentando garantir o sustento. Meses mais tarde, o fotógrafo retornou ao espaço urbano com o objetivo de documentar os atos e manifestações contra o governo Bolsonaro. É nesse vínculo indissociável entre o registro do cotidiano, a rua, a memória e a política que o livro se constrói.

“É parte do projeto reverberar a importância da memória para que a história não se repita. Mortes poderiam ter sido evitadas e o impacto da insegurança econômica e sanitária no cotidiano das pessoas poderia ter sido menor”, aponta Maneco.

O livro pode ser adquirido pela plataforma da Amazon ou diretamente na loja digital do autor. Neste último caso, quem for comprar via PIX, ganha desconto se preencher o formulário por meio deste link. Nas livrarias, os exemplares podem ser encontrados na La Librería, localizada no Café Colombiano, Alameda Eduardo Prado, 493, São Paulo/SP.

Leia também: Fotógrafo do Amazonas ganha reconhecimento internacional com publicação na PhotoVogue

Foto: Acervo pessoal/Maneco Magnesio

Sobre o autor

Maneco Magnesio Guimarães (Manaus, 1974) é fotógrafo, curador e designer gráfico. Nascido no Amazonas, viveu a adolescência e o início da vida adulta em Salvador (BA) e, desde 2003, reside na capital paulista. Formado em Desenho e Plástica pela UFBA e com especialização em Fotografia pelo MAM-SP (sob orientação de Marcello Vitorino), atua coordenando oficinas, mentorias e cursos livres na área.

Como fotojornalista independente e ativista pelos direitos humanos, integra o Coletivo Fotógrafas e Fotógrafos Pela Democracia. Pesquisa a fotografia de rua e urbana desde 2018, tendo acumulado três reconhecimentos na premiação internacional Pispa (Paris International Street Photo Awards), além de participar de diversas mostras coletivas e individuais.

Ficha Técnica

Livro: Vida que segue

Autora: Maneco Magnesio Guimarães

Rede social do autor: https://www.instagram.com/magnesio/

Número de páginas: 100

ISBN: 978-65-01-85406-9

Gênero: Fotografia

Ano: 2026

*Com informações da assessoria

Pesquisas da Ufam contribuem para diretrizes nacionais sobre manejo e conflitos entre humanos e onças-pintadas

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Foto: Divulgação/CIGS

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participaram da construção de um documento técnico que reúne orientações para órgãos públicos, instituições de pesquisa, produtores rurais e comunidades sobre prevenção, manejo e resposta a ocorrências envolvendo onças-pintadas. As diretrizes foram elaboradas de forma colaborativa por especialistas de diferentes instituições brasileiras e têm como objetivo subsidiar a tomada de decisão em situações de conflito entre seres humanos e a espécie.

O material, intitulado Diretrizes e fundamentos para mitigação de conflitos entre humanos e onças-pintadas, começou a ser elaborado durante o I Workshop Internacional: Conflitos com Grandes Felinos, Riscos, Causas e Soluções, realizado em agosto de 2025, no Mato Grosso do Sul. Segundo o professor da Ufam, conselheiro do CFBio e um dos autores, Rogério Fonseca, as diretrizes apresentam definições técnicas, protocolos de classificação de ocorrências, estratégias de prevenção, procedimentos de resposta, critérios para tomada de decisão e orientações para atuação integrada entre órgãos públicos e instituições de pesquisa.

O documento também estabelece recomendações para monitoramento, comunicação com comunidades e ações voltadas à coexistência entre pessoas e onças-pintadas.

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Documento técnico reúne orientações sobre tomadas de decisão em situações de conflito entre seres humanos e onças-pintadas. Foto: Divulgação

“Entre as recomendações estão a classificação das ocorrências conforme o nível de gravidade, a adoção de protocolos padronizados de atendimento e a atuação integrada entre órgãos ambientais, forças de segurança, instituições de pesquisa e gestores públicos. A experiência acumulada pela Ufam no acompanhamento de ataques de onças a humanos contribuiu para a abordagem adotada no documento, baseada na compreensão das circunstâncias em que esses eventos ocorrem e na adoção de medidas que reduzem a possibilidade de novos conflitos. Ao longo deste trabalho, pesquisadores defendem que a prevenção, o monitoramento contínuo e a produção de evidências científicas são fundamentais para garantir a segurança das populações e a conservação da espécie”, explicou o professor.

O documento também orienta sobre procedimentos em caso de encontro com uma onça-pintada, como evitar correr, manter contato visual com o animal e buscar a aproximação de outras pessoas de forma gradual. As diretrizes classificam os incidentes em diferentes categorias, desde avistamentos esporádicos até ataques a seres humanos, estabelecendo quatro níveis de gravidade para orientar a resposta institucional. Para cada situação são definidos prazos de atendimento, composição das equipes técnicas e critérios para eventual necessidade de captura, manejo e destinação do animal, sempre com base em evidências e em avaliação técnica.

A construção das Diretrizes

A pesquisadora da Ufam e também uma das autoras do material, Fabrícia Reges Ferreira, lembrou que o processo de construção das diretrizes reuniu pesquisadores, gestores ambientais, representantes de instituições públicas, privadas e organizações não governamentais, além de profissionais com experiência no manejo e na conservação de grandes felinos. “O documento foi construído de forma colaborativa e ao longo desse processo, foram discutidas evidências científicas, experiências práticas e diferentes realidades internacionais e regionais, buscando consolidar diretrizes técnicas que possam orientar a prevenção, o manejo e a mitigação de conflitos entre humanos e onças-pintadas de forma integrada e baseada na ciência”, afirmou.

Leia também: Humanos convivendo com onças-pintadas: histórias de interação com um dos gigantes da Amazônia

Ufam e o monitoramento das onças-pintadas

Onça-pintada
Onça-pintada. Foto: João Marcos Rosa

O professor Rogério Fonseca é o responsável pelos projetos Amigos da Onça e OIAA ONÇA, ligados ao Laboratório de Interações Fauna e Floresta (LaIFF/Ufam). O primeiro trata-se de uma extensão universitária que trabalha desde 2008 com mapeamento de ataques de carnívoros silvestres em atividades produtivas próximas dos eixos rodoviários da BR230, 163, 174 e 319 e das AM 010 e 070 visando à orientação de produtores rurais na minimização de conflitos entre humanos e onças.

Já o OIAA ONÇA é um banco de dados de ciência cidadã onde todos os usuários registram ocorrências (avistamentos ou ataques) e estas colaborativamente são analisadas por uma equipe de profissionais que trabalham com a espécie identificando o seu registro e propondo ações de manejo quando necessárias.

“Os registros estarão automaticamente no banco de dados das autoridades brasileiras que comandam e controlam os carnívoros silvestres, o CENAP-ICMBio, assim encurtando as distâncias entre as Instituições e o cidadão”, finalizou o professor Rogério.

*Com informações da Ufam.

Projeto fortalece o manejo de castanha-da-amazônia na Flona de Caxiuanã, no Pará

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Foto: Sidney Oliveira/IPÊ

Moradores da Floresta Nacional de Caxiuanã, no arquipélago do Marajó, no Pará, participaram, na última semana de julho, de uma oficina sobre o diagnóstico da cadeia produtiva da castanha-da-amazônia. A iniciativa, promovida pelo projeto Castanha Caxiuanã, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, tem o objetivo de fortalecer o diálogo local e potencializar as oportunidades para o manejo sustentável do alimento no território.

Durante a oficina, foram mapeados 25 castanhais na comunidade de Caxiuanã na unidade de conservação. O levantamento foi feito com base na informação dos próprios moradores, que desenharam o mapa da Flona e identificaram os pontos de coleta no território.

“A nossa ideia aqui é ouvir a comunidade e entender como funciona a cadeia da castanha, já que há muito tempo este produto é manejado na Flona. E a partir disso, auxiliar através do projeto nos pontos da cadeia que precisarem de atenção, seja na forma de manejo, na organização social ou na venda dela. Nesta primeira etapa, vamos fazer um mapeamento e diagnóstico participativo para escutar os moradores sobre a atividade da castanha e realizar um levantamento dos castanhais da região. Essas informações serão fundamentais para o planejamento das próximas ações, assim como para compreender como melhorar e fortalecer a cadeia produtiva local”, afirma Ilnaiara Sousa, pesquisadora do IPÊ.

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Equipe de pesquisadores do IPÊ e agentes do ICMBio. Foto: Sidney Oliveira/IPÊ

Além do encontro com os extrativistas, realizado na escola da comunidade Caxiuanã, o projeto também realizou visitas em dois castanhais da Flona para fazer o georreferenciamento da área.

A extrativista Maria Calixta, 63, disse que está animada com a execução do projeto e vê a iniciativa do IPÊ como uma oportunidade para valorizar a produção de castanha na localidade

Pesquisadora na Flora de Caxiuanã. Foto: Sidney Oliveira/IPÊ

“A coleta de castanha faz parte da rotina da minha família. Todos os anos nos reunimos para coletar e vender os frutos, mas devido às dificuldades que enfrentamos a cada ano, sem nenhum apoio, esse trabalho está cada vez mais desvalorizado. Como não temos uma cooperativa para fortalecer as vendas, o atravessador é que impõe o preço dele e muitas vezes acaba colocando um preço muito abaixo, que desestimula o trabalho. Por isso, acho importante ter uma oportunidade como essa, pois todos aqui passam pela mesma situação de desvalorização”, ressalta.

Leia também: Qual o termo certo: castanha do Pará, do Brasil ou da Amazônia?

A expectativa de dona Calixta também é compartilhada pelo extrativista Roberto Araújo, 38. Ele conta que a falta de apoio à atividade faz com que muitos coletores sejam obrigados a vender seus produtos muito abaixo do mercado. “Acredito que esse projeto pode ser uma oportunidade para fortalecer a nossa cadeia produtiva, principalmente em relação à comercialização. Outro ponto positivo que achei é a possibilidade da gente se organizar numa cooperativa, que certamente vai incentivar os coletores da nossa comunidade”, pontua.

As próximas etapas do projeto contarão com mapeamento e diagnóstico participativo em mais três comunidades da FLONA, inventários participativos dos castanhais, estimativa da produção, e elaboração do documento técnico participativo da Cadeia de Valor.

Flona de Caxiuanã

Floresta Nacional de Caxiuanã recebe a iniciativa do projeto que visa fortalecimento do manejo florestal da castanha-da-amazônia. Foto: Sidney Oliveira/IPÊ

Criada em 1961, a Floresta Nacional de Caxiuanã possui uma área de 330 mil hectares. A unidade de conservação, que ocupa os territórios dos municípios de Portel e Melgaço, no arquipélago do Marajó, é a Flona mais antiga da Amazônia e possui alguns dos ecossistemas naturais mais representativos da região como floresta de terra firme, igapó e várzea. De acordo com o último levantamento do ICMBio, na UC vivem cerca de 118 famílias distribuídas em sete comunidades.

Projeto Castanha Caxiuanã

Iniciado em dezembro de 2025, o projeto “Castanha Caxiuanã: fortalecimento da Cadeia de Valor da Castanha-da-amazônia na FLONA de Caxiuanã” tem como objetivo organizar e fortalecer o manejo florestal não madeireiro, com foco no desenvolvimento da cadeia de valor da castanha-da-amazônia na Floresta Nacional de Caxiuanã. A iniciativa, financiada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), com o apoio do ICMBio, prevê o fomento à sociobioeconomia local, através da participação coletiva e a melhoria dos planos de manejo florestal comunitário na unidade de conservação atendida.

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Castanhal do ICMBio. Foto:Sidney Oliveira/IPÊ

*Com informações da assessoria

Modelo de segurança pública de Roraima é apresentado para polícias da Amazônia Legal e Internacional

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Equipes conheceram a estrutura da Secretaria de Segurança Pública de Roraima na última quinta-feira, 6. Foto: Neto Figueiredo e Ascom/PCRR

Uma comitiva do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), formada por representantes das polícias dos Estados da Amazônia Legal e dos países que fazem parte do bioma amazônico com o Brasil, visitou a estrutura da Secretaria de Segurança Pública de Roraima na última quinta-feira, 6 de agosto.

A visita, que também contou com um representante da Guarda Civil da Espanha, teve como objetivo apresentar as estratégias, investimentos e resultados da política estadual de segurança pública, além de fortalecer a cooperação entre as instituições que atuam no enfrentamento aos crimes transnacionais na região amazônica.

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Visita de comitivas na secretaria de segurança pública de Roraima
Equipes conheceram a estrutura da Secretaria de Segurança Pública de Roraima. Foto: Neto Figueiredo e Ascom/PCRR

Durante o encontro, a Sesp apresentou a estrutura da segurança pública estadual, as ações integradas entre as forças policiais, os investimentos realizados e os resultados obtidos no combate à criminalidade, especialmente nas ações voltadas ao enfrentamento ao crime organizado e aos delitos praticados na faixa de fronteira.

Também foram discutidas propostas de cooperação entre os órgãos de segurança dos países amazônicos e das instituições brasileiras, como produção integrada de inteligência, monitoramento por imagens de satélite, operações conjuntas de fiscalização, cooperação com autoridades da Guiana no enfrentamento à imigração ilegal e planejamento integrado de ações em áreas de fronteira.

A secretária da Segurança Pública, Eliane Gonçalves, destacou que as políticas públicas implementadas em Roraima têm chamado a atenção de instituições nacionais e internacionais pelos resultados alcançados.

“É gratificante constatar que as iniciativas desenvolvidas pelo Governo de Roraima, incluindo o trabalho realizado pelo Centro Integrado de Monitoramento e Atendimento ao Cidadão, são consideradas referências e modelos para outras regiões e países. Esse reconhecimento demonstra que o Estado vem consolidando uma gestão eficiente, integrada e comprometida com a segurança da população”, ressaltou.

Visitas Técnicas

A agenda da missão também incluiu visitas técnicas às unidades da PCRR (Polícia Civil de Roraima), acompanhadas pela delegada-geral Simone Arruda. A comitiva conheceu a estrutura operacional, os modelos de atendimento e o trabalho investigativo desenvolvido pela instituição.

A primeira visita ocorreu na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), localizada na Casa da Mulher Brasileira, onde foram apresentados o fluxo de atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar e os procedimentos adotados desde o acolhimento até a conclusão das investigações.

Na sequência, os representantes conheceram o 1º Distrito Policial, onde foram apresentados os serviços prestados pela unidade, a estrutura administrativa e os procedimentos adotados pela Polícia Civil no atendimento à população e na condução das investigações.

Visita na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), localizada na Casa da Mulher Brasileira. Foto: Neto Figueiredo e Ascom/PCRR

Toda a agenda institucional da PCRR contou com o apoio do Dopes (Departamento de Operações Especiais), responsável pelo planejamento operacional, segurança e deslocamento da missão durante as atividades.

Saiba mais: Amapá, Tocantins e Roraima lideram redução da violência letal na Amazônia Legal, aponta Anuário

A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, destacou a importância da cooperação entre as instituições diante da posição estratégica de Roraima na Amazônia.

“Roraima possui uma posição estratégica por fazer fronteira com a Venezuela e a Guiana. Essa integração fortalece a troca de informações, aproxima as instituições e amplia nossa capacidade de investigação e de enfrentamento ao crime organizado. A Polícia Civil de Roraima tem investido continuamente em qualificação profissional, tecnologia e acordos de cooperação técnica para oferecer respostas cada vez mais eficientes à sociedade”, afirmou.

O delegado da Polícia Federal e coordenador do CCPI Amazônia, Paulo Henrique Oliveira Rocha, explicou que a missão busca fortalecer a integração entre os órgãos de segurança dos países.

“Viemos a Roraima para que os integrantes do CCPI Amazônia conheçam o trabalho desenvolvido pelas instituições de segurança pública do Estado e, ao mesmo tempo, apresentar a atuação do Centro. Nosso objetivo é fortalecer a cooperação entre os estados da Amazônia Legal e os países que compartilham a floresta amazônica, ampliando o intercâmbio de informações e a integração entre as forças policiais no enfrentamento aos crimes transnacionais”, afirmou.

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Equipes conheceram a estrutura da Secretaria de Segurança Pública de Roraima. Foto: Neto Figueiredo e Ascom/PCRR

Segundo o delegado, o CCPI Amazônia reúne oficiais de ligação dos estados da Amazônia Legal e representantes dos países amazônicos, promovendo a troca de informações estratégicas, o compartilhamento de boas práticas e o desenvolvimento de ações conjuntas voltadas ao combate ao tráfico de drogas, organizações criminosas, crimes ambientais, tráfico de pessoas e outras modalidades criminosas que ultrapassam fronteiras. O Centro também mantém cooperação internacional com a Guarda Civil da Espanha.

Resultados

Entre os indicadores apresentados está a redução de 37,2% na taxa de homicídios entre 2022 e 2024, considerada a maior do país, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.

Outro destaque foi a Operação Rota do Norte, realizada pela Polícia Civil de Roraima em 2026, que resultou no bloqueio judicial de R$ 429 milhões em bens e ativos ligados ao crime organizado, uma das maiores medidas de descapitalização da história da corporação.

Os investimentos estaduais em segurança pública passaram de R$ 619,8 milhões, em 2021, para R$ 1,02 bilhão, em 2025, o que representa crescimento real de 65%.

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Gestão Integrada de segurança pública

A Sesp apresentou a estrutura de coordenação da política estadual de segurança pública. Entre as principais atribuições estão a elaboração do Plano Estadual de Segurança Pública, a gestão de recursos provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública, a produção de inteligência estratégica, a integração operacional entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e órgãos federais, além do monitoramento de indicadores e da utilização de tecnologias voltadas à prevenção e ao combate à criminalidade.

Centro Integrado de Comando e Controle (CICC/RR). Foto: Neto Figueiredo e Ascom/PCRR

O Centro Integrado de Monitoramento e Atendimento ao Cidadão também foi apresentado à comitiva como uma das ferramentas utilizadas para fortalecer a capacidade de resposta das forças de segurança.

A comitiva conheceu ainda o cenário enfrentado por Roraima em razão do intenso fluxo migratório registrado nos últimos anos. Desde 2018, foram contabilizadas mais de 962,5 mil entradas pela fronteira do Estado, situação que provocou impactos diretos na demanda por serviços públicos e nas ações de segurança.

A agenda da missão internacional prossegue nesta sexta-feira, 07, com visitas técnicas às unidades da Polícia Militar e, posteriormente, à cidade de Lethem, na Guiana, onde os representantes encerram a programação em Roraima.

*Com informações de Júlia Rocha e Sandra Lima, da Secom Roraima

Mais de 44 mil pessoas vivem em áreas de risco em Rio Branco, diz relatório; Veja bairros

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Principal desafio de Rio Branco está relacionado às inundações provocadas pelo Rio Acre e seus afluentes. Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre

Entre bairros como Cidade Nova e Quinze, um levantamento inédito identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico na capital acreana, onde vivem, aproximadamente, 44 mil pessoas. O diagnóstico faz parte do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco, apresentado na (5). Veja a lista das regiões mais afetadas.

O documento vai servir como base para orientar obras, investimentos e ações preventivas para reduzir os impactos provocados por enchentes, erosões, deslizamentos e outros eventos extremos.

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O relatório foi elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com o Ministério das Cidades e apoio da Defesa Civil Municipal. Além de mapear as áreas mais vulneráveis do município, o estudo também aponta intervenções prioritárias para diminuir os riscos e fortalecer o planejamento urbano.

Segundo a Defesa Civil Municipal, o levantamento também atualiza o número de áreas monitoradas pelo município. Em 2023, Rio Branco possuía 63 áreas classificadas como de risco, um aumento de cerca de 38%.

Os levantamentos em Rio Branco foram feitos em três etapas de campo: em junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026 e identificou casas suscetíveis a inundações, processos erosivos e movimentos de massa.

Com base nas informações coletadas, deve-se criar uma base técnica para orientar futuras políticas públicas nas áreas de infraestrutura, habitação, drenagem, saneamento e recuperação ambiental.

Leia também: Quase 3 mil áreas de risco na Amazônia Legal foram identificadas pelo SGB

Bairro Cidade Nova e Quinze, no Segundo Distrito, possuem o maior número de pessoas que ocupam setores classificados como de risco alto — Foto: Google Maps

Segundo o chefe da Divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil, Tiago Antonelli, o município enfrenta processos erosivos, conhecidos popularmente como ‘terras caídas’, decorrentes das características do solo da capital acreana.

“Nós temos também as terras caídas, os rastejos aqui em Rio Branco, por conta de características do solo. Então trincas e rachaduras são comuns também de acontecer, apesar da baixa declividade do terreno”, acrescentou.

Bairros mais afetados

Conforme o estudo, o maior número de pessoas que vivem em áreas de risco está nos bairros Cidade Nova e Quinze. Ao todo, mais de 7,4 mil pessoas ocupam regiões classificadas como de risco alto.

Em seguida, vem os bairros Taquari, com cerca de 5,2 mil pessoas, Seis de Agosto, com 4,5 mil pessoas, e Recanto dos Buritis, com 3,5 mil pessoas, que estão entre os diferentes setores de risco mapeados.

Segundo o levantamento, as classificações dos bairros em áreas de risco ocorrem da seguinte forma:

  • Bairros com risco muito alto: Dom Giocondo, Novo Horizonte, 6 de Agosto, Taquari e a área do Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo).
  • Bairros com risco alto: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Palheiral, Volta Seca, Boa Vista, João Paulo II, Sobral, Laélia Alcântara, Calafate, Loteamento Severa Romana (Mutum), Taquari, Panorama, Adalberto Aragão, Jardim Tropical, Oscar Passos, São Francisco, Oscar Plácido, Vitória, Placas, Centro, Canaã, Recanto dos Buritis, Santa Inês, Cidade Nova e Quinze, Comara e Estrada do Porto Acre (localidade).
  • Bairro com risco médio: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Laélia Alcântara, Calafate, Floresta Sul, Taquari, Panorama, Estrada do São Francisco, Placa, Ouricuri, 6 de Agosto, Santa Terezinha e Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo).

O relatório complementa ainda que alguns bairros aparecem em mais de uma categoria pois possuem diferentes áreas de risco, já que cada setor é classificado de forma individual e segue suas características geológicas, hidrológicas e o nível de vulnerabilidade das ocupações.

Soluções

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, além de apontar onde estão os problemas, o estudo também apresenta caminhos para solucioná-los.

“A prefeitura vai ter esse conhecimento e pode propor obras estruturantes e não estruturantes, enfim, fazer o planejamento urbano. Essas informações nós vamos priorizar e verificar aquelas áreas que estão mais suscetíveis e as que causam o maior problema”, disse.

O coordenador ressaltou ainda que, em alguns casos, o plano vai poder subsidiar projetos para reassentamento de famílias que vivem em áreas de maior vulnerabilidade.

Plano Municipal de Redução de Riscos mapeou áreas suscetíveis a enchentes, erosões e deslizamentos. Foto: Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco

“O maior risco que temos é o hidrológico, o risco de inundação. Em algumas áreas, podemos propor inclusive a remoção de pessoas que habitam esses locais, por meio de planos de trabalho encaminhados ao Ministério das Cidades, a outros ministérios ou até mesmo com recursos próprios da prefeitura”, afirmou.

O chefe da Divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil complementou que o principal desafio de Rio Branco está relacionado às inundações provocadas pelo Rio Acre e seus afluentes.

“Aqui em Rio Branco, majoritariamente, o risco é a inundação, então é o extravasamento do Rio Acre, dos igarapés tributários. É um risco que a população tende a conviver com ele, que é natural, mas a nossa proposta é, além de dar luz ao problema, é sobre como o município pode mitigar, diminuir o grau de risco e a população conviver com o risco de insegurança”, explicou Antonelli.

“A ideia é que, na próxima atualização [do relatório], esse número [de 87] seja menor. Aí, sim, teremos um Plano Municipal de Redução de Riscos realmente atuante”, complementou Falcão.

*Por Pâmela Celina e Pedro Marcelo, Rede Amazônica Acre.

Mentoria da Charão ajuda empresas a proteger o lucro na Reforma Tributária

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Foto: Divulgação/Charão Tributário

A Reforma Tributária já exige decisões das empresas. Mais do que acompanhar as novas regras, empresários e gestores precisam compreender como as mudanças poderão afetar o lucro, a formação de preços, as margens e a competitividade do negócio.

Para apoiar essa preparação, a Charão Tributário desenvolveu a Mentoria da Reforma Tributária, voltada a empresas que desejam antecipar riscos e conduzir os sete anos de transição com mais clareza, segurança e estratégia.

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Na mentoria, empresários e gestores analisam os dados reais da própria empresa ao lado de especialistas. O trabalho busca identificar possíveis impactos e orientar a construção de estratégias para proteger preços, margens, operações e resultados.

Análise aplicada à realidade de cada empresa

Os efeitos da Reforma Tributária não serão iguais para todos os negócios. Segmento, regime tributário, localização, fornecedores, clientes, estrutura de custos e características da operação podem gerar cenários diferentes.

Por isso, a Charão não trabalha com uma orientação genérica. A mentoria parte da realidade de cada empresa para avaliar como as mudanças poderão interferir em suas decisões comerciais, financeiras, contábeis e fiscais.

Saiba mais: Grupo Charão conquista reconhecimento nacional no GPTW

A proposta é permitir que a liderança compreenda os possíveis cenários antes que os impactos apareçam nos resultados. Assim, o empresário deixa de apenas acompanhar a Reforma Tributária e passa a conduzir a preparação da empresa.

O processo também aproxima diferentes áreas do negócio. Gestão, financeiro, comercial, contábil, fiscal e tecnologia precisam estar alinhados, já que a transição poderá exigir ajustes em processos, sistemas, contratos e estratégias.

Especialização na realidade tributária do Norte

A Charão é especialista em Reforma Tributária aplicada à Zona Franca de Manaus e à Área de Livre Comércio de Boa Vista, regiões que possuem particularidades tributárias e operacionais que exigem uma análise específica.

Desde 2024, a empresa estuda a Reforma Tributária diretamente em Brasília e São Paulo, acompanhando sua evolução para transformar as mudanças legais em orientações aplicáveis à realidade das empresas.

Leia também: Charão Tributário marca presença na AMASE Big Show e reforça destaque local

Com forte atuação na região Norte do país, especialmente em Manaus, no Amazonas, e Boa Vista, em Roraima, e reconhecimento em âmbito nacional, a Charão reúne conhecimento técnico, experiência regional e proximidade com empresários e gestores.

Essa especialização permite analisar os efeitos da Reforma considerando não apenas as regras gerais, mas também os incentivos, os créditos e as características próprias das operações realizadas na Zona Franca de Manaus e na Área de Livre Comércio.

Dados transformados em estratégia

Mentoria Charão Tributário
Foto: Divulgação/Charão Tributário

A mentoria utiliza a Metodologia Charão, que integra profissionais especializados, processos seguros e tecnologia. O método transforma dados em informação, conhecimento e estratégia para apoiar decisões empresariais.

A proximidade com os empresários também faz parte do processo. A equipe busca compreender o funcionamento da empresa, seus desafios e sua estrutura para apresentar direcionamentos compatíveis com a realidade do negócio.

A proposta da mentoria não é apenas explicar a legislação, mas mostrar como as mudanças podem atingir cada empresa e quais decisões precisam ser tomadas para preservar o lucro, as margens e a competitividade.

A mensagem da Charão é direta: quem se antecipa protege o lucro. Quem espera pode pagar o preço.

Empresários e gestores interessados podem solicitar uma reunião de diagnóstico com o time da Charão Tributário. No encontro, a equipe conhece o cenário da empresa e apresenta como a mentoria poderá apoiar sua preparação.

Pesquisa reúne imagens produzidas desde 1912 e ajuda a reconstruir a memória audiovisual de Rondônia

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Imagens raras ajudam a reconstruir memória de Rondônia. Foto: Divulgação/UNIR

O que as imagens produzidas há mais de um século podem revelar sobre a Rondônia de hoje? Essa é a pergunta que o projeto de pesquisa “Imagens de Rondônia no Século XX: Mapeamento, História e Análise”, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) tem respondido para pesquisadores, estudantes e interessados pela memória audiovisual da Amazônia. O estudo, desenvolvido entre 2024 e 2026, mapeou e analisou filmes produzidos ao longo do século XX que registraram paisagens, povos e transformações do que é hoje o território rondoniense.

Coordenado pelos pesquisadores Juliano Araújo, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e Naara Fontinele, da Université de Picardie Jules Verne (França), o estudo identificou obras que atravessam diferentes períodos da história regional. Entre elas, estão registros realizados por Edgar Roquette-Pinto em 1912, imagens captadas por Silvino Santos na década de 1920 e produções que documentaram a ocupação da Amazônia nas décadas de 1970 e 1980.

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Para Juliano, parte significativa desse patrimônio audiovisual permanece pouco conhecida do público rondoniense.

“Quando começamos a pesquisa, percebemos que existiam muitas imagens produzidas sobre Rondônia, mas que estavam dispersas em arquivos, cinematecas e instituições de diferentes lugares. O desafio foi reunir esse material e compreender o que esses filmes dizem sobre a formação do estado e sobre a própria história da Amazônia”, explicou o pesquisador, frisando ainda que os “filmes mostram paisagens, modos de vida e processos históricos que marcaram profundamente a região” e que as obras “ajudam a entender como Rondônia foi vista em diferentes momentos e também como determinadas narrativas sobre a Amazônia foram construídas ao longo do tempo”.

Imagens resgatam memória, identidade e novas leituras

Imagens históricas chamaram a atenção de pesquisadores, estudantes e interessados em conhecer a memória audiovisual de Rondônia. Foto: Divulgação/Assessoria

Para Naara Fontinele, revisitar essas imagens é também uma forma de ampliar o debate sobre identidade e pertencimento. “Esses filmes não falam apenas do passado. Eles dialogam diretamente com questões que continuam presentes na Amazônia contemporânea. Quando revisitamos essas imagens, podemos enxergar novas camadas de significado e produzir outras interpretações sobre a memória de Rondônia”.

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A pesquisadora ressaltou ainda a importância da preservação dos acervos audiovisuais. “Preservar filmes é preservar histórias, experiências e formas de ver o mundo. Sem esses registros, parte importante da nossa memória coletiva corre o risco de desaparecer”, finalizou.

No último dia 4 de agosto, a obra integrou a programação da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental, realizado no auditório da UNIR. O evento reuniu pesquisadores, estudantes, realizadores e interessados em cinema para uma viagem pela memória audiovisual da Amazônia.

*Com informações da assessoria.